Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:40 h

Confronto | 27/02/2012 - 08:40

Líder Romoaldo quer tirar Malheiros da Cultura e excluir Emanuel da AL

Patrícia Sanches


Romoaldo tenta "puxar o tapete" de Emanuel, que pode ficar sem vaga na AL, com possível saída de Malheiros do governo Silval

     Romoaldo Júnior, vice-presidente da Mesa Diretora, começa a se articular com alguns parlamentares entre eles José Riva (PSD) e Sérgio Ricardo (PR), para convencer o governador Silval Barbosa (PMDB) a tirar os deputados dos postos de secretários e, assim, provocar o retorno deles à Assembleia. A maior discussão é em torno da situação de Emanuel Pinheiro, que substitui João Malheiros, secretário de Cultura. O problema é que o republicano passou a contrariar o grupo que tem interesse na eleição da Mesa Diretora, marcada para julho.

    O grupo quer excluí-lo das discussões. Eles entendem que, com a volta de Malheiros, as negociações ficam facilitadas. É por isso que na semana passada Romoaldo saiu em defesa da extinção das pastas de Cultura e Esporte, conduzidas por Malheiros e Antônio Azambuja (PP). Esse assunto deve ser discutido nesta terça (28), durante reunião dos parlamentares com Silval.

    Por enquanto, as articulações em torno do comando da Mesa Diretora favorecem Sérgio. Ele tem o apoio de 18 dos 24 deputados. Apesar disso, alguns parlamentares se articulam para formar frente de oposição. Entre eles estão Guilherme Maluf (PSDB), Luciane Bezerra (PSB), Zeca Viana (PDT) e Mauro Savi.

    O bloco se anima porque o próprio Riva, na presidência pela 5 ª vez, admite que não deve fazer parte da próxima Mesa Diretora no cargo de presidente ou 1º secretário. Eles são 2 dos cargos mais importantes. Cabe ao 1º secretário, enquanto ordenador de despesas, ajudar o presidente a administrar o orçamento mensal de R$ 20 milhões.

    O governo Silval mantém no 1º escalão 3 deputados estaduais, sendo eles Malheiros, Azambuja e Teté Bezerra, que comanda a pasta do Turismo. O PMDB fez essa composição justamente para contemplar os suplentes que, agora, estão em apuros com a possibilidade de perderem a cadeira.

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Confronto | 25/02/2012 - 09:35

Secretário e senador partem para o enfrentamento com ataques mútuos

Romilson Dourado


Senador Pedro Taques e o secretário Eder de Moraes partem para embates políticos, marcados por críticas e xingamentos

    Eder de Moraes partiu para o enfrentamento contra Pedro Taques, um ex-procurador da República que, por causa da linha dura e investigativa junto aos agentes públicos, se tornou um senador temido. Se o governo Silval Barbosa tivesse outros secretários com estilo, perfil e coragem de Eder, não estaria sofrendo tanto desgaste. A administração tem dificuldades de explorar ações positivas. A maioria dos secretários bate-cabeça e se cala diante das críticas, ou porque faltam argumentos e, nesse caso, a defesa se tornaria frágil, ou por não possuírem habilidades técnica e política. Com Eder é diferente e, por isso, se tornou uma figura amada e odiada ao mesmo tempo.

    O secretário da Copa-2014, que também vive metido em confusão e em projetos polêmicos, lançou frases duras em reação a Taques que muitos políticos queriam fazê-las mas não têm coragem - confira aqui o que diz Eder sobre Taques. Afirmou, por exemplo, que o senador pedetista lança comentários e discursos marcados por ameaças ou desenha cenário do caos, carimbando todos políticos como desonestos. Já em relação a problemas e supostas irregularidades que atingem aos aliados, diz Eder, Taques se omite. O secretário ficou na bronca porque Taques subiu à tribuna do Senado e, entre outras coisas, cobrou transparência na execução dos projetos da Copa, especialmente quanto ao VLT - veja aqui o que disse o senador.

    Entre as funções do parlamentar estão a de fiscalizar os atos do Executivo, de exigir transparência e de apresentar projetos. Taques caminha na vida pública nessa linha, mas é um agente "estourado", daqueles que não levam desaforo para casa. Eder age igual. Foi assim no MT Fomento, primeiro cargo público ocupado no Estado, ainda no governo Blairo Maggi. Depois passou pelas pastas da Fazenda e da Casa Civil e pela extinta Agecopa até chegar à Secopa, responsável pelos projetos preparativos de Cuiabá para o Mundial de 2014.

    Dentro do próprio governo, a presença de Eder é tida como incômodo, mas o governador o considera uma peça essencial na engrenagem que move a administração. Embora afoito e determinado a atropelar etapas e, se necessário, massacrar correligionários para atingir seus objetivos, Eder é o único que vem a público pontuar em defesa da gestão. Os demais ficam na trincheira, assistindo o governo peemedebista levar porrete.

    As críticas de Eder a Taques ou dezem azedar a relação política da oposição com o governo ou produzirão efeito contrário. Há momentos em que os atos precisam ser repensados, no amor ou na dor.

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Confronto | 15/02/2012 - 07:23

PT vai ter de escolher entre apoiar Mendes ou seguir no governo Silval

Romilson Dourado


O secretário de Educação Ságuas Moraes pode cair se PT, sob William Sampaio, fechar aliança com Mauro Mendes para prefeito

   O PT, presidido no Estado por William Sampaio, do mesmo grupo de Carlos Abicalil e de Ságuas Moraes, está no barco do governo Silval Barbosa, do PMDB, mas, por conta das eleições municipais, já deu sinais de que pretende procurar outro abrigo. Iniciou, por exemplo, conversações para possível aliança em Cuiabá com o PSB de Mauro Mendes, adversário político de Silval. A cúpula do PMDB interpretou o sinal como traição e vai acionar os principais líderes da legenda petista para dar explicações. A regra é dura. Ou o petismo se firma com o PMDB, repetindo nas maiores prefeituras mato-grossenses a aliança nacional, em torno do governo Dilma Rousseff, ou terá de entregar os cargos na gestão Silval, sendo os principais deles de secretário de Educação, sob Ságuas, e de adjunto de Direitos Humanos, representado pela ex-deputada Vera Araújo, e outros postos na própria Seduc.

    Emissários do governador disseram que não vão tolerar o petismo com o discurso evasivo de que o PSB faz parte do arco de aliança nacional e que, partindo desse pressuposto, é possível fechar aliança com Mendes em Cuiabá. O Paiaguás propõe que o PT siga o caminho natural, que é apoiar a pré-candidatura a prefeito de Dorileo Leal, embora alguns militantes petistas resistam ao nome do empresário do ramo de comunicação por causa de brigas do passado.

