Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:40 h

CONFUSÃO | 02/04/2012 - 09:04

Retorno de Azambuja cria impasse e 3 suplentes do PP-PSD disputam vaga

Romilson Dourado

Antonio Azambuja  A decisão do deputado Antonio Azambuja (PP) de deixar a secretaria estadual de Esportes e Lazer e de retornar à Assembleia, motivado por crise do PP com o governo Silval Barbosa, acabou criando um embróglio na véspera do terceiro-suplente da coligação Valdizete Nogueira (ex-PP e hoje no PSD) estrear como parlamentar. Mesmo que Airton Português já tenha oficializado o pedido de licença, a vaga não deve ficar com Valdizete, mas sim com o primeiro-suplente e que já atua como parlamentar Luizinho Magalhães (PSD), um dos afilhados políticos do presidente da Assembleia José Riva.

  O que está mobilizando lideranças do PP e do PSD para resolver o impasse é o fato de Valdizete, com a garantia de posse dada pela Mesa Diretora, ter distribuído convite para familiares, amigos e correligionários. Ele vive expectativa de assumir a cadeira na sessão ordinária desta terça. Ex-prefeito de Jaciara, Valdizete, que teve 15.640 votos em 2010, tem como porta-voz nas negociações o vice-governador Chico Daltro, presidente estadual do PSD. Daltro garante que Valdizete vai, sim, fazer a estreia nesta semana. Luizinho, por sua vez, se articula para não sair, com respaldo de Riva e do empresário Luiz Carlos Beccari, da TV Cidade Verde, onde o parlamentar é apresentador.

   De um lado, os sociais-democratas querem prestigiar Valdizete para reforçar o projeto deste de concorrer à Prefeitura de Jaciara. De outro, entendem que, pela ordem, a vaga deve ficar com Luizinho. Para complicar ainda mais as negociações, antes de se chegar a Valdizete tem ainda o segundo-suplente, vereador por Cuiabá Deucimar Silva, que até agora não protocolou junto à Mesa Diretora a carta-desistência. Há possibilidade até de Deucimar renunciar ao mandato de vereador, pois corre risco de ser cassado - é investigado em CPI por suposto superfaturamento na obra de reforma do prédio da Câmara -, para se tornar deputado, mesmo que por 3 meses.

   O impasse foi criado por causa de divergências entre os caciques Riva (PSD) e Pedro Henry (PP) e também devido a conflitos com o governo Silval Barbosa. O PP esperava que o Palácio Paiaguás fosse cumprir o acordo de nomear Nery Geller na secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, no lugar de Zé Domingos (PSD), que retornou à Assembleia. Silval escolheu, porém, Luis Milhomem, engenheiro da Empaer e indicado do deputado Carlos Bezerra.

   Os progressistas ficaram na bronca, ameaçaram romper e, de imediato, Azambuja entregou o cargo. Como ainda não oficializou a saída, com publicação do ato de exoneração pelo governador, é possível que Luizinho continue na AL no lugar do licenciado Português e Valdizete seja empossado nesta terça, enquanto a bancada de 5 deputados eleitos e/ou reeleitos, escale um outro parlamentar para sair de licença. Além de Azambuja e Português, o PP assegurou vaga com Riva, Walter Rabello e Ezequiel da Fonseca.

   Deputados eleitos e/ou reeleitos pelo PP
   José Riva
   Ezequiel da Fonseca
   Airton Português
   Walter Rabello
   Antonio Azambuja

   Suplentes
   Luizinho Magalhães
   Deucimar Silva
   Valdizete Nogueira
   Maksuês Leite

CONFUSÃO | 17/12/2011 - 22:59

Microônibus lota e assessor de deputado barra 3 engenheiros

Romilson Dourado

     A confusão em que se transformou uma visita na última quinta de autoridades, jornalistas e técnicos a três obras preparativas de Cuiabá para a Copa do Mundo, alimentada por várias versões sobre suposto veto a três engenheiros civis para integrar à comitiva, tem um personagem central. Chama-se Adriângelo Antunes, assessor do deputado e primeiro-secretário da Assembleia Sérgio Ricardo. Ex-secretário de Comunicação da Assembleia, Adriângelo foi quem organizou e "filtrou" o acesso de pessoas a um microônibus, que foi fretado e colocado em frente ao prédio do Legislativo, ponto de partida para visita às obras.

    Entre os presentes à vistoria in loco estavam Eder de Moraes e Marcelo Padeiro, secretário e adjunto de Infraestrutura da Secopa, respectivamente, e os deputados Sérgio Ricardo, Wagner Ramos e Zeca Viana, que responde como vice-presidente da Comissão de Acompanhamento das Obras da Copa na Assembleia.

    O microônibus já estava lotado quanto três engenheiros chegaram. Adriângelo logo os avisou que não seria possível entrar por causa da lotação, já com pessoas sem assento. Ele não sabia que se tratavam de profissionais que estariam representando o Crea. Ao invés dos engenheiros seguirem em carros particulares e no comboio, como fizeram outros profissionais, preferiram ficar quietos e, já numa manifestação de protesto depois, avisar ao presidente do Crea-MT, Tarciso Bassan, pré-candidato a prefeito de Várzea Grande pelo PSC.

   Para Bassan, a informação fora de que os engenheiros teriam sido barrados pela Secopa, pasta do governo estadual que conduz os projetos para a Copa-2014. A partir daí, já com viés político, Bassan passou a "cutucar" o secretário Eder, como se este não tivesse permitido que os engenheiros acompanhassem a vistoria in loco das obras da construção da ponte sobre o córrego Gumitá, na avenida Jurumirim, que terá custo de R$ 1, 2 milhão, e da duplicação da avenida Juliano Costa Marques, no bairro Bela Vista, e também do projeto de construção do Centro Oficial de Treinamento, na região do CPA. O deputado Zeca seguiu a onda de críticas à Secopa, considerando a versão do Crea de que os profissionais teriam sido impedidos de fazer parte da comitiva. Em verdade, essa confusão foi gerada por ruído de comunicação, aliado a interesse político eleitoral.

