Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:23 h

ANÁLISE | 01/02/2012 - 18:29

Acuado, Deucimar monta dossiês e agora se torna homem-bomba

Romilson Dourado

Deucimar Silva   O ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Deucimar Silva (PP), se transformou num "homem-bomba". O problema é que ele sabe muito sobre irregularidades, envolvendo colegas parlamentares mas, por enquanto, prefere se manter calado. Não disponibiliza nem documentos e nem dossiês à imprensa e muito menos abre o jogo para o Ministério Público.

   O progressista que foi decisivo na cassação dos mandatos de Ralf Leite e de Lutero Ponce agora se sente acuado porque enfrenta uma Comissão Processante que pode também tirar o seu mandato. Saiu da condição de pedra para vidraça. A Câmara abriu investigação a partir da decisão do TCE que, ao julgar os balancetes da gestão Deucimar, detectou irregularidades, entre elas superfaturamento na obra de reforma do prédio da Câmara. Mandou o ex-presidente devolver ao erário cerca de R$ 1 milhão. Deucimar tem dito nos bastidores que, se for cassado, leva outros vereadores juntos. Como estamos em ano eleitoral, os vereadores, assim que retornarem do recesso, devem transformar o Legislativo cuiabano num ringue.

   Confira o meu comentário postado no RDTV acerca do assunto - aqui

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ANÁLISE | 31/01/2012 - 13:56

Henry faz lambança na gestão, sangra governo Silval e cai fora

Romilson Dourado

    Em meio ao entra-e-sai do governo, Pedro Henry, cacique político do PP, acabou puxando para baixo a administração estadual. Primeiro, como secretário de Saúde ele lançou a proposta de transferir a gestão dos hospitais regionais para OSS e, pela experiência registrada no Metropolitano de Várzea Grande, não foi bem sucedido.

   Segundo, com a desculpa de que precisava garantir emendas ao OGU-2012, saiu do governo e foi renomeado, vindo a acumular funções. Como perceu a irregularidade, que poderia custar o seu mandato, o deputado-secretário pediu para o governador o desligar do primeiro escalão com data retroativa e Silval assim o fez. Agora que está fora do quadro do secretariado, Silval deve, em nome da governabilidade e da autonomia, se afastar de Henry, que só fez lambança e provocou desgaste em todo o governo.

    Essa é a linha do meu comentário de hoje - confira aqui.

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ANÁLISE | 07/01/2012 - 08:50

DEM prioriza França a prefeito, mas tem Iraci para vice de alguma chapa

Romilson Dourado

     O Democratas, que se esfacelou e busca recomposição, conta com um trunfo para as eleições municipais em Cuiabá. Trata-se do casal Iraci e Roberto França. Eles aderiram ao partido na véspera do prazo-limite de um ano antes do pleito para quem deseja passar pelo teste das urnas. Um dos mais animados com a possibilidade de, pela primeira vez o partido disputar o Palácio Alencastro, é o senador Jayme Campos. Aliás, os democratas estão "atirando" para todos os lados. Na pior das hipóteses, têm condições de emplacar nome a vice de alguma chapa.


Jayme Campos, que deseja que o DEM lance Roberto França a prefeito, e tem ainda Iraci de vice para busca composição política

    Como foi criado em 2008, o DEM (ex-PFL) vê agora a chance de conquistar espaço. A estratégia é ter França como cabeça de chapa ou, numa composição com outros virtuais candidatos, como Dorileo Leal (PMDB), Chico Galindo (PTB) e Guilherme Maluf (PSDB), emplacar Iraci de vice. Considerando o histórico desde a época do PFL, o grupo nunca comandou Cuiabá. Chegou a arriscar com Emanuel Pinheiro (hoje no PR), nos anos 1990, mas foi uma decepção nas urnas.

    Agora no DEM, após passar pelo PMDB, PTB, PSDB e PPS, França se mostra empolgado. Ele foi prefeito por 8 anos. Antes, exerceu três mandatos de deputado estadual e um de federal. No ano passado, foi diretor da extinta Agecopa (hoje Secopa). Embora tenha deixado a prefeitura sob desgaste, especialmente por causa do atraso na folha dos servidores, o ex-prefeito conseguiu recuperar parte da popularidade. Usou como estratégia, para isso, o programa televisivo Resumo do Dia, que apresenta de segunda a sábado na TV Rondon (afiliada do SBT).

