Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:49 h

Articulação | 07/02/2012 - 18:54

Dorileo já faz "dobradinha" com Haroldo para atrair a ala jovem

Romilson Dourado


O pecuarista e empresário da comunicação Dorileo Leal, pré-candidato do PMDB a prefeito de Cuiabá, tem um pré-candidado preferencial do partido a vereador. Trata-se do também empresário Haroldo Kuzai, sócio da empresa Açofer. Em quase todas as reuniões da legenda peemedebista, Dorileo faz questão de levá-lo e de posar para fotografia ao lado de Haroldo. Assim, busca matar dois coelhos de uma só vez: atrair apoio da ala jovem, representada por Haroldo, e facilitar financiamento de campanha, por meio da empresa do jovem pré-candidato. Na imagem acima, registrada nesta segunda após reunião do diretório do PMDB na Capital, aparecem o governador Silval Barbosa, Haroldo, o deputado federal Carlos Bezerra e o advogado Clovis Cardoso, presidente do partido em Cuiabá. Para não causar conflitos com outros pré-candidatos a vereador do PMDB ou de legendas que devem apoiar Dorileo, o empresário não assume publicamente que faz campanha para Haroldo, senão teria problemas na própria casa, inclusive com o vereador Toninho de Souza (PSD), que é apresentador da TV Record Canal 10, de propriedade de Dorileo.

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Articulação | 07/02/2012 - 08:25

Enquanto o PSD dispensa os cargos, outras siglas pressionam por espaço

Romilson Dourado


O presidente da Assembleia José Riva, cacique do PSD, que colocou os cargos à disposição do governador Silval Barbosa (PMDB)

    Ao invés dos partidos mais afinados com o governo Silval Barbosa, como PR, PMDB, PT e PP, seguirem o exemplo do PSD e colocar os cargos à disposição para facilitar o processo de reforma do secretariado, agiram em sentido contrário. No dia seguinte ao anúncio do presidente da Assembleia José Riva sobre assinatura de uma carta ao Palácio Paiaguás, avisando que a administração, se assim entender, poderia dispensar os ocupantes de cargos comissionados indicados pela legenda recém-criada, dirigentes dos outros partidos da base entraram em ação para "abocanhar" os postos que seriam desocupados. Embora tenha autonomia para tal, o governador ficaria mais livre para agir se lideranças do arco de alianças dessem a ele mais abertura para promover as mudanças, sem pressão política. Silval, de fato, tem dito que precisa dar um "choque de gestão" e isso deve passar por algumas mudanças de comando de pastas. Curiosamente, ele não gostou da reação de Riva.

     Com 7 indicações, os republicanos são os que mais possuem cargos no primeiro escalão e ainda se mostram afoitos. Querem preencher outros espaços, nem que sejam no segundo escalão. Hoje, o PR, que comandou o Estado por praticamente 7 anos com Blairo Maggi, conduz as pastas de Indústria, Comércio, Minas e Energia, com Pedro Nadaf; o Transporte e Pavimentação Urbana, sob Arnaldo Alves; o Meio Ambiente, dirigido por Vicente Falcão; a Cultura, com João Malheiros; a Logística Intermodal de Transportes, com o secretário Francisco Vuolo; e a Secopa, sob Eder de Moraes. O PR comanda ainda empresas e órgãos, como MTGás, Intermat e Detran.

     O PSD de Riva está à frente das secretarias de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, com José Domingos, e Ciência e Tecnologia, com Adriano Breunig, que substitui Eliene Lima, e ainda o Centro de Processamento de Dados, sob Wilson Teixeira, o Dentinho, e conta com o vice-governador Chico Daltro. O PMDB de Silval esta à frente de cinco pastas, sendo elas Casa Civil, com José Lacerda; Trabalho e Assistência Social, sob Roseli Barbosa; Desenvolvimento do Turismo, sob Teté Bezerra; Comunicação Social, com Osmar de Carvalho; e a Cidades, com Nico Baracat.

    O PT tem a Educação, com Ságuas Moraes, enquanto o PP, mesmo com a saída de Pedro Henry, conta com a Saúde, agora conduzida por Vander Fernandes, e o Esportes e Lazer; com Antonio Azambuja. Os demais postos do staff são indicações técnicas.

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Articulação | 01/02/2012 - 08:10

Em 2º lugar, Sérgio é fiel da balança, rejeita Mendes e deve ir com Dorileo

Romilson Dourado

Sérgio Ricardo   O deputado Sérgio Ricardo (PR), primeiro-secretário da Mesa Diretora e próximo presidente da Assembleia, se tornou espécie de fiel da balança na corrida à Prefeitura de Cuiabá. Embora muitos chamados formadores de opinião o desprezem como líder político, definindo-o como "populista e sem conteúdo", Sérgio carrega um peso eleitoral suficiente para eleger o próximo prefeito, tanto que figura entre os melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto, mesmo já tendo anunciado que não concorrerá às eleições. Na amostragem feita pelo instituto Mark nos últimos dias 28 e 29, em parceria com o RDNews, Sérgio surge como principal ameaça à liderança do pré-candidato do PSB, empresário Mauro Mendes, líder disparado. O resultado, com vários cenários, saiu nesta terça - confira aqui.

