Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:29 h

BASTIDORES | 18/04/2012 - 08:06

Bancada do PR tenta contornar crise; governador não quer Eder na Secopa

Romilson Dourado

  Os deputados Mauro Savi e Emanuel Pinheiro, republicanos escalados para atuar como bombeiros na tentativa de apagar o incêndio causado pelo secretário Eder de Moraes no Palácio Paiaguás, se reúnem nesta quarta com o presidente da Assembleia José Riva e com o primeiro-secretário da Mesa Sérgio Ricardo. Querem pôr fim a polêmica e evitar a saída de Eder do comando da Secopa, pasta responsável pelos projetos preparativos de Cuiabá para a Copa-2014. Apesar disso, o desejo do governador Silval Barbosa é de tirá-lo da secretaria. O peemedebista pontua, nas conversas com assessores mais próximos, que está havendo muita confusão e seria melhor aproveitar Eder em outra setor da administração. Silval observou, inclusive, segundo aliados, que "cada um tem o seu tempo e o tempo de Eder na secretaria encerrou-se".

   Na quinta, quando o governador retornar de viagem, Savi e Emanuel vão bater a sua porta para tentar "segurar" Eder na Secopa. A relação entre o secretário e Silval ficou estremecida depois de uma reunião tensa na terça. Eder reclamou que não estava acontecendo na prática a recíproca da lealdade, lembrou de compromissos do passado para ser indicado para o TCE e chegou a colocar o cargo à disposição. Silval, por sua vez, sinalizou que o exoneraria, mas, horas depois, ambos recuaram. Apesar disso, o governador tomou uma decisão: não quer mais Eder como secretário da Secopa. Aceita até aproveitá-lo em outro cargo.

   O mal-estar foi criado por causa de duas matérias-denúncias publicadas pelo jornal semanário Circuito Mato Grosso, com acusações sobre os ombros do secretário Pedro Nadaf, da Indústria, Comércio, Minas e Energia, de que estaria provocando rombo milionário nos cofres públicos com concessão, sem critérios, de incentivos fiscais a empresas e também por causa de uma suposta negociação de R$ 12 milhões para o conselheiro Alencar Soares deixar a cadeira no Tribunal de Contas em benefício do deputado Sérgio Ricardo. O dono do jornal, empresário Pérsio Briante, teria atendido ao pleito de Eder na publicação das denúncias. Eder acreditava que seria o próximo a ser indicado para o cargo vitalício de conselheiro, conforme acordo feito ainda no governo Blairo Maggi, e agora se sentiu preterido tanto pela Assembleia quanto pelo governo. Em relação a Nadaf, o tem como adversário dentro da própria administração.

    Eder saiu da reunião com o governador tenso e determinado a deixar a administração. Silval o tratou com rispidez. Antes de recebê-lo no gabinete, o chefe do Executivo tinha se reunido com os presidentes da AL e do TCE, respectivamente, José Riva e José Carlos Novelli. Eles disseram ao governador que as denúncias expuseram negativamente os Poderes e que Silval precisaria tomar alguma decisão dura sobre Eder, não no sentido de exonerá-lo, mas de enquadrá-lo. No início da tarde, Eder procurou Riva e Sérgio na AL para se explicar. Foi informado que ambos não poderiam atendê-lo porque estavam em reunião. O secretário encontrou abrigo no gabinete de Emanuel Pinheiro, membro da executiva regional do PR, em cuja legenda Eder está filiado.

   Emanuel e Savi se reuniram em um almoço, com participação do secretário estadual de Comunicação, marqueteiro Carlos Rayel, que se mostrava preocupado com o risco da imprensa potencializar a crise. O encontro se estendeu até às 15 horas. Savi falou, por telefone, com o governador, que ponderou sobre a necessidade de se chegar a um entendimento e Eder continuar na administração, mas fora da Secopa. Ficou combinado que nesta quinta, quando estará de volta ao Paiaguás, o governador chamará Eder para uma última conversa sobre o assunto.

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BASTIDORES | 27/03/2012 - 21:21

Reunião entre governador, Ager e deputados tem discussão tensa

Romilson Dourado


Governador Silval Barbosa, vice Chico Daltro, deputados e diretores da Ager participam de quase 6 horas de reunião, no Paiaguás
Foto: Josi Pettengil

  O governador Silval Barbosa se mostrou, mais uma vez, paciente ao extremo, na reunião de quase 6 horas seguidas com 16 dos 24 deputados e mais a diretoria da Ager e técnicos da Fundação Ricardo Franco, que faturou cerca de R$ 3 milhões para montar o projeto que divide as linhas intermunicipais do Estado em 8 mercados. O encontro da sala de reunião Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, começou às 15h30 e terminou às 20h. Regada a salgados, refrigerante, café é água, a reunião registrou momentos tensos. Silval ouviu a todos atentamente. No final, concordou que, de fato, deve haver mais esclarecimentos públicos sobre o processo de licitação e foi favorável à criação de mais uma comissão, desta vez liderada por deputados e com inclusão de técnicos da Ager, que foram alijados da equipe montada pela própria autarquia.

   Um dos momentos tensos foi quando os deputados Ezequiel da Fonseca (PP), Percival Muniz (PPS), Emanuel Pinheiro e Mauro Savi (ambos do PR) questionaram e colocaram sob suspeição dados apresentados pela Ager acerca da movimentação de passageiros, dos 16 valores previstos para outorgas a serem pagos pelas empresas concessionárias, a partir das licitações, que, por enquanto, estão interrompidas por duas decisões judiciais, e também por causa da proposta de haver duas empresas explorando cada mercado, ao invés de uma.

   Ezequiel ficou na bronca quando Márcia Vandoni, presidente da Ager, apresentou números de passageiros que utilizaram linhas intermunicipais. Segundo a autarquia, no itinerário Cuiabá-Cáceres viajam cerca de 4,7 mil pessoas por mês. O deputado contestou os dados. Disse que esses números não têm cabimento porque Cuiabá-Comodoro registra média de 17,6 mil e o trecho Cuiabá-Araputanga aponta 13,5 mil, enquanto a população de Araputanga não passa de 15 mil habitantes.

