Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:35 h

CAOS | 19/05/2011 - 13:00

Murilo já enfrenta protestos de 3 categorias de servidores públicos

Andréa Haddad

Murilo Domingos     Menos de 20 dias após reassumir a Prefeitura de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR) enfrenta protestos de três categorias de servidores que reivindicam melhores condições de trabalho e recomposição salarial. Nesta quinta (19), profissionais da Infraestrutura fizeram uma manifestação em frente ao Paço Couto Magalhães, sede administrativa do município. Após o ato, eles retornaram ao trabalho.

     Na área da Saúde, enfermeiros e médicos participam às 19h30 da assembleia convocada pelos sindicatos estaduais das duas categorias, em frente ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. A manifestação vai congregar servidores das duas cidades. Na ocasião, eles vão votar o indicativo de greve.

     A situação é caótica na Educação. Desde segunda (16), 900 profissionais, entre professores e demais funcionários da rede municipal, paralisaram as atividades por tempo indeterminado. Uma das reivindicações é o reajuste do piso inicial de R$ 600 para R$ 1,3 mil. Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Várzea Grande (Sintep/VG), Maria Aparecida Cortez, pelo menos 200 servidores estão sem salário desde fevereiro.

     Ela reclama que há falta de interesse de Murilo em negociar com os grevistas. “Várzea Grande passa por uma crise moral e isto reflete diretamente na Educação. Aguardamos um posicionamento do prefeito. Infelizmente ele ainda não nos procurou para conversar, nem enviou uma proposta pelos representantes. Estamos sem retorno”, alega.

     Maria Aparecida estima que 92% dos quase 1,2 mil servidores da rede municipal aderiram à greve. O percentual é distinto do apresentado pelo secretário de Educação e Cultura, Isaac Nassarden. Em nota divulgada pela assessoria, ele garante que alunos de apenas 33% das instituições de ensino estão sem aula. Segundo dados da pasta, há 23 mil crianças matriculadas na rede municipal.

     Nassarden diz ter enviado ao sindicato, em 10 deste mês, um documento em que informa a data de previsão para concluir o enquadramento de todos os trabalhadores da pasta no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O prazo estipulado termina nesta sexta (20). As reposições serão analisadas, mas ele já adianta que a data base é em setembro.

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CAOS | 16/03/2011 - 09:05

Em ofício, Misael cobra de Galindo melhorias na Saúde

Ana Adélia Jácomo

   O vereador Misael Galvão (PR) entregou ao prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) na última segunda (14) um relatório cobrando ações para melhorar o atendimento no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). O republicano classificou como caótica a situação da saúde na Capital.

   Misael visitou a unidade durante o feriado de Carnaval para, segundo ele, averiguar a real situação de atendimento aos pacientes. Em um trecho do ofício o vereador ressalta que a forma como os acidentados são tratados e a demora pelo atendimento são inconpreensíveis. Ele revela que um casal que sofreu um acidente na estrada do distrito da Guia foi atendido cerca de 5 horas após a chegada no HPSMC. 

   Outro ponto ressaltado pelo vereador é em relação à falta de segurança para atendimento de pacientes oriundos de presídios. Misael revela que a única coisa que os difere dos demais doentes é que os condenados ficam algemados nas macas. Além de todas as falhas latentes na unidade, o republicano sublinha a falta de higiene no local, a falta de leitos, macas, lixeiros, médicos e cobra do Executivo ações para mudar o quadro da Saúde na Capital.

   Leia abaixo a íntegra do ofício que foi entregue a Chico Galindo:
   "Excelentíssimo Prefeito, 
   Nessa visita pude cumprir o meu papel de fiscalizador e ainda pude avaliar in loco a situação caótica e deprimente em que vivem os pacientes que buscam o atendimento de Urgência e ou Emergência e, tão logo adentrei no referido local fui abordado por familiares e ou acompanhantes dos pacientes que relataram suas indignações quanto à demora no atendimento pelo profissional médico, a exemplo do casal Pedro Paulino de Oliveira e sua esposa Eva da Cruz que sofreram acidente na estrada do Distrito da Guia e deram entrada no Pronto Socorro de Cuiabá as 03:30 horas da manhã do dia 08/03/2011 e, somente recebeu o atendimento do profissional médico quando da troca de plantão médico às 07:00 horas da manhã, quero nesse contexto questionar o porque da demora no atendimento pelo profissional médico de plantão? Após o atendimento foi constatado que o senhor Pedro Paulino de Oliveira quebrou a clavícula e que precisaria ser operado, porém não efetuaram nenhum encaminhamento para a realização da cirurgia.
   Quero ainda registrar que o referido paciente recebeu a visita de seu patrão o qual solicitou o seu remanejamento para outro hospital onde a empresa se responsabilizará pelo tratamento. Questiono caso o referido cidadão não recebesse a visita de seu Patrão qual seria o procedimento a ser adotado pelo profissional médico e pela Instituição - PSC?
   Outra indignação apontada pelos pacientes e familiares ou acompanhantes diz respeito à falta de segurança, pois, na ala denominada de “Ala Verde” no quarto de internação não existe nenhuma ala separando o atendimento ao detento, todos ficam juntos homens e mulheres, os detentos são identificados por estarem algemados no leito, questiono onde está a responsabilidade da segurança que coloca em risco o paciente tido como normal daquele que cumpre sua pena no leito do PSC?
   Durante a minha visita observei à falta de higienização no local, pois, ao lado dos leitos não existe nenhuma lixeira para colocar os lixos, os mesmos ficam em sacolas plásticas próximo a macas, cadeiras, nos corredores e rampas existentes no Pronto Socorro de Cuiabá. Vale ressaltar ainda que o referido local é semelhante a um campo de batalha onde os pacientes recebem o tratamento acomodadas em macas, cadeiras e até mesmo nos corredores ou ainda sentadas no chão aguardando vaga para serem remanejados para o quarto. Questiono tal situação uma vez que; ao deslocar-me para o piso superior observei/constatei a existência de quartos com leitos vazios os quais poderiam acomodar as pessoas que se encontram em cadeiras e ou sentadas no chão.
   Diante dos fatos relatados e constatados quero registrar o verdadeiro horror, o sofrimento humano e deprimente com que são tratados os pacientes atendidos no Pronto Socorro de Cuiabá.
   Requeiro, portanto, de Vossa Excelência e dessa conceituada Instituição, que sejam tomadas, com a máxima urgência, as providencias e encaminhamentos legais visando à solução dos problemas constatados.
   Informo também que cópias deste relatório foram encaminhadas ao Excelentíssimo Senhor da Promotoria de Justiça da comarca de Cuiabá Dr Alexandre Guedes; ao Superintendente da Delegacia Regional de Trabalho – Senhor Valdiney Antonio de Arruda ; ao Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Grosso – Dr. Claudio Stábile Ribeiro; ao Secretário da Secretaria Municipal de Saúde - ao Doutor Maurélio de Lima Batista Ribeiro; ao Presidente do Conselho Regional de Medicina- Doutor Arlan Azevedo Ferreira; ao Presidente do Conselho Regional de Enfermagem - Senhor Vicente Pereira Guimarães, a Presidente do Conselho regional de Serviço Social- Senhora Janaina Loeffer de Almeida, ao Coordenador da Vigilância Sanitária de Cuiabá- Senhor Fábio José da Silva e,ao Presidente do Conselho Municipal de Saúde Doutor Maurélio de Lima Batista Ribeiro a para que também cumpram seu papel regulador e fiscalizador desta atividade e que agendarei nova visita prevista para o dia 25 de março do corrente ano."
   Atenciosamente, Misael Galvão, vereador - PR

