Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:41 h

Contraponto | 19/07/2011 - 16:33

Meu pai foi preso político e teve as terras tomadas, reage Maggi

Laura Nabuco e Andréa Haddad

     O senador Blairo Maggi (PR), ex-governador por dois mandatos, anunciou nesta terça (19) que vai ingressar com pedido na Polícia Federal para obter todos os documentos envolvendo o nome do pai dele, André Maggi. O republicano também pretende tomar as medidas jurídicas cabíveis contra os responsáveis pelas informações divulgadas pelo jornal Correio Braziliense, no domingo (17), na reportagem intitulada "Famílias de Pagot e Maggi estavam em grupo investigado pela PF nos anos 70". “As coisas boas que meu pai fez não foram citadas pelo jornal”, reclama.

     Maggi alega que tinha apenas sete anos à época do episódio retratado, mas contesta a versão apresentada pelo jornal. “Tinha sete anos, mas pelo que me lembro, aconteceu o contrário. Meu pai foi preso político e teve as terras tomadas”, rebate. O senador pondera que ainda não sabe se as informações foram distorcidas pela reportagem do jornal de Brasília ou pelos responsáveis pela elaboração do documento. “Não sei se quem distorceu foi quem elaborou ou quem escreveu a reportagem”.

     Ele pondera que apenas o governo federal tem acesso aos dados, mas diz não ter ideia de como foram parar nas mãos de jornalistas.Ao procurar o jornal, Maggi foi informado de que a matéria é baseada em elementos do Arquivo Nacional. “Minha assessora foi até lá e viu que não havia nenhuma movimentação nestes documentos. Pedi para que fizessem um levantamento”, aponta.

     Segundo a reportagem do Correio Brazilienze, o Serviço de Informação da Polícia Federal investigou, nos anos 1970, as famílias de Maggi e de Pagot em São Miguel do Iguaçu (PR) e constatou que se tratava de organização voltada ao roubo de terras de pequenos agricultores, compra de vereadores e ao tráfico de drogas.

     Segundo o jornal, documentos revelam que a relação entre as famílias de Maggi e Pagot é de longa data e foi reforçada na militância política, tanto que André Maggi, pai do parlamentar, foi vereador e presidente da Câmara Municipal e, Ferdinando Felice Pagot, pai de Luiz Pagot, atuou como prefeito.

Reportagem do Correio mostra famílias Maggi e Pagot como mafiosas

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Contraponto | 07/07/2011 - 16:00

Senador despista sobre convite

Andréa Haddad e João Negrão

     Após a divulgação do convite oficial da presidente Dilma Rousseff (PT) para que o senador Blairo Maggi (PR) assuma o Ministério dos Transportes, o republicano despista ao ser indagado sobre o assunto. Em entrevista exclusiva ao RDNews, o republicano negou o convite, mas admitiu que houve uma cogitação da cúpula do Palácio do Planalto.

     Maggi também garantiu que não participa de reunião, na tarde desta quinta (7), com a cúpula do partido, em Brasília, para discutir o assunto, conforme foi divulgado pelo Estadão. Para reforçar que não houve convite, Maggi frisou que embarca para Cuiabá ainda na tarde desta quinta.

     Apesar de ser o principal nome cogitado para substituir Alfredo Nascimento à frente do Ministério dos Transportes, há fatores que depõem contra o senador. Se assumir a responsabilidade de tocar a pasta, Maggi também deve sofrer novo desgaste devido às denúncias da revista Veja de suposto envolvimento no Dossiê dos Aloprados mato-grossense. A reportagem relata que ele agiu em conjunto com o ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT), assessor especial do Ministério dos Transportes para prejudicar a campanha dos ex-senadores Antero Paes de Barros (PSDB) e Serys Marly (PT), adversários do republicano na disputa à reeleição ao governo.

     Conforme a reportagem, o tucano e a petista acabaram incluídos na Máfia dos Sanguessugas por articulação de Maggi e Abicalil, que negam as denúncias.

Veja cita negociata de R$ 2 mi de Maggi e Abicalil contra Serys e Antero

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Contraponto | 03/03/2011 - 17:33

TCE explica gastos de R$ 149 mil

Andréa Haddad

   O Tribunal de Contas do Estado (TCE) explica, por meio de nota, que gastou R$ 149 mil com alimentos, entre janeiro e outubro do ano passado. A ata de registro de preços da licitação feita pelo órgão previa despesas de até R$ 596 mil.

   Segundo informações do TCE, os R$ 149 mil foram gastos no restaurante dos servidores do órgão, que até outubro de 2010 era arrendado.

   Desde então, os alimentos são fornecidos pela empresa vencedora da concorrência para a concessão do espaço e privatização dos serviços. “Desde outubro do ano passado o TCE não possui mais nenhuma relação com o restaurante do servidor”, aponta o órgão, por meio da assessoria. O presidente do TCE, conselheiro Valter Albano, resolveu terceirizar o serviço para diminuir as despesas com a aquisição de alimentos.

