Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:51 h

DIVERGÊNCIA | 27/11/2011 - 11:56

Visita de Delúbio causa desgaste e motiva crise entre sindicalistas

Romilson Dourado

     Uma semana depois da passagem por Cuiabá do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, a crise continua entre dirigentes do Sindicato dos Bancários e da Central Única dos Trabalhadores do Estado por causa da maneira como foi promovido o encontro e da recepção ao homem apontado pelo Ministério Público como operador do mensalão. O convite distribuído sobre a visita de Delúbio teve a chancela do sindicato dos Bancários, mas o presidente da entidade Arilson Silva, filiado ao PT, alega que estava viajando para São Paulo e que não sabia de tal procedimento. Mesmo assim, ele tem recebido críticas da classe dos bancários, que ficou carimbada como defensora de Delúbio. Descobriu-se depois que foi a tesoureira da CUT-MT Italina Facchini quem mandou confeccionar os convites e incluiu o nome do sindicato.


Em Cuiabá, Delúbio Soares, o operador do mensalão, fala à militância, ao lado de Vânia Maria, da CUT-MT e a responsável por distribuir convites com citação de apoio do sindicato dos Bancários; também na mesa presidente estadual do PT William Sampaio

    Mesmo acuado e sob risco de, se condenado, pegar até 111 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Delúbio apareceu em Cuiabá com pose de autoridade. Na palestra para um grupo de militantes petistas e aliados, ele chegou a dizer que o mensalão, denunciado pela Folha de S. Paulo em 2005, foi um boato e que a compra de apoio ao governo Lula não existiu. Admitiu, porém, que cometeu "apenas infração eleitoral'.

    Ele faz turnê pelo país para apresentar sua defesa ao Supremo Tribunal Federal. Conta com apoio de sindicalistas, inclusive da CUT, que, em Mato Grosso, está sob Júlio Cesar Viana, ex-presidente do Sintep. Aliás, Delúbio atua como consultor da CUT, da qual foi um dos fundadores. Ele esteve em Cuiabá no ano passado para analisar uma área com vistas a construir sede própria da entidade.

    O ex-deputado Alexandre Cesar, da corrente Construindo um Novo Brasil, a mesma de Delúbio, foi à reunião dar um abraço no velho companheiro. Alexandre também enfrentou processo por causa de denúncia de caixa 2 em sua campanha para prefeito de Cuiabá. O presidente regional do PT William Sampaio não só recepcionou o homem da quadrilha do mensalão, como fez parte da mesa, assim como Vânia Maria Rodrigues Miranda, da diretoria do Sintep-MT e secretária de Formação da diretoria da CUT.

   Delúbio sentiu-se tanto em casa que "puxou" orelha dos companheiros de seu bloco, ao dizer que "foram burros em não apoiar o projeto de reeleição da então senadora Serys", preferindo lançar Carlos Abicalil para o Senado. O ex-tesoureiro está desmoralizado perante a opinião pública, mas mostrou que, dentro do PT, retornou a militância para continuar ditando as regras.

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DIVERGÊNCIA | 25/08/2011 - 16:49

Maia assumiu com nosso aval e saiu sem ele, reclama Emanuel

Laura Nabuco

     A iniciativa do secretário de Meio Ambiente, Alexander Maia, de entregar o cargo ao governador Silval Barbosa (PMDB) sem consultar seus padrinhos republicanos não agradou a bancada do PR. "Ele assumiu a pasta com o nosso aval, mas na hora de sair tomou uma atitude precipitada e individual", reclamou o secretário-geral do partido, Emanuel Pinheiro.

     A atitude incomodou tanto, que os parlamentares parecem sequer estar interessados em saber qual será o futuro político do coronel. Nesta quinta (25), horas antes de se reunir com o governador Silval Barbosa (PMDB) e dos colegas de partido para confirmar a indicação do secretário-adjunto de Mudanças Climátias, Vicente Falcão, para a vaga em aberto, Emanuel descartou a possibilidade dos deputados aproveitarem a oportunidade para solicitar um outro cargo para o futuro ex-secretário.

     Maia foi escolhido para comandar a Sema ainda na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR), depois de atuar um período na Casa Militar, também durante a adminsitração do hoje senador. A permanência dele à frente da secretaria depois que Silval foi reeleito ocorreu também por influência dos republicanos. Na época, a cúpula do partido chegou a ponderar a indicação de Emanuel para a vaga, mas acabaram optando em manter o apoio ao coronel.

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DIVERGÊNCIA | 20/08/2011 - 09:02

De "olho" em política de incentivos, deputados encurralam Edmilson

Andréa Haddad

     O secretário estadual de Fazenda, Edmilson Santos, está no “olho do furacão” devido ao anúncio do governador Silval Barbosa (PMDB) de “corte” nos investimentos previstos pelo Executivo. Diante do não cumprimento da meta de arrecadação entre janeiro e junho deste ano, os deputados retomam na Assembleia as discussões polêmicas sobre a concessão de incentivos fiscais. Acreditam que este seja um dos fatores que contribuem para a falta de caixa do governo.

     Edmilson será colocado “contra a parede” pelos deputados na sessão vespertina de 30 de agosto, a partir das 9h, na AL.

     Um dos parlamentares que esperam com ansiedade a sabatina é Dilmar Dal Bosco (DEM), que faz críticas ferrenhas à Sefaz. Relator da CPI das PCHs, o democrata reclama que o secretário não disponibilizou, conforme solicitado em requerimento, os 200 maiores devedores de ICMS do Estado, no período compreendido entre 2008 e 2011. Edmilson, por sua vez, argumenta que o Código Tributário Nacional impede o repasse de informações consideradas sigilosas sob pena de responder a processo na Justiça.

