Sábado, 04 de Fevereiro de 2012, 09:16 h

ARTICULAÇÃO | 11/11/2011 - 11:28

Silval e Riva se aliam na política e ainda na convivência familiar

Romilson Dourado

Riva e Silval    Eles demonstraram publicamente estarem em rota de colisão, mas a suposta briga não passou de jogo de cena. Em verdade, são mais aliados do que nunca, tanto no campo político quanto em laços familiares.

   O presidente da Assembleia, deputado José Riva, que trocou o PP pelo PSD, levou a filha Jéssica para o altar com Ricardo, filho do governador Silval Barbosa. O casamento se deu esta semana. Se os dirigentes que conduzem os dois dos três Poderes Constituídos já eram aliados e amigos, imagine agora que seus filhos estão casados.

    Riva vinha fazendo críticas pontuais à administração Silval. Por outro lado, nunca deixou a bandeira de governista. Foi assim nas gestões Dante de Oliveira (1995/2002) e Blairo Maggi (2003/2010). Ele conquistou o quarto mandato pelo PP, que apoiou o projeto de reeleição do peemedebista, no posto de chefe do Executivo desde abril do ano passado, com a renúncia de Maggi, hoje senador. Bem articulado, Riva emplacou ou ajudou a abrir as portas no primeiro escalão para três aliados, sendo eles Eliene Lima (Ciência e Tecnologia), Antonio Azambuja (Esporte e Lazer) e Pedro Henry (Saúde), além de Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, na presidência do Cepromat.

   Como fundou o PSD no Estado, inclusive já o transformando em maior legenda, com 50 prefeitos, 5 deputados estaduais e 2 federais e mais de 300 vereadores, José Riva ganhou mais força e poder de barganha no Executivo. Ele não é considerado mais o padrinho político de Azambuja, que preferiu continuar no PP e mais próximo de Henry, mas nem se importa com isso. Continua atraindo seguidores. Eliene deixou o governo, mas segue sob orientação do cacique, tanto que também pulou para o PSD.

   Pela proximidade com o Palácio Paiaguás, Riva se tornou espécie de conselheiro político do governador. Não mais critica a gestão como antes. Resolveu acompanhar inclusive a Rota da Integração pelos municípios do Araguaia. Riva e Silval, que já dividiram o comando da Mesa Diretora da Assembleia, com um na presidência e outro na primeira-secretaria, querem construir juntos um bloco para superar as urnas de 2014 e seguir no poder.

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ARTICULAÇÃO | 17/05/2011 - 15:55

Riva assume presidência do PSD; nova eleição ocorre em 120 dias

Laura Nabuco

     Os nomes da Comissão Provisória do PSD ainda não foram definidos. Acontece que durante reunião em que deveriam ser escolhidos os 20 membros, ficou resolvido apenas que o presidente da Assembleia, deputado José Riva, que já estava à frente dos trabalhos de organização do partido, vai atuar como presidente. Ele deve continuar comandando a legenda, a ser criada, ao lado do vice-governador Chico Daltro, que passa a ocupar o posto de primeiro-secretário.

     Os demais membros que vão compor o grupo só devem ser definidos numa eleição agendada para daqui 120 dias. Até lá o partido já deve ter sido criado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as filiações poderão ser oficializadas. Isso porque até o momento o PSD existe apenas como pessoa jurídica. Para ser reconhecido com legenda é necessário que sejam colhidas ao menos 500 mil assinaturas pelo Brasil. O prazo para a entrega delas vence no mês que vem.

     Apesar de já vir comandando a legenda desde o início das discussões a cerca de sua implantação em Mato Grosso, Riva afirma que só aceitou a presidência porque as lideranças chegaram ao entendimento de que uma eleição será realizada. O deputado alega não ter perfil para presidir a legenda. Apesar disso, ele sempre deixou claro que sua intenção ao sair do PP era ter autonomia para liderar o processo de criação de uma nova agremiação.

     A previsão é que a Comissão Provisória seja composta por cerca de 20 a 25 pessoas, que ficarão responsáveis por organizar o orientar os mais de 400 vereadores, 40 prefeitos, cinco deputados estaduais e três federais que migrarão para o PSD.

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ARTICULAÇÃO | 11/02/2011 - 10:22

Cuiabá vai ficar melhor quando o PT administrar, avalia presidente

Sissy Cambuim

Vilson Aguiar   Na semana em que o PT completa 31 anos de sua fundação, o presidente do diretório municipal, Vilson Aguiar, avalia que a população tem provado nas urnas que o modelo de gestão petista dá certo. “O povo se mostrou contente com o terceiro mandato da Presidência da República para o nosso partido”.destacou. Desta forma, ele ressalta que o PT, nacionalmente, vive um bom momento. “Temos motivos para comemorar sempre, somos um partido que nasceu dos trabalhadores e ganhou todas as massas populares”. Apesar da satisfação, o diretório municipal não fará nenhuma atividade alusiva à data. Em algumas cidades de Mato Grosso, a comemoração deve acontecer no próximo domingo (13). Já a cúpula petista participa em Brasília, representada pelo secretário do MEC, Carlos Abicalil, pelo presidente do diretório estadual e deputado federal, Ságuas Moraes, e pelo membro da executiva nacional, Alexandre César.

   Aguiar ressalta que não pode fazer uma avaliação isolada do partido em Cuiabá nesses 31 anos de sua fundação, mas destaca que, nacionalmente, o partido tem muito mais virtudes do que defeitos. “Há motivos para reflexões, não se faz tudo de uma vez só”, ponderou. E é nesse clima de ressalva que a legenda sobrevive na Capital.

   No Estado, o partido vive um momento delicado. Sofreu um racha protagonizado por Abicalil e a ex-senadora Serys Marly durante o processo eleitoral do qual saiu enfraquecido. Mesmo integrando a base do governador Silval Barbosa (PMDB), conquistou apenas um cargo no primeiro escalão: a secretaria de Educação. Na Câmara Federal conta somente com Ságuas e, na Assembleia, conseguiu a reeleição de Ademir Brunetto.

   Em Cuiabá, a situação não é diferente. Oposição ao prefeito Chico Galindo (PTB), conta com um único representante na Câmara, o vereador Lúdio Cabral, que tem atuação isolada na Casa. “É o melhor vereador da Capital”, disse. “Basta olhar o IPTU que estamos recebendo”, completou, em alusão à briga comprada pelo parlamentar contra o aumento nos impostos.