   Com Sérgio no páreo, Mendes aparece com uma vantagem menor. Já sem o deputado republicano, o empresário amplia tanto os percentuais que hoje conquistaria o Palácio Alencastro no primeiro turno. Por conta de rusgas políticas das últimas eleições, Sérgio não apóia Mendes. Curiosamente, ambos já foram candidatos a prefeito de Cuiabá e não obtiveram êxito nas urnas.

    Fora Mendes, aparecem como virtuais concorrentes o empresário Dorileo Leal (PMDB), o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), os petistas Lúdio Cabral e Serys Marli, o ex-prefeito Roberto França (DEM) e provavelmente o prefeito Chico Galindo (PTB). Qual deles, então, Sérgio deve apoiar? Seus eleitores ou aqueles simpáticos à pré-candidatura do republicano seguiriam orientação para votar neste ou naquele candidato?

    A tendência hoje seria de Sérgio pedir voto para Dorileo, com quem mantém diálogo permanente e se mostra mais próximo. Atenderia também, com isso, pleitos do governador Silval Barbosa, que é do PMDB e se tornou o principal cabo eleitoral do empresário, e ainda do aliado na Assembleia, deputado José Riva (PSD), que se mostra compromissado em reforçar o palanque de Dorileo. O deputado passou a ser "assediado" pelos virtuais candidatos. Matreiro, ele aproveita a boa fase para se cacifar, pensando nas próximas eleições.

   Sérgio vem de uma carreira "meteórica". Começou na vida pública como vereador e está no terceiro mandato de deputado. Nesse interím, foi candidato a prefeito, presidiu a Assembleia e até ocupou a cadeira de governador por uma semana. É bem articulado e tem ampliado base eleitoral usando programa de TV como espécie de palanque eletrônico.

Enquete
Na sua opinião, quem Sérgio deveria apoiar entre os pré-candidatos a prefeito de Cuiabá?
  • Chico Galindo (PTB)
  • Dorileo Leal (PMDB)
  • Mauro Mendes (PSB)
  • Guilherme Maluf (PSDB)
  • Roberto França (DEM)
  • Nenhum deles acima
  • Deve ficar neutro
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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Articulação | 17/01/2012 - 10:45

Taques estreita laços com TCE e quer apoio contra a corrupção

Kamila Arruda

     Após estrear na política com perfil polêmico, o ex-procurador da República, senador Pedro Taques, se apresenta no segundo ano de mandado com uma postura mais “conciliadora” e busca estreitar os laços com alguns órgãos. Nesta segunda (16), por exemplo, o parlamentar fez uma visita de “cortesia” ao TCE. Na ocasião, Taques cumprimentou o recém-empossado presidente do órgão José Carlos Novelli e falou sobre o seu trabalho no Congresso. “Este Tribunal tem sido um exemplo para todo o Brasil e eu vim até o presidente para ouvir sua opinião e dos técnicos sobre alguns projetos que apresentei e que estão relacionados ao TCE”, disse.

    As propostas fazem parte do chamado PAC (Pacote Anticorrupção). Conforme o pedetista, são vários projetos de lei que tratam de medidas legislativas para facilitar a realização de uma fiscalização objetiva e transparente. “Quero a opinião do TCE de Mato Grosso sobre o projeto de lei que corrige erros da Lei de Licitações”, pontua o ex-procurador.

    Segundo o senador, a proposta busca garantir que em todos os casos em que houver dispensa de licitação, os TCEs sejam notificados. “Isso permite a prevenção de erros, exatamente como este Tribunal tem feito”, defende.

    Novelli, por sua vez, ressaltou que as propostas são de interesse das Cortes de Contas porque reforçam o trabalho de controle externo e garantem qualidade na gestão pública. “Vamos colaborar para que cada vez mais se possa eliminar a corrução na administração pública”, pondera. Ele frisa que o TCE tem dados importantes de todos os municípios quanto as políticas públicas nas áreas de saúde, educação e agora de segurança pública e que os colocará à disposição de Taques, que hoje é presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado.

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Articulação | 17/01/2012 - 08:14

Governador recorre a Sérgio para conter rebeldia de defensor-geral

Gabriela Galvão

André Prieto   O governador Silval Barbosa (PMDB), com seu estilo light e de não partir para o enfrentamento, recorreu ao primeiro-secretário da Assembleia, deputado Sérgio Ricardo (PR), para conter a rebeldia do defensor-público-geral André Prieto, que está na bronca por ter sido barrado pelo Executivo na tentativa de ampliar o quadro de pessoal. Sérgio é forte aliado de Prieto, tanto que respaldou sua nomeação ao cargo, embora a escolha tenha que passar pelo crivo eleitoral dos defensores.

