Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:27 h

AGRONEGÓCIO | 06/01/2012 - 08:50

Frente da agropecuária defende veto à UPF e redução de imposto

Kamila Arruda

Zeca Viana, deputado estadual     O presidente regional do PDT, deputado Zeca Viana, se mostra confiante e revela que a Frente Parlamentar da Agropecuária do Estado deve realizar, a partir do mês que vem, reuniões semanais com todos os órgãos envolvidos no setor do agronegocio. O objetivo é discutir assuntos do momentos e buscar melhorias para os produtores. “A frente parlamentar vai fazer uma grande diferença no Estado este ano”, garante.

     Segundo ele, a primeira ação que a Frente deve defender é o veto ao aumento da Unidade Padrão Fiscal (UPF), aprovada pelo Governo na última semana. O valor passou de R$ 46,03 para R$ 46,27. Recentemente o governador Silval Barbosa (PMDB) chegou a reduzir o valor da taxa para R$ 36 para atender as reivindicações da Famato e do pedetista.

     Ao que tudo indica, o resultado animou Zeca. Nos planos do parlamentar, além da UPF, já está uma luta para tenta derrubar o aumento do ICMS sobre os fertilizantes, que subiu 4% no último mês. 

     Marinheiro de primeira viagem, o parlamentar se diz satisfeito com seu desempenho durante 2011 na Assembleia. Para ele, 2012 deve ser ainda mais produtivo devido a experiência que ganhou. “Não podemos dizer que foi um sucesso total porque tem algumas coisas que não conseguimos fazer, mais estou muito satisfeito”, comemora.

     Zeca afirma ter apresentado 16 projetos de sua autoria. Desse total, três foram aprovados. Além disso, mais de 70 proposituras foram explanadas para os demais deputados. Entre as medidas que o pedetista não conseguiu concretizar estão o recuperação de estradas, trevos e travessiais, principalmente na rodovia MT-070, que liga Cuiabá à Cáceres, e a busca por um melhor atendimento aos pequenos produtores.

AGRONEGÓCIO | 30/12/2011 - 12:00

Famato briga para reduzir taxa na exportação de arroz

Kamila Arruda

     Representantes da Famato participaram de uma reunião com o governador Silval Barbosa para discutir a redução no imposto sobre a exportação de grãos, de 12% para 2%. Segundo o diretor de relações institucionais da federação, Rogério Romanine, os orizicultores ainda estão com parte da última safra de arroz estocada, principalmente na região de Juara, por conta da dificuldade na comercialização, dos preços pouco atrativos e também pelo aumento no custo de produção.

     Para ele, “falta incentivo ao plantio de arroz, pois o governo prioriza a soja”. Mesmo com a pressão, Silval não cedeu ao pedido da categoria e manteve o imposto no mesmo valor. O governador determinou a publicação no somente da taxa de importação, de 30%. Rogério atenta para a queda na produtividade devido à perda do potencial econômico do grão no Estado. Segundo ele, em 2004 foram produzidas 2 milhões de toneladas, enquanto em 2011 esse número caiu para aproximadamente 800 mil toneladas. Na safra de 1976 e 1977, a produção de arroz atingiu o melhor patamar no Estado, chegando a 2,095 milhões de toneladas.

     A Companhia Nacional de Abastecimento já divulgou que no próximo ano a produção deve sofrer nova queda, quase que pela metade, em relação a 2011, chegando apenas a 420 milhões de toneladas, o equivalente a perda de 47,7% da área plantada. Apesar da tendência negativa, o orizicultor ainda aposta na cultura e acredita que isto não representa uma eventual extinção do plantio de arroz.
 

AGRONEGÓCIO | 12/04/2011 - 14:14

Comissão criada um mês depois para apurar leite com agrotóxico

Romilson Dourado

   Mesmo com um mês de atraso, o governo estadual resolveu agir quanto ao resultado preocupante de uma pesquisa da UFMT, que detectou que leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde está contaminado por agrotóxicos. Criou-se uma comissão de servidores das pastas de Desenvolvimento Rural, de Saúde e de Meio Ambiente e ainda com participação de representantes da Famato, do Indea e do Ministério da Agricultura para análise do caso. Essas substâncias podem pôr em risco a saúde de crianças. É o resultado do avanço do agronegócio em solo mato-grossense. O mais preocupante é que o agrotóxico detectado está com a venda proibida desde 98. Espera-se que o assunto seja levado a sério. Esse foi o foco do meu comentário. Confira.

