Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:44 h

DIAMANTINO | 15/12/2009 - 18:30

Stábile desempata e Capistrano fica afastado do cargo

Romilson Dourado

   O prefeito cassado de Diamantino, Erival Capistrano (PDT), perdeu o recurso eleitoral interposto junto ao TRE. A decisão foi tomada na sessão desta terça (15), após empate de 3 votos a 3. O presidente do Tribunal, desembargador Evandro Stábile, ao proferir voto minerva, decidiu pela rejeição do recurso.

   O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer pelo improvimento do pedido de reconsideração de Capistrano. O relator, desembargador José Zuquim, também entendeu que há irregularidades na prestação das contas de campanha, assim como os juízes César Augusto Bearsi e Yale Sabo Mendes. Já o desembargador Juvenal Pereira da Silva e os juízes Eduardo Jacob e Samir Hammoud votaram pelo provimento do recurso do pedetista.

    Capistrano permanece afastado do cargo. Responde como prefeito Juviano Lincoln (PPS), segundo colocado nas eleições do ano passado. Lincoln é ligado ao grupo do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. A coligação do hoje prefeito ingressou em dezembro com uma representação contra o pedetista. Na denúncia, o grupo questionou três doações (de R$ 4,5 mil, R$ 6 mil e de R$ 10 mil) feitas à campanha de Capistrano, sob a assinatura do produtor rural Arduíno dos Santos, que reside no bairro Novo Diamantino. Ao todo foram R$ 20,5 mil. Assim, o agricultor se tornou o maior doador da campanha do prefeito eleito e que no ano passado havia se tornado deputado em substituição por quatro meses ao titular Otaviano Pivetta (PDT).   

   Capistrano foi cassado após a constatação de irregularidades em sua prestação de contas da campanha. Em primeira instância, o juiz da 7ª Zona Eleitoral, Luiz Fernando Voto Kirche, reprovou o balancete sob o argumento de que o pedetista não conseguiu comprovar a origem de parte dos recursos. Ele foi eleito em 2008 com 4.831 votos. (Flávia Borges)

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DIAMANTINO | 14/12/2009 - 20:08

Voto de Stábile vai definir recurso de Capistrano no TRE

Romilson Dourado

   O voto minerva do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Evandro Stábile, vai definir pela aprovação ou não das contas de campanha do prefeito cassado de Diamantino, Erival Capistrano (PDT). Em primeira instância, o juiz da 7ª Zona Eleitoral, Luiz Fernando Voto Kirche, reprovou o balancete sob o argumento de que o pedetista não conseguiu comprovar a origem de parte dos recursos.

   Devido às irregularidades, Capistrano acabou perdendo o cargo para o segundo colocado nas urnas, Juviano Lincoln (PPS), ligado ao grupo do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes - saiba mais aqui. No TRE, a votação do recurso está empatada em 3 a 3. O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer pelo improvimento do pedido de reconsideração de Capistrano. O relator, desembargador José Zuquim, também entendeu que há irregularidades na prestação das contas de campanha, assim como os juízes César Augusto Bearsi e Yale Sabo Mendes.

   Votaram pelo provimento do recurso o desembargador Juvenal Pereira da Silva e os juízes Eduardo Jacob e Samir Hammoud. O presidente Stábile optou por pedir vista. Ele deverá proferir o voto na  sessão desta terça (15).

   Eleito com 4.831 votos, Capistrano foi cassado em primeira instância, em março, após a constatação de supostas irregularidades em suas contas de campanha. Na denúncia, foram questionadas três doações (de R$ 4,5 mil, R$ 6 mil e de R$ 10 mil) feitas a sua campanha, sob a assinatura do produtor rural Arduíno dos Santos, que reside no bairro Novo Diamantino. (Andréa Haddad)

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DIAMANTINO | 30/09/2009 - 19:59

TCE determina que ex-prefeito Mendes devolva R$ 28 mil

Romilson Dourado

   Mesmo com as contas de 2008 aprovadas, o ex-prefeito de Diamantino (a 195 km de Cuiabá), Francisco Ferreira Mendes Júnior (PR), o Chico Mendes, terá que devolver aos cofres públicos R$ 28 mil. A multa foi aplicada devido às despesas consideradas indevidas e bens móveis não localizados no patrimônio, como equipamentos de informática. O ex-gestor deverá pagar o montante no prazo máximo de 30 dias.

    O relator do processo, conselheiro José Carlos Novelli, também multou Mendes em R$ 4,7 mil, Segundo ele, o socialista teria atuado durante o pleito do ano passado de forma ilegal, ilegítima e antieconômica, o que resultou em danos ao erário. Novelli disse ainda que as irregularidades apontadas no processo são consequência da precariedade dos sistemas de Controle Interno e do Controle Patrimonial.