     Mesmo assim, Dilmar não se conforma e ameaça recorrer ao Judiciário para obter os dados que julga serem imprescindíveis aos trabalhos da CPI. “Até quebra de sigilo bancário existe, por que não podemos ver quem são os 200 maiores devedores do Estado?”, questiona. Há deputados que atribuem a queda na estimativa de receita do Estado à falta de fiscalização efetiva da Sefaz. Lembram que na época de Eder Moraes o “pente fino” nas mercadorias era uma prática tão corriqueira ao ponto de gerar dissabores com os empresários inadimplentes, irritados com a fiscalização “canina”.

     Edmilson, por sua vez, deve alegar que o Estado não conseguiu aumentar em 11,5% a receita nos sete primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, mas conseguiu saldo positivo de 4,8%, o equivalente a R$ 6,4 bilhões. Em 2010, o montante foi de R$ 6,1 bilhões e a previsão para os seis primeiros meses de 2011 era de R$ R$ 7,2 bilhões.

     O secretário também deverá justificar que o Estado apostava na recuperação da economia internacional, o que não ocorreu. O ICMS, principal base da arrecadação do Estado, fechou os primeiros sete meses do ano em R$ 2,7 bilhões, 4,5% acima do arrecadado no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 2,5 bilhões. Contudo, a receita é 5,4% inferior ao previsto para 2011. Outra alegação de Edmilson é de que o governo federal não repôs as perdas do Estado com a Lei Kandir.

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DIVERGÊNCIA | 11/08/2011 - 15:42

Para Brunetto, pedir informações sobre Saúde é uma incongruência

Laura Nabuco

     O deputado Ademir Brunetto (PT) se disse surpreso com a aprovação do requerimento apresentado pelo presidente da Assembleia, José Riva (PP), que solicita informações de cinco secretarias, entre elas a de Saúde, comandada pelo também progressista Pedro Henry. Acontece que Brunetto já havia requerido que uma auditoria fosse realizada na pasta, mas o pedido não foi aprovado pelos parlamentares. "Para mim, é uma incongruência. Quando eu pedi não foi aceito. Agora os mesmo que me negaram apresentam outro? Gostaria de saber o que mudou de lá para cá", reclama.

     O pedido de Brunetto foi apresentado em março, na mesma época em que uma outra auditoria solicitada por Riva, na secretaria estadual de Educação (Seduc), foi aprovada. Neste período, o diretório do PT de Cuiabá havia emitido nota apoiando a manifestação dos médicos que eram contra a implantação do sistema de Organizações Sociais de Saúde (OSS) para administrar unidades hospitalares. Como a ideia partiu de Henry, Brunetto entendeu que a proposta de auditoria na Seduc, comandada pela petista Rosa Neide Sandes, seria uma forma de represália a iniciativa do partido.

     Riva e Brunetto chegaram a discutir durante a sessão sobre o tema. Para provar que não havia nenhum desentendimento, ambos apresentaram um requerimento para que uma auditoria semelhante a da Seduc fosse realizado na pasta de Saúde. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelos demais deputados. Apenas Percival Muniz (PPS) apoiou a ideia.

Deputados "vetam" a auditoria na Saúde; Brunetto não se conforma

     Esta semana, diante do mal-estar que seu requerimento solicitando informações às cinco secretarias causou, Riva argumentou ter sido motivado apenas pelo papel fiscalizador da Assembleia. Ele ainda garantiu que será favorável a todas as iniciativas que tiverem um objetivo semelhante. Os dados requeridos junto às pastas são referentes à quantidade de servidores, aparato técnico, contratos de licitação e gastos. Além da secretaria de Saúde, estão na lista a de Segurança Pública; Justiça e Direitos Humanos; Transportes e Pavimentação Urbana; e Comunicação Social.

Deputado reivindica "raio X" de 5 secretarias; Saúde está na lista

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DIVERGÊNCIA | 24/03/2011 - 10:24

Mesmo com decisão do STF, OAB defende "Ficha Limpa" em 2010

Sissy Cambuim

Cláudio Stábile   Apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, nesta quarta (24), por 6 votos a 5, entendeu que a Lei da Ficha Limpa não pode ser aplicada nas eleições de 2010, podendo provocar uma reviravolta na composição do Congresso e Assembleias de todo o país, o presidente da seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Stábile, ressaltou que a instituição sempre defendeu a posição acatada pela minoria dos ministros, favoráveis à aplicação da legislação.

   “A OAB sempre pede prioridade nesses processos para que aqueles eleitos não tenham seus mandatos interrompidos no meio de seu exercício. Isso é muito ruim”, destacou. Stábile entende que a norma não fere a Constituição, como defendeu a maioria dos ministros do STF, pois não trata das causas de inelegibilidade. Sempre defendemos que a Lei da Ficha Limpa deveria ter eficácia imediata, até para a população poder prestar mais atenção em que candidatos estão votando”, concluiu.

   O ministro Gilmar Mendes votou pela não aplicação da lei às eleições gerais do ano passado por entender que o artigo 16 da Constituição, que estabelece a anterioridade de um ano para lei que altere o processo eleitoral, é uma cláusula eleitoral que não pode ser mudada, nem mesmo por lei complementar ou emenda constitucional.

   “Aí não está se discutindo a questão de anterioridade, são apenas questões de elegibilidade”, comentou Stábile. “Em matéria de requisitos de elegibilidade, o próprio STF já deu decisões favoráveis nesse sentido”, esclareceu o presidente.

   Já os cinco ministros que defenderam a aplicação da lei, apontaram que os candidatos participaram das convenções partidárias já conhecendo as novas regras de elegibilidade. O ministro Ricardo Lewandowski, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cuja maioria das decisões levaram em consideração a aplicação da legislação, ponderou que a norma tem o objetivo de proteger a probidade administrativa e visa a legitimidade das eleições, tendo criado novas causas de inelegibilidade mediante critérios objetivos.