   Nenhum secretário participou da reunião desde o começo. Já o vice-governador Chico Daltro se fez presente e nem parecia aquele gestor que vinha disparando críticas a deputados. Daltro falou pouco e, quando se pronunciou, foi tão habilidoso e educado que surpreendeu os parlamentares. Participaram do encontro os deputados Wagner Ramos, Baiano Filho, Alexandre Cesar, Airton Português, José Riva, Walace Guimarães, Ondanir Bortolini, o Nininho, Romoaldo Júnior, Luciane Bezerra, Luizinho Magalhães, Dilmar Dal Bosco, Nilson Santos, Percival, Emanuel, Savi e Ezequiel.

BASTIDORES | 09/03/2012 - 07:38

Por cargos ao PSD, Fabris bate-boca com colegas em reunião no Paiaguás

Romilson Dourado

Gilmar Fabris   Gilmar Fabris, suplente e que está legislando no lugar do secretário-deputado José Domingos, "roubou" a cena e arrumou confusão de novo na reunião desta quinta (08) entre o governador Silval Barbosa e os deputados, no salão Garcia Neto, no Palácio Paiaguás. O bate-boca surgiu a partir do discurso do peemedebista Baiano Filho. Ele levantou discussão acerca da situação do PSD, que decidiu entregar os cargos, e defendeu que todos deveriam passar uma borracha no assunto, como algo já superado, e os partidos aliados da administração passar a indicar substitutos para as pastas de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar e Ciência e Tecnologia e ainda a presidência do Cepromat.

    Fabris reagiu de imediato. Ele é um dos que lutam para "segurar" a cadeira na Assembleia e, apesar de enfatizar que não estava legislando em causa própria, se posicionou radicalmente contra a entrega dos cargos. Disse que o PSD não sabe o que quer, assim como o presidente da Assembleia José Riva, um dos caciques da legenda recém-criada. Para Fabris, "é preciso ter mais respeito com o PSD e com as lideranças do partido" que deve continuar, sim, com participação no governo e ocupando cargos. "Ninguém sabe o que Riva quer com essa decisão (de não ocupar cargos na administração)". Nessa hora, Riva não estava mais presente. Teve de deixar a reunião, alegando que tinha um almoço programado com o Corpo de Bombeiros.

    A discussão sobre o PSD e a relação com o governo tomou 45 minutos da reunião. O deputado social-democrata Airton Rondina, o Português, tentou explicar as razões que levaram o PSD a colocar os cargos à disposição, apesar de, na prática, os secretários Zé Domingos (Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar) e Adriano Bruing (Ciência e Tecnologia) e o presidente do Cepromat Wilson Dentinho ainda continuarem em seus postos. Português alegou que, entregando os cargos, o governo ficaria mais à vontade para promover a reforma do secretariado. Ele nem concluiu o discurso e Fabris o interrompeu, demonstrando irritação, disparou: "O PSD tem de ficar. Isso é palhaçada. Não podemos dar trégua para esses deputados ficarem urubuzando os cargos do PSD".

   Por causa do PSD, Fabris bateu-boca também, no decorrer da reunião, com os colegas Ademir Brunetto (PT) e Jota Barreto (PR). O governador interveio. Disse que não pretende desprestigiar o PSD, mas que respeita a decisão partidária. Adiantou que, já começou a fazer mudanças em outros postos de segundo e terceiro escalões e que, no caso das secretarias e órgão que deixam de ficar sob o novo partido, fará as trocas de comando até a próxima semana.

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BASTIDORES | 16/01/2012 - 09:29

Maggi condena postura de Fagundes e Pinheiro no PR e "namora" o PMDB

Romilson Dourado


Blairo Maggi, que começou na vida pública no PP (ex-PPB), depois passou pelo PPS e está no PR, avalia filiação no PMDB, motivado por crises  com dirigentes da sigla republicana, entre elas os deputados Wellington Fagundes e Emanuel Pinheiro

     O senador Blairo Maggi não admite publicamente, mas, nos bastidores, demonstra contrariedade com a postura dos dirigentes do PR no Estado, especialmente com o presidente Wellington Fagundes e com o secretário-geral Emanuel Pinheiro. Numa operação "fogo amigo", eles não deram respaldo a Maggi nos ataques disparados pela oposição assim que este deixou o cargo de governador e estariam, inclusive, alimentando dossiês de supostas falhas da gestão.

    O descontentamento é tanto que Maggi abriu diálogo com a cúpula nacional do PMDB e não descarta deixar o Partido Republicano, do qual foi o fundador em Mato Grosso. Por outro lado, teria de conviver no Estado com figuras, como o cacique Carlos Bezerra. Maggi começou na vida pública no PP (ex-PPB) e, quando assumiu o Senado por 4 meses em 1999, na vaga do então titular Jonas Pinheiro, migrou para o PPS, pelo qual conquistou cadeira de governador, em 2002. No pleito de 2006, já pelo PR, garante a reeleição. Depois, pula para o PR.

    Assim que deixou o Palácio Paiaguás, em 31 de março de 2010, Maggi passou a ser criticado por lideranças que até então se mostravam aliadas. Até pessoas que atuaram como secretário estão agindo como opositores. Isso tem contrariado o senador. No caso dos escândalos do maquinário e das cartas de créditos, o PR, sob Fagundes, não se preocupou em reforçar a versão do governo Maggi. Ademais, Fagundes e Pinneiro não se articularam para "segurar" lideranças no PR, que perdeu o ranking de maior legenda do Estado. O recém-criado PSD já conta com 50 prefeitos, mais de 300 vereadores, 3 deputados e 2 federais, enquanto o PR caiu para o segundo lugar, de 33 para 24 prefeituras e, o PMDB, comanda 18 municípios.

    Interesses pessoais

    Integrantes da chamada turma da botina, grupo captaneado pelo ex-governador, avaliam que Fagundes, que tem forte apego ao poder, se aproximou mais do governador Silval Barbosa, apostando numa candidatura a senador ou a governador em 2014 com apoio da máquina, movida por um orçamento anual de R$ 13 bilhões e com quase 100 mil servidores. Fagundes não se contentou apenas em "encostar" em Silval, mas em "paquerar" outros líderes peemedebistas. Chegou a defender o nome do colega deputado Carlos Bezerra, de quem era adversário político, para disputa à Prefeitura de Rondonópolis neste ano. Assim, cada vez mais o presidente regional do PR vai isolando Maggi e a turma da botina, que o chama de traidor. Pela movimentação nos bastidores, Fagundes está levando a sério a velha máxima de "rei morto, rei posto!"