    Diamantino hoje é administrada por Juviano Lincoln (PPS), que ficou em segundo lugar nas eleições do ano passado. O socialista assumiu a prefeitura após a cassação de seu adversário, Erival Capistrano de Oliveira (PDT), que venceu nas urnas com 4.831votos, mas não pôde continuar no cargo por conta de embate jurídico. (Lisânia Ghisi)

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DIAMANTINO | 14/09/2009 - 18:20

Faculdade figura entre reprovadas no curso de Pedagogia

Romilson Dourado

    As Faculdades Integradas de Diamantino (FID) figuram entre as 10 instituições de ensino superior do país que não poderão aplicar o vestibular para o curso de Pedagogia este ano. A suspensão foi feita pelo Ministério da Educação (MEC), após as notas baixas nas duas avaliações do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em 2005 e 2008. A prova tem como objetivo avaliar o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências. A avaliação que é realizada desde 2004, tem cunho obrigatório para todo os convocados, sendo eles alunos ingressantes e concluintes dos cursos superiores.

    A decisão publicada nesta segunda (14) no Diário Oficial da União não abalou os diretores responsáveis pela instituição de Diamantino. Segundo o diretor-geral, Geraldo Magela, a faculdade deve protocolar um documento explicativo junto ao MEC ainda esta semana. "Temos o prazo máximo de 10 dias, mas pretendemos fazer até esta quarta (16)". De acordo com Magela, a instituição foi prejudicada no resultado. Ele afirma que no ano passado, a FIC encaminhou um documento informando ao MEC que o curso passaria por modificações. O Ministério concedeu então à instituição um prazo de 12 meses para as mudanças. O problema é que como o Enade foi aplicado no final do ano passado, as inovações no curso ainda não haviam sido apresentadas. "Tinhamos um ano para apresentar as mudanças, mas o Enade foi feito no final de 2008 e, como as promessas ainda não tinham sido cumpridas, a nota que foi divulgada já era esperada", disse.

    Um ano após o prazo do MEC, o diretor-geral afirma que todos os problemas do curso foram sanados e que hoje o curso não passa mais por problemas. "Nós cumprimos com as mudanças propostas, mas isso só será avaliado em 2010 quando ocorrerá o próximo Enade, que vai avaliar novamente o curso de pedagodia da instituição".

   O curso de Pedagogia tem a função de formar professores para lecionar no ensino infantil, nas primeiras séries do fundamental (antigo primário) e também gestores escolares. Das 10 faculdades que tiveram o vestibular para Pedagogia suspensos, sete estão no Centro-Oeste e uma no Nordeste, Sudeste e Sul do país. As suspensões também tiveram como agravante o fato das instituições terem má avaliação também no Conceito Preliminar de Cursos (CPC). Está é a primeira vez que o MEC faz este tipo de suspensão de vestibular na área pedagógica. A decisão já havia sido tomada em outras frentes, como medicina e fisioterapia. (Lisânia Ghisi)

DIAMANTINO | 29/08/2009 - 11:35

Cassado, Capistrano desafia oligarquia da família Mendes

Romilson Dourado

Erival Capistrano (PDT)   O prefeito eleito em Diamantino, Erival Capistrano (PDT), teve seu mandato cassado pela primeira vez em março deste ano, apenas dois meses após ser empossado, sob a acusação de irregularidades em doações na campanha eleitoral do ano passado. À época, o juiz da 7ª Zona Eleitoral, Luis Fernando Vota Kirche, afirmou em sua decisão que "está claro que houve benefício econômico na obtenção dos valores arrecadados de forma ilícita. Não está comprovada a origem dos valores declarados". A coligação do seu adversário Juviano Lincoln (PPS), que tem respaldo do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, ingressou em dezembro com uma representação contra o pedetista, que culminou em sua cassação.

   Lincoln assumiu a cadeira de Capistrano. Em 23 de junho, o TRE acatou, por unanimidade, um recurso impetrado pelo PDT e Capistrano foi reempossado na prefeitura. Em 18 de agosto, no entanto, o presidente do TRE, desembargador Evandro Stábile, por meio de uma medida cautelar, suspendeu os efeitos da decisão. Assim, Lincoln voltou a ser empossado no cargo de prefeito. Dois meses antes, porém, Stábile foi um dos sete juízes a votar a favor da recondução de Capistrano à prefeitura.

   "Agora, Capistrano depende da decisão do TSE. Até 2008, o município havia sido governado por Chico Mendes, alvo de dezenas de denúncias de superfaturamento e desvio de verbas da prefeitura e mesmo assim, jamais incomodado pela Justiça local", diz trecho de reportagem publicada na revista Carta Capital que chega às bancas mato-grossenses no domingo (30).