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DIVERGÊNCIA | 20/02/2011 - 07:50

Maluf é boicotado por Wilson e perde PSDB-MT; Serys se vê acuada no PT

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Guilherme Maluf sofre golpe no PSDB, que o tira da pré-disputa a prefeito; Serys Marly deve ser expulsa do PT

   O tucano Guilherme Maluf e a petista Serys Marly vivem dramas similares em seus partidos. O único do PSDB a garantir vaga na Assembleia, com sua reeleição para o segundo mandato, teve as asas cortadas pelo ex-prefeito e candidato derrotado a governador Wilson Santos que, mesmo alegando que está fora da militância, se articulou, excluiu Maluf e fez acordo para Nilson Leitão assumir a presidência estadual. Após a derrota para deputada federal, a ex-senadora está agora em apuros. A corrente majoritária, capitaneada pelo trio Carlos Abicalil, Alexandre Cesar e Ságuas Moraes, quer a sua expulsão por infidelidade.

    Sem respaldo interno da maioria, Maluf vê se transformar em pesadelo o sonho de vir a concorrer à Prefeitura de Cuiabá no próximo ano. Ele teme deixar a agremiação tucana e vir a ter o mandato parlamentar cassado com base na lei pró-fidelidade definida pelo TSE desde março de 2007. Maluf não tem grupo político e, de quebra, ainda está num partido que era o maior do Estado até 2002, quando Dante de Oliveira deixou a cadeira de governador, e minguou tanto que entrou na lista de nanicos. Só possui três dos 141 prefeitos e um dos 24 deputados estaduais. Perdeu três vezes seguidas na disputa ao Palácio Paiaguás e para o Senado.

    Wilson entrou nas articulações de bastidores e, com respaldo da ex-deputada Thelma de Oliveira, hoje na presidência da sigla, definiu que o ex-prefeito de Sinop e suplente de federal Nilson Leitão deve assumir o comando regional, com a missão de reconstruir o PSDB. Restou a Maluf, se quiser, a direção de Cuiabá e, mesmo assim, com a condição de ter na Executiva o polêmico Luiz Soares. Diante disso, é provável que Maluf desista da pré-candidatura à sucessão municpal. Ele é médico, dono de hospital e de construtora e foi secretário de Saúde por um ano no governo Wilson.

    Serys não possui maioria na Executiva e corre risco de ser expulsa, assim como seus principais aliados. São acusados de terem boicotado a candidatura do ex-deputado Carlos Abicalil, derrotado ao Senado. O deputado federal Ságuas, substituto de Abicalil na direção regional, aproveita o fato da ex-senadora estar sem mandato para dar celeridade ao processo de expulsão.

    Golpes

    Esses confrontos internos são como feridas abertas e que não devem ser cicatrizadas tão cedo. Enquanto isso, os dirigentes vão ditando as regras no cenário político. Ao invés de permitirem voz da minoria e contraponto nas discussões democráticas para engrandecimento partidário, preferem sufocar companheiros das próprias legendas, tirando-os do caminho, na base do golpe político.

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DIVERGÊNCIA | 06/10/2010 - 22:09

Coordenador da campanha de Mendes, Moisés mais atrapalhou

Romilson Dourado

Moisés Sachetti   O empresário Mauro Mendes (PSB), candidato derrotado ao governo, se mostra decepcionado com o seu coordenador de Interior, Moisés Sachetti, que se desfiliou do PR, do qual era presidente estadual, para se juntar ao bloco da chamada terceira via. Em meio às reflexões do que foi o processo eleitoral, Mendes concluiu que Sachetti mais atrapalhou do que ajudou, motivado principalmente pela falta de articulação e pelo jeito antipático de lidar com as pessoas.

   Nenhum município do interior onde Mendes ganhou o mérito foi atribuído a Moisés Sachetti. O empresário superou em votação o governador reeleito Silval Barbosa em quatro municípios, sendo eles Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Juara e Araputanga.

    No caso de Rondonópolis, Mendes ganhou reforço por causa do empenho do ex-prefeito e deputado Percival Muniz, presidente do PPS-MT. Em Lucas, a campanha teve a força do também ex-prefeito, deputado e vice da chapa majorítária, empresário Otaviano Pivetta, que comanda o PDT estadual. Em Juara, Mendes ganhou com apoio do casal Oscar e Luciane Bezerra, ex-prefeito e deputada estadual eleita. Ambos são da mesma legenda de Mendes. Outro município onde o candidato do PSB ganhou foi em Araputanga, onde sua empresa realiza obras e emprega centenas de funcionários.

   Para piorar e expor a pífia contribuição de Sachetti, irmão do ex-prefeito de Rondonópolis e presidente da Agecopa Adilton Sachetti, Mendes perdeu para Silval em Primavera do Leste e Canarana, onde os prefeitos, respectivamente, Getúlio Viana e Walter Farias, passaram a aderir sua candidatura.

    Antes de isso acontecer, Mendes era o líder nas pesquisas nestes dois municípios conduzidos por gestores republicanos. Houve efeito contrário. A adesão de ambos ao nome do empresário acabou por tirar votos, um sinal de que não estão com boa popularidade.

   Moisés Sachetti sai frustrado das eleições. Ele passou o período mais sentado do que se movimentando pelos municípios. Além de não conseguir abrir as portas para candidaturas de Mendes nos municípios, onde tentou não conseguiu êxito e ainda acabou por se distanciar e perder a amizade com o ex-governador Blairo Maggi (PR), eleito senador. Na campanha, Moisés entrou na linha de Mendes e disparou críticas contra o governo, do qual fazia parte. Até então, Moisés era uma das lideranças de confiança de Maggi, de quem foi chefe de Gabinete no Paiaguás e, antes, presidiu o Detran por mais de quatro anos. Virou presidente do maior partido por causa de imposição de Maggi.

