Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:56 h

EMBATE | 11/04/2012 - 18:30

Nova disputa por vagas traz à tona clima de conflito entre Riva e Henry

Laura Nabuco

 
Após anos militando juntos no PSDB e PP, Riva e Henry se distanciam e brigam por espaço para suas respectivas legendas 

    A decisão do PP de recorrer à Justiça para requerer as vagas de suplentes na Assembleia ocupadas por sociais-democratas foi mais uma amostra do clima de conflitos entre os caciques Pedro Henry (PP) e José Riva (PSD). Após atuarem juntos por anos em partidos como o PSDB e PP, hoje eles se distanciam cada vez mais, brigando por espaço em legendas diferentes.

     Riva foi o principal articulador em Mato Grosso para a criação do PSD, partido que provocou uma verdadeira reviravolta no cenário político do Estado, cooptando 50 prefeitos, mais de 300 vereadores, 4 deputados estaduais e 1 federal. Grandes siglas como PR, PMDB e, em especial, o PP acabaram desfalcadas.

     O segundo "round" surgiu com as investidas pelas vagas no Legislativo. A primeira tentativa partiu do PP, no final do ano passado, requerendo a cadeira do próprio Henry na Câmara, à época ocupada pelo suplente Roberto Dorner (PSD). O objetivo era emplacar Nery Geller (PP), segundo na lista de suplência. A ação chegou a animar outros partidos, que cogitaram também recorrer à Justiça, mas desistiram após o resultado favorável ao PSD.

     Mesmo não tendo sucesso em Brasília, o PP recorreu ao mesmo artifício para ocupar duas vagas na AL. A "esperança" é embasada no caso da Câmara de Peixoto de Azevedo, em que um suplente progressista foi beneficiado. Riva, por sua vez, já adiantou que o PSD não vai desistir, mesmo que tenha que recorrer à interrupção das licenças dos titulares antes do prazo previsto.

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EMBATE | 07/10/2011 - 17:43

Ex-deputado Brito adere ao PSD

Laura Nabuco


Ex-deputado Carlos Brito assina sua ficha de filiação no PSD, ao lado do deputado José Riva e do vice-governador Chico Daltro

     Sem espaço no PR, partido em que se filiou nesta quinta (6) seu rival, o ex-presidente da extinta Agecopa, Eder Moraes, o ex-diretor de Infraestrutura da Agência, Carlos Brito, buscou refúgio junto ao presidente da Assembleia José Riva. Nesta sexta (7), ele oficializou sua filiação no recém-criado PSD. Ingressa na legenda dentro do prazo legal, que lhe permite disputar cargo eletivo em 2012. "Eu e o presidente Chico Daltro acabamos de filiar o nosso amigo Carlos Brito no PSD. Uma grande liderança em Cuiabá, somando conosco agora", revelou Riva no miniblog Twitter.

     De acordo com Riva, trata-se de uma filiação muito importante, pois "Brito é uma grande liderança na Capital". O chama também de "um grande parceiro e com perfil político que ajudará na formação do partido". Brito milita na política desde quando foi lider comunitário da região do Parque Cuiabá. Foi eleito duas vezes vereador, sendo presidente da Câmara Municipal e prefeito interino da Capital, e também eleito deputado por dois mandados. Em 2006 obteve 30 mil votos, mas não pôde assumir a cadeira de deputado por causa da legenda. “A razão de vir para o PSD foi pelo partido ser novo e surge com um componente eleitoral muito forte, pois assegura a legenda e não corro o mesmo risco de ganhar uma eleição em votos e perder pela legenda”, afirmou. Brito também foi secretário de Estado da Casa Civil e de Segurança Pública. Assumiu a diretoria de infraestrutura da Agecopa até sua extinção.

    Sobre as eleições de 2012, Carlos Brito reforça que seu nome está à disposição do partido.“Venho para ajudar a construir o PSD e trabalharei muito nisso. Estou à disposição do partido para enfrentar, inclusive, uma disputa eleitoral, caso seja a vontade do partido”, informou. Ele chega ao PSD com apoio de todas as lideranças que já se filiaram ao partido. “O convite foi feito logo que surgiu a possibilidade da criação do partido e depois de ouvir muitas lideranças, inclusive do interior, tomei essa decisão de aderir ao PSD”, finalizou.

    Cotado como um dos possíveis nomes na disputa ao Palácio Alencastro, o ex-deputado estava sendo sondado pelo PR, partido do qual já tinha sido militante antes de assumir a diretoria da Agecopa. Os resquícios da briga com Eder, no entanto, poderiam criar um certo mal estar dentro da legenda. O desentendimento ocorreu devido à resistência de Brito ao modal de transporte coletivo a ser implantado até o mundial, o VLT, que foi justamente o estopim para a extinção da Agecopa.

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EMBATE | 06/09/2011 - 08:45

Eder e Brito racham Agecopa; outros diretores assistem briga

Flávia Borges


Eder Moraes e Carlos Brito protagonizam embate interno na Agecopa enquanto diretores evitam entrar na briga

      Está insustentável a relação entre o diretor de Infraestrutura da Agecopa, Carlos Brito, e o presidente Eder Moraes. Depois da audiência pública na última sexta (2), em que Brito fez críticas à decisão do governo de escolher o modal VLT para a região metropolitana e defender que o R$ 1 milhão que deve ser investido no projeto seja aplicado em outros setores, como Saúde e Educação, a diretoria passou a viver um clima de tensão ainda maior.

