Conta uma fábula que um ganso que estava arrancando capim num campo se sentiu ofendido com a presença de um cavalo que se alimentava perto dele; e, num tom sibilante, falou: “sou certamente um animal mais nobre e perfeito do que você, pois todo âmbito e extensão das suas faculdades se limitam a um elemento. Eu posso pisar no solo, como você; além disso, tenho asas com as quais posso me alçar aos ares; e quando me apraz, posso nadar em tanques e lagos e me refrescar nas águas frias. Tenho diferentes poderes como um pássaro, um peixe e um quadrúpede”. O cavalo, resfolegando com desdém, retrucou; “é verdade que você habita três elementos, mas não faz bela figura em nenhum deles. Você voa, de fato, mas o seu vôo é tão pesado e deselegante, que você não pode se considerar no mesmo nível da cotovia e da andorinha. Você pode nadar na superfície das águas, mas não pode viver nela como os peixes; você não pode encontrar comida naquele elemento, nem deslizar suavemente no fundo. E quando você caminha, ou melhor, bamboleia no chão com os seus pés largos, seu pescoço comprido esticado, assobiando pra quem passa, você provoca risos. Eu confesso que fui feito para andar só no chão. Como sou gracioso! Como meus membros são bem torneados! Como todo o meu corpo é bem acabado! Como sou forte! Como é surpreendente a minha velocidade! Prefiro estar limitado a um elemento, e ser admirado por isso, do que ser um ganso em todos os outros!”
Depois de ler esta fábula, as primeiras perguntas que eu fiz para mim foram: “E aí, você é um ganso ou um cavalo?”. É obvio que não se tratava apenas da semelhança com os animais, mas sim da minha capacidade de fazer algo de forma focada e com perfeição. Comecei a analisar minhas atividades do dia a dia e se aquilo que eu fazia de forma genérica estava rendendo bons resultados. Assim, cheguei as seguintes percepções:
1 - No início da carreira talvez você precise ser generalista, portanto, você não passa de um ganso. Pode caminhar por várias áreas de conhecimento, até decidir qual é mais interessante e seguir um caminho que trará melhores resultados e realização.
2 - Uma vez escolhido o caminho, trabalhe focado, afinal é comum conhecermos advogados, engenheiros, médicos ou qualquer outra profissão que a especialidade faz a diferença nos resultados alcançados. Pode até acontecer, mas não é comum um paciente com câncer na cabeça desejar ser tratado por um cardiologista sem especialização na área.
3 - Você pode decidir ser um generalista pelo resta da vida, só não pode reclamar da sua remuneração e do reconhecimento, principalmente quando comparada aos especialistas, afinal, o valor cobrado por eles tem embutido horas a mais de estudo e dedicação.
Este mesmo conceito se aplica às formas de liderança. Apesar de nunca pensar que ia dizer isso, de certa maneira, ser um cavalo pode ser bom. Afinal, um líder com essa natureza entende que precisa de especialistas ao seu lado para que o desempenho da equipe seja melhor. A especialidade dele passa a ser a coordenação dos processos e, assim, surgem bons resultados. Portanto, procure ser especialista em algo. Nada te impede de ter mais de uma especialidade, porém, dose de forma que uma habilidade não comprometa o desempenho da outra, assim você ganha o respeito e a credibilidade de todos que te cercam.
André Luiz Bellucci é empresário, trainer da Dale Carnegie Training em Cuiabá e escreve neste blog todo sábado - engbellucci@uol.com.br
Um trecho da República de Platão, a "Alegoria da Caverna" é um comentário clássico sobre a condição humana. É uma história que mostra como a verdadeira realidade nem sempre é o que parece ser na superfície. A alegoria da caverna é um diálogo fictício entre Sócrates e Glaucon, irmão de Platão. Três prisioneiros foram acorrentados no interior de uma caverna durante muito tempo. Eles foram acorrentados com a cabeça virada contra a parede. Tudo o que podiam ver e ouvir eram as sombras estampadas pelos objetos carregados por aqueles que passavam às suas costas, à frente de uma grande fogueira, e os ecos dos ruídos vindos do mundo exterior. Esta era a única realidade que eles conheciam.
Então um dia, um prisioneiro consegue libertar-se. Ele está cego pela luz fora da caverna e espantado ao ver uma realidade completamente nova de pessoas, animais e objetos que ele nunca conheceu. Ele volta a caverna para contar aos amigos prisioneiros a notícia, mas para seu espanto eles não acreditam que existe outra vida lá fora e para eles o mundo das sombras é a única realidade. A alegoria da caverna serve supostamente para explicar como algumas pessoas ainda vivem acorrentadas numa caverna e o que podemos fazer para nos libertar da escuridão e alcançar o entendimento e a verdade e como podemos escolher entre ser um homem sem dote ou o rei das sombras.
Nesta alegoria da caverna, Sócrates insinuou que nossa tragédia reside simplesmente na nossa recusa em reconhecer que vivemos em uma certa condição de prisão perpétua, agarrando-nos às imagens e sons das sombras e fechando os olhos para a realidade. A alegoria inteira poderia ser interpretada em múltiplas dimensões; misticamente, psicologicamente e politicamente. A consciencia é o primeiro passo no processo de compreender os fatos. Sair da escuridão e enfrentar o mundo real com posicionamento, sem negligência. Ao nos libertarmos das ilusões que cegam, passamos a existir dentro dos princípios que acreditamos válidos.
À medida que as decisões dos outros afetam ou beneficiam nossas vidas, devemos procurar entendê-las. Esse entendimento nos dá a oportunidade e liberdade para mudarmos as coisas que queremos mudar. Não devemos viver fora do âmbito da comunidade e dos governos da nossa cidade. Mas para tomar decisões e fazer escolhas, temos que ter certa percepção do mundo. Percepção realista do mundo de hoje inclui todos os sinais de alerta. Não devemos ter medo de sermos inadequados. Não devemos temer o poder dos outros. Não podemos permitir que nossa luz nos assuste.
E você, como está percebendo o mundo? O que está acontecendo a sua volta? Você sente as ações do governo no sua vida cotidiana? Percepção, em termos simples, é a compreensão ou a consciência de algo por meio de um ou mais dos sentidos - visão, audição, tato, paladar e olfato. Você pode, por exemplo, perceber a presença de uma pessoa em uma sala, porque você testemunhou com seus próprios olhos, ouviu passos ou sentiu a vibração de alguém andando pelo chão. Essa seria uma percepção básica do nosso mundo físico.
Mas além deste significado tradicional, há muito mais para a percepção do que os sentidos. Nossos dias são preenchidos com percepções que governam o modo como entendemos e conduzimos nossas vidas. Assim, suas percepções gerais não são apenas sobre como você percebe o mundo ao assistir notícias, mas como você está respondendo ao mundo que você percebe através das notícias.Você está vendo e respondendo ao mundo com bondade, sem julgamento, respeito e compaixão ou através da lente da insegurança, preocupação, resignação, medo ou raiva?
É importante compreender o estado do mundo neste momento sem negatividade. Compreender os diferentes aspectos a fim de avançar, porque com ou sem a nossa contribuição, o mundo segue mantendo homens aprisionados aqui e alí. Portanto sair da caverna é aceitar a luz da percepção, compreender o mundo, aprender o funcionamento da estrutura básica dos negócios, da política e da vida. Porque o que aprisiona o homem é a incerteza diante do descortinar do novo dia. O que aprisiona o homem é a não deliberada vontade de romper, de seguir um rumo, de ser livre. O homem aprisionado não vê adiante, não rompe com conceitos estreitos. Fica lá, furtivo e silencioso, olhando a vida através da sombra estampada na parede da caverna.
Em seu discurso de posse, Nelson Mandela clamou que fazer menos do que você pode não serve para o mundo. Não há nada luminoso no fato de você se encolher para que outras pessoas se sintam seguras. Nós nascemos para nos manifestar. À medida que nós nos libertamos do nosso medo de participar, nossa presença automaticamente liberta os outros a participarem também.
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br
Numa série de artigos publicada aqui no Blog do Romilson, intitulada “Vazio na política cuiabana” busquei analisar as razões econômicas para a atual situação da Capital. Ao observar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e alguns de seus principais municípios, pude identificar que Cuiabá está evoluindo num ritmo muito inferior à média.
Após um período em que o PIB municipal cresceu acima do estadual, nas décadas de 1970 e 1980, Cuiabá desacelerou e reduziu sua participação em Mato Grosso de 35,79% em 1996 para 17% em 2008. O crescimento aconteceu num momento em que havia projeto estratégico para o município, elaborado e implantado pelo regime militar. Sem problematizar aqui o conteúdo de tal projeto, vale dizer que ele reservava para Cuiabá a função de grande centro logístico, comercial, financeiro e de serviços não apenas de Mato Grosso, mas de toda a Amazônia Ocidental. Além disto, havia também a produção fabril a ser concentrada no maior distrito industrial do Estado.
Este projeto, entretanto, está esgotado. Para acompanhar o crescimento do Estado, é preciso que Cuiabá defina um novo rumo estratégico, centrado nas mesmas funções de outrora, só que num patamar tecnológico e de qualidade bem mais elevado. Vale lembrar que Mato Grosso apresenta altos índices de produtividade na pecuária e em várias culturas agrícolas, como algodão e soja. Isto acontece porque as unidades de produção adotam tecnologia de vanguarda em nível global, gerando vantagens competitivas que compensam os custos com a logística e crédito, por exemplo.