   Eis, abaixo, a íntegra da nota enviada pelo TCE:
   "Em primeiro lugar, é oportuno esclarecer que Ata de Registro de Preços é uma modalidade de licitação em que o órgão licitante planeja o montante para futura e eventual aquisição durante o ano. Com o Registro de Preços, o órgão pode adquirir até esse montante, podendo, inclusive, não adquirir nenhum valor.
   Da Ata de Registro de Preços a que RDNews se refere, no montante de R$ 596 mil, o TCE efetivamente adquiriu R$ 149.061,50. Portanto, valor bastante inferior ao informado por esse blog.
   É importante esclarecer, ainda, que essa aquisição foi feita para atender a demanda do Restaurante do Servidor que, até outubro de 2010 era arrendado pelo Tribunal de Contas. Até aquela data a refeição fornecida aos servidores era subsidiada pelo TCE. O arrendatário comercializava as refeições para os servidores e pagava arrendamento para o Tribunal.
   Ao contrário do que afirma a nota de RDNews, de que “o TCE gastou 500 mil com buffet”, foi a atual gestão do Tribunal de Contas de Mato Grosso que retirou o subsídio que a instituição concedia aos seus servidores. 
   Em 2010, o Tribunal de Contas realizou licitação na modalidade Concorrência Pública para concessão do espaço e privatização dos serviços. A empresa vencedora do certame assumiu a administração do restaurante em outubro de 2010. Portanto, desde outubro do ano passado o TCE não possui mais nenhuma relação com o restaurante do servidor."
   Assessoria Especial de Comunicação do TCE-MT

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Contraponto | 12/01/2011 - 09:52

DEM expõe incoerência ao tentar ser governista para obter cargos

Romilson Dourado

   Três meses depois do confronto eleitoral com o governador Silval Barbosa, o DEM (ex-PFL) está disposto a ser aliado do Palácio Paiaguás, tudo para conseguir cargos. Seus caciques levantaram a discussão publicamente, demonstrando falta de coerência e contraridade com que pregou na campanha. O partido teve o deputado Dilceu Dal Bosco como vice da chapa do candidato a governador Wilson Santos, que amargou a terceira colocação nas urnas.

   Se oferecer agora para ser governista, quando as brigas políticas e denúncias feitas pelo partido durante a campanha ainda estão na memória do eleitor, é um exercício de muita coragem. O deputado José Domingos está desesperado para assumir logo a secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. O também parlamentar Gilmar Fabris, derrotado à reeleição, é outro que se mostra desesperado por cargo. Com o poder da máquina, Silval leva o partido no banho-maria. Se for para a base, o Democratas se afunda de vez. Assista ao meu comentário e faça o seu.

 

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Contraponto | 27/02/2010 - 21:17

Tucano enaltece sua gestão, faz comparativos e detona governo

Romilson Dourado

Deputada Thelma e o prefeito Wilson, no encontro tucano deste sábado   Wilson Santos adotou a estratégia do comparativo de sua gestão em Cuiabá com a do governo Blairo Maggi, mesmo se tratando de esferas diferentes do Poder Executivo. No encontro regional do PSDB deste sábado, no Hotel Fazenda Mato Grosso, o prefeito e pré-candidato a governador afirmou que a administração Maggi fechou escolas estaduais na Capital. Para tentar impressionar nos números, o tucano afirmou que, enquanto o Estado fecha unidades escolares, o governo do PSDB construiu 100 novas salas-de-aula. No comparativo, trocou escolas por salas para "inflar" os números.

   Em discurso empolgado como se já tivesse em campanha, o prefeito comparou ainda o piso salarial dos profissionais da educação. Declarou que, "o professor deles não têm o piso nacional, enquanto nós pagamos o segundo maior piso do país". Otimista ao extremo, Wilson destacou ainda que Cuiabá vive o melhor momento de sua história e lembrou que venceu a vizinha Campo Grande na disputa pelo direito de sediar a Copa do Mundo de 2014. "Cuiabá é a terceira melhor cidade do país para se viver na faixa de 500 mil a um milhão de habitantes". A estratégia do tucano é detonar o governador Blairo Maggi, que vai concorrer ao Senado e é considerado hoje o principal cabo eleitoral da pré-candidatura do vice Silval Barbosa (PSDB) na sucessão estadual.

  Sobre o arco de alianças em torno da candidatura majoritária, Wilson Santos afirmou que, acompanhado do ex-senador Antero de Barros, participou do encontro do DEM nesta sexta e assegurou que foi bem recebido. Disse que existe acordo para ele ou o senador democrata Jayme Campos concorrer ao Palácio Paiaguás. A decisão virá com o resultado de uma pesquisa, cujo trabalho de campo está praticamente concluído.

    "Se o Jayme tiver na frente, vamos honrar o compromisso e apoiá-lo. Agora, se for eu (o líder nas intenções de voto), espero apoio sincero". O ex-adversário ferrenho dos Campos disse que, embora não seja unanimidade, a aliança PSDB-DEM tem respaldo da maioria da militância. Quase no final do discurso, Wilson Santos, num esforço para destacar a tese de que se considera um bom gestor, gritou: "Jesus dizia: conheceres a verdade e a verdade os libertará. Então os senhores vão ouvir a verdade sobre a nossa administração".


O pré-candidato Wilson Santos faz discurso, ladeado pela esposa Adriana e pela deputada Thelma de Oliveira; na mesa estão ainda o vice-prefeito Chico Galindo (à esq.) e o presidente do PSDB cuiabano Ussiel Tavares
Fotos: Julio Fontes

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Contraponto | 23/02/2010 - 22:10

Verinha descumpre acordo e não permite suplente assumir na AL

Romilson Dourado

Verinha Araújo, do PT   A ex-deputada Vera Araújo, adjunta de Gestão de Políticas Institucionais de Pessoal da secretaria de Educação do Estado, provocou a maior frustração e constrangimento ao terceiro suplente Flávio Gomes, de Peixoto de Azevedo. Ela havia concordado em abrir mão do direito de reassumir provisoriamente cadeira na Assembleia para Flávio fazer sua estreia. O titular Ademir Brunetto decidiu, então, apresentar pedido de licença. Eis que nesta terça, quando Flávio já estava com seu terno de estreia e com a galeria lotada de convidados especiais, a maioria oriundos de Colíder, para acompanhar a solenidade de sua posse como deputado, Verinha resolve não mais assinar documento de desistência do cargo.