   O dirigente ressalta que é cedo para falar nas eleições de 2012, mas adianta que o partido deve entrar na disputa, inclusive com nomes fortes para concorrer à sucessão de Galindo. “Cuiabá vai ficar melhor quando o PT administrar”, afirmou. “Primeiro precisamos fazer uma corrente para que o município não fique nesse estado de abandono e ao mesmo tempo, pensando em um projeto para a Capital, porque o PT já provou que administra bem”, comentou.

   Apesar do otimismo, os petistas, que já disputaram o Paiaguás nos últimos anos, tanto com Abicalil, como com Serys e o Alencastro, com Alexandre César, nunca conquistaram os principais cargos executivos do Estado.

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ARTICULAÇÃO | 21/12/2010 - 19:53

Silval mantém as negociações e adia outra vez anúncio do staff

Laura Nabuco

  O governador Silval Barbosa (PMDB) adiou mais uma vez o anúncio final do seu novo secretariado. Em princípio, ele afirmou que a definição ocorreria nesta segunda (20), tendo, inclusive, avisado a imprensa de que revelaria o nome dos escolhidos durante uma coletiva convocada devido à visita do ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos, que inaugurou obras e assinou convênios na Capital. Por fim, acabou postergando para esta terça (21), quando mais uma vez os mato-grossenses viveram a expectativa de conhecer o novo staff.

  Dezenas de jornalistas lotaram a antesala do gabinete do governador, que desde o início da manhã se reuniu com várias lideranças dos partidos que deram sustentação à sua candidatura nas eleições gerais deste ano. A “briga” maior por espaço ocorreria entre o PP e o PT. Como os políticos não chegaram a um consenso quanto à indicação dos novos secretários de Esporte e Lazer, Justiça, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Rural e a secretaria Extraordinária, o anúncio oficial ficou para quarta (22).

   O curioso é que, em princípio, o desembargador Paulo Lessa já estaria confirmado para a Justiça e o deputado estadual José Domingos Fraga no Desenvolvimento Rural. A reviravolta ocorreu nesta terça. Uma das mudanças definidas nos debates, que se estenderam por todo o dia, está na permanência de Rosa Neide na pasta de Educação. Anteriormente era cotado para a vaga o ex-deputado estadual Alexandre Cesar, que foi barrado.

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ARTICULAÇÃO | 16/12/2010 - 08:35

Cassados e reprovados ganham cargo

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Gilmar Fabris, Pedro Henry, Carlos Abicalil e Serys Marly são prestigiados com cargo de secretário ou no Legislativo

   As composições políticas para o novo mandato do governador Silval Barbosa e a próxima legislatura da Assembleia e da Câmara Federal apresentam algumas combinações curiosas e intrigantes por contemplar com cargos políticos que foram cassados e/ou derrotados nas urnas. Pedro Henry (PP), enquadrado como ficha suja, perdeu direito de continuar na cadeira de deputado federal e passou a buscar outras alternativas para prosseguir no poder. Por sorte, conseguiu derrubar no TSE as decisões que cassaram-no. O Palácio Paiaguás já tinha convidado-o para ser secretário. Aproveitou o fato deste ser médico-anestesista e vai nomeá-lo no comando da Saúde, que terá o terceiro maior orçamento do Estado, chegando a R$ 925,1 milhões, 23,7% maior se comparado ao do exercício deste ano (R$ 747,5 milhões).

    Carlos Abicalil (PT) perdeu para o Senado, mas, em nome do PT, passou a fazer tanto lobby que agora tem o privilégio de escolher entre um cargo federal no governo da presidente eleita Dilma Rousseff ou comandar a pasta da Educação do governo mato-grossense. Trata-se da maior secretaria das 23 que compõem a engrenagem da máquina estatal. A senadora Serys Marly, outra petista derrotada nas eleições - concorreu à deputada federal e ficou como suplente -, vai poder assumir cadeira na Câmara graças à sensibilidade de Silval, que tem feito esforço para atrair o deputado Wellington Fagundes para a secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (hoje Sinfra) e, assim, abrir cadeira em Brasília para a petista.

   Gilmar Fabris (DEM) é outro cassado e reprovado pelo eleitorado, mas que será prestigiado com cargo. No seu caso, o esforço do Paiaguás foi maior. Primeiro, o democrata que, em tese, pertence a um partido de oposição, mas se tornou aliado de carteirinha do governador, conseguiu na Justiça derrubar sua cassação, o que o tirou da lista de candidatos fichas-sujas. Com isso, seus votos foram validados e ele passou a ser o primeiro-suplente da coligação DEM/PSDB. Silval "puxou", então, o titular José Domingos para a secretaria de Desenvolvimento Rural. Era tudo que Fabris queria: continuar deputado, mesmo que prossiga apresentando uma série de atestado médico para poder contribuir com o esquema de rodízio, como ele tem feito no atual mandato.

    Há outros derrotados nas urnas que também estão se movimentando para não ficarem de fora da vida pública, como os deputados estaduais Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB) e Maksuês Leite (PP) e o suplente Alexandre Cesar (PT). 

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ARTICULAÇÃO | 09/12/2010 - 11:17

Com respaldo de Riva e na cota do PP, Dentinho presidirá o Cepromat

Romilson Dourado

  O PP está prestes a ver confirmada pelo Palácio Paiaguás a indicação do suplente de deputado Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, para a presidência do Centro de Processamento de Dados (Cepromat), única empresa pública vinculada à estrutura do governo estadual. O nome foi apresentado ao governador reeleito Silval Barbosa (PMDB), que está avaliando o perfil do progressista e dará uma resposta na próxima semana, quando concluirá as recomposições do primeiro e segundo escalões com vistas ao novo mandato, que começa a partir de 1º de janeiro. A tendência é que Silval aceite a indicação. O salário do diretor-presidente é de R$ 13 mil, equivalente ao de secretário de Estado. A diretoria e o Conselho Fiscal têm direito a receber jetons. Em 2009, o Cepromat "torrou" R$ 110,6 mil com pagamento de reuniões extras da diretoria.


Sob a indicação do PP, Wilson Teixeira, o Dentinho, assume Cepromat, cargo já ocupado pela esposa Noêmia

   Dentinho está respaldado politicamente pelo cacique do PP, deputado eleito José Riva. Aliás, ele se tornou porta-voz de Riva na Assembleia durante o período em que esteve substituindo o titular Antonio Azambuja. Costumava usar a tribuna para defender Riva, que foi cassado por compra de votos referente à campanha de 2006. Dentinho começou na vida pública como vereador por Cuiabá e foi presidente da Câmara Municipal em 1997. Depois caiu no ostracismo político e voltou a disputar eleição, mas para deputado estadual. Em 2006, teve somente 6.819 votos e, mesmo assim, assumiu cadeira na AL graças ao esquema de rodízio. No pleito deste ano, ele não enfrentou o teste das urnas. Trabalhou como coordenador da campanha de Riva, que foi o campeão de votos, com 93.594.

