Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:34 h

CAMPO MINADO | 24/04/2011 - 12:36

Eder e Lacerda assumem nesta 2ª com missões árduas e polêmicas

Andréa Haddad

Eder Moraes     Eder Mores e José Lacerda assumem o comando da Agecopa e da Casa Civil, respectivamente, com árduos desafios. O primeiro tem a incumbência de “destravar” os projetos de execução das obras voltadas para os jogos da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá. Já ao ex-deputado Lacerda cabe manter a linha dura implementada pelo antecessor, o próprio Eder, em relação às demais secretarias. Ambos tomam posse nesta segunda (25), às 10h, no Salão Nobre Secretário Cloves Vettorato, no Palácio Paiaguás.

     Na presidência da Agecopa, Eder deve travar logo de cara uma queda-de-braço com os demais diretores, que defendem a implantação do Bus Rapid Transit (BRT), em especial com Yênes Magalhães, diretor de Planejamento que acumulava o cargo de diretor-presidente desde a renúncia de Adilton Sachetti.

     Yênes sustenta que Cuiabá ainda não tem a demanda necessária para instalar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Enquanto isso, sob a liderança do presidente da Assembleia, José Riva (PP), deputados tentam emplacar o VLT com a alegação de que se trata de um sistema moderno, que exige menos desapropriações.

     Ao ser sabatinado na última semana pelos parlamentares, Eder disse que vai analisar os dois sistemas “sem paixão”, mas deixou transparecer a preferência pelo VLT. Ele também deve enfrentar resistência à proposta de “enxugar” o número de servidores e ajustar o orçamento de R$ 1,2 bilhão.

José Lacerda     Já José Lacerda terá que ter “pulso firme” para manter centralizada na pasta as ações das demais secretarias, conforme o modelo idealizado por Eder, com o aval do governador Silval Barbosa (PMDB).

     Além de amenizar a “chiadeira” dos demais membros do staff, Lacerta tem a missão de contornar as crises internas e apaziguar os ânimos com os partidos aliados, que lutam por mais espaço na administração estadual.

     Lacerda é jurista, ex-deputado estadual, ex-vice-prefeito de Cáceres, ex-secretário da Casa Civil.

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CAMPO MINADO | 06/12/2009 - 09:31

Deputado-pecuarista acusado de incentivar invasão de terra

Romilson Dourado

  O deputado Ademir Brunetto carrega o estilo de agir da maioria dos petistas e se identifica como espécie de porta-voz do governo do presidente Lula no Nortão. Acende uma vela para Deus e outra para o Diabo. Toma rumo conforme a conveniência do momento e o interesse pessoal. Ele se declara defensor das causas dos pecuaristas e diz fazer parte da lista de fazendeiros, mas, nos bastidores, se tornou um dos maiores incentivadores de invasões de terra na região de Alta Floresta, onde reside. Na Assembleia, se juntou aos velhos caciques políticos e integra a Mesa Diretora como terceiro-secretário, ao lado do presidente José Riva (PP) e da segunda-vice presidente Chica Nunes (DEM).

   No mês passado, Brunetto se viu numa saia-justa durante audiência pública no Nortão com presença de membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que começaram a discutir propostas para alterar o Código Florestal. O ex-deputado estadual constituinte João Teixeira, em discurso, acusou o parlamentar petista de alimentar as invasões de sem-terra com fornecimento de cestas básicas. Disse que Brunetto trai os pecuaristas porque afirma ser aliado do segmento, mas, em verdade, atua junto com líderes invasores numa região que registra forte conflito agrário. Brunetto ouviu, em silêncio, os ataques de Teixeira.

   Ele não está nem aí. Atua em várias frentes, tudo para se manter na vida pública. Primeiro, concorreu e perdeu a Prefeitura de Alta Floresta em 2004. Chegou a 32% dos votos válidos. No ano passado, tentou e acabou desistindo da ideia de lançar a esposa Lucimara como candidata à prefeita. Ele não apoiou a prefeita eleita Izaura Alfonso mas, dias depois, se tornou aliada da pedetista. Na Assembleia, se aproximou tanto do Palácio Paiaguás que recebeu proposta e agarrou com força a vice-liderança do governo Blairo Maggi. Em Alta Floresta, conseguiu emplacar nomes de aliados em cargos na estrutura do governo.

   Em 2006, Brunetto foi um dos dois petistas eleitos deputado. Teve 19.460 votos. O mais votado foi Ságuas Moraes, ex-prefeito de Juína por dois mandatos e hoje secretário de Estado de Educação. Agora, o deputado-pecuarista está em pré-campanha à reeleição. Em busca de voto, quer continuar com a política de agradar a todos, nem que seja taxado de político traíra, como declarou João Teixeira.

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CAMPO MINADO | 13/08/2009 - 09:25

1,3 mil sem-terra invadem a Sema e liberam servidores

Romilson Dourado


Após invadir o prédio da Sema, os sem-terra "expulsam" os servidores, que ficam impedidos de trabalhar

    Cerca de 1,3 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram nesta quinta (13) a sede da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema), no complexo do CPA. Em poder de faixas e cartazes, eles ocuparam, às 9h, o pátio e as principais salas da pasta conduzida por Luís Henrique Daldegan. Disseram que resolveram protestar dentro da secretaria porque está havendo muitos embargos de áreas e isso tem prejudicado suas ações dentro do propósito de assentamentos e de reforma agrária.