CONFUSÃO | 27/08/2011 - 14:00

Após nova definição sobre VLT, Riva agenda audiência pública

Laura Nabuco

     Dois meses após fazer o requerimento, o presidente da Assembleia, deputado José Riva, conseguiu agendar, para a próxima sexta (2), a audiência pública para discutir a implantação do novo sistema de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. A exemplo do primeiro, realizado em junho, no entanto, o encontro com a sociedade ocorrerá após o Governo já ter decidido pela construção do VLT.

     O próprio requerimento da audiência foi apresentado após o presidente da Agecopa, Eder Moraes, já ter batido o martelo pelo modal sobre trilhos, em detrimento do BRT. Desde então, o governo federal questionou o possível atraso nas obras devido a mudança; proibiu a transferência para o VLT dos cerca de R$ 500 milhões alocados para o modelo rodoviário; e mudou de ideia novamente, permitindo que o Estado adote o sistema que julgar melhor.

     A primeira audiência pública para debater o assunto também foi realizada após a Agecopa já ter escolhido o sistema que seria implantado. Na época, o então presidente da agência, o diretor de Planejamento, Yênes Magalhães, já havia encaminhado para a Caixa Econômica Federal o projeto do BRT. A discussão, no entanto, fomentou a dúvida sobre a qualidade e durabilidade do modal. Diante das críticas, o governador Silval Barbosa (PMDB) acabou aceitando a sugestão de Riva e solicitou a apresentação de um estudo de viabilidade do VLT. O peemedebista chegou até mesmo a viajar à Europa para conhecer o modelo mais de perto.

     Para Riva, a nova audiência a respeito do tema servirá para mostrar à sociedade as vantagens do sistema escolhido em relação do BRT. “Nunca vi nenhum empecilho na implantação do VLT. E a presidente da república Dilma Roussef foi coerente ao referendar a escolha do Governo do Estado”, comemora. A audiência contará com a presença de profissionais especializados em ambos sistemas. O encontro será realizado no plenário da Assembleia, a partir das 14h.

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CONFUSÃO | 16/07/2011 - 07:42

Dilma quer um limpa no Transportes; de férias, Pagot será próximo a cair

Romilson Dourado

Dilma e Pagot  A presidente Dilma Rousseff só não determinou ainda a exoneração de Luiz Antonio Pagot da direção-geral do Dnit por causa do senador Blairo Maggi, que o indicou a um dos postos mais cobiçados da estrutura do Ministério dos Transportes. Apesar disso, o Palácio do Planalto, preocupado com os sucessivos escândalos no ministério, mandou fazer um limpa. Pagot já está incluído.

   O ex-trator do governo Maggi só não caiu porque, estrategicamente, saiu de férias, em documento autorizativo assinado por ele próprio, assim que soube que seria afastado, juntamente com outros 3 altos funcionários por causa da denúncia da revista Veja sobre irregularidades, como pagamento de propina ao PR, que comanda a pasta, por empresas de consultorias e empreiteiras.

   Com seu depoimento no Senado, Pagot conseguiu "sobrevida" porque não comprometeu ninguém e livrou o Planalto das irregularidades. Já na Câmara Federal, o ex-secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação do governo mato-grossense acabou revelando que a presidente Dilma sabia dos esquemas no ministério. Foi o bastante para Pagot voltar a cair no conceito da petista.

     A crise no Transporte e nos órgãos vinculados tem irritado a presidente. Inicialmente, ela mandou exonerar três. Depois, determinou a saída de José Sadok, substituto de Pagot na direção-geral do Dnit, pelo fato de ter a esposa como dona de construtura que mantém contratos milionários de obras de rodovias. Agora, a corda deve arrebentar para o lado do ministro Paulo Sérgio Passos, substituto de Alfredo Nascimento.

    Quando exerceu o cargo interinamente no ano passado, Passos liberou R$ 78 milhões em créditos suplementares para três grandes obras, cujos empreendimentos respondem junto ao TCU por irregularidades graves, como pagamentos antecipados, ausência de projeto executivo, fiscalização omissa e superfaturamento. Essas empreiteiras beneficiadas pelos aportes doaram milhões a candidatos do próprio PR durante a campanha eleitoral. Pelo visto, o desmonte no ministério dos Transportes e no Dnit deve continuar.

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CONFUSÃO | 10/07/2011 - 10:17

Governo de MG emprega Wilson com salário de R$ 9 mil; AL já reage

Romilson Dourado

Wilson Santos, agora conselheiro de Minas  -----------------------------------------
Ex-prefeito de Cuiabá e derrotado ao governo em 2010
ganha R$ 9 mil e participa de uma reunião por mês,
no Rio; oposição em Minas vê cargo como
cabide de emprego imposto por Aécio

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    Em busca de emprego político, o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos, derrotado para governador, se articulou tanto nos bastidores até conseguir ver seu nome nomeado como conselheiro da Transmissora Aliança de Energia Elétrica, a Taesa Energia, empresa controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A indicação para o governo mineiro Antonio Anastasia partiu do seu antecessor, senador Aécio Neves, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República, e está gerando polêmica na Assembleia Legislativa.

    Os deputados de oposição dizem que Wilson conseguiu um cabide de emprego. Ele participa apenas de uma reunião por mês, no Rio de Janeiro, onde fica a sede da estatal. Ganha R$ 9 mil. Entre os 11 conselheiros, 6 são indicados pela Cemig, que controla 56% da Taesa. Wilson propaga que entrou nessa cota mas, para os parlamentares, trata-se de indicação política de alguém fora de Minas Gerais com propósito também de fazer pré-campanha para Aécio ao Palácio do Planalto.

    O bloco de oposição ao governo, batizado de Minas sem Censura, passou a questionar o governo tucano. O deputado petista Rogério Correia, por exemplo, dispara críticas contra a nomeação e já apresentou um requerimento, cobrando explicações do governo mineiro.

    Wilson nem sabe ao certo quais são suas atribuições como conselheiro. Participou de poucas reuniões até agora e já recebeu 3 salários. Ele é o segundo tucano de fora de Minas indicado para cargo de livre nomeação nesta gestão Anastasia. O primeiro foi o ex-senador pelo Amapá Papaléo Paes, também do PSDB e que foi recentemente indicado para ser conselheiro da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), outra empresa ligada à Cemig.