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BASTIDORES | 25/11/2011 - 19:00

Governador convida Nadaf para comandar secretaria de Fazenda

Romilson Dourado

Pedro Nadaf     O executivo Pedro Nadaf foi sondado pelo governador Silval Barbosa para ser remanejado nos próximos dias da pasta de Indústria, Comércio, Minas e Energia para a Fazenda, em substituição a Edmilson dos Santos. Silval esteve reunido com ambos, em separado, nesta quinta, para definir a mudança. Primeiro, recebeu Edmilson no gabinete no Palácio Paiaguás. Depois, foi a vez de ter uma longa conversa com Nadaf que, em princípio, se mostra resistente. O governador não assume publicamente, mas tem dito a assesores que precisa de resposta mais célere a alguns encaminhamentos dentro da Sefaz e isso não está acontecendo. Ademais, quer uma melhor sintonia com o empresariado e com o setor produtivo e acabar com crises motivadas por falta de informações. A ideia é, com um novo secretário, mesmo por meio de remanejamneto, dar nova "cara" à Fazenda, responsável pelo controle das receitas e ponto de partida para execução de um orçamento anual superior a R$ 10 bilhões.

    Pedro Nadaf é o único que compõe o primeiro escalão do governo desde janeiro de 2003, quando Blairo Maggi tomou posse como chefe do Executivo estadual. Maggi se reelegeu em 2006 e Nadaf seguiu no staff. Foi transferido para a Indústria, Comércio, Minas e Energia. Silval, então vice e agora governador, manteve o executivo na equipe e agora está determinado a transferí-lo à Sefaz. Nadaf não foi localizado para comentar o assunto. No Paiaguás são fortes os rumores sobre eventual "queda" de Edmilson. Uma definição sobre o assunto deve sair na próxima semana.

  Edmilson, que era adjunto e se tornou titular com a saída de Eder de Moraes para a Casa Civil e, depois, para extinta Agecopa e a Secopa, acabou perdendo força no Palácio Paiaguás. O governador já adiantou que pretende promover outras mudanças até fevereiro do próximo ano em pastas como Transporte e Pavimentação Urbana, Saúde e Cidades.

    Nestes 11 meses do novo mandato, o governador fez 4 trocas no quadro de secretários, fora alguns remanejamentos. Hoje são 26 no staff. Os últimos a deixar o primeiro escalão foram os deputados federais Eliene Lima (Ciência e Tecnologia) e Pedro Henry (Saúde) e a professora Rosa Neide (PT). No lugar de Eliene entrou Adriano Breunig. O então adjunto Vander Fernandes conduz agora a Saúde. O ex-deputado petista Ságuas Moraes reassumiu a Educação.

Às 19h30 - "Não tenho a mínima pretensão de assumir a Fazenda", afirma Nadaf

   O secretário Pedro Nadaf, da pasta da Indústria, Comércio, Minas e Energia desde o governo Blairo Maggi, disse ao blog que, de fato, há comentários sobre possibilidade de ser remanejado para a pasta da Fazenda, mas que não tem qualquer pretensão nesse sentido. "Eu não luto por isso (para assumir a Sefaz). Não trabalho para isso", ponderou o executivo. Para mostrar que resiste à tese de eventual troca de pasta, ele enfatizou que numa escala de zero a cem, diria que a chance de conduzir a Sefaz seria zero. Destaca que tem contribuído nas políticas de governo é que, sem nenhuma vaidade, não almeja outro posto dentro da administração. 

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BASTIDORES | 24/07/2011 - 08:24

Com apoio de Riva, Daltro sangra o governo Silval e busca mais poder

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Nos bastidores, vice Chico Daltro e o presidente da Assembleia José Riva, que estão fundando o PSD, se juntam nas ações políticas e conspiram contra o governador Silval Barbosa, que, com seu estilo light, prefere não reagir

    O governador Silval Barbosa (PMDB) está convivendo no Palácio Paiaguás com um aliado em público, mas inimigo político nos bastidores. Trata-se do próprio vice Chico Daltro, que ganhou superpoderes para interferir na gestão de alguns órgãos e autarquias que fazem parte da máquina. Daltro buscou um aliado forte, o presidente da Assembleia José Riva. Ambos estão deixando o PP para fundar o PSD no Estado, com projeção de transformá-lo na maior agremiação, já com 46 prefeitos, mais de 300 vereadores, 5 deputados estaduais e 3 federais.

    Apesar de negar publicamente, Daltro desce o porrete no titular. Desenha o governo do qual faz parte como fraco, sem atitude e desgastado. Seu sonho é assumir de vez a cadeira de chefe do Executivo. Riva o apoia nas articulações. A dupla tem mapeado os pontos deficitários da administração e, nas reuniões com Silval, se manifesta como aliada. Já sem a presença do governador, as críticas são duras.

    A estratégia do PSD e deixar o governo "sangrando". Daltro tem dito que se considera o candidato natural à sucessão estadual e, entende que, se vier a assumir o cargo de governador por agora, em caso de queda de Silval, aumentaria em cerca de 80% a chance de disputar e ganhar a reeleição. O vice-governador chega ao ponto de dizer que ele é mais procurado no Paiaguás do que o próprio Silval. Desde a campanha, Daltro e Silval vivem em rota de colisão. O peemedebista achava que, com a autonomia e poder concedido ao vice para interferir na Ager, no MT Fomento, no escritório do Estado em Brasília e em outros órgãos, seria suficiente para freá-lo. Percebeu que nada adiantou. O ex-deputado e ex-secretário quer mais poder.