  Logo na recepção, um dos coordenadores perguntou pelo secretário Daldegan. Ao ser informado de que este estava viajando, pediu orientação sobre onde se localiza a cozinha e onde há água. Em seguida, orientou, num espécie de ultimato aos servidores: "então, vocês podem ir embora pra casa porque agora nós vamos ficar acampados aqui, mais ou menos uns dois meses". Apesar disso, a informação é de que possivelmente até o final do dia eles devam desocupar o prédio. A coordenação do MST entregou na Sema um documento, espécie de carta-reivindicação. A secretaria emprega cerca de 600 servidores em sua sede. Sem condições de trabalhar, eles estão deixando o prédio. A polícia foi acionada.

    Um carro-de-som foi faz barulho alto e atrapalha o andamento do expediente, além de gritarias. Os sem-terra estão em poder de bandeiras, cartazes e faixas com frases de efeito, como "Jornada unificada de lutas-MT". Eles começam a cantar e contar piada, enquanto um grupo de mulheres procura a cozinha para, dentro do prédio, iniciar os preparativos para o almoço. Os manifestantes reclamam que a Sema tem impedido vários assentamentos por causa de embargo de áreas desmatadas. "Queremos terra para trabalhar e, com esse trabalho complicado da Sema, de fechar áreas, fica complicado", diz um dos líderes do MST que coordena a invasão na secretaria.

Clique aqui e veja o panfleto entregue pelo MST

(Às 11h20) - MST exige que subprocuradora da secretaria assine TAC; clima é tenso

  Os sem-terra estão inconformados com a informação de que a cúpula da Sema, incluindo o secretário Daldegan, adjuntos e superintendentes, está participando de um evento em São Paulo e, por isso, o comando da secretaria não tem como atendê-los. Na bronca, eles exigem agora que a subprocuradora Ana Flávia assine um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de uma área de interesse do MST e que está embargada. Flávia se recusa. Ela argumenta que o processo, sequer, está na Sema. Encontra-se em poder da Procuradoria-Geral do Estado. Os manifestantes fazem barulho e gritam dentro da secretaria, num clima de baderna e algazarra. Diante da invasão ao prédio, o expediente foi suspenso.

   Policiais militares acompanham a movimentação à distância. Eles não tentaram ainda retirar os sem-terra de dentro da secretaria. O secretário Daldegan, que participa em São Paulo do encontro da Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente (Abema) e o governador Blairo Maggi foram comunicados.

(Às 10h50) - Expediente deve ser mantido, mesmo sob invasão no prédio

   Uma servidora da Sema contesta a informação de que houve determinação para suspender  expediente, diante da "ocupação" dos sem-terra. Segundo ela, os diversos setores e departamentos da pasta continuam funcionando normalmente. Segundo ela, se teve funcionário que deixou o prédio, o faz por conta própria. Assegura que a manifestação é pacífica e que não existe baderna. "Os semt-terra estão no pátio e entram e saem para tomar água e café, mas está tudo normal", assegura.

(Às 15h15) - Após atendimento no Paiaguás, manifestantes deixam sede da secretaria

  Batizado de Grito da Terra-MT, um grupo representando movimentos sociais ligados à terra e à agricultura familiar foi recebido no Palácio Paiaguás pelo vice-governador Silval Barbosa e, após longo diálogo, decidiram desocupar o prédio da Sema. Eles pediraram que o governo desencadeie uma série de ações de apoio a projetos e libere licenciamento ambiental e faça recuperação de estradas e segurança nos assentamentos.

   Irritada com o enfoque dado à matéria acima, Maria da Glória, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetagri-MT), disse que não se tratou de invasão, mas sim de uma ocupação pacífica e que sem ocorreu suspensão do expediente. "A gente só foi conhecer o prédio e a manifestação foi pacífica e recebemos apoio, inclusive dos servidores da Sema", assegura a sindicalista. O movimento foi reforçado pelo MST, pelo Movimento dos Trabalahadores Acampados e Assentados (MTA) e pela Associação 13 de Outubro.

   Cobraram do Paiaguás agilidade na assinatura do TAC entre a Sma, Incra e Intermat para regularização ambiental dentro dos assentamentos para, dessa forma, os agricultores passarem a ter acesso às linhas de créditos e financiamentos oferecidas pelo Banco de Brasil. A condição principal para a liberação é que as propriedades estejam regulares em relação ao meio ambiente. O vice-governador explicou aos assentados que todo o processo está em análise na PGE e esbarrava em questões de reserva legal que deveriam ser respeitadas e comprovadas pelos assentados. “Estamos avançando na análise jurídica do TAC, e sanadas essas questões de documentação que o Incra tinha que nos apresentar, acredito que até a próxima semana possamos assinar esse termo”, afirmou Silval.

   Outra demanda apresentada pelo presidente da Fetragri, Adão Silva, foi sobre as estradas que dão acesso aos assentamentos. Sobre o assunto, Silva fez questão de frisar que esteve recentemente conversando com os prefeitos dos 141 municípios para aquisição de patrulhas mecanizadas e maquinários com vistas a dar manutenção nas estradas municipais. Os trabalhadores também se queixaram de ações “truculentas” durante os despejos. Silval disse que o governo criou um comitê de Assuntos Fundiários só para cuidar desses conflitos no campo.