AGRONEGÓCIO | 06/07/2010 - 10:24

Homero vê discriminação e falta de respeito com produtor rural

Romilson Dourado

Deputado Homero Pereira   Integrante da bancada ruralista, o deputado mato-grossense Homero Pereira (PR), candidato à reeleição, defendeu os interesses do seu segmento durante sessão da Comissão Especial, que revisa o Código Florestal. Disse que produtor rural não pode ser criminalizado por produzir alimentos e excedentes exportáveis e nem receber punição por gerar emprego e renda. Pediu respeito aos segmentos do agronegócio, que são a locomotiva do desenvolvimento do país. Homero é o coordenador-geral da Mobilização Preservar e Produzir, que levou a Brasília cerca de 600 agricultores. Ele desafiou qualquer um a mostrar um país com um modelo de produção mais sustentável ambientalmente que o Brasil. “Se conseguimos produzir usando apenas 40% do nosso território, mantendo 60% preservados, somos sim um modelo de desenvolvimento econômico sustentável”.

     Segundo o deputado, é preciso aprimorar o relatório de autoria do colega deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) para adequar a realidade dos produtores à legislação ambiental. Defende que se traga para a legalidade os 90% de agricultores que não continuarão na atividade se a legislação ambiental não for modificada. "É nosso dever cívico proteger essas famílias, que dependem da terra para sobreviver e cumprem sua função social abastecendo a cidade de comida barata”, enfatizou o parlamentar.

   Dentre as novas alterações em discussão na Comissão Especial, foi incluída no relatório a obrigação do proprietário da área ou ocupante promover a recomposição da vegetação em caso de supressão não autorizada da vegetação. E no caso de supressão ilícita após 22 de julho de 2008, é vedada a concessão de novas autorizações de supressão de vegetação enquanto não cumpridas às obrigações previstas na lei. Quando ao Bioma Pantanal, foi incluída a condição de conservação da vegetação nativa e à manutenção da paisagem, da biodiversidade e dos processos ecológicos essenciais, bem como à manutenção do regime hidrológico, em áreas sujeitas à inundação sazonal.

    Quanto à Reserva Legal (RL) foram acrescentados 9 novos itens, entre os quais a localização da área de RL no imóvel rural deverá levar em consideração os seguintes estudos e critérios: a formação de corredores ecológicos com outra RL, Área de Preservação Permanente (APP), Unidade de Conservação ou outra área legalmente protegida. Também área de maior fragilidade ambiental. Segundo Homero, foi inserido também o artigo que diz que as florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do país, com as limitações que a legislação em geral estabelece.

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AGRONEGÓCIO | 27/03/2009 - 09:25

Frigoríficos estão paralisados e pedem redução de ICMS

Romilson Dourado

 A crise financeira está atingindo também os frigoríficos, que reivindicam, por exemplo, que o governo do Estado reduza a alíquota de ICMS na compra de gado vivo. Uma das propostas é que venha a cair de 7% para 3%. O debate envolve produtores, empresários e a Secretaria de Estado de Fazenda. Para o secretário Éder de Moraes, essa proposta é inviável. Observa que trata-se de uma questão federal. Sugere que os frigoríficos busquem financiamentos junto ao BNDES, por exemplo. "É preciso abrir novas linhas e socorrer essas plantas frigoríficas e não buscar redução da carga tributária", diz Éder.

  O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode oferecer um crédito de até R$ 1,2 bilhão para recuperação dessas empresas. Se a crise persistir, a tendência é que aumente o desemprego, enquanto os consumidores tendem a ser afetados pelo aumento da carne no mercado.

   Em Mato Grosso, quatro empresas, com 15 estabelecimentos para abatimento de gado e responsáveis por uma movimentação de quase R$ 40 milhões em impostos para o Estado, estão com as atividades paralisadas. (Musmê Pecini)

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Clique no play e veja reportagem sobre os frigoríficos

AGRONEGÓCIO | 28/11/2008 - 21:25

Problema nacional e solução em conta gotas

Romilson Dourado

   A atual crise financeira, hoje de âmbito mundial, teve início nos EUA com as garantias imobiliárias superavaliadas pelos bancos credores. A avaliação mais realista diz que estas garantias não cobrem 60% da carteira americana de créditos imobiliários. É o chamado subprime imobiliário. O estouro desta bolha teve um efeito dominó, quebrando bancos, financeiras, corretoras e disparou a recessão econômica naquele país, varrendo o sistema financeiro mundial.

   O governo Lula tem se esforçado em negar a chegada da crise na economia brasileira, em razão da solidez dos fundamentos econômicos, controle da inflação, saldo da balança comercial e equilíbrio do sistema bancário. A verdade, no entanto, é que não se apresentou nenhum fator desencadeante da crise brasileira, até agora.