    Daltro e Riva estão unidos mais do que nunca, tanto que o cacique político está fundando a nova legenda, mas quem vai presidí-la é o vice-governador. A intenção do grupo é, mesmo "detonando" o governo e com discurso de que não tem ambição por cargos, assumir a Educação, a maior de todas as 24 pastas, com quase metade dos cerca de 95 mil servidores e com mais de R$ 1 bilhão de orçamento anual. A secretaria está hoje com o petismo.

    Silval sabe das manobras para derrubá-lo, mas não tem noção da proporção e do estrago político que o grupo de aliados-conspiradores já conseguiu nos municípios. Mesmo assim, prefere não entrar em conflitos. Teme ficar pior. Até greve de alguns setores do governo seria fomentada para fortalecer junto às categorias Daltro e Riva, que se apresentam como mediadores e responsáveis pelas soluções administrativas. Silval demonstra ter apenas a caneta. O poder está com Daltro e Riva, que fazem um governo paralelo.

Enquete
Na sua opinião, o vice Chico Daltro está sendo fiel politicamente ao governador Silval?
  • Sim
  • Não
  • Sei lá!
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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BASTIDORES | 13/05/2011 - 14:15

Em nota, Governo nega que fará troca de Diógenes na Segurança

Romilson Dourado

José Lacerda, da Casa Civil    O secretário-chefe da Casa Civil José Lacerda garante, em nota, que o seu colega Diógenes Curado continuará à frente da Segurança Pública, embora continuem fortes os rumores de que o governador Silval Barbosa já teria decidido por tirá-lo do primeiro escalão e levá-lo para atuar como coordenador de segurança da Agecopa, porque o resultado das ações como secretário não estaria sendo satisfatório.

    "Essas informações (sobre queda de Curado) não procedem, diz Lacerda, ao contrapor a matéria divulgada no blog nesta sexta, sob título "Curado deve cair; Monteiro e Zaque são sondados para a pasta".

    Segundo Lacerda, que busca atuar como bombeiro para apagar incêndios na administração, "o governo reitera a confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo secretário em prol da segurança pública". Os altos índices de violência, com roubos, homicídios e assaltos, transformaram o setor de segurança num dos calcanhares-de-Aquiles do governo estadual.

     Silval está à frente do comando do Estado há 14 meses, sendo 4 deles deste novo mandato. O governador se mostra determinado a cumprir as promessas de campanha para a área de segurança. Algumas foram cumpridas, como a reimplantação de bases comunitárias. Prometeu 34 e nesta semana mandou reativar 22, todas com estrutura e equipamentos. O governo diz que vai intensificar o combate ao tráfico de drogas, principalmente nas fronteiras. Planeja construir um prédio de cinco andares para abrigar o centro de Comando de Operações e um novo complexo da Polinter.

    Também foram promessas de campanha de Silval nomear 2,8 mil policiais civis e miltares, bombeiros, peritos, investigadores, escrivães e agentes, e adquirir novos helicópteros. Garante instalar centenas de câmeras nas áreas centrais de Cuiabá e Várzea Grande para ajudar no monitoramento e no controle de segurança e investir na ressocialização com trabalho produtivos e industriais nos presídios.

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BASTIDORES | 07/01/2011 - 21:35

7 dias após primo assumir pasta, ministro faz visita ao governador

Romilson Dourado


Secretário Paulo Lessa (Justiça e Direitos Humanos), jornalista João Pedro Marques, vice-governador Chico Daltro, o ministro Gilmar Mendes, o governador Silval e o procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra, nesta 6ª, no Paiaguás
Foto: Lenine Martins

   Uma semana depois do seu primo Djalma Sabo Mendes Júnior ser acolhido no Palácio Paiaguás como secretário extraordinário de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e do PAC, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, mato-grossense de Diamantino, foi ao governador Silval Barbosa. Ambos trocaram elogios. Só faltou agradecer publicamente pela abertura de espaço a Djalma. Explorando a imagem de ministro, Mendes aproveitou para fazer propaganda do seu livro intitulado Tratado do Direito Constitucional, Volumes 1 e 2.

   Curiosamente, Mendes chegou ao Paiaguás acompanhado do vice-governador Chico Daltro (PP), do novo secretário de Justiça e Direitos Humanos, desembargador aposentado Paulo Lessa, do procurador-geral de Justiça do Estado e recém-conduzido ao cargo Marcelo Ferra e do jornalista João Pedro Marques, que fez papel de assessor do ministro e o levou também para visita a alguns veículos de comunicação.

   Mendes evitou comentar publicamente o fato do primo Djalma integrar o staff. Aliás, Djalma partiu para o trabalho de lobby político quando perdeu, por uma diferença de 7 votos, na eleição interna da Defensoria Pública para André Prieto, já empossado no posto de defensor-geral. Para evitar uma crise maior, o governador decidiu, então, convidá-lo para compor o primeiro escalão, com direito a um salário de R$ 15 mil, e conduzir os projetos, especialmente sobre desapropriação de imóveis para permitir a realização de obras em Cuiabá e Várzea Grande, visando a Copa do Mundo de 2014.

    Elogios

    Gilmar Mendes diz acreditar que "o governador Silval dará continuidade" ao que chama de "bom trabalho que já vinha realizando". "Dá orgulho ver o Estado se posicionando bem no cenário nacional e internacional. Por isso acredito que o governo será exitoso”. Depois, acrescentou que tem "acompanhado as propostas do governo de Mato Grosso e sabe dos projetos que vem cogitando a desenvolver, especialmente, nas áreas criminal e penitenciária”, numa referência à construção de presídios produtivos. Mendes fez elogios também à decisão do governador de convidar Lessa para a pasta de Justiça e Direitos Humanos.

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BASTIDORES | 15/07/2010 - 11:38

QG de Silval posterga pendências e é comparado à Terra do Nunca

Romilson Dourado

Governador Silval Barbosa, que busca a reeleição    O Quartel General, uma mansão alugada no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, para funcionar como comitê central da campanha à reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), está sendo batizada de Neverland, a Terra do Nunca, por causa da indecisão e do isolamento do próprio peemedebista e dos seus coordenadores definidos para atuar no projeto político. Essa síndrome de Peter Pan, personagem da ficção que vivia na terra do nunca e difundida como espécie de circo-prisão na mente emblemática de Michael Jackson, a maior estrela da música pop de todos os tempos, é motivada pela resposta das pessoas que ficam na recepção do QG. É que aqueles que batem à porta do escritório à procura de Silval ou dos coordenadores da campanha ouvem sempre a frase "não estão" ou "unca estão".