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CAMPO MINADO | 01/08/2009 - 09:28

Casaldáliga combate pistolagem; prefeito denuncia bispo

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski
Clique na imagem para ampliação
Bispo emérito Pedro Casaldáliga, voz da resistência no Araguaia, enfrenta ira de políticos e fazendeiros

  O bispo emérito de São Félix do Araguaia, dom Pedro Casaldáliga, se tornou uma pessoa amada e odiada no Araguaia, marcada por constantes conflitos no campo, por conta de grilagem de terras e crimes de pistolagens. Considerado símbolo da resistência, ele é um dos desbravadores da região. Sem temer represálias, denunciou a participação de políticos, grileiros e policiais militares no esquema de invasão de terras indígenas. Suas acusações leveram o Gaeco, braço do Ministério Público, e a Polícia Federal a desencadear investigações que resultaram e prisões até da alta cúpula da PM - veja aqui.

   Casaldáliga já recebeu diversas ameaças de morte. Ele foi o primeiro a denunciar a existência de trabalho escravo no Brasil, ainda em 1971. É considerado um combatente das injustiças sociais e políticas. Aos 81 anos, se dedica à defesa de índios, posseiros, negros e peões e continua morando em São Félix do Araguaia, Prelazia que conduziu por 33 anos. Hoje sofre de mal de Parkinson e de hipertensão. É autor de mais de 60 livros.

   Se de um lado o bispo emérito é destaque nacional por sus ações em defesa das chamadas minorias, de outro é atacado por alguns segmentos, principalmente por pecuaristase grupos políticos de agir na surdina com interesses pessoais. Um dos que se mostram irritados com as ações de Casaldáliga é o prefeito de Alto Boa Vista, Alcides Milhomens (DEM), acusado pelo religioso de manter ligações com Gilberto Luiz Rezende, o Gilbertão, chefe da organização responsável por crimes relacionados à grilagem de terras. Gilbertão teria escritório em São Félix do Araguaia até o final de 2004 e seria espécie de laranja do prefeito.

   Alcides Milhomens se defende. Afirma que as denúncias são infundadas e ataca Casaldáliga. Segundo o prefeito, em 2008 a Prelazia apoiou três candidatos que perderam a eleição em São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista e Ribeirão Cascalheira. Afirma que os eleitos nos três municípios agora estão sendo perseguidos." A gente percebe que eles estão querendo fazer uma mistura política para alcançar um objetivo que é a desocupação de terra que estão fazendo pelo Brasil. Infelizmente tem a participação da Justiça brasileira, que de forma covarde apóia certas decisões de desocupação como aconteceu há poucos dias nas glebas Bordolândia e União e que agora querem desocupar a Suiá Missú na covardia”, critica o prefeito.

    Processo

   O prefeito disse que vai processar a Prelazia por injúria e difamação e se coloca à disposição para qualquer investigação. "O meu nome esta aí para qualquer um investigar. Podem ver os meus telefones, nunca liguei para ninguém pra fazer negócios dessa natureza. Conheço o Gilberto, mas nunca negociei com ele nem uma galinha. Sou filho de camponeses, criado aqui na região e minha vida é um livro aberto”. Alcides chama a Prelazia de "sacana".

   Disse que o bispo emérito está envolvido com Ongs internacionais e tenta "vender a cidade". "Certamente a Prelazia tem envolvimento com Ongs, com interesses escusos e internacionais. Ninguém sabe como vem tanto dinheiro e como ela tem sobrevivido até hoje. Acho, inclusive, que merecia uma investigação do Ministério Público." Sobre a grilagem de terras, quem são os grileiros? quem viveu incentivando a grilagem de terras aqui no Araguaia desde quando eu era criança? A Prelazia. Foi ela quem levou a vida incentivando a invasão de terras. Então, eles são os verdadeiros grileiros", diz Alcides Milhomens. (Flávia Borges com Camila Nalevaiko, da Agência da Notícia de Confresa)

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CAMPO MINADO | 05/07/2009 - 14:40

Araguaia é foco de violência de policiais e de fazendeiros

Romilson Dourado

  O bispo emérito Pedro Casaldáliga, de São Félix do Araguaia, vê como rotineira o clima de tensão no Vale do Araguaia. Ele já foi torturado por militares e ameaçado de morte por adversários da reforma agrária. Segundo ele, extorsões, violência praticada por fazendeiros e até policiais são comuns. Considera que a novidade, nesse caso, é o fato da Polícia Militar investigar essas denúncias. “É uma briga de muitos anos. É conhecido publicamente em todo o país que muitas áreas não estão demarcadas, que há grandes áreas nas mãos de poucos”, declarou Casaldáliga, em reportagem publicada neste domingo pela Folha do Estado - saiba mais aqui.

   Na sexta (3), durante a Operação Pluma, a Polícia Federal prendeu fazendeiros, oficiais da PM, o ex-prefeito de Porto Alegre do Norte, Luiz Carlos Machado (PRP), o Luiz Bang, considerado um dos principais pistoleiros do país, e a proprietária do cartório de São Félix do Araguaia, Maria Elizabete Carvalho - saiba mais aqui. Os focos de conflitos e crimes praticados pela quadrilha estavam concentrados na região do Araguaia. Casaldáliga se mostra incrédulo com a ação da polícia. “Vamos ver até onde isso (Operação Pluma) vai, para sabermos o que podemos esperar”, diz..

