Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 07:01 h

CONFRONTO | 05/12/2011 - 07:45

Luciane desce porrete em Eder; secretário vê falta de respeito

Romilson Dourado

Luciane Bezerra, deputada estadual    A deputada Luciane Bezerra (PSB) voltou a descer o porrete no secretário Eder de Moraes, que conduz os projetos preparativos de Cuiabá para a Copa-2014, desta vez em entrevista neste domingo à noite ao Ponto de Vista, programa da TV Cuiabá apresentado por Onofre Júnior. Ela apontou falta de projetos, especialmente quanto ao do Veículo Leve sobre Trilhos, e acredita até que o modal não entrará em operação antes do Mundial, que terá a capital mato-grossense como uma das 12 cidades-sedes. Parlamentar de primeiro-mandato e esposa do ex-prefeito de Juara Oscar Bezerra, Luciane citou ainda denúncias de supostas irregularidades e atacou Eder, para quem não fornece informações detalhadas acerca dos projetos.

    Questionado sobre os ataques, Eder disse que "eles estão partindo de uma deputada que se encontra isolada na Assembleia". O secretário evitou devolver as críticas. Segundo ele, Luciane está em poder de dados distorcidos e demonstra "não estar com disposição de falar a verdade".

    Para exemplificar o que classifica de postura contraditória e de falta de respeito da deputada para com si, Eder conta que presenciou uma sessão solene na Assembleia, proposta pela socialista, na última sexta (2), para homenagear com título de Cidadão Mato-Grossense personalidades da região de Juara e ouviu uma frase emblemática do pai de Luciane, escalado por ela para discursar em nome das pessoas condecoradas, de que "o maior legado que ensinou à filha foi respeitar o próximo e às pessoas em geral". Em seguida, emenda o secretário: "pelo que eu estou vendo, a deputada não aprendeu a lição do honrado pai. Comigo ela tem sido desrespeitosa o tempo inteiro. Se o problema é pessoal, que ela venha resolver comigo porque tenho mostrado que a respeito. Acredito que o pai esteja lamentando a postura da filha", ponderou o secretário da Secopa.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 26/10/2011 - 08:28

Consulesa diz que lei que legaliza carros na Bolívia não vale mais

Glaucia Colognesi

Patrícia Valdez     Em audiência na Assembleia, a consulesa boliviana em Mato Grosso, Patrícia Valdez, garantiu que a Lei 133, de 08 de junho de 2011, que legaliza carros irregulares em seu país, não tem mais validade. "Valeu só por 15 dias. É uma lei que já passou", afirmou ela.

     Contudo, a consulesa não soube informar a veracidade da notícia veiculada pela revista Veja sobre a reedição de leis similares desde 1993. Patrícia também não soube explicar como o falso cônsul José Fuentes conseguiu se passar por chefe do consulado boliviano em Mato Grosso diante de autoridades políticas.

     "Vocês teriam que falar com o Itamaraty. Só posso dizer que ele é um agente consular, é como se fosse um tenente, enquanto eu seria o coronel", explicou Patrícia, comparando a estrutura administrativa do consulado com a carreira militar.

     A consulesa garantiu ainda que há todo um esforço da polícia boliviana para fiscalizar os veículos e não legalizar carros roubados. O objetivo da lei seria apenas para enquadrar os condutores de carros que trafegam com placas estrangeiras para não pagar impostos ao governo local.

     Apesar do "esforço" boliviano na fiscalização, a consulesa reconhece que só foram encontrados 2 mil veículos roubados do Brasil circulando tranquilamente em seu país por conta da fiscalização in loco que a Polícia Federal brasileira fez neste ano em Santa Cruz e La Paz. Sem saber quando, a consulesa garante que todos serão devolvidos aos seus respectivos donos.

     O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) constatou que a consulesa boliviana tenta explicar o inexplicável. "Ela tentou explicar uma situação e em determinado momento recuou dizendo que cuida de questões administrativas e não poderia avançar e dar garantias em questões diplomáticas", salientou.

     Conforme Pinheiro, infelizmente a lei continua valendo no país vizinho e não há como interferir na autonomia da Bolívia a não ser com ações diplomáticas enérgicas. Na última semana, o parlamentar protocolizou documento pedindo ações rápidas do Senado visando pressionar o governo boliviano a revogar e a não mais reeditar leis como esta.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 30/05/2011 - 00:14

Grupo de Abicalil fere petistas opositores, mas protege outros

Romilson Dourado

     A corrente Construindo um Novo Brasil, que em nível nacional conta com figuras como José Dirceu e Delúbio Soares e, em Mato Grosso, com Carlos Abicalil, Ságuas Moraes e Alexandre Cesar, demonstrou neste domingo ser majoritária dentro do PT, mesmo que seja de forma autoritária e sob manobras. Conseguiu dar resposta à ex-senadora Serys Marly e a outros três petistas que foram contra à candidatura de Abicalil ao Senado, no ano passado. Com os opositores infiéis feridos, Abicalil comemora a sangrenta vitória.

     Depois de quase 10 horas de reunião, em Cuiabá, o diretório puniu Serys com suspensão pelo período de um ano. O vereador cuiabano Lúdio Cabral ganhou advertência e suspensão por 6 meses, assim como a ex-deputada Vera Araújo, advertida e suspensa por 3 meses. Eroísa de Mello, que integra o diretório estadual, recebeu advertência. O jogo foi meticulado para quebrar uma das "pernas políticas" dos líderes que se opõem à corrente majoritária, tanto que Verinha, Lúdio e Serys não poderão concorrer às eleições de 2012, por causa do prazo da Justiça Eleitoral que exige a lista de filiados um ano antes.

Carlos Abicalil     Se de um lado o diretório, sob Ságuas Moraes, substituto de Abicalil, não foi complacente com os quatro, embora não tenha decidido pela expulsão de nenhum deles, por outro, tenta proteger até hoje aliados do grupo, como Alexandre Cesar, que saiu da direção do PT deixando rombo milionário e ainda enfrentou processo por causa de denúncia de caixa 2 em sua campanha para prefeito de Cuiabá.

    O partido acaba por usar dois pesos e duas medidas. Alexandre não recebeu qualquer punição interna. Pelo contrário: encontrou guarita.

    Por causa dessas brigas internas que convergiram para embates pessoais, o PT saiu menor do que entrou nas eleições do ano passado. Contava com duas cadeiras na Assembleia e hoje só tem um representante, o reeleito Ademir Brunetto - Alexandre, que está legislando, é suplente e ocupa a vaga do titular Mauro Savi (PR) até o próximo mês.

     Na Câmara Federal, Ságuas garantiu uma das oito cadeiras reservadas à bancada mato-grossense, mas deve perdê-la por causa da decisão da Justiça de mandar incluir nos cálculos os votos subjudice, o que beneficiará com a vaga o tucano Nilson Leitão. Na Câmara de Cuiabá, onde o petismo já chegou a ter 4 vereadores, só há um: Lúdio. Curiosamente, o partido ficará sem vereador pelos próximos 6 meses ou até 2012, já que Lúdio está sendo suspenso e começa a estudar a possibilidade de migrar para outra legenda.