    O presidente da Mesa Diretora, deputado José Riva (PP), fez até críticas publicamente à postura de Verinha, hoje segunda-suplente da coligação Mato Grosso por Inteiro (PT, PT do B, PC do B e Prona), que em 2006 elegeu dois, Brunetto e Ságuas Moraes, ambos petistas. Como exerce função de secretário de Estado de Educação, Ságuas está licenciado. Sua vaga no Legislativo é ocupada pelo primeiro-suplente Alexandre Cesar. Diante do impasse, Riva anunciou a posse de Flávio na sessão ordinária desta quarta. A expectativa agora é do grupo convencer Verinha a assinar o documento de renúncia da vaga.

    Verinha é daquelas militantes petistas que tem sede de poder. Ex-presidente da subsede do Sintep de Cuiabá, ela começou na vida pública como vereadora. Em 2002, se elegeu deputada estadual. Fazia oposição dura ao governo Blairo Maggi. Em 2006, tentou, sem êxito, a reeleição. Sem cargo, passou então a liderar movimento por aliança do PT com a administração estadual. Por fim, conseguiu ajudar transformar um partido que era radicalmente contra a gestão Maggi num aliado de carteirinha. Em moeda de troca, Ságuas se torna secretário, com Verinha de adjunta.

   Agora, ela vê a chance de voltar a ser deputada, mesmo que seja por quatro meses e mediante golpe, já que havia prometido que abriria espaço para Flávio Gomes, que concorreu a deputado pelo PT do B e teve 4.860 votos. Sem o consentimento de Verinha, Flávio não pode fazer sua estreia na Assembleia. Enquanto ela faz "jogo de cena" e tenta valorizar o passe, Peixoto de Azevedo vive expectativa de ter, pela primeira vez, um representante na Assembleia.

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Contraponto | 20/02/2010 - 18:03

Mendes confirma reunião, mas jura não ter criticado governo

Romilson Dourado

 
Em visita a Gaúcha do Norte nesta sexta, empresário Mauro Mendes, que deve concorrer ao governo, posa para fotografia com o deputado Valtenir Pereira, o cacique Takumã, a filha Mapulú e o genro Rau, da etnia Kamaiura

  O empresário Mauro Mendes ficou na bronca com a matéria em destaque no blog, que revela que ele, em reunião com um grupo de empresários na Fiemt, assumiu a pré-candidatura ao governo, criticou a administração Blairo Maggi e pediu apoio financeiro. Presidente da Federação das Indústrias do Estado, Mendes assegura que, de fato, fez uma confraternização rápida, de aproximadamente 10 minutos, com alguns empresários, a exemplo do que realiza anualmente, mas que não proferiu discurso crítico ao governo estadual e muito menos pediu ajuda financeira para sua eventual candidatura a governador, embora fontes ligadas ao próprio empresário tenham confirmado que ele teria adotado uma linha dura contra o Palácio Paiaguás. "Essas informações não procedem. Pode anotar aí: mentiu quem saiu falando que eu ataquei o governo e pedi apoio financeiro", diz Mauro Mendes, por telefone.

   Ele estava em Gaúcha do Norte, acompanhado de outras lideranças políticas, como do empresário e suplente de deputado federal Eduardo Moura (PPS) e do deputado federal Valtenir Pereira, presidente regional do PSB. Candidato derrotado no segundo turno à Prefeitura de Cuiabá em 2008, quando ainda estava no PPS, Mauro Mendes disse que só vai decidir oficialmente se será candidato à sucessão do governador Blairo Maggi no próximo mês. Até lá, destaca, vai manter uma intensa agenda de reuniões e visitas aos municípios para conhecer a realidade e demanda locais. "Estou mais ouvindo do que falando. Nessas conversas, as pessoas têm falado de seus desejos e sentimentos".

   O empresário disse que continua disposto a conversar com todos os partidos e lideranças políticas e que "esse giro pelos municípios tem sido importante para acolher sugestões e propostas". Nesta sexta, Mendes esteve em Paranatinga, Gaúcha do Norte e Querência. Neste sábado, ele passou por São José do Xingu, Canabrava do Norte e Confresa.

   Embora não assuma a pré-candidatura a governador por um bloco composto de 9 partidos, entre eles PSB, PPS e PDT, Mauro Mendes se mostra empolgado com as adesões que tem recebido. Segundo ele, vereadores e prefeitos de diferentes partidos têm se mobilizado para recebê-lo. Conta que há reuniões com mais de 200 pessoas. "A receptividade tem sido muito boa. Tenho participado de ato em que são filiadas mais de 50 pessoas no PSB de uma vez só, como aconteceu em Confresa", diz o empresário.

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Contraponto | 14/02/2010 - 13:35

Matéria sobre suposta ficha suja de Dilma provoca ira e polêmica

Romilson Dourado

A ex-guerrilheira e ministra Dilma Rousseff   Militantes que, por muito tempo e até antes do PT chegar as benesses do poder, se intitulavam de esquerda estão na bronca comigo pelo fato de ter resgatado um fato já explorado pela grande imprensa e que, independente da vontade dos aliados da presidenciável Dilma, tem fundo de verdade de um passado obscuro e que virá à tona durante o período mais intenso da campanha eleitoral deste ano. Os comentários são duros, como se eu desconhecesse a história dos movimentos que combateram os anos de chumbo, período mais repressivo da ditadura militar, que se estendeu basicamente do fim de 1968, com a edição do AI-5 em 13 de dezembro daquele ano, até o final do governo Médici, em março de 1974, embora o regime tenha se prolongado por 21 anos (64 a 85).

   Não se trata de difundir campanha difamatória contra a ex-guerrilheira Dilma, que tem seus méritos na luta pela redemocratização do país, mesmo recorrendo às armas. O fato é que a ficha datilografada em papel em tom amarelo e com supostos crimes cometidos pela hoje ministra continua ganhando o mundo pela rede de computadores e certamente o debate à sucessão do Palácio do Planalto vai suscitar esse assunto - confira aqui. O que se propôs ao reproduzir a tal ficha da "vida pregressa" de Dilma é justamente esse, de antecipar um debate, queiram ou não petistas e comunistas que costumam resgatar a história apenas sob uma direção.

