Sexta, 25 de Maio de 2012, 13:58 h

Estratégia | 12/12/2011 - 08:21

Maluf blefa no projeto a prefeito e vai peitar Riva-Sérgio na Mesa da AL

Romilson Dourado


Nos bastidores, o deputado Guilherme Maluf se articula, na esperança de tirar da Mesa da AL a dupla José Riva-Sérgio Ricardo

    O médico, empresário e deputado Guilherme Maluf, presidente do PSDB da Capital, não vai concorrer ao Palácio Alencastro no próximo ano. Ele sustenta a tese de pré-candidatura a prefeito apenas como balão-de-ensaio e trunfo para despistar a dupla José Riva-Sérgio Ricardo, que vem se revezando nos dois principais cargos da Mesa Diretora, que são a Presidência e a Primeira-Secretaria. O propósito de Maluf é de conquistar a presidência da Assembleia. Nos bastidores e de forma secreta, ele já conseguiu "amarrar" acordo com 7 colegas parlamentares, dentro de um pacto de não permitir "vazamento" das negociações, sob pena de Riva e Sérgio entrarem em ação e, com o peso político e habilidade que dispõem, desconstruir o grupo.

    A eleição da Mesa acontece em julho do próximo ano, mas a posse está prevista para 1º de fevereiro, ou seja, 7 meses depois. De um lado, Sérgio tem dito que conta com apoio de 18 dos 24 parlamentares. Ele se articula para voltar a presidência, enquanto Riva, hoje no comando da Assembleia pela quarta vez, voltaria ao posto de primeiro-secretário. A dupla controla um duodécimo mensal próximo de R$ 20 milhões. Desde que chegou à AL Riva faz parte da Mesa.

    O grupo daqueles que defendem renovação passou a incentivar Maluf a encabeçar uma chapa de oposição. A estratégia, então, foi montada. Maluf finge que é candidato a prefeito é que apoiará a dupla Sérgio-Riva para, somente de última hora, se lançar como concorrente ao comando do Legislativo mato-grossense. Do grupo fazem parte Wagner Ramos (PR), Nilson Santos (PMDB), Percival Muniz (PPS), Luciane Bezerra (PSB), Ezequiel da Fonseca (PP), Zeca Viana (PDT) e Ademir Brunetto (PT). Eles buscam novos aliados porque, para ganhar a Mesa, são necessários ao menos 13 votos.

   Maluf não só se movimenta nos bastidores pela presidência, como deseja mudar a regra que antecipou o pleito em 7 meses. Ele vai apresentar um projeto, propondo que a eleição da Mesa volte a ser realizada como antes, ou seja, em dezembro, e não em julho, para não provocar instabilidade para a futura gestão, principalmente se o bloco eleito fizer parte da oposição.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 15/09/2011 - 09:03

Brito busca saída da Agecopa como vítima para ser candidato a prefeito

Romilson Dourado

Carlos Brito    Carlos Brito provocou crise na Agecopa propositalmente. Sua intenção é deixar a autarquia como vítima e ser candidato a prefeito da Capital. Ele está na contagem regressiva para deixar a autarquia e se filiar a alguma legenda para ter direito à disputa. Tem prazo de 15 dias para se decidir. O discurso está praticamente pronto. Se a estratégia de sair como vítima funcionar, o ex-deputado dirá que "peitou" a todos em defesa da transparência e da probidade administrativa e que, por contrariar interesses, fora excluído da Agecopa, criada no governo Blairo Maggi para planejar e executar projetos preparativos de Cuiabá para a Copa-2014. Toda movimentação de Brito enquanto diretor de Infraestrutura carrega o viés político.

   Os deputados descobriram a manobra e devem postergar a apreciação do pedido de exoneração de Brito para depois do prazo de filiação para quem deseja ser candidato. Brito já exerceu mandatos de vereador, de prefeito por um mês e de deputado estadual. Foi secretário de Estado de Segurança Pública e da Casa Civil. Já militou no PSDB, PPS, PDT e PR. Hoje, por força do cargo de diretor da Agecopa, não está filiado a partido político.