   Até 2007, o PT fazia oposição ao governo estadual, na época sob Blairo Maggi (ex-PPS e hoje PR). Aceitaram, porém, se aliar ao Paiaguás em troca de cargos. A partir daí, tomou gosto pelo poder. Em 2010, o partido apoiou o projeto de reeleição de Silval, dentro de uma composição nacional, que tem Dilma na Presidência e o peemedebista Michel Temer de vice. Agora, o PMDB não aceita o PT ficar no muro ou permanecer na administração estadual e apoiar nomes para prefeitos considerados opositores, como é o caso de Mendes, derrotado nas urnas de 2010 por Silval, reeleito no primeiro turno.

    Ságuas comandou a Educação, a maior pasta da estrutura do Estado e com mais de R$ 1 bilhão de orçamento, por quase 3 anos. Saiu do primeiro escalão para ser deputado e, assim que perdeu a cadeira, conseguiu, sob muita articulação junto a Silval, reassumir o posto. Agora, será enquadrado, assim como Abicalil, que perdeu o cargo que ocupava em Brasília no Ministério da Educação. Ademais, o petismo representa mais parceria estratégica para o governo Silval em âmbito nacional porque, no Estado, está sem força política. Saiu minguado das eleições. Só tem um deputado estadual. Dos 11 parlamentares da bancada federal mato-grossense, nenhum é do PT.

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Confronto | 09/02/2012 - 08:21

Governador manda checar e deverá demitir Yuri por abandonar emprego

Romilson Dourado


Há cerca de um mês Yuri não aparece na Secopa para trabalhar e deve perder o cargo de assessor com salário de R$ 7,5 mil

   O governador Silval Barbosa decidiu que vai exonerar Yuri Bastos Jorge do cargo de assessor especial da Secopa até a próxima semana. Antes, quer ouvir oficialmente o secretário Eder de Moraes para checar se, de fato, o ex-diretor de Assuntos Estratégicos da extinta Agecopa está mesmo se ausentando do trabalho, conforme o Blog do Romilson divulgou na última terça - confira aqui. Segundo fontes da própria secretaria, há um mês, desde quando venceu o período de licença médica, Yuri não se apresenta, correndo risco de ser exonerado por abandono de emprego.

   Silval tem dito que já acumula problemas administrativos demais, inclusive por causa de projetos e obras emperrados na Agecopa e não pode ficar perdendo tempo com alguém que se predispôs a atuar na ajuda de resolução dos "pepinos" e depois, numa situação constrangedora e que instiga a revolta nos demais servidores, não vai ao trabalho e, mesmo assim, continua recebendo os R$ 7,5 mil mensais. Assim, está se tornando um fantasma. Antes, Yuri ganhava R$ 12 mil como diretor. Com o fim da Agecopa e criação da Secopa, perdeu espaço e passou a ser assessor, com subsídio inferior a R$ 8 mil. Está lotado na mesma função de outro ex-diretor: Agripino Bonilha Filho.

   Yuri não conta mais no Palácio Paiaguás com aval da chamada turma da botina, especialmente do ex-governador Blairo Maggi, de quem foi presidente do MT Saúde e secretário de Desenvolvimento do Turismo e do ex-secretário Luiz Antonio Pagot, seu padrinho político e com quem trabalhou na função de adjunto da pasta da Educação e também na assessoria do Dnit, em Brasília. Além do mais, por ser uma figura polêmica e que mais desagrega do que aglutina, Yuri se vê isolado. Pelo visto, não restará a ele outro destino senão a iniciativa privada.

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Confronto | 18/12/2011 - 09:00

Pinheiro diz que há deputados fora da Capital que xingam os cuiabanos

Romilson Dourado


Emanuel Pinheiro reclama de discriminação de colegas de outras regiões que "arrancam" votos dos cuiabanos e depois criticam-os

      O deputado Emanuel Pinheiro (PR), que mora na Capital mato-grossense, levantou uma questão polêmica durante sessão ordinária na Assembleia na semana passada. Ele disse que muitos de seus colegas parlamentares transformaram a Baixada Cuiabana, composta de 11 municípios, numa "mãezona" na "caça" de votos em época de campanha. Mesmo sendo bem recebidos, esses mesmos políticos, quando estão em suas bases eleitorais, costumam zombar dos cuiabanos e de seus representantes, chamando-os de preguiçosos, de oportunistas e de paraquedistas e não cumprem promessas de beneficiar Cuiabá com recursos. Pinheiro não citou nomes e, mesmo assim, alguns deputados contestaram-no, da tribuna, como José Riva, de Juara; Ezequiel da Fonseca e Airton Português, da região Oeste, Romoaldo Júnior, do Nortão, e Jota Barreto, da Grande Rondonópolis (Sul).

     Segundo Pinheiro, 35% da população do Estado moram na Baixada Cuiabana, região pioneira e centro das decisões políticas e administrativas. Destaca que durante a campanha, candidatos de outros municípios aparecem com muitas promessas e com argumentos de que pretendem trabalhar para contemplar todo Estado e pela integração das regiões. Uma vez eleitos, mudam o foco, pregando a regionalização e passam a argumentar que Cuiabá "já tem tudo". De acordo com o republicano, quando algum político que mora na Capital se desloca para o interior, o tratamento dado por parlamentares dessas regiões não é o mesmo. Para tentar barrá-los, propagam que são aventureiros e que vão para suas cidades para "roubar voto" e sem comprometimento com a população local.

     A discussão surgiu porque, assim que soube que Pinheiro estava se articulando pela implantação de um campi da Unemat em Cuiabá, deputados do Sul, com cinco representantes (Percival Muniz, Barreto, Sebastião Rezende, Gilmar Fabris e Ondanir Bortolini, o Nininho), passaram a fazer igual para Rondonópolis contar também com uma unidade da Unemat, cuja sede é em Cáceres. Pinheiro disse que a "República de Rondonópolis" estava certa em se mobilizar e chamou atenção para o fato de Cuiabá ter perdido representantividade na Assembleia. Lembra que somente Rezende, de Rondonópolis, "arrancou" cerca de 10 mil votos dos cuiabanos nas eleições de 2010, assim como Riva, com 6 mil votos na Capital, e Mauro Savi, que é de Sorriso e obteve 7 mil votos na capital e que foram fundamentais para a reeleição.