    Essa discussão, dentro do processo democrático, exige da esquerda um tom menos raivoso. Não cabe a mim pedir desculpas, como sugerem alguns leitores. Cabe, sim, escancarar o tema, sem a mínima preocupação de ser tachado de estar a serviço do tucanato. Um dos leitores chegou ao absurdo de escrever que eu havia recebido dinheiro para fazer campanha contra a petista Dilma. Deixo claro que não tenho a mínima simpatia pelo PSDB. Acabei também o encanto para com o PT, afinal, são todos farinha do mesmo saco.

   Eis, abaixo, alguns comentários, inclusive raivosos, acerca da trajetória da ex-guerrilheira Dilma Rousseff

     Márcio Silva - Várzea Grande
    "Romilson, você está se passando por redículo ao publicar esta matéria. A própria Folha de São Paulo foi obrigada a se retratar após publicar essa ficha, que foi comprovadamente forjada. Peça desculpas aos seus leitores, por publicar algo falso (...)"

     Miranda Muniz - Cuiabá
    "Prezado Romilson, talvez por ingenuidade (não acredito que tenha sido por má-fé), essa matéria, além de requentada, jamais poderia levar a ministra Dilma a ser enquadrada como "ficha suja" e você sabe muito bem disso. Pela proposta da lei da "ficha suja", a ministra teria que está respondendo por algum grave crime na Justiça. Você é sabedor que em 1979, por pressão de mocratatas (como Teotônio Vilela, dom Evaristo Arns e outros), trabalhadores e juventude, foi conquistado a anistia. Portanto, mesmo que a tal ficha fosse verdadeira, não teria nenhum sentido na atualidade. Provavelmente, José Serra, Roberto Freire e outros expoentes do neoliberalismo tenham fichas desse tipo (...)"

     Daniel Cunha Paes - Cuiabá
    "Deve-se mostrar a verdade sim! Parabens RD. Quanto a essa senhora (Dilma), me dá pena da situação que ela vai encarar. Será desqualificada na 1º semana quando liberar a campanha. E, se olhamos por outra ótica, o Lula parece querer debochar de nossa inteligência e menospreza a sua base aliada, no caso do PMDB-reboque, aceita uma candidata que será um suicídio certo. Não tem qualificação nenhuma. Até acho que ela deve subir ainda mais nas pesquisas, ante a campanha, porém, durante a campanha, desmascarada, em 2 tempos de 20 minutos (debate). Será que o Lula não poderia confiar em alguém de sua "capaz" base aliada para lançá-lo candidato?. Não, ele tem a dimensão exata da merda que está fazendo, ou plantando, e ao contrário, recebeu um plantio muito bom com as contas publicas, LRF, câmbio, foi só colher e comer! Mais tem uma paixão pelo poder, coisa de autoritário, e só confia em alguém de seu nipe (...)"

     Robson Zanotto - Cuiabá
    "Essa turma do PT ... e essa Dilma estão me deixando de cabelo em pé. Para mim, não existe ex-bandido, ex-prostituta, ex-assassino, ex-sogro, etc. Acorda Brasil pelo amor de Deus."

     Rafael Lisboa Zanbrosa - Cuiabá
    "Fico pensando se uma coligação acontecesse: PT e DEM. Imaginem o Arruda e a Dilma no poder. O que seria de nós?"

     Diogo Botelho
    "Eis a grande diferença: enquanto o Zé Alagão estava fugindo do Regime de Excessão que instalou o caos e a barbárie em nosso país, Dilma, como sempre aguerrida e mulher de luta, não se furtou em lutar contra os inimigos da democracia. Eis a difernça!"

     Benedito Kleber dos Santos (Binho) - Várzea Grande
    "Pra quem não sabe da história, inclu-se aí a Guerrilha Suburbana de 69. Graças a ela e outros, como Fernando Gabeira, José Mariane Ferreira Alves (que morreu na estrada da Chapada) é que hoje vivemos o Estado Democrático de Direito. Todo resultado positivo tem consequências negativas. Sequestraram até um embaixador suíço. Voto nela"

    Luan Garcia - Sinop
   "Parabéns Romilson pela coragem. Engraçado: democracia para o PT sempre foi a baderna. Quando mostra a cara deles sempre atacam o PSDB e o DEM. Terrorismo para ele quando estão no poder é democracia e liberdade porque não viver com Hugo na Venezuela e Fidel, entre outros que vocês apoiam? Lula bebe, ministros roubam, candidata do PT mente e todos estão lá, aplaudindo a falsa democracia que eles tanto defenderam. Em Cáceres, o PT se uniu ao DEM com o prefeito Túlio Fontes, o magnífico, o príncipe. A cidade é só buraco e o PT apóia. Parabéns PT"

     Jeferson Lobato - Várzea Grande
   "É com muita tristeza que eu vejo essa notícia. Que pejora o que outrora foi uma luta contra a ditadura, contra as censuras, contra a falta de liberdade, contra as torturas politicas e civis, etc... Dilma, e muitos outros que hoje estão vivos, assim como Lamarca e muitos que hoje estão mortos, foram simbolos da resistência. Usaram da própria boca e do corpo e da mente para fazer a diferença na vida jovem deles contra o que foi uma das piores ditaduras que o mundo ja viu. Se ela vai ser uma uma boa presidenta ou se deve ser, não entro no mérito. Mas a disputa eleitoral nenhuma deve tirar o mérito desses que a muito tempo saíram das suas casas e decidiram não se calar, mesmo à custa de torturas e prisões arbitrárias. Esses mesmos heróis, como Carlos Reiners e Antero de Almeida - os Guevarianos Cuiabanos, que aqui na parte mais central da América do Sul, em plena capital do Mato Grosso, resolveram tambem pegar em arma e lutar contra o golpe de 64, deveriam hoje ter praças e ruas em seus nomes, tal a grandeza do que fizeram. Mas, não, temos torturadores e governantes vis que hoje são homenageados. No sub-mundo da história estão nossos antepassados. Sem eles não teriamos hoje esse blog para escrever mal deles. Não teria eu aqui o direito de discordar, e nem de colocar minha opinião. Um tiro na história foi dado hoje pelo RDNews. Um serviço à desinformação. Quando o jornalismo se aplica apenas com um lado da história, a história dos vencedores, é a senha de que andamos para trás. Meus pêsames Romilson Dourado"