Como foi a votação neste domingo dos processos sobre filiados infiéis

Serys Marly
Pela suspensão de 1 ano - 26
Contra a suspensão         - 19
Pela expulsão                   - 02

Lúdio Cabral
Pela suspensão de 6 meses - 26
Contra a suspensão             - 19

Vera Araújo
Pela suspensão de 3 meses - 25
Contra a suspensão             - 20

Eroísa de Mello
Por punição de advertência - 25
Contra advertência             - 19

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 06/05/2011 - 07:51

Comissão de Ética pede suspensão de Serys por 4 meses e adverte 3

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Carlos Abicalil orienta comissão de Ética a punir Serys e outros rebeldes por não terem apoiado sua candidatura

   A comissão de Ética do PT conclui neste final de semana um relatório, que pedirá a suspensão do partido da ex-senadora Serys Marly por 4 meses e advertência por escrito para três pessoas, sendo elas o vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral, a secretária-adjunta de Justiça e Direitos Humanos Vera Araújo e Eroisa de Mello. Composta por cinco membros e sob a presidência de Amilton Amaral, ex-secretário de Educação de Novo Horizonte do Norte, a comissão entende que há provas cabais sobre a prática de infidelidade partidária desses petistas em relação à candidatura derrotada de Carlos Abicalil ao Senado. Ao invés de fazerem campanha para o colega de sigla, eles preferiram apoiar outros concorrentes, como o pedetista Pedro Taques, que garantiu cadeira junto com Blairo Maggi (PR).

   Em princípio, a orientação de Abicalil, que renunciou à direção estadual do PT e hoje está praticamente morando em Brasília, seria pela expulsão de Serys, derrotada à deputada federal. Preocupado, o grupo da ex-senadora se articulou junto à Nacional para ou anular o processo ou evitar qualquer tipo de punição. O comando nacional não barrou o trabalho da comissão, mas avisou que Serys não pode ser expulsa. Diante disso, a comissão vai apresentar relatório pela suspensão temporária dela da legenda. O documento será votado no final de semana seguinte pelo diretório estadual, composto por 47 membros.

   Para muitos petistas, receber punição por infidelidade partidária é algo considerado "grave". Diante disso, todos devem recorrer da decisão. Serys e Abicalil travaram uma briga no decorrer da campanha que trouxe prejuízos irreparáveis ao partido, tanto que nenhum dos dois se elegeu e, o pior, a agremiação saiu menor das eleições em número de ocupação de cargos eletivos. De duas cadeiras na Assembleia, só assegurou uma, com a reeleição de Ademir Brunetto. Na Câmara, elegeu Ságuas Moraes, mas esteve deve perder a vaga para o tucano Nilson Leitão por causa da decisão do Supremo de validar a Lei da Ficha Limpa somente a partir do próximo ano, o que provocou validação de votos sub judice.

    Serys será punida por ter apoiado publicamente Taques em detrimento de Abicalil. Pesa contra Lúdio, Verinha e Eroisa o fato de não terem feito campanha para o então candidato majoritário, pois não inseriram o nome do ex-deputado em material impresso. Verinha argumentou que na época Abicalil demorou para fornecer material para a gráfica e, por causa disso, ela elaborou santinhos e outras propagandas de sua candidatura sem o nome do colega. O argumento não convenceu a comissão.

   O ex-vereador Juca Lemos também deve ser punido. Ele foi um opositor duro à candidatura de Abicalil. Cabe ao diretório de Rondonópolis julgá-lo. Já o diretório de Cuiabá decidiu por inocentar da acusação de infiel partidária a servidora da Eletronorte, Juscimaria Ribeiro da Cruz, a Jusci, que obteve 10.563 votos na disputa à deputaa estadual.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 18/04/2011 - 14:41

Wellington pressiona Silval, abre crise e convoca bancada do PR

Romilson Dourado

   Determinado até em romper politicamente, o presidente regional do PR, deputado Wellington Fagundes, foi pessoalmente nesta segunda à tarde bater a porta do gabinete do governador Silval Barbosa. Levou ao peemedebista um recado duro. Disse que a direção republicana está descontente com a forma como foi tratada no processo de escolha do novo secretário-chefe da Casa Civil, ex-deputado José Lacerda. Enquanto se dirigia para o Palácio Paiaguás, Wellington, por telefone, convocou a bancada republicana na Assembleia para uma reunião nesta mesma segunda (18), às 17h30.

   Mesmo com 7 indicações no primeiro escalão, o PR promete brigar para não perder a Casa Civil. Eder de Moraes está deixando a pasta para presidir a Agecopa. Em seu lugar, a cúpula republicana quer emplacar algum filiado. No caso de Mauro Savi já havia entendimento para este não aceitar o posto porque trabalha outro projeto, o de candidatura a prefeito de Sorriso no próximo ano.

   Wellington convocou para a reunião até o deputado licenciado João Malheiros, secretário de Estado de Cultura. Assim como Malheiros, outros republicanos que possuem cargos de primeiro escalão, como os secretários Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia), Alexander Maia (Meio Ambiente), Cézar Zílio (Administração) e Francisco Vuolo (Intermodal de Transporte) e os presidentes de empresas, Helny de Paula (MTGás), João Justino Paes de Barros (Metamat) e Afonso Dalberto (Intermat), vão entrar no debate, mais para salvar seus cargos.

   Eles são radicalmente contra a ideia de ruptura. Defendem que o comando do PR nem abra discussão sobre o assunto. Temem que um eventual rompimento resulte na exoneração em massa dos indicados do partido. Os deputados Sérgio Ricardo, Wagner Ramos, Jota Barreto, Malheiros, Emanuel Pinheiro, Savi e os federais Wellington e Homero Pereira vão participar da reunião.

   O deputado Emanuel Pinheiro, secretário-geral da legenda, disse não acreditar que o governador tenha escolhido outro nome para a Casa Civil que não seja do PR. "Pela experiência política de Silval e por tudo que o PR representou para ele, tanto antes quanto depois das eleições, quero crer que houve um equívoco nessa notícia sobre a escolha do Lacerda. Tenho certeza de que isso não passa de um mal entendido", comentou Pinheiro, que perde a vaga de deputado com o retorno do período de licença do titular Mauro Savi.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 01/04/2011 - 08:10

Bezerra derruba petista do INSS; ala de Serys quer romper com Silval

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

PMDB e PT, conduzidos no Estado por Bezerra e Ságuas, começam a brigar nos bastidores por causa de cargos

  O cacique regional do PMDB, deputado Carlos Bezerra, conseguiu derrubar a superintendente do INSS em Mato Grosso Luci Rosa da Silva. Na vaga ele "emplacou" o aliado político de prenome Eduardo. A articulação foi direta com o ministro da Previdência, senador licenciado Garibaldi Alves Filho (RN), do mesmo partido de Bezerra. A manobra atiçou o terreiro do PT, que estava segurando Luci no cargo há mais de três anos. Ela foi indicação da ex-senadora Serys Marly.