    Gratidão e explicações

    Em gratidão a Aécio pelo privilegiado do cargo de conselheiro, já que nem precisa sair de Cuiabá para receber na conta o salário de quase R$ 10 mil mensais, Wilson passou a defendê-lo como "nome ideal para a cadeira de presidente da República". Com seu estilo populista e demagogo, Wilson se gaba de estar voltando às origens, como professor do Cuiabá-Vest e sem receber salário. Não comenta, porém, que cai na sua conta a remuneração do governo de Minas.

    O governador Anastasia desconversa sobre o emprego político. Pondera não saber como foi o processo de indicação. A Cemig, por sua vez, ponderou, por meio de assessoria, que a diretoria da estatal indicou Wilson pelo seu perfil de gestor público e que a Cemig e a Taesa possuem atuação em todo o país e, portanto, não há qualquer problema na indicação de um conselheiro de fora de Minas Gerais.

    Ex-vereador, ex-deputado estadual e federal, Wilson tenta se recuperar politicamente em Mato Grosso, após a derrota para governador. Ficou em terceiro lugar, com apenas 16,5% dos votos válidos, enquanto o peemedebista Silval Barbosa se reelegeu no primeiro turno com 51,2% e, o empresário Mauro Mendes, chegou a 31,8%. A estratégia de Wilson é voltar a concorrer à cadeira de deputado federal em 2014.

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CONFUSÃO | 29/06/2010 - 17:09

Ladrões arrombam diretório do PDT e levam documentos

Romilson Dourado

   A sede do diretório estadual do PDT, na região central de Cuiabá, foi arrombado nesta terça de madrugada. Ladrões levaram do escritório toda documentação, inclusive dos filiados. Em meio a um clima tenso por causa das discussões sobre as alianças políticas, o presidente do partido, deputado Otaviano Pivetta, candidato a vice-governador na chapa de Mauro Mendes (PSB), havia mandado trocar todas fechaduras do prédio. Mesmo assim, ladrões foram de madrugada no diretório, arrombaram as portas e furtaram os documentos.

    Trata-se de mais um caso de polícia em que se transforma o emblemático PDT às vésperas de realizar sua convenção. O congresso está marcado para esta quarta (30), no Colégio Liceu Cuiabano. Embora um pequeno grupo dissidente faça campanha contra, os convencionais, que são os dirigentes dos diretórios e das comissões provisórias municipais, devem aprovar os nomes de Pivetta para vice e do ex-procurador da República Pedro Taques para o Senado. A convenção acontece das 13h às 17h.

   Os outros partidos da coligação Mato Grosso Muito Mais (PSB, PPS e PV) também se reunem para oficializar seus candidatos proporcionais e majoritários. A convenção do PSB também inicia às 13h, no ginásio Dom Aquino; o PPS vai estar na Assembleia e, o PV, no Palácio da Instrução. Às 17h, todos os partidos se dirigem para o ginásio Dom Aquino para um ato político que oficializará o nome de Mendes ao Paiaguás, com Pivetta de companheiro de chapa. O bloco tem dois ao Senado: Taques e o deputado estadual Percival Muniz (PPS). Para reforçar o projeto da terceira via, se opondo aos adversários Silval Barbosa e Wilson Santos, a convenção vai ser prestigiada por algum representante da direção nacional.

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CONFUSÃO | 25/06/2010 - 16:33

Para atrair PPS, Wilson sinaliza para Moura de vice; DEM fica na bronca

Romilson Dourado


Banqueiro e suplente de deputado federal Eduardo Moura pode ser o vice de Wilson Santos na corrida ao governo

   A um dia da convenção, surge novo impasse na coligação entre tucanos e democratas por causa da escolha da candidatura a vice da chapa de Wilson Santos ao governo estadual. O ex-prefeito da Capital alimentou expectativa quanto ao vice de outra legenda, provavelmente do PPS. Declarou nesta sexta, em entrevista, que o Democratas não faria questão da indicação para chapa majoritária. A cúpula do partido, capitaneada pelo senador Jayme Campos, não gostou do comentário do tucano e, mesmo que Wilson esteja disposto a escolher como vice nome do PPS, o DEM vai apresentar alternativa na convenção deste sábado, na Associação Mato-Grossense dos Municípios, entre 8h e 12 horas. Não será mais Lucimar Sacri de Campos, nome de preferência do pré-candidato tucano. Ficará entre os deputados Dilceu Dal Bosco ou José Domingos ou até mesmo do senador Gilberto Goellner.

   Enquanto isso, Wilson Santos sinaliza para um vice do PPS. Uma nova negociação para atrair de vez a legenda socalista joga como opção o nome do empresário e ex-sócio do banco Garantia e pecuarista de Nova Xavantina (Araguaia) Eduardo Moura. Ele é suplente e chegou a exercer mandato de deputado federal por quatro meses no ano passado no lugar de Homero Pereira. Moura teve 51.965 votos nas urnas de 2006. Perdeu a cadeira para o ex-vereador por Cuiabá e defensor público licenciado Valtenir Pereira (PSB). A diferença entre ambos foi de somente 436 votos.

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DEM reage às declarações de Wilson,
reafirma direito de indicar o vice e vai
apresentar nome à chapa majoritária
tucana na convenção deste sábado

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   Uma banda do PPS, liderada pelo vereador cuiabano Ivan Evangelista, já está com Wilson. Um outro grupo, sob o deputado Percival Muniz, insiste no apoio a Mauro Mendes (PSB) ao Paiaguás. O problema é que a direção nacional já estabeleceu que a aliança terá de ser com o tucanato, ou seja, se voltar para o palanque de Wilson. Nessa negociação, o PPS ficaria com a vaga de vice, deixando o DEM de fora da majoritária, o que significa ruptura de acordo feito deste 2009 entre Wilson e Jayme, inimigos políticos históricos que resolveram fazer as pazes para estas eleições.

    Apoio do tucanato

    O nome de Eduardo ganhou respaldo de outras lideranças tucanas, como da deputada federal e presidente regional do PSDB Thelma de Oliveira, do ex-governador Rogério Salles e do ex-prefeito de Sinop Nilson Leitão. Eles têm lá suas razões para tal pleito. Acontece que Eduardo Moura é pré-candidato também a federal e, se o PPS fechar composição com o bloco oposicionista, se juntando ao PSDB, DEM e PTB, a competitividade na chapa proporcional aumenta mais. Sendo assim, acham melhor, Moura entrar na majoritária. O quociente eleitoral para federal deve chegar a 194 mil votos por cada uma das 8 cadeiras à Câmara.