CAOS | 26/05/2010 - 18:40

Com atendimento tumultuado, reforma será inaugurada na 2ª

Simone Alves

   A reforma do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, denominada pelo ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) como a maior já realizada na história, deve ser inaugurada na segunda (31), mas sem a garantia de melhoria considerável no atendimento à população. Em entrevista à imprensa nesta quarta (26), convocada para falar sobre o relatório divulgado no Conselho Regional de Medicina do Estado e que trata das condições precárias da unidade de saúde, o secretário-adjunto de Assistência e ex-diretor do Pronto-Socorro, Euze Carvalho, explicou que as reclamações da entidade são antigas. Segundo Euze, os problemas evidenciados pelo CRM vão ser resolvidos gradativamente. "Na saúde é difícil contarmos com um cronograma, mas são problemas que pretendemos resolver tão logo inauguremos a parte superior da unidade".

   O relatório do CRM apontou entre outros fatos, problemas como superlotação, pacientes sendo atendidos em colchonetes no chão e até mesmo remédios sendo guardados em potes que deveriam ser destinados para recolher amostras para exames clínicos. A falta de locais apropriados para lavar as mãos também foi identificado. Segundo Euze, muitos dos fatos evidenciados no relatório, como pacientes sendo atendidos no chão, é resultado da reforma. A obra que já está em andamento há aproximadamente cinco meses levou todos os pacientes do setor de média e alta complexidade para um ambiente localizado no subsolo, deixando o local pequenos para muitos atendimentos.

   O secretário não soube informar quantos pacientes estão sendo atendidos nestas condições hoje, mas ressaltou que na inauguração da reforma serão apresentados todos os dados. "De imediato, o Pronto-Socorro contará com 32 leitos", disse. Outro ponto realçado diz respeito à nova forma de atendimento. "Salas terão diferentes cores, cada uma com uma classificação. Os pacientes com traumas de alta complexidade, por exemplo, serão encaminhados para a sala vermelha", explicou. Os doentes que chegarem no local passarão primeiro por uma espécie de triagem e, segundo o secretário, boa parte deles poderão ser reencaminhados às policlínicas ou mesmo às unidades que atendem ao Programa de Saúde Familiar.

   Mesmo com a inauguração marcada para esta segunda, ainda não foram instalados todos os equipamentos. "Já foram comprados e estão chegando aos poucos", afirmou o adjunto. "O atendimento oscila. Hoje pode estar mais tranquilo e amanhã pode estar mais corrido", acrescentou. A avaliação de Euze só confirma o cenário desolador em relação à saúde pública na Capital. Ainda nesta semana, chegou uma denúncia ao RDNews de que as cirurgias de emergência não estão sendo marcadas. Sobre isso, o secretário ressaltou que há uma fila de espera que não será resolvida de imediato.

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CAOS | 21/11/2009 - 11:29

Kamil descarta convite de Santos para comandar Saúde

Romilson Dourado

   O presidente da Unimed-Cuiabá, médico Kamil Fares, disse não ao prefeito Wilson Santos (PSDB), que o convidou para assumir a secretaria de Saúde em substituição a Luiz Soares. Ao dar a resposta negativa, Kamil sustentou que, apesar de estar deixando o comando da Unimed, tem outros compromissos na iniciativa privada. Além disso, ele pretende assumir um cargo na diretoria da Unimed-Brasil. Diante da recusa, o prefeito recorreu ao ex-secretário de Estado de Saúde, Júlio Müller, professor universitário. De novo, recebeu outro não. "É uma área delicada e estamos avaliando com cautela para a definição do substituto de Luiz Soares, que continua no cargo por enquanto", comentou o prefeito.

   Dono da Clínica e Maternidade Femina, o médico não confirma, mas nos bastidores a informação é de que ele ainda reserve certa mágoa do prefeito devido à eleição para o Palácio Alencastro em 2008. Na época, ainda filiado no PSDB, Kamil foi convidado por Santos para disputar o cargo de vice, mas de última hora o prefeito descartou o nome do médico e optou pelo empresário e então deputado estadual Chico Galindo, numa aliança com o PTB. Depois do episódio, Kamil simplesmente abandonou o “ninho tucano”.

   No fundo, após o anúncio para assumir a pasta na última semana, o médico e empresário percebeu que enfrentaria uma série de problemas numa das áreas que se tornou o “calcanhar de Aquiles” da gestão tucana em Cuiabá. O nome dele também enfrenta resistência. Leitores do RDNews, por exemplo, questionam o fato do prefeito convidar o proprietário de um hospital particular para o cargo - saiba mais aqui. (Andréa Haddad)

   Eis, abaixo, alguns comentários acerca do convite do prefeito para Kamil conduzir a Saúde

Celino Teodoro de Melo
Meu Deus. Que loucura. É possível colocar um lobo para cuidar de um galinheiro? Isso é um absurdo inominável. Como um médico, dono de hospital particular vai querer uma saúde pública de boa qualidade? Só se ele for louco. Porque se a saúde pública for de boa qualidade quebra o negócio dele. Vocês entenderam? Acho que o Wilson Santos vai fazer uma loucura sem tamanho. Já foi provado que donos de hospitais particulares jamais serão bons secretários de saúde. Vocês lembram como foi com Guilherme Maluf? Vai ser a mesma coisa com o Kamil. Wilson, abra o olho e coloque como secretário de saúde um médico do sistema público mesmo. Uma pessoa capacitada. Com certeza existem muitos no serviço público, tanto municipal, quanto estadual. Basta você querer.

Manoel Bastos
Será que inexiste um nome na medicina pública? Não dou seis meses para o Kamil dar com os burros na água. Wilson está perdido e não sabe o que fazer.

Jeferson Lobato
A Saúde Pública em Cuiabá, precisa de um e não de um médico. A saúde precisa de planejamento, choque de gestão, idoneidade no trato com a coisa pública. A questão é operacional, técnica, burocrática e gestacional. O Kamil é um gestor privado da saúde pública. Esse lado dele com certeza daria à saúde mais profissionalismo, só que aí precisaríamos ter em mente a um foco importante: um homem que ganha dinheiro com a saúde poderia ser o gestor de um sistema ao qual isso é feito de forma gratuita?

Mateus de Souza Ferreira
Doutor Kamil, não aceite esse convite. Continue na presidência da Unimed. Sou telespectador assíduo do programa Resumo do Dia e endosso o que Roberto França falou a seu respeito. Por favor, não caia nessa fria.