     A estratégia é postergar ao máximo a definição da logística e a abertura do cofre, o que resulta, na prática, em menos despesas de campanha. Por causa disso, os coordenadores são criticados por "enrolar" e contribuir para a propagação da frase "nunca resolvem". Prestadores de serviços, lideranças e cabos eleitores, que costumam atuar como estrategistas, disseram que estão cansados de procurar o QG para se reunir com alguém da linha de frente da campanha e acabam sendo barrados diante da resposta "não se encontram". Encaminhamentos que poderiam já ter sido viabilizados entram na lista de espera. São questões que vão desde liberação de vale-combustível para membros da própria equipe até definição de nomes de coordenadores regionais e de alguns municípios. Disseram que há reuniões demais e decisão, agilidade e praticidade de menos.

    No comitê trabalham cerca de 20 pessoas, que vivem batendo-cabeça. Muitos visitantes aguardam por mais de três horas sem a certeza de que, ao final, serão atendidos. Na Terra do Nunca, encontrar o governador se tornou algo difícil. Ele já está sendo comparado ao adversário Wilson Santos (PSDB), ex-prefeito de Cuiabá que carrega degaste por causa da pecha de "não cumprir acordos". Guardadas as proporções, só falta o governador, em plena campanha pela recondução ao cargo e num momento em que mais precisa de aliados e de proximidade com o povo, querer se transformar em estrela como foi Machael Jackson no seu santuário de Neverland, uma mansão com zoológico e parque infantil, localizada no Condado de Santa Bárbara, na Califórnia (EUA). Aí, "nunca" vai ganhar.

     Para piorar, o governador luta para contornar crises internas por causa de interesses pessoais sem perder eleitores e apoios num embate eleitoral que projeção disputa de dois turnos e que tem adversários fortes, como Wilson e Mauro Mendes (PSB). Um dos que têm incomodado o Palácio Paiaguás é o empreiteiro Wanderlei Torres, da Trimec, que acabou afastado do núcleo da campanha. Mesmo assim, ele não sai do QG, mesmo que tenha que esperar mais de três horas para ser atendido.

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BASTIDORES | 09/07/2010 - 12:31

Sachetti deixa PR, mas partido não aceita; veja documento

Flávia Borges

   O vice-presidente do PR, Moisés Sachetti, protocolou sua saída do partido nesta sexta (9) de manhã, confirmando o que havia publicado com exclusividade o RDNews - veja aqui. Ele era considerado uma espécie de braço direito do ex-governador Blairo Maggi, que agora vai ao Senado, e também de Silval Barbosa (PMDB), que comanda o Paiaguás e vai à reeleição. O documento foi entregue na sede do PR em Cuiabá nesta manhã e recebido pelo sceretário-geral da sigla Emanuel Pinheiro, que assinou o pedido liberando Sachetti.

   Ex-presidente do Detran, Sachetti não gostou da decisão do partido de não indicá-lo para ocupar a primeira suplência de Maggi na disputa por uma vaga ao Senado. Tentou convencer o grupo, sem sucesso. Decidiu então abandonar o barco. Além da desfiliação, o documento entregue traz sua renúncia ao posto de vice-presidente da sigla, que é comandada pelo deputado federal Wellington Fagundes.

   Agora, a expectativa é que Sachetti anuncie apoio ao adversário de Silval nas urnas, empresário Mauro Mendes (PSB), que também abandonou a "turma da botina" por estar descontente e alegar ter sido deixado de lado quando não foi escolhido como candidato do grupo ao Paiaguás. A decisão de Sachetti é encarada por muitos como uma traição a Silval Barbosa.

(12h50) - Emanuel não aceita pedido de desfiliação de Sachetti

   Emanuel Pinheiro informou que as principais lideranças do diretório decidiram, por unanimidade, não acatar o pedido de desfiliação e a renúncia de Moisés Sachetti. Vão entregar um documento oficial a ele pedindo que reconsidere sua decisão. “Pelo valor e respeito que temos a ele, não podemos deixar que saia assim”, explicou.

   Amigo pessoal do ex-presidente do Detran, Emanuel garantiu que o companheiro não descartou a hipótese de reintegrar o quadro do partido no futuro e que sua decisão foi de cunho pessoal e não político-partidário. “O problema dele foi com o partido. Isso não significa que ele não apoiará a reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB) ou de Blairo Maggi (PR) ao Senado”, disse.

   Mesmo assim, as lideranças sofreram o impacto da decisão. “Não é bom para o partido perder um companheiro do quilate de Sachetti, principalmente neste momento em que estamos de início de campanha”, ponderou.

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BASTIDORES | 22/06/2010 - 20:28

Percival manobra com Antero e Hermes para ser opção de vice

Romilson Dourado

Ex-deputado Hermes: articulação de bastidores  Surge um plano B para escolha do vice do tucano Wilson Santos, pré-candidato a governador, caso Lucimar Sacri de Campos não venha a ser definida como companheira de chapa. A vaga ficaria para Percival Muniz, presidente do PPS estadual. A articulação começou a ser feita nesta segunda à noite em um dos luxuosos apartamentos do edifício Rivera, no Bosque da Saúde, em Cuiabá.

   No primeiro andar, um dos moradores é o próprio deputado estadual Percival, que se vê acuado pela cúpula nacional para homologar apoio do partido à candidatura Wilson, enquanto o dirigente socialista, por enquanto, faz discurso em defesa do nome de Mauro Mendes (PSB) ao Palácio Paiaguás. Alguns andares acima está o apartamento do ex-secretário de Justiça e Segurança Pública do governo Dante de Oliveira e ex-deputado Hermes de Abreu, que possui residência no Rio mas, quando visita Cuiabá, fica nesse apartamento do Rivera. Hermes continua se movimentando na política nos bastidores.