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CONFUSÃO | 25/06/2010 - 08:40

Após barulho, Pivetta e Taques falham nas habilidades e "naufragam"

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Deputado e dirigente do PDT Otaviano Pivetta e ex-procurador da República Pedro Taques tentam levantar PDT

  O empresário e deputado Otaviano Pivetta prometeu que salvaria a candidatura de Pedro Taques ao Senado no PDT. Foi um dos responsáveis por motivá-lo a entrar no páreo, assim como o presidente do PPS, deputado Percival Muniz. Agora, a cinco dias da convenção, o seu emblemático PDT deve tomar outro rumo, por causa de pressões e da conjuntura nacional, que prega coligação com o PMDB do governador Silval Barbosa, tudo com pretexto de acomodar no mesmo barco partidos que fazem parte da sustentação do governo Lula, do PT. Por mais que tentem regar o PDT, as flores e frutos que nasceriam com a promessa de vida própria e renovação na política com Pedro Taques no Senado começam a murchar.

    Taques tinha tudo para se consolidar como novo líder político. O problema é que achou que conseguiria atropelar etapas e conduzir o partido do seu jeito. Aliás, só queria usar a sigla partidária para se chegar ao poder, já que essa é uma situação sine qua non. O grupo começou a enfrentar divergências internas e implodiu. Taques foi perdendo aliados, que acusaram-no de arrogante e autoritário.

    Em princípio, a maioria comemorou quando Pivetta conseguiu colocar de escanteio o radialista Mário Márcio Torres, que há quase 3 décadas vinha ditando as regras no PDT, o que dificultava renovação no quadro de filiados. Depois, expôs fragilidade e falta de pulso firme nas eleições municipais de 2008, principalmente em Cuiabá, quando deixou o partido à deriva. Uma parte apoiou o projeto de reeleição de Wilson Santos (PSDB) e outra se juntou a Mauro Mendes, então no PPS e derrotado no segundo turno para prefeito.

    Agora, quando o partido começou a ganhar visibilidade com a pré-candidatura de Pedro Taques ao Senado, surgem novos conflitos internos. Pivetta se sentiu traído por assessores do próprio gabinete, como Rodrigo Rodrigues e Valdinei Teodoro. Eles foram exonerados agora, depois de praticamente inviabilizarem o projeto majoritário e dificultar também o apoio a Mauro Mendes (PSB) para o governo estadual. A orientação da Nacional é para o PDT se juntar à coligação pró-Silval, que conta com PMDB, PR, PT e PP. Na prática, Taques estaria no mesmo palanque dos deputados desafetos Pedro Henry e José Riva, entre outros.

    A falta de habilidade política do ex-procurador da República e o estilo trator de conduzir as negociações políticas, marcadas pelo egocentrismo, contribuíram para "enforcar" a própria candidatura. Ademais, não conseguiu chegar às convenções com melhor desempenho nas intenções de voto. Dos quatro principais pré-candidatos às duas vagas ao Senado, Taques figura na condição de lanterna. Está atrás de Carlos Abicalil (PT), de Antero de Barros (PSDB) e de Blairo Maggi (PR). Pivetta, por sua vez, tentou democratizar demais o PDT, que figura na lista de partidos pequenos, deixou aumentar o cordão da discórdia e perdeu o controle da situação. Quando tentou cortá-lo, ficou com o pedaço menor. Pelo visto, o partido não conseguirá nem garantir uma vaga na Assembleia e, muito menos, cadeira majoritária.

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CONFUSÃO | 10/05/2010 - 19:11

Nacional do PRTB destitui executiva de Mato Grosso

Simone Alves

   Ninguém viu nada e ninguém sabe de nada. Essa é a principal resposta que se tem dos membros do PRTB quando se pergunta sobre a profunda crise que instalou no partido. O presidente da executiva estadual, Samuel Lemes, pediu desfiliação, mas o responsável pelo comando do diretório de Cuiabá, vereador Marcrean dos Santos Silva, nega ter conhecimento da decisão. Samuel diz ter pedido desfiliação no dia 1º deste mês e garante ter formalizado o afastamento do partido à Justiça Eleitoral.

   Ele alega que as lideranças partidárias não têm compromisso com a sigla. “Há muitas promessas não cumpridas. Falta de compromisso com o partido”, justifica. Porém há quem ventile que, em verdade, a direção do PRTB foi destituída. Um dos motivos seria o fato de Samuel ter sido acionado pela executiva nacional da sigla para repassar R$ 64,4 mil referentes à contribuição de membros do partido que ocupam cargos na Câmara de Cuiabá.

Ralf Leite   Um dos que asseguram a destituição do diretório estadual é o ex-vereador Ralf Leite (PRTB), que perdeu o mandato por quebra de decoro parlamentar ao ser flagrado e preso pela polícia com um travesti de 17 anos, em fevereiro do ano passado.

   Em artigo Ralf, afirma que o PRTB já foi uma sigla invejada, mas que hoje sente o peso da falta de recursos e até da ausência de democracia nas decisões partidárias. Segundo ele, essas incongruências resultaram na intervenção da executiva nacional. “A barbaridade é tanta que afetou até o presidente nacional, que se sentiu obrigado a fazer uma intervenção tirando o presidente estadual e o presidente municipal desde março deste ano, ou seja, atualmente ninguém responde pelo partido no Estado”, diz trecho do artigo.

Marcrean dos Santos Silva   Marcrean não confirmou a situação e tentou até mesmo demonstrar espanto. “Tem certeza? Não estou sabendo de nada”, disse. “Eu respondo pelo municipal”, declarou o vereador, ao negar a destituição do diretório de Cuiabá. Marcrean se esquivou mesmo após saber do suposto pedido de desfiliação de Samuel. O secretário-geral da executiva estadual,  Márcio Henrique Pereira, atendeu ao telefonema do RDNews, mas afirmou que estava ocupado. Em seguida, desligou o celular. 