     Na sua avaliação, a Capital, com aproximadamente 1/4 do eleitorado, poderia fazer como em Tangará da Serra, no Médio-Norte, que tem adotado a campanha do voto útil e conseguiu reeleger o deputado Wagner Ramos (PR). Lembra que em 1994, a Baixada Cuiabana contava com 14 das 24 cadeiras no Legislativo mato-grossense e hoje, 16 anos depois, são apenas 5 (Sérgio Ricardo, Carlos Avalone, Walace Guimarães, Luiz Marinho e o próprio Pinheiro - João Malheiros e Guilherme Maluf estão licenciados).

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Confronto | 10/11/2011 - 09:09

Deputados pedem queda de Arnaldo por ignorar pedidos e não dialogar

Romilson Dourado


Deputado Ademir Brunetto é um dos que descem "porrete" no secretário Arnaldo Alves, cuja pasta terá o orçamento "dobrado"

     O secretário de Transporte e Pavimentação Urbana Arnaldo Alves, sustentado no cargo mais por força de um acordo político do PR com o governador Silval Barbosa, se transformou num saco de pancada de alguns deputados. Para piorar a relação, Arnaldo não foi à audiência desta quarta, realizada pela Assembleia para debater a peça orçamentária de 2012, principalmente quanto aos projetos e recursos destinados à infraestrutura. Os parlamentares querem ouvir de Arnaldo as razões técnicas e justificativas para a secretaria ter praticamente dobrado o orçamento, de menos de R$ 800 milhões do exercício deste ano, para R$ 1,4 bilhão.

    O petista Ademir Brunetto é um dos mais exaltados na campanha pela queda de Arnaldo. Ele o chama de incompetente. Já usou a tribuna algumas vezes para disparar sua metralhadora verbal contra o secretário. Reclama que Arnaldo não responde aos requerimentos dos parlamentares, ignora convocação e os pleitos das regiões que pedem socorro para recuperação da malha viária. Os deputados José Riva (PSD) e Luciane Bezerra (PSB) também seguem a mesma linha. O próprio líder do governo, deputado Romoaldo Júnior (PMDB), chegou a dizer que Arnaldo "está com os dias contados" na pasta.

    A secretaria conduzida por Arnaldo é complexa e, por envolver muitas licitações de obras de quase todo tipo, tem sido alvo de denúncias de irregularidades. No ano passado, por exemplo, 7 ocupantes de cargos estratégicos na secretaria foram exonerados por causa de escândalos. O maior deles envolveu o ex-secretário Vilceu Marchetti, acusado de envolvimento na compra superfaturada em R$ 44 milhões de máquinas pesadas que foram doadas pelo Estado às prefeituras.

    O governador se mostra preocupado com as irregularidades que têm surgido na administração. Embora Arnaldo não tenha nenhum envolvimento com os escândalos, Silval tem dito que deve tirá-lo da pasta para evitar tantos confrontos e acirramento de ânimos com deputados, o que acaba respingando negativamente em todo governo. A tendência é de Arnaldo voltar à secretaria de Planejamento.

Às 15h55 - Secretário alega não ter recebido convite da Assembleia

   Em nota, o secretário Arnaldo Alves afirma que não recebeu nenhum convite ou comunicado da Assembleia, solicitando comparecimento de representante da secretaria de Infraestrutura e Pavimentação Urbana, na audiência pública de quarta para debater a Lei Orçamentária Anual de 2012. Por conta disso, explica, viajou para o Rio de Janeiro com o governador Silval Barbosa e comitiva, com vistas a tratar de assuntos, como busca de investimentos para o programa Mato Grosso Integrado, Sustentável e Competitivo, que prevê a interligação de todos os municípios do Estado. Explica que faltam 44 serem interligados por pelo menos uma via de acesso pavimentada.

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Confronto | 16/09/2011 - 07:25

Após ataques, situação de Domingos fica insustentável; Fabris perde vaga

Patrícia Sanches


O secretário José Domingos deixa a gestão Silval Barbosa até 15 de outubro e já disse a aliados que não tem como recuar mais, principalmente depois do "vazamento" do vídeo com seu discurso crítico ao governo; suplente Gilmar Fabris perde cadeira na AL

   As críticas ao governo disparadas pelo secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar José Domingos Fraga, durante reunião com membros da Empaer, expuseram o sucateamento do órgão e ganharam repercussão negativa de imediato no Palácio Paiaguás, após o RDNews e o RDTV divulgarem o conteúdo do discurso do deputado licenciado. Se o desligamento de Domingos do primeiro escalão já era cogitado, essa hipótese ganha mais consistência agora. Ademais, o DEM é visto com certa desconfiança porque nas eleições do ano passado não apoiou o projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), mas sim o tucano Wilson Santos.

     As declarações do secretário serviram de munição para ajudar aqueles que já defendiam ele fora do governo. Há orientação para que gestores em cargos de confiança propaguem apenas os pontos positivos de cada pasta, vindo a omitir problemas, de modo a não expor o governo. Domingos fez o contrário. Durante o encontro, que contou com a presença de servidores, de três deputados e de membros da diretoria da Empaer, ele disparou críticas ao governo.

     O secretário admitiu que existem irregularidades dentro da Central de Abastecimento de Agricultura Familiar. Defendeu que alguns escritórios da Empaer sejam fechados. Ele argumenta que os postos não têm carro, combustível e internet. Assegura não ter forças para mudar a situação. Nos bastidores, após  vazamento das declarações, o próprio Domingos revelou que não encontra mais clima para permanecer no staff.

Zé Domingos admite irregularidades e alega estar de "mãos atadas"

     O retorno do democrata à Assembleia, que deve acontecer até 15 de outubro, tira a vaga do suplente Gilmar Fabris (DEM). Hoje quem substitui Domingos é Carlos Avalone, da mesma coligação, mas foi Fabris, primeiro-suplente e licenciado, quem foi o principal articulador junto ao Paiaguás para o colega democrata assumir a secretaria. Fabris deve interferir para tentar "segurar" Domingos no Executivo.