     Eder e Brito mal conversam. Nos bastidores, o presidente da Agecopa defende a subistituição do diretor, mas essa decisão cabe exclusivamente ao governador Silval Barbosa (PMDB), mesmo após a mudança do regime para colegiado, tirando a autonomia da Agecopa dos desligamentos do quadro.

     Enquanto Brito Afirma que não há projetos e que o governo e a Agecopa batem cabeça para cumprir as metas estabelecidas pela Fifa e CBF com vistas a preparar Cuiabá para a Copa-2014, Eder detona o diretor de Infraestrutura ao afirmar que Brito mal consegue tocar as obras de construção do novo estádio Verdão, a Arena Pantanal.

     Os outros diretores assistem de camarote o embate entre Brito e Eder. São eles: Roberto França (Comunicação e Marketing); Yuri Bastos (Assuntos Estratégicos); Jefferson de Castro (Orçamento e Finanças); Agripino Bonilha (Mobilização Social e Voluntariado); e Yênes Magalhães (Planejamento e Articulação Interinstitucional).

     A Agecopa foi criada especialmente para preparar Cuiabá para o Mundial e até 2014 será responsável por mais de R$ 6 bilhões em investimentos públicos e privados.

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EMBATE | 17/08/2011 - 15:39

PP promete acionar desertores; Riva garante estar dentro da lei

Laura Nabuco

José Riva     As críticas e ameaças de representação por infidelidade partidária do secretário-geral do PP, deputado Ezequiel Fonseca, aos membros que estão deixando o partido para ingressar no PSD parecem não ter surtido qualquer efeito. Segundo ele, até o momento ninguém pediu desfiliação. O diretório estadual se prepara para começar a ingressar com as ações.

     O aviso de que os desertores seriam acionados pela Comissão de Ética foi publicado dias antes do ato de lançamento da nova agremiação em Mato Grosso, em 1º de agosto.

     Ezequiel argumentava que, apesar da criação de uma nova legenda ser permitida por lei, o estatuto do PP prevê punição para todos os membros que apoiem publicamente qualquer manifetação que seja contrária aos interesses do partido.

     As novas ameaças, no entanto, não preocupam o presidente da Assembleia, José Riva, principal articulador do PSD no Estado. Sem demonstrar qualquer constrangimento em continuar filiado ao PP, ele argumentou que o partido tem seguido a legislação rigorosamente. "O TSE diz que não tem necessidade de se desfiliar antes que o partido seja criado definitivamente", argumenta o ainda progressista.

     As ações, conforme Ezequiel, devem começar a serem discutidas ainda este mês. "Só não nos reunimos ainda por causa da agenda do secretário (de Saúde) Pedro Henry", revela. Henry é o presidente do diretório estadual do PP.

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EMBATE | 30/05/2011 - 15:37

Serys ingressa com aditamento para acelerar votação de recurso

Patrícia Sanches e Laura Nabuco

     Os advogados da ex-senadora Serys Marly (PT) estão em Brasília a caminho do diretório nacional do PT para ingressar com um aditamento de cautelar, pleiteando que o recurso dela seja julgado já nesta quinta (2). A medida cautelar foi impetrada uma semana antes do julgamento, realizado neste domingo (29), que a puniu com uma suspensão por um ano. Paralelo a isso, ela prepara sua defesa, que tem um prazo de 10 dias para ser apresentada. A tendência é que o processo entre em votação em 5 de agosto.

     Serys, o vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral, a secretária-adjunta de Justiça e Direitos Humanos, Verinha Araújo, e a suplente de deputado estadual, Eroísa de Mello, foram acusados de infidelidade partidária, por não terem apoiado a candidatura do ex-deputado federal Carlos Abicalil ao Senado. O parecer da Comissão de Ética pedia a expulsão da ex-parlamentar, mas a pena acabou sendo modificada. "Eles exageraram na dose e tiveram que reduzir", ironiza a petista.

     Na prática, contudo, a suspensão deve causar mais problemas para Serys. Caso tivesse sido expulsa, ela poderia recorrer da decisão, conseguindo a suspensão da punição até o julgamento de seu recurso junto a nacional, o que permitiria uma possível candidatura para as eleições de 2012.

    Como a decisão foi pela suspensão, ela perde automaticamente seus direitos políticos e só os retoma após cumprir a determinação ou o julgamento de seu recurso. Dessa forma, precisa se articular para que o caso seja apreciado pela nacional antes do final de setembro, quando os partidos entregam as listas com a relação de membros aptos a disputar um cargo eletivo à Justiça Eleitoral.

     Apesar de Serys ter recebido a punição mais severa, Lúdio e Verinha também devem ficar impedidos de se candidatar na eleição do ano que vem. Eles foram suspensos pelos períodos de 6 e 3 meses, respectivamente, e também ingressarão com recursos junto à Executiva Nacional. Entre as alegações deles está o vazamento do relatório da Comissão de Ética, o que não poderia ter acontecido, de acordo com o Regimento Interno do PT.

     Membros do diretório estadual chegaram a afirmar que o vazamento teria ocorrido por pessoas ligadas a Serys, que compõem a Comissão de Ética, para beneficiá-la. O grupo da ex-senadora, no entanto, garante que a divulgação ocorreu no site instituicional da direção da legenda e que apenas a direção da sigla têm acesso a senha para publicações na página da web.

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EMBATE | 16/05/2011 - 15:10

Vou esgotar todos os recursos, afirma Serys sobre sua expulsão

Laura Nabuco

     A ex-senadora Serys Marly (PT) deve se reunir nesta segunda (16) com advogados para definir o que fará após a notificação do parecer da Comissão de Ética do PT de Mato Grosso pela sua expulsão. Na terça (17), ela segue para Brasília, onde se encontra com os membros da Executiva Nacional da sigla. "Prefiro discutir isso pessoalmente. Vou esgotar todas as possibilidades de recurso", enfatiza.