     Antônio Sandes de Almeida
   "Essa ficha que o site publica só engrandece a biografia desta brasileira ilustre, Dilma. Ela colocou sua própria vida em risco para defender a redemocratização do Brasil, com apenas 19 anos. A destemida empunhou armas e luta contra os milicos que tinham assaltado o Poder em março de 64. O Brasil nunca foi governado por uma mulher... Chegou a hora, Dilma!"

     Aguinaldo - Várzea Grande
   "Essa vai fazer o que o Lula quis fazer e não tem coragem. Ela vai dar um golpe e tomar o Poder para sempre neste país. Pela ficha dela tem competência"

     Orlandir Cavalcante - Cáceres
   "Olhando os comentários cheguei à seguinte conclusão: quem defende a ditadura é contra terrorismo e quem defende o terrorismo é contra a ditadura. Vai entender! Prefiro a Dilma"

     Marreta - Nova Mutum
    "Caro Romilsom, acho você bem maluco em publicar essa matéria contra a dita Dilma ditadura. O Nortão Notícias de Sinop também já divulga uma matéria referente a este assunto. Acho vocês dois muitos malucos, mas admiro muito tanto você quanto quem seja o dono do Nortão Notícias. São dois corajosos. Acho que toda imprensa deveria fazer essas denúncias. Só assim os políticos iam ser menos corruptos (...)"

     Jotinha - Rondonópolis
    "Estou longe desta candidata"

     José Silveira - Cuiabá
    "Prezado Romilson, acompanho quase que diariamente seu blog e, por conta da sua qualidade, tenho comigo que você é um dos bons jornalistas locais. Todavia, causou-me espanto ver você publicar em seu blog uma matéria que já foi rechaçada quando publicada na Folha de S. Paulo. (...) Esta ficha é falsa. Foi provado e a Folha teve que se retratar. Tenha mais cuidado com o que publica. A não ser que você seja mais um novo integrante do P.I.G (Partido da Imprensa Golpista)"

     Heber José de Oliveira - Presidente Prudente (SP)
   "Isso não é ficha suja. É ficha limpa e merece ser condecorada pelos brasileiros, pois significa a luta corajosa para que hoje pudéssemos ter uma democracia. Tem muita gente esteliotipada que nem sabe o que foi aquele tempo difícil. Ficha suja tem aqueles que estavam no poder e torturavam e matavam pra manterem-se no poder. Viva Dilma. Viva a Democracia".

   Claudio Abreu Santana - Tangará da Serra
  "Espero que o povo acorde e veja que no Brasil não tem espaço mais para pessoas com a índole da senhora Dilma. Precisamos de alguém mais sensato e, com visão de futuro, coisa que este governo não tem. Precisamos de crescimento, estímulo ao trabalho, menos demagogia, oportunidades para todos e melhor aplicação de recursos públicos. Do jeito que está o país vai virar uma republiquinha onde todos dependerão do Estado. Uns ocupando a penca de cargos públicos como num cacho de banana e os outros nos bolsa-família, bolsa-escola, e outros "bolsas Reage". Meu país, você é muito maior que isso!"

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Contraponto | 13/02/2010 - 15:53

Ex-guerrilheira, petista Dilma é enquadrada como "ficha suja"

Romilson Dourado

 
Documento traz ministra Dilma Rousseff como alguém de ficha suja, com crimes, por exemplo, de assalto a bancos

   Pré-candidatos a cargos eletivos, principalmente aqueles que concorrem na majoritária, devem começar a se preparar para o bombardeio que tradicionalmente surgem no calor da campanha eleitoral, marcado por denúncias, dossiês e exposição pública até da vida pessoal. Cada um se defende como pode. A ministra-chefe da Casa Civil é pré-candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, por exemplo, será questionada sobre sua militância organizada de esquerda nos idos de 1967 na organização Política Operária (Polop) no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (64-85). Atuou como guerrilheira e foi acusada de praticar uma série de crimes.

   Há um documento divulgado na internet, cuja autenticidade não se pode atestar oficialmente, que enquadra Dilma como terrorista e assaltante de bancos. Trata-se de uma ficha datilografada em papel em tom amarelo. A ministra é acusada até de ter participado do plano de sequestro em 1969 do então ministro Delfim Netto (Fazenda) pela organização guerrilheira à qual pertencia, a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Quando questionada, Dilma costuma dizer que desconhecia o plano.

   Dilma Vana Rousseff é filha de uma família de classe média alta de Belo Horizonte. Seu pai, falecido quando ela tinha 14 anos, era advogado e construtor búlgaro naturalizado. Sua mãe, uma professora de Friburgo (RJ), foi criada em Uberaba (MG). A hoje ministra entrou na militância organizada nos anos 60. Tinha na época 19 anos e era estudante de economia. Ela se casou com o também militante e jornalista Cláudio Galeno Linhares. Os dois logo estariam na dissidência que queria a luta armada contra a ditadura.