Nelson Marques
Um bom nome. Esperamos que aceite o desafio e melhore a saúde de Cuiabá. A população está precisando e merece.

Cristiano Souza
Excelente nome, prefeito. O kamil é um grande gestor e agrega muito com os médicos.

José Cuiabano
Esse prefeito está brincando com o povo. O Kamil comanda a Unimed, uma das empresas que mais sugam o povo e ele trabalha contra o SUS. Prefeito, o povo precisa de atendimento gratuito.

Benedita da Silva
Parece piada que o presidente de uma cooperativa seja convidado para secretário de Saúde. Depois de transformar o hospital da Unic em hospital público, agora querem transformar empresário em gestor de saúde coletiva. Na ótica deste pinochio edil deve ser um bom gestor mesmo. Vai ser candidato nas proximas eleições?

Jonas Pereira
O SUS deve ser comandado por que conhece o SUS.O doutor em questão é arrogante e empresário da saúde particular. Não vai dar certo. Além do mais, ele ganha mais na Federação das Unimeds do que no cargo de presidente da Unimed-Cuiabá. Se ficar nas duas (Unimed-SMS) aí, sim, a vaca vai para o brejo.

Dicão
Nenhum dos secretários do prefeito Wilson Santos é destaque nas pastas que ocupam e o motivo é simples: são obrigados a seguir a cartilha de um prefeito incapacitado para o cargo que ocupa. Cuiabá vive um verdadeiro desgoverno. Se não tivesse as leis que obrigam o prefeito a investir na educação, na saúde e se não tivesse a justiça para mandar ele fazer aquilo que é básico para um gestor e, por fim, se não tivesse a mídia que ainda mostra algumas das diversas deficiências dessa gestão pública, certamente Cuiabá estaria ainda pior. Não temos o que comemorar. Quem vive nesta cidade anda pelas ruas, depende de ônibus, depende do Pronto-Socorro, de uma policlínica, sabe que nos últimos cinco anos nada, absolutamente nada de perfeito tem sido feito. Veja, por exemplo, as reformas de algumas policlínicas: gastou alguns reais com a reforma, outros milhões com propagandas na TV para dizer que reformou e no noticiário local já temos notícias que a reforma foi mal feita. Isso é falta de gestão. Isso é falta de seriedade para com a coisa pública. Wilson santos com esse discurso enganador ainda consegue alguns votos, porém, pobres desses eleitores, pois no poder o prefeito mostra que é só bom de discurso e só. Com dinheiro na mão, com estrutura para trabalhar mostra a total incapacidade para gerir uma cidade.

Eliseu Fonseca Lima
Concordo plenamente com o comentário do senhor Jeferson Lobato.E acrescento que o doutor Kamil se queimará se aceitar essa proposta. A Saúde de Cuiabá é retrato fiel do desgoverno e incompetência do prefeito Wilson Santos. Muita parecida com a situação aqui em Várzea Grande. Ambos prefeitos são péssimos para indicação de gestores, sobretudo, na área de saúde.

Mateus de Sousa Ferreira
Doutor Kamilm não aceite esse convite. Continue na presidência da Unimed. Sou ouvinte assíduo do programa Resumo do Dia e endosso o que Roberto França falou a seu respeito. Por favor, não caia nessa fria.

Celino Teodoro de Melo
Meu Deus, que loucura. É possível você colocar um lobo para cuidar de um galinheiro? Isso é um absurdo inominável. Como um médico, dono de hospital particular, vai querer uma saúde pública de boa qualidade? Só se ele for louco. Porque se a saúde pública for de boa qualidade quebra o negócio dele. Vocês entenderam? Acho que o Wilson Santos vai fazer uma loucura sem tamanho. Já foi provado que dono de hospitais particulares jamais serão bons secretários de Saúde. Vocês lembram como foi com Guilherme Maluf? Vai ser a mesma coisa com o Kamil. Wilson, abra o olho e coloque como secretário de Saúde um médico do sistema público mesmo. Uma pessoa capacitada. Com certeza existem muitos no serviço público, tanto municipal, quanto estadual. Basta você querer. Faça a coisa certa. Não é porque o Kamil é médico que ele vai fazer o correto. Não se deixe enganar. E que Deus te ilumine para que você possa fazer o que é bom para você e também para a sociedade. Fique com Deus, você vai precisar.

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CAOS | 04/11/2009 - 19:36

Deputado propõe que Estado assuma Saúde em Cuiabá

Romilson Dourado

   O deputado Airton Português (PP) sugeriu que os membros da CPI da Saúde pressionem o governo do Estado para que assuma o controle da saúde em Cuiabá. "Queremos que o Estado assuma principalmente o que vem dos municípios, de toda a região, para que convênios sejam fechados entre os hospitais e o governo estadual", diz Português, que apesar de não falar claramente, critica a ingerência do prefeito Wilson Santos (PSDB) aos recursos disponibilizados pelo Estado à Capital.

   Segundo Português, existem diversos hospitais em Cuiabá que já atendem com recursos do Estado, como Hospital Geral Universitário (HGU), do Câncer, Santa Helena e Júlio Muller. O Estado repassa cerca de R$ 2,6 milhões a Cuiabá. "Queremos que o governo assuma esse valor para média e alta complexidade junto aos hospitais, porque percebemos que as unidades de saúde ou não querem acreditar ou os municípios estão deixando de repassar", diz Português.

   A saúde passou a ser assunto constante entre os parlamentares após a crise no setor chegar à Capital. Médicos que atendiam no Hospital e Pronto Socorro pediram demissão em massa e entraram em greve. O prefeito anunciou então uma reforma no local que, desde então, não atende os pacientes. Recentemente, a Assembleia criou a CPI da Saúde para investigar a crise no setor. (Flávia Borges)

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Clique no play e veja o discurso de Português

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CAOS | 06/10/2009 - 12:54

Lúdio chama Soares de incapaz e o manda curtir pensão

Romilson Dourado

    O vereador Lúdio Cabral (PT) mandou o secretário de Saúde Luis Soares "curtir" a aposentadoria de deputado estadual e deixar a secretaria de Saúde de Cuiabá. Soares recebe pensão de R$ 10 mil devido ao fato de ter se aposentado com salário de parlamentar. Para o vereador petista, Soares não tem capacidade de gerir o cargo. As afirmações são uma resposta às críticas de Soares a Lúdio.

   Segundo o secretário, o vereador seria o “mentor” da greve dos médicos, que teria caráter partidário – saiba mais aqui. “Ele (Soares) não tem mais nenhum papel nas negociações. A categoria não vai sentar na mesma mesa que o secretário porque é um ditador”, disparou o parlamentar.

  O petista disse que o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) “blefa”. “Ele disse que tinha um plano B e a situação está cada vez mais caótica”. O parlamentar acusa o tucano de oferecer salários de R$ 10 mil para que médicos de outros Estados trabalhem em Cuiabá mas, por outro lado, se nega a manter diálogo com os profissionais da Capital. “Fiquei sabendo que estão ligando, mandando mensagens para os médicos e oferecendo salários astronômicos. O prefeito precisa apenas saber negociar”, pondera.