Uma hipótese é que, com a globalização cada vez mais acentuada, os consumidores do Estado estejam comprando bens e serviços em outras regiões do país ou mesmo importando do exterior. De outro lado, o interior continua enviando usuários de serviços públicos para a Capital sem a devida engenharia financeira e de políticas públicas que possam absorvê-los com a eficácia esperada. Esta inequação, cujo resultado é negativo, está na raiz de boa parte dos problemas atuais enfrentados por Cuiabá.
Houve algumas tentativas recentes de formulação de planos estratégicos para a Capital, como o “Pró-Cuiabá 300 anos”. Entretanto, eles não tiveram a devida repercussão e influência na orientação das políticas públicas dos três níveis da federação no município. Uma referência nesta matéria é o recém lançado Plano Estratégico da Prefeitura do Rio de Janeiro, intitulado “Pós 2016: Rio mais integrado e competitivo”. Cuiabá e Rio de Janeiro têm muitas semelhanças e vínculos históricos, pela condição de Capitais, forte presença da igreja, exército e o envio de estudantes universitários. Num período mais próximo, ambas sediarão megaeventos, como a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016.
O referido documento traz oito objetivos centrais do Governo, detalhados em 10 áreas de resultado e 37 iniciativas estratégicas. O que me chamou a atenção foi o destaque dado na área de emprego e renda para iniciativas como ambiente de negócios, indústria criativa, moda e design, audiovisual e turismo. Há também iniciativas na área de ordem pública, esporte, lazer, cultura, gestão e finanças públicas.
São caminhos que Cuiabá deve buscar para harmonizar suas relações e retomar o desenvolvimento apresentado outrora. É preciso um novo pacote de investimentos para que ela torne-se referência nas áreas que já lhe são reservadas, como saúde, educação, administração pública, bancos, indústria de alimentos, comércio e serviços de forma geral. Estes são apenas alguns dos desafios que Cuiabá terá que enfrentar em breve, caso queira manter seu papel de destaque no cenário regional.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com
Qual é o cuidado que você tem com a audição do seu filho? Infelizmente, o cuidado com a saúde auditiva não costuma fazer parte do check up de rotina que muitos pais deveriam fazer em seus filhos. Os nossos ouvidos estão cada vez mais expostos a ruídos nocivos, então é importante ficarmos atentos há muitos hábitos errados que podem levar a perda da audição.
Um dos hábitos errados, que virou febre nacional entre não só muitos adultos, mas também crianças, é fazer o uso do celular para ouvir músicas, extremamente altas, com o fone de ouvido. Particularmente, já chamei atenção de muitos alunos no intervalo das aulas, porque mesmo um pouco distante, conseguia ouvir a música que eles estavam escutando.
A constante exposição a sons altos tem relação com a evolução da tecnologia e com o estilo de vida que adotamos. É sabido que um adulto pode ficar exposto a um ruído de 85 decibéis por, em média, 8 horas sem ter maiores problemas. A cada cinco decibéis a mais, o tempo que ele pode ficar seguro exposto ao ruído cai pela metade. Mas, não há como saber quais são os níveis seguros para uma criança uma vez que sua via auditiva ainda está em processo de maturação.
Assim, procure um especialista no caso de seu filho sempre pedir para você repetir a mesma frase, não reagir aos barulhos fortes, não atender quando é chamado pelo nome, ter dificuldade em manter a atenção, parecer irritado e dificilmente fazer vínculos com outras crianças (preferir brincar sozinho), pedir para aumentar o som da TV, computador ou telefone com frequência, ter um desempenho escolar ruim, demorar muito para falar ou trocar letras, ou, ainda, se queixar de zumbido ou "apito" no ouvido.
Lembre-se: os pais devem se atentar a esses e outros detalhes para acompanhar a saúde auditiva de seus filhos, pois vários estudos já comprovaram que, mesmo perdas leves, podem atrasar o desenvolvimento de aprendizagem da criança.
Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 11 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federação de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas(CEAM) e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com
Parabéns professora, custou para alguém um dia falar do assunto! Os surdos são os deficientes físicos mais discriminados, por isso, cuidado!!!
É crescente - a cada ano -, o número de brasileiros que realizam cursos de graduação e pós-graduação fora do país, principalmente mestrado ou doutorado. Desse contingente, grande maioria dos acadêmicos realizam seus estudos no exterior sem depender de bolsas ou qualquer outro tipo de auxílio governamental.
O motivo para essa fuga enorme de pessoas em busca de conhecimento em terras alienígenas, em parte é creditada pela reduzida oferta de cursos de pós graduação strictu sensu por instituições de ensinos brasileiras. Já muitos se apoiam na aspiração não só de aperfeiçoar sua formação acadêmica, mas também tornar mais abrangente seus horizontes, interagindo com uma cultura totalmente diferente da sua, podendo trazer experiências gratificantes que serão compartilhadas com mais pessoas, trazendo dividendos significativos para o país.
Nem sempre isso e bem compreendido, surgindo críticas contundentes e opiniões até mesmo preconceituosas contra instituições estrangeiras, principalmente as situadas no âmbito do Mercosul, como se só existisse vida inteligente no Brasil. Ledo engano! É possível em qualquer parte do planeta encontrar instituição de ensino deveras comprometida com a pesquisa e com a ciência, como também aqui e acolá há instituições desprovidas de tal virtude, por isso é importante separar o joio do trigo e não lançar todos na vala comum da mediocridade.
Não raro brasileiros que frequentaram cursos no exterior vem encontrando enormes barreiras para obter a revalidação e o reconhecimento do seu diploma oriundo de cursos de instituições de ensino superior estrangeiras. Como é sabido tal procedimento, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) é de competência das universidades que vêm adotando critérios diferenciados nos processos envolvendo revalidação ou reconhecimento de diplomas estrangeiros, gerando um grande número de ações judiciais, que poderiam ser evitadas, haja vista que muitos acadêmicos que cursaram instituições estrangeiras reconhecidamente de qualidade, em consonância com as diretrizes do MEC, não obtém administrativamente a revalidação e o reconhecimento de seu diploma e se socorrem ao Judiciário buscando amparo ao seu direito.
Em sintonia com os anseios daqueles que objetivam ampliar seus estudos e conhecimentos, buscando uma nova visão de mundo, há projeto de lei tramitando no senado federal a fim de alterar a Lei de Diretrizes e Bases da educação, a propósito da revalidação e o reconhecimento automáticos de diplomas de cursos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras de reconhecida excelência acadêmica, cuja relação será divulgada periodicamente pelo Ministério da Educação, medida que deixa de penalizar acadêmicos que se sacrificam para cursar uma instituição estrangeira reconhecidamente de excelência e não obtém em solo brasileiro o devido reconhecimento.
Os entraves proporcionados pelos burocratas do atraso, não coadunam com a política de incentivo de qualificação internacional do nosso capital humano, porquanto o mundo avança a passos largos, requerendo sempre mais pessoas com formação sólida e visão de mundo globalizada, com possibilidade de multiplicar seus conhecimentos adquiridos em prol de mais pessoas para fazer frente as exigências do mercado há muito tempo globalizado.
José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras - jpbj.adv@uol.com.br
Nestor, deixa de ser alienado rapaz, por isto é que o comentarista está certo, por causa de pessoas como você que a educação no Brasil fica deste jeito, vai estudar rapaz. Estudar que eu digo é: Vai pesquisar de verdade e de fato para ver se você começa a pensar melhor e deixar de ser preconceituoso e sem fundamento em suas indagações, por que indagações deste tipo só faz quem tem baixo nível, senão você teceria opinião balizada de fato!!!
É uma vergonha para Mato Grosso, o que tem de diploma paraguaio, boliviano e argentino circulando na praça chega a ser constrangedor. A grande maioria desses cursos de pós graduação funcionam uma vez por mes e olhe lá...Alguns deles não são aceitos nem por instituições sérias dos seus países de origem
Quando se trata de educação no Brasil, este é um dos assuntos mais relevantes da atualidade, pois o governo brasileiro ainda não acordou para necessidade de se investir nos profissionais de educação de forma que tenham possibilidades de fazerem cursos de pós-graduação como mestrado e doutorado. Seria muito importante que o MEC, através da CAPES ampliasse os cursos, ora citados, de forma que todos os professores pudessem fazê-los. Não dá pra entender o por quê de se criar tantos obstáculos para autorizarem mais cursos. Não é fácil ser educador em um país como o Brasil, o certo é que os governantes, na maioria das vezes, não tem compromisso com a educação, assim como os representantes de classe também, às vezes, não se atentam para algumas leis que são aprovadas... Conforme, a LDB e os próprios Planos de Carreira a valorização do profissional se dará com piso salarial profissional e valorização mediante formação continuada, porém, não se paga mediante apresentação do título de conclusão de curso, assim como só se assume o concurso com a graduação, só depois de três em três anos é que se consegue a mudança de cada nível, essa aberração está nos Planos de Carreira e asistidos por determinados Sindicados... Tudo seria perfeito, se o que colocassem no papel fosse cumprido, é uma pena, mas o papel aceita tudo!... Mas tudo bem, vamos finalizar acreditando que o governo não está segurando a criação de mais cursos de pós-graduação, a fim de que não se aumente o salário dos profissionais de educação. A qualidade do ensino pasa pela qualidade de quem é o gestor, pois sem investimento não há mudança. O que vc faria se tivesse que administrar as despesas de sua casa sem recursos... Assim é na educação, só promessa!...