   Com seu estilo populista, França transformou o programa em palanque eletrônico. Faz críticas, elogios, manda recado e voltou a cair nas graças do cuiabano. Ademais, muitos chegam a dizer que estão com saudades da gestão França e elencam, entre os feitos, centenas de obras realizadas entre 1997 e 2004, época em que o hoje democratas comandou o Alencastro. Iraci, por sua vez, cuidou da área social da Capital nos dois mandatos do marido e foi vice-governadora por 4 anos de Blairo Maggi.

    Opções

    Se por uma lado Jayme reforça a tese de candidatura própria para dar mais visibilidade a um partido que hoje não ocupa uma das 19 cadeiras na Câmara Municipal, por outro se mostra simpático a uma aliança com o peemedebista Dorileo, de quem é amigo desde os anos 1990, quando foi governador. Para encarar candidatura a prefeito, o DEM precisa atrair mais partidos. E quais seriam essas legendas, levando em consideração que está concorrendo com partidos que detêm poder da máquina, como o PTB de Galindo e o PMDB do governador Silval Barbosa e, de quebra, ainda têm no páreo o empresário Mauro Mendes, do PSB, e o deputado Maluf, do PSDB?

   Se Jayme está dividido entre lançar França a prefeito ou compor com o PMDB, há outros democratas que desejam aliança com Galindo ou até com Maluf. As articulações começaram e vão se intensificar à medida que as convenções de junho se aproximam.

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ANÁLISE | 06/01/2012 - 08:32

Mesmo sob influência do governador, PT resiste em apoiar Dorileo e racha

Romilson Dourado


Dorileo Leal aposta na conjuntura nacional e na influência do governo Silval para tirar Lúdio Cabral do páreo e ter apoio do PT

   A 5 meses das convenções e a 8 das eleições municipais, o empresário João Dorileo Leal, recém-filiado ao PMDB, segue se articulando em busca de aliados. Ele leva vantagem por estar em um grande partido e que comanda o Estado, sob o governador Silval Barbosa. Por causa do peso da máquina, muitas lideranças acabam por conduzir suas legendas que são governistas para o arco de alianças que se formam em torno do nome de Dorileo. Mesmo assim, há resistências.

   Os petistas, por exemplo, estão divididos. Trabalham com três possibilidades. Uma delas é de construir projeto próprio. Nesse caso, o mais entusiasmado em ser o cabeça de chapa é o vereador Lúdio Cabral. Uma outra corrente, liderada pela ex-senadora Serys Marli defende composição com o também empresário Mauro Mendes (PSB). O grupo que, num primeiro momento demonstrava estar trabalhando para levar o petismo para os braços de Dorileo, começa a recuar da ideia.

   O secretário estadual de Educação Ságuas Moraes, os ex-deputados Carlos Abicalil e Alexandre Cesar e o presidente estadual do partido William Sampaio chegaram a adiantar para o governador Silval que a tendência é de petistas estarem juntos com peemedebistas, seguindo a conjuntura nacional, afinal a presidente Dilma Rousseff, que é do PT, tem como vice Michel Temer, dirigente do PMDB. O problema é que entram na discussão feridas do passado que não foram cicatrizadas. O bloco de Ságuas, especialmente influenciado por Alexandre e Abicalil, tem bronca de Dorileo porque, diante das denúncias de caixa 2 que pesaram contra petistas, o Grupo Gazeta de Comunicação, do qual Dorileo é proprietário, não pesou nas críticas. Os petistas se passaram de vítimas, apontando campanha de perseguição. Por causa disso, podem se articular por projeto próprio, vindo a apoiar até Lúdio para prefeito, em detrimento do nome de Dorileo.

   O empresário peemedebista tem como certo, por enquanto, apoio do PSD, que recebeu recentemente a filiação do ex-deputado Carlos Brito e é liderado pelo presidente da Assembleia José Riva, e também do PR, do senador Blairo Maggi. Embora o deputado republicano Sérgio Ricardo se mantém no debate como pré-candidato, o que ele almeja mesmo é o retorno à presidência da Mesa Diretora da Assembleia. O DEM, embora insista em projeto próprio, também demonstra simpatia por apoio a Dorileo, especialmente o senador Jayme Campos. E, assim, seguem as articulações.