  Ele foi o primeiro a denunciar a existência de trabalho escravo no Brasil, ainda em 1971. É considerado um combatente das injustiças sociais e políticas. Aos 81 anos, Pedro Casaldáliga se dedica à defesa de índios, posseiros, negros e peões. Ele continua morando em São Félix do Araguaia cuja Prelazia conduziu por 33 anos. Hoje sofre de mal de Parkinson e de hipertensão. Ele não abre mão da lutas sociais. É autor de mais de 60 livros. (Patrícia Sanches)

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CAMPO MINADO | 19/06/2009 - 19:56

Revoltados, posseiros se reúnem na 2ª com Incra e MP

Romilson Dourado

   Revoltados com a morte de dois trabalhadores, posseiros despejados da fazenda Bordolândia, em Bom Jesus do Araguaia, vão “bater na porta” do Incra e do Ministério Público Federal nesta segunda (22). Eles formaram uma comissão para isso. O objetivo é cobrar uma solução a respeito do impasse sobre a decisão da Justiça Federal que “despejou” os sem-terras da fazenda e determinou a reintegração de posse ao proprietário da área. A comissão vai se reunir ainda com representantes do governo estadual e com deputados.

   Após o despejo, os posseiros trancaram a BR-158. O clima ficou tenso na região do Araguaia e terminou em confronto armado entre caminhoneiros, que estavam inconformados com o fechamento de uma das principais rodovias do Estado, e os mais de mil manifestantes. No meio do tiroteio dois posseiros morreram e outros foram feridos. Dois caminhoneiros também foram feridos na mão e no braço - saiba mais aqui.

    A manifestação terminou nesta quinta (18) depois que uma comissão de autoridades esteve no local e pediu uma trégua. Os manifestantes que estavam no km 310 da BR-158, em Bom Jesus do Araguaia, aceitaram a proposta.  (Patrícia Sanches e Ronaldo Couto)

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CAMPO MINADO | 18/06/2009 - 19:07

Após 2 mortes, famílias liberam BR e procuram Incra e MP

Romilson Dourado

   Os posseiros que trancavam a BR-158 no km 310 no municipio de Bom Jesus do Araguaia decidiram nesta quinta liberar a principal rodovia federal da região do Araguaia, depois de muita negociação por parte de uma comissão de autoridades. Ficou combinado que na segunda (22) representantes dos cerca de mil trabalhadores que foram despejados da fazenda Bordolândia se reunirão em Cuiabá em busca de solução do impasse. Vão bater a porta do Incra e do Ministério Público Federal.

   O deputado estadual Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB) ajudou nas negociações. O clima era tenso, afinal nesta quarta houve confronto na rodovia e dois posseiros foram mortos a tiros e dois caminhoneiros ficaram feridos. Daltinho disse que  foram feitas imagens e fotos de toda situação de conflito. Ele chegou a dizer que vai mostrar as imagens ao presidente Lula, que estará nesta sexta em Alta Floresta (Nortão). "O governo federal precisa saber o que está acontecendo no Baixo Araguaia", diz o parlamentar.

   O coronel Valdemir Benedito Barbosa informou que o bloqueio terminou por volta da 15 horas. O delegado regional de Água Boa, João Pessoa, disse que a morte dos dois posseiros está sendo apurada. A hipótese investigada é de que os tiros tenham partido de parentes de uma senhora grávida que queria passar pelo bloqueio e tinha sido barrado e não de um dos caminhoneiros. A luta pela área começou há 20 anos. Uma liminar da Justiça Federal determinou reintegração de posse, resultando na retirada das famílias da área. Revoltados, os posseiros bloquearam a BR-158. Houve congestionamento e fila de veículos pesados na rodovia de aproximadamente 8 km. (Ronaldo Couto, de Barra do Garças)

CAMPO MINADO | 17/06/2009 - 23:20

2 posseiros são executados durante confronto na BR-158

Romilson Dourado

    Ronaldo Couto
    De Barra do Garças

    Enquanto as autoridades não interferem para resolver o impasse, posseiros e caminhoneiros estão se matando na região do Araguaia. Revoltado por ter sido retirado da área da Fazenda Bordolândia, um grupo de trabalhadores que bloqueava a rodovia BR-158, em Bom Jesus do Araguaia, entrou em confronto armado nesta quarta (17) com caminhoneiros que, por sua vez, se mostravam revoltados com a interdição da principal rodovia federal da região. Houve tiroteio. Dois posseiros foram mortos e dois caminhoneiros ficaram feridos.

    O confronto se deu em frente à fazenda Bordon, no km 310 da rodovia. Irritados pela demora do bloqueio, motoristas rsolveram abrir a rodovia praticamente no braço e os policiais pouco puderam fazer para evitar o conflito. O tiroteio aconteceu por volta das 10 horas, quando vários caminhoneiros de uma loja de tintas com filial em Barra do Garças resolveu enfrentar os manifestantes. Na agitação, surgiram os primeiros tiros. Os posseiros Adelton Rodrigues do Nascimento, 37, e Abiner José da Costa, 48, foram mortos em meio ao tiroteio. Os dois caminhoneiros baleados conseguiram atravessar o bloqueio e foram atendidos no hospital de Ribeirão Cascalheira. São eles Jeremias Aniceto de Morais, 24, atingido com um tiro no braço direito e, Haroldo Pinheiro Júnior, 30, na mão direita.