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DIVERGÊNCIA | 26/08/2010 - 09:15

Serys descumpre promessa e esconde de Dilma briga com Abicalil

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Visita de Dilma a Cuiabá leva Serys a subir no palanque junto com Abicalil, com quem enfrenta divergências

    A senadora Serys Marly, candidata à deputada federal, descumpriu mais uma promessa. Prometia não subir em palanque nesta campanha onde estivesse o seu colega do PT, deputado federal e candidato ao Senado Carlos Abicalil. Agindo de acordo com a conveniência, Serys quebrou o protocolo e subuiu no palanque montado no ginásio São Gonçalo, em Cuiabá, para ficar do lado da presidenciável Dilma Rousseff, que esteve na Capital e em Rondonópolis nesta quarta.

    Dilma pediu voto para os candidatos majoritários da coligação "Mato Grosso em Primeiro Lugar", sendo eles o governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição, o ex-governador Blairo Maggi e Abicalil, ambos candidatos a senador. Quando a presidencíavel enfatizou o nome do colega petista, houve aplausos da multidão, enquanto Serys permaneceu quieta e em silêncio. A senadora quase chorou. Ela não se conforma com a derrota nas prévias para Abicalil. Queria, por tudo, concorrer à reeleição. Primeiro, Serys anunciou que, se não fosse ao Senado, não seria candidata em hipótese alguma a outro cargo. Recuou depois, sob argumento de que suas bases cobraram sua candidatura e, assim, entrou no páreo para a Câmara Federal. Em seguida, avisou que no palanque onde estivesse Abicalil, não pisaria os pés.

    Bastou aparecer Dilma em solo mato-grossense para a senadora "colar" na presidenciável. Ela fez questão de continuar próxima da petista do começo ao fim da visita, mesmo se tratando de uma candidata a cargo proporcional. Os demais da coligação que concorrem a federal e a estadual ficaram mais distanciados. Enquanto Dilma se manteve no centro do palanque, ao lado de Maggi e Silval e Abicalil do seu lado direito, Serys tomava espaço na outra ponta. Para não deixar constrangida a candidata do PT ao Palácio do Planalto, a ex-deputada estadual e senadora tentou esconder a briga com Abicalil, mas mantem a ira contra o deputado.

    Em campanha, Serys "detona" Abicalil. Faz discurso raivoso e enfatiza sempre que queria disputar o Senado, mas o grupo de Abicalil tirou dela esse direito. A estratégia de se passar de vítima acabou ajudando Serys a pontuar nas intenções de voto mas, como está havendo exagero da petista nos ataques ao colega, o tiro pode sair pela culatra.

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DIVERGÊNCIA | 11/07/2010 - 09:01

Silval começa a perder aliados; maioria reforça nome de Mendes

Romilson Dourado

    O governador Silval Barbosa, que busca a reeleição com o poder da máquina de quase R$ 8 bilhões de orçamento e cerca de 90 mil servidores públicos, está perdendo uma série de aliados. O último a deixar o barco foi Moisés Sachetti, então vice-presidente regional do PR, que faz parte da coligação do peemedebista. A senadora Serys Marly, do PT, que também integra o arco de aliança do bloco da situação, se transformou em cabo eleitoral do candidato Mauro Mendes (PSB).

Governador Silval Barbosa    Silval não está conseguindo "segurar" do seu lado nem seus companheiros do próprio PMDB, como o prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio, que alega gratidão do tucano Wilson Santos e, por isso, está apoiando-o na corrida ao Paiaguás. O governador até tentou, mas não conseguiu demover Pátio da ideia de se juntar à oposição. Ambos estiveram em campos opostos nas últimas duas eleições, embora sejam da mesma legenda. O empresário em Primavera do Leste Zeca Viana (PDT), que fazia campanha pela reeleição de Silval, agora se tornou aliado de Mendes porque foi escolhido como segundo-suplente ao Senado da chapa do colega pedetista Pedro Taques. Zeca é irmão do prefeito Getúlio Viana (PR), que tende a seguir o mesmo caminho e aderir a campanha do empresário e candidato do PSB.

    Parte da turma da botina, grupo ligado ao ex-governador Blairo Maggi (PR), candidato a senador, deu início a uma debandada. Quer reforçar a candidatura Mendes, com tem possui mais afinidade. Mendes é um ex-aliado do Paiaguás que buscou a chamada terceira via, trocando a legenda republicana pelo PSB. O ex-secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação do governo Maggi, Luiz Antonio Pagot, hoje diretor-geral do Dnit, por exemplo, atua nos bastidores em duas frentes. Para uns, ele declara estar com Silval e, para outros, sinaliza para Mendes. Com ele, puxa para a candidatura Mendes o empresário Mauro Carvalho, membro da Executiva do PR.

     Além disso, há muitos líderes governistas que começam a conspirar. O ex-vereador peemedebista Totó Parente está mais próximo hoje de Mendes do que de Silval, principalmente depois que recebeu "não" do governador aos pleitos por cargos na administração do Estado. Totó se frustrou. Achou que encontraria guarita em Silval, após a volta do PMDB ao poder duas décadas depois do cacique do partido Carlos Bezerra ter sido governador. Lideranças da campanha à reeleição de Blairo Maggi de 2006 e que vinham dando sustentação ao governo agora estão em outro palanque, como os deputados estaduais Percival Muniz (PPS) e Otaviano Pivetta, candidatos à reeleição e a vice-governador de Mendes, respectivamente. São personalidades que representam peso político. Esses desfalques têm deixado o governador preocupado porque há risco de outros também abandonar o barco.