   Corremos o risco de desatarmos um subprime do endividamento rural que, paira como uma sombra sobre a atividade rural. É um fato inquestionável que a carteira de garantias das dívidas dos agricultores junto aos bancos credores, especialmente os bancos de fábrica, representadas por máquinas e equipamentos de produção, não garantem 40% das dívidas do setor. Se houver uma insolvência geral e articulada, a bolha do subprime agrícola pode arrebentar, levando de roldão os bancos de montadoras. E, independente da ação do governo, se quebrar um, ou mais bancos, todo o sistema bancário será vulnerabilizado. A crise bateria à porta da economia brasileira, quebrando indústrias, bancos, corretoras e financeiras. Este filme nós já assistimos nos EUA há pouco tempo e, sabemos no que deu.

   A economia de um país emergente, caso do Brasil, não é feita só dos setores, bancário, automobilístico e de energia, segmentos que estão recebendo atenção política e financeira do governo, que não admite trabalhar com a hipótese destes setores desandarem. A economia também é integrada pelo agronegócio. Não custa lembrar que a produção rural responde por mais de 35% das exportações brasileiras.

   É chegado o momento do Governo Federal abandonar as medidas paliativas, utilizadas na última década para empurrar com a barriga a questão do endividamento rural brasileiro e, articular um grande pacto nacional com o setor. Este pacto terá que sustentar uma nova política para o campo, que garanta crédito para a produção, renda para o produtor, garantia de preços mínimos de mercado para os produtos de exportação e da cesta básica e, um escalonamento das dívidas fundadas, em prazos e condições que permitam ao agricultor planejar sua quitação sem comprometer a renda da sua atividade.

   A decisão de ontem (27) do Judiciário mato-grossense, concedendo liminar à ação civil pública, movida pelo Comitê da Crise Rural, através da Famato, é apenas uma vitória parcial. O Comitê, formado pela Famato, Aprosoja, Sindicato Rural de Rondonópolis, Aprosmat e Ampa, sabe que só adiamos uma solução. A iniciativa agora passa a ser do Governo Federal, na medida em que é uma boa hora de resolver a crise no campo de forma definitiva. Até porque esperar que esta crise se transforme na bolha do subprime agrícola, cujo estouro jogaria no chão a economia brasileira seria, no mínimo, irresponsabilidade política do Governo Federal.

   O Judiciário reconheceu a insensatez de se tomar máquinas dos produtores no meio da safra. Foi mais longe em sua decisão ao proibir a inclusão de agricultores, que não quitaram a parcela de outubro da dívida, nos serviços de proteção ao crédito. Duas decisões que repõem um mínimo de racionalidade no trato da questão do campo, resgatando a tranqüilidade para o produtor continuar os trabalhos da safra. O Governo Federal tem, agora, que fazer sua parte e buscar um novo pacto efetivo e, definitivo, com o setor produtivo rural.

    Ricardo Tomczyk é advogado, produtor rural, presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis e diretor da Aprosoja-MT

AGRONEGÓCIO | 15/11/2008 - 18:51

Produtores reagem aos bancos e criam Comitê

Romilson Dourado


Produtores e políticos, como o deputado Wellington Fagundes, em reunião neste sábado, reclamam dos bancos

   Acuados por causa das mandados de busca e apreensão de seus maquinários, consequência do calote junto a instituições bancárias, produtores se reuniram neste sábado, no Sindicato Rural de Rondonópolis, e debateram alternativas para enfrentar a decisão dos bancos de montadoras. Anunciaram a criação de um Comitê de Crise.

   Eles apostavam que, mesmo não quitando parcela de outubro das dívidas agrícolas, o banco não fosse agir tão rápido. Somente nesta sexta foram recolhidos maquinários e equipamentos e também sequestros em 10 propriedades rurais na Grande Rondonópolis, cidade-pólo do Sul do Estado. Os bancos fecharam o cerco porque produtores não quitaram parcela da dívida rural que tinha sido repactuada. A categoria considera inoportuna e uma insensatez a medida, já que estão no meio da safra 2008/2009.

   Da reunião participaram políticos e produtores, como o ex-governador Rogério Salles e o deputado federal Wellington Fagundes. Os agricultores afirmam que  conseguiram plantar, a despeito da falta de crédito, com aporte reduzido de defensivos e fertilizantes, devido ao aumento do custo dos produtos e, ainda enfrentaram o atraso das chuvas. Agora passam a conviver com a falta das colheitadeiras para finalizar a safra. O cenário, segundo as entidades do agronegócio, é de "absoluto caos."

   Eles dizem sentir o impacto da crise financeira mundial, que teve início no estouro da bolha imobiliária dos EUA e expôs a supervalorização das carteiras de garantias dos bancos. Argumentam que, por falta de vontade política do governo federal em resolver, de fato, o problema das dívidas rurais, nos últimos quatro anos, foi criada uma bolha artificial de garantia de créditos de financiamento rural, que corre o risco de estourar com a decisão tomada pelos bancos nesta semana, de começar a apreender máquinas dos agricultores.