   A preocupação do Palácio Paiaguás é no sentido de pôr fim à polêmica iniciada com o veto dos 65 cargos, com altos salários, criados a partir do projeto encaminhado por Prieto à Assembleia. Desses postos, 40 são de assistentes jurídicos para as defensorias da capital, 20 de assistentes para as defensorias dos demais municípios e 5 de assistentes técnicos da área Meio. Silval sustenta que o veto é necessário porque os novos postos elevariam a folha de pagamento da Defensoria em R$ 20 milhões por ano e espera agora que o legislativo estadual o mantenha. O problema é que, se Prieto continuar instigando a discórdia, inclusive com críticas ao governo, o assunto pode se transformar em nova crise.

    O governador, que conduz orçamento de R$ 13 bilhões, tem dito que não discrimina a Defensoria, tanto que o orçamento do órgão aumentou para R$ 62 milhões em 2012, contra os R$ 56,5 milhões do ano passado. Também lembra que seria um contrasenso elevar os gastos da defensoria, enquanto acaba de estabelecer como regra geral mais cortes nas despesas em todas as secretarias, órgãos e empresas da estrutura da máquina estadual. Esse corte em 20011 foi de 15%.

    Silval já solicitou ao líder do governo na Assembleia, deputado Romoaldo Júnior (PMDB), que faça a intermediação com os colegas, de modo a não enfrentar resistência na manutenção do veto. Com Sérgio e o presidente do Legislativo, José Rica (PSD), ele mantém contato direto.

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Articulação | 01/01/2012 - 11:44

Riva transforma PSD na maior sigla e mantém forte influência nos Poderes

Romilson Dourado


José Riva está no 5º partido e conseguiu transformar o PSD na maior legenda em MT em número de ocupantes de cargos eletivos

     José Riva soube levar vantagem política mais uma vez nas articulações no decorrer de 2011 e que vão refletir nas próximas eleições. Ele se juntou ao prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e não só ajudou a recriar o PSD, como o transformou na maior agremiação partidária em Mato Grosso no intervalo de apenas três meses. Com a força política e financeira de quem comanda a Assembleia Legislativa desde quando pisou os pés ali como deputado, ora como presidente, ora como primeiro-secretário, Riva levou para a nova sigla outros 4 deputados estaduais, 2 federais, o vice-governador Chico Daltro, mais de 300 vereadores e 50 prefeitos.

    Essa debandada provocou desfalques em legendas, como o PR, PMDB, PP e DEM. O objetivo de Riva agora é concorrer a cargo majoritário, de governador ou de senador. Só não encarou o teste das urnas nesse sentido porque tem sobre os ombros dezenas de processos. Seus assessores acreditam que até 2014 o cacique do PSD já terá se livrado desses embates jurídicos.

    Ele começou na vida pública no PMN, pelo qual se elegeu prefeito de Juara. Pela mesma agremiação chegou ao posto de deputado. Está no quinto mandato e já passou também pelo PTB, PSDB e PP. Riva ganha espaço explorando o municipalismo. Tem agenda intensa e procura estar presente em vários lugares. Se envolve nas articulações até em eleição para presidente de bairro.

    Desde a época de Jayme Campos (91/94), o governo vem dando trégua para Riva, tendo-o sempre como aliado. Dante de Oliveira, Blairo Maggi e agora Silval Barbosa seguiram na mesma linha, a de não confrontar com o cacique político do PSD. Assim, Riva exerce poder não apenas no Legislativo, onde controla um duodécimo de quase R$ 20 milhões mensais, mas também no Executivo e até no Judiciário.

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Articulação | 20/12/2011 - 08:20

Sob PTB de Galindo, acordos políticos evitam cassação de 3 parlamentares

Flávia Borges

Vereador Marcus Fabrício, Néviton Fagundes e Totó Cesar, que foram para o PTB do prefeito Galindo     A norma sobre fidelidade partidária, que determina que o mandato pertence à legenda, na prática, quase não é mais aplicada. O rigor que havia em 2007 praticamente já não existe devido às amarrações políticas. O prefeito de Cuiabá Chico Galindo, por exemplo, conseguiu trazer para o PTB os vereadores Marcus Fabrício, que deixou o PP e hoje substitui na Câmara o titular Leve Levi, Néviton Fagundes e Totó Cesar, que saíram do PRTB recentemente. Dentro do que estabelece a regra pró-fidelidade, os três poderiam ser cassados, mas, nesse caso, os acordos políticos se sobrepõem à lei.

    Mais cautelosos, os vereadores Everton Pop, Toninho de Souza e Edivá Alves aproveitaram a janela aberta na lei eleitoral, que garante a migração no caso da criação de um novo partido e "pularam" para o PSD. Eles não correm risco de perder o mandato porque aderiram a uma legenda criada agora. A articulação comandada por Galindo garante a Néviton, Totó e Fabrício a permanência nas cadeiras na Câmara de Cuiabá. Diferente do que aconteceu em 2007, quando Deucimar Silva deixou o DEM para migrar para o PP. Ele foi o único vereador cuiabano a perder o mandato. Em todo o Estado, dezenas de parlamentares foram cassados na época por causa do troca-troca de legenda.

