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ARTICULAÇÃO | 11/07/2010 - 10:08

Silval atrai apoio de líderes e dissidentes de siglas opositoras

Romilson Dourado

Empresário Eraí Maggi, do PDT     Correligionários do governador Silval Barbosa discordam da tese de que o peemedebista está perdendo aliados estratégicos na busca de um novo mandato, conforme trouxe a matéria intitulada "Silval começa a perder aliados; maioria reforça nome de Mendes" - veja mais aqui. Consideram natural alguns saírem para apoiar outras candidaturas e chegam a questionar se, de fato, figuras como Moisés Sachetti e Luiz Pagot vão mesmo estar com Mendes. Se de um lado, há aqueles que se distanciam da ala governista, existem outros que começam a se aproximar do candidato situacionista.

   Defensores da candidatura Silval consideram que, no jogo das cooptações, o Palácio Paiaguás sai ganhando. Destacam como exemplos prefeitos de partidos que sustentam projetos de candidaturas de Wilson Santos e de Mauro Mendes e que estão apoiando o peeemdebista.

   Alguns declaram adesão publicamente, mas a maioria faz esse tipo de manifestação mais nos bastidores porque teme punição por causa da regra pró-fidelidade partidária. Dissidentes do PDT, partido que tem Mendes como concorrente à sucessão estadual, se declaram cabos eleitorais de Silval. Um deles é o vereador por Cuiabá e apresentador de TV Toninho de Souza. Seguem a mesma linha Rodrigo Rodrigues, da Executiva estadual pedetista, e o empresário Eraí Maggi. São filiados que rejeitaram as candidaturas de Mendes e também de Pedro Taques ao Senado.

    Do DEM, que está oficialmente fechado com o tucano, há prefeitos e vereadores afinados com o Paiaguás, entre eles o de Alto Garças, Roland Trentini. Apesar disso, ele prefere não se manifestar publicamente. Defensores da candidatura de Silval apostam que a maioria dos 141 prefeitos está trabalhando pela reeleição do peemedebista, inclusive de partidos que estão em outras coligações, como PPS, PSDB, DEM e PDT.

    Na Assembleia, há deputados que saem em defesa do nome de Silval, ignorando as alianças majoritárias, entre eles Pedro Satélite, do PPS, e Gilmar Fabris, que, embora pertença ao DEM, que indicou o também deputado Dilceu Dal Bosco para vice da chapa de Wilson, se mostra governista de carteirinha. E, assim, segue o jogo das cooptações, tudo dentro das conveniências pessoais.