     Apesar de já estar tomando medidas para se manter filiada, Serys acredita que o próprio diretório estadual deve reverter a situação. Até o final do mês a direção da legenda no Estado, comandada pelo deputado federal Ságuas Moraes, decidirá se acata ou não o relatório. O petista já adiantou que vai trabalhar para que Serys permaneça filiada.

     Com a notícia de que a ex-senadora pode ter que deixar o PT, outras siglas já começaram sondá-la, entre elas o PCdoB e o recém-criado PSD, do presidente da Assembleia, deputado José Riva. A petista afirma, entretanto, que ainda não pensa em trocar de legenda. "A decisão ainda nem saiu", pondera. Desde o início de sua trajetória política Serys sempre militou no PT, com exceção de alguns dias em que esteve no PV.

     Além dela, também foram punidos pela Comissão de Ética a suplente de deputado estadual Eroísa de Mello, com uma advertência, a secretária-adjunta de Justiça e Direitos Humanos, Vera Araújo, a Verinha, que também será advertida e ficará suspensa por 3 meses, e o vereador por Cuiabá Lúdio Cabral, que recebeu uma advertência e 6 meses de suspensão.

Por 3 a 2, Comissão de Ética expulsa Serys; Vera e Lúdio são suspensos

     Todos foram acusados pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Estado, Júlio César Viana, e por Maria Luiza Zanirato de não apoiar a candidatura ao Senado do ex-deputado federal Carlos Abicalil, com quem Serys travou uma "batalha" no pleito do ano passado. Acontece que ambos queriam disputar uma das duas vagas de senador. Abicalil levou a melhor internamente, mas, assim como Serys, que concorreu ao cargo de deputada federal, foi derrotado nas urnas. O resultado da eleição acabou deixando o PT enfraquecido e rachado no Estado.

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EMBATE | 22/02/2011 - 10:02

PT acata pedido de expulsão de Serys e outros cinco membros

Laura Nabuco e Andréa Haddad

Serys Marly   O diretório estadual do PT acatou, nesta segunda (21), as representações com pedidos de expulsão do partido contra seis membros da sigla. A ex-senadora Serys Marly, o vereador por Cuiabá Lúdio Cabral, a secretária-adjunta de Justiça e Direitos Humanos, Vera Araújo, a Verinha, o ex-vice-presidente estadual da legenda, Juca Lemos, e as suplentes de deputado estadual Eroisa de Mello e Juscimaria Ribeiro da Cruz foram acusados de infidelidade partidária por supostamente não apoiarem a candidatura do ex-deputado federal Carlos Abicalil ao Senado.

   Os pedidos de expulsão foram apresentados na última sexta (18) pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Estado, Júlio César Viana, e por Maria Luiza Zanirato, da executiva do partido em Cuiabá, que alegaram que o material de campanha dos então candidatos não apresentavam o nome de Abicalil.

    As representações serão remetidas agora para as comissões de ética estadual e municipais de Cuiabá, no caso de Juscimaria, e de Rondonópolis, no caso de Juca Lemos.

   Lúdio, Verinha e Serys, que não esteve presente na reunião, tentaram remeter seus processos para a comissão nacional, sob o argumento de serem membros suplentes do diretório nacional, mas o pedido não foi acatado. Depois de notificados oficialmente sobre a decisão, os acusados terão 10 dias para apresentar suas defesas.

   Para Lúdio, não há razões para que o partido acate as representações. "Se os critérios utilizados no julgamento forem justos, não há motivos para que eu seja expulso", pontuou o parlmentar, que disse preferir não tabalhar com a possibilidade de ter que deixar a legenda. O vereador disse ainda não saber a qual material de sua campanha os autores dos pedidos de expulsão se referiram nas acusações.

   Já Serys, que não participou da reunião realizada na sede do partido em Cuiabá por estar no Rio de Janeiro, foi defendida pelo deputado estadual Ademir Brunetto. "O PT tem que se fortalecer, por isso vou defender o arquivamento do pedido", adiantou o parlamentar assim que chegou ao local do encontro. Único representante do PT na Assembleia Legislativa, Brunetto faz parte da corrente de Abicalil, que conta ainda com o deputado federal Saguás Moraes e o suplente do partido na AL, Alexandre César.

   Durante o pleito de 2010, Serys chegou a declarar apoio ao então candidato ao Senado Pedro Taques, em detrimento ao colega de partido. A ex-senadora e hoje primeira-suplente do partido na Câmara Federal pretendia disputar a reeleição, mas diante da insistência de Abicalil, teve que participar das prévias internas e acabou perdendo. Agora os dois travam uma queda de braço que pode voltar a comprometer o partido nas eleições municipais de 2012.

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EMBATE | 27/05/2010 - 07:35

Henry e Riva agora encaram Julier

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Juiz Julier Sebastião enfrenta ira dos deputados Pedro Henry e José Riva, que vêem judicialização do processo eleitoral

    Mesmo sob tensão, os principais caciques do PP, deputado federal Pedro Henry e o estadual José Riva, que preside a Assembleia pela quarta vez, decidiram partir para o enfrentamento ao juiz Julier Sebastião da Silva, um dos magistrados mais destemidos, corajosos e polêmicos da Justiça Federal. Eles buscam possíveis falhas nas sentenças, martelam a tese de que Julier, que antes de ingressar na magistratura fora militante do PT e ligado aos movimentos de esquerda e que estaria fazendo uso da toja para decretar prisões com viéis político e afirmam ainda que a classe política está sendo vítima de judicialização do processo eleitoral num momento de pré-campanha.