     A esposa de Dentinho, Noêmia Teixeira, já presidiu o Cepromat. Foi em 2002, no governo Dante de Oliveira. Agora, será o seu marido quem deve comandar a empresa, em substituição ao diretor-presidente Luiz Fernando Caldart, filiado ao PR. O Cepromat  possui autonomia financeira. Sua missão é implantar e executar serviços de processamento eletrônico de dados para entidades federais, estaduais, municipais e empresas públicas ou privadas. Como parte da estrutura há quatro diretores, todos nomeados pelo governador, sendo eles o diretor-presidente, o de Operações, de Gestão de Tecnologia e Informação e de Relacionamento com Cliente.

   No ano passado, teve um orçamento de R$ 49,7 milhões. De acordo com relatório do TCE, a situação da empresa é ruim e economicamente o quadro é completamente desfavorável. Consome praticamente todo o orçamento com despesas, demonstrando inviabilidade econômica, ineficácia, ineficiência e desempenho negativo de gestão. Só possui um veículo e 2 são alocados.

     PP no governo

    Os progressistas devem emplacar nomes em outras estruturas da máquina estadual. Consideram certas, por exemplo, as nomeações do deputado estadual eleito Ezequiel da Fonseca para a secretaria das Cidades, o que abre vaga na AL para o suplente Luizinho Magalhães, e a volta à pasta da Ciência e Tecnologia do agora vice-governador eleito Chico Daltro. A cúpula regional busca ainda contemplar o deputado federal Pedro Henry na secretaria de Saúde, caso este não consiga na Justiça validar os mais de 80 mil votos, o que o tiraria da cadeira na Câmara Federal.

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ARTICULAÇÃO | 08/12/2010 - 13:20

Serys terá vaga na Câmara; na AL 5 suplentes poderão assumir cadeira

Romilson Dourado

Serys Marly   O governador Silval Barbosa está tendo habilidade política para, na composição do novo staff, incluir deputados eleitos e/ou reeleitos e, assim, abrir vaga na Assembleia para contemplar aliados. Nas articulações com os partidos e seus líderes, ao menos quatro parlamentares vão se licenciar do Legislativo para atuar no Executivo, sendo eles João Malheiros, Teté Bezerra e provavelmente Wallace Guimarães, os três da coligação PMDB-PT-PR, além de José Domingos (DEM) e Ezequiel da Fonseca (PP).

   Da tríplice-aliança (PMDB-PT-PR), seriam contemplados com cadeira de deputado os suplentes Ondanir Bortolini, o Nininho, ex-prefeito de Itiquira; o ex-deputado Emanuel Pinheiro, que também é cotado para assumir a pasta de Meio Ambiente; e o procurador do Estado Alexandre Cesar (PT), que também é cotado para conduzir a PGE, e ainda o deputado Adalto de Freitas, o Daltinho, que não se reelegeu e está batendo duro no Palácio Paiaguás para conseguir espaço, seja na própria Assembleia, seja na estrutura da administração estadual.

   Também deve se tornar secretário o deputado eleito Ezequiel da Fonseca (PP), cogitado para a secretaria das Cidades, que vai ser criada. Assim, sua vaga ficaria com o primeiro-suplente Luizinho Magalhães, vereador por Primavera do Leste. O deputado José Domingos é cotado para a secretaria de Desenvolvimento Rural e, nesse caso, sua vaga na AL ficaria com o suplente Gilmar Fabris.

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Suplentes Nininho, Pinheiro, Alexandre Cesar,
Daltinho e Fabris vivem expectativa de assumir
vaga na Assembleia com licença dos titulares
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   Uma outra cartada de Silval acabaria com a crise no PT porque contemplaria os grupos de Carlos Abicalil e de Serys Marly, ambos derrotados nas urnas para senador e deputada federal, respectivamente. O governador convidou Wellington Fagundes para assumir a secretaria de Infraestrutura. Presidente regional do PR e reeleito para o sexto mandato, Wellington pediu trégua até a próxima semana para avaliar o convite. A tendência é que aceite compor o staff. Ele já passou por essa experiência no governo Dante de Oliveira, quando ficou por apenas quatro meses como secretário de Projetos Estratégicos. Se Wellington assumir a Sinfra, sua cadeira na Câmara Federal ficará com Serys, cujo mandato de senadora encerra-se no próximo 31 de janeiro.

    O outro bloco petista, capitaneado por Abicalil, continua contemplado com Abicalil. Silval já fechou acordão com o partido para, caso Abicalil não não venha ser prestigiado no governo Dilma Rousseff, passe a comandar a Seduc, embora o PMDB esteja de olho na secretaria. E, assim, Silval Barbosa vai "fatiando" a máquina para os aliados e, de quebra, ainda está construindo um base sólida no Legislativo, de modo a anular a força daqueles que queiram fazer oposição.

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ARTICULAÇÃO | 05/12/2010 - 08:00

Daltinho cobra cargo no governo Silval e ganha bronca de Bezerra

João Negrão, de Brasília

Deputado Adalto de Freitas  O deputado estadual Adalto de Freitas (PMDB), o Daltinho, cuja base é em Barra do Garças e não conseguiu se reeleger, quer de todas as formas um cargo público. E atira para todos os lados.

  Depois de manobrar para assumir alguma colocação na Assembleia a partir de 1º de fevereiro, quando não será mais parlamentar. Daltinho agora tem como alvo o governo estadual. Pressiona o presidente regional do PMDB, deputado federal reeleito Carlos Bezerra, a cobrar do governador Silval Barbosa a definição dos cargos aos quais, em tese, o partido teria direito.

   A legenda peemedebista fez aliança com PR, PP, PT e PC do B e mais seis outras menores para as eleições de 3 de outubro. PR, PP e PT são os únicos que ocupam cargos no primeiro escalão da administração Silval, herança deixada pelo antecessor Blairo Maggi (PR). Como o PMDB é o partido do governador e a maior legenda do Estado, alguns peemedebistas, entre eles Daltinho, entendem que devem ter um espaço privilegiado no governo.