   O presidente da Famato, Rui Prado, denunciou o que chama de inoperância e falta de peso político do Ministério da Agricultura, sob o peemedebista Reinhold Stephanes. Apesar de alertado pelas entidades e pelo próprio governo do Estado, para a possibilidade de retaliação bancária e apreensão de máquinas indispensáveis à colheita da safra 2008/09 em Mato Grosso, não tomou nenhuma iniciativa ou não teve peso dentro do governo para neutralizar a iniciativa dos credores. Prado defende o indicativo de envidar esforços, através da bancada federal mato-grossense e do governo estadual, para o fortalecimento político da pasta, com a substituição do ministro.

   Comitê

   O presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Ricardo Tomczyk, propôs a criação imediata de um Comitê de Crise para gerenciar o "caos" no setor. Diz que já estão sendo tomadas medidas jurídicas para neutralizar os efeitos dos mandados em execução e, o Comitê deverá gerenciar os encaminhamentos. “O Poder Judiciário certamente será acionado e sensibilizado para a insensatez do sequestro de máquinas agrícolas no meio da safra." Orienta os produtores, passíveis de serem atingidos pela medida, a buscar suas assessorias jurídicas, mas as iniciativas coletivas serão tomadas pelas entidades."

  O Comitê de Crise Rural já se reúne na segunda (17), na Famato, em Cuiabá. Quer implementar as decisões tomadas pela assembléia de produtores e dirigentes do setor.

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AGRONEGÓCIO | 14/11/2008 - 22:19

Bancos tomam máquinas; produtores protestam

Romilson Dourado



Maquinário no Sul de MT já é apreendido devido a calote

  As instituições financeiras começaram a cobrar judicialmente em Mato Grosso as parcelas das dívidas rurais vencidas no mês passados. Nesta sexta, máquinas e equipamentos agrícolas começaram a ser apreendidos nas fazendas da região Sul do Estado por causa de calote dos produtores. O primeiro a recorrer à Justiça foi o Banco CNH (Case/New Holland).

   Já acuados por causa dos efeitos da crise econômica internacional e em pleno início de plantio, produtores da Grande Rondonópolis, cidade-pólo do Sul do Estado, convocaram a categoria para uma reunião emergencial neste sábado. Eles devem deflagrar um novo Grito do Ipiranga, a exemplo do que fizeram em 2006 quando, em protesto ao pacote agrícola do governo federal, bloquearam rodovias.

   O presidente do Sindicaro Rural de Rondonópolis e diretor da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Ricardo Tomczyk, reclama da movimentação dos bancos em razão da falta de pagamento das parcelas da dívida vencidas no mês passado. Para ele, "é um insensatez". Argumenta que essa cobrança não poderia ocorrer neste momento. Disse que o governo federal se mostra ineficiente nas negociações relativas ao endividamento agrícola e isso levou os bancos a iniciar o processo de busca e apreensão de máquinas, num momento crucial da safra, quando as máquinas estão em uso total.

   "Os tratores e plantadeiras fazem o plantio, os pulverizadores os tratos culturais e as colheitadeiras, a colheita, finalizando o processo de produção. Se já foi difícil plantar com as condições negativas de crédito e custo, que dirá se levarem nossas máquinas, como já estão fazendo, causando mais instabilidade junto ao produtor e ao sistema de crédito rural", dispara o líder rural.

   Segundo Ricardo Tomczyk, diante do agravamento da crise, o governador Blairo Maggi, maior produtor individual de soja do mundo, temendo os resultados trágicos para a economia do Estado, está alertando junto com as entidades do agronegócio de Mato Grosso, a situação crítica por que passa a produção regional, com a falta de crédito e renda para o produtor. Defende medidas urgentes para viabilizar a safra.

   Reivindicação

   Os produtores querem injeção de recursos no sistema produtivo e prorrogação imediata de todos os vencimentos das parcelas de dívidas rurais de 2008. "Esta é uma questão de sobrevivência e continuidade da produção e da sustentação econômica do Estado". Disse que o Ministério da Agricultura entende a extensão da crise e se mostra receptivo às propostas, mas existe uma barreira irresponsável no Ministério da Fazenda impedindo que as soluções sejam encaminhadas e cheguem ao campo.

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AGRONEGÓCIO | 24/08/2008 - 10:40

Maggi diz que MT produz de maneira sustentável

Romilson Dourado


Governador Maggi discursa no lançamento de campanha
Foto: Lenine Martins

   O governador Blairo Maggi (PR) disse, em discurso no "Dia Nacional do Campo Limpo", no Distrito Industrial, em Cuiabá, que "o setor do agronegócio em Mato Grosso já superou os problemas ambientais" e disse ainda que "existem pessoas que não perceberam isso ainda". Maggi, maior produtor de soja do mundo, faz esforço para melhorar a imagem de um Mato Grosso que vem liderando as estatísticas em queimadas e desmatamento ilegal na Amazônia Legal.