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DIVERGÊNCIA | 14/06/2010 - 21:41

Taques e Pivetta ignoram convenção nacional do PDT

Romilson Dourado

Convenção do PDT em São PauloOtaviano Pivetta e Pedro Taques   O pré-candidato a senador Pedro Taques e o presidente regional do PDT, deputado Otaviano Pivetta, ignoraram a convenção nacional do partido, no último sábado, no Espaço das Américas, em São Paulo. A legenda oficializou apoio à Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Os dois foram os grandes ausentes da caravana mato-grossense.

   Já alguns pedetistas que se movimentam para o partido deixar a coligação de Mauro Mendes, pré-candidato a governador pelo PSB, para aderir ao nome do tucano Wilson Santos, se fizeram presentes. Um deles foi o suplente de vereador e secretário de Esporte da Capital, Sérgio Cintra.

    Como não foi prestigiar o congresso, Taques deve encontrar dificuldades para, na convenção estadual, atrair líderes nacionais ao Estado. O pré-candidato perdeu a oportunidade de se apresentar nacionalmente e conhecer a vida partidária do seu PDT. As ausências de Taques e Pivetta foram comentadas por membros da Executiva, como o secretário-nacional e presidente em exercício Manoel Dias e o ministro do Trabalho e presidente licenciado Carlos Lupi. Estavam presentes também petistas, como a própria Dilma, o presidente nacional da legenda José Eduardo Dutra e os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Luiz Barreto (Turismo), além do pré-candidato do PT a governador de São Paulo Aloízio Mercadante, acompanhado dos dois candidatos ao Senado por São Paulo pela coligação: a ex-prefeita Martha Suplicy e o cantor Netinho.

   Já em Mato Grosso, pedetistas vivem sob conflitos. O partido rachou e, a poucos dias da convenção, não se descarta nenhuma das três possibilidades: manter coligação com Mendes e sustentar Taques ao Senado; se desfazer da coligação Mato Grosso Muito Mais (PSB, PDT, PPS e PV) para aderir a candidatura de Wilson Santos (PSDB) ou apoiar o projeto de reeleição do Silval Barbosa (PMDB). As divergências se afloram porque Taques bate-cabeça na composição da equipe de coordenadores, enfrenta críticas internas e, para piorar, patina nas pesquisas de intenção de voto para as duas vagas ao Senado.

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DIVERGÊNCIA | 09/04/2010 - 17:08

PPS vota nesta 6ª resolução que indicará rumo da sigla no Estado

Simone Alves

    O projeto do presidente estadual do PPS, Percival Muniz, de apoiar a pré-candidatura ao governo do empresário Mauro Mendes (PSB) pode ser minado nesta sexta (9). Membros das executivas nacional e regionais elaboram, desde as 14h, em Brasília, uma resolução partidária sobre a definição do rumo da legenda na disputa à presidência da República. A proposta será votada no final desta tarde e terá reflexo direto no cenário político em Mato Grosso. Se a maioria do PPS declarar apoio à candidatura de José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto, e não abrir mão das alianças regionais com o tucanato, Mendes perderá um apoio de “peso” que pode levá-lo, inclusive, à desistência do projeto ao Paiaguás.

   Caso a Nacional libere as executivas para a definição dos apoios, o PPS vai continuar apoiando Mendes no Movimento Mato Grosso Muito Mais, porém a definição oficial só será tomada na convenção de junho. Até lá, os aliados podem desconfiar das brigas internas no PPS e definir outros caminhos. Há a possibilidade do PSB compor com PMDB devido à preocupação do presidente da legenda socialista, deputado federal Valtenir Pereira, em se reeleger. Com dúvidas sobre o apoio do PPS, Mendes, por sua vez, poderia tentar uma união com o PP, do deputado estadual José Riva, o que afastaria definitivamente o PDT, que aposta todas as fichas na pré-candidatura do ex-procurador da República Pedro Taques ao Senado.

   A desconfiança dos aliados deve-se a existência de três correntes internas no PPS. A primeira, liderada pelo presidente da executiva regional, deputado Percival Muniz, defende a pré-candidatura de Mendes. O parlamentar garante ter a maioria dos votos no diretório e promete comprovar isso na convenção partidária, que deve ocorrer entre 10 e 30 de junho. Outro grupo, formado por lideranças de Cuiabá, tem gerado desgastes ao diretório estadual por defender a aliança em torno da pré-candidatura de Wilson Santos (PSDB). Já o deputado estadual Pedro Satélite sustenta que o melhor para o partido é ficar no grupo do governador Silval Barbosa (PMDB), que tentará a reeleição.

   Livre para alianças  

   Na tarde desta quinta (8), em Brasília, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, declarou a Mendes e a Percival que o partido está livre no Estado para fazer a coligação que achar conveniente. Já nesta sexta (9), Freire conversou com o presidente do PPS em Cuiabá, vereador Ivan Evangelista, Elismar Bezerra e Benedito Lucas, que andam na contramão da maioria e batem o pé pelo apoio a Wilson Santos.

   Enquanto o imbróglio não é solucionado, Percival segue liderando a caravana Mato Grosso Muito Mais pelo interior do Estado, formada pelo PSB, PDT, PV, PPS e PRTB. Ele, Mendes, Valtenir e agora Pedro Taques saem em carreata nos municípios conversar com moradores e ouvir as reclamações dos moradores, que vão servir de base para a elaboração do plano de campanha.

DIVERGÊNCIA | 21/03/2010 - 17:49

Serys se faz de vítima e expõe da tribuna divergências com Abicalil

Simone Alves

   Apelando para o apoio feminino, a senadora Serys Marly (PT) levou o debate sobre a disputa interna pela candidatura ao Senado entre ela e o presidente regional da sigla, deputado federal Carlos Abicalil, para o Congresso Nacional. Disse que a mulher está sem espaço na política de Mato Grosso.