  O vereador, que também é médico, revela que a liminar que obrigava o Sindmed a manter 60% e 80% dos grevistas trabalhando foi derrubada. “Após recurso, o juiz revogou a liminar e o teto de 50% voltou a ser aplicado”, contou o parlamentar. Além da greve, que compromete o atendimento, 24 cirurgiões e 30 pediatras já cumpriram o aviso prévio e não estão trabalhando. Outros 10 anestesistas e 30 médicos de várias especialidades também assinaram pedidos de demissão que vão ser encaminhados para a prefeitura. O Ministério Público, por sua vez, conseguiu na Justiça uma liminar que obriga a prefeitura a encaminhar os pacientes que estão sem atendimento a unidades particulares. “Ainda não sabemos quando haverá nova reunião com o prefeito”, disse Lúdio. (Patricia Sanches)

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CAOS | 02/10/2009 - 16:22

Quase todos os projetos são inconstitucionais, diz Sávio

Romilson Dourado

   Diante do número elevado de projetos inconstitucionais, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Cuiabá, Domingos Sávio (PMDB), convocou os assessores jurídicos dos 19 vereadores para uma reunião na segunda (5), às 8h, no auditório Ana Maria do Couto May, o Plenarinho.

   Segundo o peemedebista, o número de propostas com vícios chega a 90%. “Os vereadores reclamam da CCJ, mas o problema está na assessoria jurídica deles, que só apresentam propostas inconstitucionais. Assim, não podemos dar parecer favorável”, revidou Sávio, que recebeu duras críticas na sessão da última quinta de vereadores inconformados com os pareceres contrários da comissão – saiba mais aqui

   Atualmente a CCJ conta com 70 projetos para analisar. A expectativa do peemedebista é emitir todos os pareceres num prazo de 10 dias. “Muitos vereadores confundem as comissões da Casa ou não sabem que existem outras e acabam colocando toda a culpa pela demora na CCJ”, reclamou. Sávio explica que a maioria das propostas possui vícios de iniciativa. “Em vez de propor lei complementar, eles propõem leis ordinárias. Em algumas propostas, os vereadores querem legislar sobre isenção de impostos, mas só cabe ao Executivo propor matéria desta natureza”.

   Ele avalia que a preocupação dos vereadores com o índice de produtividade, que leva em conta apenas o número de projetos propostos por cada um, atrapalha a elaboração de propostas consistentes. “A maioria só quer marcar posição. Tem vereador, por exemplo, que apresenta de 15 a 20 projetos pedindo apenas mudança de nomes de ruas. Não adianta nada propor matérias sem embasamento”. Sávio enviou ofício a todos os gabinetes em que informa a data e horário da reunião. (Andréa Haddad)

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CAOS | 01/10/2009 - 07:52

Médicos rejeitam proposta de Santos e greve continua

Romilson Dourado

   Os médicos da rede pública municipal de Saúde de Cuiabá rejeitaram nesta quarta, em assembleia-geral, as 12 propostas do prefeito Wilson Santos (PSDB) e, assim, mantiveram a greve e vão cumprir o ato de demissão em massa a partir desta sexta (2), quando terão vencidos os 30 dias de aviso prévio que a categoria cumpre. Dessa forma, o Hospital e Pronto-Socorro Municipal da Capital vai amanhã com a penas um médico cirurgião, justamente o único profissional efetivo para cada plantão.

   Na quarta, o prefeito apresentou algumas propostas à classe, mas, prevendo que elas não seriam acatadas, anunciou à imprensa que tinha um plano “B” e que utilizaria todas as armas jurídicas possíveis para, no máximo até 5 de outubro, restabelecer os serviços, com a possibilidade de terceirização dos serviços na área de saúde. O problema será encontrar médicos que se disponham a trabalhar, já que há risco de serem acionados no Conselho Regional de Medicina devido ao fato da existência de 112 problemas nas unidades de saúde do município. Com base nisso, o Sindicato dos Médicos do Estado (Sindimed), sob Luis Alvarenga, pode vir a acionar aqueles que se propuserem a trabalhar, com base no Código de Ética, que proíbe médicos de atuarem em locais sem as mínimas condições de trabalho.

   Os dois itens negados pelo prefeito são justamente os considerados fundamentais pela classe: elevação salarial e a demissão do secretário Luiz Soares. Santos, por outro lado, prometeu reduzir de 90 para 60 dias o prazo para elaborar o projeto do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), com encaminhamento em regime de urgência especial à Câmara Municipal. Se comprometeu também a flexibilizar a Portaria 016, que regulamenta o Prêmio Saúde para médicas em licença maternidade e para participação em congresso, desde que na área de atuação do profissional, além de formar um grupo para discutir em 10 dias os outros três pontos de impasse referentes às férias, décimo-terceiro e licença de saúde. A pressa de Santos em resolver o impasse com os médicos se explica pelo fato dele planejar o início da reforma do HPSMC a partir da segunda quinzena deste mês, algo que deve provocar nova crise na já caótica saúde pública. (Patrícia Sanches)

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CAOS | 02/09/2009 - 16:45

Vereador vai à polícia contra ausência de cirurgiões no PS

Romilson Dourado

   O vereador Antônio Fernandes (PSDB) registrou boletim de ocorrência contra os quatro médicos cirurgiões que não compareceram ao trabalho no Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá nesta quarta (2). O parlamentar está de plantão na Sala dos Vereadores, que fica dentro da unidade de saúde. Ele alega que recebeu dezenas de reclamações dos cuiabanos e, por isso, resolveu agir. “Isso é um absurdo. É, no mínimo, falta de ética deixar a população sem atendimento. Recebemos muitas reclamações durante o dia”, critica o tucano, que fez questão de frisar que os médicos não mantiveram os 30% de atendimento exigidos por lei. “Eles (médicos) fizeram com que o caos fosse instalado no setor de urgência e emergência do Pronto Socorro”, argumenta.

   Nesta quarta, Cuiabá começou a sentir os reflexos da demissão em massa dos cirurgiões da rede pública municipal, anunciada nesta terça (1º). Nenhum dos quatro plantonistas, de pré-nome Glen, Galethi, Natália e Osvanio,  estão trabalhando. Destes, dois são contratados e, por isso, não possuem mais vínculo com a unidade de saúde. Outro está de licença e o último, Osvanio Salomão Pimenta, chegou a ir trabalhar, mas ao constatar que estava sozinho, saiu do Pronto Socorro e foi direto à Polícia Civil registrar um boletim de ocorrência. No documento, o médico declara não ter condições de realizar procedimentos cirúrgicos sem o auxílio de outro profissional – veja mais aqui.