   Mas, como diria Garrincha, faltou combinar com os russos. Ninguém sabe ao certo os termos da aliança peemedebista com o PR, partido que de fato deu sustentação política à candidatura Silval e que garantiu a maior bancada na Assembleia, com 6 cadeiras. O PMDB terá espaço garantido no futuro governo, mas privilégio é coisa que só passa pela cabeça de alguns. Silval já sinalizou que não vai ceder aos caprichos de alguns colegas de sigla, entre ele o próprio presidente regional. Talvez por isso Bezerra aponta seguir pela mesma linha. Na última quarta-feira, enquanto aguardava para ser atendido pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, junto com Silval e outros colegas de bancada, Carlos Bezerra deu uma bronca em Daltinho publicamente, por telefone.

   Pela ligação telefônica entre ambos foi possível perceber que Daltinho cobrava de Bezerra para que este colocasse Silval contra a parede. “Não posso cobrar do governador que dê cargos ao PMDB, Daltinho!”, exclamou o deputado. “No momento certo ele vai chamar o partido para conversar. Temos que respeitar essa prerrogativa do Silval”, complementou Bezerra, perante todos na sala de espera do Ministério.

   A postura de Bezerra ao telefone com Daltinho pode ter sido uma forma de demonstrar ao próprio governador que ele respeita sua posição, embora Silval tem sinalizado que não está levando muito em consideração a sua opinião. Mas há outros indícios que demonstram que Bezerra não estava apenas fazendo média, ou “jogando para a galera”. De fato, o presidente peemedebista não demonstra muito interesse por cargos no governo estadual. Afinal, ele foi reeleito, garantiu a eleição de sua esposa Teté Bezerra para AL e está de fato próximo do governador e dita as regras no partido.

   “Isso não significa que ele (Bezerra) não vá brigar por cargos para o partido, mas não quer forçar a barra perante o governador”, disse ao RDNews um assessor do Senado que é muito próximo ao deputado federal. “O Bezerra parece um pouco cansado. Ele não tem demonstrado muito interesse por algumas coisas da política”, acrescentou um de seus colegas que acompanhavam o governador.

   PMDB e espaço

Deputado federal Carlos Bezerra   De todo modo e em que pese a afoiteza de Daltinho, peemedebistas não vão engolir com facilidade esse “banho-maria”. Nos bastidores, a mobilização é intensa e, além de disputarem secretarias estratégicas (todas já nas mãos do PR, PP e PT), eles vão querer pegar pastas atualmente ocupadas por técnicos. Indagado qual seria a participação do PMDB em seu futuro governo, Silval respondeu enigmático e levemente irônico: “Eu, governador; a dona Roseli na secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social; e o Osmar, na Secom, que reassumiu oa pasta no último dia 30. Não tá bom?” E não quis mais falar sobre o assunto.

   Osmar a quem ele se refere é o jornalista Osmar Carvalho, que reassumiu suas funções na secretaria de Estado de Comunicação Social, depois de um descanso ao terminar sua participação na equipe de campanha de Silval. Ele tem uma ligação histórica com o PMDB, tendo sido assessor de Bezerra durante muitos anos e homem de sua estrita confiança. Osmar passou a ser assessor de Silval desde quando este se elegeu deputado estadual, em 2003. Osmar foi escolhido secretário de Comunicação da AL quando o hoje governador chegou a presidência do Legislativo. Há quem considere o jornalista da cota peemedebista, mas para outros ele seria escolha pessoal de Silval.

   Hoje os 24 secretários são divididos entre aqueles que foram escolhidos por critérios técnicos e outros sob indicação política. A incógnita é se o governador vai manter essa composição ou cederá as exigências do PMDB e demais partidos da base aliada.

Secretariado hoje do governo Silval e os rateios políticos e técnicos

Cotas do PR
Casa Civil - Eder de Moraes
Infraestrutura - Arnaldo Alves
Cultura - Oscemário Daltro
Meio Ambiente - Alexander Maia
Indústria, Comércio, Minas e Energia - Pedro Nadaf
Detran (tem status de 1º escalão) - Teodoro Lopes

PP
Ciência e Tecnologia - Ilma Grisoste Barbosa
Desenvolvimento do Turismo - Vanice Marques

PT
Educação – Rosa Neide Sandes de Almeida
Cota pessoal do governador
Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social – Roseli Barbosa
Comunicação Social – Osmar Carvalho

Técnicos
Justiça e Segurança Pública - Diógenes Curado
Casa Militar - Coronel Antonio Moraes
Auditoria Geral - José Alves
Planejamento e Gestão - José Botelho
Desenvolvimento Rural – Jilson Francisco
Administração - Bruno Sá
Saúde - Augustinho do Amaral
Esportes e Lazer - Laércio de Arruda
Projetos Estratégicos - Reinaldo Loffi
Apoio às Políticas Educacional - Flávia Nogueira
Políticas Ambientais e Fundiárias - Vicente Falcão
Fazenda - Edmilson dos Santos
Procuradoria Geral - Dorgival Veras

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ARTICULAÇÃO | 01/12/2010 - 19:50

Abicalil deve assumir FNDE da gestão Dilma; PT quer Alexandre na PGE

Romilson Dourado

Deputado Carlos Abicalil   A direção regional do PT, capitaneado pela corrente liderada pelo seu presidente Carlos Abicalil, deve conseguir ampliar a participação no governo Silval Barbosa, mesmo com perda de representação na Assembleia, onde possui duas cadeiras e ficará com uma a partir da próxima legislatura. Além da pasta da Educação, que o partido já conduz com Rosa Neide, o ex-deputado Alexandre Cesar surge como nome forte para o posto de procurador-geral do Estado. Hoje, quem está à frente da PGE é Dorgival Veras.

    Em reunião com lideranças partidárias, inclusive com o próprio Abicalil, Silval já sinalizou com essa possibilidade. Ele comprou a versão petista, segundo a qual Alexandre possui bom perfil para o cargo e já integra os quadros como procurador do Estado. O PT não abre mão também da Educação, que comanda desde o início do segundo mandato do governo Blairo Maggi, a partir de janeiro de 2007. Teve no cargo o deputado estadual Ságuas Moraes, que se elegeu federal nas urnas de 3 de outubro. Com a saída do parlamentar da administração, o bloco de Abicalil emplacou na cadeira de titular a então adjunta Rosa Neide.

   Por enquanto, o governador reeleito promete atender pleitos do grupo de Abicalil, derrotado ao Senado. Já a ala da senadora Serys Marly, que perdeu para deputada federal, não tem conseguido espaço no Palácio Paiaguás.