   Conforme a reportagem, o vai-e-vem de Capistrano só tem um motivo: ele ousou enfrentar a família Mendes, considerada a uma das mais poderosas do Estado. Agora, o pedetista se vê em maus lençois e quem paga por isso é a população, que até agora não sabe dizer quem de fato comanda o município. (Flávia Borges)

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Clique aqui e confira a íntegra da reportagem de Carta Capital

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DIAMANTINO | 22/08/2009 - 10:34

Eleitores protestam e pedem retorno de prefeito cassado

Romilson Dourado

   Eleitores de Diamantino realizaram uma manifestação nesta sexta (21) à tarde contra a decisão do presidente do TRE, Evandro Stábile, que determinou o novo afastamento do prefeito Erival Capistrano do cargo. O desembargador deferiu o pedido de liminar sob alegação de que o TSE orientou os Tribunais Regionais a evitar a alternância no poder. Quem assume a prefeitura novamente é Juviano Lincoln (PPS), segundo colocado nas urnas.

   Centenas de pessoas inconformadas com a decisão de Stábile realizaram uma caminhada até o Fórum de Diamantino, com cartazes e títulos eleitorais nas mãos, pedindo a volta de Capistrano à prefeitura. Chegaram a queimar os documentos. Com Lincoln, volta a comandar Diamantino o grupo do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.

   O pedetista foi cassado em primeira instância, em março, após a constatação de supostas irregularidades em suas contas de campanha. Na denúncia, foram questionadas três doações (de R$ 4,5 mil, R$ 6 mil e de R$ 10 mil) feitas à campanha de Capistrano, sob a assinatura do produtor rural Arduíno dos Santos. Capistrano foi eleito nas urnas em 2008 com 4.831 votos, 418 a mais que Lincoln. Ele veio a Cuiabá durante a semana, junto com os advogados, para analisar quais instrumentos jurídicos serão usados contra a decisão de Stábile. (Flávia Borges)

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Clique no play
e veja a manifestação em Diamantino

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DIAMANTINO | 21/08/2009 - 15:29

Capistrano reclama de coronelismo e promete recorrer

Romilson Dourado

   O prefeito cassado de Diamantino (a 195 km de Cuiabá), Erival Capistrano (PDT), está na bronca com o presidente do TRE, desembargador Evandro Stábile, que determinou o novo afastamento do pedetista do cargo. Capistrano questiona a justificativa de Stábile para deferir o pedido de liminar apresentado pela defesa do candidato Juviano Lincoln (PPS), segundo colocado nas urnas, que assumiu a prefeitura com sua cassação.

   O desembargador deferiu o pedido de liminar sob alegação de que o TSE orientou os Tribunais Regionais a evitar a alternância no poder. “É um absurdo. Se fosse para evitar a alternância no poder, eu teria que continuar no cargo, já que fui eleito nas urnas. É uma aberração o que estão fazendo”, disparou. Ele se considera vítima de perseguição política, uma vez que Lincoln é ligado ao grupo do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. “Temos que acabar com esse coronelismo em Mato Grosso. As pessoas acham que podem ficar eternamente no poder e isso tem que mudar”, sustenta.

   Segundo Capistrano, Lincoln reassumiu a prefeitura de forma irregular. “Eu teria que ter sido ao menos citado, mas não houve isso. Tivemos que sair da prefeitura de uma hora para outra”. Na avaliação do pedetista, Lincoln teria que ser diplomado novamente pela Justiça Eleitoral antes de reassumir, já que a liminar concedida por Stábile cassou os efeitos do acórdão do Pleno do TRE, de 29 de junho, que reconsiderou a decisão de primeiro grau responsável pela cassação do diploma do pedetista. “Naquela oportunidade, ganhei por seis votos a zero. O processo foi anulado e retornou à Zona Eleitoral porque a minha vice não foi citada. Com isso, o Lincoln também teria que ser diplomado novamente para voltar ao cargo”, avalia.

   Capistrano foi eleito nas urnas em 2008 com 4.831 votos, 418 a mais que Lincoln. Ele está em Cuiabá, junto com os advogados, para analisar quais instrumentos jurídicos serão usados contra a decisão de Stábile. “Estamos definindo se vamos ingressar com novo recurso no TRE ou no TSE”.  (Andréa Haddad)

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DIAMANTINO | 19/08/2009 - 16:26

TRE cassa de novo prefeito Capistrano; Lincoln reassume

Romilson Dourado

   O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Evandro Stábile, deferiu nesta quarta à tarde um pedido de liminar a Medida Cautelar Inominada que reconduz ao cargo de prefeito de Diamantino (a 195 km ao Médio-Norte de Cuiabá) Juviano Lincoln (PPS), segundo colocado nas urnas do ano passado. Com isso, perde de novo o trono de chefe do Executivo o pedetista Erival Capistrano, já que estão suspensos os efeitos do Acórdão 18.399, que voltou a considerar a decisão de primeiro grau que havia decretado a cassação do seu diploma e também da vice Sandra Baierle. Capistrano foi eleito nas urnas de 2008 com 4.831 votos, 418 a mais que Lincoln.