    Ele não arrumou confusão apenas com o presidente Eder de Moraes. Confrontou também o ex-presidente Adilton Sachetti. Na época, Brito dizia que Sachetti, ex-prefeito de Rondonópolis, não conhecia a capital mato-grossense e que estava desinteressado em viabilizar projetos de mobilidade urbana. Argumentos como esses eram lançados pelo diretor de Infraestrutura em reuniões feitas nos bairros. Por iniciativa própria e na luta por capitalizar dividendos políticos, Brito anunciou que iria viabilizar uma via de acesso do seu bairro, o Parque Cuiabá, à vizinha Várzea Grande. Em nome da Agecopa, lançou ainda uma obra de pavimentação asfáltica no Ribeirão do Lipa, depois que descobriu que o então prefeito Wilson Santos não cumpriu a promessa de fazê-la.

    Como percebeu que Brito estava querendo capitalizar politicamente em nome da autarquia, Sachetti passou a vetá-lo. Ambos entraram em conflitos e o ex-prefeito rondonopolitano decidiu pedir exoneração, já que enfrentava divergências também com outros diretores. Veio Eder e as brigas internas prosseguiram.

    Como Brito sabe que Eder é vaidoso e tido como "turrão", não encontrou respaldo para se articular politicamente enquanto diretor e aproveitou uma audiência pública na Assembleia, com presença de várias autoridades, para se manifestar contra a decisão do governo e da Agecopa de escolher o modal VLT em detrimento do BRT. Disse, em discurso, que a Agecopa não possui projetos e que a proposta do VLT, com orçamento de R$ 1,1 bilhão, seria uma conta alta para a população pagar e por vários anos e que esse dinheiro poderia ser investido em outros setores. O Palácio Paiaguás entendeu as declarações de Brito como uma afronta ao governo. Eder, por sua vez, pediu a exoneração do diretor. Acuado, Brito saiu de férias. O governador Silval Barbosa deve exonerá-lo.
 

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 08/09/2011 - 09:15

Após Dnit, Pagot agora vira sócio de prefeito em empresa de navegação

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Prefeito de Lucas do Rio Verde Marino Franz entra em sociedade com o ex-diretor-geral do Dnit Luiz Pagot, que já foi da Marinha

   Embora tenha sido acolhido pelo padrinho político, senador Blairo Maggi, o ex-secretário de Estado e pecuarista Luiz Antonio Pagot, que saiu desmoralizado do cargo de diretor-geral do Dnit, não voltará mais para o quadro de executivos do Grupo Amaggi. Ele já foi superintendente da Hermasa Navegação da Amazônia, uma das empresas da Amaggi. Pagot decidiu tocar seus próprios negócios. Ele vai criar uma empresa de navegação em sociedade com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PPS), o mais rico dos 141 gestores municipais mato-grossenses, com patrimônio declarado de R$ 46,8 milhões.

    O projeto está prestes a ser concluído. Pagot e Marino possuem relações estreitas de amizade. Neste ano, antes de "explodir" escândalos no ministério dos Transportes e nos órgãos vinculados à pasta, como Dnit e Valec, Pagot recebeu homenagem em Lucas do Rio Verde, sob iniciativa do próprio prefeito. O ex-diretor-geral do Dnit passa a explorar um setor sobre a qual possui conhecimento. Foi ele quem conduziu a Hermasa no Estado do Amazonas. Em sua trajetória consta passagem pela Marinha do Brasil.

    Luiz Pagot vinha numa carreira meteórica. Chegou até a lançar pré-candidatura a governador. Em princípio, atuava forte nos bastidores. Foi assessor do então senador Jonas Pinheiro (já falecido) e conduziu ao comando do Estado, em duas campanhas vitoriosas, o ex-patrão Blairo Maggi, de quem foi secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação. Depois ganhou espaço no governo Lula, sob indicação de Maggi. Assumiu o comando do Dnit. Caiu há dois meses por causa de denúncias sobre supostas irregularidades. Despencou com a mesma velocidade com que subiu.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 11/02/2011 - 09:06

Temendo cartas marcadas, Malheiros troca conselheiros de Cultura

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Secretário João Malheiros se preocupa com análise de projetos para não cair em escândalo com verbas carimbadas