Suplente Alexandre Cesar   O governador reeleito ofereceu ao próprio Abicalil a Seduc, maior pasta da estrutura da máquina. Este só não disse "sim" ao convite porque vive expectativa de ser prestigiado no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. A tendência é que assuma a presidência do Fundo Nacional da Educação, autarquia vinculada ao Ministério da Educação e uma das mais cobiçadas da máquina da União. Abicalil tem respaldo do presidente Lula. Nesse caso, ele substituiria o presidente Daniel Silva Balaban.

   Com a missão de prever recursos e executar ações, o FNDE é responsável, por exemplo, por 12 programas, entre eles Alimentação Escolar, Transporte Escolar e Livro Didático e ainda detém orçamento para custear o Fundeb (Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação), o FIES (Financiamento Estudantil) e o Salário-Educação.

   Abicalil, Ságuas e Alexandre são velhos parceiros nas ações petistas. O primeiro está mandato de federal há praticamente 8 anos. Já disputou e perdeu para governador, em 98. Ságuas foi prefeito de Juína por duas vezes, ocupa hoje cadeira na Assembleia e foi secretário de Educação da gestão Maggi por praticamente três anos e se elegeu à Câmara Federal. Alexandre já concorreu aos cargos de vice-prefeito de Cuiabá, de prefeito, de governador e de deputado estadual por duas vezes. Não se elegeu em nenhuma delas. Apesar disso, atuou como deputado no lugar de Ságuas por ter saído das eleições de 2006 como suplente. Agora, vê a chance de integrar o primeiro escalão do governo estadual como procurador-geral.

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ARTICULAÇÃO | 01/12/2010 - 07:41

Lula sonda Maggi à Agricultura; ex-governador prioriza o Senado

Romilson Dourado

Ex-governador Blairo Maggi   O senador eleito Blairo Maggi (PR) disse a Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa a sós nesta terça no avião presidencial, enquanto viajavam para inauguração de uma eclusa da usina hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, que prefere exercer por um bom tempo o mandato no Congresso Nacional a assumir algum Ministério por agora. O presidente, que tem influenciado diretamente nas indicações para composição do novo governo, fez uma sondagem para saber se o ex-governador mato-grossense estaria disposto a integrar o staff da sucessora Dilma Rousseff, que toma posse em 1º de janeiro.

    Em princípio, a ideia seria tê-lo no comando da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Eleito com 1.073.039 ¨votos (37% dos válidos), Maggi ponderou para Lula que está determinado a marcar posição no Senado, com prioridade nas discussões sobre o novo Código Florestal, reformas trabalhista e tributária e sobre o chamado pacto federativo. Ele já está avaliando cada tema para se aprofundar nos debates.

   Maggi foi o convidado de honra do presidente. Viajou de Cuiabá a Brasília, especialmente para acompanhá-lo na visita ao Pará para o primeiro evento oficial pós-eleição. Trocaram elogios. Lula enfatizou que o ex-governador possui perfil para comandar vários ministérios. Na sexta, o republicano retorna à Capital Federal para no dia seguinte se reunir com a presidente eleita Dilma. Permanece em Brasília até segunda, quando participa da reunião da petista com a bancada federal de Mato Grosso, composta por 8 deputados e 3 senadores.

    Ainda no bate-papo com o presidente Lula, Blairo Maggi ponderou que, no futuro, ou seja, após alguns meses de mandato como senador, poderá, se assim Dilma entender, se colocar à disposição para vir a ser ministro. Cita especificamente as pastas de Transportes, Minas e Energia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

   A citação do nome de Maggi para o primeiro escalão do próximo governo é motivada por alguns fatores. Primeiro, porque trata-se de um nome de peso do agronegócio. É um líder empresarial, um dos acionistas do Grupo Amaggi, maior produtor de soja do mundo e, durante os 7 anos e 3 meses de mandato como governador, se tornou forte aliado da gestão Lula e foi cabo eleitoral da presidente eleita.

    Outras pastas

   Mesmo com a pasta da Agricultura na cota do PMDB, que tem o deputado Michel Temer como vice-presidente eleito e até já indicou o nome do ex-deputado Wanger Rossi para assumí-la, Dilma Rousseff pretende insistir no convite a Maggi. Assim, o PR poderia ampliar a participação no primeiro escalão com até dois ministérios. Hoje conduz o Transportes. No sábado, a presidente deve tentar convencê-lo a aceitar ser ministro. O primeiro-suplente de Maggi é o ex-prefeito de Nova Marilândia José Aparecido dos Santos, o Cidinho (ex-DEM e hoje PR), que presidiu por dois mandatos a Associação Mato-Grossense dos Municípios e foi secretário da gestão Maggi de Projetos Estratégicos. Se o ex-governador virar ministro, Cidinho assume a cadeira de senador cujo mandato é de 8 anos.

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A imprensa nacional começa a dar destaque ao nome de Maggi com opção para Agricultura - confira aqui.  

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ARTICULAÇÃO | 20/11/2010 - 13:32

Silval une os grupos políticos em Cáceres; Túlio agora vira aliado

Romilson Dourado


Grupos políticos acompanham discurso do governador Silval; vice Chico Daltro serve de barreira para separar do lado esquerdo Pedro Henry e o aliado Leomar e, na outra ponta o prefeito Túlio Fontes, secretários e o vice Kishi

   O governador reeleito Silval Barbosa conseguiu, mesmo ainda sob resquícios e conflitos das eleições gerais, unir os grupos políticos em Cáceres, ao menos por algumas horas. Isso se deu na inauguração de uma unidade de fisioterapia no hospital regional Doutor Antonio Fontes, nesta sexta. De um lado estavam o deputado federal Pedro Henry (PP), cacique político da região Oeste, e seus aliados, como o presidente da Câmara Municipal, vereador Leomar da Motta, derrotado para estadual. Na outra ponta apareciam o prefeito Túlio Fontes (DEM), o seu vice Wilson Kishi (PDT), que também perdeu para federal, e alguns secretários. No centro, o governador e o seu vice Chico Daltro (PP), o reitor da Unemat Adriano Silva e até o juiz de Direito Geraldo Fidélis.