   Com Lincoln, volta a comandar Diamantino o grupo do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Capistrano, que no ano passado atuou como deputado por quatro meses no lugar do titular Otaviano Pivetta (PDT), é tirado do cargo pela segunda vez. Ele foi cassado em primeira instância, em março, após a constatação de supostas irregularidades em suas contas de campanha. Na denúncia, foram questionadas três doações (de R$ 4,5 mil, R$ 6 mil e de R$ 10 mil) feitas à campanha de Capistrano, sob a assinatura do produtor rural Arduíno dos Santos, que reside no bairro Novo Diamantino – veja mais aqui.

   Erival Capistrano se mostra inconformado com a nova decisão do TRE. Ele afirmou aos correligionários que se sente perseguido porque venceu o pleito de 2008 após concorrer com o que denomina como "grupo que comandava o município por 16 anos seguidos", numa referência ao segundo colocado nas urnas, Juviano Lincoln (PPS), afilhado político dos irmãos Mendes. A coligação de Lincoln ingressou em dezembro com uma representação contra o pedetista. (Romilson Dourado)

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Confira aqui a íntegra do recurso que obteve respaldo do TRE para Lincoln voltar à prefeitura

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DIAMANTINO | 13/07/2009 - 19:13

Justiça Eleitoral retira multa de R$ 2 mil aplicada a Lincoln

Romilson Dourado

   O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) retirou a multa aplicada ao candidato derrotado à Prefeitura de Diamantino, Juviano Lincoln (PPS). Ele fora multado pelo juiz da 7ª Zona Eleitoral, Luis Fernando Vota Kirche, em R$ 2 mil por fazer propaganda eleitoral num posto de combustíveis, local considerado de uso comum onde a propaganda eleitoral é proibida. A multa era extensiva aos candidatos a vice, Sebastião Mendes Neto, e ao suplente de vereador Williomar Siqueira Gonçalves (PP).

   Os membros do Tribunal Eleitoral acataram o recurso do socialista e votaram com a relatora, juíza Maria Abadia Aguiar - veja aqui a íntegra do voto. A magistrada alegou que o então candidato retirou a propaganda dentro do prazo, após ser notificado judicialmente. Segundo a defesa de Lincoln, os cartazes com a propaganda não estavam fixados no muro do posto, mas sim em bicicletas. De acordo com a relatora, em se tratando de propaganda eleitoral em bem público ou de uso comum, o responsável por sua veiculação deve ser notificado para que a retire no prazo de 48 horas. Caso a determinação seja cumprida, a multa é retirada. “No meu entender, o simples flagrante desses veículos num posto de gasolina, bem considerado como de uso comum para o direito eleitoral, é insuficiente para caracterizar a irregularidade”, avaliou a relatora.

   Linconl é afilhado político do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O socialista foi derrotado nas eleições por Erival Capistrano (PDT). Com a cassação do pedetista em 31 de março, sob acusação de falsificar recibos de doações durante a campanha, Lincoln assumiu o cargo e comandou a prefeitura por quase três meses. Teve que deixar o executivo após a decisão do TRE que determinou o retorno do socialista à prefeitura - saiba mais aqui. (Andréa Haddad)

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DIAMANTINO | 24/06/2009 - 13:47

Capistrano anuncia auditoria nas contas de Lincoln

Romilson Dourado

   O prefeito eleito de Diamantino, Erival Capistrano (PDT), se prepara para reassumir a prefeitura na próxima segunda (29) e já anunciou a realização de auditoria nas contas do prefeito em exercício, segundo colocado nas urnas, Juviano Lincoln (PPS), que conta com o apoio do ex-prefeito Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. “Não confio muito nas pessoas que estão administrando a cidade. Vou fazer uma auditoria porque não quero pagar pelos erro dos outros”, dispara.

  O retorno de Capistrano foi determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta terça (23), depois que o Pleno acolheu por unanimidade o recurso impetrado pelo pedetista, que havia sido cassado em primeira instância, em março, após a constatação de supostas irregularidades em suas contas de campanha. Na denúncia, foram questionadas três doações (de R$ 4,5 mil, R$ 6 mil e de R$ 10 mil) feitas à campanha de Erival, sob a assinatura do produtor rural Arduíno dos Santos, que reside no bairro Novo Diamantino – veja mais aqui.  “Eu sabia que não havia jurisprudência nas denúncias. Fui eleito pelo povo e não era justo perder o cargo de prefeito”, disse Erival, em entrevista ao RDNews.