Quando se trata de educação no Brasil, este é um dos assuntos mais relevantes da atualidade, pois o governo brasileiro ainda não acordou para necessidade de se investir nos profissionais de educação de forma que tenham possibilidades de fazerem cursos de pós-graduação como mestrado e doutorado. Seria muito importante que o MEC, através da CAPES ampliasse os cursos, ora citados, de forma que todos os professores pudessem fazê-los. Não dá pra entender o por quê de se criar tantos obstáculos para autorizarem mais cursos. Não é fácil ser educador em um país como o Brasil, o certo é que os governantes, na maioria das vezes, não tem compromisso com a educação, assim como os representantes de classe também, às vezes, não se atentam para algumas leis que são aprovadas... Conforme, a LDB e os próprios Planos de Carreira a valorização do profissional se dará com piso salarial profissional e valorização mediante formação continuada, porém, não se paga mediante apresentação do título de conclusão de curso, assim como só se assume o concurso com a graduação, só depois de três em três anos é que se consegue a mudança de cada nível, essa aberração está nos Planos de Carreira e asistidos por determinados Sindicados... Tudo seria perfeito, se o que colocassem no papel fosse cumprido, é uma pena, mas o papel aceita tudo!... Mas tudo bem, vamos finalizar acreditando que o governo não está segurando a criação de mais cursos de pós-graduação, a fim de que não se aumente o salário dos profissionais de educação. A qualidade do ensino pasa pela qualidade de quem é o gestor, pois sem investimento não há mudança. O que vc faria se tivesse que administrar as despesas de sua casa sem recursos... Assim é na educação, só promessa!...
Aqui do meu cantinho , parabenizo este grande cidadão josé Patrocínio , que visão fantástica do mundo globalizada, pois conheço muitos jovens aqui do meu pequeno estado que arranjaram bolças de estudo em boas universidades da Rússia, ralaram bastante, pois medicina já é um curso muito difícil em português, imagine a pessoa ter que aprender várias linguas , inclusive o russo para receber seu diploma.
Nem todo cidadão vai ficar rico, vai se feliz, vai poder viajar, comprar remédios, fazer plástica, ter um carro, uma fazenda, um bom emprego e envelhecer com a dignidade que merece. Mas, todo cidadão, se não morrer jovem, vai envelhecer. Seja ele rico ou pobre. Nisso a velhice é democrática. E é bom que lembremos isso sempre.
Vejam o que afirmou o professor do Departamento de Sociologia, Jaime Luiz Cunha de Souza: "Eu estava chegando em casa e meus familiares assistiam ao filme: Um homem chamado cavalo. Em uma determinada cena, uma mulher idosa era jogada pra fora da tenda porque não tinha nenhum guerreiro que fosse seu marido e ela não teria como sobreviver só. Então, era atirada para a morte. Era a forma como aquela sociedade descartava os indivíduos considerados inúteis, que não tinham determinado papel dentro daquele grupo social. Começamos a discutir sobre o absurdo daquela situação. Até que, em um momento de reflexão, pensei: será que fazemos diferente?".
Enfim, seus estudos resultaram na dissertação de mestrado. "Do exílio da sociedade à sociedade do asilo". O trabalho consiste em uma análise da trajetória do idoso até o isolamento. "Quando chega um determinado momento, o indivíduo vai perdendo seus papéis sociais e o trabalho não o aceita mais. Se nessa esfera não é aceito, ele também começa a perder o seu papel no âmbito familiar. O indivíduo começa a ser considerado inútil, um incômodo. Então, ele vai ser descartado em algum lugar", explica.
O certo é que: "A sociedade esconde o idoso porque na verdade não consegue se ver no idoso. É como se ela estivesse rejeitando aquilo que ela é. Ele representa uma parte dela não aceita. E o pior é que muitas vezes isso envolve agressão. O Instituto Brasileiro de Ciências Criminais fez um estudo sobre a violência e viu que cerca de 650 mil idosos são agredidos a cada ano", avalia o pesquisador. Acreditem: o Brasil ainda não está totalmente preparado para cuidar dos seus idosos. Mas já estamos ficando em estado de alerta e nem todos estão dormindo na estação da vida.
Já existem vários grupos formados e outros tanto se formando por esse Brasil afora. Cada um com as suas características, mas todos com a mesmo objetivo, envelhecer com dignidade e mais feliz. Por fim, podemos dizer que por mais que o governo esteja fazendo, sempre há mais por fazer, pois trata-se de uma população com a tendência de aumentar cada vez mais, devido ao aumento da expectativa de vida. Afinal, quantos anos você tem hoje? Faça sua conta e comece a pensar nisso. Como quer envelhecer? Com o quê e com quem poderá contar? A juventude passa como um relâmpago. Mas a velhice é como os últimos dias de gravidez, demora mais a passar.
Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve neste espaço toda quarta-feira (www.vovoantenada.com.br)
Infelizmente a sociedade se faz surda a este FATO narrado pela articulista. Será necessário quantas gerações para que se dê aqui aos idosos o respeito e as condições de qualidade de vida que todos merecemos, e que é comum, por exemplo, nos países da Europa Ocidental? Não me refiro aqui somente a aspectos governamentais, mas principalmente aos aspectos culturais, ao devido valor e respeitos com que a sociedade enxerga seus membros, entre os quais os idosos. Parabéns pelo texto, Sra. Inês.
Espero que essa materia que pede uma reflexão sensibilize as pessoas a pensarem com mais carinho e seriedade para com uma população que envelhece, sem direitos e muitas vezes sem respeito. Constroem de tudo e não pensam nas pessoas que moram sozinhas. Em cuiabá não existe nenhum empreendimento que se tenha conhecimento direcionado a essa faixa etária.Portanto, parabéns pela lembrança e que leiam esse artigo com reflexão, como eu que estou chegando lá e ja estou ficando preocupada..
Não sei por que os ex-governador da década de 80 pra Ca não fisero nada para ajuda Cuiabá somente na década de 1970 que construirão o CPA centro político Administrativo , de forma planejada quem sabe hoje Silval Barbosa vai Fica na História se ele porveita a Boas vinda da copa 2014 Cria a cidade Olímpica CPA Norte com o Projeto do VLT com o ponto Final saindo do Bairro Novo Paraíso AV. Rubens de Mendonça ao lado do colégio tira dente o projeto Inclui o Terminal de Integração centro norte onde as Alimentadora atendera todos os Bairro da Região ,a Planta Forma do VLT embarque na parte de cima, e os Desembarque em Baixo , Acreditamos que nos próximo dias o Governador em Parceria com a prefeitura de Cuiabá atender as nossa reivindicação de transforma a região Norte de Cuiabá em uma cidade olímpica, construção de um a erro porto conclusão do Rodoanel e das ruas e Avenidas planejada, um CT centro de treinamento, construção de 25.000.00 mil casas popular ,duplicação de todas vias de acesso ao Rodoanel.
Como mudar o mundo? Aqueles que estão preocupados com os rumos perigosos do desenvolvimento global estão questionando isso com certa veemência porque as instituições têm-se revelado muito tímidas nas reunião que tratam dos desafios ambientais e sociais do nosso tempo. Ainda bem que, sonhadores, podemos imaginar o despertar de um novo ator social: um movimento coordenado de cidadãos globais que lutam em todas as frentes tentando construir uma civilização planetária justa e sustentável.
O Projeto Carnegie encomendou uma análise oportuna sobre a formação dos valores, conhecimentos, habilidades e motivação que garantam o engajamento político e cívico das pessoas ao longo de suas vidas. A preocupante queda na participação dos jovens nos processos eleitorais é uma justificativa e tanto para os programas de engajamento cívico e político, a exemplo do próprio projeto da Carnegie.
Estas são questões legítimas, que lançam desafios de longo prazo tentando aumentar a participação do indivíduo na política. Mesmo se todos os jovens adultos que já confirmaram suas intenções de votar comparecerem nas cabines de votação, não devemos anunciar que a missão foi cumprida e desmantelar os nossos programas. O fato de que jovens de hoje votam menos que os mais velhos fizeram na mesma idade é apenas uma peça de um poderoso conjunto de razões para incentivar a cidadania engajada.
A necessidade de esforços engajamento contínuo deve ser forte e vigilante, para a reversão dessa realidade num agradável ponto de dados mostrando o aumento de voto entre os jovens. Impossível? Não. Porque mesmo assim, muitas categorias ainda estariam sub-representadas nas urnas. Então, ao invés de descansar, qualquer ascensão na votação entre os jovens adultos deve incentivar novos trabalhos, particularmente para que nenhum grupo se sinta excluído do processo político.
Embora a participação dos eleitores seja certamente importante, existem outras razões para observar atentamente e apoiar os esforços de engajamento cívico e político. Todos os cidadões são absolutamente necessários para a legitimidade da governança democrática e para reforçar nossa cultura democrática. Na excitação de uma campanha no entanto, é preciso também se preocupar com a qualidade geral da participação dos eleitores. E essa preocupação pode ser externada no trabalho para aumentar o conhecimento político relevante, as habilidades e motivações que podem apoiar a cidadania empenhada e eficaz. Todo esforço para validar o engajamento político serve para promover valores cívicos que apóiam a participação política plena.