    Ex-guerrilheira, Dilma foi presa e recuperou seus direitos políticos com a Lei de Anistia, de 79.  Foi ministra da pasta das Minas e Energia entre 2003 e junho de 2005; secretária da Fazenda de Porto Alegre (86-88); presidente da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (91-93); e secretária de Estado de Energia, Minas e Comunicações daquele Estado (1993-1994 e 1999-2002). Em 2002, coordenou a equipe de Infra-Estrutura do Governo de Transição instituído pelo presidente Lula.

   Em entrevista, Dilma tem contestado o rol de ações criminais imputadas a ela. Os assaltos e ações armadas que constam da ficha foram de responsabilidade de organizações revolucionárias das quais a ministra nega ter participação. Assegura ainda que essas ações foram objeto de processos judiciais e que não foi indiciada, ou seja, não sofreu condenação. Já para a oposição, Dilma promoveu, sim, crimes no passado com pretexto de defender a redemocratização do país.

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Contraponto | 12/02/2010 - 10:56

Contradições e atropelos políticos mancham a trajetória de Cintra

Romilson Dourado

Vereador Sérgio Cintra    Bastaram poucos meses de mandato como vereador para o professor Sérgio Cintra (PDT) escancarar suas posições contraditórias. Ele não conseguiu se eleger em 2008, mas, graças a uma articulação da cúpula da legenda pedetista junto ao prefeito Wilson Santos, fez a estreia na Câmara no lugar do titular Adevair Cabral, que assumiu a secretaria municipal de Cultura. Depois de romper duas vezes com o Palácio Alencastro, Cintra volta a cortejar o prefeito, tudo porque recebeu convite do tucano para reassumir o Cuiabá-Vest, do qual foi fundador. O curioso é que até o ano passado Wilson era, para Cintra, um péssimo gestor. Agora, na ótica do pedetista, o prefeito dá exemplo de boa administração. As contradições do vereador, que já foi do PPS e disputou várias candidaturas, são antigas. Ele havia se tornado blairista de carteirinha assim que conseguiu um cargo comissionado no Cepromat.

    Depois de exonerado da estrutura do Estado, virou aliado do prefeito Wilson, que o nomeou como diretor-executivo da Fundação Educacional de Cuiabá (Funec), responsável pelo programa do cursinho pré-vestibular destinado a atender jovens carentes nos preparativos para ingresso em curso superior. Sérgio Cintra só conseguiu manter a "fidelidade" com o prefeito até o primeiro turno de 2008. Já na segunda etapa das eleições, pulou para o palanque do então adversário Mauro Mendes. Ele ignorou as críticas e pecha de traidor, participou do horário eleitoral e ainda atacou a gestão tucana.

    Como os 2.063 votos não foram suficientes para elegê-lo vereador, Cintra saiu de cena. Esperou baixar a poeira do desgaste e voltou a se articular, desta vez junto à direção do PDT, que se movimentou até conseguir uma brecha para o suplente assumir vaga na Câmara. Seus discursos, da tribuna, eram tão contundentes que muitos acreditavam que Cintra se consolidaria como opositor ferreno ao tucanato. Chegou a assinar requerimentos pelas CPIs da Saúde e da Sanecap.

    O Palácio Alencastro mandou, então, enquadrá-lo. Avisou que Adevair iria deixar a Cultura para reassumir a cadeira na Câmara. Temendo perder o cargo, Cintra mudou completamente a postura. Passou uma borracha em tudo que havia dito contra a administração e virou um dos principais porta-vozes do prefeito no Legislativo. O pedetista quer mais. Se articula para voltar ao Cuiabá-Vest e quer conseguir espaço na Executiva Municipal do PDT, hoje sob Toninho de Souza. Defende a volta de Mário Márcio Torres, que conduziu a legenda por vários anos. E, assim, Cintra segue seu caminho na vida pública, contrariando as "pregações ideológicas" em sala-de-aula. Rema com a maré e empurrado pela conveniência pessoal.

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Contraponto | 18/01/2010 - 16:01

Piran nega conflitos com a família Oliveira e qualquer elo com Arcanjo

Romilson Dourado

   O empresário Valdir Piran, da empresa factoring Piran Sociedade de Fomento Mercantil Ltda, com sede no bairro Pinheiros, em São Paulo, contesta a informação de que teria rixa com a família de Dante de Oliveira (já falecido), especialmente com o empresário Edmundo de Oliveira, primo do ex-governador. Segundo ele, as divergências do passado, que motivaram até acusações graves, foram superadas. Por telefone, Piran afirma ser "amigo de todos", principalmente de Armando de Oliveira, irmão de Dante. Também não vê problemas com a viúva de Dante, a deputada federal Thelma de Oliveira.

   "Essa informação sobre briga e inimizade não procede. Armando, por exemplo, é meu amigo", diz Piran, em reação à matéria "Efeito Piran e queda de Leonardo levam família a romper com Wilson". Na sua avaliação, estão tentando envolvê-lo para prejudicar politicamente algumas pessoas, entre elas o prefeito de Cuiabá e pré-candidato a governador Wilson Santos (PSDB). Lembra que recentemente viajou no mesmo avião com Edmundo e ambos conversaram como "bons amigos".

    Valdir Piran afirma que tem superado problemas na Justiça, inclusive sua condenação e pagamento de multa por crime contra o sistema financeiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Nega também envolvimento com o "comendador" que está preso João Arcanjo Ribeiro, acusado de comandar o crime organizado em Mato Grosso. "A mídia insiste em me vincular ao Arcanjo. Moro em Brasília e nunca tive nada com Arcanjo e não existe um processo dele em que eu apareço, nem como testemunha", afirma o empresário.