     O PMDB, por sua vez, vibra porque tem a chance de assumir o comando da sexta secretaria, empatando com o PR. A cúpula já indicou a Silval o nome do advogado Clovis Cardoso, que já atua como adjunto de Agricultura Familiar e preside o diretório do PMDB de Cuiabá. O partido do governador tem hoje no primeiro escalão José Lacerda (Casa Civil), Teté Bezerra (Turismo), Nico Baracat (Cidades), Osmar de Carvalho n(Comunicação) e Roseli Barbosa (Trabalho e Assistência Social)

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Confronto | 07/09/2011 - 08:15

Tucano Maluf orienta assessoria por expulsão dos infiéis Antero e Thelma

Andrea Haddad e Romilson Dourado

    O médico e presidente do diretório municipal do PSDB, deputado Guilherme Maluf, parece estar cercado de tucanos infiéis e prontos para bicá-los até sangrar e dificultar sua candidatura a prefeito da Capital. O ex-senador Antero Paes de Barros e a ex-deputada estadual Thelma de Oliveira já estão abandonando o barco do colega, antes mesmo da partida, para subir no palanque do amigo de longa data, empresário João Dorileo Leal, pré-candidato ao Palácio Alencastro pelo PMDB. Como hoje estão fora de cargos eletivos, Antero e Thelma não correm risco de cassação. Sendo assim, não ficaram constrangidos de, mesmo o PSDB tendo nome lançado como virtual candidato, de prestigiar a solenidade que marcou a filiação de Dorileo. Maluf passou a orientar membros da Executiva a votar pela expulsão.

   Os dois tucanos são apontados não apenas como cabos eleitorais de Dorileo, mas também no papel de articuladores do projeto político do amigo, mesmo se tratando de integrante de um partido que foi oposição ao tucanato. O governador Silval Barbosa, do PMDB, se reelegeu no ano passado tendo com um dos adversários o tucano Wilson Santos. Antero já adiantou que fará campanha pró-Dorileo. Thelma segue a mesma linha. Maluf, por sua vez, se mostra revoltado.

   Antero é compadre e amigo de Dorileo há mais de 20 anos, além de apresentar programa na rádio CBN Cuiabá, que pertence ao Grupo Gazeta. Thelma é viúva do ex-governador Dante de Oliveira, que tinha relações estreitas com o empresário, que praticamente controlava as verbas publicitárias na gestão do tucanato.

    Os laços de amizade podem acabar infringindo regras partidárias. O pedido de expulsão vai entrar na pauta do encontro do diretório estadual do PSDB convocado para a próxima segunda (12), a partir das 17h, na sede do partido, na Capital. Nos bastidores, o deputado Maluf orientou sua assessoria e Valmir Molina, que integra a Executiva e se tornou um de seus cabos eleitorais, a ingressar com pedido de expulsão de Antero e Thelma do PSDB por infidelidade partidária. Eles foram aplaudir Dorileo e ainda compuseram a mesa de autoridades no ato de filiação, em 1º de setembro, na Fiemtec, com a presença do vice-presidente da República Michel Temer e de outras lideranças nacionais.

   Não são apenas questões de infidelidade partidária que o pré-candidato Maluf enfrenta. Uma outra corrente do PSDB formada, na maioria, por ocupantes de cargos eletivos, defende rompimento com o prefeito Chico Galindo (PTB) para viabilizar a pré-candidatura, mas tucanos com “boquinhas” no Alencastro esperneiam e tentam postergar ao máximo a entrega dos cargos.

Às12h -  Em nota, pré-candidato do PSDB evita confronto e nega orientação por expulsão

   O pré-candidato a prefeito de Cuiabá e dirigente municipal do PSDB, deputado Guilherme Maluf, nega que tenha orientado seus assessores a se movimentar nos bastidores pela expulsão do partido de Antero e Thelma. Por meio de assessoria, o deputado enviou nota ao blog, contestando a notícia.

   Eis, abaixo, a nota na íntegra do deputado Guilherme Maluf

   Em relação a matéria publicada no Blog do Romilson, o deputado estadual e presidente do diretório municipal do PSDB, Guilherme Maluf, faz questão de esclarecer o seguinte:

  1- Não é verdadeira a informação de que eu, Guilherme Maluf, tenha orientado o militante e membro da executiva municipal do partido, Valmir Molina, a pedir a expulsão do ex-senador Antero Paes de Barros e da ex-deputada federal e atual presidente do PSDB Mulher nacional, Thelma de Oliveira. Essa decisão partiu única e exclusivamente do Molina.
  2- Molina não é assessor do meu gabinete, conforme é citado na reportagem. É preciso verificar melhor as informações antes de publicar, para não cometer erros, como esse. E verificar também direto com Molina se ele recebeu alguma orientação minha.
  3- O fato de Antero e Thelma terem prestigiado o ato de filiação do empresário João Dorileo Leal não justifica uma expulsão.
  4- Já disse outras vezes e volto a dizer: Antero e Thelma têm história dentro do PSDB, respeito muito os dois. O ex-senador já me comunicou que não poderá estar ao meu lado no meu projeto de candidatura pela proximidade que tem com Dorileo. Antero inclusive comunicou que deverá tomar uma decisão muito em breve em relação a sua situação partidária. Thelma é uma das grandes lideranças do partido, podendo até mesmo ser um forte nome para as próximas eleições. São posições que respeito.
 
 Atenciosamente
   Guuilherme Maluf

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Confronto | 02/08/2011 - 09:10

Caciques Henry e Riva rompem e trocam farpas após 2 décadas juntos

Romilson Dourado

Pedro Henry e José Riva    O surgimento do PSD, que está atraindo dissidentes de várias siglas, principalmente do PP, colocou em campos opostos dois caciques políticos, o deputado federal licenciado Pedro Henry, secretário de Estado de Saúde, e o presidente da Assembleia, deputado José Riva. Ambos estão agora em rota de colisão.

    Riva deixou o PP minguado. Levou com ele para o PSD várias lideranças, especialmente ocupantes de cargos eletivos.

    Henry ficou na bronca, tanto que promoveu uma reunião da Executiva no último dia 27, quando anunciou que iria fazer uma notificação pública a todos filiados para, se optarem pela desfiliação, fazer o comunicado de imediato ao partido. Insinuou que o PP poderá até pedir na Justiça a cassação do mandato daqueles que estão saindo, embora a lei permita troca-troca partidário em caso de ingresso em agremiação nova.

   Riva, cacique da região do Vale do Arinos, e Henry, que transformou o Oeste mato-grossense em seu curral eleitoral, rompem uma aliança política de duas décadas. Já militaram juntos, por exemplo, no PSDB. Agora, cada um busca um caminho diferente. Henry sonha em reconstruir o PP e continuar ditando as regras internas. Tem a legenda progressista como aliada do governo Silval Barbosa. Riva segue como principal estrela do PSD, que será criado oficialmente no país no próximo mês. Ao mesmo tempo que prega que o novo partido faz parte da base da administração peemedebista, enfatiza que terá atuação independente.