   Segundo ele, "MT já produz de maneira sustentável, estando na frente do mundo inteiro". "O Estado está firme em seu propósito de mostrar como produzir de maneira sustentável para o mundo". Estiveram presentes no ato na última sexta o diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamentos de Embalagens Vazias (InpEV), João César Rando, o diretor de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf de Noronha e representantes dos setores agrícola e industrial. O governador aproveitou para visitar as instalações da indústria de reciclagem Plastibrás.

   Maggi afirmou que o Estado é líder em recolhimento e destinação final de embalagens vazias de defensivos. Segundo ele, 95% das embalagens no Estado são recolhidas para reciclagem. De acordo com o governador, MT tenta recuperar sua imagem desgastada depois de figurar por mais de um ano como o Estado que mais desmata no país. (Humberto Frederico)

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AGRONEGÓCIO | 08/06/2008 - 17:44

MT tem a maior área em nome de estrangeiros

Romilson Dourado

  Reportagem da Folha de S. Paulo deste domingo, que ganhou a manchete de capa do maior jornal do país, revela que Mato Grosso e São Paulo lideram venda de terras a estrangeiros. Os dados foram fornecidos pelo Incra. Mostram que o interesse dos estrangeiros por terras no Brasil vai além da Amazônia.

   De acordo com a matéria, MT é o Estado que tem a maior área de terras em nome de empresas e pessoas de outros países. São 1.377 propriedades espalhadas numa área de 754,7 mil hectares. São Paulo é o campeão em número de propriedades em nome de pessoas de outras nacionalidades: 11.424 terrenos, que, somados, representam 504,7 mil hectares do território paulista.

   Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Goiás também estão no topo da lista do Incra como os Estados com maior área nas mãos de estrangeiros, informa a Folha. Somente 3,8 milhões de hectares dos 5,5 milhões registrados em nome de estrangeiros já foram organizados.

   Apenas 3,8 milhões de ha dos 5,5 milhões registrados em nome de estrangeiros já foram organizados por Estado, número de propriedades e tamanho de área. O mapeamento do Incra revela a situação dos imóveis até dezembro de 2007.
Desde 1998, o órgão controla só a aquisição de imóveis rurais por empresas sem sede no país ou pessoas físicas não residentes no Brasil.

  Glauber Silveira da Silva, presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) diz à Folha que "MT ainda é um lugar onde se pode expandir a produção e possui boas terras e o preço ainda é acessível". Para aquecer o mercado local, as empresas internacionais aproveitam que os produtores de MT estão envididados e fazem boas negociações.

  • Leia aqui a reprodução da matéria ou aqui (para assinante Folha)
AGRONEGÓCIO | 18/05/2008 - 10:16

Pivetta constrói império e vira destaque nacional

Romilson Dourado


Revista vê no empresário e político em MT, Otaviano Pivetta, o símbolo da cara do Brasil que planta e cresce

  O empresário e deputado estadual Otaviano Pivetta, presidente estadual do PDT, é destaque de capa da Dinheiro Rural deste mês de maio. Ao lado de sua fotografia, a revista traz um texto sintetizando a trajetória do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde por dois mandatos que tende a se tornar o maior produtor nacional de grãos: "A incrível história do ex-caminhoneiro Otaviano Pivetta, que sonhava com um pedacinho de terra, mas já comanda um império de 330 mil hectares plantados - e não consegue parar de comprar novas fazendas".

   Numa reportagem de 4 páginas, assinada pelo repórter Ibiapaba Netto, a Dinheiro Rural destaca que Pivetta transformou num império o Grupo Vanguarda do Brasil, que somente no ano passado faturou US$ 365 milhões. Ocupa 220 mil hectares, onde pastam 90 mil bois e com produção de grandes quantidades de soja, algodão e milho. O sonho do empresário agora é adquirir mais terras e fazendas para chegar aos 500 mil ha. Outro desafio é chegar à Bolsa de Valores de São Paulo para lançamento de ações.

  Uma das estratégias de Otaviano Pivetta nesse ritmo frenético de crescimento são as parcerias. Há 2 meses, por exemplo, ele comprou 50% de uma empresa com 110 mil ha em Luis Eduardo Magalhães (BA). As áreas fazem parte do Consórcio Cachoeira do Estrondo, que detém 235 ha, envolvendo 23 sociedades anônimas. Quem administra o consórcio em parceria com Pivetta é Ronald Levinsohn, que na década de 1970 trouxe para o Brasil as cadernetas de poupança e, além da aposta agrícola, mantém a atividade empresarial na área educacional, com a UniverCidade, do Rio.

