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ARTICULAÇÃO | 30/06/2010 - 15:33

Nossa coligação deve conseguir 400 mil votos, aposta Nery Geller

Andréa Haddad

Nery Geller  Foto: Josinei Moreira   Candidato único do PP a deputado federal pelo Nortão, o agricultor e empresário Nery Geller demonstra otimismo com a possibilidade de conquistar uma das oito vagas a que o Estado tem direito na Câmara. “Vamos eleger de dois a três candidatos”, aposta. Primeiro-suplente do PSDB na Casa, Geller chegou a exercer a vaga de titular por quatro meses, em substituição à presidente regional do PSDB, Thelma de Oliveira. Em setembro do ano passado, deixou o “ninho tucano” por avaliar que o PP tem uma chapa mais competitiva. “Queria um partido mais forte na disputa proporcional. Os grandes líderes nacionais da bancada ruralista são do PP e o partido está melhor estruturado, com as lideranças mais unidas”, justifica.

   Apesar de reforçar a amizade com Thelma e com o candidato tucano ao Senado, Antero Paes de Barros, Geller não esconde que possui diferenças com Wilson Santos, ex-prefeito cuiabano que encampa o projeto de reconquista do PSDB ao Palácio Paiaguás. “Tenho problemas com o Wilson Santos, de espaço mesmo. Saí do partido por vários motivos e um deles foi a divergência com o então prefeito em fazer um projeto de governo que contemple todo o Estado”, aponta.

   Ex-vereador de Lucas do Rio Verde por dois mandatos, Geller calcula que precisa conquistar de 75 mil a 90 mil votos para garantir uma cadeira. O coeficiente eleitoral para que os partidos e coligações elejam um deputado federal gira em torno dos 192 mil votos. “A nossa coligação (PP e os “nanicos” da frentinha) tem condições de fazer 400 mil votos”, diz Geller, em tom de entusiasmo.

   Ele aposta nos votos dos 70 mil eleitores de Sinop, município pólo do Nortão, e nos pequenos e médios produtores rurais, para chegar à Câmara Federal. Em 2006, com a candidatura lançada a apenas 15 dias do pleito, Geller obteve 38.287 votos. “Tinha o apoio de apenas cinco vereadores. Sem estrutura alguma, saí completamente do anonimado e tive quase 40 mil votos”, avalia.

   Neste ano, a candidatura dele será impulsionada pelo apoio de “peso” do empresário da comunicação sinopense Roberto Dorner, que abriu mão do projeto a federal para disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia. Ambos concentram eleitores da mesma região e com o mesmo perfil agroindustrial. Com a “manobra”, o apresentador de TV, Gilson de Oliveira, também retirou a pré-candidatura ao parlamento estadual para apoiar Geller e Dorner. “Se eu e o Roberto Dorner ficássemos na disputa, dividiríamos os mesmos votos. Na última segunda (28), ele me chamou para conversar e, nesse encontro, decidimos juntar as forças para que um candidato consiga se eleger e ajudar a região”, relata Geller.

   Caso seja eleito, o progressista pretende trabalhar pela flexibilização da legislação trabalhista e ambiental. Outra proposta de Geller é a fixação de preço mínimo para a comercialização dos grãos e implementação da logística necessária para o transporte das mercadorias produzidas no Estado.