    A parlamentar lembrou que a ala feminina no Estado é representada por apenas duas parlamentares federais, sendo ela mesma como senadora e a deputada federal Thelma de Oliveira. “Faço um alerta às mulheres de Mato Grosso. Se acontecer o que está sendo planejado, será um retrocesso enorme”, disse Serys, ex-deputada e senadora desde 2003.

    Ela passou a usar a tribuna do Senado para expor divergências com Abicalil, que deve ser o nome consolidado dentro do PT ao Congresso, o que impediria Serys de buscar a reeleição. Ela alega que existe uma tentativa de se construir um palanque eleitoral exclusivamente masculino. “Não tenho dúvida, que se isso vier a acontecer, teremos que pagar um preço muito alto e aqueles que insistiram em diminuir esses espaços e até mesmo suprimir as mulheres da disputa eleitoral, terão que ajustar suas ações com a historia e terão sim que dar explicações a todo o Brasil por esta violência”. Serys mencionou uma reportagem do Correio Braziliense do último dia 14 que revela que os partidos buscam mulheres para preencher a cota dos 30%.

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DIVERGÊNCIA | 06/12/2009 - 10:27

Ciro descarta ser candidato de Lula a presidente em 2010

Romilson Dourado

   Em visita a Cuiabá para participar de um encontro suprapartidário do PSB, o deputado federal Ciro Gomes garantiu que lançará candidatura à presidência da República. Segundo o socialista, em 2010 PSB e PT devem estar em palanques distintos. “Não há chance de eu ser o candidato do Lula. O PSB está de um lado e o PT do outro”, respondeu, ao ser indagado sobre a possibilidade de encabeçar a candidatura da base governista no lugar da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

   Apesar de frisar que já comandou o ministério da Integração Nacional no governo Lula, Ciro demonstrou descontentamento com o petista. “Estamos descontentes com alguns posicionamentos ideológicos que o PT tomou, como em relação ao PSDB”.

   Além de descartar ser cabeça de chapa numa eventual aliança com o PT, Ciro avalia que dificilmente sairia candidato a vice de Aécio Neves (PSDB) caso o governador mineiro dispute a presidência. “Ninguém quer ser vice, é muito difícil. Vice se decide na última hora, não trabalhamos com esta possibilidade”. (Andréa Haddad)

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DIVERGÊNCIA | 22/11/2009 - 11:54

Maior concurso do país é cancelado e vira caso de polícia

Romilson Dourado


Tumulto em frente as salas, após anúncio do cancelamento do que seria o maior concurso público do país

  Mesmo com a resistência do secretário estadual de Administração Geraldo de Vitto de anunciar oficialmente o cancelamento daquele que seria o maior concurso público do país, fiscais e coordenadores dispensaram os candidatos, em meio a tumulto generalizado. Eles anunciaram que o concurso, ao menos para aqueles que foram convocados a fazer as provas no período matutino, está cancelado. Resta a expectativa agora para os demais que estão inscritos à tarde. A tendência é da Universidade do Estado (Unemat), com sede em Cáceres e responsável pelo concurso, comunicar o cancelamento geral. Foram inscritos nada menos que 274 mil pessoas para disputa de 10.086 vagas de servidores do Estado. As provas deveriam ocorrer neste domingo.

    Pelo edital, os portões deveriam ser fechados às 8 horas. A maior confusão se deu porque houve mudança de locais das provas. Candidatos que deveriam comparecer à escola estadual Professor Honório Rodrigues de Amorim, no Cristo Rei, em Várzea Grande, por exemplo, foram remanejados de última hora para a Unirondon, em Cuiabá. A partir da meia-hora de atraso para início das provas, os candidatos já começaram a ficar apreensivos. Irritados, uns saíram e se aglomeraram nos corredores. Os fiscais se viram acuados e pressionados a dar explicações. Volta-e-meia aparecia um coordenador para dizer que "logo as provas iriam começar" e que "só estavam resolvendo problemas de acomodação daqueles que tinham sido trocados de locais".

   Duas horas depois, veio a notícia do cancelamento. Os inscritos gritaram "cancela, cancela..." e também vaiaram, em sinal de protesto. Na Unirondon, candidatos que estavam nas salas do bloco C iniciaram as provas, mas, sob protesto dos demais, se viram impedidos de continuar. Houve tumulto dentro e fora da instituição. Candidatos jogaram provas pela janela. A bagunça foi tanta que as regras do edital proibindo, por exemplo, uso de aparelho celular, de óculos de sol e bonés, foram ignoradas pelos fiscais logo na entrada nas salas.

   O cancelamento do concurso representa um atestado de incompetência da Unemat. O respingo negativo desse processo recai sobre os ombros do secretário estadual de Administração, Geraldo de Vitto, que estava à frente do processo, do reitor da Unemat Taisir Karim e no governo Blairo Maggi. Aquele que entraria para o livro dos recordes brasileiros, o RankBrasil, como maior concurso público do Brasil em número de vagas oferecidas, se transforma num fiasco e com prejuízos a milhares de pessoas. (Romilson Dourado)


Em meio ao tumulto, candidato concede entrevista e se mostra revoltado com a (des)organização do concurso
Fotos: Aline Memória

(Às 12h25) - Secretário convoca a imprensa para anunciar cancelamento do concurso

   Depois de duas horas de reunião com o comitê gestor, o secretário estadual de Administração Geraldo de Vitto percebeu a gravidade das falhas e vai anunciar, em entrevista coletiva, às 14h, no Palácio Paiaguás, o cancelamento do concurso público. Ele pontuará os problemas e deve anunciar uma nova data das provas. A tendência é da Unemat, responsável pelo concurso, devolver dinheiro àquelas pessoas quem não queiram mais participar do processo seletivo.