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ANÁLISE | 03/01/2012 - 12:10

Analfabetismo político é o maior problema, diz corregedor do TCE

Valérya Próspero e Laura Nabuco

Conselheiro Antônio Joaquim, presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricom)     O conselheiro e presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) Antônio Joaquim responsabilizou o analfabetismo político brasileiro pelos problemas que englobam o cenário político do país. Ele não absteve o TCE da sua função de fiscalização, mas avaliou que projetos como o da Ficha Limpa não surtem efeito se a população não fizer sua parte.

     Antônio Joaquim criticou a falta de interesse da população em participar da construção de projetos políticos, em especial, das discussões em audiências públicas de temas decisivos para a atuação dos gestores, como a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Para ele, os cidadãos precisam romper a “repulsa” por política e começar a colaborar na melhoria do país. “Não falo do pobre, aquele que não tem condição e que luta para sobreviver. Estes são quase como sub-cidadãos. Estou falando dos formados, daqueles que dizem que não gostam de política apenas por não gostar”, pontuou.

     O conselheiro também não poupou os partidos políticos. Na sua avaliação, as siglas deveriam saber escolher melhor seus candidatos, pois têm a responsabilidade de colocar à disposição nas eleições o nome de pessoas com moral ilibada.

     As declarações foram proferidas na posse do novo presidente do órgão, conselheiro José Carlos Novelli, nessa segunda (2). Em seu discurso, Antônio Joaquim, empossado como corregedor do órgão, segue a mesma linha do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Rui Ramos, que fez análise semelhante em entrevista ao RDNews.

Lei não vai resolver problema de corrupção eleitoral, diz presidente

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ANÁLISE | 11/12/2011 - 23:18

Populismo ajudou a "enterrar" França e Wilson, diz professor

Romilson Dourado

Vinicius de Carvalho   Após registrar na semana passada que a capital mato-grossense vive um vazio na política e lembrar que, desde o restabelecimento das eleições diretas, em 85, só teve 4 prefeitos eleitos (Dante de Oliveira, Frederico Campos, Roberto França e Wilson Santos), o professor universitário Vinicius de Carvalho, um dos articulistas do Blog do Romilson, destaca em seu artigo desta segunda, como parte 2 do assunto, a adoção do populismo e, por consequência, práticas demagógicas, de algumas lideranças que atuavam no Legislativo e que assumiram cadeira de prefeito de Cuiabá. O perfil aponta para os nomes de França e Wilson. Ambos foram vereadores, deputados estaduais e federais.

    Na análise de Vinicius, a estratégia foi para "obter poder político apelando aos sentimentos do público, usando temas regionalistas, populistas ou religiosos, além de fazer declarações que não podem ser postas em prática".

   Segundo ele, o surgimento de lideranças tidas como carismáticas foi motivado por um território fértil para o discurso populista, considerando o crescimento demográfico acelerado e desordenado na época. Esse populismo acabou por assumir, escreve o professor, uma feição autodestrutiva para as lideranças políticas em Cuiabá. "O mesmo mecanismo que formava os líderes e pautava a sua carreira política no Legislativo, acabou por vitimá-los quando no exercício do Poder Executivo".

   Na prática, os líderes articulavam um discurso com traços populistas e faziam carreira no Legislativo, sempre com votação expressiva. Ao chegarem à Prefeitura, enfatiza, reforçavam a fama desta de ser “túmulo político”, pois saíam menores do que entraram do ponto de vista eleitoral. Para Vinicius, França tem um discurso alinhado com um populismo mais conservador. Já Wilson traz tendências mais à esquerda, como o apoio aos movimentos sociais e às invasões de bairros. "Ambos, uma vez na condição de prefeitos, tiveram dificuldades de tomar algumas decisões que confrontavam a cultura política e as bases que os elegeram".

    Após 8 anos de mandato no Palácio Alencastro, França não conseguiu se eleger deputado estadual. Ficou na suplência. Wilson, que renunciou ao mandato em abril do ano passado, concorreu a governador e amargou a terceira colocação.