  O pedetista garante que suas prioridades agora serão educação e infraestrutura. Ele reclama do fato de ter sido afastado do cargo o que, segundo ele, prejudicou a população. “Agora vou ter que começar praticamente do zero. Quem perde com isso é o povo”. Capistrano se elegeu após ter 4.831 votos. Já Julviano obteve 4.413 votos. (Patrícia Sanches)

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DIAMANTINO | 23/06/2009 - 19:26

Capistrano ganha no TRE e é reconduzido à prefeitura

Romilson Dourado

  O Tribunal Regional Eleitoral determinou na noite desta terça (23) o retorno do prefeito eleito de Diamantino, Erival Capistrano (PDT), ao cargo. Por unanimidade, o Pleno anulou a sentença do juiz da 7ª Zona Eleitoral, Luis Fernando Vota Kirche, que cassou o diploma do pedetista e determinou a diplomação e posse do segundo colocado nas eleições, Juviano Lincoln (PPS). Conforme o procurador Thiago Lemos de Andrade, a vice-prefeita Sandra Baiere não foi citada no processo, já que a comunicação via fax é considerada inválida. O relator do recurso, José Zuquim Nogueira, teve o mesmo entendimento do Ministério Publico Eleitoral e votou pela nulidade da sentença, determinando o retorno do processo à Zona Eleitoral para que todos os procedimentos jurídicos sejam tomados novamente, com o aproveitamento das provas já colhidas.

   Capistrano foi cassado em primeira instância por supostas irregularidades em doações na campanha eleitoral de 2008 - saiba mais aqui. Na denúncia, foram questionadas três doações (de R$ 4,5 mil, R$ 6 mil e de R$ 10 mil) feitas à campanha do pedetista sob a assinatura do produtor rural Arduíno dos Santos, que reside no bairro Novo Diamantino. Ao todo foram R$ 20,5 mil. O agricultor negou ter feito as doações. Capistrano chegou a ocupar o cargo de deputado no lugar do titular Otaviano Pivetta (PDT).

   O segundo colocado no pleito, atualmente no comando da prefeitura, Juvenal Lincoln, pertence ao grupo político do ex-prefeito Chico Mendes, irmão do presidente do Supremo, ministro Gilmar. (Andréa Haddad)

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DIAMANTINO | 09/06/2009 - 09:01

Com 15%, Jayme detém maior rejeição para governador

Romilson Dourado

  Pesquisa estimulada do instituto Mark em Diamantino (a 195 km ao Médio-Norte da Capital) aponta que o senador Jayme Campos (DEM), ex-governador e ex-prefeito de Várzea Grande, acumula o maior índice de rejeição  entre os pré-candidatos ao Palácio Paiaguás. Nada menos que 15,4% dos eleitores entrevistados rejeitam o nome do democrata como concorrente a governador. O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), aparece em segundo lugar na lista de rejeição, com 6,1%. O deputado estadual e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), figura na terceira colocação com 5,7%. Ele foi um dos principais cabos eleitorais da campanha vitoriosa de Erival Capistrano (PDT) à Prefeitura de Diamantino, que posteriormente teve o mandato cassado.

   Também aparecem tecnicamente empatados no índice de rejeição o candidato derrotado à Prefeitura de Cuiabá, Mauro Mendes (PR), com 3,6%, o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), com 2,4%, e o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), que tem 1,6% de resistência. O presidente regional do PPS e ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, detém 0,4% de rejeição, assim como o deputado Sérgio Ricardo (PR), que luta para tentar emplacar seu nome na corrida à sucessão de Blairo Maggi (PR), embora não tenha o apoio sequer do próprio partido. O índice de indecisos chega a 59,9%. Outros 4,5% dos eleitores disseram que vão votar em branco ou anular o voto.

   A pesquisa foi feita no último sábado. Foram ouvidos 247 eleitores em 15 bairros. A margem de erro é de 5% para mais ou para menos. (Andréa Haddad)

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DIAMANTINO | 09/06/2009 - 08:55

Em 2º turno, tucano vence todos possíveis candidatos

Romilson Dourado

   Num eventual segundo turno na disputa pelo Palácio Paiaguás, mesmo a 15 meses do pleito e diante de um cenário de completa indecisão sobre candidaturas majoritárias, o nome do prefeito da Capital Wilson Santos é o mais cotado junto aos eleitores de Diamantino, conforme a pesquisa estimulada do instituto Mark. Se o tucano disputasse hoje a sucessão do governador Blairo Maggi com o democrata Jayme Campos, seria o vitorioso com aval de 48,2% dos eleitores. Jayme teria 11,3%. Com estes dois no páreo, 37,7% se mostram indecisos (cenário 1).

   Caso a disputa no segundo turno ficasse entre Santos e o empresário republicano Mauro Mendes, a exemplo do que aconteceu na disputa pela Prefeitura de Cuiabá no ano passado, o prefeito tucano levaria vantagem novamente. Santos figura com 52,2% da preferência, enquanto o republicano aparece com apenas 6,1%. O índice de eleitores indecisos chega a 38,5% (quadro 2). Na disputa entre Santos e o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), o tucano venceria com 53,4%. Outros 6,9% dos entrevistados votariam no peemedebista. Nesse caso, os indecisos chegam a 36,4% (ver cenário 3).