   Assim que chegou a Cáceres, Silval e comitiva descerraram a placa de lançamento da escola técnica estadual de Educação Profissional e Tecnológica (ETE). Depois, foi para o hospital regional, onde assinou uma ordem de serviço para asfaltamento e drenagem de ruas em bairros cacerenses e entregou o documento ao engenheiro Hugo Abraão, da construtora responsável pela execução do projeto. Inaugurou a obra que vai abrigar a unidade descentralizada do Centro de Reabilitação Dom Aquino e passa, desde já, a atender a demanda em fisioterapia dos pacientes do Regional.

    Como foi reeleito, Silval foi cortejado não apenas pelos aliados que já possui na região, como os correligionários de Henry, mas também pelo prefeito Túlio, que apoiou o tucano Wilson Santos, e pelo vice-prefeito Kishi, que se transformou em cabo eleitoral do candidato Mauro Mendes. Silval, mesmo sofrendo forte oposição de Túlio e Kishi, foi o mais votado em Cáceres, cidade-pólo do Oeste mato-grossense. Teve 52,58% dos votos válidos (22.313). O segundo colocado foi Mendes (PSB), com 28,67% (12.165). Wilson (PSDB) ficou em terceiro, com 18,52% (7.859).

    Em discurso, Silval destacou que a primeira etapa da unidade de fisioterapia foi consolidada com recursos do governo federal e com contrapartida do Estado. Jonas Alves Ribeiro, diretor do hospital regional, emendou ao enfatizar que a obra vai ajudar a desafogar o Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa, na Capital. O peemedebista repetiu o que disse na campanha, de que a região é prioridade do governo. Prometeu ajudar Cáceres com política de incentivo fiscal porque deseja que o município se consolide como grande polo de desenvolvimento. Quanto à Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, o governador ponderou que assinou a ordem de serviço para construção de casas para quais serão transferidas as famílias a serem removidas da área a ser desapropriada.

    Curso de Medicina

    O governador anunciou que está determinado a criar o primeiro curso de Medicina da Universidade do Estado (Unemat). Entende que a reestruturação na saúde e a nova unidade de fisioterapia vão transformar o Regional no futuro "hospital universitário". "Toda ampliação e investimento vai seguir as determinações dos ministérios da Saúde e da Educação para autorizar a abertura do curso de Medicina", destacou.

   Pedro Henry, que teve mais de 80 mil votos e não se elegeu por ser considerado "ficha suja", foi o autor da emenda parlamentar de R$ 720 mil que, somada à contrapartida do Estado de R$ 72 mil e R$ 60 mil em equipamentos e mobiliários, possibilitou a construção da primeira etapa da unidade descentralizada do CDRAC. O deputado disse que Cáceres precisa e vai trabalhar em parceria com o governo de Mato Grosso. “O desenvolvimento de Cáceres passa pela parceria com o governo do Estado”. Túlio Fontes, por sua vez, destacou que a ETE de Cáceres reforça o sonho de instalação da ZPE. Segundo ele, a associação dos empresários pretende atrair empresas para investir no município e as empresas interessadas precisam de mão de obra qualificada.


Depois de apoiar Wilson para governador, prefeito Túlio Fontes agora corre atrás do governador reeleito Silval
Fotos: Marcos Vergueiro

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ARTICULAÇÃO | 19/11/2010 - 08:55

Maluf fecha apoio de Thelma para presidir PSDB e emprega assessores

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Guilherme Maluf tem aval de Thelma para assumir PSDB, mas terá de absorver assessores da deputada derrotada

  Guilherme Maluf, único tucano a garantir vaga na Assembleia, fez acordo com a deputada federal Thelma de Oliveira para empregar os assessores dela em cargos DAS. Em moeda de troca, Thelma, que não conseguiu se reeleger e hoje conduz o diretório estadual, vai apoiá-lo para a presidência do partido no Estado. A aproximação dos dois se deu depois que o ex-prefeito de Cuiabá e candidato derrotado a governador Wilson Santos anunciou apoio ao nome do deputado federal eleito Nilson Leitão para o comando do PSDB. A data da eleição será definida neste mês.

   Mesmo fragilizada em Mato Grosso, a agremiação tucana ainda vive clima de racha. Cada grupo tenta "ressuscitar" a sigla sua maneira. O PSDB foi o maior no Estado durante o governo Dante de Oliveira (1995/2002). Chegou a ter 55 prefeitos. Hoje, possui apenas seis.

   Nesse acordão com Thelma, Maluf ficou numa saia-justa. Se vê forçado a dispensar velhos aliados para contratar pessoas do gabinete da deputada, que ficará sem mandato a partir de 1º de fevereiro do próximo ano. Entre os que são da equipe de Thelma e que devem pular para a equipe do deputado estão Aparecido Alves, Jorge Morais e ao menos um dos três irmãos da parlamentar, sendo eles Ronaldo, Roberto e Robson Pimentel, braço-direito e responsável por cuidar das emendas de Thelma.

   Maluf sonha com a candidatura a prefeito da Capital. Quer fazer barulho nos próximos dois anos como deputado, de modo a viabilizar seu novo projeto político. O problema é que ele não conseguiu uma votação expressiva na reeleição, embora tenha sido o único do PSDB a conquistar espaço na Assembleia. Teve 26.156. Essa falta de cacife surge como obstáculo. Sua votação ficou aquém, por exemplo, da do deputado reeleito para o terceiro mandato Sérgio Ricardo, que garantiu 87.407 e se transformou em opção natural do PR para concorrer também ao Palácio Alencastro.

   Para se viabilizar eleitoralmente, Maluf tem outras barreiras, como a oposição a seu nome de Wilson e do ex-senador Antero de Barros, ambos derrotados neste ano ao Governo e ao Senado. Os dois vêem o deputado, médico e empresário com uma certa desconfiança, principalmente depois que Maluf anunciou no decorrer da campanha que poderia apoiar o projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB) em detrimento da candidatura do colega tucano. Por causa da lei pró-fidelidade, Maluf não tem como deixar a sigla tucana, sob pena de ter o mandato cassado.

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ARTICULAÇÃO | 08/11/2010 - 11:46

Oscar acha prematura discussão sobre postura de deputados na AL

Patrícia Sanches

   O presidente estadual do DEM Oscar Ribeiro, que deixa o comando da sigla no próximo dia 23, considera muito prematura qualquer discussão sobre o posicionamento da sigla na Assembleia Legislativa para a próxima Legislatura. “Ainda não discutimos o assunto porque acho muito prematuro. Posteriormente vamos reunir os deputados eleitos José Domingos Fraga e Dilmar Dal Bosco, com o senador Jayme Campos e outras lideranças para debatermos o assunto”, pondera Ribeiro.