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Confira direto no Blog ou aqui o artigo na íntegra do professor Vinicius de Carvalho

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ANÁLISE | 26/10/2011 - 17:28

Eleitorado de Cuiabá supera a soma daqueles dos 50 municípios sob PSD

Romilson Dourado

José Riva    O recém-formado Partido Social Democrático, sob a batuta do cacique político José Riva, conseguiu atrair filiação de 50 dos 141 prefeitos. É um quadro expressivo, mas, curiosamente, a soma do número de eleitores desses municípios sob administração dos novos sociais-democratas não supera o eleitorado de Cuiabá. São 338.529 distribuídos nos municípios dirigidos pelo PSD, o que representa 24,3% de todo o Estado, enquanto a Capital conta com 368.188 eleitores. Os dados foram apurados pelo instituto Mark. Nos 141 municípios são 2.094.032 eleitores.

   Somente 4 municípios sob prefeitos do PSD registram mais de 20 mil eleitores. São eles: Colíder (21.858), Barra do Bugres (22.264), Juara (23.045) e Várzea Grande (162.144). Os menores atraídos pela nova agremiação são Araguainha, com 886 eleitores, Ribeirãozinho (1.685) e Nova Nazaré (1.898). São municípios pequenos, mas com grandes demandas e parte desse fardo acaba caindo sobre os ombros do presidente da Assembleia José Riva, que se apresenta como parlamentar municipalista e com canal direto com prefeitos e vereadores. Muitos políticos, ao invés de procurarem, por exemplo, o governador Silval Barbosa, preferem pedir ajudar a Riva.

    Embora a força de um partido ou de seus líderes políticos não deva ser condicionada ao universo de eleitores de seus municípios, nas articulações políticas esse quadro amplo de gestores provoca impacto e repercussão positiva. O PSD tem tirado proveito político disso para barganhar espaço com ações audaciosas, inclusive de olho nas eleições de 2012, principalmente por também ter cooptado na Assembleia a segunda maior bancada, com 6 deputados, e ainda possuir 2 deputados federais e o vice-governador Chico Daltro.

   Em número de prefeitos, enquanto o PSD contabiliza 50, o PR do ex-governador e senador Blairo Maggi agora figura em segundo lugar, com 24 prefeituras. O PMDB do governador Silval ficou com 18, enquanto o DEM do senador Jayme Campos está à frente de 15 municípios. O PP de Pedro Henry foi o que mais teve perdas. Perdeu 14 prefeitos para o PSD e está agora com 6. Veja abaixo quais são os municípios onde o PSD administra.

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ANÁLISE | 17/10/2011 - 15:38

Silval sai aplaudido de Várzea Grande e Tião não vai a evento

Laice Souza

Laíce Souza    Foi interessante assistir a solenidade de entrega de 586 casas populares em Várzea Grande, na manhã desta segunda-feira (17). O governador Silval Barbosa estava em uma situação confortável. No palanque dele três nomes fortes para disputar o cargo de prefeito da segunda maior cidade do Estado, sendo eles o secretário de Cidades Nico Baracat e o deputado estadual Walace Guimarães, ambos do PMDB, e o deputado federal Júlio Campos, do DEM. Não esquecendo, é claro, do vereador João Madureira do PSC, que não confirma, mas pode ser uma terceira via para o eleitor decidir na hora de escolher quem irá ocupar, por quatro anos, o Paço Couto Magalhães.

   Os pré-candidatos encontraram um cenário perfeito na hora de fazer os discursos: a ausência do prefeito Tião da Zaeli (PSD), que trocou a solenidade no município, em que ele detém o maior cargo eletivo, por um outro compromisso em Cuiabá. Perdeu a oportunidade de falar para a população e pegar carona em uma obra concretizada. Assim, ficou fácil para os demais pré-candidatos tecerem elogios a Silval e se auto-promoverem com o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Ponto positivo para o PMDB, que ganha popularidade dentro de Várzea Grande. 

   Ao contrário das demais autoridades, Silval fez um discurso técnico. Disse o que o governo faz pela cidade e o que ainda será levado em favor dos várzea-grandenses. Curto em suas colocações, mostrou respeito a centenas de famílias que estavam ali com o objetivo de pegar a tão sonhada chave da casa própria.