   O grupo de Serys se vê na bronca. Acha que Bezerra, motivado pela chegada do PMDB ao Palácio Paiaguás com Silval Barbosa, reeleito no ano passado, está interferindo em praticamente todos os setores e promovendo mudanças. Teme que o partido venha perder mais espaço. Por enquanto, a legenda petista, sob Ságuas Moraes, conta com dois cargos relevantes no governo Silval. Conduz a Educação com Rosa Neide e tem a ex-deputada estadual Vera Araújo como adjunta da pasta de Justiça e Direitos Humanos.

   O levante só não veio à tona porque o grupo de Serys representa minoria na Executiva, que é comandada por Ságuas e com respaldo do ex-deputado federal Carlos Abicalil e do ex-estadual Alexandre Cesar. Mesmo assim, a tendência é que o partido volte a rachar porque um bloco pretende apresentar proposta de ruptura com o Palácio Paiaguás, com o argumento de que não está tendo mais espaço e valorização como acha que deveria dentro da estrutura da máquina e por causa do processo das eleições municipais do próximo ano.

    O petismo briga por cargos, embora admita que saiu menor do que entrou no pleito do ano passado. Só conseguiu garantir uma vaga na Assembleia, com a reeleição de Ademir Brunetto, e a única conquistada na Câmara Federal deve perdê-la por causa da decisão do STF, que adiou para 2012 a vigência da Lei da Ficha Limpa, provocando inclusão de votos que estavam sub judice. Essa reviravolta acaba beneficiando o tucano Nilson Leitão com a vaga no lugar de Ságuas.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 22/03/2011 - 08:15

Maggi perde indicação de Caldart para dupla Riva-Sérgio e acirra Briga

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Blairo Maggi escala Eumar Novacki para conduzir seu gabinete em Brasília e, Luiz Caldart, o escritório político em MT

   O senador Blairo Maggi (PR) continua perdendo aliados na administração do seu sucessor no Palácio Paiaguás Silval Barbosa. O último deles foi Luiz Fernando Caldart, que presidia o Centro de Processamento de Dados (Cepromat). Da turma da botina, grupo ligado ao ex-governador, só restou no primeiro escalão o coronel PM Alexander Maia, que responde pela pasta do Meio Ambiente. Maia teve ascensão "meteórica" nos 7 anos e 3 meses da administração Maggi. Começou como ajudante de Ordens, passou a conduzir a Casa Militar e agora está na Sema. Na carreira militar, foi promovido de tenente-coronel para coronel.

    Entre os que se consideram do grupo de Maggi e que caíram está Luiz Caldart. Maggi se articulou como pôde, inclusive recorreu à direção estadual do PR, para Caldart continuar na presidência do órgão responsável pelos serviços de tecnologia da administração estadual. Mesmo assim não obteve êxito. Silval acatou sugestão dos deputados José Riva (PP) e Sérgio Ricardo (PR), presidente e primeiro-secretário da Assembleia, e nomeou o ex-deputado Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, para o Cepromat.

   Como não conseguiu "segurar" Luiz Caldart no governo, Maggi, que culpa por isso Riva e Sérgio, decidiu convidá-lo para cuidar do seu escritório em Mato Grosso. Será montado em Cuiabá. Já o gabinete em Brasília já está sendo comandado pelo seu ex-secretário-chefe da Casa Civil e de Comunicação, coronel PM Eumar Novacki, que ganhou nos embates jurídicos o direito de continuar na mais alta patente da carreira militar.

    Confronto

    Por causa desses enfrentamentos, o clima é de racha entre Maggi e a dupla Riva-Sérgio. A CPI das PCHs, por exemplo, foi instaurada pela Assembleia para investigar, entre outras figuras, os primos Blairo e Eraí Maggi, donos de várias hidrelétricas. Os deputados vão apurar se ocorreram mesmo privilégios a grupos econômicos na concessão junto à Sema de licenças ambientais e celeridades em alguns processos em detrimento de outros.

    Maggi não revela publicamente, mas, nos bastidores, se mostra magoado com Riva e, principalmente, com Sérgio, que pertence a seu partido, o PR. O ex-governador foi incentivado pelos deputados federais Homero Pereira e Wellington Fagundes e por Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit, a isolar Sérgio politicamente. O deputado republicano, que vive expectativa de ser candidato de novo a prefeito de Cuiabá, terá dificuldades para segurar a reação da chamada turma da botina.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 29/11/2010 - 08:30

Bezerra e Pagot azedam a relação entre PR e PMDB; Silval veta grupo

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Deputado Carlos Bezerra (PMDB) e Luiz Pagot (PR) travam batalha nos bastidores, com conspirações mútuas

  Há um embate silencioso e fraticida entre o núcleo da turma da botina, capitaneado por Luiz Pagot, diretor-geral do Dnit, e o bloco do PMDB liderado pelo cacique Carlos Bezerra e que retoma o poder em Mato Grosso duas décadas depois, agora com Silval Barbosa, reeleito governador no primeiro turno. No meio dessa briga surge o presidente regional do PR, deputado federal Wellington Fagundes, que vem atuando como espécie de bombeiro para apagar o incêndio. Wellington tem a missão de demonstrar que o clima seria de harmonia, quando, em verdade, é de confronto.

Governador reeleito decidiu que
não nomeará ninguém da turma
da botina no primeiro escalão

   Diferente do seu padrinho político, ex-governador e senador eleito Blairo Maggi, que tem se preocupado mais com o futuro mandato, Pagot lançou ações e estratégias para enfraquecer o governo Silval e, de quebra, "matar" a liderança do deputado Bezerra. Ele não aceita que o cacique peemedebista venha ditar regras no Estado. Tem comentado para correligionários que "Bezerra é um político ultrapassado" e que representa "retrocesso". Bezerra, por sua vez, começou a jogar pesado para tirar Pagot do comando-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, uma das autarquias mais cobiçadas da máquina federal. Busca força política junto ao vice-presidente eleito Michel Temer, de quem é amigo há vários anos, para convencer a presidente eleita Dilma Rousseff a substituir Pagot.

    Os conflitos políticos entre Pagot e Bezerra vêm desde a primeira campanha de Maggi ao Palácio Paiaguás, em 2002. Com ambos não há diálogo. De um lado, Pagot chamou para si os irmãos Adilton e Moisés Sachetti para peitar o PMDB de Bezerra e Silval. Exímio articulador político, Bezerra, embora seja uma figura com alto índice de desgaste, reconquistou espaço com sua reeleição e com a vaga na Assembleia garantida pela esposa Teté e com a volta do PMDB ao comando administrativo de Mato Grosso. A última vez foi com o próprio Bezerra, governador de 87 a 90.