   Exímio articulador político e com a força de quem comanda a Assembleia e exerce forte influência nos Poderes, José Riva, que está no quarto mandato de deputado, tem conseguido arregimentar para o PSD 46 prefeitos dos 141 do Estado, mais de 300 vereadores, 5 deputados estaduais e 3 federais. Com isso, o PSD já nasce como o maior, superando PR, PMDB e DEM.

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Confronto | 29/07/2011 - 07:44

Bancada do PSDB não aceita romper e inviabiliza candidatura de Maluf

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Vereadores Antonio Fernandes, Lueci Ramos, Edivá Alves e Paulo Borges não querem deixar as benesses do poder

   O deputado Guilherme Maluf, presidente do diretório municipal do PSDB, se tornou refém da bancada do seu partido na Câmara Municipal. Ele defende ruptura política com o prefeito Chico Galindo. Seria o primeiro passo para viabilizar o projeto de candidatura à sucessão do próximo ano. O problema é que os quatro vereadores tucanos, além dos suplentes que hoje estão legislando na vaga de titulares licenciados, não aceitam se distanciar do Palácio Alencastro motivado por algumas razões, entre elas apego a cargos e a outros benesses do poder. O tucanato, ainda influenciado pela gestão do ex-prefeito Wilson Santos, "abocanha" várias funções que vão do primeiro ao quarto escalão.

    Maluf chegou a convocar uma reunião da Executiva para esta semana com propósito de discutir rompimento, mas decidiu cancelá-la quando soube que os seus vereadores estavam se articulando para reprovar a ideia e, inclusive, convidaram Galindo e o presidente da Câmara Júlio Pinheiro, do mesmo PTB do prefeito, para estarem presentes ao encontro, mesmo se tratando de um debate interno.

    Quando questionados, os parlamentares Antonio Fernandes, Edivá Alves, Lueci Ramos e Paulo Borges negam conspiração e asseguram que vão cumprir a decisão partidária mas, nos bastidores, chegam a ameaçar até sair da legenda tucana. Edivá e Borges, por exemplo, estão em negociação com o PSD, que será criado oficialmente até setembro. Ambos são secretários de Galindo e deixam as pastas no próximo mês para voltar a atuar na Câmara. Edivá conduz o Trânsito e Transporte Urbano e está tão governista que aceitou deixar o cargo, mas quer no seu lugar o adjunto Josemar de Araújo Sobrinho, pessoa de sua confiança e também muito ligado ao ex-prefeito Wilson. Assim, continuaria mandando, mesmo fora da secretaria. Borges vai deixar a Infraestrutura, mas também quer do prefeito direito de indicar o substituto.

  Essas amarrações de bastidores e que não passam por uma discussão dentro do PSDB dificultam o trabalho de Maluf. Ele sabe que sua candidatura a prefeito só ganhará força se tiver o condão de opositor. Nesse caso, deveria romper e determinar que todos os tucanos entreguem cargos ao prefeito. Não reúne, porém, força política para isso.

   Lueci e Antonio Fernandes são governistas ao extremo e possuem várias indicações na prefeitura. Assim como Edivá e Paulo Borges, eles não aceitam se afastar do prefeito. Argumentam que Maluf poderia construir projeto de candidatura como aliado do Palácio Alencastro. Os suplentes que estão legislando hoje, Thiago Nunes e Leonardo de Oliveira, seguem a mesma tese. De quebra, o presidente regional do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, está afinado politicamente com o petebista Galindo. Maluf, pelo visto, já foi "abatido" no ninho tucano antes de tentar alçar voo com sua pré-candidatura rumo ao pleito de 2012.

Enquete
Na sua opinião, o PSDB deveria romper com o prefeito Chico Galindo?
  • Sim
  • Não
  • Sei lá!
Chart?chd=s:9dj&chl=sim+%2861

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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Confronto | 23/06/2011 - 07:40

Ferra e Prieto dividem Defensoria e MP e brigam devido a orçamento

Patrícia Sanches

      Fernando Ordakowski

Marcelo Ferra, procurador-geral de Justiça, e André Prieto, defensor-público-geral, não chegam a um acordo

     As duas instituições que têm a missão de fiscalizar as ações dos agentes públicos e resgardar os direitos da população, principalmente a mais carente, estão em conflitos. O maior embate é quanto à fatia orçamentária. Enquanto o procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra se vê contemplado com R$ 204,6 milhões destinados ao Ministério Público por ano, André Luiz Prieto tem reclamado do que chama de falta de vontade política por parte do governo para ampliar o orçamento da Defensoria, que trabalha com previsão de R$ 58 milhões.

    Prieto observa que a Defensoria, criada no Estado no governo Dante de Oliveira, já com uma década de atraso, tem  papel essencial no andamento dos processos e na assistência jurídica a pessoas carentes e, mesmo assim, não possui autonomia, situação diferente do MPE. Ele não concorda com a disparidade orçamentária entre as duas instituições. Destaca que 80% dos processos nas comarcas estão sob os advogados do “povo” e que, sem eles, os trâmites “empacariam”.

    Nos bastidores, o defensor-geral critica ainda a superestrutura do MPE, que, em sua sede de Promotorias, possui mármore no piso. Já a Defensoria funciona num prédio acanhado no complexo do CPA. Prieto defende que o orçamento da Defensoria seja elevado em 100%, chegando a R$ 110 milhões. Assim, poderia convocar mais 60 dos 123 aprovados em concurso público, montando a estrutura necessária para atender a demanda nos municípios.

    Hoje são 140 profissionais no quadro da Defensoria. Recentemente, o MPE acionou Prieto por ato de improbidade administrativa, depois que ele remanejou alguns defensores, deixando comarcas “descobertas”. Na bronca, Prieto declarou que alguns promotores são inexperientes e que "não têm o que fazer". Foi mais um capítulo da novela que apresenta Ferra e Prieto como protagonista, cada um em defesa da instituição que representa, quando, em verdade, deveriam estar unidos em nome dos direitos da sociedade e do zelo para com a coisa pública.

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Confronto | 21/05/2011 - 18:23

Consultor de Galindo tira Agecopa de propaganda e motiva conflitos

Romilson Dourado

Marqueteiro Paulo Leite   Sob influência do consultor e publicitário Paulo Leite, a Prefeitura de Cuiabá passou a exibir informes publicitários na TV neste sábado sobre o recapeamento da avenida Isaac Póvoas e citou apenas como parceiro o governo estadual, excluindo a Agecopa, mesmo se tratando da maior responsável pela liberação de recursos para execução da obra.  Leite, numa ação conjunta com o secretário de Comunicação Flávio Garcia, tomou a decisão de deixar a Agecopa fora da propaganda porque a autarquia não aceitou "patrocinar" a campanha. Essa postura acabou contrariando o próprio prefeito Chico Galindo, que tem reclamado da atuação pífia da Comunicação, e provocou também reviravolta na Agecopa.