   Logo em seguida aos pronunciamentos, Silval tomou o microfone e assumiu o comando de um sorteio de um caminhão com móveis para mobiliar uma casa. Os móveis foram doados pela City Lar, empresa que ganhou incentivos fiscais do governo para permanecer no Estado. Animado, brincou ao microfone e entregou simbolicamente os móveis a uma ganhadora. O governador saiu de Várzea Grande aplaudido. A dúvida que fica é se Tião da Zaeli estivesse presente no evento conseguiria também aplausos dos populares.

   Laíce Souza e editora e apresentadora do RDTV, a tv na web do portal RDNews

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ANÁLISE | 24/08/2011 - 20:54

MST, CUT e estudantes usam Sanecap com víeis "politiqueiro"

Andréa Haddad e Patrícia Sanches


Servidores, estudantes e sem-terra ligados à CUT e ao MST fazem vigília em frente ao prédio da Câmara de Cuiabá
Foto: Patrícia Sanches

     As discussões acaloradas sobre o projeto que trata da concessão dos serviços de saneamento da Capital transformaram-se em trampolim político, quando não numa forma de pressionar o prefeito Chico Galindo (PTB) a ceder a pressões de adversários.  Uma clara demonstração da mudança do caráter do manifesto - inicialmente encapado por servidores da Sanecap temerosos por uma demissão em massa -, é a presença de lideranças sindicais e de representantes de entidades em frente ao prédio da Câmara de Cuiabá, na noite desta quarta (24), que se mostram prontos para protestar ao menor sinal de desavença entre moradores ou categorias do funcionalismo público e ocupantes de cargos eletivo.

     O que está em jogo, ao que parece, é a eleição municipal de 2012 e não a entrega dos serviços de tratamento de esgoto e distribuição de água a empresários interessados em explorar o setor visando apenas o lucro. Tanto é que um dos organizadores da manifestação desta quarta é o professor de História Robinson Ciréia, membro do diretório do PT de Cuiabá e representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Estado. “Vamos passar a madrugada em vigília. A água é vida e não pode ser vendida”, dispara, ao ser indagado sobre a presença de membros da entidade no local.

     Único representante do PT na Câmara, Lúdio Cabral é outro que lidera o movimento contrário à concessão dos serviços de saneamento. A assessoria dele garante que mais de 200 pessoas, entre servidores da Sanecap, estudantes e sem-terra, participam da vigília. Porém, a reportagem não encontrou mais de 50 pessoas na praça Pascoal Moreira Cabral, sede do Legislativo cuiabano, na noite desta quarta.

     Os sem-terra também aproveitam para tirar uma “casquinha” das manifestações contra a concessão. Eles são os responsáveis, por exemplo, pelos acampamentos de lona erguidos em frente à Câmara. Enquanto isso, um ou outro servidor da Sanecap caminha “perdido” pelo praça na tentativa de engrossar o coro contra a nova mensagem enviada por Galindo à apreciação dos vereadores. Eles prometem um novo ato de protesto para as 8h desta quinta (25), durante a sessão do Legislativo.

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ANÁLISE | 02/08/2011 - 12:29

Cuiabá deveria ter mais viadutos, fiscais e vias para motociclistas

Romilson Dourado


O trânsito do perímetro urbano de Cuiabá está caótico e deve ficar pior. Com seus quase 300 anos e cerca de 600 mil habitantes e 299 mil veículos cadastrados, a capital precisa repensar alternativas para melhorar a frafegabilidade de motoristas e pedestres e reduzir os índices de acidentes. Deveria, por exemplo, criar corredores exclusivos para motociclistas nas vias maiores, como Fernando Correa da Costa, avenida do CPA e Miguel Sutil, construir viadutos, trincheiras e rotatórias, implantar fiscalização eletrônica e contar com fiscais em pontos estratégicos para coibir que motoristas irresponsáveis continuem contribuindo para o trânsito se tornar tão infernal como se encontra hoje. Os agentes públicos precisam priorizar projetos voltados ao trânsito. Não basta ficarem esperando por execução de obras dentro dos preparativos para a Copa-2014. Essa é a linha do meu comentário.
Clique no play e confira

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ANÁLISE | 22/07/2011 - 03:16

Auro, inigualável nos bastidores

Romilson Dourado

Auro Ida   Auro Ida, que foi morto prematuramente, aos 53 anos, era um sujeito simples, averso a terno e gravata. Não abandonava por nada o tênis nos pés, camisa polo e calça jeans. Construiu seu próprio estilo. Ele conquistou espaço e se tornou inigualável na cobertura dos bastidores da política. Tranquilo e sempre brincalhão, costumava distrair os colegas jornalistas, principalmente naquele momento em que todos aguardavam, dispersados ou apertados numa sala, pelo momento de começar alguma entrevista coletiva.