   Turma da botina

   Reforçando o argumento do dirigente peemedebista, de que Pagot não é companheiro e que conspira contra o Paiaguás, tanto que apoiou nos bastidores Mauro Mendes (PSB) para governador, Silval também se distanciou do diretor-geral do Dnit. Já avisou que não nomeará ninguém da chamada turma da botina na próxima administração. Enquanto isso, Wellington, com a atribuição de amenizar as divergências entre peemedebistas e republicanos, tira proveito político da situação, tanto que está conseguindo, em nome do PR, emplacar nomes no staff. Um deles é o deputado estadual reeleito Sebastião Rezende, que deve ocupar a pasta de Infraestrutura.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 13/11/2010 - 08:19

Mesmo após as eleições, Mendes e Valtenir mantêm queda-de-braço

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Mauro Mendes e Valtenir Pereira não se entendem politicamente em meio a brigas por espaço na sigla socialista

  Mesmo após as eleições gerais, o empresário Mauro Mendes, derrotado ao governo estadual, e o deputado federal reeleito Valtenir Pereira continuam em conflitos no PSB. Mendes tem ignorado a figura de Valtenir, que comanda a legenda no Estado, tanto que, em duas reuniões recentes para se discutir estratégias não convidou o parlamentar, uma demonstração clara de que ambos não estão afinados com os mesmos propósitos políticos. Esse confronto vem desde o ano passado, quando Mendes deixou a chamada turma da botina, grupo mais ligado ao ex-governador e senador eleito Blairo Maggi, vindo a trocar o PR pela legenda socialista. Valtenir foi o último a saber da chegada do empresário, que foi influenciado na decisão por líderes de outras legendas, como os deputados Percival Muniz e Otaviano Pivetta, dirigentes do PPS e PDT, respectivamente.

   Mendes está sonhando com um terceiro turno em Mato Grosso. Aposta todas as fichas que o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) será cassado no processo que apura uso eleitoral da estrutura da Empaer na campanha, inclusive, antes da diplomação que acontece no próximo mês. Diante disso, começou a promover encontros. Já decidiu que, se de fato ocorrer eleição suplementar, disputará de novo. Em 2008 ele concorreu e perdeu no segundo turno para Wilson Santos a Prefeitura de Cuiabá. Neste ano, tentou o Palácio Paiaguás e ficou em segundo lugar.

   Valtenir, por sua vez, já se articulou junto à cúpula nacional para contrapor o nome de Mendes, em caso de novo pleito, e pode vir até a entrar no páreo para governador. Ele já concorreu a prefeito e teve votação pífia. O deputado tem dito que conta com aval da maioria dos membros da direção do partido. Um dos argumentos de Mendes para contrapor Valtenir é quanto à votação expressiva que teve em Cuiabá, maior colégio eleitoral do Estado. O empresário conquistou no geral 472.475 votos, sendo 127.415 na Capital. Valtenir, por sua vez, surpreendeu com 101.907 votos. Destes, 53.414 foram em Cuiabá, que lhe deu a maior votação entre todos os candidatos à Câmara.

   Representatividade

   As divergências entre o deputado e o empresário aumentam porque começam a discutir também à sucessão municipal de 2012. Os dois querem concorrer ao Palácio Alencastro. Em busca de apoio, Valtenir, de forma estratégica, se reaproxima do governador Silval, enquanto Mendes tenta se firmar como opositor. O PSB, embora seja considerado pequeno, alimenta boas perspectivas de crescimento ,após ampliar sua representatividade em cargos eletivos.

   Em todo o país, a legenda socalista garantiu 73 cadeiras de deputado estadual. Foi superado apenas por 5 partidos, sendo eles DEM e PDT (ambos com 76 vagas), PSDB (123), PMDB (147) e PT (149). Na Câmara Federal, o PSB aumentou sua bancada de 27 para 36. Além disso, foi o partido aliado da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) que mais elegeu governadores: seis.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 11/11/2010 - 08:30

PR "dissolve" o diretório de Poconé, exclui Fontes e apoia Nei a prefeito

Romilson Dourado

Deputado João Malheiros   A executiva estadual do PR seguiu o exemplo do PSDB, que destituiu o diretório de Poconé, vetou a candidatura do ex-prefeito Euclides Santos e lançou o nome da vereadora Ornella Falcão para prefeita nesta eleição suplementar de 5 de dezembro. Agora, os republicanos decretaram nesta quarta (11) intervenção no diretório municipal, nomearam uma comissão provisória e não terá mais o ex-vereador Pedro Fontes na disputa à sucessão municipal e muito menos Aécio Dias de Almeida como vice da chapa.

   O PR, que passa a ser comandado pelo vereador Gonçalo de Campos Curado, o Gonçalito, vai apoiar o projeto de reeleição do prefeito em exercício Nei Rondon (PTB).

    O blog apurou com exclusividade que a articulação para tirar Fontes do páreo envolveu vários líderes políticos, como o prefeito cassado Clovis Martins (PTB), o deputado estadual reeleito João Malheiros (PR), a direção regional da sigla republicana, sob o deputado federal Wellington Fagundes, e até o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB). A direção do partido resolveu anular a convenção de 30 de outubro, que havia oficializada a chapa Fontes-Aécio para prefeito por algumas razões. Uma delas para para ajudar o governador a retribuir a Clovis o apoio recebido na campanha. O petebista foi o primeiro prefeito fora da base do Palácio Paiaguás a anunciar apoio ao projeto de reeleição do peemedebista. Clovis é do PTB, que fez parte da aliança que lançou o tucano Wilson Santos à sucessão estadual. Outro motivo foi o fato do grupo de Pedro Fontes, contrariando orientação partidária, ter feito campanha para Mauro Mendes (PSB) ao governo e ainda pedir voto para candidaturas proporcionais de outras legendas. Com a pecha de traidor, Pedro Fontes sai do páreo.

    Em ata sobre a reunião da comissão provisória do PR estadual realizada na última segunda ((8), consta que estava estabelecido que o partido em Poconé ficaria sob comando do deputado mais votado da legenda no município. Nesse caso, ficou com Malheiros. Ele teve 1.341 votos. Embora foi o primeiro do PR a ter maior votação junto aos poconeanos, ficou atrás do socialista Antonio (1.395), do progressista José Riva (1.689) e do peemedebista Walace Guimarães (2.209). Malheiros indicou, então, Gonçalito para presidir a comissão provisória. O deputado já vinha fazendo as articulações visando a eleição suplementar, definida pelo TRE devido à cassação do mandato de Clóvis, que está inelegível.

   O presidente e secretário-geral do PR, respectivamente, Wellington e Emanuel Pinheiro, já tinham protocolodo o Ofício 440/2010 na 4ª Zona Eleitoral de Poconé, sob o juiz Cássio Luís Furim, desde 28 de outubro. Nele são apresentados Gonçalino como presidente e os nomes de outros seis como vogais, sendo eles Esmaer Lourenço da Silva, Luiz Mateus da Silva, Fátima de Aquino, Joelma Gomes da Silva, Ana Vana Guimarães e Wenner Jackson Lourenço. Esse grupo, seguindo as regras e os interesses de Malheiros, Clovis e do governador Silval, declinou apoio ao prefeito Rondon, que era presidente da Câmara Municipal e assumiu a cadeira de chefe do Executivo municipal enquanto não se elege um novo prefeito.