    O presidente da Agecopa, executivo Eder de Moraes, disse não acreditar que Galindo tenha compactuado com o que chama de "política de comunicação arcaíca, destoante, da idade da pedra e que é abominável pela sociedade". Enfatiza que o prefeito procurou o governador Silval Barbosa, demonstrando cordialidade, e solicitou parcerias para executar vários projetos, como obras do PAC, gestão da saúde pública da Capital e na área de saneamento e de infraestrutura. O Palácio Paiaguás, por sua vez, se colocou à disposição para ajudar a administração petebista.

    Eder observa que a Agecopa cortou do orçamento R$ 20 milhões para atender o Palácio Alencastro no projeto do Multiação, com operações tapa-buracos, recapeamento asfáltico e melhorias da área urbana, como a obra da Isaac Póvoas. Comenta que a secretaria de Comunicação começou a pressionar a Agecopa para também "bancar" a campanha publicitária e, como disse "não", o consultor do prefeito Paulo Leite resolveu cortar a autarquia da propaganda. No informe, menciona somente a prefeitura e o governo estadual.

   "A Agecopa tem desenvolvido ações em Cuiabá e Várzea Grande, principalmente de infraestrutura, que deveriam ser obrigação dos prefeitos, mas estamos juntos para colaborar com o processo de desenvolvimento. Agora, se somos parceiros, porque sermos excluídos por um secretário com ideias ultrapassadas e que age com o fígado!", questiona Eder de Moraes. Para o presidente da Agecopa, esse tipo de postura de um auxiliar "incompetente" pode comprometer parcerias que estão dando certo.

    Considera que o clima entre o governo, a Agecopa e os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande "é produtivo e de união". "Podemos ter algumas divergências, mas, no fundo, os gestores pensam no que é melhor para a cidade. Não podemos deixar que mesquinharias atrapalhem o andamento dos projetos", disparou Eder, ex-secretário de Fazenda e da Casa Civil dos governos Blairo Maggi e Silval  e há um mês no comando da autarquia responsável pelos projetos preparativos da Grande Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014.

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Confronto | 19/05/2011 - 07:30

Dono de PCHs, Avalone garante que o governo trava pedidos de licença

Andréa Haddad

Carlos Avalone     Com participação acionária em cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na região de Sapezal e Campos de Júlio, o deputado Carlos Avalone (PSDB) joga nos ombros do governo estadual a responsabilidade pelos processos de licenças para exploração do setor não serem submetidos à apreciação da Casa. Por outro lado, ele pondera que os técnicos da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema), comandada por Alexander Maia, e os membros da CPI das PCHs têm interpretações distintas sobre a obrigatoriedade de empreendimentos, com até 30 megawatts, passar pelo crivo do Legislativo.

     Enquanto Maia alega que não há necessidade de autorizações para usinas com menos potencial hidrelétrico serem avalizadas pela AL, deputados que compõem a CPI argumentam que o artigo 279 da Constituição Estadual determina a apreciação em plenário de todos os pedidos de licenciamento. “Foi uma decisão das autoridades de mandar ou não para a Assembleia. O empresariado fez o processo de licenciamento e enviou ao Executivo. O governo leu a constituição e, ao contrário da interpretação da Assembleia, entendeu que não tem que passar pela Casa quando o potencial é de até 30 megawatts. Mas se tiver que mandar, manda, não é o empresário quem decide isso”, sustenta.

     Segundo suplente da coligação PSDB-DEM-PTB e recém-empossado na cadeira de Guilherme Maluf, Avalone aponta embaraço tanto para o governo como para a própria AL ao colocar os empresários do setor na condição de vítimas do conflito de interpretações da legislação entre os dois Poderes. “A Assembleia nunca negou nada, quem nega é a Sema. Passar com um processo na Sema não é fácil, leva anos de estudo, com audiências públicas e participação do Ministério Público. Aqui na Assembleia, nada. (O processo) Entra, vai para uma comissão, analisa, vê se o procedimento foi correto e aprova. Então porquê motivo o empresário não iria querer mandar para cá? Esta foi uma decisão das autoridades e elas estão sendo contestadas. A vítima vai ser o empresário”, alega.

     Além de ser acionista em cinco PCHs, quatro com 16 megawatts e uma de 30 megawatts, e representar o segmento da energia elétrica enquanto vice-presidente da Federação das Indústrias em Mato Grosso (Fiemt), Avalone era o secretário de Indústria e Comércio no governo Dante de Oliveira, já falecido, e resolveu legislar na Casa com participação nos trabalhos da CPI, até mesmo para evitar especulações de suposto beneficiamento nas autorizações para explorar o setor.

     Indagado sobre a declaração do presidente da comissão, Percival Muniz (PPS), de que seria assinado um decreto para tornar todos os empreendimentos no Estado ilegais, Avalone reage com a afirmação de que as PCHs estão em atividade. “O que é ilegal? Eu não sei ainda, não sou advogado, estou esperando a decisão da CPI, do governo e a reação do setor”. Segundo ele, cabe à própria AL definir quais processos de licenciamento devem ser remetido à apreciação da Casa. “A Assembleia vai ter que decidir se as usinas vão parar de funcionar ou não”, aponta.

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Confronto | 16/05/2011 - 08:10

Sem Serys e agora com o PT menor, grupo de Abicalil vira unanimidade

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Bloco de Carlos Abicalil, com Ságuas Moraes e Alexandre Cesar, se vê livre do grupo de oposição liderado por Serys

    O grupo de Carlos Abicalil, do qual fazem parte os deputados Ságuas Moraes (federal) e Alexandre Cesar (estadual), decidiu acabar com uma banda do já combalido PT em Mato Grosso e, assim, se tornar unanimidade interna. A única base de resistência captaneada pela ex-senadora Serys Marly foi anulada. Sob orientação do bloco de Abicalil, da mesma corrente de José Dirceu e Delúbio Soares, a comissão de Ética apresentou relatório pela expulsão de Serys e também pela advertência à Eroísa de Mello e por advertência e suspensão à ex-deputada Vera Araújo e ao vereador por Cuiabá Lúdio Cabral - saiba mais aqui. Serys se vê numa situação delicada. Além de perder para deputada federal, ainda encontra as portas fechadas do seu partido.