   Enquanto quase todos, principalmente os chamados focas, ensaiavam para fazer perguntas, Auro seguia nos seus comentários bem humorados e sarcásticos sobre uma ou outra pessoa, mas em tom de respeito. Roubava a cena. Mas, na hora do agente público se apresentar para a imprensa, Auro, estrategicamente, se afastava para acompanhar tudo à distância. Seu enfoque era outro. Depois, a sós com o entrevistado, conseguia arrancar informações privilegiadas.

    Daí nascia o furo. Ele tinha a capacidade de, mesmo numa entrevista coletiva, levantar informações únicas. Era bem informado. Construiu uma rede de fontes. Não corria mais atrás da notícia. A classe política o procurava.

   Trabalhei junto com Auro por 8 anos, primeiro como repórter de Política do jornal A Gazeta e, depois, como editor. Ele estava sempre de bom humor, por mais problemas pessoais que carregasse sobre os ombros. Um excelente profissional. Era daquele jornalista que, quanto mais dele exigisse, mais conseguia informações. Também comprava briga em defesa de seu posicionamento, mas sem perder a humildade que o ajudou a se tornar o mais influente jornalista político do Estado.

    Na cobertura do dia-a-dia do Palácio Paiaguás, Auro Ida tinha contato direto com o governador. Foi assim com Jayme Campos, Dante de Oliveira e com Blairo Maggi. O mesmo se percebia na cobertura das sessões na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Cuiabá. Essa relação profissional de Auro com muitos políticos acabou se tornando tão forte que se transformou em amizade, principalmente com o ex-prefeito Roberto França, de quem foi secretário de Comunicação. França não tomava uma decisão importante sem, antes, consultá-lo. Depois da experiência de ocupar cargo público, Ida se afastou das redações. Passou a atuar mais como consultor e estrategista político.

    Sua morte representa uma perda irreparável para o jornalismo mato-grossense, já tão carente de cobertura de bastidores. Filho de agricultores, Auro levava uma vida simples, convivendo com autoridades. Morreu pobre e deixa órfãos 6 filhos, pelos quais seria capaz de dar a vida. Foi um guerreiro, de peito aberto e coração mole. Nesta sexta, um homem, covardemente, o matou a tiros. Auro tomba, mas deixa escrita  para sempre a história de dezenas de pessoas.

   Adeus, Auro Ida, descanse em paz!

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ANÁLISE | 18/07/2011 - 10:32

Expoagro de Cuiabá explora, frustra e decepciona público

Laice Souza

Laíce Souza     O que uma exposição agropecuária deveria visar? Fechamento de negócios? Exposição de produtos novos para os setores agrícola e da pecuária? Prospecção de mercado? Qualquer uma das opções acima está correta. Então, a dúvida que fica é por qual motivo levar milhares de pessoas das classes média e baixa ao parque de exposição que não são o público dessas empresas? Mas antes de responder a essa questão vamos analisar o que aconteceu na 47ª Expoagro de Cuiabá, que terminou no domingo (17).

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No show de Fernando & Sorocaba houve
tumulto; muitos nem conseguiram
ver chapéus dos sertanejos

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     Atraídos por uma publicidade de ser a melhor e maior feira já vista no Estado e com 10 shows nacionais, milhares de pessoas visitaram o parque de exposição e caminharam entre ruas esburacadas, poça de água (mesmo sem chover), estrutura deficitária, um fedor de esgoto em algumas pontos e poucos atrativos como restaurantes.

     O que se via eram barracas de coquetéis, estandes vazios e um parque de diversão que deixou a desejar. Bom, somado a tudo isso, vamos acrescentar uma entrada ao preço de R$ 50. Mas, para muitos que economizaram para conseguir comprar um ingresso, o objetivo único e exclusivo era assistir aos shows. Muitas das atrações artísticas não chegaram a lotar a arena, assim como o show de abertura com a cantora Cláudia Leite.