Não temos um cenário ideal de participação democrática nas eleições e portanto muito trabalho está por vir. Se melhorarmos a qualidade geral da nossa participação na vida política, onde a democracia é entendida como a meta definitiva, também precisamos continuar a promover o voto e outras variedades de modos de participação que contribuam para uma cultura democrática e vibrante do desenvolvimento do cidadão. Nós também precisamos ir além da mera contagem de votos. Jovens e adultos devem decidir através de atos políticos, como e por que eles devem exercer voz e influência política.
As campanhas políticas são momentos fragmentados e impotentes para alavancar a transformação holística, para criar uma visão alternativa e estrategicamente eficaz que possa despertar a consciência e propor uma nova forma de organização política. A medida que evoluímos com um projeto que deve promover uma política de confiança, também selamos um compromisso de unidade e equilíbrio com os movimentos populares, que desenvolveram inúmeras identidades nacionais mais nclusivas e conscientes. Podemos observar o prenúncio do movimento no coro crescente dos cidadãos associados chamando para uma mudança fundamental do curso de nossas vidas.
Organizações e indivíduos têm trabalhado assiduamente em toda a extensão dos problemas ambientais e sociais que o mundo enfrenta. Os grandes encontros anuais do Fórum Social Mundial, os protestos em todo o mundo contra as guerras, os movimentos globais por justiça social e meio ambiente, além de campanhas coordenadas para influenciar a política internacional são as expressões tangíveis da crescente preocupação do público.
E como nos aproximamos dos governos da nossa sociedade global? Uma resposta adequada deve abordar a participação efetiva e consciente do cidadão no processo eleitoral local, enfrentar os desafios contra a fragmentação da nossa ordem política, fazer coro na ladainha de críticas dos problemas supra-nacionais, como; mudança climática, estabilidade financeira, o conflito cultural, comida, segurança, o esgotamento dos recursos naturais, a globalização econômica e a lista continua...Imagina o avanço de um movimento global de cidadãos preocupados, articulados e envolvidos na promoção da mudança, representando de fato o surgimento da sociedade civil engajada, onde o envolvimento político iria muito além do ato de votar.
Talvez nos encontramos hoje no meio de uma crise eleitoral, onde a fé e confiança em nossos sistemas de voto estejam corroídas. Mas, se a democracia significa o governo por, de, e para todas as pessoas, e não apenas para uns poucos privilegiados, temos de estar preocupados com aumento da inclusão das vozes e dos votos que exercem influência em todas as arenas políticas.
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br
Excelente texto, Olga! Colocarmos as questões problemáticas, visualizar as mudanças necessárias e "sonharmos" com o que seria o ideal, é o combustível e motivação necessários para que possamos, de fato, transformar as coisas. Parabens!
Prezada Olga, não sei se vc assistiu ao discurso do Conselheiro Antonio Joaquim, durante a posse do Presidente do TCE José Carlos Novelli. Curto e grosso, "convocou" toda a população a participar do processo eletivo, não só abstendo-se da política (não gosto disso ?), mas fazendo-se presente nas discussões partidárias, nas audiências públicas, enfim, em todo o processo. A culpa pela escolha de alguns maus políticos não é deles. é nossa, o eleitor.
No último dia 12, a presidente Dilma Roussef esteve em São Paulo num evento para lançamento de um convênio celebrado entre a União e aquele Estado. O objeto é a construção de mais de 100 mil casas populares para famílias de baixa renda, com R$ 8 bilhões transferidos. Este foi mais um capítulo na boa relação mantida entre ela e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Setores de ambos partidos estão incomodados com tal convivência. Temem fortalecimento dos respectivos adversários na política local já nas eleições municipais deste ano. Nesse caso, os interesses que os movem podem ser os seguintes. Dilma e sua equipe já perceberam que as eleições de 2010 tiveram resultado apertado, com vitória de Serra em 11 Estados no 2º turno e margens pequenas fora da região Nordeste e do Amazonas.
Vários movimentos de Dilma ao longo do ano passado demonstram que ela está se preparando para avançar sobre as bases do adversário, ao prever uma eleição em 2014 mais disputada ainda do que foi em 2010, por conta da situação econômica. No caso de São Paulo, há um agravante. Desde 1989, o PT só ganhou lá em 2002 e mesmo assim por uma margem considerada pequena. Além disso, o Estado tem sido a base dos candidatos a presidente pelo PSDB. A boa votação obtida por eles nas eleições presidenciais acaba sendo repetida em pleitos subsequentes para governador e prefeito da Capital.
Assim foi com Mário Covas em 1990 e 1994, Serra em 2004 e 2006 e Alckmin em 2010. As vantagens da aproximação para Dilma são claras. Ela precisa aumentar a presença federal no maior colégio eleitoral do país, caso queira melhorar seu desempenho nas urnas. A única forma de fazê-lo é em parceria com o governo do Estado e os municípios, uma vez que a estrutura da União em SP é a menor do país em termos proporcionais.
Há um servidor federal ativo para cerca de mil habitantes em SP, enquanto a média nacional é de em torno de 390 habitantes para cada servidor. SP tem mais servidores estaduais ativos do que a União, o que fundamenta a velha frase de o Estado é “um país dentro do Brasil”.
No campo político, Dilma ainda contribui para desorganizar um pouco mais a disputa interna no PSDB, já que Alckmin é apontado como 3º colocado na corrida presidencial para 2014, atrás de José Serra e de Aécio Neves. Arrefece ainda a oposição da bancada federal de SP, cujo líder natural é o governador.
Com essa relação, Alckmin pode ocupar o espaço de uma oposição mais moderada e mais afinada com alguns partidos da base aliada, hoje território quase exclusivo de Aécio Neves. Também isola Serra e confunde ainda mais a oposição. Alckmin, como candidato a presidente em 2014, talvez seja mais previsível para o PT do que Aécio Neves, pela memória de 2006 e o perfil semelhante ao de Dilma. Além disso, retira-o da sucessão em São Paulo, na qual será favorito, abrindo espaço para o PT contra os possíveis candidatos do PSDB (Serra, Aloisio Nunes Ferreira) e PSD (Afif, Kassab).
Para Alckmin, a principal vantagem é obter mais recursos para seus programas e ganhar peso político, tanto em nível estadual quanto nacional. Seu desafio é capitalizar mais as marcas do governo paulista nesses recursos, de modo a obter maiores ganhos políticos do que Dilma. É um jogo de alto risco para ambos? Com certeza sim. Entretanto, como diz o ditado: “o prêmio é do tamanho do risco”.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br
Creio que a análise feita pela professor Vinicius é de grande auxílio para dar inínio a uma compreensão sobre a estratégia política de Dilma, mas não encerra as possíveis variáveis desse jogo político. Os jogadores devem se movimentar ainda nesse meio campo político afim de chegar ao ataque com mais possibilidades de converter as jogadas em gol. O próximo passo são as eleições de 2012. Lula já escolheu seu jogador principal, na eleição de São Paulo é lógico, falta só o adversário escolher o seu. A estratégia de Dilma passa pela necessidade sim de se fazer presente no maior colégio eleitoral do país, mas principalmente demonstrar que se o candidato de Lula tiver sucesso nas próximas eleições, o Governo Federal terá maiores condições de investir na cidade, fazer "gols de placa", afinal de contas com o adversário dá prá jogar bem, até assinar contrato, mas com um aliado melhor ainda, grandes jogadas virão, ja´que na política todo jogo é de campeonato.
SÓ QUE ESSES ANALISTAS ESQUESSEM QUE O PSD É UM PROJETO ARQUITETADO PELOS ESTADISTAS DO PSDB, FHC, AECIO, ALCKMIN, NELSON JOBIM, SERRA E OUTROS...APENAS USANDO O NOBRE AMIGO DELES E TAMBEM INTELIGENTISSIMO KASSAB PARA SER O SEU TESTA DE FERRO DO GRUPO, ONDE AGORA SIM O PSD SERÁ O PARTIDO QUE DARA SUSTÂNCIA NA BALANÇA PARA EQUIPARAR AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DO LADO DO PSDB, EO PMDB DO LADO DO PT...NINGUEM PODE SUBSTIMAR ESSES INTELECTUAIS PORQUE ELES CRIAM E INVENTAM COISAS QUE ATÉ NÓS IMAGINAMOS...ELES SÃO OS CARAS
Vinicius, Novamente me apresento com uma avaliação diferente da sua acerca do cenário político atual. 1) Gostaria de conhecer sua avaliação acerca da situação política de José Serra depois da publicação do livro, já convertido em best seller, A Privataria Tucana. Lembrando que esta publicação pode provocar uma CPI, considero que Serra seja uma carta fora do baralho, um estorvo, do qual o PSDB pretende se livrar o mais rapidamente possível. Este componente você desconsiderou por completo, como se Serra continuasse vivo nas conjunturas futuras; 2) As 100 mil moradias às quais você se refere pertencem ao programa Minha Casa, Minha Vida, de modo que o Alckmin não tem como cravar sua marca nem fazer branding com elas; 3) A eleição da capital de São Paulo está se apresentando como um enorme problema para o PSDB paulista que não tem nenhum nome para apresentar, com grande chance que a disputa fique entre Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (que disputaria numa aliança PMDB-PSB). 4) A crise econômica internacional, ainda que mais grave do que a de 2009, também não parece que vá alcançar o Brasil, pelo menos no que se refere à manutenção dos empregos ou seu crescimento, de modo que a tendência é favorável ao aumento da popularidade de Dilma nos próximos anos, mesmo quando se considera que ela já esteja bem elevada. Deste modo, não verifico nenhuma aproximação entre Dilma e Alckmin, mas apenas o respeito pela federação e a construção de acordos que facilitem a viabilização da política do governo federal. Edmar Roberto Prandini @edmarrp http://www.unipress.blog.br
Você escreveu o óbvio.