    Quem lidera o movimento anti-Julier é Henry, que está com mandato cassado e se sustenta no cargo por força de liminar e já esteve envolvido em escândalos, como do mensalão e da máfia das sanguessugas. Na Assembleia, Riva reforça o movimento, com discursos duros da tribuna, principalmente por causa da decretação da prisão de sua esposa Janete, do genro Carlos Antonio Azoia e do irmão Rogério Riva, embora todos já estejam em liberdades (Rogério nem chegou a ser detido). Riva é outro que está "enrolado" com a Justiça. Responde a diversas ações por atos de improbidade, seus bens estão bloqueados e está afastado das funções administrativas do Poder Legislativo. Deputado de terceiro mandato, Henry acabou atraindo para si a classe política. Quer conseguir o máximo de assinaturas de lideranças de diferentes partidos e grupos para denunciar o juiz no Conselho Nacional de Justiça e em outros órgãos. Vai incluir na denúncia o procurador da República Mário Lúcio Avelar. Chegam a dizer que há conluio para "destruí-los".

    Eles ignoram o conteúdo das denúncias e ligam Julier ao ex-procurador da República Pedro Taques, pré-candidato do PDT a senador. Sem entrar no mérito das investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, a quem cabe, por exemplo, denunciar para, somente a partir daí, a Justiça decidir, Henry e Riva afirmam que Julier está tentando matar a classe política. É que nos últimos anos cada operação da PF que se deflagra em Mato Grosso, acaba levando para a cadeia personalidades dos meios político, empresarial e de outros segmentos. Isso destrói socialista os acusados. O curioso e intrigante é que quase todos conseguem habeas corpus com, no máximo, uma semana depois.

    Foi o que aconteceu, por exemplo, com os 92 que tiveram mandados de prisão decretados por crimes ambientais na operação Jurupari. Todos foram libertados, mediante decisão do desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ele já travou embates, até de cunho pessoal, com Julier. No HC extensivo a todos envolvidos, Tourinho reforçou a "choradeira" da defesa, que acusa o juiz de tomar decisões com interesses políticos, e solicitou que Julier se explique num prazo de 24 horas. E, assim, seguem os embates e capítulos sincronizados de uma novela tantas vezes repetidas em Mato Grosso com seis protagonistas: o Ministério Público e a Polícia Federal, que oferecem denúncias e solicitam prisões; o juiz que manda os acusados para a cadeia; a classe política e outros que se dizem vítimas que partem para o protesto e, por fim, o TRF da 1ª Região, que manda abrir a porta da cadeia e, às vezes, até anular todos os processos.

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EMBATE | 18/05/2010 - 13:37

Tucano nega influência sobre Gaeta na ação contra máquinas

Romilson Dourado

Leopoldo Mendonça, do PSDB   O vice-prefeito de Jaciara Leopoldo Mendonça (PSDB) negou, em visita ao RDNews, ter qualquer vinculação com o pecuarista Antonio Sebastião Gaeta, autor da ação popular que levou a Justiça Federal a determinar perícia técnica em todo maquinário adquirido pelo governo do Estado sob indícios de superfaturamento. O caso se tornou escândalo e levou o governador Silval Barbosa a exonerar dois dos três secretários ligados ao processo, Vilceu Marchetti (Infraestrutura) e Geraldo de Vitto (Administração).

    Leopoldo é de Jaciara, mesmo cidade de Gaeta, que foi funcionário do extinto Bemat por vários anos e hoje é pecuarista e produtor rural da região do Vale do São Lourenço. Embora não atue em cargo público, Gaeta se articula nos bastidores. Ele é filiado ao PR, mesmo partido do prefeito jaciarense Max Russi, de quem coordenou a primeira campanha vitoriosa à sucessão municipal, em 2004. Embora enfatize não ter influenciado na decisão de Gaeta, Leopoldo observa que trata-se de uma responsável pelos atos dele e que, no fundo, faz coro à voz do pecuarista, que teve a coragem de pedir interferência da Justiça num dos maiores escândalos.

   Acha que Gaeta tomou iniciativa própria motivado pela indignação. "Eu e todo o PSDB queremos saber o que foi feito com os R$ 36 milhões que seriam de superfaturamento, enquanto faltam recursos para atender as áreas de segurança pública e saúde". Segundo o vice-prefeito, a indignação de Gaeta deve ser de todos. Defende que as denúncias sejam apuradas a fundo para responsabilização jurídica dos culpados. "Não sei quem é culpado e nem quero desqualificar a denúncia do Gaeta. Ele procurou o instrumento legal para se apurar os fatos". Diz que o pecuarista teve a coragem que falta a muitos brasileiros.

   Leopoldo Mendonça garante que a ação popular não foi tramada pelo PSDB e nega partidarização do caso. "A ação nada tem a ver com o PSDB. Entendo que só pode ter sido fogo amigo, alguma coisa que tenha surgido dentro do PR". Para o vice-prefeito, por outro lado, não faz sentido propor que máquinas e caminhões, comprados por R$ 241 milhões financiados pelo BNDES, sejam confiscados. "O foco não é esse. As máquinas estão trabalhando. Houve, sim, sobrepreço e precisamos saber quem foi o responsável por isso, quem deu a autorização e para onde foi parar esse dinheiro!". Critica também o fato do então governador Blairo Maggi ter feito financiamento milionário no final dos sete anos e três meses de mandato e empurrar as dívidas para o próximo chefe do Executivo.

