O presidente regional do PDT, empresário e deputado estadual Otaviano Pivetta, diz que prefere aguardar a definição acerca dos pré-candidatos ao Senado para decidir se também entra no páreo. "Vou aguardar até saber quais serão os nomes lançados para que, assim, eu possa avaliar as possibilidades". Em 2010, vão estar em jogo duas das três cadeiras da representatividade mato-grossense no Congresso Nacional, com vencimento dos mandatos dos senadores Serys Marli (PT) e Gilberto Goellner (DEM), que virou titular em fevereiro do ano passado com a morte de Jonas Pinheiro.
Pivetta demonstra estar na trincheira. De um lado, ele recebe incentivo de alguns segmentos para encarar o projeto majoritário e, de outro, teme fracasso eleitoral. Em 2006, quando já havia trocado o PPS pela legenda pedetista, o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde por dois mandatos também ensaiou corrida à senatória. Manteve-se no páreo por alguns meses e, no final, acabou recuando. A única vaga em aberta foi conquistada por Jayme Campos (DEM) no palanque que reelegeu Blairo Maggi (ex-PPS e hoje PR) governador.
O ex-prefeito pedetista não admite publicamente, mas, no fundo, está disposto a encarar disputa majoritária, seja a senador, seja a governador. Quanto à reeleição, não demonstra mais interesse. Sua estratégia tem sido cooptar lideranças. Uma das esperanças do empresário e criar "fato novo" no PDT para o processo eleitoral de 2010. Corteja para filiação o procurador da República Pedro Taques e também o procurador de Justiça Paulo Prado, com compromisso de quem se filiar vir a concorrer a senador. Por serem membros do MP, ambos possuem o privilégio de aderir a alguma legenda seis meses antes do pleito.
Otaviano Pivetta defende o que se convencionou chamar de terceira via, contrapondo os grupos que começam a se afunilar em torno dos pré-candidatos a governador Silval Barbosa (PMDB), que tem apoio de Blairo Maggi, e do prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB). Ao mesmo tempo que discorre sobre projeto alternativo, o pedetista acha possível fechar uma aliança de oposição ao Palácio Paiaguás com DEM dos irmãos Júlio e Jayme Campos e PSDB do prefeito Santos e do ex-senador Antero de Barros. Pivetta admite, inclusive, disputar a senador por esse bloco. "Meu nome estará à disposição, mas é o partido quem deverá avaliar as possibilidades cabíveis para o próximo ano". O deputado aponta também como opção à senatória o nome do próprio Antero, a quem faz elogios. "O Antero é visto como o mais propenso para sair na disputa pelo Senado. Ele é um homem com grande experiência política".
O PDT, segundo Pivetta, vai investir nas candidaturas proporcionais. Para estadual conta, por exemplo, com 36 virtuais concorrentes. Prefere não declinar nomes, assim também para federal. "Ainda estamos em fase de avaliação dos nomes para saber quem deverá representar o partido nas eleições para federal". (Lisânia Ghisi)