RDnews - Poderes e Bastidores


DIVERGÊNCIA | 11/07/2010 - 09:01

Silval começa a perder aliados; maioria reforça nome de Mendes

Romilson Dourado

    O governador Silval Barbosa, que busca a reeleição com o poder da máquina de quase R$ 8 bilhões de orçamento e cerca de 90 mil servidores públicos, está perdendo uma série de aliados. O último a deixar o barco foi Moisés Sachetti, então vice-presidente regional do PR, que faz parte da coligação do peemedebista. A senadora Serys Marly, do PT, que também integra o arco de aliança do bloco da situação, se transformou em cabo eleitoral do candidato Mauro Mendes (PSB).

Governador Silval Barbosa    Silval não está conseguindo "segurar" do seu lado nem seus companheiros do próprio PMDB, como o prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio, que alega gratidão do tucano Wilson Santos e, por isso, está apoiando-o na corrida ao Paiaguás. O governador até tentou, mas não conseguiu demover Pátio da ideia de se juntar à oposição. Ambos estiveram em campos opostos nas últimas duas eleições, embora sejam da mesma legenda. O empresário em Primavera do Leste Zeca Viana (PDT), que fazia campanha pela reeleição de Silval, agora se tornou aliado de Mendes porque foi escolhido como segundo-suplente ao Senado da chapa do colega pedetista Pedro Taques. Zeca é irmão do prefeito Getúlio Viana (PR), que tende a seguir o mesmo caminho e aderir a campanha do empresário e candidato do PSB.

    Parte da turma da botina, grupo ligado ao ex-governador Blairo Maggi (PR), candidato a senador, deu início a uma debandada. Quer reforçar a candidatura Mendes, com tem possui mais afinidade. Mendes é um ex-aliado do Paiaguás que buscou a chamada terceira via, trocando a legenda republicana pelo PSB. O ex-secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação do governo Maggi, Luiz Antonio Pagot, hoje diretor-geral do Dnit, por exemplo, atua nos bastidores em duas frentes. Para uns, ele declara estar com Silval e, para outros, sinaliza para Mendes. Com ele, puxa para a candidatura Mendes o empresário Mauro Carvalho, membro da Executiva do PR.

     Além disso, há muitos líderes governistas que começam a conspirar. O ex-vereador peemedebista Totó Parente está mais próximo hoje de Mendes do que de Silval, principalmente depois que recebeu "não" do governador aos pleitos por cargos na administração do Estado. Totó se frustrou. Achou que encontraria guarita em Silval, após a volta do PMDB ao poder duas décadas depois do cacique do partido Carlos Bezerra ter sido governador. Lideranças da campanha à reeleição de Blairo Maggi de 2006 e que vinham dando sustentação ao governo agora estão em outro palanque, como os deputados estaduais Percival Muniz (PPS) e Otaviano Pivetta, candidatos à reeleição e a vice-governador de Mendes, respectivamente. São personalidades que representam peso político. Esses desfalques têm deixado o governador preocupado porque há risco de outros também abandonar o barco.