   Os eleitores de Diamantino também preferem o nome de Santos na corrida ao Paiaguás contra outro virtual candidato do PR, o prefeito de Água Boa Maurício Tonhá, o Maurição. Nesse caso, a goleada do tucano seria de 54,3% a 0,4%, enquanto 41,7% se mostram indecisos. Na disputa contra Otaviano Pivetta, o prefeito Wilson Santos venceria, mas com maior dificuldades. Do mesmo grupo político do prefeito cassado Erival Capistrano (PDT), o deputado Pivetta acumula o surpreendente índice de 23,9% das intenções de voto em Diamantino. Santos chega a 44,5% (cenário 5). Outros 29,1% disseram estar indecisos e 2,4% votariam em branco ou nulo.

   Na disputa direta com outro republicano, desta vez com o deputado Sérgio Ricardo, Santos venceria com folga: 54,3% a 0,4%. Caso a disputa num eventual segundo turno fosse entre Santos e o juiz federal Julier Sebastião da Silva, o prefeito de Cuiabá teria também larga vantagem, segundo os eleitores de Diamantino. O placar seria 54,7% a 0,4% (quadro 7). O índice de indecisos chega a 41,3%.

   Em outra simulação de segundo turno entre Santos e o presidente estadual do PPS e ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, o prefeito de Cuiabá manteria a dianteira, com 54,7% das intenções de voto. O socialista foi lembrado por apenas 0,4% dos eleitores entrevistados. Foram feitas 247 entrevistas em 15 bairros. A pesquisa é estimulada e a margem de erro de 5 pontos percentuais para mais ou para menos. (Andréa Haddad)

DIAMANTINO | 09/06/2009 - 08:45

Santos lidera corrida ao Paiaguás; Pivetta aparece em 2º

Romilson Dourado

   Se as eleições para a escolha do sucessor do governador Blairo Maggi (PR) fossem hoje em Diamantino, o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB) venceria todos os seus virtuais adversários, conforme aponta pesquisa estimulada do instituto Mark feita no último sábado (6). Num primeiro cenário com os nomes de Santos, do deputado estadual e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), do senador Jayme Campos (DEM), do vice-governador Silval Barbosa (PMDB) e do presidente da Federação das Indústrias de Estado e candidato derrotado à Prefeitura de Cuiabá, Mauro Mendes (PR), o tucano teria 34,4% das intenções de voto.

   Na terra do prefeito cassado Erival Capistrano (PDT), afilhado político de Pivetta, o deputado pedetista surge surpreendentemente em segundo lugar, com 24,7% das intenções de voto. Jayme fica na terceira colocação, com 10,9%, enquanto Silval aparece em quarto lugar, com 3,6%. Mauro Mendes amarga a última colocação, com 2,8%. O índice de indecisos chega a 21,5%, enquanto 2% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto.

   Num segundo cenário, em que o candidato do PR seria o deputado Sérgio Ricardo ao invés de Mauro Mendes, o percentual continua praticamente o mesmo. O tucano lidera com 36,4%, ao passo que Pivetta chega a 26,3%. Jayme obtém 11,3%, Silval registra 3,6%. Sergio Ricardo levaria o PR novamente à última posição com apenas 0,4% das intenções de voto. Os indecisos somam 19,4%. Outros 2,4% admitiram votar em branco ou nulo.

   Num embate eleitoral sem candidato do PR do governador Blairo Maggi, Wilson Santos mantém a liderança com 36,4%, seguido de Pivetta com 26,3%. O senador Jayme Campos aparece novamente na terceira colocação, com 11,3%. O peemedebista Silval está em quarto, com 3,6% das intenções de voto. O percentual de indecisos é de 19,8%.

   Já numa disputa entre Santos, Pivetta e o presidente da Assembleia, José Riva (PP) - ver cenário D -,, Santos ficaria com 38,5% em Diamantino, enquanto o pedetista alcança a 20,6% e, Riva, 5,7%. Outros 32% garantem que ainda não decidiram sobre o voto nas eleições de 2010 e, 3,2%, adiantam que vão votar em branco ou nulo com o cenário de possíveis candidatos que se desenha hoje.

    Numa briga eleitoral (sem Silval Barbosa), entre o prefeito cuiabano, o senador Jayme Campos e o pré-candidato do PR, Mauro Mendes, Santos vence "de lavada", com 44,1% dos votos (ver quadro E). Jayme aparece em segundo lugar com 10,5%, enquanto Mendes detém apenas 4%. Nesta simulação, o índice de indecisos fica em 38,1% e os que pretendem votar em branco ou nulo somam 3,2%.