      Na mesma época, o então deputado Walter Rabelo, que em 2010 conquistou novamente uma vaga na Assembleia, também foi sentenciado a deixar sua cadeira. O processo de perda de mandato foi instaurado pelo Ministério Público em dezembro de 2007. Foram apresentados documentos comprovando a desfiliação do deputado do PMDB em setembro de 2007 e a posterior filiação ao PP, no mesmo mês e ano. Em sua defesa, Rabello argumentou, em vão, que a desfiliação do PMDB estava fundamentada na discriminação pessoal sofrida e no desvio do programa do partido.

      A Resolução 22.610, de 2007, do TSE, considerou infidelidade partidária as desfiliações consumadas sem justa causa após 27 de março de 2007, para os mandatários eleitos pelo sistema proporcional (vereadores e deputados). A resolução prevê também que nesses casos o partido e/ou o Ministério Público Eleitoral podem pedir, perante a Justiça Eleitoral, a decretação da perda de cargo eletivo em decorrência das desfiliações.

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Articulação | 12/12/2011 - 11:51

Maluf diz ser pré-candidato, mas cita incentivo pela Mesa Diretora

Romilson Dourado

    O deputado Guilherme Maluf admitiu nesta segunda, após a notícia em destaque neste blog com o título "Maluf blefa no projeto a prefeito e vai peitar Riva-Sérgio na Mesa da AL", que, de fato, tem sido procurado por colegas parlamentares acerca da eleição da Mesa Diretora do Legislativo mato-grossense, mas que, independente disso, "ainda mantém o foco em sua pré-candidatura a prefeito de Cuiabá". "Estou sendo estimulado para disputar a presidência da Assembleia, mas não vou mudar o projeto de pré-candidatura, por enquanto", enfatizou o presidente da legenda tucana da Capital.

     Segundo Maluf, há um "grande sentimento de mudança" no comando da Assembleia. Ele se referiu ao fato dos deputados José Riva e Sérgio Ricardo estarem se revezando nos dois principais cargos da Mesa. Defende que se tenha renovação, mas pondera que não precisa ser ele (Maluf) o candidato que possa liderar o bloco que se opõe à dupla Riva-Sérgio. Na sua avaliação, "não há dúvida de que a disputa pela Mesa terá embates por causa de muita gente que pensa em mudança". "Não vai ser uma transição tranquila pelo que eu venho sentido".

    Maluf destaca que alguns parlamentares procuraram-no para encabeçar candidatura, mas evita citar nomes. Numa demonstração de barganha, embora negue, ele sugere que Riva e Sérgio apoiem-no para prefeito de Cuiabá, assim como os peemedebistas Walace Guimarães em Várzea Grande e Nilson Santos em Colíder. "Quero dizer que continuo pré-candidato e gostaria de ter o apoio do Riva e do Sérgio. Essas articulações fazem parte da política", destaca Maluf, que está no segundo mandato e, antes de chegar à Assembleia, exerceu mandato de vereador. Foi também secretário de Saúde da Capital por um ano, na gestão Wilson Santos.

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Articulação | 01/12/2011 - 08:21

Sem respaldo do PR, Arnaldo limpa gaveta e deve voltar para a Seplan

Patrícia Sanches


Arnaldo Alves, no comando da pasta que cuida da infraestrutura desde abril do ano passado, deve ser remanejado para Seplan

     Engenheiro civil, Arnaldo Alves perdeu um dos principais alicerces que o mantém na secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana. A cúpula do seu partido, o PR, decidiu que não mais respaldá-lo como cota da legenda e já solicitaram que o governador Silval Barbosa (PMDB) o exonere. A tendência é que o peemedebista faça o remanejamento dele para o Planejamento, sob José Botelho, que já manifestou interesse em deixar a secretaria, mas vem sendo mantido. Arnaldo, inclusive, já ficou à frente da pasta.

      Com atuação mais técnica do que política, não tendo dado a mínima importância para os pleitos dos deputados e muito menos respondido os requerimentos, Arnaldo acabou se tornando uma pessoa não grata na Assembleia. Parlamentares, como Ademir Brunettto (PT), Luciane Bezerra (PSB), Dilmar Dal Bosco (DEM), o presidente da Casa José Riva e até filiados do PR, o elegeram Arnaldo como uma espécie de saco de pancadas.

      Eles estão agindo assim devido a interesses pessoais. Afinal, é na pasta de Arnaldo que tramitam projetos e ações de infraestrutura nos municípios, que uma vez consolidados trazem dividendos políticos e esse trunfo os deputados não estão conseguindo.