   Agora cai para cinco o número de candidatos à sucessão municipal. Além de Nei Rondon e da tucana Ornella Falcão, homologaram nomes para a disputa o ex-secretário de Infraestrutura da gestão do próprio Nei, democrata Arlindo Márcio Morais, o Tico de Arlindo, a vice-prefeita cassada Nilce Mary Leite (PT) e o presidente da Câmara, Rodemilson Gonçalo Barros (PDT). O PMDB, que consta em ata a possibilidade de concorrer com candidatura própria vive incógnita sobre quem escolher, se o ex-vereador Odenil do Carmo, o Chindão, ou se o vereador Emir Lucas, o Arrepiado.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 23/10/2010 - 19:09

Briga entre Serys e Abicalil foi desastroso para PT, reclama Gilney

João Negrão, de Brasília


O ex-deputado e aposentado Gilney Viana, hoje em Brasília e militante histórico do PT, se dedica a lançar 2 livros

 O ex-deputado estadual e federal por Mato Grosso, Gilney Viana (PT), que agora reside em Brasília e coordena a área de meio ambiente do Programa de Governo da candidata Dilma Rousseff, criticou duramente seus colegas de partido, senadora Serys Marly  e deputado federal Carlos Abicalil, ambos derrotados à Câmara e ao Senado, respectivamente. Serys e Abicalil lideram duas alas antagônicas dentro do PT e a luta interna se acirrou depois que a parlamentar foi preterida na disputa à reeleição. Abicalil ganhou a vaga numa prévia marcada por polêmica, cujo resultado não foi aceito pela senadora.

   Aposentado como bancário, Gilney Viana deixou Mato Grosso e a política eleitoral. Diz que não disputa mais eleições por discordar da  “mercantilização das campanhas”. Além de participar da coordenação de Meio Ambiente da direção nacional do PT, ele se dedica a escrever livros, sendo um de poemas e outro de memórias. A temática é uma só: seus anos de prisão durante a ditadura militar (64/85).

   Sobre a briga entre Serys e Abicalil, ele sentencia: “É muito triste; é desastroso para o PT e para a maior tristeza de ambos lados. Morreram afogados e abraçados", diz o ex-deputado, numa referência à derrota nas urnas dos dois colegas. Gilney acrescenta: “Nós precisamos superar aquele tipo de enfoque que estava lá para criarmos novas forças, redimensionar, reposicionar tanto Abicalil quanto a Serys, porque todos são valiosos e não dá para continuar nesse processo de autodestruição”.

    Nesta entrevista para o RDNews em Brasília, Gilney Viana comentou ainda sobre a eleição presidencial e alerta que a disputa está “cabeça a cabeça e não chega a corpo”, numa analogia à corrida de cavalos, indicando que o adversário tucano José Serra está forte na raia do hipódromo eleitoral.

-------------------------------------------------------------

    RDNews - Por que o senhor está morando agora em Brasília?
    Gilney Viana - Agora eu estou residindo aqui. Estou me dedicando a escrever meus livros. São de memórias. Um é de poemas, o “Cartas do Cárcere”, que já está pronto para lançar. Vou lançar aqui e lá em Cuiabá também para a companheirada. Outro é o “Memorial do Cárcere”, que vai demorar ainda mais uns dois anos para ficar pronto.

   RDNews - E profissionalmente, o que está fazendo?
   Gilney Viana - Não faço nada profissionalmente. Aposentei-me e estou apenas na militância política dentro do PT. Sou da coordenação do Meio Ambiente do partido e atualmente trabalho no Plano de Governo da Dilma, especialmente nessa área do meio ambiente.

   RDNews - Tem alguma pretensão de voltar para Mato Grosso?
   Gilney Viana - Não, meu muito obrigado!

   RDNews - Sério, está de mal com o Estado? Por que se decepcionou tanto?...
   Gilney Viana - Não, não se trata de Mato Grosso. Trata-se da minha abdicação da disputa eleitoral. A luta eleitoral está muito profissionalizada, muito mercantilizada e eu sou de um tempo de militante, de voluntário, de autônomo, de gente que paga para militar e não de gente que é paga para militar. Mas não é uma característica só de Mato Grosso, quero frisar, é do Brasil. É claro que existe, tanto no PT e provavelmente em outros partidos, candidatos que não praticam ou que não estão nesse esquema, mas existe uma certa generalidade nesse fenômeno. Ademais, eu advogo dentro do PT que precisamos dar um passo atrás nisso. Não que não seja necessário dinheiro para campanha. Dizer isso é hipocrisia. Você não faz um bom programa de televisão se não tem bons profissionais, não faz uma mídia boa, enfim, é preciso dinheiro para isso. Agora, pagar cabo-eleitoral, boca-de-urna e principalmente uma relação entre candidatos que envolvem um certo rebaixamento dos compromissos... Eu estou fora disso.

  RDNews - Está acompanhando a briga interna do PT em MT, entre Serys e Abicalil? Como se posiciona a respeito?
  Gilney Viana - Acompanhei totalmente. Aquilo foi muito triste. Foi desastroso para o PT e eu já previa isso. Eu fui num encontro, onde os dois já tinham um acordo preferencial com o PMDB. E o que é mais desastroso: um acordo sobre coligação na proporcional. Eu alertei que isso seria desastroso porque não elegeria nossos candidatos. Então, aconteceu: perdemos o cargo de senador, elegemos um deputado federal, ou seja, mantivemos o número, e reduzimos nossa bancada estadual, de dois para um. E para a maior tristeza de ambos lados, aqueles que se engalfinharam numa luta suicida morreram afogados e abraçados, a Serys e o Abicalil.

   RDNews - Ainda agora a luta entre os dois continua. O ex-deputado Alexandre Cesar, aliado de Abicalil, defende a expulsão de Serys. Como vê isso?
   Gilney Viana - Olha, eu acho que ali vai ter que esperar assentar a poeira e eu tenho esperança de surgir uma nova forma de fazer política lá que não seja em função dessa briga de lideranças. Eu não desqualifico nenhum nem outro. Todo mundo sabe da minha ligação com a Serys, meu apoio a ela, mas acho que esgotou um certo tipo de contradição. Nós precisamos superar aquele tipo de enfoque que estava lá para criarmos novas forças, redimensionar, reposicionar tanto o Abicalil quanto a Serys, porque todos são valiosos e não dá para continuar nesse processo de autodestruição.

  RDNews -  E sobre a eleição presidencial, quais as chances de Dilma? Está tranquila a eleição?
  Gilney Viana - Não acho que esteja tranquila. Eu acho que é uma parada dura. Não nos enganemos com as pesquisas de opinião, porque já se mostraram falhas no primeiro turno. Se quisermos ganhar a eleição temos de ir para as ruas. Eu vou às ruas todo dia para pedir voto, e vejo que existem muitas manifestações a favor da Dilma, mas também existem muitas a favor do Serra. Então, eu acho que é como corrida de cavalo: será cabeça a cabeça, não chega a corpo.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 21/10/2010 - 19:40

Serys condiciona diálogo com Abicalil e diz que não deixa PT

João Negrão, de Brasília


Senadora Serys Marly, derrotada à deputada federal, afirma que PT precisa estar acima de divergências individuais
Foto: Geraldo Magela

   A senadora Serys Marly, presidente em exercício do Senado (substitui José Sarney), disse que poderá estender a mão para o deputado federal Carlos Abicalil e ao suplente de estadual Alexandre Cesar, caso seus companheiros de partido e que integram a corrente Unidade na Luta (ex-Campo Majoritário) desejem colocar o Partido dos Trabalhadores “acima de divergências individuais”. Serys e o bloco capitaneado por Abicalil vivem em conflitos há alguns anos. Por coincidência, todos foram derrotados nas urnas deste ano. A senadora perdeu para deputada federal. Abicalil foi derrotado ao Senado. Alexandre não conseguiu se eleger a deputado estadual.