   Numa simulação de disputa (sem Jayme Campos), entre Santos, Silval e o prefeito de Água Boa, Maurício Tonhá, o Maurição (PR), o tucano tem 52,2% das intenções de voto (cenário F). O vice-governador é lembrado por apenas 4,9% do eleitorado de Diamantino, enquanto o prefeito republicano fica na lanterna, com 0,4%. O índice de indecisos chega a 38,9%.

   Num quadro com os virtuais candidatos ao Paiaguás mais cotados até o momento, formado pelos pré-candidatos do PSDB, DEM e PMDB, o tucano Wilson Santos também lidera com 47,4% (cenário G). Em seguida, aparece Jayme com 10,1% e, Silval, com 6,9% das intenções de voto. Neste caso, o percentual de indecisos cai para 32,8%.

   Se as eleições para governador tiveram como candidatos Santos, Riva e o juiz federal Julier Sebastião da Silva (sem partido), o tucano teria vitória esmagadora (ver quadro H). Ele chegaria a nada menos que 49,8% das intenções de voto, contra 6,5% de Riva. Julier foi lembrado por apenas 0,4% do eleitorado de Diamantino. O trabalho de campo envolveu 15 bairros no último dia 6. A margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa é estimulada, situação em que os entrevistadores apresentam uma relação com nomes de possíveis candidatos. (Andréa Haddad)

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DIAMANTINO | 09/06/2009 - 08:31

Serra lidera corrida ao Planalto; Dilma é a mais rejeitada

Romilson Dourado

   Pesquisa realizada no último sábado (6) pelo instituto Mark em Diamantino, uma das cidades-pólos do médio-norte mato-grossense, aponta que o tucano José Serra seria o mais votado, caso as eleições para a escolha do sucessor de Lula fossem hoje. Numa simulação com quatro possíveis candidatos, o governador de São Paulo aparece disparado na liderança. Detém 47% de preferência do eleitorado diamantinense. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), que conta com o apoio de Lula na empreitada rumo ao Palácio do Planalto, figura em segundo lugar, com 15% das intenções de voto. O ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional e hoje deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) é o nome preferido por 8,9%, enquanto Heloísa Helena (Psol), derrotada à sucessão presidencial em 2006, foi lembrada por 7,3%.

  A 15 meses das eleições gerais, o índice de eleitores indecisos quanto à escolha dos nomes colocados pela pesquisa estimulada é de 19%, enquanto 2,8% já adiantaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. A margem de erros é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos. Os pesquisadores da Mark percorreram 15 bairros e ouviram 247 pessoas.

   Num outro cenário, em que o PSDB teria o governador mineiro Aécio Neves como candidato à sucessão presidencial, em substituição a José Serra, a liderança deixaria de ser do tucanato e ficaria com o socialista Ciro Gomes, que figura com 19% da preferência entre os moradores de Diamantino. Nesse caso, há empate técnico, pois Dilma aparece em segundo e "colada" em Ciro, com 18,2%. A ex-senadora Heloísa Helena detém 9,7%, enquanto Aécio amargaria a condição de lanterna, com 5,7%. Ao trocar o nome de Serra pelo de Aécio, o índice de indecisos salta para 43,3%. Os que votariam em branco/nulo somam 4%.

   Rejeição

   Pesquisadores da Mark fizeram ainda a seguinte pergunta: "Em quem o senhor (a) não votaria para presidente se as eleições fossem hoje?". Na simulação com os nomes de Dilma, Heloísa, Serra e Ciro, a petista possui maior índice de rejeição: 12,1%. A pré-candidata do Psol aparece logo em seguida, com 8,5%. Serra tem rejeição de 7,3% dos eleitores de Diamantino. O deputado socialista possui o menor índice de rejeição: 6,5%. O índice de indecisos é alto: 61,5%. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo.

    Já num segundo cenário, sem Serra e com Aécio, a rejeição à candidata petista cai para 10,9%, mas ela continua no topo da lista. Heloísa Helena, que já disputou a presidência da República em 2006, mas acabou derrotada por Lula, aparece com índice de 8,1% de rejeição e está tecnicamente empatada com Dilma e Ciro Gomes, que aparece na terceira colocação com 5,7%. Aécio é o menos rejeitado, com 2,8%. Os indecisos somam 68% e os que disseram votar em branco ou nulo 4,5%.  A pesquisa foi realizada por meio do método Survey, com 247 moradores de 15 bairros de Diamantino (Andréa Haddad)

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DIAMANTINO | 09/06/2009 - 08:05

Há 2 meses no cargo, Lincoln tem 64,8% de aprovação

Romilson Dourado

   Com menos de dois meses no cargo, o prefeito de Diamantino (a 195 km ao Médio-Norte da Capital), Juviano Lincoln (PPS), diplomado após a cassação de Erival Capistrano (PDT) - saiba mais aqui -, possui 64,8% de aprovação no município, conforme pesquisa o Mark Instituto, realizada no último sábado (6). Apenas 20,6% dos entrevistados reprovam a gestão do pedetista, que representa a soma dos índices de regular negativo, ruim e péssima. Outros 15,6% preferiram não opinar.