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EMBATE | 25/02/2010 - 18:47

Silval é mais preparado que Mendes para governar, analisa Terezinha

Andréa Haddad

Terezinha Maggi   Em seu estilo polêmico, a primeira-dama Terezinha Maggi (PR) voltou a causar surpresa nesta quinta (25) ao argumentar de maneira intransigente que o vice-governador Silval Barbosa (PMDB) está mais preparado para comandar o Palácio Paiaguas do que o empresário Mauro Mendes (PSB), por quem até pouco tempo demonstrava nutrir apreço político especial. “Eu gosto do Mauro Mendes como meu amigo. Mesmo que ele não queira a minha amizade, eu gosto da família dele, mas hoje o Silval Barbosa está mais preparado para dar continuidade ao governo Blairo Maggi”, admitiu pela primeira vez publicamente, em entrevista ao Programa Tribuna do Ouvinte, da Rádio Cultura, comandado pelo jornalista Kleber Lima.

   Apesar de demonstrar receio em relação ao nome do empresário, Terezinha diz não ter se arrependido de apoiá-lo na corrida à Prefeitura de Cuiabá, em 2008, tal como aconteceu quatro anos antes com Wilson Santos, quando o tucano disputava o primeiro mandato. Na época, ela contrariou Maggi, que defendia a candidatura do correligionário Sérgio Ricardo, para declarar publicamente seu apoio a Wilson, do qual se diz arrependida até hoje. “Eu já pedi perdão por isso e peço de novo”. Em relação a Mendes, Terezinha demonstra amadurecimento e diz ter hoje uma visão política mais ampla. “Hoje posso garantir que não importam as amizades, elas não acabam”, pondera.

   Segundo a primeira-dama, a eleição de Silval vai evitar que a administração estadual fique paralisada por um ano até a adaptação do novo gestor. “Eu nunca vi um vice ter um privilégio de participar de um governo dia e noite. Nestes quatro anos, o Silval participou ativamente de tudo, numa união muito bonita e verdadeira. Para isso, comecei a fazer uma análise e hoje posso garantir que ele é o mais preparado”. Na avaliação da primeira-dama, Mendes deveria articular a candidatura a vice de Silval a fim de ter a experiência necessária para concorrer na condição de cabeça-de-chapa posteriormente. “Do meu ponto de vista, como vice o Mauro seria o cara mais preparado para amanhã ser o próximo governador ou o próximo prefeito”.

   Ela revela que deixará a secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assitência Social no final de março, junto com o governador e os demais membros do staff que disputarão cargos eletivos. “Tenho que sair para preparar os comitês, é difícil de arranjar os locais. A minha intenção é ser cabo eleitoral número um do Blairo e número dois do Silval”. Indagada sobre a possibilidade de disputar cargo eletivo após participar de tantas campanhas, ela admite a possibilidade, mas nega ter pretensões políticas imediatas. “Não posso dizer que dessa água não beberei, mas não tenho pretensões políticas, estou aqui para trabalhar e ajudar a eleger”.

   Terezinha não deixa de cutucar Wilson Santos ao ser questionada sobre a única coisa que não conseguiu realizar no cargo de secretária. “Fiquei triste porque em Cuiabá só fizemos casas onde a lei permitia e não tivemos apoio do município. Por isso vou sair com dor no peito. Sinto angustia porque era só querer fazer. Nesta parte, se eu falar muito eu choro”.

 

Clique no play e confira entrevista de Terezinha Maggi à Rádio Cultura 

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EMBATE | 24/02/2010 - 17:33

Serys e Abicalil descartam intervenção da nacional no PT

Patrícia Sanches

    A senadora Serys Marly e o deputado federal Carlos Abicalil não escondem a “briga” interna para definir qual dos dois disputará o Senado pelo PT, mas numa coisa ambos concordam: não querem que haja intervenção da executiva nacional nas discussões no Estado. Ambos têm declarado que não há necessidade do diretório nacional opinar nas decisões regionais. “É um assunto interno, não precisa de interferência”, pondera a senadora Serys, em entrevista ao RDNews.  Dias antes, na segunda (22), ao ser questionado sobre o mesmo assunto, Abicalil também rechaçou a possibilidade do diretório “meter a colher” na briga interna. “Sou contrário a isso, temos conseguido nos entender aqui sem intervenção e, se depender de mim, não acontecerá”, enfatizou – veja aqui.

   Os dois entraram em "rota de colisão" depois que Abicalil, que preside o diretório estadual da sigla, anunciou que disputaria internamente a vaga de pré-candidato ao Senado. Serys reagiu dizendo que se não concorrer à senatória deixará a vida pública. Em tom apaziguador e evitando não polemizar ainda mais o assunto, a senadora afirmou que acha natural o fato da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não querer intervir na “pendenga”.

  Nesta terça (23), ao ser questionada sobre o assunto, Dilma disse "não ter uma procuração para falar em nome do partido", mas frisou que não vê anormalidade na disputa. “Não conversamos com ela sobre esse assunto. É natural que não intervenha”, avalia Serys. No próximo dia 5 de março, o diretório nacional definirá o método de escolha interna no caso dos Estados onde há embates entre pré-candidatos. Entre as possibilidades está a realização de um encontro estadual até 11 de abril, pesquisa qualitativa e quantitativa ou prévias internas do partido. Além de definir se Serys ou Abicalil será o candidato do PT ao Senado, o partido tem até 25 de março para optar pelo apoio à majoritária. Neste caso, os petistas estão mais próximos do vice-governador Silval Barbosa (PMDB).
 