Em Mato Grosso, a saúde pública enfrenta situação de caos, o que infelizmente não é muito diferente do resto do Brasil. De um lado, gestores com pouca vontade política, levando em consideração interesses pessoais ou de suas legendas políticas, de outro profissionais insatisfeitos, que não são valorizados devidamente, em um processo de sofrimento profissional. Quem paga a conta e vive as consequências desse quadro é a população usuária, que enfrenta esta crise de frente.
As verbas destinadas à saúde são insuficientes e, para concluir isso, não é preciso ser nenhum estudioso do assunto, e ainda sim esta sofre ataque corrosivo de dois fatores: desvio e corrupção, resultado de uma má gestão com prejuízos astronômicos.
O princípio da integralidade no Sistema Único de Saúde (SUS) deveria ser respeitado. Entende-se integralidade não somente como um conceito, em que os sujeitos são atendidos em sua totalidade, mesmo que esta não seja alcançada em sua plenitude. Integralidade é mais que uma diretriz do SUS, é uma bandeira de luta a ser defendida por gestores, trabalhadores e usuários, segundo reza a Constituição Brasileira de 1988.
Segundo pesquisas, cerca de um quarto (25%) da população recorre a planos privados de saúde para que possam ser atendidos em suas necessidades, suprindo assim a deficiência do sistema público. Isso é um absurdo. A iniquidade gerada pela má administração dos recursos da saúde, assim, atinge os pobres, aqueles que não podem arcar com esse tipo de despesa. E, na contramão desse fato, diariamente nos deparamos com notícias de corrupção, desvio de verbas e construção de obras faraônicas, que, inacabadas, tornam-se elefantes brancos, uma espécie de monumento à má gestão, esfregando na cara do usuário, diariamente, a falta de planejamento e de conhecimento por parte dos governantes e de seus escolhidos.
Um exemplo de caos instalado é o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, que sofre com a falta de estrutura e foi local de acidentes estruturais, como desmoronamentos e, além disso, falta de medicamentos, sucateamento de seus equipamentos e número reduzido de profissionais comprometendo assim o atendimento da população que deveria ser eficaz e eficiente. A alternativa encontrada pelos gestores para mascarar a ineficiência foi a estadualização com a posterior privatização do atendimento, o que gerou protestos por parte de sindicatos, usuários, acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e profissionais da saúde.
Segundo tais entidades, a privatização trata-se da saída mais fácil e cômoda. Os governantes assumem a sua negligência para com a população e incompetência para gerir e, além disso, sabem muito bem e fazem “olhos de mercador” para o fato de que a privatização é uma medida imediatista, que apenas adia o caos do caos, anunciado por sinal. Como dizia um velho desenho animado: “saída pela esquerda”...
Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com
Entendo que esse artigo é uma informação à população do que vem ocorrendo, e por parte de alguém que grita pela melhor qualidade ao atendimento do público que desses serviços necessitam. Portanto contribuo com essa luta apresentando uma sugestão, ao invés de uma crítica... A questão é a gestão elaborar planejamento para os recursos recebidos. Em todos os setores, o primeiro passo para esse planejamento é o diagnóstico: levantar as prioridades, os materiais que prestam e os que precisam, o valor da verba para as prioridades e por enquanto até estruturar, fazer parcerias para que o público não sofra com esse caos. Por exemplo, Pronto-socorro, o próprio nome já diz, é o primeiro socorro. Não é para pneumonia, parto marcado, tosse, febre, fratura já curada que precisa de mais uma cirurgia por algum motivo... Policlínicas e postos de saúde, para atender essas enfermidades que não sejam urgências, como gripe, dores, mal-estar... Hospital clínico atende as cirurgias de segundo socorro. Sei lá... Penso isso. Entendo que está certo, médico na direção de saúde e professor na gestão da educação, sim... Mas, também sou a favor de que descentralizem as tarefas, porque em equipe se desenvolve uma melhor gestão... Amei seu artigo, dra. Jackelyne... Parabéns! "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Vamos chegar lá... Eu acredito...
QUANDO AFASTAREM OS "PROFISSIONAIS DA MEDICINA" DO GERENCIAMENTO DE HOSPITAIS, OBSERVARÃO A MELHORA NA QUALIDADE DOS ATENDIMENTOS. MÉDICOS E AFINS PODEM SER BONS PROFISSIONAIS NO SEU MISTER MAS SÃO PÉSSIMOS ADMINISTRADORES. MÉDICO É PARA ATENDER DOENTES..... E ISSO VALE TAMBÉM PARA A ÁREA DA EDUCAÇÃO: AFASTEM PROFESSORES DO GERENCIAMENTO DAS ESCOLAS. VERÃO COMO MELHORARÁ A SITUAÇÃO. PROFESSORES SÃO PARA DAR AULAS..... É POR ISSO MESMO QUE A SAÚDE E A EDUCAÇÃO ESTÁ UM CAOS, VIU JACKELYNE!!!!
Aqui em Rondonópolis para a saúde ser considerada um caos tem que melhorar muito.
Quando um ano termina e um novo começa, é comum o sentimento de que deixamos para traz tudo que por ventura não deu certo para recomeçar tudo outra vez de uma forma melhor e mais responsável, mesmo assim, com essa oportunidade tem pessoas que entra ano e sai ano cometendo os mesmos erros e pecados.
Quem porventura perdeu entes queridos e amigos, por certo, além de chorar a perda, ainda experimenta certo grau de remorso, por achar que não deu a eles a atenção que deveria ter dado, durante o tempo, que ainda estavam entre nós. E aí, então, vem às promessas feitas a nós mesmas, repetidas várias vezes por sinal. Não vou mais agir assim, vou encontrar tempo para ser mais atenciosa com as pessoas, vou mudar, não vou mais confiar, vou procurar ser melhor, vou fazer regime, vou fazer mais exercícios, vou cuidar mais da saúde, vou viajar, vou fazer isso vou fazer aquilo.
Ufa, quantas promessas! Como vê, fazer promessas é muito fácil. Difícil mesmo, é cumpri-las. Para a psicóloga Vívian Marchezini Cunha, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA), o primeiro erro pode estar em esperar a passagem do ano para começar algo novo. “Essas resoluções e promessas geralmente são de mudanças que as pessoas pretendem fazer na vida. Se as mudanças fossem simples, elas simplesmente agiriam, sem exigir um dia específico. Como requerem esforço, as pessoas esperam um momento especial, propício. Pense que o final de ano é uma época em que há um clima, energia e astral diferentes, assim como a segunda-feira, o amanhã, nunca o hoje. Como mudar é difícil, as pessoas protelam, adiam e deixam para fazer quando a situação vai ser mais favorável”, explica.
É aí que mora o perigo. Muitas vezes fazemos as promessas sem pensarmos se estamos com desejo real e força de vontade suficiente para enfrentarmos os obstáculos, que se encontram também dentro de nós. E, como é difícil vencê-los, parecem até que os mesmos se acomodam dentro da gente e ficam parecidos com aquela pessoa que tomou cerveja além do limite, e depois se esticou numa rede, sem forças e sem desejo até para se levantar. Por isso, há sim, que se ter muita força de vontade e persistência, e é isso que desejo a todos, inclusive a mim mesma.
Que tenhamos muita força de vontade nesse novo ano que abre as suas portas, com boas perspectivas e promessas de muitas estações para pararmos e conhecê-las. Se conseguirmos caminhar com saúde, sabedoria e sorte até o final, é certo que não teremos mais que repetir as promessas já tantas vezes feitas e não cumpridas e sim, apenas e tão somente substituí-las por agradecimentos. Ah! que maravilha, não é mesmo? Enfim, que esse novo ano, seja de paz e prosperidade para todos.
Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve neste espaço toda quarta-feira (www.vovoantenada.com.br)
Gostei muito e acho que principalmente nossos poliicos deveria ter, como sugere a materia, ter boa vontade e desejo de cumprir as promessas que fazem em periodo de eleições. Fica apergunta: Será que les no final do ano pelo menos agradecem as benesses do poder, conseguido com o nosso voto?
me identifiquei com o texto, concordo plenamente, faço isso sempre , bjs seguirei a dica
A confiança sempre foi a base da promessa. A crise de confiança que estamos vivendo faz entrar em colapso todo nosso processo de segurança. Sem confiança nossa estrutura racha. A confiança é um conceito interessante. É o que mantém em funcionamento as estruturas da sociedade. Evolutivamente falando, devemos confiar para sobreviver. A confiança exige discrição, tato, transparência, trabalho bem feito, engajamento e reciprocidade. E então, curiosamente o que nos leva a não confiar em nossos próprios projetos e consequentemente em nós mesmos?