      No último sábado (16) a frustração foi geral, pelo menos para aqueles que não conseguiram nem ao menos chegar próximo à arena. O parque ficou superlotado, todos atraídos por um único motivo: ver a dupla sertaneja Fernando & Sorocaba. A confusão foi geral e um empurra-empurra de policiais militares que tentavam conter os ânimos e evitar um possível tumulto daqueles que insistiam em entrar na espaço já lotado, para tentar ver ao menos o chapéu de um dos sertanejos. O que gerou muita irritação é que até o telão que estava localizado do lado de fora da arena foi desligado na hora do show.

      A consequência disso foi pessoas passando mal e revoltadas. Muitos procuram a administração e organizadores da festa, na tentativa de receber de volta o dinheiro investido, mas nem sequer alguém conversou com eles. Eu ouvi de muitos, que estavam, como eu, na fila para falar com algum responsável, que a ganância e a falta de respeito foram as marcas da festa. Relatos de mulheres agredidas por quem fazia a segurança do local ecoaram na portaria do evento, mas os poucos funcionários uniformizados com a camisa dos organizadores apenas diziam que o assunto não era com eles.

     Analisando legalmente a situação, qual a expectativa do público presente à feira? Digo do “povão” e nessa eu me incluo? A resposta é muito simples: assistir ao show. Então essa era a obrigação dos organizadores, oportunizar para quem pagou a entrada pudesse ver e ouvir os cantores. Fica a dúvida: cabe indenização a essas pessoas? Talvez até por isso que a produção do evento não forneceu a quem entrasse no parque nenhum ticket, pois teria como comprovar e ajuizar uma ação judicial requerendo os danos causados pela propaganda possivelmente enganosa. 

      Bom foi para aqueles que estavam alí para fazer negócios ou tinham uma condição financeira privilegiada, porque compraram os ingressos para camarote e área vip ao preço que variou entre R$ 60 a R$ 390. A festa era para eles e não para as classes média e baixa. O que não saiu caro, já que puderam ver o show de pertinho e com bebida à vontade. 

       Já 99% do público presente tiveram que pagar R$ 4 por uma latinha de cerveja ou refrigerante com direito a apenas ouvir o show. A conclusão da massa foi uma só: melhor ter ficado em casa e colocado o DVD para assistir. Agora respondendo a pergunta que fiz acima, o motivo de levar tanta gente à feira foi um só: aumentar as estatísticas de público presente e a conta bancária daqueles que organizaram o evento. 

        Laíce Souza é jornalista, editora-chefe e apresentadora do RDTV

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ANÁLISE | 06/07/2011 - 19:01

Dante tem o legado reconhecido em MT somente após sua morte

Romilson Dourado


 Já se vão 5 anos sem Dante de Oliveira, o homem das diretas-já. Se ele tivesse vivo, talvez a história política do Estado seria outra, especialmente em relação ao PSDB. Sem Dante, os tucanos perderam o rumo, tanto que perderam duas eleições majoritárias seguidas, tanto para governador quanto para o Senado. Em 2006, ele estava em pré-campanha para deputado federal e tinha chances reais de vitória, o que certamente o levaria a disputar novamente o Palácio Paiaguás. Assim, nesse cenário imaginário, Wilson Santos não teria sido candidato no ano passado, mas sim Dante. O problema é sua vida foi interrompida prematuramente. O legado do ex-prefeito, ex-ministro, ex-deputado e ex-governador só veio a ser reconhecido mesmo após a sua morte. Veja o comentário.
Clique no play e confira

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ANÁLISE | 29/06/2011 - 15:56

Governos sempre conviveram com ira de servidores da Seduc

Romilson Dourado


   Os últimos governos enfrentaram conflitos com os educadores, que representam a maior categoria de servidores públicos do Estado. Os irmãos Júlio e Jayme Campos, que comandaram o Palácio Paiaguás nos anos 80 e 90 enfrentaram greve do funcionalismo. Dante de Oliveira recorreu a estratégia de trazer sindicalista para o seu governo e, com isso, "minou" movimentos grevistas. Blairo Maggi cooptou o PT, que exerce forte influência no Sintep, que congrega os profissionais da Educação, e não enfrentou tantos embates. Agora sob Silval Barbosa, o governo, que também administra com o petismo, convive com impasse de grevistas na luta por equiparação do piso nacional e, para não deixar o movimento se estender, buscou respaldo da Justiça. E conseguiu.
 Veja no play o comentário.