    Ainda no final da tarde, o delegado regional de Água Boal, João Pessoa, seguiu para o local do conflito a pedido da secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. O coronel Valdemir Benedito Barbosa enviou mais homens para auxiliar a Policia Rodoviária Federal. “Nós queremos evitar outras mortes e por isso estou enviando um reforço para o local", destacou Barbosa. O impasse começou na semana passada. Os posseiros pediram a presença no local do procurador da República Mário Lúcio Avelar, que atua em Cuiabá, do presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart, e também do superintendente do órgão em Mato Grosso, William Sampaio, além de representante da Ouvidoria Agrária. Eles exigem autorização para poder voltar à fazenda, de onde foram retirados. Só estavam passando pelo bloqueio ambulâncias e ônibus escolares.

   São mais de mil famílias que há cerca de 20 anos lutam pela área. Recentemente saiu uma ordem de despejo da Justiça Federal que foi executada pela Policia Federal. Os posseiros ficaram assustados com a reação dos caminhoneiros e, diante do confronto, decidiram suspender o bloqueio até esta quinta pela manhã. O deputado estadual licenciado Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), foi à região tentar intermediar uma negociação, de modo a acabar com o bloqueio da BR. Ele tenta convencer autoridades do MPF e da Ouvidoria Agrária a comparecerem em Bom Jesus do Araguaia com vistas a buscar negociação. No município não há telefonia móvel celular. Assim, os contatos mais fáceis são feitos em Ribeirão Cascalheira, município vizinho.

(Às 23h30)Bordolândia pode ter tragédia como em Eldorado do Carajás, alerta Bezerra

   Da tribuna da Câmara, o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) disse que as cerca de 600 famílias de trabalhadores rurais que estavam assentadas em terras da fazenda Bordolândia, na região do Araguaia, estão sendo injustiçadas. Ele fez o pronunciamento após tomar conhecimento de um conflito entre posseiros e caminhonheiros, durante bloqueio da BR-158, e que resultou em duas mortes. Segundo o parlamentar, a decisão da Justiça de retirar os trabalhadores da fazenda gerou um clima de instabilidade social na região. "Não seria nenhum exagero eu afirmar aqui que existe um perigo iminente de acontecer ali uma tragédia tal qual a do Eldorado do Carajás. Vidas podem ser ceifadas!", diz o deputado federal

  A área de 55 mil hectares, localizada entre os municípios de Bom Jesus do Araguaia e Serra Nova Dourada, fica a mil km de Cuiabá. Bezerra se diz indignado com a situação. “Venho aqui manifestar minha indignação com este ato covarde que vem que sendo praticado por autoridades públicas federais contra trabalhadores do meu Estado”, denunciou. Há quase dois anos essas famílias foram autorizadas, por decisão do governo federal, a cultivar a terra desapropriada, enquanto o Incra tomasse providências quanto à demarcação dos lotes.

  O problema é que, por determinação da Justiça Federal, numa reunião entre procuradores, técnicos do Incra e representantes da área da Bordolândia, a Justiça Federal achou por bem determinar a desocupação da gleba União, nas proximidades e também da Bordolândia, esta, já desapropriada pela União há mais de um ano e meio. Com a decisão da Justiça, explica Bezerra, a PF procedeu a retirada dos assentados da fazenda Bordolândia. Os posseiros, largados à própria sorte às margens da BR-158, decidiram bloquear a rodovia, paralisando totalmente o tráfego de caminhões e automóveis, na tentativa de chamar a atenção das autoridades.

  “Confesso que nem nos amargos tempos da ditadura militar eu vi situação parecida. Eu combati e resisti à ditadura, mas depois de tantos anos de luta para vivermos um país democrático (...) me frustra profundamente ver representantes da Justiça Federal desrespeitarem uma decisão legal, depois de muitas reuniões com os posseiros, e, num ato de despotismo, determinarem o despejo dessas famílias”. Segundo o deputado, os trabalhadores são organizados, ligados à Comissão Pastoral da Terra e cadastrados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura. “Esses trabalhadores não podem ser escorraçados de uma terra onde foram autorizados a ficar pelo próprio poder público”. A Justiça Federal ofereceu outra área para as famílias, mas, segundo Bezerra, trata-se da Fazenda Santa Rita, uma Área de Preservação Permanente e que contém varjão e apresentará problemas no futuro.

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CAMPO MINADO | 08/06/2009 - 21:02

Posseiros trancam BR e exigem presenças do Incra e MP

Romilson Dourado

  Um grupo de aproximadamente 100 posseiros do Vale do Araguaia bloquearam nessa segunda (8) a BR-158 no km 340, em Bom Jesus do Araguaia. Eles protestam contra a retirada de mil familias da fazenda Bordolândia, naquele município. O bloqueio começou pela manhã e se prolonga até à noite. Já supera 20 horas de interrupção do tráfego na principal rodovia federal do Araguaia.

   Patrulheiros da Policia Rodoviária Federal conseguiram negociar com os posseiros a liberação do tráfego num intervalo de apenas 30 minutos, com a condição de isso só ocorrer a cada 12 horas, revela, por telefone, o patrulheiro Edvan Pereira. O inspetor Régis Tackishita seguiu com mais duas equipes de Barra do Garças para Bom Jesus do Araguaia com vistas a auxiliar na negociação com os sem-terra que exigem a presença de algumas autoridades ligadas ao processo agrário de Mato Grosso.