Devemos refletir sobre nossas aspirações e definir metas significativas para melhorar a saúde e acessar a felicidade. Isso soa bem, mas quantos de nós realmente manteremos nossa resoluções de Ano Novo depois de passado um mês ou dois?
Não seremos muitos, de acordo com um estudo realizado pela psicólogo americano Richard Wiseman. A pesquisa mostra que 52% das pessoas estavam confiantes de que atingiriam suas metas no ano passado, mas apenas 12% conseguiram. Aqueles que tomaram medidas significativas para alcançar suas resoluções, definiram-nas, confiaram nos seus objetivos estão entre os que mais conseguiram realizar seus desejos, ao contrário daqueles que não firmaram qualquer compromisso específico.
É fundamental definir os objetivos com sinceridade e tomar resoluções práticas e tangíveis. A confiança é a palavra chave. Nada de objetivos nebulosos como, "eu vou ser saudável, eu vou economizar”. Seja específico consigo mesmo e quantifique as metas; vai malhar quantas vezes na semana, depositar quanto na poupança? Na sequencia inicie o processo de realização das metas, colocando em prática os passos administráveis para executar seu projeto.
Para escrever realmente esse capítulo no seu livro, você deve reservar tempo para si mesmo, para planejar e acompanhar o progresso de seu projeto. Mantenha o controle de quantas vezes, em pensamento, você quis desistir dos seus objetivos. Preste atenção à auto-sabotagem da mente, que pode ter uma tendência a depreciar nossos valores. Cada pensamento que temos é uma intenção. É normal sentir medo, dúvida, ou se preocupar, mas para progredir, é importante deixar para trás os sentimentos negativos. Confie! Não se tranque nos seus objetivos. Converse com quem compartilha a mesma resolução para avaliar os progressos e os desafios.
Situações de estresse pode levar você a deslizar em seus objetivos, porém, mantenha-se firme no cumprimento de suas promessas temporais, que geralmente primam pela falta de originalidade, mesmo quando mudam os atores entrevistados. O psiquiatra americano Lorenzo Norris, de Washington e o residente Rachna Vanjani, da Universidade de Boston foram ouvidos numa pesquisa para identificar também quais seriam as resoluções de ano novo que os médicos aprovariam em seus pacientes.
Claro que em primeiro lugar eles esperam que seus pacientes confiem e cumpram suas decisões, como por exemplo, praticar algum tipo de exercício. Apesar do lugar comum, essa é uma promessa que se cumprida, transformaria a mente, o corpo e a alma. Reparar os sinais emitidos pelo corpo, pode ser tarde demais, a visita periódica ao médico, o check-up não é uma idéia ruim. Cuidados com a alimentação é recomendado para manter os nível de energia no organismo, além de práticas solidárias simples, como ser grato e gentil.
Se lhe falta inspiração, as sugestões dos psiquiatras para melhorar sua condição de felicidade seria; levar uma vida mais saudável, ler mais para inteirar-se dos fatos e ampliar suas perspectivas para poder discutir todos os assuntos pertinentes narrados pela mídia, aprender um novo idioma, ajudar os outros e economizar algum dinheiro.
Uma coisa é certa. A vida raramente sai como planejado. Precisamos manter o foco e a atenção no que mais importa, senão corremos o risco de ver as demandas cotidianas roubando nossa possibilidade de melhor futuro.
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br
Otimos conselhos!
Sábias palavras. Tracei um projeto de vida: fiz planos, planilhas, vivi, sorri, aproveitando o que a vida tem me proporcionado de bom; firmei meus objetivos, sem perder o foco. Realmente, funciona.
Belíssimo artigo, que sai do achismo e foca nos detalhes da questão. Twittei umas partes...
Continuo a série de artigos sobre o vazio da política em Cuiabá. Hoje quero me concentrar na dimensão socioeconômica e sua contribuição para este quadro.
Mato Grosso foi uma das unidades da federação que mais mudou no Brasil desde 1979, quando ocorreu a última divisão territorial. Em termos demográficos, foi o Estado que mais cresceu entre os censos de 1980 e 2010, saindo de cerca de 1,138 milhões de habitantes para pouco mais de 3 milhões atuais (aumento de 166,5%). Os únicos que superaram Mato Grosso neste item foram Roraima, Amapá e Rondônia. Além de partirem de uma base populacional menor, todos eles eram territórios federais em 1980, sendo convertidos em Estados ao longo daquela década.
Quando são observados os dados relativos ao Produto Interno Bruto (PIB), Mato Grosso mais uma vez se destacou. Foi o Estado que apresentou maior crescimento, com quase 500% em termos reais de 1980 a 2008. Vale salientar também a mudança no perfil da economia estadual, que ainda apresentava forte peso de atividades extrativistas no começo do período, como extração de madeira e garimpo, e agora avança no sentido da agroindustrialização e da integração na economia internacional.
Quando são analisados os dados de Cuiabá, também é possível observar grandes variações. A população saiu de 212.984 em 1980 para 556.298 em 2010, de acordo com o IBGE. É um crescimento de 161%, próximo daquele apresentado pelo Estado no mesmo período. No caso de Várzea Grande, a evolução fica ainda mais acentuada. O município vizinho saltou de cerca de 75.000 habitantes em 1980 para em torno de 260.000 em 2010, numa variação de 235%. Este fenômeno acompanha uma tendência anterior, do crescimento de Cuiabá acontecer “via” Várzea Grande.
Os dados da participação do PIB de Cuiabá no estadual também demonstram uma oscilação significativa. Esta relação saiu de 35,79% em 1996 para 17% em 2008. Ainda que possam ser feitas observações sobre os aspectos qualitativos do PIB, é notório que Cuiabá apresenta uma certa estagnação econômica em face do crescimento mais acelerado do interior. Entre 1996 e 2008, o PIB de Cuiabá variou cerca de 27%, enquanto que o estadual saltou 167%, o de Várzea Grande 188%, o de Rondonópolis 240% e o de Sinop 445% no mesmo intervalo.
Portanto, fica claro que está acontecendo uma descentralização econômica no Estado, com o crescimento sendo puxado pelo interior. Em função disto, a dinâmica socioeconômica da região metropolitana foi alterada, com mudanças significativas em áreas como segurança pública, emprego e renda, turismo, trânsito, infraestrutura, políticas sociais, ambientais, transporte coletivo, desenvolvimento urbano, etc.
Tais transformações trouxeram desafios para as políticas públicas nos três níveis da federação, de modo a lidar melhor com as novas demandas apresentadas. No entanto, tenho a impressão muitas vezes que a realidade sócio-econômica matogrossense mudou de forma tão acelerada que boa parte das suas elites políticas, acadêmicas e burocráticas não percebeu. Foram muitas mudanças num intervalo de tempo equivalente a uma geração (25/30 anos) e com boa parte do acréscimo populacional sendo gerado por migrantes de várias regiões do país. Em suma, somos um Estado ainda em formação.
Para concluir, Cuiabá precisa recuperar a capacidade para enfrentar o triplo desafio que se apresenta. Liderar políticas públicas para o próprio município, para a região metropolitana e também para o conjunto interior do Estado. Estas três camadas de problemas têm se somado e chegado na arena política, contribuindo para a fraqueza cada vez maior de Cuiabá em nível estadual. Retomo o assunto na próxima semana.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br
Então chegou o Natal, época de confraternizações, de troca de presentes e principalmente de lembrar do ilustre aniversariante: Jesus. As pessoas decoram as suas casas, reúnem a família para celebrar a vida e em geral desejam algo de bom para o ano vindouro.
Embora eu goste muito desta época do ano sempre penso que os recursos investidos nos preparativos para a festa poderiam ter um melhor destino, principalmente em se tratando de uma cidade, por exemplo: ao invés de decorar a cidade porque não equipar uma clínica odontológica que tem alguns de seus equipamentos danificados? Ao invés de investir em propagandas na TV porque não suprir as medicações faltantes no estoque das policlínicas? Garanto que com um pronunciamento explicativo a população entenderia perfeitamente.
Todos os ano eu desejo um Natal com saúde, mas não aquela saúde dos outdoors de publicidade informando aos quatro ventos que “ tantos” procedimentos foram efetuados, ou que a satisfação da população com determinado tipo de atendimento é de “tantos porcento”, e nem dos relatórios de produção.
Quero um Natal com saúde onde a população é prontamente atendida, de maneira humanizada, com acesso total, com equidade. Quero uma saúde em que os profissionais são constantemente qualificados, cujos salários condizem com o seu grau de conhecimento, responsabilidade e função, onde o vínculo de trabalho não é precário e insumos necessários para o atendimento não faltem, não existam filas de espera, onde a falta de água nas unidades não seja uma constante e este fato faça com que o atendimento seja paralisado, os equipamentos possuam um programa de constante manutenção e substituição, onde haja segurança nas unidades e o gestor tenha autonomia suficiente para melhor gerir os recursos e que a sua gestão seja democrática e compartilhada, que este ouça população e profissionais, que são os melhores consultores para contribuir em suas decisões, pois vivem a realidade da saúde pública do seu bairro, da sua cidade, do seu estado e do seu país.