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ANÁLISE | 26/06/2011 - 09:06

Tangará da Serra precisa tirar "políticos sujos" da vida pública

Romilson Dourado


   Com quase 100 mil habitantes, Tangará da Serra tem sido castigada nos últimos 12 anos por políticos acusados de corrupção. A população não merece alguns deles e deveria usar o poder do voto para tirá-los da vida pública. Reportagens especiais exibidas no RDTV e no site RDNews estão trazendo a público situações intrigantes da crise política. A má gestão na prefeitura, primeiro com Jaime Muraro e depois sob Júlio Cesar Ladeia e José Jaconias, aliada a grupo de vereadores acusados de corrupção, está construindo péssima imagem de uma cidade tida como um dos principais pólos do Noroeste. Os escândalos eclodiram, em épocas diferentes, com as tentativas de terceirização do saneamento, especialmente da água, e depois da saúde. Essa é a linha do meu comentário.
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ANÁLISE | 23/06/2011 - 09:40

Condições são favoráveis para se viabilizar obras voltadas à Copa

Romilson Dourado


    O governo estadual criou ampla estrutura para tocar as obras preparativas de Cuiabá para a Copa do Mundo e reune condições de executar todos os 28 projetos e programas dentro do prazo, embora algumas pessoas escaladas para conduzir as ações ainda estejam batendo cabeça. Além da Agecopa, com 7 diretores e mais de 80 cargos de confiança, o Estado conta as pastas de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e PAC e a de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes. É uma fase que exige paciência de quem está à frente dos projetos mas, ao mesmo tempo, traz angústia à população porque não viu ainda Cuiabá e Várzea Grande se transformarem, na prática, em canteiro de obras. As etapas são lentas. Começam com elaboração do projeto executivo, depois vão para licitação com as modalidades de tomada de preço ou concorrência pública, contratação da empresa, ordem de serviço e, por fim, execução. O governo federal até autorizou editais com regime diferenciado de contratação, o que ajuda a viabilizar os projetos com mais facilidade.
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ANÁLISE | 31/05/2011 - 20:21

Brigas internas "matam" o PT

Romilson Dourado


 As brigas internas têm enfraquecido cada vez mais o PT no Estado. Em mais um capítulo das confusões, a corrente majoritária puniu com suspensão a ex-senadora Serys Marli, o vereador por Cuiabá Lúdio Cabral e a ex-deputada Virinha Araújo e ainda Eroísa de Mello com advertência. Os quatro foram carimbados como infiéis porque não apoiaram Abicalil para o Senado no ano passado. Foi-se a época em que no petismo havia debate democrático. Hoje, as regras são impostas para atender interesses de grupos que se acostumaram com as benesses do poder. Se no pleito de 2010, o partido começou a perder espaço de representantes em cargos eletivos, o quadro que se desenha para as eleições do próximo ano pode ser ainda pior. Essa é a tônica do meu comentário. Veja no play.

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ANÁLISE | 27/05/2011 - 17:13

Médicos do SUS se unem, fazem boicote e derrubam até gestores

Romilson Dourado

   Os médicos que atendem pelo SUS, quando querem e se unem, conseguem derrubar prefeito, secretários e até governador. Eles são corporativos, assim como quase todos os segmentos profissionais. O ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos chegou a peitá-los e acabou enfrentando crise sem precedentes na saúde pública, tanto que o setor foi um dos responsáveis por deixá-lo com a popularidade em baixa. Agora com o sucessor Chico Galindo, a situação se repete. O prefeito tenta furar o bloqueio, mas sofre boicote e, no fundo, ou cede as pressões e atende as reivindicações ou corre risco até de se incriminado por mortes nas unidades de saúde. Para piorar, alguns médicos costumam expor à sociedade o caos em que vive o setor, o que causa indignação geral e revolta à administração pública. Essa é a linha do meu comentário desta sexta no RDTV. Clique no play e confira.

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