       Apesar da pressão, Silval deve empurrar a decisão para somente a partir de fevereiro. O PR, por sua vez, apresentou duas alternativas, o de Sinésio Oliveira, assessor do deputado federal Wellington Fagundes, e do deputado Sebastião Rezende. Arnaldo comanda a pasta desde abril do ano passado, quando o então secretário Vilceu Marchetti pediu demissão, após ter o nome envolvido no escândalo do maquinário.

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Articulação | 30/11/2011 - 10:08

Senado vota requerimento na próxima semana, diz deputado

Valérya Próspero

       Acontece na próxima semana, entre os dias 6 e 8, a votação do requerimento que solicita informações junto aos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores sobre acordos assinados com o presidente da Bolívia, Evo Morales. O documento foi elaborado pelo relator do processo interno no Senado, Blairo Maggi (PR), membro da comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e também conta com as assinaturas de Pedro Taques (PDT) e Jayme Campos (DEM).

      Segundo o deputado Emanuel Pinheiro (PR), que lidera o movimento contra a lei boliviana que regulariza veículos brasileiros roubados naquele país, o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) incumbiu o tucano Cícero Lucena (PB) de fazer relatório do requerimento para ser votado no Legislativo na semana que vem e recomendou rapidez para evitar que fique para 2012.

     A tendência é que o pedido seja acatado pelos senadores. Fernando Collor de Melo (PTB-AL) garantiu que assim que for aprovado vai pessoalmente conversar com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota e da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que assumam o compromisso de dar celeridade ao trâmite.

     Um dos acordos cobrados pelos senadores mato-grossenses se refere ao firmado em 28 de abril de 2003, em Brasília, entre os governos brasileiro e boliviano, bem como informações sobre as medidas tomadas em defesa dos moradores das cidades de fronteira que porventura tenham veículos levados irregularmente para a Bolívia. Legalmente, os ministros têm 15 dias para enviar as informações, prorrogável por mais 15.

Emanuel emplaca requerimento para obter dados sobre Bolívia

Articulação | 17/11/2011 - 15:43

Riva confirma presença nesta 6ª em ato do PSD de Várzea Grande

Andréa Haddad

José Riva     O presidente da Assembleia, José Riva, confirmou presença no encontro do PSD de Várzea Grande, nesta sexta (18), a partir das 19h, na sala de convenções do Hit's Pantanal Hotel. O deputado é a principal liderança do partido no Estado. O presidente da sigla, vice-governador Chico Daltro, também deve comparecer.

     A primeira convenção do PSD na segunda maior cidade do Estado, em número de habitantes, é organizada pelo prefeito Tião da Zaeli, presidente municipal da legenda. O encontro foi marcado inicialmente para 10 deste mês, mas teve que ser adiado divido às ausências de Riva e Daltro. Ambos integraram a comitiva da Rota da Integração, liderada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) na região do Araguaia.

     Durante o encontro, lideranças vão discutir a chapa para concorrer à Câmara. O partido já conseguiu cooptar sete vereadores e conta com a maior bancada da Casa. Tião convenceu, inclusive, o presidente da Mesa Diretora, Maninho de Barros, a ingressar na legenda, assim como Chico Curvo, Baiano Pereira, Edil Moreira, Antonio Cardoso, Wanderlei Cerqueira, e Marcos Boró (ex-PP).

Tião coopta 7 vereadores para o PSD e quebra as "pernas" das oposições

Articulação | 13/11/2011 - 09:17

Governo encerra 3ª Rota sob pressão e com lista de promessas das regiões

Andréa Haddad

     Onze meses após ser empossado na condição de governador reeleito, Silval Barbosa (PMDB) encerra com uma lista de promessas a 3ª Rota da Integração, iniciativa que surgiu na administração do antecessor, senador Blairo Maggi (PR). Na tentativa de reforçar o prestígio junto aos moradores e lideranças políticas dos municípios, o peemedebista corre o risco de dar um tiro no pé, caso as obras anunciadas, a praticamente três anos do fim do mandato, não saiam do papel.

     Na 1ª Rota da Integração, Silval percorreu a BR-163, entre Cuiabá e Santarém (PA). Na ocasião, ele se deparou com reivindicações por logística e anunciou com entusiasmo investimentos nas cidades do Médio-Norte que cortam a BR-163. O término da pavimentação do trecho de terra da rodovia até o Porto de Santarém é fundamental para o barateamento do frete.

      Diante das cobranças dos produtores, o governador contornou a situação se dizendo surpreso com a agilidade nas obras, e sustentou que, se continuar neste ritmo, a conclusão será em 2012. Também garantiu empenho em relação aos trilhos da Ferronorte (Ferrovia Vicente Vuolo).

     Ao percorrer a 2ª Rota, na região Sul, pela chamada Estrada Verde, na MT-040, chegando por Rondonópolis e retornando pelo Pantanal, Silval anunciou em Mimoso que a pavimentação do trecho custará até R$ 60 milhões e deverá ser concluída ainda durante seu mandato. Para tanto, ele aguarda por recursos federais. Silval prometeu buscar emendas parlamentares e o apoio financeiro da Sudeco. Na ocasião, ele também reafirmou que a MT-040 será uma "estrada parque", apenas para o tráfego de carros pequenos, e servirá de alternativa para os motoristas durante as obras de duplicação da BR-364.