Precisamos aprender que a responsabilidade de uma saúde pública de qualidade não é só do governo, mas também é nossa. Podemos opinar e fomentar mudanças. Temos que resgatar valores e respeito e transmiti-los às nossas crianças e principalmente votarmos com consciência. A voz do povo é forte, tem poder.
Sendo assim eu desejo ainda que o povo tenha coragem suficiente para cumprir seus deveres e cobrar seus direitos, e que a entidades de classe lutem por representatividade e conquistem a confiança dos seus profissionais filiados, trabalhando com união e sabedoria. Nesta data podemos oferecer algo que diga-se de passagem o dinheiro não compra que é a solidariedade, a compaixão e o comprometimento. Presente de Natal? Saúde, quem não quer? Feliz Natal a todos.
Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com
A lembrança mais antiga que tenho do Natal é de 24 de dezembro de 1984. Eu me lembro de chegar até a casa dos meus avós e minha madrinha vir direto a mim com uma bermuda e uma camisa e pedir para que eu vestisse. Ela encheu aquelas roupas de alfinetes e logo em seguida, após eu retirá-las, se direcionou até a máquina de costura.
Mais tarde entre os presentes que ganhei, estavam aquela roupa e uma miniatura de uma moto, dada por meu padrinho. Lembro-me deste fato porque enquanto meu padrinho me presenteava, ele olhava nos meus olhos e com o seu jeito sereno e voz calma me explicava como eu poderia brincar com aquela miniatura. Naquela noite eu dormi agarrado naquela motinha.
Anos mais tarde eu fui perdendo o gosto pelo Natal. Era simples, toda véspera de Natal me dava certa tristeza melancólica. Eu torcia para passar logo. Conforme fui ficando adolescente, desenvolvi certa “birra” desse dia. Justificava dizendo que era uma data capitalista, onde a pessoa principal da festa não era lembrada, e dizia ainda que não queria escutar um feliz natal daqueles que passaram o ano inteiro me ferrando. Até que um dia, depois de observar o comportamento dos meus pais, percebi que dar um presente não era só para cumprir uma tradição, mas era para levar até as pessoas um pouco de Jesus.
Para aqueles que não entenderam, eu explico: Dar um presente, não importa o valor ou marca, é uma ótima maneira de dizer a outra pessoa que você pensou nela, que ela é importante para você e que pelo menos naquele dia você resolveu declarar isso. Assim é Jesus. Que nasceu para dizer a cada um de nós que somos importantes para Deus, e que não há distinção entre cor, crença ou tamanho. Que basta aceitarmos de bom agrado o que a vida nos deu. Nem Maria nem José recusaram os presentes dos reis magos, certamente porque sabiam da importância do momento. Se Jesus fez de cada um de nós pessoas importantes para Deus, porque não devemos fazer o mesmo para os nossos iguais?
Quando faço essa reflexão vejo como foi importante a influência dos meus padrinhos naquele dia, a minha madrinha não tinha bens, mesmo assim se dedicou horas na máquina de costura para dizer: sim meu afilhado, você é importante para mim. O meu padrinho fez o mesmo, comprou o brinquedo que o seu dinheiro podia comprar, e enquanto me explicava como brincar melhor, implicitamente me dizia: eu me lembrei de você, e você é importante para mim. Isso por si só já é motivo de alegria, porque hoje eu entendi que devo me lembrar do nascimento de Jesus como um dia bom.
Nesse dia, devemos passar adiante para nossas crianças que o Natal é uma data para ser feliz. Não por presentes caros ou por festas, e sim porque simboliza o nascimento de alguém que se importa conosco a todo o momento. Hoje, temos a oportunidade através de um presente, uma ligação telefônica, uma palavra sincera ou um perdão generoso, de dizer a todos que encontramos que eles são importantes, para que desta maneira, possamos presentear o verdadeiro aniversariante com um sentimento de respeito e gratidão. Repetindo o seu gesto de fazer cada pessoa única e insubstituível.
André Luiz Bellucci é empresário, trainer da Dale Carnegie Training em Cuiabá e escreve neste blog todo sábado - engbellucci@uol.com.br
Celebraremos mais um Natal neste domingo de 25 de dezembro. Mas, com tantas transformações na sociedade, as pessoas se lembram do real significado do Natal e o que é comemorado? De fato, o consumismo tem roubado a cena em várias ocasiões festivas e o Natal não ficaria de fora. Na televisão o que vemos são muitas propagandas de produtos com preços promocionais; as lojas se enchem de pessoas que correm de um lado ao outro cheias de pacotes com presentes. Em princípio, a impressão que temos é que comemoram-se as compras, vendas, consumo... por outro lado, temos a sensação de que as pessoas estão mais cheias de vida, amor, alegria e criando um clima de paz e fraternidade.
Particularmente, gosto muito da época de Natal. Considero a época mais linda do ano. É o momento em que cidades ficam enfeitadas e muitas famílias aguardam ansiosamente os mais próximos para celebrarem juntos o dia tão esperado. Cresci vendo todos da minha família se reunirem nesse dia tão especial.
Prefiro acreditar que as pessoas ao longo desses anos todos de festas e comemorações, compras e trocas de presentes, não tenham esquecido que o Natal é muito mais do que isso. É o momento de lembrarmos mais do que nunca, do grande amor que Deus tem por nós ao enviar o seu Filho a este mundo, muito embora a humanidade houvesse se afastado dele. A Bíblia nos diz que: “Deus enviou seu Filho ao mundo, não para condená-lo mas para que este fosse salvo por seu intermédio.” (João 3:17). Este é o verdadeiro sentido do Natal: a compreensão da necessidade que todos temos de sermos salvos pelo Filho de Deus. Ele nos oferece a salvação eterna através do seu Filho Jesus. É só acreditar, que Jesus é o Filho de Deus.
Sugiro que aproveitem esta data tão importante para falar com o Filho de Deus. Lembre-se “Deus amou tanto o mundo que deu seu único Filho para que todo que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). Assim, é o momento oportuno para se fazer uma reflexão de valores, renovar as nossas esperanças e acima de tudo não esquecer do verdadeiro Espírito de Natal, do aniversário de alguém que sacrificou sua vida, o bem mais precioso que nos é concedido, para que entendêssemos a mensagem de amor, perdão, paz, caridade e despreendimento de bens materiais que ele quis nos passar. Aproveito a oportunidade para desejar a todos os leitores do RDNews um Feliz Natal!
Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 10 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federação de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas (CEAM) e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com
Neste começo de semana foi publicada a norma que regula a campanha eleitoral no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, cujo pleito eleitoral ocorrerá na segunda quinzena de novembro do próximo ano, visando o preenchimento de diversos cargos no âmbito federal e estadual.
Não há como negar que este espaço privilegiado dedicará algumas dezenas de linhas - ao longo de 2012 -, especificamente sobre o assunto, não só por se revelar deveras palpitante para qualquer pessoa da área jurídica, mas principalmente pelo destaque especial reservado à Ordem dos Advogados do Brasil que possui atribuições constitucionais próprias, a exemplo da sua legitimidade para o exercício do controle da constitucionalidade das leis, atuação em defesa da constituição e sua participação na composição do tribunais, Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, dispondo o seu Estatuto como finalidade atuar em defesa da classe, da nossa Carta Magna, da justiça social e do Estado Democrático de Direito.
O advogado, como já dissemos alhures, é um defensor incansável dos direitos das pessoas, sendo princípio constitucional a sua indispensabilidade para a administração da justiça, prestando serviço público no seu mister privado e exercendo função social mediante a aplicação do direito, a busca incessante da prestação jurisdicional e a sua participação efetiva auxiliando na construção social.
Com a exposição sumária do papel reservado à OAB e ao advogado - nada obstante as eleições municipais para prefeitos e vereadores que correm paralelamente -, como sempre ocorre em nosso Estado se espera um grande embate em torno da disputa presidencial da OAB, o que constitui motivo de orgulho, satisfação e honra para qualquer membro inscrito na nobre classe, que não só atua em sua defesa, mas também do cidadão.
Na pauta - Eleições OAB -, assuntos diversos e um debate intenso exigindo do postulante experiência e uma boa formação intelectual, pois é remota a impossibilidade do candidato não se pronunciar sobre propostas versando sobre defesa das prerrogativas, ética, assistência ao advogado, atribuições do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, Quinto Constitucional, jovem advogado, estágio jurídico profissional e supervisionado, exame de ordem, anuidade zero, ensino jurídico, reeleição na ordem. . . isso é o mínimo.
No mesmo modo requer do postulante ao cargo presidencial da OAB , opiniões abalizadas e idéias claras sobre temas envolvendo a reforma política, o sistema punitivo penal, a educação brasileira, o aborto, as ações afirmativas para pobres, negros, índios e o direito dos homossexuais.
A propósito disso é de suma importância que nossa classe discuta com mais veemência para conhecimento da sociedade a tão propalada reforma política, máxime a introdução do recall, mecanismo que visa instituir a revogação de mandato eletivo de políticos que não corresponderam às expectativas dos eleitores no exercício do mandato.