   “Só depende deles. Mas não creio que terão tanto desprendimento”, afirmou Serys, em entrevista ao RDNews, no Senado. Ela disse que não está disposta a polemizar “com quem não tem e nunca ganhou uma eleição”, numa referência a Alexandre Cesar, que chegou a cogitar sua expulsão do partido. Alexandre, aliado de Abicalil, tem carregado nas tintas ao criticar a senador, num desdobramento de uma briga interna que remonta a escolha da candidatura ao Senado.

   Numa prévia que Serys e seus aliados acusam que foi fraudada para favorecer Abicalil, a senadora teve seu nome preterido na disputa. A sequência desse episódio foi uma série de acusações mútuas até as vésperas da eleição, das quais saíram derrotados.

    Após o pleito, a briga não cessou e ganhou ares de fratricídio. “Podem tentar me tirar no PT, mas não vou sair. Tenho hoje dois grandes motivos para me manter no partido: a eleição da companheira Dilma como a primeira mulher presidente da República e o resto de meu mandato de senadora”, afirmou Serys.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 09/10/2010 - 17:41

Cuiabania é bairrista e tem a cabeça no século 19, diz leitor cacerense

Romilson Dourado

   O leitor cacerense Orlandir Cavalcante, em comentário postado na matéria ilustrada com charge e com o título "Depois de colar em Wilson e Mendes, 3 prefeitos se reaproximam de Silval", levantou uma discussão contundente, mas polêmica e que provoca a ira de muita gente. Segundo ele, uma das razões do candidato a governador Wilson Santos (PSDB) ter amargado derrota nas urnas foi centralizar o discurso em defesa da chamada Cuiabania e não de forma plural e, para piorar, transferiu culpa por problemas na saúde pública da Capital aos municípios interioranos.

    Na avaliação de Cavalcante, Wilson não se desvinculou da cuiabania, que ele define como esta tal elite política/econômica que vive com a cabeça no século XIX. Foi mais longe. Comenta que a "Cuiabania nunca gostou de Mato Grosso" e a vê como elite bairrista. "Imagine se alguém vai votar em um candidato que joga a culpa do caos na saúde no interior? Ainda que seja verdade, isto não pode ser externado em um momento eleitoral". Cavalcante afirma que sempre considerou Silval um avatar do ex-governador Blairo Maggi. Avalia que a vitória do peemedebista se deveu não à trajetória política, mas ao discurso inovador e não bairrista, "coisa que a fina flor da política da cuiabania, no caso Wilson, não conseguiu externar e transformar em votos nas urnas. Enfatiza que em Cáceres, onde o governo, em tese, teria uma maior rejeição porque não deixou nenhum legado na região, Silval acabou "abocanhando" mais votos que os adversários.

   O leitor dispara também contra a elite política e econômica de Cáceres, que tenta, a todo custo, apoiar politicamente a cuiabania. E faz comparativo: "(...) se por uma lado a Cuiabania tem concepções do século XIX, a Cacerensia tem a cabeça no século XVIII! Caceres mudou, o discurso bairrista tem que ceder espaço para o novo, caso contrário teremos sempre uma população miserável, que em muitos casos vende seus votos enquanto a elite trabalha para candidatos de fora (...).

    Eis, abaixo, o comentário do leitor acerca da derrota de Wilson, Cuiabania e Cáceres

    Dia desses fui questionado por uma pessoa, que, como eu, se dizia indignada pelo fato de Cáceres, com o peso que tem não conseguir mais uma vez eleger um representante digno. Dizia a ela, quando elege alguém são geralmente indignos e estão sub judice . Mas o que mais me intrigou foi a indignação do meu interlocutor ao fato de Silval ter vencido em Cáceres. Realmente é de arrepiar. O governo Blairo/Silval não deixou nenhum legado em Cáceres, só promessas e mais promessas. O candidato do prefeito Túlio levou uma lavada, ficou em terceiro lugar. A derrota de Wilson foi sacramentada pelo discurso, muito ligado à Cuiabania, esta tal elite política/econômica cuiabana, orgulhosamente denominada de Cuiabania, vive com a cabeça no século XIX. A Cuiabania nunca gostou de Mato Grosso. A Cuiabania é parasita e bairrista.
     Imagine se alguém vai votar em um candidato que se joga a culpa do caos na saúde no interior? Ainda que seja verdade, isto não pode ser externado em um momento eleitoral! E as musiquinhas com fundo e a base de ganzá e mocho? Na verdade, eu sempre considerei Silval um avatar de Blairo, mas o que fez ele ganhar não foi sua trajetória política, mas sim o seu discurso inovador e não bairrista, coisa que a fina flor da política da Cuiabania (Sr. Wison Santos) não conseguiu externar e transformar em votos nas urnas. O mais triste é perceber que a elite política e econômica de Cáceres (os ditos boas famílias, tradicionais ou de nome como se fala por aqui) tentam a todo custo apoiar politicamente a Cuiabania, com um agravante, se por uma lado a Cuiabania tem concepções do século XIX, a Cacerensia tem a cabeça no século XVIII!
     Caceres mudou, o discurso bairrista tem que ceder espaço para o novo, caso contrário teremos sempre uma população miserável, que em muitos casos vende seus votos enquanto a elite trabalha para candidatos de fora, pois vêem as eleições como um momento para trocar de carro, comprar uma casa ou preparar terreno para a próxima eleição municipal, é assim as coisas se repetem a cada dois anos.
     -----------------------------------------------------------------------------
     Orlandir Cavalcante, em comentário postado no blog acerca da matéria "Depois de colar em Wilson e Mendes, 3 prefeitos se reaproximam de Silval

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 05/10/2010 - 07:40

Após afundar DEM junto com PSDB nas urnas, Oscar deixa presidência

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Oscar Ribeiro é responsabilizado pelo fracasso do DEM no pleito e entrega sigla para irmãos Júlio e Jayme Campos

   O conselheiro aposentado do TCE Oscar Ribeiro, um dos responsáveis pela aliança com o então adversário PSDB e por levar o DEM ao fraco desempenho nas urnas, decidiu deixar a presidência estadual. Só esperou o resultado das urnas para, sem alarde, comunicar que não comanda mais a legenda. Tomou essa decisão antes de terminar o mandato, em 23 de novembro, porque ficou sabendo que os irmãos e caciques políticos Júlio e Jayme Campos iriam responsabilizá-lo pela falta de articulação e por conduzir o partido para o caminho considerado mais difícil.