     Nesta terceira expedição, de quatro dias, Silval percorreu Ribeirão Cascalheira, Vila Rica, Confresa, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte, Alto da Boa Vista, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia, e Querência. Na região, que faz fronteira com Goiás, ele recebeu aplausos, mas também enfrentou muitos protestos. O governador voltou a se deparar com o sentimento dos moradores em favor da divisão territorial. Eles se veem isolados e reclamam da ausência de investimentos e “abandono” do Estado.

     Silval teve que ouvir cobranças por pavimentação de estradas estaduais interligadas a BR-158. A principal preocupação dos moradores é com o agravamento do problema devido a chegada das chuvas. No entroncamento da MT-413 com a BR-158, de acesso a Santa Terezinha, moradores exigiam a pavimentação de 100 km do trecho e obras na MT-100. No distrito Veranópolis, em Confresa, cerca de 50 pessoas, a maioria crianças, esperavam o governador para pedir a construção de escola. Pelo andar da “carroagem”, se o governo continuar apenas na promessa, a tendência é de que o sentimento de divisão continue dominando a região.

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Articulação | 04/11/2011 - 21:35

Valtenir se reúne com presidente do PT e deixa MT Muito Mais fora

Andréa Haddad

     Presidente regional do PSB, o deputado federal Valtenir Pereira volta a pisar fora dos tentáculos do movimento Mato Grosso Muito Mais, também formado por PDT, PPS e PV. Nesta sexta (4) pela tarde, ele recebeu em seu gabinete, em Cuiabá, o presidente regional do PT, Willian Sampaio, ex-superintendente regional do Incra. Na ocasião, eles estreitaram os laços rumo a alianças estratégias nas principais cidades do Estado para 2012.

     A reabertura do diálogo entre o PSB de Valtenir e o grupo de legendas aliados ao PT não causa surpresa pelo bom trânsito demonstrado pelo deputado com o governador Silval Barbosa (PMDB), na eleição de 2010. Na ocasião, o MT Muito Mais trabalhou a candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB) a governador, tendo o então deputado estadual Otaviano Pivetta (PDT) de vice, porém Valtenir demonstra interesse numa composição com Silval, conforme relatos de aliados.

     O parlamentar, por sua vez, nega. Ele frisa que fez uma bom trabalho, tanto que, apesar da chapa majoritária não ter emplacado, o grupo conseguiu vitórias consideráveis, como a sua própria reeleição, a eleição de Pedro Taques ao Senado e dos deputados estaduais Zeca Viana (PDT), Luciane Bezerra (PSB) e Percival Muniz (PPS) à Assembleia.

     Um ano depois, Valtenir volta a afunilar as discussões com o PT, partido pelo qual ingressou na política com a eleição a vereador, em 2003. Na tentativa de justificar a aproximação com os petistas, aliados de primeira hora do PMDB de Silval e do PR, do ex-governador e senador Blairo Maggi, o deputado federal sustenta que, historicamente, o PSB e o PT sempre estiveram juntos.

     “O primeiro vice do Lula, em 1999, foi José Paulo Bisol, assim como em todas as eleições presidenciais. O PSB sempre teve uma parceria muito produtiva com o PT”, frisa Valtenir. Segundo ele, o partido já conta com 60 pré-candidatos a prefeitos para 2012. A meta do PSB, segundo ele, é eleger 40 prefeitos e 240 vereadores.

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Articulação | 03/11/2011 - 09:07

Henry confirma volta à Câmara

Valérya Próspero

     O secretário de Saúde Pedro Henry (PP) disse nesta quinta (3), em entrevista ao programa Chamada Geral, na Rádio Mega FM, que não vai mais se candidatar. Ele vai deixar a vida pública para se dedicar aos seus negócios particulares e à família. O progressista afirmou também que no momento certa vai voltar à Câmara Federal para assinar suas emendas.

     Henry  tentou entrar num acordo com os deputados Eliene Lima (PSD), Roberto Dorner (PSD) e o suplente Neri Geller (PP) para que pudessem dividir o valor total das emendas pelos quatro, a fim de que todos pudessem contemplar de alguma forma os municípios dos quais fazem parte. No entanto, Dorner e Eliene, que eram do PP e agora compõem o PSD, não aceitaram a proposta. Com a negativa, Henry se vê obrigado a voltar para a Câmara.

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Articulação | 01/11/2011 - 16:18

Com cargos, comunistas colam nos governos Galindo e Silval

Romilson Dourado

    A exemplo dos petistas, os comunistas também continuam ávidos por cargos e poder no Estado. Há dois meses, o PC do B, que possui menos de 200 filiados, conseguiu emplacar Ana Flávia como administradora da Regional Norte. Ela disputou, seu sucesso, vaga de deputada federal no ano passado. Teve 23.718 votos. Pelo cargo de subprefeita, ela ganha R$ 3 mil mensais. Ana Flávia é uma das pré-candidatas comunistas à vereadora pela Capital. O partido conta ainda com Ivo Aguiar Lopes como diretor-executivo do Procon de Cuiabá.