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EMBATE | 17/12/2009 - 18:49

Silval nega propaganda e diz elaborar plano de governo

Romilson Dourado

   O governador em exercício Silval Barbosa nega ter enviado cartas aos moradores de pelos menos três bairros da Capital com o intuito de promover o projeto de candidatura do PMDB ao Palácio Paiaguás. Alvo de críticas na Câmara de Cuiabá durante a sessão desta quinta (17), ele é o pré-candidato do partido para a disputa ao governo em 2010.   

   Silval alega que quer conhecer os problemas da população para desempenhar uma boa gestão a partir de abril, quando assume em definitivo o comando do Executivo com a renúncia do governador Blairo Maggi (PR), que vai disputar uma vaga no senado. O peemedebista argumentou que as cartas foram enviadas a eleitores de vários municípios e não apenas da Capital. “Não se trata de propaganda extemporânea, mas de uma forma de conhecer os problemas de cada região para melhor governar o Estado”, justifica.

   Os tucanos de Cuiabá se mostram revoltados com a “investida” de Silval. Na avaliação do vereador de primeiro mandato Antônio Fernandes (PSDB), o peemedebista fez campanha eleitoral fora de época ao enviar correspondências personalizadas e, em tom de intimidade, aos eleitores dos bairros Nova Alvorada, CPA e Novo Paraíso.

   Silval, por sua vez, alega que precisa intensificar o contato com os moradores de todas as regiões para elaborar o plano de trabalho a partir da renúncia de Maggi. “Quero conhecer os problemas de cada lugar”. Nas cartas enviadas, ele diz que pretende criar um canal “direto” com o cidadão para receber sugestões. “Muitos políticos gostam de falar. Pois eu prefiro ouvir”, afirma, numa das correspondências - saiba mais aqui. (Andréa Haddad)

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EMBATE | 19/10/2009 - 15:15

Lúdio diz que Soares faz vistas grossas e é incompetente

Romilson Dourado


Lúdio e Soares trocam "farpas" durante sessão metropolitana; secretário reclama de falta de recursos
Fotos: Josinei Moreira

  O vereador Lúdio Cabral (P) aproveitou a sessão metropolitana desta terça (19) para tecer duras acusações contra a gestão do secretário de Saúde de Cuiabá Luis Soares. O petista chamou o gestor de incompetente e o acusou de fazer “vistas grossas” aos problemas relacionados ao setor. Inconformado, o parlamentar levou um verdadeiro arsenal para "metralhar" Soares, mas o tempo destinado a ele na tribuna se esgotou exatamente no momento em que apresentava boletins de ocorrência contra a prefeitura. O presidente da Câmara de Várzea Grande Wanderley Cerqueira (PR) concedeu seus 5 minutos ao vereador. 

  O petista apresentou, então, dois registros de entrada de pacientes no último sábado (17) assinados pelo médico Ernesto Bettio Soares, que em tese faz parte da equipe da Masp, empresa contratada pelo prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), para atender no Pronto Socorro. O parlamentar apresentou também um boletim de ocorrência feito pelo Samu contra Humberto Carvalho de Matos, que era responsável pelo atendimento de Paulo Artur Alves, vítima de atropelamento com fraturas e escoriações, mas se negou a atender o paciente. “Esse é o famoso plano B da prefeitura? Deixar a população sem atendimento? Essa é a tal empresa com grande experiência neste tipo de atendimento? Os médicos do Masp simplesmente abandonaram o plantão”, bradou Lúdio, que fez questão de ressaltar que apenas o CPF dos médicos constava no documento. “Eles não tem CRM? Realmente não entendo essa estratégia”, reclamou.

  No final, o petista mostrou um documento assinado Huark Douglas Correa, superintendente do HPSMC. No receituário ele confirma a inexistência de médicos no box de urgência e emergência no sábado. “O HPSMC na noite do dia 17 de outubro está sem médico cirurgião no box de emergência, sendo assim, não há estrutura para o atendimento de pacientes politraumatizados”, registra Huark.

  • Clique aqui e leia o documento assinado por Huark

  Contrapondo as acusações, Soares disse que há uma orientação desde o início do mês para que o Samu encaminhe esses pacientes ao Pronto Socorro de Várzea Grande. Ele lembrou que a situação está crítica desde que os médicos de Cuiabá resolveram deixar de atender. “O tumulto deste final de semana é resultado acumulativo deste movimento grevista. Não tem nada a ver com a reforma. Estamos fazendo o que é possível”, argumentou o secretário. Após ser alvo de duras críticas por parte de outros vereadores, ele lembrou que Cuiabá recebe pacientes de todo o Estado e que a demanda é alta demais. Em determinado momento, perdeu a paciência com os vereadores Washington Barbosa (PRB) e o Cerqueira, que iniciaram uma conversa a “pé de ouvido”. “Será que minha palavra vai ser garantida por vocês”, reclamou Soares.

  Ele reforçou a tese de que os governos estadual e federal precisam contribuir mais. “Desde que foi municipalizado em 1993, o sistema foi ficando estrangulado. Precisamos de ajuda. A demanda é grande demais”, reclamou. Ainda segundo ele, antes o Estado sedia 350 servidores, hoje são 160. “Pagamos mais de 6 mil partos que não eram de pacientes de Cuiabá somente de janeiro a julho”, argumentou Soares.