   E foi em seu apartamento que Hermes recebeu para uma longa conversa Percival e o tucano Antero Paes de Barros, pré-candidato a senador e porta-voz de Wilson, aposta do PSDB para reconquistar o Paiaguás. As discussões sobre cenário político, candidaturas, alianças e estratégias se estenderam até a madrugada desta terça. Os três são velhos conhecidos. Foram aliados políticos do velho PMDB na década de 1980. No final da conversa, houve avanço nas negociações para Percival ser o vice de Wilson, caso Lucimar, esposa do senador Jayme Campos, não seja escolhida como nome do DEM para composição da chapa.

   Com Percival de vice, a coligação pró-Wilson atrairia o PPS por interior. Hoje uma banda do partido está com o tucanato. O bloco é liderado pelo vereador cuiabano Ivan Evangelista, depois deste conseguir cargos na administração. Como Percival já anunciou que não apoiaria Wilson de jeito nenhum e que estaria com Mendes até o fim, se buscaria manobra junto à direção nacional. Num jogo combinado, o presidente do PPS Roberto Freire decretaria intervenção no Estadual, destituindo Percival no comando. Assumiria a direção Wagner Simplício.

    A etapa seguinte, também combinada nos bastidores, seria juntar tucanos e socialistas e mais petebistas, que fazem parte da coligação, para promover um encontro em Rondonópolis, onde reside Percival r, assim, fazer convocação pública, no sentido deste aceitar a proposta de vice. O deputado, então, diria "sim". E como ficaria Mendes nessa história? O argumento de Percival seria de que não fora traidor e que fora forçado a mudar de rumo e grupo por causa da conjuntura nacional.

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BASTIDORES | 29/09/2009 - 20:25

Disputa entre França e Brito motiva alteração da Agecopa

Romilson Dourado

   Para contemplar os deputados estaduais Carlos Brito (PDT) e Roberto França (sem partido), o governo e a Assembleia analisam a possibilidade de alterar a proposta que instituiu a Agecopa para que o Legislativo tenha direito a duas indicações, em vez de apenas uma, como determina a emenda constitucional. Hermínio Jota Barreto (PR) já abriu mão, mas Brito e França, ambos suplentes de deputado, se envolveram numa queda de braço por uma das vagas da diretoria da Agência. Como não se chegou a um acordo, estuda-se agora uma forma de criar uma vaga para atender aos dois.

   França insiste na indicação por dois motivos. Primeiro, continuará como suplente porque foi desfeito o acordo de bastidores para o titular da vaga na AL, Sérgio Ricardo (PR), se tornar conselheiro do TCE e, com isso, França assumir em definitivo a cadeira de deputado. Segundo, França admite em conversas com aliados que sua reeleição estaria comprometida, pois não conseguiu recuperar sua base eleitoral em Cuiabá e também não percorreu o interior. Diante disso, o ex-prefeito de Cuiabá pressiona os colegas a nomeá-lo para uma das diretorias da Agecopa e, assim, usufruir do salário de R$ 10,5 mil pelos próximos cinco anos - saiba mais aqui.

   Brito é outro que enfrenta desgaste e não está confiante no êxito nas urnas, principalmente após a passagem conturbada pela Sejusp. O principal articulador do nome dele é o próprio governador Blairo Maggi (PR), que pediu o respaldo dos deputados para aprovar o nome de Brito.

   Na reunião do colegiado de líderes desta terça (29), os parlamentares bem que tentaram chegar a um entendimento. Foram quatro horas de reunião a portas-fechadas. Jota Barreto desistiu da disputa e foi prestigiar a posse de três secretários do governo Blairo Maggi no PR, em evento simultâneo que ocorrida no plenário Licínio Monteiro, da AL.

   A briga travada pela vaga chamou mais atenção porque, apesar de não estar no exercício do mandato devido ao retorno do titular Otaviano Pivetta, Brito ficou durante à tarde na reunião do colegiado de líderes da AL. (Andréa Haddad e Romilson Dourado)

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BASTIDORES | 22/09/2009 - 12:32

Santos prepara ida à África; Deucimar assume prefeitura

Romilson Dourado

   O prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) prepara uma viagem de 15 dias à África de Sul. Ele será acompanhado por uma grande comitiva, a exemplo do governador Blairo Maggi (PR), que levou secretários do primeiro escalão, técnicos, representantes de outros poderes e, até mesmo, empresários dos segmentos turísticos e hoteleiros ao país africano.

   Como a viagem de Maggi ocorreu poucos dias após a deflagração da Operação Pacenas, pela PF, em que membros do ninho tucano e funcionários do primeiro escalão foram presos, Santos decidiu não embarcar com o governador. Agora, o tucano vai tentar correr arás do prejuízo, embarcando para a África do Sul à procura de experiências e projetos bem-sucedidos que possam ser implantados em Cuiabá, uma das sedes dos jogos da Copa de 2014. A África do Sul sedia o Mundial de 2010.

   Santos ainda não agendou a data da viagem, mas três vagas de acompanhantes são tidas como certas: a da primeira-dama e presidente do IPDU, Adriana Bussik, a do vice-prefeito e secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Chico Galindo (PTB), e a do coordenador do Comitê Pró-Copa, Agripino Boninha Filho.

   Com as ausências de Santos e Galindo, o presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Deucimar Silva (PP), vai comandar a prefeitura por 15 dias. Publicamente, o progressista nega o convite, mas nos bastidores ele já teria aceitado a incumbência há cerca de duas semanas, em um almoço com Santos. 

  Deucimar não é o primeiro chefe do Legislativo a ocupar o cargo de prefeito de Cuiabá. Os ex-vereadores Carlos Brito (PDT), suplente de deputado estadual e ex-secretário chefe da Casa Civil e de Justiça e Segurança Pública, e Chica Nunes (PSDB), atualmente deputada estadual, já ocuparam o posto. Em 2006, a tucana assumiu interinamente por uma semana a prefeitura devido ao afastamento de Santos para tratamento de saúde. A então vice-prefeita, Jacy Proença (ex-PSB e hoje no PSDB) representava o prefeito em um congresso no Rio de Janeiro. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

(13h50) - Com ida de Deucimar para a prefeitura, Pop vira presidente por 15 dias

    No lugar de Deucimar assume temporariamente o cargo de presidente do Legislativo o vereador Everton Pop (PP). Ele é o segundo-vice-presidente, mas como o vice-presidente, Adevair Cabral (PDT), se licenciou por 121 dias, Pop passa a ser o substituto de Deucimar. 