  O novo secretário de Estado de Cultura, deputado licenciado João Malheiros (PR), decidiu substituir alguns membros do Conselho Estadual de Cultura e todos, como de praxe, são indicados pelo Palácio Paiaguás. Mesmo sem afinidade com o setor e com atuação mais política do que técnica, Malheiros está preocupado com o risco de "estourar" algum escândalo em sua gestão. É que o processo de análise, aprovação e liberação de recursos sempre suscitou polêmicas e denúncias de "cartas marcadas" para beneficiar determinados proponentes. Há reclamação sobre existência de um grupo dentro do Conselho que "maquia" projetos para contemplar artistas e priorizar algumas regiões em detrimento de outras.

    Malheiros conta para este ano com um orçamento de R$ 21 milhões, 32% a mais se comparado aos R$ 15,9 milhões do exercício de 2010, período em que a pasta esteve sob Paulo Pitaluga e Oscemário Daltro, que agora responde como adjunto. Os recursos para projetos culturas vêm do Fundo.

    Com as mudanças, passam para assentos de titulares do Conselho o próprio Malheiros, a secretária Teté Bezerra (Desenvolvimento do Turismo), o colunista socialista Fernando Baracat, Edival Falcão Pereira, o humorista Justino Astrevo de Aguiar, a ex-secretária de Turismo Vanice Marques e Tânia Mara Arantes Figueira. Como suplentes entram Edilene Lima Gomes, Juliana Fiúza Ferrari, Maria José Couto Vale, Anibal Alencastro, Oscemário Daltro, Rômulo Steffano Wanderley Fraga e Vannessa Christyne Jacarandá.

   Há projetos que conseguem "arrancar" dos cofres do Estado mais de R$ 200 mil, enquanto outros sofrem para conseguir R$ 8 mil. Os maiores problemas detectados na Cultura pelo TCE são inadimplência na prestação de contas ou justificativas em instrumentos de termos de concessão de auxílio e contratos de fomento à cultura e convênios. Entre os artistas há uma guerra por verbas públicas. Em muitos casos, segundo denúncias, leva vantagem quem usufrui de maior influência política. A consistência, qualidade e importância das propostas acabam ficando em segundo plano.

Enquete
João Malheiros vai desenvolver bom trabalho à frente da pasta da Cultura de MT?
  • Sei lá!
  • Não
  • Será igual aos outros
  • Sim
Chart?chd=s:9z7o&chl=sim+%2838

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 23/01/2011 - 09:26

Candidata à vaga no TJ, Eunice "cola" na mulher do governador

Romilson Dourado

Procuradora Eunice e a primeira-dama Roseli   Continua ganhando repercussão, com comentários negativos, no Ministério Público e no Judiciário a estratégia usada pela procuradora Eunice Helena Barros, que integra a lista sêxtupla de concorrentes pelo Quinto Constitucional à cadeira de desembargador do Tribunal de Justiça. Ela passou a "colar" na primeira-dama do Estado, Roseli Barbosa, secretária de Estado de Trabalho, Emprego e Assistência Social e esposa do governador Silval Barbosa (PMDB).

   Em um dos eventos, Eunice posou ao lado de Roseli. A fotografia ganhou as colunas sociais de jornais e sites.

   Nos bastidores, o comentário é de que a procuradora de Justiça tenta propositalmente demonstrar prestígio junto ao casal Barbosa, afinal, será o governador quem, a partir de uma lista tríplice a ser definida pelo TJ, escolherá o nome para compor o Pleno.

   Assim como Eunice, compõem a lista sêxtupla os promotores de Justiça Marcos Henrique Machado e Márcia Furlan e os procuradores Mauro Delfino, Silvana Corrêa Viana e Eliana Maranhão. A vaga está aberta desde o início do ano passado com a aposentadoria de Leônidas Monteiro. Um desembargador ganha R$ 22 mil mensais e usufrui de uma série de privilégios e regalias. A composição do TJ é para 30 cadeiras, mas hoje há vacância de 8.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 17/01/2011 - 20:30

Valdemiro escala irmão e quer mais receitas da Mundial em MT

Romilson Dourado


Valdemiro Santiago, apóstolo e fundador da Mundial, coloca próprio irmão Valdinei para reerguer Igreja no Estado