   Na lista de diretórios da página eletrônica do PRTB, a parte que deveria estar dedicada à executiva mato-grossense aparece em branco. Isso confirma que o PRTB está sem sua liderança estadual, o que, por sua vez confirma, que o partido encontra-se “enfraquecido, descendo a ladeira, desgovernado e sem freio, os atuais militantes estão sem rumo, perdidos feito cegos em tiroteio”, tal como afirma Ralf no artigo.

    Confira abaixo página do PRTB:   

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CONFUSÃO | 05/04/2010 - 08:00

Em parecer, Vilela aponta falhas de delegados e provoca crise na Civil

Romilson Dourado

   O corregedor-geral da Polícia Judiciária Civil, Paulo Rubens Vilela, cotado para o cargo de diretor-geral, expõe negativamente a instituição quando, em um parecer assinado em 10 de fevereiro deste ano, aponta uma série de deficiências, como a falta de delegados nos plantões ou, quando presentes, deixam para escrivães de polícia elaborar auto de prisão em flagrante e ainda acusa um delegado de realizar trabalho pífio (o nome está sendo preservado por este blog). O parecer é sigiloso, mas acabou distribuído para diversos segmentos plantonistas, como nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania, o que vem gerando crise e conflitos entre Vilela e os delegados.

 Fernando Ordakowski

Diógenes Curado, secretário de Justiça e Segurança Pública, indica à Diretoria-Geral da Polícia Civil o corregedor-geral Paulo Vilela, que enfrenta resistência dos delegados; desgaste pode levar governador a recuar da nomeação

   O secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, já havia sugerido ao novo governador Silval Barbosa o nome do corregedor-geral para o comando da Civil. A tendência é que o Palácio Paiaguás, para evitar desgaste, venha a recuar da nomeação. Hoje o diretor-geral é Lindomar José da Costa, que se articula para ocupar cargo na Agecopa, autarquia que cuida dos projetos preparativos de Cuiabá para sediar a Copa do Mundo de 2014.

   Em 31 de dezembro do ano passado, o delegado Marcelo Felisbino Martins, titular da Delegacia Especializada de Repreensão a Entorpecentes de Cuiabá, encaminhou à Corregedoria-Geral uma consulta. Sugeriu um estudo sobre a possibilidade do delegado plantonista justificar o seu entendimento toda vez que optar por prisão em flagrante por droga. Colocou em discussão a Lei 11.343, de 2006, que exige que a tipificação por tráfico seja fundamentada no relatório final, eximindo a autoridade policial do despacho fundamentado na autuação do flagrante.

   Em fevereiro, o delegado Carlos Cunha, corregedor-auxiliar, emitiu parecer acerca do assunto e que foi submetido à apreciação do corregedor-geral Paulo Vilela. Este, por sua vez, o acolheu e, por meio da própria Corregedoria-Geral, encaminhou o relatório aos Ciscs. No documento, marcado por erros gramaticais, Vilela afirma que "(...) a criação dos Ciscs e as condições de trabalhos (sic) dos plantonistas não é (sic) mais tão ruim (sic) assim (...)".

    Em seguida, cutuca: "(...) todos sabemos que, salvo 'alguns colegas mais zelosos' (...), muitos (...) nem se fazem (sic) presentes aos plantões ou, quando ali se encontram, deixam a elaboração do Auto de Prisão em Flagrante Delito exclusivamente para os escrivães de polícia (...)". Em outro trecho do parecer, Vilela ataca um delegado de polícia, para quem "possui como idiossincrasia a realização de um trabalho pífio, onde (sic) sequer são circunstanciados os fatos ocorridos nas oitivas de testemunhas, e o indiciado é orientado pelo próprio policial que preside (...), a manifestar-se apenas em juízo".

   No relatório em que expõe a má qualidade dos autos de prisão em flagrante, que são elaborados pelos colegas plantonistas nos pretórios policiais de Cuiabá, o corregedor-geral enfatiza que deve seguir a Instrução Normativa 01/2001, de caráter eminentemente interno, como se esta pudesse sobrepor a uma lei federal específica editada em 2006.

   Do parecer de Paulo Vilela não se sabe qual conclusão é pior. Se as ataques e críticas são verdadeiros e a Polícia Civil realiza um péssimo trabalho, a Corregedoria-Geral e os corregedores estão cometendo crime de prevaricação, considerando que nada estão fazendo para corrigir e punir os "infratores". Já, por outro lado, se os fatos forem mentirosos, pior ainda, pois os corregedores estão cometendo crimes de calúnia, injúria, difamação e denunciação caluniosa, já que atacam colegas e a própria instituição, a qual deveriam defendê-la.

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Confira no link abaixo o documento assinado pelo corregedor-geral Paulo Vilela

O_parecer.jpg
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CONFUSÃO | 04/12/2009 - 17:47

Juiz manda prender falso advogado com carteira da OAB

Romilson Dourado

   Policiais civis de Poconé (a 100 km de Cuiabá) prenderam em flagrante, na tarde desta sexta (4), um rapaz que se fazia passar por advogado. Ele costumava apresentar uma carteira falsificada da OAB-MT. O falsário, identificado por Wilson Renato Soares, foi detido por falsidade ideológica ao apresentar uma petição ao juiz da Comarca de Poconé, Edson Dias Reis, em que assinava como advogado responsável pela defesa de três traficantes. 

   A partir de uma denúncia anônima, os agentes foram alertados de que Wilson se passava por advogado para visitar os presos Nilson José de Oliveira, José Alzírio de Carvalho e Silvomar Arruda de Oliveira. Os três tiveram as prisões preventivas decretadas em 2 de dezembro, depois de serem flagrados transportando cocaína. 

   A droga seria entregue ao “cliente” do suposto advogado para, posteriormente, ser distribuída em bocas de fumo de Poconé. Além de frequentar o presídio, Wilson era sempre visto na Delegacia Municipal, onde apresentava a carteira da OAB e pedia informações ao delegado sobre o “cliente”.

   Contudo, devido à greve dos servidores do Judiciário, o falsário procurou pessoalmente o juiz Edson Dias Reis para entregar o pedido de soltura do traficante. Desconfiado, o magistrado pediu a carteira da OAB e Wilson tentou amenizar a situação dizendo que, na verdade, era estagiário. O juiz exigiu a apresentação do documento da Ordem e, ao checar os dados, confirmou que se tratava de um documento falso.