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BASTIDORES | 21/09/2009 - 16:17

Wallace se vê impedido de pedir sua desfiliação do DEM

Romilson Dourado

   A 12 dias do prazo para ingressar na nova legenda por onde deve concorrer à reeleição, o deputado estadual Wallace Guimarães (DEM) pode ter que disputar o pleito pelo próprio Democratas. Pela Legislação Eleitoral, ele tem até 3 de outubro para se filiar à nova legenda, mas o deputado não conseguiu ainda sequer a carta de liberação do DEM. “Quero um documento que caracterize a justa-causa. Solicitei um tipo de carta e eles me deram outro”, disse Wallace.

   Ele rechaçou, porém, a possibilidade do DEM ter agido com intenção de prejudicá-lo. “Já conversei com o (senador) Jayme Campos e com o (presidente regional) Oscar Ribeiro sobre isso e eles ficaram de providenciar a nova carta”. Ele admitiu, por outro lado, que poderá concorrer à reeleição pelo DEM. “Se não me liberarem, não tenho outra opção senão ficar no Democratas”, disse. Ele tenta chegar a um entendimento com as lideranças da sigla e evitar a troca de partido.

   Oscar Ribeiro admitiu o imbróglio em torno da desfiliação de Wallace. “O deputado quer uma carta de liberação com direito amplo, total e irrestrito sobre o cargo e o partido entende que a carta deva ser mais reservada”, explicou. Segundo ele, o DEM tenta chegar a um acordo com Wallace antes de 3 de outubro. “Precisamos chegar a um consenso quanto aos termos jurídicos que serão usados na elaboração da carta. Fora isso, não há qualquer impedimento do partido para que o deputado deixe a legenda”, disse.  (Andréa Haddad)

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BASTIDORES | 21/09/2009 - 15:35

Chica aguarda carta-liberação para poder se filiar ao DEM

Romilson Dourado


A deputada estadual Chica Nunes aguarda a carta-liberação assinada pelo presidente do PSDB, Wilson Santos, prefeito de Cuiabá, para marcar a solenidade de filiação no Democratas para os próximos 12 dias
Foto: Demóstenes Milhomem

   Após obter a garantia do PSDB de que não será acionada na Justiça a entregar o cargo, a deputada estadual Chica Nunes, ex-presidente da Câmara de Cuiabá (2005/06), resolveu se filiar ao DEM. Ela só aguarda a carta-liberação do PSDB para anunciar a data da cerimônia. Como a Legislação Eleitoral exige que os candidatos estejam filiados nas legendas com um ano de antecedência do pleito, oficialmente Chica tem 12 dias para ingressar no novo partido. 

   A cúpula do Democratas já tem a tucana como integrante da legenda. Nesta segunda (21), a principal liderança do partido no Estado, o senador licenciado Jayme Campos, disse ao RDNews que já conversou com a deputada sobre a filiação dela. Segundo Jayme, Chica ficou de pegar a carta-liberação do PSDB, analisar o assunto e, em seguida, comunicar sua decisão à cúpula do DEM.

   Por meio da assessoria, Chica informou que aguarda uma definição da executiva regional do PSDB, presidida prelo prefeito tucano Wilson Santos. A deputada também alegou ter sido proibida pelo PSDB de falar oficialmente sobre a filiação no DEM.

   Desde que assumiu o cargo na Assembleia, militantes tucanos vem pressionando a deputada a abandonar o ninho. Ela resistia devido à lei de infidelidade partidária, pois o partido poderia reivindicar na Justiça o cargo dela. Em 15 de abril deste ano, o membro da Juventude Tucana e do Conselho de Ética e Disciplina do PSDB de Cuiabá, Valmir Molina, solicitou pela segunda vez ao diretório estadual a expulsão de Chica da legenda sob o argumento de que ela não seguia as orientações partidárias e prejudicava a imagem da legenda.

    A executiva estadual instaurou um procedimento interno para analisar o pedido de expulsão, mas os procedimentos foram suspensos com a prisão do presidente do Conselho de Ética da executiva estadual, José Antônio Rosa, ex-procurador-geral da Prefeitura de Cuiabá. 

   Como o primeiro-suplente do PSDB na Assembleia é Carlos Avalone, ex-deputado estadual e ex-secretário estadual de Indústria e Comércio, foi preso junto com Rosa na Operação Pacenas, Chica passou a ter um valioso “trunfo” na manga para negociar uma desfiliação “amigável” com os tucanos. Em troca da carta de liberação do PSDB, ela pediria licença de 6 meses na Assembleia para beneficiar Avalone com o cargo de deputado. Com isso, ele e os outros 10 presos na Operação Pacenas conseguiriam imunidade parlamentar.

   A deputada também teria exigido que um dos vereadores do PSDB na Câmara de Cuiabá se licenciasse para que o sobrinho dela, Tiago Luiz Figueiredo Nunes, segundo-suplente da legenda, assumisse a cadeira de vereador. O primeiro-suplente da legenda, Roosivelt Coelho, ocupa a vaga de Edivá Alves, que assumiu a secretaria de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá. (Andréa Haddad) 

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BASTIDORES | 17/09/2009 - 19:54

Calisto afirma que declarações de Santos são equivocadas

Romilson Dourado

   O prefeito de Vila Rica (a 1.280 km de Cuiabá), Naftaly Calisto da Silva (PMDB), afirmou em entrevista ao RDNews que o Araguaia já foi sim uma das regiões mato-grossenses que esteve abandonada, mas ele pondera que agora está em constante crescimento. A declaração do peemedebista é uma resposta ao prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) que, em visita a Barra do Garças durante encontro regional de seu partido, afirmou que "o Vale do Araguaia não é esquecido. Está é abandonado mesmo" - saiba mais aqui.