  O apóstolo Valdemiro Santiago de Oliveira resolveu intervir diretamente na Igreja Mundial do Poder de Deus em Mato Grosso e, para recuperar o alto faturamento que registrava até antes da saída do bispo Sidney Furlan, destacou agora o seu próprio irmão Valdinei Santiago para tentar arrebanhar fiéis mato-grossenses. Em Cuiabá, Valdinei, que veio de São Paulo, já começou a fazer convocação, através da TV Mundial (canal 8). Fará sua estréia de pregação e promessas de milagres nesta terça (18). Já avisou que precisa melhorar a arrecadação para ajudar a Igreja a honrar o contrato financeiro pelo aluguel da programação televisiva e outras despesas. Valdemiro investe pesado no Estado porque descobriu a facilidade em ampliar as receitas e também porque possui uma moderna fazenda em Itiquira (a 360 km ao Sul de Cuiabá), onde só entra convidados especiais.

    Desde quando a Igreja decidiu transferir Sidney Furlan de Cuiabá para Curitiba (PR) e remanejou Reinaldo Brandão de Rondonópolis à Capital mato-grossense, a Mundial começou a registrar esvaziamento de fiéis e também de caixa. Havia meta de arrecadar em Mato Grosso R$ 1 milhão por mês, sendo R$ 100 mil somente em Cuiabá. Essa meta foi lançada novamente.

   Na pregação diária, os bispos e pastores gritam, choram e pedem contribuições. Os pregadores não hesitam em estabelecer valores altos para as contribuições. Valdemiro, por exemplo, já pediu até 30% da renda do fiel. O fundador da Igreja Mundial costuma qualificar as ofertas em categorias: ouro (R$ 300), prata (R$ 100) e bronze (R$ 50). A principal ênfase da Igreja Mundial é o poder da cura.

   Perfil

   Valdemiro é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, ele instituiu a Igreja em 1998, em Sorocaba (SP), tornando-a a caçula entre as neopentecostais. O apóstolo é mineiro de Palma, região de Juiz de Fora. Gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 02/11/2010 - 08:48

Ao menos 9 dos 24 deputados eleitos devem tentar prefeitura em 2012

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Os reeleitos Percival (Rondonópolis), Nilson (Colíder), Domingos (Sorriso) e Wagner (Tangará) já pensam em 2012

   Ao menos 9 dos 24 deputados que tomam posse em 1º de fevereiro já estão pensando em concorrer às eleições para prefeito, em 2012, quando vão estar na metade do mandato na Assembleia. Um dos mais afoitos é Percival Muniz (PPS), que comandou Rondonópolis por duas vezes e monta estratégias para tentar novo mandato. Embora, no geral, tenha conseguido metade dos votos nestas eleições, se comparado ao pleito de 2006, quando se elegeu deputado estadual pela primeira vez, Percival foi o mais votado em Rondonópolis. Dos 26.178 garantidos em todo o Estado, 19.850 foram de eleitores rondonopolitanos. O segundo mais votado no município foi Jota Barreto (PR), com 11.560.

   O radialista em Colíder Nilson Santos, que garantiu a reeleição após se tornar titular na Assembleia com a cassação do então peemedebista Walter Rabello, se tornou a principal aposta do PMDB para a prefeitura. Terá um confronto direto com o grupo do prefeito Celso Banazeski (PR). José Domingos, reeleito pelo DEM, também se movimenta para concorrer em Sorriso. Ele já foi prefeito por três vezes. Domingos "arrebentou" de votos em seu município, onde teve 10.227 dos 26.431 assegurados em todo o Estado.

   Em Tangará da Serra, ganha força o nome do deputado reeleito Wagner Ramos (PR), outro radialista que se tornou titular na AL com a renúncia de Humberto Bosaipo. Ele obteve boa votação neste pleito. Foram 32.270, dos quais 20.349 somente em Tangará da Serra.