    Sobre sua presença na semana passada no gabinete do prefeito Wilson Santos, no Palácio Alencastro, Valdir Piran argumenta que fez uma visita de cortesia ao tucano, após encontrá-lo num restaurante e receber convite para tal - saiba mais aqui. Observa que no CPA reformou uma praça e fez calçada para facilitar caminhada das pessoas. "O prefeito ficou grato com essa atitude e me agradeceu e pediu para eu passar na prefeitura. Eu fui lá e não tenho interesse nenhum em me aparecer. A imprensa não pode ficar detonando a minha imagem. Já levei paulada demais", comenta Valdir Piran.

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Contraponto | 13/01/2010 - 08:00

Defensores temem corte de verba indenizatória e já articulam greve

Flávia Borges

Djlama Mendes    O reajuste salarial que deveria trazer comemoração aos 126 defensores e procuradores da Defensoria Pública, tidos como "advogados dos pobres", se tornou problema e vem causando conflitos internos. O salário de procurador saltou de R$ 12,6 mil para R$ 18,6 mil. A verba indenizatória que varia de R$ 2 mil a R$ 6 mil foi incorporada no subsídio, sobre o qual incide uma série de descontos, o que contraria a categoria. Defensor de entrância especial passou de R$ 11,3 mil para R$ 16,7 mil. Embora a remuneração seja elevada para o padrão salarial brasileiro, defensores e procuradores estão na bronca com o defendor público-geral Djalma Sabo Mendes porque a entrada em vigor, a partir deste mês, de uma lei complementar vai resultar em redução de salário. 

   Eles reclamam que o aumento negociado por Djalma junto ao governador Blairo Maggi seria uma manobra para reduzir o benefício, já que sobre o valor entram descontos em folha, como de Imposto de Renda e de INSS. As discussões sobre a possibilidade do fim da verba indenizatória divide opiniões na Defensoria Pública. O procurador Clodoaldo Aparecido Gonçalves de Queiroz, presidente do Sindicato dos Defensores Públicos, afirma que ao menos por enquanto não há confirmação sobre a extinsão ou redução da verba. "Nesse caso, o aumento não compensaria", diz. Ele garante ainda que não houve incorporação do benefício no salário da categoria, mas adianta que, caso isso realmente aconteça, o sindicato irá procurar meios de reverter a situação. "O sindicato é totalmente contra a possibilidade que haja diminuição da remuneração. Se for necessário, vamos tomar medidas para isso não aconteça", diz Clodoaldo. Ainda de acordo com ele, a definição sobre o pagamento do benefício é feita sempre no início do ano. "Ainda não sabemos quando será, mas deve ser antes do fim do mês. Daí saberemos como vai ficar a situação dos servidores", diz.

   André Luiz Prieto, presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado, assegura que a verba indenizatória não é paga para todos os defensores e procuradores e enfatiza que a categoria foi contemplada com aumento. "Nossa meta é alcançarmos o teto do Supremo Tribunal Federal, com salários de R$ 22 mil. Esse ano, demos mais um passo para conseguirmos isso. O salário aumentou para R$ 18,6 mil. Em outros Estados, como Rio de Janeiro, por exemplo, os procuradores já recebem o teto", enfatiza Prieto.

   Já Djalma Mendes garante que o benefício é pago de acordo com a possibilidade orçamentária da Defensoria. "Me causa estranheza essa informação de possibilidade de greve, porque o que houve foi aumento salarial e não fim de verba indenizatória", diz o defensor-geral. O orçamento da Defensoria Pública para este ano é R$ 48 milhões.


Interpretação da lei quanto à questão salarial de defensores e procuradores causa polêmica

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Contraponto | 07/01/2010 - 22:03

Wilson que defende Dante não teve mesmo despreendimento no passado

Romilson Dourado

   Wilson Santos (PSDB) se mostra um defensor intransigente da história e da vida pública de Dante de Oliveira, que faleceu em 2006, quando se preparava para disputa de deputado federal. O prefeito cuiabano foi um dos líderes tucanos que reagiram esta semana contra o comentário-denúncia do jornalista Palmério Dória que, no livro Honoráveis Bandidos, cita que Dante deixara US$ 42 milhões numa conta na Suiça. Wilson chama o jornalista de inconsequente e leviano.

   Num passado recente, ele não foi tão defensor de Dante como demonstra hoje. Em 1998, por exemplo, Wilson era deputado estadual, havia deixado o PDT para se filiar ao PMDB e apoiava para governador Júlio Campos (então no PFL, hoje DEM), numa campanha contra Dante, que estava no PSDB. O tucano conseguiu a reeleição. Wilson, mesmo sob desgaste por ter subido no palanque dos Campos, de quem era adversário, se elegeu deputado federal. Depois, o hoje prefeito "pulou" para o PSDB, se reencontrando com Dante, que foi prefeito da Capital, ministro da Reforma Agrária, deputado federal e governador mato-grossense por dois mandatos.

   Apesar de Wilson pregar que fora forte aliado de Dante, a relação política entre os dois não era das melhores. Na corrida à prefeitura em 2004, Wilson chegou a pedir para o ex-governador não participar de sua campanha para não "queimá-lo" eleitoralmente, já que Dante havia perdido a disputa ao Senado em 2002 e enfrentava ostracismo político diante dos ataques sofridos da "turma da botina", grupo de Blairo Maggi que chegou ao poder e difundia que a gestão anterior havia deixado rombo financeiro no caixa do Estado. Wilson vetou também no seu palanque naquele pleito de 2004 ex-secretários de Dante, como Carlos Avalone, Carlos Carlão do Nascimento, Vitor Cândia, os irmãos Frederico e Guilherme Muller, Aparecido Alves e Antero de Barros. Dizia que, se eleito para o Palácio Alencastro, não iria convidar nenhum daqueles que foram secretários de Dante para não se "queimar" e evitar desgaste. Depois de obter êxito nas urnas, o tucano mudou de ideia. Hoje, o que mais tem na sua administração sobre ex-assessores da administração Dante.