  Moro por sua vez, lembrou que o governo destina R$ 1,3 milhão ao mês para a Prefeitura de Cuiabá gastar com serviços de urgência e emergência, mesmo montante repassado para os leitos de UTI da Capital. “Muitos servidores trabalham no município e, além disso, cuidamos de outras coisas como o Samu que deveria ser uma parceria com o município, mas apenas o Estado arca com os gastos”, cutucou Moro.

  O secretário estadual ressaltou também que são repassados R$ 420 mil para Várzea Grande e outros R$ 412 mil para Rondonópolis. “No caso de Rondonópolis, arcamos também com todos os gastos do Hospital Regional”, justifica. Ele lembra que o Hospital do Cristo Rei está praticamente pronto. Foram destinados R$ 15 milhões para a execução do projeto. “Agora estamos viabilizando os equipamentos. Até o final do ano queremos que tudo esteja funcionando”. O secretário garantiu  que em breve será construído um novo hospital em Cuiabá. “Nossa bancada federal está viabilizando os recursos para isso”.

  Outro que saiu em defesa da administração municipal foi o líder do prefeito, Paulo Borges (PSDB). Ele classificou o movimento grevista dos médicos como político. Frisou que a situação é complicada e pediu que todas as lideranças sentem e cedam. “A situação é complicada e não podemos deixar Cuiabá padecer e a população ficar sem atendimento”, afirmou. Ele pediu também maior apoio do governo estadual. Lembrou que Cuiabá é a única Capital com um hospital municipal como referência no Estado. (Patrícia Sanches)


Boletim de ocorrência feito pelo Samu contra o HPSMC por falta de médicos no hospital

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EMBATE | 13/10/2009 - 17:39

Fabrício acusa Levi de se juntar a Juca de olho na AL

Romilson Dourado

     O ex-vereador Marcus Fabrício revelou que o empresário José Maria Barbosa, o Juca do Guaraná, e o vereador Leve Levi fecharam um acordo para que Juca assumisse a sua vaga e, em troca, o apoiasse na disputa a uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa. “Ele tem o direito de fechar os acordos dele, mas deveria ter me comunicado sobre a manobra”, disse Fabrício em entrevista ao RDNews. Apesar de confirmar participação na reunião com os outros colegas de partido, Fabrício nega ter aceito assumir o cargo só por 24h, para depois pedir nova licença. “Eu já estava com o convite pronto. Eles poderiam ter vindo falar comigo antes. Se Levi sair de licença vou assumir”, garante o primeiro-suplente da vaga.

  O sobrinho da deputada estadual Chica Nunes (DEM) disse também que só “abre a vez” para Juca se for assumir alguma secretaria da prefeitura de Cuiabá. “Neste caso sim, eu abro mão de cobrir a licença em favor dele (Juca)”, disse o ex-vereador, que se diz injustiçado com a situação. “Do jeito que estão colocando até parece que eu articulei tudo e não foi isso que aconteceu”, afirma.

   As afirmações dele ocorreram horas após Levi anunciar que a sua licença foi planejada para que haja rodízio e de garantir que Fabrício havia aceitado ceder a vaga para Juca. “Essa história de rodízio é furada. Levi não vai pedir licença por este motivo”, disse o ex-vereador que ficou na bronca depois que seu nome foi para a berlinda.

  O impasse começou após a primeira reunião, quando Fabrício teria dito não ter interesse na vaga e que poderia abdicar dela em favor de Juca. “ Eu realmente participei da reunião, mas já estava tudo definido entre Levi e Juca”.

   Nesta terça (13) Levi anunciou que se não houver uma saída para o imbróglio, vai protocola uma licença de apenas 15 dias e não mais por 4 meses. Assim, Juca nem Fabrício vão ter o gostinho de ser vereador. “É um direito dele, mas se tirar 120 dias vou assumir a vaga”, reforça o ex-vereador. (Patrícia Sanches)

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EMBATE | 03/10/2009 - 11:25

Dilceu diz que presidente da AL reverterá situação jurídica

Romilson Dourado

   O deputado Dilceu Dal Bosco (DEM), segundo-secretário da Mesa Diretora, disse neste sábado que o seu colega José Riva, que preside a Assembleia pela quarta vez, vai conseguir reverter a situação jurídica e continuar não só no cargo de presidente, mas também à frente das questões administrativas. "Acredito que tudo isso será resolvido", destacou o democrata. Riva foi afastado das funções administrativas pelo juiz Luiz Aparecido Bertolucci, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular. Ainda o condenou a inelegibilidade por cinco anos e a devolver R$ 2,6 milhões ao erário por atos de improbidade administrativa, numa ação que figuram outras pessoas como réus, entre elas o ex-deputado e hoje conselheiro do TCE, Humberto Bosaipo.

    Para Dal Bosco, reeleito em 2006 com 30.159 votos, José Riva precisa ter direito à ampla defesa. "Como isso foi uma decisão judicial, o deputado terá o direito de se defender, o que nos resta agora é apenas aguardar". A assessoria de Riva informa que o presidente da Assembleia mantém a agenda normalmente. Neste sábado, por exemplo, vai estar em Arenápolis (a 247 km de Cuiabá), junto com seu companheiro de partido, o deputado federal e pré-candidato à reeleição Eliene Lima. Assessores jurídicos do deputado preparam recurso e uma série de outras medidas judiciais contra a decisão de primeiro grau. (Lisânia Ghisi)

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EMBATE | 01/10/2009 - 16:05

Deucimar e Santos travam disputa por terreno em Cuiabá

Romilson Dourado

   O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), e o presidente da Câmara, Deucimar Silva (PP), travam uma longa disputa pela posse do terreno que abriga o Mercado Municipal de Cuiabá. Ocorre que Deucimar “derrubou” a lei municipal por meio da qual o Legislativo, na gestão do então presidente Luiz Marinho, em 2000, doou o terreno à prefeitura. Ele revogou a lei devido ao fato da prefeitura não ter feito nenhuma benfeitoria no local em 5 anos, o que segundo ele, era uma das exigências da lei municipal que autorizou a doação. Assim, Deucimar se acha no direito de pegar de volta a área. “Ele (prefeito) não cumpriu o prometido, então a Câmara quer a área de volta”, reforça o progressista.