   Para piorar toda a situação, o Samu avisou que não vai levar nenhum paciente para VG. Assim, todos serão encaminhados ao Pronto Socorro e, os que precisarem ser submetidos a um procedimento cirúrgico terão que ser transferidos. “Um absurdo o que fizeram com as vítimas do acidente de Cáceres. Trouxeram eles aqui para depois levá-los a Várzea Grande”, conta Fernandes, numa referência ao acidente envolvendo um ônibus de viagem e um carro de passeio na BR-070, próximo a Cáceres. Dois veículos bateram de frente. Três morreram carbonizadas e 10 vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Cáceres. Os outros estão no PSVG.

   Ao todo, a rede municipal de Cuiabá emprega 27 cirurgiões. Destes, 23 pediram demissão. Médicos intensivistas (UTIs), ortopedistas e anestesistas também ameaçam sair do emprego. Nesta quinta (3), os médicos se reunirão com o prefeito Wilson Santos para debater a plataforma de reivindicações. (Patrícia Sanches)

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CAOS | 02/09/2009 - 10:16

Médicos paralisam atividades; HPSMC fica sem cirurgias

Romilson Dourado


Na bronca, os médicos Eliana Siqueira, Luiz Alvarenga e Danilson Reis, anunciam, em entrevista, que as  cirurgiões estão suspensas no Pronto-Socorro devido à demissão em massa e pedem "queda" de Luiz Soares
Fotos: Patrícia Sanches

    A saúde de Cuiabá está a um passo de viver um verdadeiro caos e a população já sofre as consequências. Nesta quarta (2), não há nenhum médico-cirurgião de plantão no Pronto Socorro e o Samu já avisou que não vai levar paciente para Várzea Grande. Assim, todos serão encaminhados ao Pronto Socorro e, as pessoas que precisam ser submetidas urgentemente a um procedimento cirúrgico, podem vir a óbito por falta de atendimento. Ao todo, a rede municipal emprega 27 cirurgiões. Destes, 23 pediram demissão. No caso dos PSFs, atuam 100 em 50 unidades e, por enquanto, estes não pediram demissão, mas cruzaram os braços nesta quarta. 

   Em tese, dois cirurgiões concursados deveriam estar atendendo, mas, como pediram demissão, a lei permite que 30% dos serviços sejam mantidos. Neste caso, um cirurgião chegou ai ir à unidade hospitalar, mas desistiu de trabalhar por não se sentir em condições de operar sozinho. Osvanio Salomão Pimenta saiu da unidade de saúde e foi direto para Polícia Civil registrar um boletim de ocorrência. No documento, ele declara não ter condições de realizar procedimentos cirúrgicos sem o auxílio de outro profissional. “É um procedimento normal previsto pela lei. Se não tivermos condições de trabalhar, temos que registrar BO”, explica o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, Luiz Carlos Alvarenga.

   Além disso, os médicos de 50 dos 63 PSFs de Cuiabá “cruzaram os braços” por 24 horas e aguardam a assembleia-geral da categoria, marcada para esta quarta, às 19h30. “Nos outros 13 PSFs já não haviam médicos”, explica Alvarenga. Ele desmentiu a versão da secretaria municipal de Saúde de que os médicos tinham desistidos de entregar o pedido de demissão em massa. “Prefiro acreditar que o prefeito (Wilson Santos) não tem envolvimento na divulgação daquela notícia mentirosa”, rechaçou o cirurgião Danison Reis, um dos médicos demissionários, numa alusão à matéria "Médicos se reúnem com prefeito e não pedem demissão".

   Os médicos estão revoltados com a postura do secretário de Saúde Luiz Soares e ameaçam deflagrar paralisação geral em 72 horas, a partir de sábado (5). “Neste caso, vamos manter apenas os 30% que a lei exige no sistema de urgência e emergência”, explica Avarenga. A categoria reivindica também a exoneração de Soares. “Há anos que tentamos negociar com ele (Soares). Não há acordo e ele precisa sair”, avaliou.

  Além dos 23 cirurgiões que entregaram a demissão em massa nesta terça, 1º de setembro, médicos intensivistas (UTIs), ortopedistas e anestesistas se reúnem nesta quarta para fazer uma lista semelhante e também vão apresentá-la ao prefeito. “Na assembleia vamos juntar todas as assinaturas e encaminhar ao prefeito ainda esta semana”. Os médicos estudam ações contra colegas de profissão que venham a ser contratados pela prefeitura. “O código de ética prevê sanções nesses casos porque o abandono da função se deve ao fato da prefeitura não oferecer condições de trabalho”, conta Alvarenga. Segundo os três médicos que concederam entrevista coletiva nesta terça, sendo eles Alvarenga, Danilson e Eliana Maria Siqueira, ficou definida uma nova reunião para esta quinta (3) com o prefeito para discutir a plataforma de reivindicações. “Ele poderia não ter aceitado as demissões, mas, como assinou, não vamos trabalhar. Agora aguardamos a nova reunião para discutir o assunto”.  (Patrícia Sanches)


Médico vai a Pronto Socorro, alega não ter condições de fazer cirurgias e registra boletim de ocorrência

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CAOS | 09/08/2009 - 09:51

Lula quer explicações sobre o atraso no PAC de Cuiabá

Romilson Dourado

   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião com o governador Blairo Maggi (PR) esta semana, em Brasília, para tratar dos atrasos na execução das obras do PAC na Capital mato-grossenses. O petista quer ouvir a versão do governador sobre o desempenho pífio das obras tocadas pelo prefeito Wilson Santos (PSDB). É o que revela a coluna Brasil Confidencial, de Otávio Costa, da revista IstoÉ que circula esta semana nas bancas.

   Segundo IstoÉ, Lula está preocupado com o superfaturamento no PAC de Cuiabá, de R$ 40 milhões. “Lula quer ouvir a versão de Maggi sobre os atrasos nas obras tocadas pelo prefeito tucano Wilson Santos. Teme-se que o projeto de Cuiabá para a Copa de 2014 seja prejudicado”, aponta.

Prefeito Wilson Santos (PSDB)   Na edição do último dia 29 de julho, IstoÉ denunciou um suposto esquema arquitetado pelo ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), junto com Wilson Santos, para retardar ao máximo as obras do PAC. A manobra teria por objetivo comprometer a campanha da pré-candidata oficial do PT à presidência, Dilma Rousseff. “A tática parecia estar dando certo. As obras em Cuiabá do chamado ETA Tijucal, orçadas em R$ 124 milhões, estão paradas”, aponta a revista.  Em março, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou um superfaturamento no PAC cuiabano de R$ 15 milhões.

   Segundo IstoÉ, a tática do tucanato foi por "água abaixo" depois que a CGU apresentou novo relatório, de 50 páginas, em que cobra da prefeitura o detalhamento de R$ 40 milhões refetentes às obras. “Segundo a Controladoria há indícios de novo superfaturamento e da existência de um conluio do prefeito Santos com empreiteiros. Ou seja, há risco de um efeito bumerangue”, apontou a revista.