   Os comunistas não gravitam apenas em torno do Palácio Alencastro. O partido conseguiu indicar a professora Janete Oliveira de Carvalho como adjunta de Políticas Especiais da secretaria de Esporte e Lazer do governo Silval Barbosa. Na prática, são aliados do petebista Galindo e do peemedebista Silval.

    Curiosamente, a vinculação com o poder dos comunistas é prevista em estatuto. É por isso que dão importância vital à ocupação dos cargos públicos, o que pode servir de explicação para o aparelhamento dos órgãos que ocupa. O artigo 59º sustenta que os cargos eletivos ou comissionados dos governos dos quais a legenda participe constituem "importante frente de trabalho e está a serviço do projeto político partidário, segundo norma própria do Comitê Central". Quem ocupa mandato eletivo deve destinar pelo menos 1% do salário mensal ao partido. Os que detêm cargos eletivos ou em comissão pagam contribuições especiais a serem especificadas pelos órgãos partidários. Embora o PC do B não revele o montante, há informação de que, nesses casos, pode chegar a 40% do salário.

    Histórico

   A entrada do Partido Comunista do Brasil no século 21 foi marcada pela contradição, a palavra preferida de seus dirigentes quando se referem ao capitalismo, segundo eles "agonizante", ao jogo de poder e aos parceiros das alianças que o levaram para o governo e até lhe reservaram um ministério, o do Esporte, mesmo sob denúncias de irregularidades na distribuição de verbas, aparelhamento por parte de entidades de seu círculo íntimo e supostas cobrança de propina. Nesse processo de contradição política e ideológica, ao mesmo tempo o PC do B mantinha em seu estatuto a doutrina marxista-leninista como princípio de tudo e foi se adaptando facilmente aos tempos da social-democracia do PT. Ainda se diz de esquerda.

    Mesmo na clandestinidade, no fim dos anos 70 e início dos 80, o PC do B já vinha atuando dentro do MDB e PMDB, na ala denominada "Movimento Popular". Depois da redemocratização, se tornou um parceiro avançado do governo do presidente Lula. Em Mato Grosso, trata-se de uma sigla nanica. Chegou a ganhar a Prefeitura de Barra do Garças com Zózimo Chaparral, mas a gestão foi tão pífia que deixou o próprio partido desmoralizado. Já em âmbito nacional, conta com 14 deputados federais, 18 estaduais, 2 senadores, 42 prefeitos, 66 vice-prefeitos e 608 vereadores.

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Articulação | 30/10/2011 - 08:41

De "olho" em 2014, Daltro e Riva já buscam alianças nos grandes centros

Andréa Haddad

     Após criar e organizar o PSD, maior partido do Estado em número de prefeitos em um mês de fundação, o presidente da Assembleia, José Riva, e o vice-governador Chico Daltro, da executiva regional, partem para o desafio de conquistar prefeituras no pleito de 2012, tendo como pano de fundo a eleição a governador em 2014.

     Mesmo com a cooptação de 50 gestores, Riva e Daltro têm consciência de que a maioria dos prefeitos do PSD administra municípios com baixa densidade eleitoral. A soma dos votantes nestas cidades, por exemplo, não chega ao número de eleitores de Cuiabá e Várzea Grande.

     Diante disso, Riva e Daltro articulam coligações de “peso” para conquistar espaço junto aos próximos gestores das principais cidades. Enquanto o presidente da Assembleia estreita os tentáculos nas prefeituras do interior, o vice-governador tem base eleitoral na baixada cuiabana, assim como o deputado federal Eliene Lima, responsável pela comissão provisória do PSD na Capital.

     Em Várzea Grande, a cooptação das lideranças está a cargo do prefeito Tião da Zaeli, que comanda a sigla recém-criada na cidade. O empresário pretende concorrer à reeleição. Já em Sinop, por exemplo, o partido é presidido pelo deputado federal Roberto Dorner, que ocupa na Câmara a vaga de Pedro Henry (PP), licenciado para tocar a secretaria estadual de Saúde.

     Com as articulações de Riva nos principais redutos eleitorais, somadas ao apoio dos prefeitos de cidades consideradas pequenas, o PSD vai viabilizando, em consequência, seu projeto à sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB). Riva resiste em admitir, mas sonha em comandar o Paiaguás. Os únicos empecilhos são as denúncias de improbidade administrativa apresentadas contra ele pelo Ministério Público por suposto desvio de recursos da Mesa Diretora da Assembleia. Os indícios de irregularidades já levaram, inclusive, o conselheiro Humberto Bosaipo, ex-deputado estadual, a ser afastado do Pleno do TCE por determinação do STJ.