Não só isso. Temos que ter uma proposta mais avançada, arrojada, moderna, moralizadora e mais abrangente, no sentido de permitir que o cidadão brasileiro tenha a possibilidade - via voto popular -, retirar dos respectivos cargos todos os agentes políticos não merecedores da confiança do cidadão brasileiro, isto também vale para membros do Poder Judiciário que não cumprirem com seus deveres legais, pois não é concebível na minha pequenez que uma classe repleta de garantias e prerrogativas, cometam desvios comprometedores na função exercida e ainda levam como prêmio o descanso eterno e o lazer garantido por uma gorda aposentadoria.
José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras - jpbj.adv@uol.com.br
Já estamos na semana de comemorações natalinas. No entanto, estaríamos bem mais felizes, se pudéssemos desligar o botãozinho do “sempre alerta”. Para quem vai viajar a preocupação é com alarmes e segurança e para quem fica para curtir a data com parentes e amigos é também a de trancar bem os portões, colocar um guardador de carros na porta ou uma câmera e tentar ficar despreocupado. Vejam que escrevi “tentar”.
Pois bem, para escrever hoje este artigo fui pesquisar uma mensagem, mas todas elas, embora maravilhosas, quase que obriga você a desligar o botãozinho do “sempre alerta”. Aí já não dá, pois as notícias divulgadas diariamente e a toda hora nos mostram que a realidade é preocupante. O ser humano parece estar se distanciando cada vez mais da sua essência altruística de amor e bondade onde o “ ter” está sendo mais importante do que o” ser”.
Bem, isso é papo para outra hora. Como sou nova nessa era digital também descobri o quanto temos que estarmos alertas aqui frente a essa telinha que nos conduz aos mais diversos mundos desse nosso planeta. Confirmando essa necessidade está o artigo do editor do site de segurança digital, Altieres Rohr, que acompanha o mundo dos hakers e códigos que atacam os sistemas informatizados e acreditem, eles podem causar grandes estragos em nossos vidas.
“No final do ano, muitas empresas começam a enviar mensagens a seus clientes desejando um Feliz Natal. Enquanto isso, as lojas de comércio eletrônico criam promoções também com o tema do Natal. Por outro lado, os criminosos também não deixam a data passar em branco: os golpes natalinos - como os de outras datas festivas -, são uma tradição e, no Brasil, o “presente” é normalmente um vírus capaz de roubar senhas de banco, milhas aéreas e contas de redes sociais.
Em alguns casos as mensagens fazem grandes promessas para convencer as vítimas a acessar os links fornecidos. Esses e-mails ainda podem chegar de endereços conhecidos quando amigos seus forem infectados com vírus ou tiverem suas senhas roubadas de alguma forma. Aparentemente inofensivo e sem imagens, o texto despretensiosamente faz a vítima clicar. E o clique pode, mais uma vez, trazer um vírus.
A principal atitude é confirmar com os amigos quando receber um cartão ou mensagem. Faça isso por telefone ou mesmo pessoalmente quando houver a oportunidade. No caso de promoções, os links em e-mail não devem ser acessados. Visite o site da loja manualmente, pesquisando o nome dela em um mecanismo de busca se você não souber o endereço. Não confie em endereços apresentados na mensagem. Se você não conhece a loja, ignore – na melhor das hipóteses, é spam (mensagem indesejada), o que você também quer evitar.
Golpe com "Papai Noel tarado" está circulando já em 2011. Infelizmente, a existência de golpes virtuais complica o recebimento das mensagens de Natal. Mas não se preocupe: de modo geral, não há problema em abrir as mensagens para leitura. O problema existe apenas quando você segue links nas mensagens. Ou seja, ainda dá para ler os e-mails que mandam para você. Se você pensa em mandar uma mensagem de Natal para alguém, mande-a no corpo da mensagem. Evite anexos e links”.
Feliz Natal a todos e para aqueles que não nos apreciam, o perdão e a compreensão. Para os amigos, nossos leitores e demais, nossa energia positiva de paz, saúde sucesso e amor. Para toda criança, um exemplo bom, disciplina, respeito e muito amor, pois é esse que cura todas as feridas.
Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve neste espaço toda quarta-feira (www.vovoantenada.com.br)
ficou irado vovó antenada. você ta sempre corretíssima nos seus artigos, adorei!bjs
Com tanta noticia ruim é um balsamo ler uma materia tão leve assim. A minha avó tem até medo do computador e diz que é o mal do século. Mas tenho mostrado a ela essa avó que tira o melhor da internet e nos brinda. Que Deus a abençõe e Feliz Natal a todos e também a equipe do RDNEWS.
Adorei o artigo.Essa vovo é mesmo antenada. As crianças precisam sim, de bons exemplos e de amor. Mas o que mais ganham são bugigangas estimuladas pelo comércio e pela mídia. Depois nós mesmos reclamamos. O que está acontecendo com nossa juventude?
O mundo não é feito apenas de números e preços. Ele é composto de outros fatores importantes como as pessoas e as fontes de recursos, costuma alertar aos alunos o professor titular da faculdade de Economia de São Paulo –FEA USP, Ricardo Abramovay.
Considerado o maior estudo já realizado para traçar o perfil do novo consumidor global, a TNS Gallup, pesquisou 26 países, entre eles o Brasil, questionando a ordem da demanda do consumidor, suas decisões sobre determinados produtos e as razões pelas quais se migra para uma marca ou outra e o que, de fato afeta a escolha dos consumidores. O estudo oferece uma visão que permite às empresas compreender as percepções dos clientes e o engajamento dos mesmos nas questões climáticas e a utilização dos recursos naturais de forma consciente. Será que está surgindo aí um novo consumidor que se relaciona com marcas globais, tem atitude aberta com relação a ecologia e busca informação ao escolher determinado produto ou serviço?
O consumidor brasileiro descobriu a internet. Otimista com o pequeno aumento do poder aquisitivo, 20% dos consumidores brasileiros declararam já haver feito compras na internet. O consumo não precisa ser voraz, a palavra de ordem é consumir de forma consciente, evitar filas intermináveis, engarrafamentos, locais abarrotados de gente, falta de tempo para verificar os melhores preços. Fuja da regra que impera no período de natal, onde os gastos são, via de regra, descontrolados, há desperdício de tudo. Pensa no funcionamento de toda cadeia produtiva para fazer chegar as lojas o seu presente, por exemplo, maior extração de matéria natural, maior consumo de energia, aumento de lixo, emissão de gases na atmosfera.
A natureza sofre por todos os lados e vale lembrar que a humanidade já consome 50% a mais do que o planeta consegue repor e absorver de danos. O brasileiro Instituto Akatu e o Instituto americano Worldwatch, lançaram uma versão do relatório “Estado do Mundo – 2010”, um documento que retrata as questões ambientais, sobretudo sob o ponto de vista do consumo predador. O estudo enfatiza o dado que apenas um sexto da população do planeta consome 78% de toda a produção mundial.
Segundo dados do relatório, na última década, a humanidade aumentou seu consumo de bens e serviços em 28%, com a carga pesando nos veículos, computadores, computadores e telefones celulares. Para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais.
Além de excessivo, o consumo é desigual. Os 65 países com maior renda, que somam 16% da população mundial, foram responsáveis por 78% dos gastos em bens e serviços.
Os americanos, que detém 5% da população mundial, abocanharam uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. Atualmente já somos sete bilhões. A pior notícia é que a partir de agora, nem mesmo mantendo um padrão de consumo médio, será possível atender igualmente todos os habitantes do planeta. A conclusão do relatório não deixa dúvidas: sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade e não o consumismo, não haverá esforços governamentais ou avanços tecnológicos capazes de salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas.
O Instituto Akatu inovou ao ligar sem rodeios o consumo e a sustentabilidade do planeta, mais fortemente ameaçado por conta das crises consumistas do final do ano. Eis aqui a uma série de medidas elencadas que podem frear o ímpeto do consumo irresponsável:
1ª - Planeje os gastos. Antes de sair às compras, estipule um valor limite e respeite-o.
2ª - Convide com antecedência. Se você pretende convidar familiares ou amigos para a ceia faça-o com antecedência. Busque confirmação para comprar produtos na medida e evitar desperdícios.
3ª - Faça a lista de produtos. Mesmo que tenha recurso disponível, resista aos novos itens atraentes que podem aparecer.
4ª - Compare preços sempre. A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) sempre alerta para a variação dos preços dos produtos durante as datas festivas. Pesquise e compare preços.
5ª - Compre pela internet. Na média, os produtos comprados via internet são até 15% mais baratos, e a maioria das lojas entrega em até dez dias, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Além de economizar dinheiro, você economiza combustível. Um veículo a menos poluindo.
6ª - Elimine aos poucos os itens da lista. Aproveite o caminho de volta para casa depois do trabalho e compre os produtos listados. Você contribui para diminuir o trânsito e a superlotação das regiões comerciais nos dias que antecedem o Natal.
7ª - Não tenha vergonha de pechinchar. Na hora de compra, principalmente se pagar a vista e em dinheiro, não deixe de pedir desconto.
8ª - Escolha seu presente agora e compre depois. O varejo nem sempre consegue acabar com os estoques do Natal e, em geral, depois do dia 25, fazem descontos que podem achegar a metade dos preços dos produtos.
Bem, Feliz Natal e boas compras com responsabilidade!
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br
Congratulações! Muito atual e verdadeiro. É sempre bom lembrar que uns dos pilares da sustentabilidade global (ecologia planetária) é o Consumo Responsável / Consciente.
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