   Policiais civis foram chamados e detiveram Wilson em flagrante. Ele presta depoimento na Delegacia de Poconé. Pelo crime de falsidade ideológica, o suspeito pode ser condenado à pena que varia de um a cinco anos de prisão. (Andréa Haddad)

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CONFUSÃO | 27/11/2009 - 17:42

Bate-boca força adiamento de eleição do DCE na UFMT

Romilson Dourado

   Tumulto, bate-boca e empurra-empura marcaram a tentativa frustrada de eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMT, marcada para ocorrer na última terça (24). Por causa da confusão, envolvendo insinuações de fraudes e agressões verbais entre as chapas concorrentes, a votação teve de ser adiada para esta terça, 1º de dezembro, após reunião do Conselho de Entidade de Base (CEB), composto por membros dos Centros Acadêmicos da universidade, na noite da última quinta (26). O clima tenso durou o dia todo e só foi amenizado quando alguns integrantes foram parar na delegacia para prestar depoimento.

   Adoniram Judsom, coordenador geral da chapa 3 "Inove" e membro do Centro Acadêmico de Comunicação Social, afirma ter sofrido ameaças de agressão de 6 integrantes da chapa 2, entre eles o diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Mato Grosso, Lehu Wanio. Ele alega ter sido empurrado e ameaçado. "Só fugiram quando eu disse que iria chamar a polícia", disse. O caso foi parar na Centro Integrado de Cidadania e Segurança Pública (CISC) do Planalto, e só foi resolvido no meio da madrugada, quando os envolvidos prometeram ao delegado de plantão que iriam manter a ordem e o respeito.

   Na última quarta de manhã, as chapas 1 "Lado a Lado" e 3 se uniram para deslegitimar a eleição, fazendo acusações graves contra a Comissão Eleitoral e a chapa 2 "Ousar Lutar Quando a Regra é Se Vender", que tenta a reeleição. As chapas 1 e 3 reclamam de fraude na Comissão Eleitoral, pois as urnas foram abertas com 2 horas de atraso, falta de cédulas de votação suficientes e ausência da lista com os nomes dos estudantes, em alguns blocos, além da inexistência da linha dos 3 metros, que evita a boca de urna. Ainda segundo representantes das chapas, cédulas foram emitidas na cor da chapa 2 (laranja) e houve uso de urna itinerante para recolher votos no Hospital Universitário Júlio Müller. "Eles carregaram a urna de um lado para o outro no hospital, convidando as pessoas para a votação", acusa Adoniram.

   Otávio Pedroso, membro da Comissão Eleitoral, afirma que a cor laranja nas cédulas foram impressas por puro erro técnico e que ninguém se aproximou das urnas antes de serem abertas. Segundo Otávio, "houve um erro de configuração quando as cédulas foram impressas. Eram de cor verde, mas saíram laranjas". Jaqueline Stevanato, coordenadora-geral da chapa 2, rebate as acusações, afirmando que as concorrentes "estão somente tentando tumultuar o processo eleitoral". (Lislaine dos Anjos)

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CONFUSÃO | 07/11/2009 - 10:22

PRTB repudia declarações de Leite e Lemes o processa

Romilson Dourado

   Os membros do PRTB de Cuiabá emitiram nota manifestando "total e irrestrito" apoio ao presidente estadual do partido, Samuel Lemes da Silva e se dizem contrários à postura adotada pelo ex-presidente municipal do PRTB, Edson Leite, pai do vereador cassado Ralf Leite. O secretário-geral do partido, Manuel Messias Nery de Souza, garante que Lemes irá processar Edson por difamação, injúria e calúnia, já que tanto o ex-presidente quanto seu filho o acusaram recentemente de desviar recursos do partido, de não realizar prestação de contas e de não dar estrutura para o funcionamento da sigla em Cuiabá. "O PRTB vive hoje um novo momento, em que reina a paz e a harmonia entre seus integrantes, prevalecendo o respeito à honra, dignidade e o respeito às famílias cuiabanas e mato-grossenses, razão pela qual repudiamos as expressões chulas utilizadas pelo senhor Edson Leite, que lamentavelmente desce ao nível mais baixo de civilidade e respeito ao partido e companheiros que sempre lhe deram a melhor acolhida", diz trecho da nota.

   A assessoria de Lemes confirma o acionamento jurídico, mas garante que ele não pretende dar continuidade às provocações feitas por Edson Leite. "O presidente deixou bem claro que não vai entrar no jogo dos Leite (pai e filho) que é polemizar assuntos particulares para tirar o foco dos verdadeiros problemas. Ele entende que esse tipo de assunto deve ser tratado na esfera jurídica. Por isso, ele entrará ainda essa semana com um processo contra o ex-presidente municipal do partido, Edson Leite".

   Já o atual presidente municipal do partido, Marcrean Santos, explica que o assunto será tratado de forma particular entre os envolvidos. "Na nota enviada à imprensa pelo diretório municipal, nós deixamos bem claro que o PRTB não aceitará o tipo de comportamento expressado pelo ex-presidente municipal e evidenciamos também nossa soliedariedade ao presidente estadual", destacou Marcrean, que esta a frente da presidência municipal há dois meses. Ele lembrou ainda que Edson e Ralf devem responder internamente a processo na Comissão de Ética do partido. (Flávia Borges)

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CONFUSÃO | 28/07/2009 - 12:44

Deputado admite batida de carro da AL e diz não ter BO

Romilson Dourado


O deputado Wagner Ramos (PR), que colidiu, de marcha-a-ré, carro oficial da Assembleia num poste em Nortelândia, diz que não registrou BO porque não houve danos a terceiros e garante que não estava bêbado
Foto: Ronaldo Mazza

 O deputado Wagner Ramos (PR) confirma que, de fato, bateu num poste o veículo oficial da Assembleia na madrugada do último sábado, quando deixava a região da praia Nortefly, em Nortelândia (a 258 km de Cuiabá). Ele explica que só não registrou boletim de ocorrência porque não teve danos a terceiros e muito menos vítima. Assegura que já tomou providências quanto ao conserto do carro. "Foram só eu e o poste", pondera. O parlamentar explica que usou o veículo Corolla chapa branca da Assembleia e à disposição do seu gabinete para se deslocar a Nortelândia, onde prestigiou a tradicional festa dos 50 anos da Feira de Santana. Ele foi um dos organizadores desta edição do evento.

