Os maiores desafios dos dirigentes regionais do PSB, PPS e PDT, respectivamente, Valtenir Pereira, Percival Muniz e Otaviano Pivetta, são de manter coesa a coligação Mato Grosso Muito Mais. Eles vão convencer as cúpulas nacionais sobre a decisão da terceira via e procurar evitar também conflitos internos porque nem todos concordam com a opção anunciada neste domingo, principalmente aqueles que serão candidatos proporcionais pelo bloco.
O presidente do PPS Roberto Freire (PE), por exemplo, orientou o seu partido a apoiar Wilson Santos a governador para seguir em Mato Grosso a conjuntura nacional, que é estar com o tucanato. Uma ala da legenda socialista, sob o vereador cuiabano Ivan Evangelista, se juntou com o PSDB, enquanto Percival não só se distanciou de Wilson, como resolveu encarar candidatura ao Senado no palanque de Mauro Mendes. Isso deve provocar novas brigas. Wilson vai pedir socorro a Serra para intervir junto a Freire, tudo para não perder o PPS.
Mendes obteve respaldo da Nacional do PSB para ser candidato ao Paiaguás, com o compromisso de apoiar a presidenciável petista Dilma Rousseff, que tem como palanque oficial no Estado o de Silval Barbosa, governador que busca a reeleição, com seu antecessor Blairo Maggi e o deputado petista Carlos Abicalil, ambos candidatos ao Senado. Se Mendes seguir a orientação nacional, não sofrerá pressão da cúpula. No PDT, as dicas de Manoel Dias, presidente em exercício, e do ministro do Trabalho Carlos Luppi, dirigente licenciado, são também no sentido do partido se juntar ao bloco que hoje dá sustentação ao governo do presidente Lula. Na prática, seria estar em Mato Grosso com PMDB, PT e PR, legendas que sustentam Silval ao governo, Abicalil e Maggi ao Senado. Mas, como existe a promessa dos pedetistas de construírem um palanque separado para Dilma, a direção nacional se mostra de acordo à aliança dos quatro partidos pró-Mendes (PSB, PDT, PPS e PV).