Bosaipo é acusado de crimes de peculato e lavagem de dinheiro

     Daltro, por sua vez, tem a seu favor o fato de acumular poderes no governo de Silval. Ele passou a ter autonomia para discutir e interferir não apenas no MT Fomento, Ager, Defesa Civil, Metamat e Cepromat, mas também vai cuidar do escritório de representação em Brasília, sob Eduardo Rizotto; das políticas indígenas; telecomunicações e da relação com os gestores dos 141 municípios. No entanto, se quiser viabilizar sua pré-candidatura a governador, terá que convencer Silval a apoiá-lo ou romper com a própria gestão que integra, o que pode gerar desgaste.

Decreto confirma superpoderes

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Articulação | 29/10/2011 - 14:45

"MT Muito Mais" racha em Cuiabá

Glaucia Colognesi

    Depois de rachar o movimento "Mato Grosso Muito Mais" em Rondonópolis cogitando a candidatura do ex-prefeito Adilton Sachetti mesmo tendo em vista o nome do deputado Percival Muniz (PPS), agora o PDT desfez a possibilidade de uma aliança em Cuiabá.

    Na convenção do partido, neste sábado (29), uma das mais expressivas lideranças da sigla, senador Pedro Taques, afirmou que o PDT trabalha para lançar candidaturas majoritárias nos três principais municípios mato-grossenses: Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis. Contudo, outro partido do movimento, o PSB, já tem como pré-candidato à Prefeitura da Capital o empresário Mauro Mendes.

    Um dos nomes cogitados para assumir o projeto do PDT rumo ao Palácio Alencastro é o ex-secretário de Saúde do Estado e ex-presidente da Unimed em Cuiabá, Kamil Fares.

     O anúncio já chegou aos ouvidos do presidente estadual do PSB, deputado federal Valtenir Pereira, que não gostou nada do futuro embate. Tanto que já marcou reunião para 7 de novembro com os principais representantes dos partidos que compõem o movimento, PSB, PPS, PDT e PV, para tentar aparar as arestas.

     Assim como Mendes, Valtenir vai propor que o grupo entre em consenso ou dê um tempo e volte a atuar em conjunto somente visando as eleições de 2014. "Deve continuar discutindo problemas regionais e não focar as eleições municipais, caso contrário, vai haver ruptura", ponderou.

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Articulação | 26/10/2011 - 08:13

No muro, democrata segue livre no Senado; Taques e Maggi "patinam"

Andréa Haddad

Jayme Campos     Considerado o “cacique” do DEM no Estado, o senador Jayme Campos nada de braçadas pelo Congresso, onde tem bom trânsito com aliados e, até mesmo, com adversários políticos. O democrata aposta todas as fichas na política da “boa vizinhança” para acumular prestígio com os colegas, influenciar nas decisões de seu interesse e, de quebra, articular a eleição nos municípios para 2012.

     Jayme está no Senado desde 1º de fevereiro de 2007. Foi prefeito de Várzea Grande por três mandatos e, de 1991 a 1995, governador. Enquanto os recém-eleitos Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT) patinam no primeiro ano de mandato, ele ri à toa. De um lado, o republicano mostra-se emburrado diante do bombardeio de críticas geradas com o escândalo envolvendo o Ministério dos Transportes que culminou na exoneração de Luiz Antônio Pagot, seu afilhado político, do Dnit, Maggi demonstra insatisfação e faz cara de poucos amigos.

     Por outro lado, Taques, eleito com o discurso da oposição, vai acumulando inimigos com o estilo “linha dura”, de combate à corrupção e cobrança por transparência. Chega pedir aparte durante o pronunciamento dos colegas para criticá-los, o que gera um tremendo mal-estar entre os senadores.

     Enquanto isso, Jayme prefere se manter em cima do muro e, em consequênia, tem boa relação com senadores de situação e oposição. Com mandato até 31 de janeiro de 2015, ele tece duras críticas ao governo federal devido à demora na liberação de recursos para o Estado, mas opta por poupar o governador Silval Barbosa (PMDB), apesar de ter apoiado a candidatura sem sucesso encabeçada por Wilson Santos (PSDB) na última eleição majoritária.

     Jayme entende que não tem o papel de fazer oposição a Silval por não ter sido eleito pelo grupo de oposição ao governo, mesmo o DEM tendo indicado o ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco a vice-governador na chapa de Wilson. Prefere dizer que o Democratas é “independente” em relação do governo estadual, ao passo que garante fazer oposição à gestão Dilma Rousseff (PT).

     Como o mandato só termina em 2015, Jayme é cotado para concorrer ao Executivo em 2014, mas despista ao ser indagado sobre o assunto. Ele nega a pré-candidatura com a justificativa de que tem 60 anos de idade e aposta que a disputa será travada entre Taques e o presidente da Assembleia, José Riva. Jayme sabe que é cedo para anunciar o projeto político e, na tentativa de evitar desgastes, jura de pé junto que não pretende disputar o Executivo estadual.

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