(11h18) - Isso é matéria sem fundamento, reage coordenador do PAC em Cuiabá


   O coordenador das obras do PAC em Cuiabá, Aparecido Alves, o Cido, ex-presidente do Intermat, alegou que a matéria da IstoÉ não tem fundamento. “Não tenho conhecimento dessa reunião entre o Lula e o governador. Não acredito que o presidente vá chamar o Maggi em Brasília para pedir explicações sendo que ele recebe relatórios diários sobre o andamento das obras”, sustentou.

Aparecido Alves, coordenador do PAC em Cuiabá   Cido ponderou, por outro lado, que vê com bons olhos o encontro entre os chefes do Executivo, se a informação de IstoÉ estiver correta. “Se tiver realmente essa reunião, será ótimo, pois o governador vai poder dizer ao Lula que temos feito todos os esforços possíveis para acelerar a execução das obras. Também vai poder informar que, em Cuiabá, o PAC tem andamento acima da média nacional”.

   Ele reafirmou que não há mais divergências entre o governo e a prefeitura. “O governo do estado tem feito todo o esforço e pago as parcelas do PAC Pantanal em dia. A prefeitura também tem feito sua parte. É um esforço conjunto”. Disse que não há fundamento na reportagem divulgada por IstoÉ que aponta Santos e o ex-senador Antero Paes de Barros como responsáveis pelo atraso nas obras. Segundo a revista, os tucanos têm interesse em prejudicar Dilma Roussef. “Isso (a matéria) é uma vergonha. O Wilson Santos é o mais prejudicado eleitoralmente com o atraso nas obras”, rechaçou. (Andréa Haddad)

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CAOS | 13/07/2009 - 15:13

Parlamentar se vangloria de projetos inconstitucionais

Romilson Dourado

   Não bastassem os sucessivos escândalos que denigrem a imagem da Câmara de Cuiabá, membros do legislativo insistem na apresentação de projetos insignificantes ou mesmo sem amparo jurídico para a aprovação. Um deles é o vereador Adevair Cabral (PDT). O pedetista é nada menos que o vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara, mas demonstra total desconhecimento do Regimento Interno e da Lei Orgânica. Na última semana, Adevair usou a tribuna para se vangloriar por ter proposto um projeto de lei “inédito e que vai solucionar definitivamente os problemas do transporte coletivo de Cuiabá”.

   A iniciativa é louvável, pena que, em tese, não passará sequer pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por ser inconstitucional. O parlamentar propôs que a tarifa de ônibus seja cobrada de acordo com a distância percorrida pelo usuário. “Se a pessoa vai fazer um trajeto de apenas um quilômetro, ela deve pagar o equivalente a um real”. Além de beneficiar os usuários que trafegam entre trechos pequenos, o nobre parlamentar também pensou naqueles que fazem um trajeto mais longo. Do bairro Pedra 90 ao Sucuri, por exemplo, são 42 quilômetros. “Para esses, o máximo a ser cobrado continua sendo a atual tarifa, de R$ 2,05”, disse, aparentemente maravilhado com a própria invenção. O único problema, não mencionado por Adevair, é que os vereadores não têm autonomia para legislar sobre matérias referentes à arrecadação da Prefeitura de Cuiabá. Os projetos que envolvem tributos ou tarifas só podem ser apresentados pela própria prefeitura. O serviço de transporte coletivo em Cuiabá é de responsabilidade do executivo, que faz a concessão das linhas a empresas privadas mediante licitação. Pela legislação municipal, os vereadores não têm autonomia sequer para barrar, no âmbito legislativo, o aumento da tarifa. Basta o prefeito Wilson Santos (PSDB) decretar a majoração para que a medida passe a vigorar no dia seguinte, salvo em caso de questionamentos na Justiça, como ocorreu no início do ano.

   Para Adevair Cabral, porém, não importa se o projeto será arquivado devido ao vício jurídico. O importante foi a iniciativa. “As pessoas falam que a gente só tem projetos esdrúxulos, mas nós nos preocupamos com as pessoas ao apresentar projetos de importância como este. Não é justo uma pessoa andar no máximo um quilômetro e pagar como o mesmo o restante, que fez um percurso maior”, defendeu. Neste domingo (12), a tarifa de ônibus pulou de R$ 2,05 para R$ 2,30. 

   Outro projeto “inovador” apresentado pelo pedetista prevê a cobrança de R$ 1,5 ao dia pela hospedagem em hotéis. Segundo ele, o dinheiro que o turista deixará de gastar com hospedagem, será empregado em outros setores, como alimentação e transporte. O curioso é que os dois projetos do vice-presidente da Câmara só servem para aumentar seu índice de “produtividade”, elaborado pela secretaria Jurídica da Casa conforme o número de matérias apresentados por vereador, mas não contribuem em nada para a melhoria das condições de vida dos cuiabanos. Já se passaram nada menos que seis meses desde que começou a nova legislatura e, até agora, o que se viu foi apenas um festival de confusões e discussões entre os parlamentares. Os escândalos e projetos de lei infundados fazem com que a Casa caia cada vez mais em descrédito, sendo lembrada apenas pelas mazelas e não por ações que melhorem a vida da população. (Andréa Haddad e Patrícia Sanches)

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CAOS | 08/05/2009 - 17:28

Ralf faz peripécias enquanto TJ posterga julgamento

Romilson Dourado

   Dois meses após recorrer ao Tribunal de Justiça para "derrubar" a liminar que suspendeu o trabalho da CPI que investiga suposta quebra de decoro pelo vereador Ralf Leite (PRTB), membros da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá estão "a ver navios". Ainda não sabem se as investigações vão prosseguir ou, o mais provável, se a Justiça determinará à Mesa Diretora a extinção da representação contra o vereador flagrado em ato sexual com um adolescente travesti, no Posto Zero, em Várzea Grande. O requerimento de criação da CPI estabelece o prazo de 120 dias para o término das investigações e entrega do relatório à apreciação do plenário. O prazo poderá ser prorrogado com a anuência dos demais parlamentares, mas a julgar pelo atual ritmo do andamento processual, a sentença só deverá ser expedida pelo menos daqui a dois meses. 

   A "via crucis" teve início em 17 de março, quando a defesa de Ralf ingressou com mandado de segurança, em cárater de liminar, na 3ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, contra atos considerados ilegais e abusivos praticados pelos presidentes da Câmara de Cuiabá e Comissão de Ética, vereadores Deucimar Silva (PP) e Éverton Pop (PP), respectivamente. Dois dias depois, o juiz Marcelo Souza Barros, em substituição à juíza-relatora da Quarta Câmara Cível, Marilsen Andrade Adário, concedeu a liminar que suspendeu temporariamente as investigações da CPI - saiba mais aqui. Na justificativa, o magistrado apontou que o procedimento foi instaurado sem que Ralf tivesse prestado depoimento até três dias antes em audiência, conforme prevê a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

   "Com essas considerações, concedo a antecipação da tutela recursal pretendida no recurso (...)  para ordenar que fique sustado o andamento da representação que tramita perante a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Cuiabá", escreveu o magistrado, no despacho. Com a decisão, os trabalhos ficam suspensos até nova deliberação do relator do processo ou julgamento de mérito pela Quarta Câmara Cível.  Deucimar Silva, Pop e o juízo da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá tiveram ofício de notificação expedidos pelo juiz na mesma data do despacho. Entre 24 e 31 de março, os três voltaram a ser intimados. Somente em 15 de abril, o processo foi enviado à procuradoria Geral de Justiça para emissão de parecer. "Concluo, pelo provimento do recurso agravamental como forma justa e correta aplicação das normas do art. 5º, inciso LIV e LV da Carta Magna de 1988...", informou o procurador. Expedido o parecer do Ministério Público, o processo seguiu então para a análise e despacho da juíza Marilsen Andrade, no dia 29 de abril.