    Abicalil foi derrotado ao Senado e já conseguiu emprego de assessor especial no Ministério da Educação, em Brasília. Antes de abrir mão da presidência regional do petismo para ter o amigo Ságuas no comando partidário, ele orientou a comissão de Ética a agir com rigor contra Serys e outros traidores da campanha. Não "engoliu" o fato da ex-senadora tê-lo rejeitado como candidato e, de quebra, ainda trabalhar pela eleição de Pedro Taques (PDT), que conquistou uma das duas cadeiras em disputa. A outra ficou com Blairo Maggi (PR).

    O PT ficará ainda menor. Por causa da expulsão de Serys, vários militantes devem pedir desfiliação. Devido às brigas internas, o partido vem perdendo espaço. É grande em âmbito nacional, tanto que comanda o país com a presidente Dilma Rousseff, mas está pequeno em Mato Grosso.

    Apesar de ter disputado várias eleições majoritárias, inclusive com Serys, Abicalil e Alexandre, o petismo nunca conquistou o governo estadual. No ano passado, só assegurou uma cadeira na Assembleia. Reelegeu Ademir Brunetto. Até então, por três legislaturas seguidas, contava com dois representantes. Dos 8 federais mato-grossenses hoje, um é petista: Ságuas. O problema é que ele perderá a vaga para Nilson Leitão (PSDB) que, com recálculos dos votos e inclusão daqueles que estavam sub judice devido à postergação da vigência da Lei da Ficha Limpa, o tucano passa a ter direito ao posto que hoje é ocupado pelo petista. De 141 prefeitos, somente 15 são do PT. O partido possui 17 vice e, num universo de 1,3 mil vereadores, ocupa 115 vagas.

    Desiludidos, militantes históricos se afastaram, como Gilney Viana e Wanderlei Pignati. Restou a banda de Abicalil, que agora, livre, faz o que bem entender do partido. Busca composições para, a todo custo, aproveitar as benesses do poder.

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Confronto | 22/04/2011 - 09:38

Para Percival, PMDB faz estragos em Rondonópolis; prefeito reage

Romilson Dourado

   Pelo menos quatro nomes com experiências de prefeito de Rondonópolis se apresentam como pré-candidatos à sucessão municipal. São eles: empresários Rogério Salles (PSDB) e Adilton Sachetti, que deve voltar a se filiar no PR, o deputado Percival Muniz (PPS) e o prefeito Zé do Pátio (PMDB). Percival era vice, ganhou a condição de titular com a renúncia de Alberto de Carvalho e se reelegeu. Com isso, administrou Rondonópolis por dois mandatos. Sachetti foi prefeito por quatro anos. Em 2008, perdeu para Pátio, que deve buscar a reeleição. Nos anos 1990, Salles foi gestor por dois anos. Entrou no lugar de Carlos Bezerra, que renunciou para disputar vaga de senador.

  Numa das cidades mais politizadas do Estado, eles começam, desde já, os embates visando o pleito do próximo ano. Em entrevistas ao RDTV, exibidas nas edições de quarta (20) e desta quinta (21), Percival desenha um cenário de caos administrativos em Rondonópolis e se intitula "salvador da Pátria". O prefeito, por sua vez, contrapõe, citando feitos de seu mandato.

  Sobre a administração em Rondonópolis, o que que dizem...

   Percival Muniz...
Percival Muniz * Rondonópolis passou, em 98 e 99, por uma crise igual a esta, com saúde pública caindo aos pedaços, administração pública deixando a desejar, lixo por recolher nas ruas e servidores revoltados. Era um caos, patrocinado, inclusive, pelo meu partido (PPS), que está no poder lá.

* Coube a mim acabar com o caos e voltar à governabilidade e o crescimento. Assumi o município numa época de caos generalizado.

* Agora, parece que o PMDB vai repetir o caos e vai caber ao Percival consertar (a administração). Então, estou me transformado num salvador de caos e, o PMDB, num criador de caos.

*  Espero que eles tenham tempo de consertar a forma como estão governando. O governador (Silval Barbosa) e o prefeito são do PMDB. Eles têm de se entender, abençoados pelo cacique Bezerra, e resolver os problemas porque pediram voto e têm de dar resposta à população.

Zé do Pátio  ...e Zé do Pátio
 * Seis hospitais fecharam nos últimos 15 anos. Isso é negativo. A Santa Casa cumpre o seu papel importante para o município. É um hospital filantrópico e investimos nele R$ 15 milhões em serviços de UTI e, com ajuda do governo do Estado, ampliamos a UTI Neonatal. Há necessidade de buscar novas parcerias. Quanto ao hospital regional, quero parabenizar o secretário Pedro Henry por tentar mudar o conceito de gestão. O hospital tem de ser mais célere, trabalhar com produtividade e estão havendo mudanças que, no futuro, serão positivas.

* Tirei as pessoas da beira do rio, de área da OAB, de áreas públicas. Acabei com mais de 10 assentamentos urbanos e só tem um e criei um bairro para acolher todas essas pessoas. Se for lá, vai ver que estamos colocando rede de água e energia e, com apoio dos governos federal e estadual, estamos construindo casas populares.

* Minha relação com o governador Silval é positiva, de namoro, de noivado e vamos construir pauta positiva porque estão em jogo os interesses públicos. E o Silval já foi deputado comigo e sabe da minha forma de ser, da minha lealdade. A questão dos embates faz parte da característica do PMDB, que tem militância forte. Vai prevalecer a democracia.

* Sou um dos únicos prefeitos que adminstram com minoria na Câmara Municipal e sem nenhuma dotação orçamentária em aberto. Se preciso (remanejar) 1%, tem de submeter à Câmara, mas a relação com os vereadores é de respeito institucional e de ética.

* Tenho energia de 20 anos de idade. Estou preparado para qualquer projeto, mas isso é discussão mais para frente. O projeto nosso é administrar Rondonópolis. Não estou olhando para projeto de reeleição.