     Os posseiros pediram a presença no local do procurador da República Mário Lúcio Avelar, que atua em Cuiabá, do presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart, e também do superintendente do órgão em Mato Grosso, William Sampaio, além de representante da Ouvidoria Agrária. Eles querem autorização para poder voltar à fazenda, de onde foram retirados. Só passam pelo bloqueio ambulâncias e ônibus escolares. "Eles deram prazo até o dia 10 para o comparecimento dessas autoridades e depois disso eles ameaçam fechar 100% a rodovia", comenta o patrulheiro João Neto.

     A Policia Militar mantém uma equipe à distância acompanhando toda manifestação, mas pelo fato de ser uma rodovia federal quem é responsável é a PRF, observa o tenente-coronel Paulo Costa. (Ronaldo Couto, de Barra do Garças)

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CAMPO MINADO | 19/05/2009 - 23:56

Sem-terra trancam a BR-163 e exigem até cestas básicas

Romilson Dourado

  Líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) continuam surpreendendo motoristas e patrulheiros com ações estratégicas nas rodovias de Mato Grosso. Nesta terça, eles levaram quase 200 sem-terra a promover bloqueio da BR-163, entre Itaúba e Sinop (a 500 km ao Norte de Cuiabá). Na altura do km 80, a cerca de 50 km de Sinop, o trânsito ficou impedido por algumas horas nos dois sentidos. Motoristas de caminhões, ônibus e de carros de passeio se mostraram revoltados com a ação.

   Os protestantes colocaram no centro da rodovia pedaços paus, pneus velhos e galhos de árvores, tudo para impedir o tráfego. A Polícia Rodoviária Federal afirma que os sem-terra não informaram com antecedência que iriam bloquear a 163. Eles pressionam na esperança do Incra acatar várias sugestões. Querem, por exemplo, celeridade nos processos de desapropriação de áreas para fins de reforma agrária na região Norte. Cobram do Incra pagamento da fazenda Panorama, com depósito em juízo, transferência do processo da fazenda Rio Azul para Brasília, sob alegação de que o Incra-MT não demonstra interesse na sua obtenção, e reivindicam ainda desapropriação da fazenda Santa Rosa 1, em Sorriso, e que o dono da fazenda Frei Crispim, em União do Sul, seja notificado.

   Na lista de cobrança dos sem-terra estão ainda fornecimento de 10 mil cestas básicas, criação de projetos de assentamento Olga Benário e Renascer, ambos em União do Sul, retomada das fazendas São Paulo, em Mirassol D´Oeste, e Palmital, em Nova Olímpia, e ainda pressionam pela compra da fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Salto do Céu. (Colaborou Nilson Antonieti, do Terra Nova Online)

CAMPO MINADO | 23/04/2009 - 12:59

500 sem-terras protestam no Paiaguás e na Assembleia

Romilson Dourado


Sem-terras participam de audiência pública para relembrar massacre dos Carajás e criticam governo

   Mas de 500 sem-terras do Estado realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Paiaguás nesta quinta (23). Gritaram palavras de ordem contra o governador Blairo Maggi (PR) e o vice Silval Barbosa (PMDB) e cobraram maior celeridade nos processos de assentamento em todo o Estado: “Queremos terra! Chega de fazendeiros”, diziam os manifestantes. Com bandeiras de cor vermelha e faixas com frases de protesto, os sem-terra deixaram o Paiaguás e seguiram à Assembleia Legislativa, onde participam de uma audiência pública com o presidente da Mesa Diretora, deputado José Riva (PP). A sessão chegou a ser suspensa.

    “Somos contra o projeto que prevê regularização de grileiros que tem até 6 mil hectares”, disse o presidente Nacional Movimento dos Sem-Terra, João Pedro Stédile, numa referência à implantação do projeto MT Legal - confira mais aqui. A mobilização faz parte do denominado “abril vermelho”, que desencadeou uma série de manifestações em todo o país para relembrar o massacre dos Carajás, no Pará, que ocorreu há 13 anos. “Não podemos continuar convivendo com todo este desmando. Em todo o país a reforma agrária padece. Aqui em Mato Grosso não é diferente. O Incra adotou a mesma metodologia realizada em outros Estados e o resultado é péssimo”, disparou Stédile.

    O presidente do MST rebateu as críticas contra o movimento que seria um dos responsáveis pelo desmate no Estado. Segundo ele, os sem-terra não tem culpa por serem “jogados” para o Nortão de Mato Grosso. “Eles (sem-terra) são colocados em um lugar onde só tem mata, desmatam, vendem a madeira e depois começam a plantar. Esses burgueses só sabem jogar a culpa nas pessoas erradas”, rechaça. Por outro lado, Pedro Stédile cobrou maior postura do governador no combate ao desmatamento. “Precisamos cumprir a lei que determina que 80% da mata nativa da Amazônia devem ser preservadas”. Em seguida, mandou recado a Maggi: “Li uma entrevista dele (Maggi), no jornal O Valor. Ele defendeu o cumprimento do código ambiental, espero que realmente respeite”.