   Em função da aposentadoria do desembargador Benedito Pereira do Nascimento, até então substituído pela juíza Marilsen Andrade na relatoria do recurso, o processo foi redistribuído em 29 de abril para a desembargadora Clarice Claudino da Silva, que assumiu o cargo de Benedito. Em 30 de abril o processo chegou ao gabinete da nova relatora para o despacho da sentença, mas, segundo informações do TJ, ela deverá pedir ainda novos procedimentos, dentre eles um novo parecer a procuradoria. Enquanto isso, o vereador Ralf Leite ganha tempo para fazer mais trapalhadas na Câmara de Cuiabá. (Andréa Haddad)

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CAOS | 02/05/2009 - 10:43

Vereador é ameaçado; Câmara vira palco de escândalos

Romilson Dourado

   A exemplo do Congresso Nacional, mergulhado em denúncias de corrupção que postergam a aprovação de matérias importantes, a Câmara de Cuiabá também não consegue centrar esforços na votação dos projetos de interesse popular e, semanalmente, é palco de trocas de acusações e cenas inusitadas. Há vereadores que não quitaram dívidas de campanha, outros enfrentam problemas com assessores e há, inclusive, quem sofra desgaste público em decorrência de escândalo sexual, como no caso de Ralf Leite (PRTB).

   A última peripécia foi protagonizada nesta quinta (30) pelo correligionário de Ralf, o vereador Néviton Fagundes. Ele foi procurado na Câmara por um suposto ex-assessor e ex-presidente da Associação de Moradores do Bairro Três Barras. Sob alegação de que trabalhou por alguns dias no gabinete do vereador sem receber salário, o dirigente comunitário ameaçou Néviton com uma faca. Revoltado, só desistiu da investida porque foi contido por assessores parlamentares, que o seguraram. Néviton saiu correndo da Câmara, mas não registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar para evitar que o caso ganhasse repercussão na mídia.

   Procurado no mesmo dia pelo RDNews, o vereador negou "de pés juntos" o episódio. "Isto é só fofoca, não houve ameaça alguma", desconversou. Funcionários da Casa também evitaram comentar o assunto. "Não ficamos sabendo de nada", despistou o porteiro Wilson Gastão de Oliveira, o Garotinho, há 28 anos na instituição.

   Néviton Fagundes foi o candidato a vereador do PRTB que recebeu mais votos. Conquistou 3.798, contra os 1.115 votos obtidos por Ralf Leite, o segundo vereador eleito pela legenda. No entanto, Néviton enfrenta desgaste interno por ter apoiado a vereadora Lueci Ramos (PSDB) na eleição ao cargo de presidente da Mesa Diretora da Casa, contrariando a decisão do partido, que formalizou apoio a Deucimar Silva (PP). (Andréa Haddad)

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CAOS | 31/03/2009 - 11:57

Ralf volta a tumultuar sessão; vereadores reagem

Romilson Dourado

   O vereador por Cuiabá, Ralf Leite (PRTB), não perde a oportunidade de tumultuar as sessões da Câmara Municipal. Desde que voltou ao cargo, após o escândalo sexual envolvendo um adolescente travesti, Ralf só usa a tribuna para criticar membros da Comissão de Ética e a imprensa. Nesta terça (31), ele usou o espaço exclusivamente para negar a própria declaração, feita ao RDNews, de que tem interesse em assumir uma vaga na Assembleia Legislativa, apesar da possibilidade ser remota, já que é apenas o sétimo suplente pela coligação das siglas "nanicas", denominada de Frentinha - saiba mais aqui. Depois de admitir à reportagem que procurou o presidente estadual do PRTB, Samuel Lemos, para discutir a hipótese de assumir a vaga no parlamento estadual, Ralf voltou atrás mais uma vez. Resolveu "se desmentir" e usou novamente a tribuna da Câmara como palanque. "Não roubei nem matei ninguém e também não mereço ser punido devido a um ato individual que não tem nada a ver com a sociedade e com a câmara. A imprensa inventou até que quero ser deputado estadual", disse. Na avaliação de Ralf, os vereadores e a imprensa não fazem outra coisa senão falar mal dele. "Ninguém trabalha nesta câmara, os vereadores só sabem falar mal de mim", disparou.

   Ao cutucar os colegas com "vara curta",  Ralf foi duramente repreendido. "Nós não temos culpa de o senhor não comparecer às audiências públicas e outras atividades da câmara. Nunca vi o senhor em uma audiência. A câmara está trabalhando, menos o senhor, que deveria acompanhar mais nossas atividades", rebateu o vereador Toninho de Souza (PDT). De frente para o pedetista e demonstrando nervosismo, Ralf voltou a usar a tribuna para tecer críticas aos vereadores. Desta vez o alvo foi o presidente da Comissão de Ética, vereador Éverton Pop (PP). "O Pop fica espalhando a informação de que eu não quero prestar esclarecimentos. Na verdade, eu quero muito contar minha versão", voltou a alegar Ralf, apesar de ter recorrido à justiça para suspender os trabalhos da Comissão de Ética. "Fico muito feliz em saber que o senhor tem interesse em falar. Também quero muito ouvir o senhor", respondeu Pop.

   Vislumbrando o tumulto que se tornou frequente nas sessões do legislativo municipal, o vereador Domingos Sávio (PMDB) abrandou os ânimos. "Respeito o Ralf, mas temos que averiguar se ele agiu certo ou errado. É o que estabelece o regimento e eu só estou cumprindo o meu trabalho. O relatório da Comissão de Ética será eminentemente técnico, não há com que o senhor (Ralf) se preocupar", disse Sávio, em tom amistoso. Inquieto, Ralf permanece à frente da Mesa Diretora esperando a próxima oportunidade de disparar críticas e acusações, embora se coloque na posição de vítima. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

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CAOS | 31/03/2009 - 10:01

Faiad cobra concurso público para reestruturar comarcas

Romilson Dourado

   O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Francisco Faiad, cobrou nesta segunda (30), em audiência pública na Assembleia Legislativa, a reestruturação das 15 comarcas do interior ameaçadas de extinção - saiba mais aqui. Ele ressaltou que não é favorável ao fechamento das unidades, mas exigiu estrutura mínima de trabalho. "Tem prédios que não têm nada, apenas móveis. Faltam advogados, juízes, tabeliães e até mesmo cadeias", relatou. Faiad denunciou que detentos de alta periculosidade chegam a ser soltos, pela justiça criminal, por falta de cadeias públicas. Como ainda não foram julgados e condenados, a legislação impede que detentos sejam transferidos para presídios. "Precisamos construir estas cadeias rapidamente, pois há inúmeros criminosos que são soltos por falta de estrutura, causando insegurança principalmente aos moradores do interior", criticou.