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Contraponto | 06/01/2010 - 18:36

Irmã de Leôncio diz que Gauchinho é ingrato e não tem crédito na Empaer

Adriana Nascimento

   A servidora de carreira da Empaer, Rosalina Pinheiro da Silva, irmã do presidente da empresa Leôncio Pinheiro, se mostra revoltada com o polêmico presidente eleito do Sinterp, Gilmar Brunetto, o Gauchinho, que vem fazendo ataques a sua família. Coordenadora de Recursos Humanos do Núcleo Agropecuário e ex-diretora administrativa e financeira da empresa, Rosalina o considera ingrato e inconsequente. Lembra que sua família ajudou o sindicalista numa época em que ele esteve doente. Lembra que o ex-senador Jonas Pinheiro (já falecido) interferiu politicamente várias vezes para Gauchinho não ser demitido da Empaer. Rosalina destaca que, “enquanto existe grupo de funcionários bem intencionados na empresa, do qual faz parte, por outro lado há pessoas como Gauchinho com ações negativas. Classifica-o como "um desagregador de forças políticas”. Diz também que a eleição de Gauchinho para mandato de dois anos não significa o pensamento da maioria dos servidores e o tem como uma pessoa que não merece crédito.

       Veja abaixo o que diz Rosalina Pinheiro sobre os ataques sofrido de Gauchinho

       A verdade prevalece

      "Quem cala consente e nós não vamos calar. A verdade sempre prevalece. Com referência aos comentários maldosos que o senhor Gilmar (Gauchinho) está referindo à família do saudoso Jonas Pinheiro na pessoa de sua família Leôncio Pinheiro e a mim (Rosalina Pinheiro) deve ser visto como um recalque muito grande, por nós termos dado apoio desde o início da sua vida profissional até a construção de sua família.

     Conheço o histórico do Gauchinho. Na década de 80, ele estava sendo ceifado por malária na região do Araguaia, e em uma supervisão na unidade Local, preocupados com a sua situação, transferimos-o para Cuiabá, onde o mesmo ficou hospedado na nossa casa conhecendo ali a sua esposa (nossa prima), formando assim sua família maravilhosa. Muitas vezes, por sua posição radical, ficou prestes a ser demitido, mas com a intervenção do senador Jonas Pinheiro, não conseguiram demiti-lo em consideração a sua família. Hoje recebemos o pagamento do bem com o mal.

     A respeito da eleição do sindicato, ele diz que usei a estrutura da Coordenadoria de Gestão de Pessoas para fazer campanha contra. Quero dizer que o mesmo falta com a verdade porque no mês de dezembro de 2009 me encontrava de férias. Quero dizer ainda que esta eleição não representa o pensamento da maioria dos empregados da Empaer. Hoje contamos com 577 e, destes, Gauchinho teve 102 votos, disputado com um empregado que nunca participou de movimento social na empresa. Enquanto existe grupo de funcionários bem intencionados, do qual faço parte, preocupado com a situação da empresa, procurando contactar com deputados como o colega José Domingos, ex-funcionário, para fazer gestão junto aos seus colegas deputados na Assembleia Legislativa a favor da estruturação da empresa, por outro lado existe um líder negativo desagregador de forças políticas. Portanto, autoridades do Estado de Mato Grosso e colegas de trabalho, não dêem crédito no que o senhor Gilmar Brunetto fala, pois o mesmo falta com a verdade.

      Rosalina Pinheiro da Silva é servidora da Empaer há mais de 30 anos

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Contraponto | 04/01/2010 - 13:19

Edivá elogia venda da Travessa do Cotovelo

Andréa Haddad

Edivá Alves   Responsável pelos projetos de readequação do tráfego de veículos da Capital com vistas aos jogos da Copa do Mundo de 2014, o secretário de Trânsito e Transportes Urbanos Edivá Alves (PSDB) saiu nesta segunda (4) em defesa da comercialização da Travessa Tuffick Affi, conhecida como Travessa do Cotovelo, no Porto. O trecho foi vendido em junho pela prefeitura por R$ 1,6 milhão ao supermercado Atacadão, do grupo Carrefour, e gerou polêmica na Capital.

   Em contraposição aos críticos da venda, que destacam a utilização da travessa como opção para as pessoas que pretendem se dirigir à região da feira do Porto, Edivá garante que a medida trará “benefícios incontáveis” para que o tráfego de veículos. "Muita gente já reclamava daquilo lá, achava esquisito o contorno fechado, o risco de colisões. A prefeitura resolveu essa questão de forma definitiva e a contento geral, conforme poderá ser comprovado no ato da operacionalização das mudanças definidas".

   Segundo ele, a travessa vai continuar existindo, mas com novo nome. "Ao contrário do que se propagou ela não foi extinta e, sim, deslocada mais à frente. Vai existir com novo nome. Apenas será fechada na atual localização. Além disso, a pista que liga as avenidas Beira Rio e Prainha passa a ter, pelo nosso projeto, três faixas. Isto significa uma melhoria concreta no trânsito de veículos naquela área".

   Edivá explica que também haverá a pista de acesso ao pátio do supermercado Atacadão que será deslocada para a Prainha. "O supermercado se comprometeu a transferir seu depósito da Avenida XV de Novembro para os fundos da empresa. A grande vantagem desta mudança é o corte definitivo do movimento de carretas que descarregam mercadorias na XV de Novembro e que, consequentemente, trava o fluxo de carros no lugar”.

   Conforme Edivá, os representantes do supermercado se comprometeram a colocar as mudanças em prática até meados de março. O sistema de semáforos da região também será modernizado. “A meu ver, Cuiabá ganha com isso, pois a rua não será extinta, e o movimento de veículos pesados na XV de Novembro vai desaparecer de vez”, assegura.

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