    Entre áreas próprias e parcerias, Pivetta acumula 330 mil ha e estuda aquirir propriedades também no Maranhão. Para gerenciar o negócio, ele contratou Leonardo Slhessarenko, que foi o responsável pela implantação do sistema da operadora de celulares Claro, informa a revista Dinheiro Rural.

  O curioso é o fato do ex-caminhoneiro "perder" tempo na Assembléia, onde tem a obrigação de, no exercício do mandato de deputado estadual, estar presente, nem que seja para ouvir blá-blá-blá, intrigas e futricas. Aqui fora, seu império cresce, ao ponto de projetar a transformação de suas fazendas numa "Disney" do agronegócio brasileiro.

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AGRONEGÓCIO | 27/09/2007 - 18:30

Bunge deve rotular derivados de transgênicos

Romilson Dourado

     A transnacional de alimentos Bunge, filial de Rondonópolis, tem 30 dias para rotular e informar a quantidade e que tipos de transgênicos são utilizados em seus produtos. A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal. O juiz Francisco Alexandre Ribeiro determinou ainda que Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento devem fiscalizar o cumprimento da ação.

     A empresa chegou a requerer o indeferimento do pedido liminar com o argumento de que seus produtos finais (óleo de soja degomado - destinado ao refino e farelo de soja -ingrediente alimentar animal) não conteriam traços de organismos geneticamente modificados, os OGM´s. De acordo com o decreto da rotulagem aprovado em 2003, as empresas que usam, no mínimo, 1% de OGM são obrigadas a informar no rótulo do produto. Na ação, o juiz determina que a Bunge deve rotular seus produtos independente da quantidade de transgênicos que utiliza.

    Resistência

    O fato é mais uma demonstração de resistência das empresas que não querem identificar os produtos transgênicos com medo da rejeição dos consumidores. Os ambientalistas defendem que a rotulagem é um direito do cidadão de decidir ou não se quer consumir produtos transgênicos, o que é negado quando as empresas não cumprem o decreto 4.680 de 2003. (Simone Alves - RDNews)

AGRONEGÓCIO | 24/07/2007 - 13:57

MT perde para PR; Sorriso é quem mais produz

Romilson Dourado

  Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) revelam que Mato Grosso continua em segundo lugar na produção nacional de grãos. Em 2005, o Estado batizado de terra do agronegócio estava na primeira posição. Havia colhido 18,9% de todos os grãos produzidos no Brasil. No ano passado, o Paraná acabou retomando o posto, com participação de 19,8% na safra nacional.

    O Paraná é o maior produtor de feijão, milho, trigo, aveia e cevada e o segundo principal fornecedor de soja. Já Mato Grosso lidera em soja e algodão. O Rio Grande do Sul está em primeiro na produção de arroz. O ano passado marcou a recuperação nos volumes de grãos produzidos. Por outro lado, não foi o que ocorreu com os preços, especialmente os da soja. O resultado foi uma queda de 15,1% no valor total da produção de grãos no país, estimado em R$ 40,961 bilhões.

Segundo o IBGE, o cenário de preços mais baixos e de menor rentabilidade das lavouras explica a retração do valor da produção agrícola de grãos e cereais. Em boa parte, é reflexo do câmbio, que reduziu o rendimento auferido pelos agricultores nas exportações. Devido à falta de chuvas e do desestímulo ao plantio trazido pelos preços baixos, a área cultivada de grãos diminuiu 5,2% (ou 2,5 milhões de hectares) em relação a 2005. A queda interrompeu uma seqüência de crescimento da área plantada iniciada em 2001.

     Sorriso na liderança

     Por causa da retração do valor produzido, principalmente da soja, municípios mato-grossenses perderam rentabilidade e o posto de cidade que gera a maior renda agrícola. A campeã de 2006 foi São Desidério, no oeste da Bahia. A cidade é a maior produtora nacional de algodão. Quanto ao volume, a liderança está com Sorriso (nortão de MT), que produziu 2,238 milhões de toneladas de grãos em 2006. Registrou alta 9,6% se comparado à safra de 2005. Sorriso é a principal cidade produtora de soja do país, com 3,4% do total da safra brasileira.

AGRONEGÓCIO | 23/07/2007 - 12:09

Geller e Glauber disputam comando da Aprosoja

Romilson Dourado

   O deputado Neri Geller (PSDB), que no próximo dia 03 deixa a cadeira na Câmara Federal com o retorno da titular Thelma de Oliveira, confirma a pretensão de disputar a presidência da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja). Apesar de enfatizar que pretende fechar uma chapa de consenso, Geller deve ter como adversário o atual vice Glauber Silveira, sojicultor em Campos de Júlio. Gauber conta como principal cabo eleitoral o presidente Rui Ottoni Prado.