   Em princípio, Geraldo Vitto, na reunião deste domingo com representantes das Polícias Federal, Civil e Militar, do Gaeco, Unemat e da pasta da Administração, apresentou resistência à ideia de cancelamento. Muitos candidatos registram boletim de ocorrências na polícia. O mais grave foi a constatação de que provas que deveriam ser distribuídas em salas no período vespertino já estavam em poder de centenas de pessoas logo pela manhã, uma falha criminosa. As maiores confusões foram registradas em Rondonópolis e em dois estabelecimentos em Cuiabá reservados para receber os candidatos, na Unic e na Unirondon.

(Às 12h50) - Candidatos lotam Cisc Verdão; delegado apreende provas

   Alguns candidatos foram até o Cisc Verdão registrar boletins de ocorrência pedindo o cancelamento do concurso. Segundo Willian de Almeida, que iria fazer a prova para o cargo de gestor governamental, as provas foram distribuídas em 5 lotes. O primeiro trazia provas para outro cargo. O segundo, terceiro e quarto lotes eram para serem abertos somente no período da tarde. "As provas dissertativas foram distribuídas agora de manhã. Todos os candidatos puderam conferir o conteúdo", diz. Por fim, segundo outros candidatos, os fiscais queriam lacrar novamente os envelopes para serem redistribuídos à tarde. Segundo eles, os candidatos ficaram presos nas salas até que a situação fosse resolvida. Policiais do Cisc Verdão apreenderam as provas e confeccionaram os boletins de ocorrência. (Flávia Borges)



Policiais apreendem provas, candidatos registram B.O no Cisc Verdão e pedem cancelamento
Fotos: Aline Memória

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DIVERGÊNCIA | 10/11/2009 - 17:36

Eliene admite que PP fica dividido na definição de apoios

Romilson Dourado

   O deputado federal Eliene Lima (PP) admitiu nesta terça (10) que os membros do partido estão divididos sobre qual candidatura ao governo vão apoiar nas eleições de 2010. Durante a manhã, ele prestigiou a posse da nova secretária de Desenvolvimento do Turismo, Vanice Marques, irmã do deputado estadual Airton Português, ambos do PP.

   Ao lado do secretário estadual de Educação, Saguás Moraes (PT), Eliene disse que o PP é composto por grupos que divergem quanto aos posicionamentos político-partidários, tal como ocorre entre os petistas. “A exemplo do PT, que tem várias facções, no PP há pensamentos divergentes. Desta forma, estamos e não estamos divididos, mas estaremos juntos nas eleições”.  

   De um lado, o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), defende a composição com os democratas, do senador licenciado Jayme Campos, de quem é amigo. Uma eventual coligação com o DEM, que por sua vez namora o PSDB do prefeito cuiabano Wilson Santos, provocaria uma ruptura entre o partido e o Palácio Paiaguás, já que hoje os quatro deputados estaduais da legenda compõem a base de sustentação do governador Blairo Maggi (PR). São eles: Riva, Português, Maksuês Leite e Antônio Azambuja. Os vereadores do PP na Câmara de Cuiabá, capitaneados pelo vereador Deucimar Silva, também são favoráveis à união com os democratas, pois isso implica em estar no mesmo palanque de Santos em 2010.

   Outro grupo do PP, comandado pelo deputado federal Pedro Henry, insiste na coligação com os republicanos, que já declararam apoio oficial ao projeto de candidatura própria do PMDB, por meio do vice-governador Silval Barbosa. Essa “corrente” já articula a candidatura do secretário-executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo, a vice na chapa de Silval.

   Prestigiada por Henry, que inclusive discursou na solenidade de posse, pelo irmão e por Eliene, Vanice optou por se manter distante das articulações rumo ao pleito de 2010 e não quis comentar a divisão interna. “Faço um trabalho técnico e tem outras pessoas no partido encarregadas de cuidar desta questão”, desconversou. Apesar disso, ela garante que sua nomeação também foi uma indicação do PP.

   Riva, por sua vez, não compareceu nesta terça à posse de Vanice no primeiro escalão do governo estadual. Alegou que estava em viagem a Brasília, mas assegurou que pediria desculpas a ela pela ausência. (Andréa Haddad)

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DIVERGÊNCIA | 18/10/2009 - 09:07

Silval se esquiva, evita conflito e leva "pepino" a Bezerra

Romilson Dourado

   O vice-governador e pré-candidato ao Palácio Paiaguás Silval Barbosa (PMDB) afirmou neste domingo (18) que não vai se manifestar sobre as declarações do companheiro de partido e prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio, que deixou claro que não vai apoiá-lo, mas sim o tucano Wilson Santos. "Não quero polemizar o caso. Prefiro não fazer manifestação alguma sobre as afirmações de Pátio", esquivou-se, em entrevista ao RDNews.

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"Bezerra sabe o que tem que ser
feito com Pátio. O prefeito de
Rondonópolis é cria dele"
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    Para Silval, quem deve se manifestar sobre o posicionamento de Pátio e quanto às atitudes partidárias do prefeito é a direção do partido. Ele joga o "pepino" para o deputado federal Carlos Bezerra, presidente do PMDB em Mato Grosso. "Acredito que quem deva fazer alguma coisa é o presidente regional do partido, Carlos Bezerra. É ele quem deve tomar as medidas cabíveis para o caso", diz o pré-candidato à sucessão estadual apoiado pelo governador Blairo Maggi. O vice-governador lembra que Bezerra é um líder político que emergeu de Rondonópolis, onde foi prefeito por dois mandatos (83/86 e 93/94), quando deixou o Executivo municipal para disputar as eleições ao Senado. "Bezerra sabe o que tem que ser feito com Pátio. O prefeito de Rondonópolis é cria dele".