  Assim, a tendência é que os debates sejam conduzidos pelo deputado estadual Dilceu Dal Bosco, que disputou, sem êxito, o cargo de vice-governador tendo Wilson Santos (PSDB) como cabeça de chapa. Ocorre, que o nome dele seria um consenso dentro do diretório que no próximo 23 se reúne para escolher o sucessor de Oscar. Apesar do favoritismo, Dilceu pontua que ainda não discutiu o assunto com os colegas de partido.

  De todo modo, a tendência é que o DEM, hoje governista, seja bastante assediado por outras siglas antes de definir se segue na oposição ou se compõe o grupo de partidos que dará sustentação ao governador Silval Barbosa (PMDB). Hoje existiria um movimento liderado pelo presidente estadual do PPS, deputado estadual Percival Muniz para que seja formado um bloco de oposição.

  Neste caso podem se unir PSB, PPS, PDT, PSDB e o DEM, que juntos elegeram seis deputados: Luciane Bezerra (PSB), Percival, Zeca Viana (PDT), Guilherme Maluf (PSDB), Dilmar e Fraga. “A conversa nessa área política é essencial. O DEM como partido político não fechou com ninguém e deve conversar com todos os partidos”, pontua o presidente democrata.

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ARTICULAÇÃO | 30/10/2010 - 08:35

Vuolo quer uma secretaria de Silval, assumir PR e disputar prefeitura

Romilson Dourado

Vereador e ex-secretário Francisco Vuolo   O vereador e ex-secretário de Cultura de Cuiabá Francisco Vuolo só esperou passar as eleições de 3 de outubro para anunciar planos políticos audaciosos, mesmo com as dificuldades e resistência que encontra dentro do PR, maior legenda do Estado em número de ocupantes de cargos eletivos. Ele sonha em se tornar secretário do governo Silval Barbosa, assumir o comando da sigla republicana em Cuiabá e concorrer, com respaldo do Palácio Paiaguás, à cadeira de prefeito em 2012.  As estratégias foram revelados pelo próprio parlamentar em conversa informal com um grupo de pessoas que, na semana passada, estavam reunidas numa empresa.

   Vuolo é daqueles que passaram a disputar as eleições a cada dois anos. Neste pleito, ele pediu registro para concorrer a deputado estadual, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral por causa da reprovação de suas contas ainda da campanha de 2008, quando se reelegeu vereador.

   Decidiu, então, coordenar na Capital a campanha à reeleição do governador Silval, após um acerto com o presidente da Assembleia, deputado Mauro Savi, e com o presidente regional do PR, deputado federal Wellington Fagundes. O pacto seria, em caso do peemedebista ser reconduzido ao Paiaguás, viabilizar uma grande secretaria para Vuolo, de modo a testá-lo como gestor e a proporcionar a ele boa visibilidade para ser o candidato do grupo à sucessão do prefeito Chico Galindo (PTB).

   O problema é que surgiram argumentos que enfraquecem Vuolo politicamente. Quando ele entrou na coordenação da campanha, Silval estava liderando as pesquisas de intenção de voto em Cuiabá e passou a perder eleitores para Mauro Mendes (PSB). Para piorar, entrou em conflitos com o coordenador-geral e que veio a ser eleito vice-governador, o progressista Chico Daltro. Vuolo cobra, por exemplo, dinheiro para pagamento de cerca de 7 mil cabos eleitorais. Como a coordenação não viu resultado prático, não entende que deva equacionar a pendência.

    Numa conversa com um grupo de pessoas, Vuolo declarou que considera a Câmara Municipal pequena para seu campo de atuação. Entende que a missão como vereador já foi cumprida. Confessou que seu projeto maior é ser secretário de Estado e assumir o comando do PR da Capital, hoje sob o ex-vereador Helny de Paula. Enfatizou possuir um bom perfil para isso. Sustentou na conversa da semana passada que Helny "não tem foco" e que "está bastante distanciado do povo, principalmente depois que abandonou o mandato parlamentar para presidir o MTGás".

   Francisco Vuolo enfatizou ainda que, enquanto secretário de Cultura da gestão Roberto França, revolucionou o setor, principalmente com a propagação para o mundo do siriri e cururu. É nesse ritmo que o filho do ex-senador Francisco Vuolo (já falecido) pretende conquistar mais espaço na vida pública e acha que pode chegar a prefeito. Como há outros postulantes ao mesmo posto, inclusive dentro do PR, o anúncio antecipado de seus planos pode levá-lo a dançar antes da hora e no ritmo do siriri e cururu.

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ARTICULAÇÃO | 22/10/2010 - 09:51

Galindo e Silval estreitam relação

Patrícia Sanches

  O governador Silval Barbosa (PMDB) mal foi reeleito e o prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) já se articulou para ter uma maior aproximação com o peemedebista e, assim, conseguir mais recursos para a cidade. Os dois já tiveram vários encontros e até viajaram juntos para a Bolívia, onde tentam resolver o problema de abastecimento do gás natural no Estado – veja mais aqui.

  A sintonia dos dois é tão grande que nem parece que estiveram em lados opostos durante a corrida eleitoral, quando Silval disputou o Paiaguás contra o ex-prefeito de Cuiabá e aliado de Galindo, Wilson Santos (PSDB). “Nós estamos conversando muito e eu já apresentei dois projetos para Silval: o Poeira Zero e uma parceria para a realização da operação tapa buracos”, pontua o chefe do Palácio Alencastro.

  No caso do programa Poeira Zero, o prefeito pretende viabilizar a pavimentação asfáltica em 100% dos bairros da Capital. Para tanto quer conseguir R$ 100 milhões do governo federal, por meio do chamado fundo perdido, R$ 100 milhões do governo estadual e planeja emprestar outros R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal. “No caso do empréstimo nós pagaríamos a dívida em 20 anos. Já falei com o governador e ele adorou a ideia”, pontua. No caso do recapeamento, o governo estadual investiria ainda neste ano R$ 12 milhões para a aquisição da lama asfáltica, enquanto que a prefeitura entraria com a mão de obra.

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ARTICULAÇÃO | 14/09/2010 - 17:44

Nininho nega acordo com Pagot para ajudar Mendes e diz apoiar Silval

Romilson Dourado

Nininho, candidato a deputado estadual O ex-prefeito de Itiquira, empreiteiro e candidato a deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), negou veementemente que tenha recebido orientação do colega de partido e diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot no sentido de poupar de críticas Mauro Mendes e, assim, contribuir com o candidato socialista, que espera empurrar a eleição para o segundo turno, num confronto contra o governador Silval Barbosa. Ele admite possuir relação de amizade com Pagot e acha até que o ex-secretário o apóia, mas enfatiza que jamais iria trair politicamente Silval e muito menos entrar em jogo de conspiração.