  Revela que, por volta de 2h30 do sábado, quando deixava o local no volante do Corolla acabou colidindo num poste, no instante em que dava marcha-a-ré. O pára-choque ficou destruído. Wagner Ramos garante que não estava embriagado. Ele se mostra chateado porque a matéria postado no RDNews nesta segunda à noite ganhou repercussão em todo o Estado e, a partir daí, o deputado passou a ser questionado até pelos seus eleitores e ainda está convivendo com gozação dos amigos - saiba mais aqui. O deputado fez questão de encaminhar um comentário, se explicando sobre o seu envolvimento na colisão do carro oficial da AL.

   Eis, abaixo, o que escreveu Wagner Ramos
   "Caro Romilson,
    Estive na última sexta e sábado no município de Nortelândia, cidade em que passei a minha infância. Neste fim de semana, houve as comemorações dos 50 anos da festa de Santana, padroeira da cidade, onde estavam presentes os filhos e amigos da cidade. E, com a aglomeração de veículos ao sair da festa, esbarrei com o carro em um poste. Não registrei ocorrência porque não houve danos a terceiros. Quanto ao conserto do carro, já tomei providências. Agora gostaria de colocar  que acidentes acontecem com qualquer um, seja deputado, funcionário público, ciclista, repórter seja também carro público ou particular."
   Atenciosamente,
   Wagner Ramos (PR)
   Deputado estadual 

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CONFUSÃO | 14/05/2009 - 19:38

Índios Xavantes destroem caminhonetes da Funasa

Romilson Dourado

   Revoltados pela suposta ausência de atendimento médico, índios da etnia Xavante apreenderam nesta terça (12) três caminhonetes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Mato Grosso. Representantes do órgão registraram, na manhã desta quinta (14), um boletim de ocorrência no Departamento da Polícia Federal (PF) de Barra do Garças. Os índios alegam que há falta de medicamentos, veículos e funcionários da Funasa para prestar atendimento nas aldeias. Segundo informações da assessoria da fundação, os indígenas retiraram as baterias das caminhonetes e perfuraram os pneus com disparos de arma de fogo. 

   Eles teriam apreendido as caminhonetes após a 24ª morte nas aldeias Xavantes de Campinápolis este ano. "Os índios são imediatistas e ficaram bastante abalados quando o veículo da Funasa chegou à aldeia com o corpo de um índio de 23 anos, que morreu após uma cirurgia em Barra do Garças devido a uma apendicite. No local, o motorista foi obrigado a sair e o carro ficou retido. Os índios destruíram o veículo", informou a assessoria da Funasa. Contudo, em entrevista ao RDNews nesta quarta (13), o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Xavante (Condisi), que congrega as nove terras indígenas da etnia, Edmundo Dzuaiwi Omore, disse que eles reivindicam a substituição do chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xavante, José Henrique Leite, pelo atual pelo atual presidente da organização não-governamental Nossa Tribo, Nivaldo Correia Neto - saiba mais aqui. "O problema é que o nome que defendemos não foi indicado politicamente. Este é o principal empecilho à nomeação do Nivaldo", avaliou o vice-presidente do Condisi, Oswaldo Buruwe.

   O chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xavante, José Henrique Leite, por outro lado, alega que não há uma reivindicação por parte dos indígenas. Segundo ele, duas das caminhonetes detruída pelos índios foram entregues há pouco mais de um mês pela Funasa. (Andréa Haddad)

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CONFUSÃO | 30/04/2009 - 20:03

Diretor da Empaer é exonerado e critica Leôncio e Neldo

Romilson Dourado

  O engenheiro agrônomo Antonimar Marinho dos Santos foi exonerado nesta quinta (30) do cargo de diretor de Pesquisas da Empaer, após uma briga com assessores do presidente Leôncio Pinheiro, principalmente com o chefe de gabinete Gabriel Miranda dos Santos. Antonimar ocupava o posto desde janeiro de 2003, inclusive com respaldo do governador Blairo Maggi, que tomou posse naquela época. A saída do técnico da diretoria gerou revolta entre os servidores, que consideram Antonimar um profissional competente e que se preocupa em recuperar a estrutura e o prestígio da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa e Extensão Rural e, com isso, acabou "trombando" contra alguns da velha safra do quadro e que demonstram, na prática, comodismo.

  No lugar de Antonimar, assume o servidor de carreira Norival Tiago, irmão do radialista e apresentador de TV Osmair Tiago. A confusão se formou porque o grupo do presidente Leôncio Pinheiro cobrou substituição de Antonimar, considerando que, conforme estabelece o Conselho de Administração, deve haver eleição para diretoria a cada três anos, com direito à reeleição. No caso de Antonimar, este já havia superado os seis anos no cargo de diretor. Apesar disso, existe o componente político. Acontece que o governador é o acionista majoritário no Conselho da Empaer e, como tal, tem autonomia para tomar decisão unilateral. Antonimar esperava respaldo do Palácio Paiaguás para continuar na diretoria. Ele é ligado ao secretário extraordinário de Projetos Estratégicos, José Aparecido dos Santos, o Cidinho, que entrou na articulação para mantê-lo no cargo. Por enquanto, não conseguiu.

   Perguntado pelo RDNews sobre a queda-de-braço que resultou na sua exoneração, Antonimar se mostrou descontente com as conspirações e disparou críticas. "Existem uns senhores na Empaer que não querem avanço da empresa. São aposentados que não fazem nada", disse o ex-diretor, numa referência ao chefe de gabinete do presidente Leôncio, Gabriel Miranda dos Reis, a Osvaldo Ferreira e a Antonio Jesuíno de Oliveira, que está com 37 anos na Empaer e prestes a se aposentar. "Tratam-se de pessoas da época da pedra lascada que são assessores do presidente e dificultam tudo".