   Ex-prefeito de Matupá, o peemedebista reafirmou o seu propósito de concorrer ao Paiaguás em 2010 e garante ter apoio do PMDB, do PR do governador Maggi e busca ampliar o arco de alianças. Diz estar confiante de que terá apoio não apenas dos companheiros peemedebistas, mas também da população mato-grossense. Disse que tem acompanhado todas as pesquisas de intenção de voto e avalia que seu nome desponta como "favorito para o governo".  "Tenho visto que nas pesquisas meu nome tem aparecido como um dos favoritos. Isso é um bom sinal", destacou o peemedebista, que vive expectativa de virar governador a partir de fevereiro, com a provável renúncia de Maggi. (Lisânia Ghisi)

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DIVERGÊNCIA | 29/09/2009 - 14:29

Sem acordo, Wallace não entrega carta de desfiliação

Romilson Dourado

   A dois dias do fim do prazo para pretensos candidatos nas eleições de 2010 trocarem de partido, o presidente regional do DEM, Oscar Ribeiro, revela que o deputado estadual Wallace Guimarães, mantém o mistério sobre a permanência ou não na legenda. Segundo Ribeiro, o parlamentar e a cúpula dos Democratas ainda não chegaram a um entendimento sobre os termos da desfiliação.  

   O presidente da legenda reforça que entregou há 15 dias a Wallace a carta em que se compromete a não ingressar na Justiça para reivindicar a vaga do deputado para o partido, conforme determina a lei de infidelidade partidária. Wallace, por sua vez, teria reivindicado um documento mais específico, com poderes amplos e irrestritos sobre a vaga na Assembleia, o que não foi acatado pelos dirigentes do DEM. 

   O parlamentar teme, mesmo com a carta em mãos, ser alvo de ações na Justiça por parte de desafetos. Ele já admitiu que não sairá do DEM se perceber que corre o risco de perder o mandato, apesar da indisposição com a cúpula do partido, principalmente com os irmãos Jayme e Júlio Campos, que consideram-no traidor. O deputado avalia a possibilidade de se filiar no PMDB e PP.

   Derrotado pelo atual prefeito Murilo Domingos (ex-PPS e atualmente no PR) nas eleições de 2004, Wallace conquistou a cadeira de deputado em 2006 com 28.979 votos. (Andréa Haddad)

(20h25) - Deputado admite temer processo jurídico e mantém mistério sobre saída do DEM

   Wallace Guimarães disse nesta terça (28) que ainda não decidiu se irá abandonar o DEM. Ele confessa que teme abandonar a sigla e, consequentemente, enfrentar processo jurídico por infidelidade partidária. O parlamentar afirma que não pretende deixar o partido caso entenda que poderá perder o mandato.

   Ele afirmou ainda que conhece os riscos jurídicos caso abandone o DEM, mas diz que se for acusado de infidelidade, fará o que for preciso para provar que se retirou do partido por motivos justos. "Se for processado vou provar na Justiça que minha saída foi por justa causa", revela. (Lisânia Ghisi)

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DIVERGÊNCIA | 11/09/2009 - 01:28

Governador volta a criticar senador por boicote a Pagot

Romilson Dourado

   O governador Blairo Maggi voltou a criticar nesta quinta à noite, em Barra do Garças, a postura do senador Jayme Campos (DEM), que pediu licença do mandato por 120 dias e acabou forçando Luiz Antonio Pagot a renunciar à primeira-suplência para poder continuar no cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Agora Pagot perde o direito à suplência. A cadeira provisória no Congresso Nacional fica sob Osvaldo Sobrinho (PTB), empossado na quarta.

  “Achei a atitude errada do senador. Entendo que ele poderia ter se licenciado por um período mais curto para não prejudicar Pagot. Mas, como o nosso grupo faz política pensando nas gerações e não em eleições futuras, decidimos pela renúncia do Pagot da suplência porque precisamos dele junto ao Dnit”, diz Maggi, durante visita à 26ª Expoleste, que começou na quinta e se estende até domingo (13). Segundo o governador, não fosse a presença de seu ex-secretário de Infraestrutura, da Casa Civil e de Educação na autarquia em Brasília, muitas obras em Mato Grosso, inclusive na região do Araguaia, não estariam sendo concretizadas. "Se lá ele (Pagot) não estivesse, com certeza essas obras iriam parar".

    Maggi, que apóia o nome do seu vice Silval Barbosa (PMDB) para a corrida sucessória, disse que Jayme errou e tomou decisão precipitada. Perguntado pelo RDNews se essa divergência não provocará ruptura do DEM com o PR, o governador diz entender que não. "De forma nenhuma, vamos tocar a vida normal, sem maiores problemas", enfatizou Maggi, enquanto caminhava em meio a uma multidão e sob proteção policial.

   O recado de Maggi, principal "estrela" do PR no Estado, é mais um sinal de que republicanos e democratas devem estar em campos opostos no pleito de 2010. Jayme já defendeu internamente ruptura com o Palácio Paiaguás, mas há resistência da bancada democrata na Assembleia, principalmente por causa do "apego" dos deputados aos cargos indicados na estrutura da máquina estatal. O secretário de Desenvolvimento Rural, Neldo Egon (DEM), que acompanhava o governador, ficou numa "saia justa" ao ser perguntado também sobre o assunto. Se limitou a dizer que espera "que nada se altere". Neldo é filiado ao DEM e articula pré-candidatura a deputado estadual como representante do Araguaia. (Ronaldo Couto, de Barra do Garças)


O governador Blairo Maggi e o prefeito Wanderlei Farias, na Expoleste, nesta 5ª, em Barra do Garças

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