Deputados Riva, José Domingos, Alexandre e Antonio Brito discutem reivindicação dos sem-terrra

   Zoneamento Ambiental

  O presidente Nacional do MST elogiou o projeto que define o Zoneamento Socioambiental e Ecológico do Estado. Por outro lado, pondera ser necessário muito debate e respeito à Constituição Federal. “Tem deputado aqui que quer usar esse projeto para infringir leis e se beneficiar. É bom todos saberem que a lei federal é maior e deve ser cumprida”, disparou Stédile, em audiência com os deputados. O projeto sobre zoneamento está em discussão na AL há quase uma década. Os deputados estão promovendo audiências públicas antes de levar a mensagem à votação em plenário. (Patrícia Sanches e Sandra Costa)

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CAMPO MINADO | 22/04/2009 - 12:30

Sem-terra bloqueiam BR-174 na região de Cáceres

Romilson Dourado

   Com pedaços de madeira e ramos de mato, um grupo de aproximadamente 300 sem-terras interditaram nesta quarta (22) a BR-174, no quilômetro 78, em Cáceres (a 210 km a Oeste de Cuiabá). A rodovia está bloqueada desde às 6h30. O congestionamento já atingiu a mais de 10 km nos dois sentidos. Os manifestantes fazem parte do acampamento Sílvio Rodrigues, instalados na região há exatos 7 anos.

   De acordo com Pedro Trindade, um dos integrantes do MST, a rodovia será desbloqueada somente na sexta (24), após o resultado de uma reunião marcada para este dia entre a presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e representantes do Movimento, em Cuiabá. “Desde 2003 o processo de desapropriação está na Justiça Federal. Já foi feito depósito em juízo, mas o proprietário não aceita a negociação. E até o momento não fomos oficialmente assentados”, reclama Trindade. Com a interdição de uma das principais rodovias federais em MT, a alternativa de desvio é por Mirassol D´Oeste, São José dos Quatro Marcos e Glória do Oeste.  O Incra-MT confirmou a reunião para a próxima sexta. A assessoria disse que o chefe do escritório do Incra em Cáceres, Frederico Cebalhos, deve entrar em contato com os manifestantes para buscar um acordo. (Sandra Costa)

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CAMPO MINADO | 26/01/2009 - 12:22

Sem-terra invadem escola e querem bloquear BR

Romilson Dourado


Sem-terra de Campo Verde se mobilizam para "trancar" rodovia

  As cerca de 540 famílias dos assentamentos Dom Ozório I e II, em Campo Verde, estão mobilizadas desde este domingo e prontos para bloquear a BR-364, em frente à Escola Técnica Federal, se o Incra não intervir judicialmente, de modo a garantí-las nas áreas ocupadas há cerca de dois anos.

  Parte dos sem-terra já armou barracos às margens da rodovia e dentro da unidade educacional. Armados de foice, facão e outras ferramentas, eles aguardam o resultado de uma reunião nesta segunda de seus coordenadores com o novo superintendente regional do Incra, William Sampaio, recém-nomeado ao cargo. Os assentados exigem que o Incra interfira, de modo a levar a Justiça Federal a reconsiderar a reintegração de posse. Argumentam que o próprio Incra já investiu nos dois assentamentos cerca de R$ 500 mil com projetos de geoprocessamento e levantamento topográfico e com plano de desenvolvimento.

   O juiz federal Julier Sebastião da Silva havia concedido direito aos assentados de permanecerem nas áreas, mas o dono das propriedades recorreu e houve nova decisão, agora pela reintegração de posse.  Eles têm prazo de 45 dias para desocupação.

    As cerca de cinco mil pessoas aguardam, às margens da rodovia, o sinal dos coordenadores, que estão no Incra. Se as negociações não avançarem, a 364, que liga Cuiabá a Rondonópolis, será bloqueada já nesta segunda (26). Estuda-se, inclusive, impedir também o tráfego na BR-070, que liga a capital a Campo Verde e Barra do Garças.


Assentados expõem faixas com palavras reivindicatórias

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CAMPO MINADO | 29/01/2008 - 20:15

Pesquisa relaciona violência com desmatamento

Romilson Dourado

     O governador Blairo Maggi acaba de dar início à tentativa de reverter repercussão negativa sobre o índice de desmatamento e depara com mais uma notícia alarmante: áreas de maior desmatamento têm maior índice de homicídios. A constatação surgiu com a divulgação do segundo Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, realizado pela Rede Informação Tecnológica Latino Americana (Ritla). 

    O levantamento foi divulgado nesta terça. Colniza aparece ao lado de Coronel Sapucaia, na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, como a campeã do país, em pleno arco do desmatamento, com mais de 105 assassinatos para cada 100 mil habitantes. "São áreas onde há uma enorme ausência do poder público, onde impera a lei dos mais fortes e um desrespeito quase absoluto aos direitos humanos", afirma o autor do estudo, Julio Jaboco Waiselfisz.

     Leia mais aqui e aqui.

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CAMPO MINADO | 10/11/2007 - 10:17

Incra e empresários invasores são punidos

Romilson Dourado

   Proprietários da rede de Drogarias Aeroporto, Roberto e Roque Vilela Madruga, e outras três pessoas ligadas a eles, têm 20 dias para desocupar lotes invadidos no assentamento Coqueiral Quebó, em Nobres (a 146 km da Capital). A liminar da Justiça Federal é resultado de uma ação civil pública do Ministério Público, que também denunciou a omissão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

     Desde o ano passado, o MPF apura os relatos de invasão de terra no assentamento Coqueiral Quebó, em Nobres. São 750 lotes distribuídos em 53 mil hectares. A mando dos empresários, que supostamente teriam comprado terras, lotes no assentamento foram invadidos e cercados, impedindo o acesso de moradores às fontes de água que abastecem a localidade. Os assentados também relataram que foram ameaçados de morte por não aceitarem a invasão. 