   Quanto à aprovação, 10,1% avaliam como ótima a administração Lincoln, enquanto 40,1% acreditam que esteja boa e, 14,6%, acham que está regular positivo. O governo é apontado como péssimo por 8,9% dos entrevistados e, ruim, para outros 7,7%. Quatro por cento avaliam como regular negativa. A margem de erro é de 5% para mais ou para menos.

   A pesquisa, realizada por meio do método Survey, foi feita em 6 de junho, junto a 247 moradores de 15 bairros de Diamantino, sendo eles Novo Diamantino, Centro, Serra Azul, Bairro da Ponte, Buriti, Cohab Morumbi, Pedregal, Popino, Jardim Tropical, Conceição, Cohabinha, Jardim Primavera, São Benedito, São Sebastião e Colina Azul, todos situados na zona urbana. Do total de entrevistados, 51,8% são homens e, 48,2%, mulheres. Destes, 37,2% concluíram o primeiro grau e/ou segundo grau. Outros 25,9% têm primário completo ou ensino médcio incompleto e, 21,5%, já concluíram o segundo grau ou possuem o ensino superior incompleto. Apenas 10,1% dos entrevistados disseram ser analfabetos ou não ter completado o primeiro grau, ao passo que 5,3%, concluíram curso superior. (Andréa Haddad)

DIAMANTINO | 06/06/2009 - 21:56

TRE nega recurso à vice cassada; Lincoln continua prefeito

Romilson Dourado

   O pleno do TRE negou provimento ao recurso impetrado pela vice-prefeita cassada de Diamantino (a 195 km ao Médio-Norte da Capital), Sandra Baierle (PDT), e manteve Juviano Lincoln (PPS) no cargo de prefeito. Sob alegação de que o município é administrado por um prefeito que foi “rechaçado nas urnas” e ainda sob a tese segundo a qual a população está sendo prejudicada com a gestão de Lincoln, Sandra pretendia reformar a decisão em primeiro grau que indeferiu o pedido de liminar, para que ela e o prefeito eleito cassado Erival Capistrano (PDT) fossem reconduzidos imediatamente aos cargos.

  O relator do processo, juiz-membro José Zuquim Nogueira, argumentou que os recursos eleitorais não têm efeito suspensivo, conforme dispõe o artigo 257 do Código Eleitoral e que o provimento da cautelar reivindicado exige a presença de dois pressupostos específicos para acolhimento: periculum in mora (perigo da demora) e fumus boni iuris (fumaça do bom direito). Como os requisitos não estão presentes ele indeferiu o pedido.
 
 “O que se tem na espécie é mera alegação da necessidade de se continuar na chefia da administração pública. Nada mais!”, afirmou Zuquim antes do voto. Capistrano teve o mandato cassado no início de abril após a constatação de irregularidades em doações na campanha eleitoral de 2008 – veja mais aqui. (Patrícia Sanches)  

DIAMANTINO | 28/04/2009 - 21:43

Capistrano perde de novo no TRE e continua cassado

Romilson Dourado

   O prefeito cassado de Diamantino, Erival Capistrano (PDT), é daqueles que não "desistem nunca". Após o TRE-MT negar pedido de liminar através do qual o pedetista tentava recuperar o mandato, ele interpos um Agravo Regimental em Medida Cautelar e, de novo, não obteve êxito. Trata-se da segunda derrota jurídica de Capistrano em 15 dias junto ao Tribunal Regional Eleitoral.

   Os juízes-membros do TRE decidiram nesta terça à noite, por unanimidade, acompanhar o relator José Zuquim Nogueira, que negou provimento ao recurso e, assim, mantendo a íntegra de sua decisão liminar que negou efeito suspensivo da sentença de cassação de registro ao prefeito. A intenção de Erival Capistrano era, com o Agravo, aguardar no cargo de prefeito o julgamento do mérito pelo TRE do recurso contra sua cassação. Enquanto continua cassado, o segundo colocado nas urnas Juviano Lincoln (PPS) comanda o município.

   Lincoln perdeu nas urnas de 2008 mesmo com apoio do ex-prefeito por dois mandatos Chico Mendes (PR), irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Agora, o socialista, que ganhou no chamado "tapetão", tem a oportunidade de ocupar a cadeira de prefeito.

   Capistrano foi cassado em 31 de março pelo juiz Luis Fernando Vota Kirche, da 7ª Zona Eleitoral. Foi acusado de falsificar recibos de doações durante sua campanha. Para o magistrado, "ficou claro que houve benefício econômico na obtenção dos valores arrecadados de forma ilícita". Destacou ainda na sentença que a campanha de Capistrano não comprovou a origem dos valores declarados oficialmente.

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