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Confronto | 02/04/2011 - 07:20

Mendes sonda e já desiste do PSD, segue no PSB e se junta à Luciane

Romilson Dourado

    Fernando Ordakowski

Mauro Mendes, pré-candidato a prefeito da Capital, se junta a Luciane Bezerra para "tomar" o PSB de Valtenir

  O empresário Mauro Mendes, que sonha em disputar pela segunda vez a Prefeitura de Cuiabá, sondou o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab sobre a possibilidade de deixar o PSB e ingressar no novo Partido Social Democrático. Concluiu, depois de uma longa conversa, que no PSD o caminho seria mais longo e cheio de obstáculos porque não teria um bom tempo no horário eleitoral, algo possível somente após a legenda formar bancada na Câmara Federal, e seria obrigado a buscar composições com legendas maiores para obter esse espaço na corrida sucessória. Além disso, poderia se juntar com a família Campos, já que o deputado Júlio Campos tende a aderir ao novo partido. Mendes, que já está na terceira sigla em menos de cinco anos de militância política (começou no PPS, foi para o PR e está no PSB), concluiu que não trocará mais de partido.

   Como enfrenta divergências internas com Valtenir Pereira, presidente regional, Mendes pediu socorro ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que comanda o partido nacionalmente. Ficou acertado que até o final deste mês, o dirigente vai reunir os grupos de Valtenir, de Mendes e da deputada estadual Luciane Bezerra para fechar um entendimento. Eduardo já adiantou não aceitar que o partido, com condições favoráveis para conquistar o Palácio Alencastro, venha desperdiçar essa chance por consequências de brigas internas.

    Versões

    Cada um apresenta versão diferente. O deputado Valtenir tem dito que Mendes não segue regras partidárias, é centralizador e prefere conduzir as discussões sem dar satisfação à Executiva estadual. Luciane está mais próxima de Mendes e "detona" Valtenir, para quem negocia e aluga o partido. Mendes entende que o deputado atua como "estorvo".

    A reclamação que chegou à direção nacional é de que Valtenir, que garantiu a reeleição à Câmara Federal como o terceiro mais votado, entregou o PSB de Colniza para o marido da prefeita Nelci Capitani (DEM) para, em troca, ser apoiado pelo grupo. Em Novo Horizonte do Norte fez "dobradinha" com o presidente da Assembleia José Riva (PP). As negociações por apoio e votos a líderes de outros partidos teriam sido "amarradas" também por Valtenir em Sinop, Juína e Cáceres.

   Mesmo com forte influência junto à direção nacional do PSB, já que ocupa cadeira na Câmara e conduz o partido em Mato Grosso, Valtenir começa a enfrentar um contraponto mais sistemático de Mendes e Luciane, que se uniram e querem até destituí-lo do cargo. Com a interferência da Nacional, ou o partido deve fechar unidade ou, então, rachar de vez. 

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Confronto | 24/02/2011 - 08:40

Percival aproveita falhas na Saúde, cutuca Henry e tira proveito político

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski

Percival Muniz, do PPS, se identifica como opositor e inicia cerco ao governo pela pasta da Saúde, sob Pedro Henry

   No governo Blairo Maggi, ora ele era aliado, ora opositor. Oscilava conforme a conveniência pessoal. Agora, sob Silval Barbosa (PMDB), o deputado de segundo mandato Percival Muniz (PPS) se apresenta como oposição. Como tal, tem procurado mexer em vespeiros e levantar problemáticas da administração com o propósito de não apenas exercer o papel de fiscalizador dos atos do Executivo, mas muito mais para fazer barulho e ganhar visibilidade. O dirigente da legenda socialista já está em pré-campanha à Prefeitura de Rondonópolis, após a experiência de ter conduzido o município por duas vezes.

   O primeiro alvo de Percival é o deputado federal licenciado Pedro Henry, secretário de Estado de Saúde, um dos setores mais deficitários da gestão. Ele tem aproveitado o fato de ter uma briga política antiga com o cacique do PP e disparado críticas. Encaminhou requerimento à Saúde, solicitando cópias dos contratos suspeitos de estarem superfaturados. Percival quer explicações detalhadas de Henry, que declarou que "o Estado gerencia mal os recursos destinados à saúde". O secretário afirmou ainda que descobriu algumas irregularidades, entre elas no sistema de aquisições e pagamento a descoberto. Agora, vai ter de se explicar tanto perante os deputados quanto junto ao Tribunal de Contas.

   O deputado do PPS ficou na bronca por Henry não ter comparecido à Assembleia para participar de uma sabatina. Chama-o de omisso e já o atacou, lembrando, inclusive, que o parlamentar licenciado já figurou em listas de envolvidos em escândalos, como do mensalão e sanguessuga. Percival levantou espécie de dossiê sobre a saúde e pretende lançar uma série de questionamentos. Está na trincheira, aguardando o momento do confronto com Henry.

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Confronto | 13/02/2011 - 16:30

Silval reage e barra interferências e lobby de deputado pré-candidato

Romilson Dourado

    Fernando Ordakowski

Deputado Wellington Fagundes estava interferindo na administração e, preocupado, Silval Barbosa decidiu barrá-lo

   Wellington Fagundes, deputado de sexto mandato e presidente regional do PR, começou a se apresentar como principal responsável pela reeleição do governador Silval Barbosa e a ditar tanto as cartas no Palácio Paiaguás que acabou recebendo cartão amarelo do peemedebista. Silval já o barrou. Nas conversas informais, mandou avisar ao republicano que não aceita interferência em sua administração e que muito menos o apoiará em eventual projeto majoritário no pleito de 2014. Wellington busca, desde já, viabilizar candidatura à sucessão estadual. Sua estratégia seria continuar mostrando poder junto ao Paiaguás, aproveitando-se do estilo light de Silval governar, para se tornar candidato natural da base em torno da máquina estatual.

    O deputado emplacou vários aliados em cargos de segundo e terceiro escalões, um deles Valney Souza Corrêa, que segue na presidência do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea). O problema maior e que deixou o governador irritado foi quanto à pasta de Transporte e Pavimentação Urbana. Em princípio, Silval convidou Wellington para assumí-la, o que abriria espaço na Câmara para a suplente da coligação, ex-senadora Serys Marly (PT). A partir daí, o deputado sentiu-se dono da razão. Fez reuniões marcadas por mistério e exigências e, por fim, decidiu que não se afastaria do cargo de federal. Arnaldo de Souza, então, segue na  pasta e, como é do PR, Wellington propagou que fora indicação sua, tudo para sentir-se no direito de interferir na condução da secretaria. Isso levou o governador a adotar linha dura quanto ao parlamentar.

    A relação política entre Silval e Wellington já não é das melhores. O Paiaguás fechou algumas portas para o deputado. Por presidir a maior sigla no Estado em número de ocupantes de cargos eletivos, Wellington trabalha sua pré-candidatura a governador e apostava que iria ter Silval como cabo eleitoral, já que o peemedebista descarta disputa eleitoral em 2014. Pelo jeito, o tiro saiu pela culatra.

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