    Contesta a matéria intitulada "Pagot orienta candidato do PR a não bater em Mendes para ter 2º turno" - saiba mais aqui. "Não tive nenhuma conversa com Pagot nesse sentido. Esse não é o meu perfil. Estou todo dia na campanha do Silval", comentou Nininho.

   Segundo ele, as fontes que sustentaram o suposto diálogo dele com Pagot sobre eventual apoio a Mendes são "mentirosas" e que procuram prejudicá-lo. "Pagot é amigo meu de longa data e acho até que ele me apóia para deputado. Daí, fazer essas coisas, não é o meu perfil".

   Nininho comenta que sempre foi leal com os parceiros e cita, como exemplo, o seu apoio às campanhas de deputado do polêmico Gilmar Fabris (DEM). "Eu não tenho duas posições. Na política, infelizmente, tem muita maldade. É alguém tentando me sacanear", emendou o ex-prefeito acerca da notícia que ganhou destaque com charge e provocou repercussão e polêmica.

   Ele destaca que sua candidatura à vaga na Assembleia está provocando incômodos, principalmente na Grande Rondonópolis, e acaba motivando pessoas mal intencionadas a agir contra o seu projeto político. "Não quero ser alvo. Não sou falso. Sou verdadeiro e não posso admitir que pessoas tentem me prejudicar".

   Esta é a primeira vez que Nininho concorre a deputado. Ele montou grande estrutura de campanha, principalmente na região Sul do Estado. Figura na lista do PR como um possíveis eleitos.

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ARTICULAÇÃO | 27/08/2010 - 12:50

Em acordão por votos, Percival não pune prefeitos dissidentes

Romilson Dourado

Deputado Percival Muniz   Percival Muniz é mesmo um político matreiro. Com suas jogadas maquiavélicas nos bastidores, o deputado estadual e presidente regional do PPS fez acordão com os prefeitos dissidentes, aqueles que saíram do palanque do candidato ao governo Mauro Mendes (PSB), para reforçar o projeto de reeleição do peemedebista Silval Barbosa. Percival orientou o presidente da comissão de Ética do partido, professor Antonio Carlos Máximo, para "liberar" os gestores do compromisso de estarem com Mendes e, para não acioná-los por infidelidade, o que poderia provocar até perda do mandato, condicionou espécie de rateio de votos para sua candidatura à reeleição. Cada um dos prefeitos do PPS se comprometeu a conseguir ao menos 500 votos para Percival.

    Esse entendimento interno não passou por discussão com o candidato majoritário Mendes, que tem o deputado como um de seus fortes aliados. O pacto entre os socialistas sugere traição a Mendes. Na prática, alguns prefeitos do PPS vão trabalhar para Silval, mas com a missão de conquistar votos também para Percival.

    Entre os que fecharam esse acordão estão Gaspar Domingues Lazari, de Confresa (a 1.165 km de Cuiabá), e Filemon Gomes Costa, de São Félix do Araguaia. Assim, pensando em salvar o próprio mandato, Percival vai "costurando" apoios, mesmo que seja na base da pressão. Ex-vereador e prefeito de Rondonópolis e ex-deputado federal constituinte, o dirigente socialista provocou a maior confusão na defesa de definição de candidaturas. Rompeu com o então governador Blairo Maggi (PR), incentivou Mendes a troca a legenda republicana pelo PSB e se lançou ao Senado.

   Quando todos os candidatos já estavam acomodados nos partidos e coligações, Percival desistiu de concorrer à senatória e entrou como concorrente à reeleição pela coligação Mato Grosso Melhor Pra Você, que congrega PPS, PSB, PDT e PV. Assim, ele se tornou espécie de puxador de voto do bloco desses quatro partidos. Para os analistas, com tal jogada política, Percival está com a reeleição praticamente garantida, enquanto outros nomes com boa visibilidade eleitoral enfrentam disputa apertada em coligações "pesadas" e que exigem pelo menos 30 mil votos para estar entre os 24 futuros parlamentares.

    Ele tira proveito político na condição de presidente regional do PPS, que, mesmo tendo minguado, já que comandava 56 prefeituras e, com a desfiliação de Maggi, está hoje com apenas 8, Percival controla seus filiados. Na Assembleia, foi o único que restou na sigla. Seu desafio agora é reconquista a cadeira no Legislativo mato-grossense para ganhar força em outro projeto, o de voltar ao posto de prefeito de Rondonópolis em 2012.

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ARTICULAÇÃO | 25/08/2010 - 20:17

Em Rondonópolis, Valtenir se alia a Silval; Mendes espera por Dilma

Romilson Dourado


Valtenir Pereira conversa com Silval Barbosa e com o presidente do PMDB Carlos Bezerra, em almoço com presença de Dilma, enquanto o candidato do PSB ao Paiaguás Mauro Mendes (PSB) aguarda a comitiva no aeroporto de VG

   Enquanto o candidato a governador pelo PSB, empresário Mauro Mendes, se "escabelava" para marcar posição e recepcionar a presidenciável Dilma Rousseff, assim que esta chegasse no aeroporto internarnacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, nesta quarta, o presidente estadual do seu partido, deputado federal Valtenir Pereira, fazia campanha em Rondonópolis ao lado do adversário de Mendes, governador Silval Barbosa (PMDB). Valtenir acompanhou toda a agenda da candidata petista no município. Só faltou pedir voto publicamente para a reeleição de Silval e para os candidatos ao Senado pela coligação, ex-governador Blairo Maggi e deputado federal Carlos Abicalil.

    Na imagem acima, registrada na mansão de Maggi, na Vila Goulart, Valtenir conversa descontraidamente com Silval e com o presidente regional do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra. No fundo, aparece Dilma. Todos participaram de um almoço, após uma carreata pelo centro de Rondonópolis, antes do deslocamento para a capital mato-grossense. Já em solo várzea-grandense, Mendes teve uma rápida conversa com Dilma. Mesmo sendo candidato majoritário, ficou menos tempo com a presidenciável petista do que o dirigente socalista e concorrente a cargo proporcional Valtenir. A postura de Valtenir é uma senha de que, nos bastidores, não está muito afinado com Mendes nas eleições deste ano, embora faça juramento de que esteja, sim, pedindo voto para o colega socialista.

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