    O grupo do extinto PFL (hoje Democratas), capitaneado pelos ex-governadores Júlio e Jayme, via em Wilson Santos, candidato derrotado ao governo estadual, um adversário político histórico, desde a época em que este era deputado estadual e militava no PDT. Mesmo assim, uma ala levou o bloco a se juntar com o tucano. Em princípio, os dois partidos fizeram um acordão, segundo o qual o nome entre Wilson e Jayme que melhor pontuasse nas pesquisas seria candidato a governador. Na hora de decidir, com base no resultado de dois institutos, deu o tucano com uma diferença pequena. Foi o suficiente para Jayme "lavar as mãos". O senador que prossegue no mandato até 2014 sabia que dificilmente levaria o DEM por inteiro a apoiar Wilson, mesmo com o deputado do partido Dilceu Dal Bosco na chapa como vice.

   Para não ser acusado pelos tucanos de fazer corpo mole na campanha, Jayme assumiu a coordenação geral. Apesar disso, se viu impotente politicamente diante da debandada de lideranças do partido, principalmente prefeitos e vereadores, que correram para o palanque do governador Silval Barbosa (PMDB), que se reelegeu no primeiro turno.

   O DEM sai das urnas menor do que antes. De quatro deputados estaduais (Gilmar Fabris, Dilceu Dal Bosco, Chica Nunes e José Domingos), só garantiu duas cadeiras, com a reeleição de Domingos e com o empresário Dilmar Dal Bosco, irmão de Dilceu. Com Wilson, amargou a terceira colocação ao Paiaguás. A coligação proporcional DEM-PSDB-PTB só conseguiu eleger dois federais: Júlio Campos e Nilson Leitão. No fundo, Jayme conseguiu o que queria: o retorno do irmão Júlio à Câmara e à vida pública.

   Agora, ambos vão tentar reconstruir o DEM, longe do PSDB. Júlio pode ser o próximo presidente regional. Considerando o espólio do velho PFL, o grupo vai completar, em 2014, vinte anos fora do comando do Paiaguás. Seu último governador foi Jayme (91/94). De lá para cá, tentou reconquistar a cadeira com Júlio, em 98. Nas eleições seguintes o partido foi mero coadjuvante.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 24/09/2010 - 08:04

Bancadas do PSDB e DEM reprovam acordo Wilson-Mendes; Jayme foge

Romilson Dourado

   O acordão "costurado" por Wilson Santos com seu adversário político Mauro Mendes (PSB) para, em caso de segundo turno, ambos se unirem e ainda estender a aliança para a disputa a Prefeitura de Cuiabá em 2012, acabou por deflagrar uma nova crise na coligação Senador Jonas Pinheiro, composta de 8 partidos (PSDB, DEM, PTB, PSL, PSDC, PRTB, PT do B e PMN). A maior revolta vem das bancadas do DEM e PSDB. Alguns deputados das duas legendas estão usando o acordão como pretexto para apoiar o projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB). A decisão isolada de Wilson acaba de enterrar sua candidatura. O cacique do DEM Jayme Campos, mesmo participando das negociações, agora se esquiva.

  Fernando Ordakowski

Jayme Campos não consegue controlar DEM, incentiva acordo com adversário Mendes e deixa bomba com Wilson

   Nesta quinta, assim que souberam das negociações, deputados e candidatos do grupo, como os tucanos Guilherme Maluf e Carlos Avalone e os democratas Gilmar Fabris e José Domingos fizeram reuniões separadas para discutir o assunto. Criticaram Wilson por tomar decisão isolada. Observaram que o ex-prefeito de Cuiabá não consultou ninguém do partido e nem da coligação e que, agindo dessa forma, só estaria pensando na sobrevivência política de si próprio.

    O senador Jayme Campos também foi alvo de críticas. Os deputados do partido disseram que cada vez mais o ex-governador se mostra impotente politicamente para conter a crise na aliança e que foi responsável, na condição de coordenador-geral da campanha de Wilson, de conduzir o bloco para os braços de Mendes. Para piorar, Jayme perdeu o controle das lideranças do partido, principalmente de prefeitos. Desde o início do ano, quando tucanos e democratas, nas figuras de Wilson e Jayme, até então inimigos históricos, resolveram fechar coligação, vem enfrentando divergências. Todos entenderam que, em verdade, Jayme, ao recorrer ao critério de pesquisas para definição de candidatura da oposição, acabou por transferir ao tucano a "bomba da candidatura". É que as oposições não se prepararam para isso, tanto que Wilson, que era o líder nas pesquisas na corrida à sucessão estadual, despencou de tal modo que amarga hoje a terceira colocação, atrás de Mendes e do líder Silval.

    O único deputado do PSDB, médico e empresário Guilherme Maluf, por exemplo, já está pedindo voto para Silval. No DEM, o deputado Gilmar Fabris faz igual. Influenciados pela máquina estadual, mas também motivados por descontentamento com o grupo, quase todos prefeitos tucanos e democratas não apoiam a chapa Wilson-Dilceu Dal Bosco. Pularam para o barco do peemedebista Silval, que, embora esteja sendo bombardeado de críticas, ataques e denúncias, alimenta expectativa de ganhar no primeiro turno, principalmente por capitalizar em cima das falhas dos adversários.

Às 12h30 - Maluf nega que esteja pedindo votos para Silval

   Guilherme Maluf garante que, ao menos por enquanto, não está pedindo votos para Silval Barbosa. Segundo ele, realmente há um descontentamento por conta do acordo fechado. "Não concordo com o acordão costurado e não vou aceitar ser levado a reboque", avisou. O tucano, inclusive, já solicitou uma reunião com a executiva do partido para debater o assunto. Caso seja confirmado o acordo, Maluf entende que, por não ter sido consultado, está liberado para apoiar quem quiser.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 22/09/2010 - 07:12

Na base do tudo ou nada, Mendes e Wilson partem para ataque a Silval

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Candidatos oposicionistas Mauro Mendes e Wilson Santos adotam a estratégia do ataque e sonham com 2º turno

   Como uma das últimas cartadas na campanha para tentar reverter desvantagem nas intenções de voto, os candidatos a governador Mauro Mendes (PSB) e Wilson Santos (PSDB) decidiram intensificar críticas, ataques e denúncias contra a administração. A praticamente 10 dias das eleições, o momento é do tudo ou não. A intenção é atrair eleitores indecisos e ao menos empurrar a disputa para o segundo turno. O governador Silval Barbosa (PMDB), líder nas pesquisas, se transformou em saco de pancada. Se for reeleito, chegará "sangrando" no Palácio Paiaguás.

   Nas últimas duas semanas, Mendes passou a fazer uma campanha mais agressiva. Nas entrevistas, debates e no horário eleitoral, busca preservar a figura do ex-governador Blairo Maggi, de quem é amigo e com quem militou no PPS e PR, para separá-lo do sucessor. Já contra Silval dispara a metralhadora verbal. Carimba-o como gestor incompetente, expõe números negativos na saúde, segurança pública e educação e instiga o principal adversário até sobre o período em que foi prefeito de Matupá, no início dos anos 1990, e sobre a passagem pela Assembleia Legislativa, onde foi presidente e primeiro-secretário da Mesa.