     Chateado com as declarações, mas sem querer polemizar, Calisto atribui o fato ao envolvimento demasiado de Santos apenas com assuntos da Capital. "Ele deve estar muito envolvido com os assunto de Cuiabá e não tem andado pela região", cutucou. Após disparar críticas ao tucano, Calisto teceu elogios ao governador Blairo Maggi (PR). Segundo ele, a região só teve novos avanços a partir de 2003, quando o republicano assumiu o cargo e passou a dar atenção à região.

    Sobre projetos que estão sendo desenvolvidos, Calisto ressaltou a pavimentação da BR-158 e da MT-430 e afirmou que são de grande importância para os municípios que fazem parte do Vale do Araguaia. O prefeito foi reeleito em 2008 com 5.282 votos. (Lisânia Ghisi)

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BASTIDORES | 16/09/2009 - 18:59

Inchado e sob conflitos, PR promove encontro nesta 5ª

Romilson Dourado

   Sob ameaça de perder filiados, o PR, maior partido do Estado com 33 prefeitos, 18 vice, 228 vereadores, seis deputados estaduais, dois federais, além do governador Blairo Maggi, tenta avançar na definição de candidaturas majoritárias no 3º Encontro Regional, previsto para esta quinta (17), a partir das 8h, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

   A executiva regional, presidia pelo deputado federal Wellington Fagundes, pré-candidato a senador, tenta segurar debandadas que começam a eclodir em alguns municípios, como Guiratinga, Torixoréu e Tesouro. Vereador eleito por Guiratinga com 288 votos, Ivair Vilela de Morais é um dos que estão na bronca com a direção regional. “Só não troco de legenda por causa da lei de infidelidade partidária, que pode provocar a cassação do meu mandato. Mas realmente não há diálogo entre a cúpula e as bases do PR”, reclamou o parlamentar, nesta quarta, um dia antes do congresso republicano.

   Segundo ele, o republicano Roberto Dorilêo, também vereador por Guiratinga, é outro descontente com o partido, apesar da proximidade com Fagundes. “Tenho um excelente relacionamento com o Emanuel Pinheiro, secretário-geral da legenda, e com o deputado estadual Sebastião Rezende. O Dorilêo possui proximidade com o Wellington, mas a maioria dos vereadores da região reclama da falta de diálogo”, apontou Ivair. O vereador diz que Fagundes visitou recentemente o município para participar do Fórum Pró MT-110, mas não procurou os correligionários republicanos. “O fórum é um exemplo de quão desorganizado está nosso partido, pois sequer fomos procurados pelos representantes”.

   No ano passado, tão logo foram eleitos, Ivair e Dorilêo, o presidente do PR guiratinguense Jânio Souza de Moraes, quatro membros do partido e o vereador Adão Alves Camargo (PT) encaminharam documento ao então presidente estadual, Moisés Sachetti, indicando o candidato derrotado à prefeitura, Nilson Duarte da Silva (PR), ao cargo de presidente do Ciretran do município. “Ratificamos também a necessidade de mantermos forte nossa base política local, principalmente com vistas às eleições de 2010, nomeando para chefiar este órgão o Nilson Duarte, membro do nosso partido, que é forte liderança local e administrador comprovadamente competente”, diz um trecho do documento, datado de 4 de dezembro de 2008.

   Cinco meses depois, porém, como Nilson não foi nomeado no cargo, Ivair reclamou da falta de prestígio em novo documento encaminhado a Sachetti. “Este fato simplesmente ratificou nossas suspeitas de que os líderes em Cuiabá, mormente a presidência do PR, juntamente com o governador Blairo Maggi, não estavam comprometidos com nossos resultados políticos, visto que o apoio para a candidatura também foi pífio, quase nulo”, criticou Ivair. (Andréa Haddad) 

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BASTIDORES | 15/09/2009 - 19:05

Em reunião, PP sinaliza para união com PSDB, DEM e PTB

Romilson Dourado

  As cúpulas regionais do PSDB, DEM, PTB e do PP podem fechar nesta terça à noite, em reunião no apartamento do prefeito cuiabano Wilson Santos, o arco de alianças com as quatro legendas, visando as eleições gerais de 2010 e, inclusive, já com definição do nome do grupo para concorrer ao Palácio Paiaguás. Até então, os entendimentos estavam limitados aos tucanos, democratas e petebistas. Agora, o PP do presidente da Assembleia José Riva sinaliza para integrar ao bloco. Por outro lado, o pré-candidato situacionista à sucessão estadual, vice-governador Silval Barbosa, tende a atrair para acordo com o seu PMDB o PR do governador Blairo Maggi e ainda o PT.

   Estão presentes à reunião Santos, que preside o PSDB estadual, os irmãos Júlio e Jayme Campos, principais vozes do DEM (ex-PFL), o ex-vice-governador Márcio Lacerda, hoje filiado à agremiação tucana, o vice-prefeito da Capital Chico Galindo e o senador Oswaldo Sobrinho (ambos PTB) e José Riva, cacique do PP. Eles colocaram em discussão quem seria o melhor candidato do bloco à sucessão do governador Maggi e tentam "amarrar" acordos, de modo a avançar num entendimento para as quatro agremiações marcharem juntas. O tucanato defende que o nome do grupo ao Paiaguás seja Wilson Santos. Petebistas reforçam a ideia, principalmente porque seria contemplados com o comando da prefeitura, que passaria a ficar sob Galindo a partir de abril do próximo ano, já que o prefeito teria de renunciar.

    Democratas concordam que hoje o nome do grupo que melhor pontua nas pesquisas de intenção de voto é o de Wilson Santos, para consideram cedo bater o martelo de imediato. Riva disse que, em que pese o PP integrar hoje a base do governo Maggi, inclusive com o secretário de Ciência e Tecnologia Chico Daltro, particularmente se mostra mais simpático a uma composição com PSDB e DEM do que com o PMDB de Silval. O deputado se declarou disposto a encarar projeto ao Senado.

    Um dos critérios para avançar na definição de nomes para chapas majoritárias é de realização de pesquisas quantitativas e qualitativas. O grupo defende que essas amostragens sejam feitas logo. Estuda-se também a contratação do publicitário Duda Mendonça, que foi o marqueteiro da campanha do presidente Lula, para conduzir os trabalhos. (Flávia Borges, Romilson Dourado e Patrícia Sanches)

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