    O embate pelo comando da entidade tem lá suas razões, afinal a Aprosoja detém um orçamento anual próximo de R$ 10 milhões. Os recursos advêm do Fundo de Amparo à Cultura da Soja, que fica com uma fatia de 0,4% da arrecadação do Fethab, fundo que tem possibilitado ao governo estadual realizar obras de pavimentação asfáltica e construção de casas populares.

      Neri Goller afirma que, como deputado neste curto período, conseguiu avançar nas negociações em defesa dos produtores, atuando como articulador dos sindicatos junto à Conab e ao Ministério da Agricultura. Cita, como exemplo, R$ 140 milhões de prêmio de comercialização e garantia de preço mínimo. Segundo ele, 85% desses recursos serão destinados a Mato Grosso. "As renegociações das dívidas estão acontecendo", destaca Geller, que está entre os quatro dos 240 parlamentares da bancada ruralista responsáveis diretos pelas negociações das dívidas do setor.

   O deputado afirma que deve disputar a presidência da Aprosoja por ter recebido incentivo de uma série de pessoas. "Não tenho medo de ir para o embate, mas vamos construir o consenso". Neri Geller diz  que tem bom relacionamento com o governador Blairo Maggi, um dos líderes da Aprosoja, e também com o ex-secretário de Estado e cotado para a direção-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot. Enfatiza que foi um dos que apoiaram oficialmente a indicação de Pagot para o cargo federal.

   Segundo Geller, a Aprosoja tem papel importante. Com mais de cinco mil sojicultores, representa um segmento que move cerca de 60% da economia do Estado. A eleição acontece no próximo mês. A Aprosoja é voltada a incentivar a produção e o consumo de soja e derivados.

AGRONEGÓCIO | 10/05/2007 - 12:04

Audiência em Cuiabá atrairá líderes nacionais

Romilson Dourado

Requerimento de Neri aprovado na Câmara garante encontro para debater crise no setor agrícola

  Um requerimento do deputado Neri Geller (PSDB) obteve aval da Comissão de Agricultura da Câmara e resultará na realização de uma audiência pública em Cuiabá. Vai discutir alternativas para superação da crise financeira porque passa os pequenos e médios produtores. Será realizada no próximo dia 21 (uma segunda-feira) na Assembléia Legislativa.

  Num trabalho forte de articulação com todos os partidos e grupos políticos, Geller, que ocupada a cadeira da deputada licenciada Thelma de Oliveira, já conseguiu confirmar a presença no encontro de vários parlamentares e integrantes da bancada ruralista.

    "Cerca de 90% dos produtores, principalmente do Mato Grosso, estão endividados, não têm dinheiro para quitar as dívidas e correm risco de perderem tudo", comenta Geller, um dos agricultores da região de Lucas do Rio Verde (Médio-Norte).

  Estarão em Cuiabá para debater o endividamento agrícola os parlamentares que lideram a bancada ruralista, como o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Marcos Monte (MG-PR), o presidente da subcomissão do Endividamento, Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o vice-presidente da Comissão, Assis do Couto (PT-PR). Também vai estar presente o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que preside uma subcomissão, criada para acompanhar os investimentos em infra-estrutura que foram inseridos no Programação de Aceleração do Crescimento (PAC) e ligados aos agronegócio.

   Neri Geller lista ainda as presenças confirmadas dos deputados tucanos Leonardo Vilela (GO) e Júlio Rebechk (RS) e do republicano Moacir Miqueleto (PR). Aposta na presença de toda bancada mato-grossense. A audiência pública será realizada em parceria com a Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja).

   Para Neri, é preciso encontrar solução para os produtores endividados. Ele cita o exemplo de Paulo Gilberto, de Ipiranga do Norte, que foi assentado em 98 e hoje já possui o título definitivo da terra. Conta que Gilberto adquiriu, em 2003, uma colheitadeira TC-57 da New Holland. Foi financiada por R$ 306 mil. O produtor entrou com R$ 34 mil. A máquina hoje custa R$ 150 mil e, Paulo Gilberto, devido não ter conseguido cumprir os parcelamentos da dívida e submetido à renegociação, deve hoje à instituição bancária R$ 485,6 mil.

  "A exemplo desse produtor, temos vários outros casos de cobrança de juros exorbitantes. Assim, os produtores estão ferrados. Vão quebrar", reclama Neri Geller. Ele defende que que o governo aceite uma renegociação pela equivalência produto ou então aplicação de juros conforme a inflação e num prazo mínimo entre 15 e 20 anos para pagar.