    Para Antonimar, Leôncio não tem autonomia, ou seja, é controlado pelos assessores. Disparou também críticas ao secretário de Desenvolvimento Rural, Neldo Egon, que preside o Conselho e se mostra omisso ao desmonte da Empaer, que "foi despejada" do prédio do complexo do CPA e está com a estrutura dividida entre o espaço de um laboratório em Várzea Grande e uma casa no Boa Esperança. "Eu falo a verdade porque não sou de mandar recado. Eles trancam as coisas para não deixar a Empaer andar e evoluir e aí eu os denunciei. Aí reuniram o Conselho é me tiraram", reclama o ex-diretor de Pesquisa.

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CONFUSÃO | 04/04/2009 - 11:32

Deputado questiona no TSE posse de Mario Lúcio na AL

Romilson Dourado

   O presidente da executiva estadual do PSB, deputado federal Valtenir Pereira, questionou nesta sexta (3), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a posse do ex-vereador por Cuiabá Mario Lúcio (PMDB) na Assembleia, na cadeira da deputada Vilma Moreira (PSB), que se afastou por 120 dias para tratamento de saúde. O questionamento foi feito mediante consulta, sem caráter veiculante, mas que pode ser usada em futuras decisões.

   Mário Lúcio assumiu a vaga da deputada solicialista, mesmo tendo ficado na suplência da coligação Unidade Ética por Mato Grosso (PTB, PTN, PAN, PRTB, PMN, PTC, PSB e PV), ao disputar o cargo pelo PV. Posteriormente, o vereador trocou o PV pelo PMDB, mas não foi "enquadrado" na regra de infidelidade partidária porque deixou a sigla em dezembro de 2006, antes do prazo limite estipulado pelo TSE, que é 27 de março de 2007. "O titular de mandato eletivo que saiu da agremiação partidária pela qual foi eleito (partido A) e se desfiliou antes de 27/03/2007 (...) caso mude novamente de legenda sem justificativa (indo para o partido C), pode ter o mandato cassado por infidelidade partidária?", questionou Valtenir junto ao TSE.

   O deputado também perguntou se “o suplente de senador que se desfiliou, antes de 27/03/2007, do Partido "A", pelo qual compôs chapa majoritária, data limite definida pelo TSE, consoante Resolução 22.610/TSE, migrando para agremiação "B", pode perder a condição de suplente ou mesmo ficar impedido de assumir a vaga do titular, caso mude para o partido "C", diverso daquele pelo qual foi eleito?". O ministro Ricardo Lewandowski será o relator da consulta e deverá responder aos questionamentos nos próximos dias.

   Terceiro suplente da coligação, Mário Lucio assumiu a vaga na Assembleia no último dia 25. A deputada licenciada Vilma Moreira, por sua vez,  também não conseguiu se eleger em 2006, mas foi beneficiada com a renúncia de Chico Galindo (PTB), agora vice-prefeito de Cuiabá. Antes de Vilma, o atual presidente da Câmara de Nova Xavantina, Manoel José da Silva (PR), o Branquinho, já havia assumido o cargo de deputado na vaga de Galindo. (Andréa Haddad)

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CONFUSÃO | 17/02/2009 - 08:15

Deputado cobra 2 contribuições dos assessores

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski
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Deputado e pastor Brito cobra 3% para PMDB e 5% para o PRB

 O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, Antonio Brito, mal se efetivou na cadeira de deputado, em substituição a Zé do Pátio, que virou prefeito de Rondonópolis, e já arrumou confusão interna. Ele determinou que os seus cerca de 20 assessores contribuam financeiramente tanto com o seu partido, o PMDB, quanto com o PRB, legenda que é controlada pela Igreja Universal.

  Para melhor controlar o caixa do Partido Republicano Brasileiro, Brito nomeou como chefe de gabinete Cláudio José da Silva, que ganha cerca de R$ 5 mil mensais. Pela regra imposta pelo deputado, os assessores devem desembolsar 3% do salário para o seu PMDB e 5% para o PRB. O salário dos auxiliares varia de R$ 1 mil a R$ 5 mil. Nesse caso, 8% são descontados para contemplar os dois partidos. O PMDB, partido do próprio deputado, fica com fatia menor.

   Ele deu ordens para o desconto da contribuição partidária e pediu aos assessores que "aguentassem" o sacrifício financeiro em silêncio. A determinação do deputado evangélico deixou os que atuam no gabinete revoltados. Temendo exoneração, eles fazem protesto em silêncio. A exemplo dos outros 23 parlamentares, Brito ganha R$ 12,7 mil mensais, tem direito a mais R$ 15 mil de verba indenizatória, controla R$ 30 mil das despesas de gabinete e usa um veículo Corolla por conta do erário.

  O PRB é uma sigla nanica. Dos 141 municípios do Estado, só conseguiu eleger dois vereadores, sendo eles o pastor Francisco Washington Barbosa, que teve 2.002 votos em Cuiabá, e Nilson Pereira, em Cáceres. Não elegeu um prefeito e nem vice-prefeito.

    Votação

   Antonio Brito teve uma votação pífia nas urnas de 2006. Os 7.460 votos conquistados deixaram-no na terceira suplência da coligação Unidade e Trabalho II (PMDB-PL). Com a cassação do mandato de Walter Rabello por infidelidade partidária e ainda com as vitórias de Pátio para prefeito de Rondonópolis e de Juarez Costa à sucessão municipal em Sinop, os suplentes Jota Barreto, Nilson Santos e Brito foram contemplados como vagas na Assembléia.

    No final do ano passado, Antonio Brito fez sua estréia como parlamentar, quando Pátio se licenciou para a campanha eleitoral. Em dezembro, o suplente ganhou a condição de titular, devido à renúncia do colega peemedebista para ser diplomado e empossado.

(Às 11h) - Em nota, Brito diz cobrar só uma "fatia"

  O deputado Antonio Brito emitiu nota, negando exigir oficialmente duas contribuições partidárias aos seus assessores. Ele admite que, de fato, os auxiliares lotados no gabinete contribuem com 3% do salário para com o PMDB, conforme estabelece o regimento interno do partido. O valor é descontado em folha e, de acordo com o parlamentar, com a prévia autorização dos servidores. "Essa é uma prática comum às demais legendas", afirma. Sobre o PRB, Brito nega.

   Sem alarde, os assessores parlamentares comemoraram a matéria acima porque, segundo eles, motivou Antonio Brito a anunciar que não cobrar mais os 5% para o PRB.

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