    O Incra terá que iniciar no prazo máximo de 60 dias uma vistoria completa no assentamento e apresentar à Justiça um relatório, descrevendo as diligências feitas, irregularidades detectadas e providências tomadas com a finalidade de promover a ocupação regular. Para o MPF, o instituto que já havia detectado o conflito e não fez nenhuma intervenção foi omisso. Segundo o MPF, os agentes do órgão se limitaram a elaborar relatórios. 

    Com a decisão judicial, os empresários Roberto e Roque Vilela Madruga, os caseiros Walter Benedito Rondon e Evanildo Benedito Rondon e um fazendeiro conhecido como Paulão, terão que desocupar a área invadida, abandonando eventuais benfeitorias, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. (Simone Alves)

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CAMPO MINADO | 20/09/2007 - 14:30

Jairo usa Incra como cortina de fundo, diz Pátio

Romilson Dourado

     O deputado estadual Zé Carlos do Pátio nega que o  PMDB tenha incentivado o movimento sem-terra para tumultuar a gestão no Incra com a intenção de "derrubar" o superintendente Leonel Wolfhart, indicado ao posto pelo PT. "Não existe nenhuma manobra nesse sentido", reagiu o parlamentar, em resposta às críticas do presidente do PT de Cuiabá, Jairo Rocha.

  De acordo com Pátio, "Jairo usa o Incra como cortina de fundo para incobrir os erros do governo". "Eu sou prova disso. Sou peemedebista e, pelo contrário do que Jairo disse, eu conheço o Leonel e o defendo", argumentou Pátio. O deputado criticou o governo federal ao defender a gestão do Incra. Segundo ele, Jairo quer atribuir ao superintendente a falta de investimento do governo para incentivar políticas de agricultura familiar. "Falta criar programas. Falta, por exemplo, o governo olhar também para os pequenos agricultores. O Incra não consegue fazer isso sozinho. Por que fazer asfalto só onde passa o agronegócio?", questionou Pátio. (Simone Alves - RDNews)

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CAMPO MINADO | 20/09/2007 - 09:08

Petista acusa Bezerra de fomentar ação do MTA

Romilson Dourado

     O presidente do diretório do PT de Cuiabá, Jairo Rocha, acusa manobra de lideranças do PMDB no sentido de provocar a queda do superintendente regional do Incra, Leonel Wolfhart, filiado à legenda petista. Segundo ele, existe uma ação do PMDB para desgastar o trabalho de Leonel e, com isso, colocar algum peemedebista no cargo, assim como ocorreu no governo Fernando Henrique Cardoso, quando a agremiação peemedebista comandou o Incra/MT, com Elarmim Miranda e, depois, com Cloves Cardoso.

     A articulação para “derrubar” Leonel seria uma iniciativa do deputado federal Carlos Bezerra, presidente regional do PMDB, segundo acusa Jairo. Ele afirma que o partido está incentivando o Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA) a provocar tumulto no órgão, invadido pelo grupo recentemente. “O MTA vai usar todas as dificuldades que existem na democracia como argumento para dizer que Leonel não faz uma boa gestão”, disse o petista.

     Aliado da senadora Serys Marly, Jairo afirma que o interesse do PMDB é voltar a ocupar cargos de diretoria. “Não tem outra explicação, o MTA vive ocupando e desocupando o Incra para atrapalhar o trabalho”, disse. Também afirmou que suas acusações estão baseadas no fato do PMDB ter realizado reuniões entre lideranças da legenda e do MTA a portas fechadas. 

    Outro lado

    O deputado Carlos Bezerra nega qualquer ato que vise incentivar o MTA na investida contra a atual gestão no Incra. Ele confirma o grau de insatisfação com a política adotada por Leonel. "Ao dizer isso, Jairo foi completamente irresponsável e se as invasões ocorrem é por conta da inoperância do órgão em função da má gestão", diz Bezerra, por meio de assessoria. 

     O parlamentar fez questão de dizer que quando Lula veio a Cuiabá, em 31 de julho, pediu a ele e ao deputado petista Carlos Abicalil que se juntassem para intermediar as negociações entre Incra e MTA. "Devido a essa intermediação, integrantes do movimento foram recebidos em Brasília. Faço a intermediação entre MTA e governo federal, mas jamais incentivaria um delito. Se há algo errado nisso, o problema na verdade é do governo federal", disse o peemedebista.

     Já o superintendente Leonel Wolfhart afirma que não é de hoje que o MTA tenta tirá-lo do cargo. Confirmou a existência de uma disputa política. "O movimento é contrário desde que assumi, algo que não acontecia anteriormente."

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CAMPO MINADO | 18/09/2007 - 20:08

Noblat afirma que Maggi deu 2 votos para Renan

Romilson Dourado

     O jornalista Ricardo Noblat classificou de um cambalacho as discussões que antecederam a tentativa de votação da indicação de Luiz Antonio Pagot ao Dnit. Em seu blog, ele disse que o governador Blairo Maggi prometeu e entregou a Renan dois votos que ajudaram a absolvê-lo na semana passada - o de Jaime Campos e o de Jonas Pinheiro (DEM), tudo para colocar em votação a indicação de Pagot ao cargo de diretor-geral do Dnit. Segundo o jornalista, o orçamento do Dnit para este ano é de mais de R$ 10 bilhões e Pagot já comprometeu parte dele com senadores e governadores que o apóiam.

   Clique aqui e leia as alfinetadas de Noblat.

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