   Faiad exige que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) abra concurso para contratar servidores que preencham cargos nas comarcas, como oficial de justiça, escrivão, juízes e agentes prisionais. "É necessária a imediata realização de concurso público. Precisamos tratar esta questão com mais rigor", avaliou. O presidente da ordem ressaltou a importância do debate em audiência pública. "Estas discussões são proveitosas porque o contraste de idéia é importante para solucionarmos as deficiências do poder judiciário em Mato Grosso".

   Fechamento  

   Ao contrário de Faiad, o promotor de Justiça, Marcos Regenold, defendeu a suspensão das atividades nas comarcas até que sejam reestruturadas. "Do jeito que está, é impossível continuarmos trabalhando. É um desperdício de dinheiro", argumentou. Ele ponderou que não é favorável à extinção das comarcas. "Não sou a favor do fechamento destas comarcas, mas da suspensão temporárias dos trabalhos até que as deficiências sejam sanadas", defendeu.

   Antes de deixar o cargo, em fevereiro deste ano, o ex-corregedor Geral do TJ, desembargador Orlando Perri, decidiu extinguir 15 comarcas mato-grossenses por suposta precariedade das estruturas físicas e dos serviços prestados. Elas estão localizadas nos municípios de Apiacás, Campinápolis, Feliz Natal, Itaúba, Jauru, Matupá, Nortelândia, Nova Canaã do Norte, Nova Ubiratan, Novo São Joaquim, Paranaíta, Porto Espiridião, Querência, Tabaporã e Terra Nova do Norte. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

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CAOS | 24/03/2009 - 11:22

Vereador aponta desvio de R$ 7 mi para campanha de Santos

Romilson Dourado

   O vereador petista Lúdio Cabral insinuou nesta terça (24), na tribuna da Câmara Municipal, que o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), desviou R$ 7,5 milhões do Fundo Municipal de Saúde para financiar em 2008 a campanha à reeleição ao Palácio Alencastro. "É engraçado que o dinheiro se dissolveu entre os meses de setembro e outubro, justamente antes do primeiro e segundo turno da eleição", disparou. O petista ingressou com dois requerimentos em que exige explicações da Prefeitura de Cuiabá quanto a gastos públicos. No primeiro, ele questiona o secretário de Saúde, Luiz Soares, sobre a utilização da verba de R$ 7,5 milhões enviada pelo fundo federal de saúde ao fundo municipal. "Há mais de 20 anos que o recurso federal não atrasa. Como então o município pagou os serviços prestados em janeiro somente em março", questionou. 

   Ele solicitou cópia de extratos do Fundo Municipal de Saúde referente ao período de janeiro de 2008 a 28 de fevereiro de 2009. Para o vereador, há suspeita de desvio de recursos da Saúde para outras atividades. Ele se baseia em relatório de receitas e despesas da secretaria de Saúde de Cuiabá. "O relatório me permitiu identificar algumas possíveis irregularidades, mas para ter certeza vou precisar dos extratos", sustenta. Lúdio garante que ha graves indícios de que os recursos foram aplicados em outras áreas da prefeitura e afirma ver com estranheza a data onde os atrasos começaram. "Eles pagaram metade do mês de agosto em outubro e a outra metade em novembro, de lá para cá está tudo atrasado". O  líder do prefeito na Câmara, vereador Paulop Borges (PSDB) não contestou as acusações feitas pelo petista.

  Audiência Pública

   Outro requerimento do parlamentar prevê a convocação do secretário municipal de Finanças, Guilherme Muller, para prestar contas do exercício financeiro do último quadrimestre da prefeitura. Os balancetes deverão ser apresentados aos vereadores, conforme prevê a legislação, em audiência pública na Câmara Municipal de Cuiabá. 

(16h) - Secretário se nega a falar sobre denúncias e diz que responderá requerimento

  O secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, disse nesta terça (24) por meio de assessoria que não pretende comentar as denúncias feitas pelo vereador Lúdio Cabral (PT) durante sessão ordinária. Soares se limitou a dizer que responderá todos os requerimentos do petista, e que em 32 anos de vida pública nunca foi acusado de desvio de recursos públicos. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

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CAOS | 19/03/2009 - 07:33

Vigilância lacra Postão de VG; Cuiabá também vive caos

Romilson Dourado

 

   Na Capital

   Em Cuiabá, os serviços de alta complexidade do Hospital Geral Universitário (HGU), da Universidade de Cuiabá (Unic), continuam suspensos. O impasse entre o secretário municipal de Saúde Luiz Soares e a diretoria da Unic poderá gerar "dor de cabeça" ao prefeito Wilson Santos (PSDB). Acontece que o proprietário da Unic, Altamiro Galindo, é irmão do vice-prefeito e secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Chico Galindo (PTB). Enquanto a instituição cobra da prefeitura repasse de R$ 5,6 milhões, Soares reconhece apenas parte da dívida, que segundo ele é de R$ 1,6 milhão. O secretário chegou, inclusive, a denunciar a unidade de saúde por falta de atendimento.

   A situação caótica da saúde na Capital também é unanimidade entre os vereadores. A Câmara já instituiu uma Comissão Especial para levantar as principais falhas no atendimento e cobrar uma solução da prefeitura. Os membros da Comissão, formada pelos vereadores Toninho de Souza (PDT), Adevair Cabral (PDT), Néviton Fagundes (PRTB), Antônio Fernandes (PSDB) e Washington Barbosa (PRB), visitam as unidades a cada 15 dias.

   O descaso com o setor é tanto que o tucano Antônio Fernandes subiu à tribuna na terça (17) para cobrar do prefeito a abertura de sindicância no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. "Meu cunhado morreu depois de passar pelo Pronto Socorro. Os médicos deram apenas remédio para dor de cabeça e, mais tarde, ele voltou a ser internado e faleceu devido a um derrame cerebral. O corpo demorou 18 horas para ser liberado", relatou o parlamentar. (Andréa Haddad e Lisânia Ghisi)

(Às 19h15) - Secretária de Saúde diz que banheiros estão em "boas condições"

   Jaqueline Guimarães afirmou que os banheiros do Centro de Especialidades Médicas de Várzea Grande, o Postão,  estão em boas condições, mesmo com as torneira sem água, vasos sanitários sem condições de uso e falta de papel higiênica, mas se recusa a acompanhar a equipe de reportagem da TV Centro América ao local.  As filas são intermináveis e o tempo de espera para atendimento em algumas especialidades médicas chega a 3 meses. Já o consultório odontológico permanece fechado. Um papel afixado à porta informa que não há previsão para atendimentos.

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Clique no play
e veja mais em reportagem da TVCA 

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