AGRONEGÓCIO | 06/05/2007 - 08:00

Nos EUA, governador parte para os negócios

Romilson Dourado

   O "rei da soja" e governador Blairo Maggi, com sua visão de empresário audacioso, não perde tempo em missão oficial. Aproveitou a viagem aos Estados Unidos e fechou uma parceria entre a Fundação Mato Grosso, da qual faz parte, e a Universidade de Illinois. Essa cooperação técnica vai permitir a ampliação de mais 10 mil espécies de soja para pesquisas no Estado.
   A universidade de Illinois tem o maior banco de germoplasma do mundo. Germoplasma é o elemento dos recursos genéticos que maneja a variabilidade dentro da espécie, com fins de utilização para a pesquisa em geral, especialmente para o melhoramento genético. A Embrapa também será beneficiada com o novo banco de dados.
  O acordo foi fechado na última quinta, quando Maggi e comitiva estiveram na Universidade. É uma das mais antigas dos EUA. Foi fundada em 1867. As espécies vão servir para pesquisas de novos cruzamentos da soja em Mato Grosso, permitindo, assim, um melhoramento genético e maior produtividade.
   Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil. Segundo Maggi, os produtores enfrentam problemas nas lavouras de soja por causa da ferrugem asiática, além de outras pragas. Acredita-se que com a ampliação do leque de pesquisas os agricultores terão melhores resultados nas próximas safras.

   Negócios

   De olho nos negócios empresariais, o governador conheceu também no Estado americano de Illinois o campo experimental de produção de biodiesel da ADM, líder mundial em processamento agrícola e tecnologia de fermentação. A empresa está construindo uma fábrica de biodiesel também em Rondonópolis, onde, curiosamente, Maggi reside.
   A ADM se destaca como um dos maiores processadoras de soja, milho, trigo e cacau do mundo. Também é líder na produção de óleo e farelo de soja, etanol, adoçantes e farinha de milho. Além disso, produz ingredientes para alimentos e para a nutrição animal. No Brasil, a ADM é a terceira maior processadora de soja e a segunda maior processadora de cacau, além de uma das maiores exportadoras da soja brasileira. (Com Assessoria)

AGRONEGÓCIO | 04/05/2007 - 21:07

Presidente Lula prioriza MT com a Lei Kandir

Romilson Dourado

MP assinada pelo petista garante R$ 92,7 mi, divididos em 9 parcelas, maior fatia entre os Estados

  O presidente Lula assinou nesta sexta (4) à noite uma medida provisória que libera R$ 975 milhões aos Estados para compensar as perdas na arrecadação do ICMS com a Lei Kandir. Mato Grosso, sob Blairo Maggi, que se transformou num dos principais aliados políticos do presidente, é o Estado que mais vai receber: R$ 92,7 milhões. Serão divididos em nove parcelas.

    Ao longo do ano, a União deve enviar R$ 4,5 bilhões aos Estados pela Lei Kandir. São Paulo, maior metrópolis do país, será compensado com R$ 29,9 milhões; Rio de Janeiro, R$ 22,08 milhões e, Minas Gerais, R$ 60,6 milhões. A medida provisória será publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira.

     A Lei Kandir prevê o envio de verba do governo federal para os Estados para compensar a isenção de ICMS nos produtos voltados à exportação.

AGRONEGÓCIO | 30/04/2007 - 11:37

Há 60 milhões de ha a serem abertos, diz Maggi

Romilson Dourado

   Em entrevista ao canal de notícias Bloomberg, em Nova Iorque (EUA), o governador mato-grossense Blairo Maggi, que tenta contornar as críticas internacionais sobre os seus ombros em relação à questão ambiental, disse que "o Brasil tem todas as condições de crescer economicamente e produzir alimentos para a população mundial sem afetar a Floresta Amazônica".
  De acordo com Maggi, maior produtor individual de soja do mundo, ainda há disponíveis no país mais de 60 milhões de hectares a serem abertos à produção agrícola em regiões que não sejam a Amazônica, como o Cerrado, por exemplo.  “A expansão da produção de soja, milho e cana-de-açúcar está se dando em áreas antes utilizadas pela pecuária, o que diminui muito a pressão sobre áreas de floresta”, declarou, na entrevista à Bloomberg Television, rede a cabo com sede em Nova Iorque e que transmite notícias econômicas 24 horas por dia.
     O consumo mundial de alimentos cresce a uma taxa média de 3% ao ano e o Brasil, de acordo com Maggi, tem uma posição estratégica nesse mercado, pois é um dos poucos países que ainda têm espaço para crescer. O Brasil só não cresce mais, pondera, por falta de infra-estrutura, como estradas, ferrovias, hidrovias e portos. Considera que o Programa de Aceleração do Crescimento investirá mais de R$ 60 bilhões em infra-estrutura nos próximos anos, o que aumentará a competitividade. 
   O crescimento do Brasil depende também, segundo o governador, de investimentos no setor de energia elétrica. Enfatiza que a forma mais barata de se produzir energia é a hidrelétrica. Vê condições de Mato Grosso construir várias pequenas centrais hidrelétricas com o menor impacto ambiental.



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