  Santos, por sua vez, vetou o projeto de autoria da Mesa Diretora, que deve ser julgado em 15 dias. Internamente o líder do prefeito, Paulo Borges, e Deucimar articulam para angariar apoio dos vereadores. Borges quer manter o veto. “A base do prefeito está unida e não há motivo para perdermos o terreno”, conta o tucano. Deucimar, por sua vez, luta para retomar o local. “Ainda não comecei a conversar com os parlamentares para derrubar o veto, mas vou trabalhar duro para que isso aconteça”, afirma o progressista.

  Ele conta que após a retomada do local, pretende realizar uma audiência pública com os micro-empresários do local para discutir o que pode ser feito no local. O progressista revela também que pode fazer uma “troca” com Santos. Deixaria a área com a prefeitura, mas a administração teria que doar um outro terreno ao Legislativo.

   “A alienação sob forma de doação desse imóvel através da Lei 4.018 de 26 de dezembro de 2000 foi realizada com a promessa de um projeto de revitalização e, entre outras promessas, estava a adequação e modernização do imóvel e melhoria das instalações visando dar conforto aos permissionários e usuários. Essa reforma nunca foi concluída”, diz trecho do decreto de Deucimar. Já a administração alega que o projeto fere o ordenamento jurídico pátrio “no que tange a doação pura e simples, quando busca a reversão ao patrimônio do doador, reversão essa que só existe nos casos de doação com encargo” e que, portanto, o ato de “tomar” de volta o terreno é ilegal. (Patrícia Sanches)

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EMBATE | 22/09/2009 - 18:13

Deucimar diz que Lutero mente para ganhar tempo

Romilson Dourado

    O presidente da Câmara de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), rechaçou as acusações feitas por Lutero Ponce (PMDB) durante a oitiva nesta terça (22). “Nunca falsifiquei nenhum documento. Essas acusações são infundadas. Ele (Lutero) sabe disso”, enfatizou Deucimar. Ele refere-se às acusações feitas pelo peemedebista de que teria falsificado os processos licitatórios de 2007/2008, período em que ficou à frente da Casa, para incriminá-lo. “Quando Lutero foi questionado sobre as contas da Chica (Nunes) disse que só assinava cheques. Agora que está enquadrado como presidente, alega não conhecer os assessores financeiros. Isso tudo é muito estranho”, ironizou.

    O progressista lembra do fato de Lutero ter se “livrado” do processo de improbidade administrativa no caso Chica Nunes, acusada de desviar R$ 6,5 milhões. À época, o peemedebista era o primeiro-secretário e, portanto, ordenador de despesas. A situação agora é outra porque Lutero figura como o presidente do Legislativo no período em que as irregularidades aconteceram. Entretanto, afirma nunca ter percebido a existência dos atos de improbidade e corrupção. Jogou todo o ônus negativo no “colo” do ex-secretário de Finanças Luiz Henrique Silva Camargo.

  Para Deucimar, Lutero quer ganhar tempo ao requisitar mais de 40 mil cópias de documentos 48 horas antes da data de seu depoimento. “Ele sabe muito bem que os processos licitatórios estão com o Ministério Público. Pediu para a Mesa Diretora só para ganhar tempo”, avalia o progressista, numa referência à série de documentos requisitados pelo advogado Paulo Taques. Nesta segunda (21), Taques chegou a requerer a suspensão das oitivas sob alegação de que não teve acesso aos documentos – veja mais aqui. (Patrícia Sanches)

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EMBATE | 16/09/2009 - 18:04

Secretaria deve pagar R$ 5 mil por falha de 2 servidores

Romilson Dourado

  Prestadores de serviços e fornecedores passam apurados para receber de alguns órgãos públicos. Até mesmo secretarias de Estado "enrolam" para pagar. Há pendências que demoram mais de um ano para serem equacionadas.

   Fabiano Henrique Gomes Pereira, coordenador de Teconologia da Informação da pasta de Justiça e Segurança Pública, e o secretário-executivo do Núcleo de Segurança, Luiz Antônio de Carvalho, acabaram por complicar a situação da secretaria, segundo consta num pedido de reclamação da Quint Wellington Redwood Brasil Consultoria e Treinamento em Serviços de Informática. A empresa foi contratada sem licitação, executou os serviços e, a partir daí, não conseguia receber. Abriu-se processo para apurar o caso. Por fim, a Sejusp reconheceu a dívida e ainda vai indenizar a empresa em R$ 5,9 mil.

    A Quint foi contratada em março do ano passado para ministrar curso para funcionários da coordenadoria de informação da Sejusp. A partir de denúncias de que não teria havido licitação, foi aberto procedimento para averiguar as circunstâncias do contrato. Uma comissão que investigou o caso constatou que os dois servidores cometeram equívocos. A justificativa dada por Luiz Antônio e por Fabiano Henrique foi a de que o tempo seria insuficiente para realizar licitação. Os membros da comissão sugerem processo administrativo disciplinar contra os dois servidores. (Lisânia Ghisi)

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