   No dabete da TV Record, por exemplo, Mendes, que se mostra mais empolgado porque cresceu nas pesquisas e se consolidou em segundo lugar, questionou Silval o tempo todo. O escândalo do maquinário também é lembrado constantemente. A campanha do candidato do PSB levou para as ruas um veículo Pampa, com grade na carroceira, simbolizando cadeia e, dentro dela máquinas de brinquedo, tudo para lembrar o esquema de superfaturamento em R$ 44 milhões de agentes do governo na compra do maquinário. 

   Wilson segue a mesma linha. Bate na gestão Silval o tempo todo. Denunciou o que chama de novo escândalo o fato do governo Maggi ter concedido perdão de R$ 185 milhões em multa à empresa Fertipar. Recorre a números que depõe contra o governo e vincula Silval a velhas raposas da política, tudo para provocar desgaste na imagem do candidato situacionista. Até 3 de outubro, novas denúncias vão surgir. Por enquanto, mesmo baleado, Silval se manter de pé. Ele tem a força da máquina estatal.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 19/09/2010 - 08:47

PP não insere propaganda de Deucimar; candidato aciona TRE

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Deucimar Silva descobriu que nenhuma inserção da propaganda foi divulgada na TV em um mês de campanha

   Boicotado no horário eleitoral pelo seu próprio partido, o PP, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Deucimar Silva, candidato a deputado estadual, resolveu enfrentar a cúpula regional. Ele protocolou no TRE-MT, na última sexta (18), uma carta-denúncia. Sustenta que está havendo descumprimento da legislação eleitoral pelo Partido Progressista quanto à distribuição de tempo de propaganda eleitoral gratuita por meio de inserções aos candidatos.

    Deucimar afirma que desde o início da propaganda na TV, em 17 de agosto, seu participação como candidato não foi levada ao ar. Fez monitoramento de todas as inserções exibidas nas emissoras Centro América, Rondon, Record e Cidade. Constatou que de 17 de agosto a 16 de setembro, o PP levou ao ar 46 inserções do cacique da legenda José Riva, 30 do deputado Maksuês Leite, 27 do ex-deputado Walter Rabello e 23 vezes dos candidatos Gustavo Almeida, Levi de Andrade e Luizinho Magalhães.

    Em declaração, a Agência de Monitoramento de Informações Fiscalização de Mídia e Inserções (AFPL) revela que, no período, não houve nenhuma veiculação de inserções de Deucimar. Na relação, menciona os demais concorrentes a estadual pelo PP que tiveram propaganda divulgada, como os deputados Antonio Azambuja e Airton Português (21 vezes), Betinha, coronel Perri Taborelli e Eden Silva (18 cada), Valdizete Nogueira (15), Marcos da Rosa (11) e Sílvio Miguel (9 inserções).

    Diante diante, Deucimar pede que a Justiça Eleitoral notifique o presidente estadual do partido, ex-deputado Chico Daltro, candidato a vice-governador da chapa de Silval Barbosa (PMDB), para este inserí-lo no mapa de mídia do partido com a máxima urgência. Lamenta que está sendo prejudicado com a exclusão. O vereador encaminhou um outro documento diretamente para Daltro, cobrando participação igualitária na propaganda.

    A candidatura de Deucimar acabou desagradando líderes do PP, como Riva e Pedro Henry. Trata-se de um vereador polêmico e sem papas na língua. Ele adotou como bandeira de luta o combate à corrupção e lembra, nas reuniões e comícios e na propaganda para o horário eleitoral, que "cassou dois vereadores", sendo eles Lutero Ponce (PMDB) e Ralf Leite (PRTB) e que, se eleito, pretende fazer uma "limpeza" na Assembleia.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

CONFRONTO | 19/09/2010 - 08:05

Antero enfrenta Taques, lembra hidrovia e vê o novo "maquiado"

Romilson Dourado

   Sem as presenças de Blairo Maggi (PR), líder nas pesquisas, e de Carlos Abicalil (PT), seu companheiro de chapa, a concentração do primeiro e único debate entre os candidatos a senador, realizado pela TV Rondon (SBT) neste sábado à noite, em Cuiabá, ficou entre o tucano Antero de Barros e o pedetista Pedro Taques. O confronto só "esquentou" mesmo no penúltimo bloco.

    Ex-procurador da República, Taques instigou Antero sobre o que este fez para combater a corrupção na Assembleia Legislativa, enquanto foi senador de 1999 a 2006. Lembrou que R$ 300 milhões foram desviados do erário. Entre 2002 e 2003, Taques atuava no Ministério Público Federal em Mato Grosso e denunciou o que chama de filial do crime organizado dentro da AL, com enfoque ao então presidente José Riva, que teve o mandato cassado há menos de dois meses.

-------------------------------------------
"O que o senhor fez, enquanto senador,
para combater  a corrupção dentro da AL,
que era uma filial do crime organizado"

Pedro Taques

    Antero explicou que, dentro de sua atuação no Senado, na esfera federal, combateu a corrupção, inclusive com apresentação de 19 projetos nessa linha e lembrou das investigações feitas contra os ex-prefeitos de São Paulo Celso Pitta e Paulo Maluf. Devolvendo a provocação, o tucano disse que, sobre a AL, o pedetista poderia perguntar tranquilamente aos dois deputados que apoiam-no, sendo eles Percival Muniz (PPS) e Otaviano Pivetta (PDT), vice da chapa do candidato a governador Mauro Mendes (PSB), sobre o que estes fizeram para combater a corrupção, já que convivem na Assembleia. Em república, Taques disse que seu adversário tem posicionamento contraditório e citou que Antero foi candidato a governador em 2002 e na época teve como vice da chapa Janete, esposa do ex-deputado Riva, principal processado.

----------------------------------------
"No Senado, esfera onde atuava, combati a
corrupção, inclusive com apresentação de
19 projetos; sobre AL, o sr deve perguntar
para os deputados Pivetta e Percival"
Antero de Barros

   Na tréplica, Antero deixou Taques numa saia-justa. Afirmou considerar deplorável uma pessoa com conhecimento jurídico tentar atribuir a alguém eventuais defeitos de outro. "Isso diminui o candidato Pedro perante a população. Alguém conhece algum processo movimento por ele (Taques) contra Janete?" perguntou o candidato do PSDB.

    Para Antero, Taques está conduzindo a discussão de forma equivocada, principalmente para quem se identifica como novo. Enfatizou que, assim como Fernando Collor se identificou como "o novo" e fez confisco das contas bancárias dos brasileiros tão logo assumiu a Presidência, Taques, que prega renovação, confiscou a hidrovia Paraguai-Paraná, numa referência ao fato do ex-procurador ter se manifestado, enquanto membro do MPF, contra o projeto, que está paralisado até hoje mais por questões ambientais, o que tem prejudicado a economia, principalmente da Grande Cáceres.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!



Histórico

2012:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2011:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2010:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2009:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2008:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2007:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2006:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

PORTAL | BLOG | RDNEWS NO SEU SITE | RDNEWS | EXPEDIENTE | ANUNCIE | CONTATO

Todos os Direitos Reservados - RDNEWS - Notícias e Bastidores da Política em Mato Grosso - 2006 - 2012

Fale conosco: (65) 3637-6104 ou 3637-8249

EIQ Consultoria