   Há outros parlamentares empolgados com projetos de concorrer à sucessão municipal. O petista Ademir Brunetto mira a Prefeitura de Alta Floresta, onde reside. Já tentou, sem êxito, a cadeira de prefeito e agora, com novo mandato no Legislativo mato-grossense, entende que terá maior força política para entrar no páreo com chance de ser eleito. O curioso é que há outro deputado eleito de olho na mesma prefeitura. Trata-se de Romoaldo Júnior (PMDB), que já comandou o município e retorna à AL nesta nova legislatura. Antonio Azambuja (PP), também reeleito após assumir a vaga de Campos Neto, pretende disputar em Pontes e Lacerda, onde foi vereador.

    A deputada eleita Luciane Bezerra passa a ser opção do PSB à disputa em Juara, caso o seu marido, ex-prefeito Oscar Bezerra, da mesma sigla, não consiga derrubar até lá a condenção por inelegibilidade. O reeleito Walace Guimarães (PMDB) se articula para concorrer novamente em Várzea Grande. Da primeira vez, em 2004, disputou pelo DEM, em meio a brigas com os Campos, e perdeu para Murilo Domingos.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 01/11/2010 - 09:02

Por cargos e apoio, aliados vão justificar a Dilma derrota em MT

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Presidente eleita Dilma e os principais aliados no Estado Maggi, Pagot, Silval Barbosa, Rodrigo Figueiredo e Abicalil

    Líderes políticos mato-grossenses que se declaram aliados do Palácio do Planalto começam agora a fase do lobby e da política do convencimento junto à presidente eleita Dilma Rousseff na esperança de serem mantidos nos cargos ou, no caso de quem está de fora, conseguir espaço na administração central, e ainda buscar parcerias em nome do Estado. O resultado da eleição, porém, pode ser um dos obstáculos. O tucano José Serra obteve a maioria dos votos dos mato-grossenses tanto no primeiro quanto neste segundo turno. Desta vez chegou a 762.905 votos (51,11% dos válidos), enquanto Dilma contabilizou 729.747 (48,89%).

     Havia promessa dos aliados de, num amplo arco de alianças que reuniu até lideranças que vivem no Estado em conflitos, como as do PP e do PT, conseguir reverter a desvantagem eleitoral da petista, o que não se concretizou nas urnas. Um dos que estão preocupados com esse resultado é o executivo Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Seu cargo está sob ameaça. Pagot foi o coordenador-geral da campanha de Dilma no Estado neste segundo turno. Se empenhou no projeto muito mais do que se dedicou à campanha à reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB).

   Sua intenção seria apresentar um relatório à presidente eleita, com uma votação maior, de modo a provar que o esforço político teria dado resultado. Agora, Pagot dirá que se dedicou ao máximo, mas que, num Estado tido como conservador, com a economia movida pelo agronegócio e com conflitos no campo e no meio ambiente, situações que trazem desgaste para o governo, fora muito difícil convencer a maioria do eleitorado a mudar de candidatura à presidência. Ademais, entende que Serra "é muito forte no Estado".

    O secretário-executivo do Ministério das Cidades, cuiabano Rodrigo Figueiredo, também vai se articular pela continuidade no cargo. Ele tem aval da cúpula do PP, do senador eleito Blairo Maggi e do governador reeleito Silval. Maggi, por sua vez, tende recorrer os mesmos argumentos de Pagot nas ponderações que fará a Dilma, assim como Silval. Eles podem não admitir mas, na prática, com exceção de Pagot, fizeram "corpo mole". Em reunião com a então candidata, em Brasília, no início da campanha do segundo turno, Maggi e Silval prometeram criar comitês suprapartidários em cidades-pólos mato-grossenses para reforçar o nome da petista, o que, na prática, não aconteceu.

   O deputado federal Carlos Abicalil, derrotado ao Senado, é um dos que sonham com um cargo federal. Seu padrinho nessa empreitada é nada menos que o presidente Lula. E, assim, se movimentam os líderes pró-Dilma. Buscam argumentos que sejam para eles convenientes, na tentativa de convencer a presidente eleita a contemplá-los na máquina a partir de 2011, mesmo sabendo que o resultado junto ao eleitorado mato-grossense não foi tão satisfatório.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 18/10/2010 - 17:10

Cidades de MT têm influência no desenvolvimento da Amazônia

João Negrão, de Brasília

 

Professora Tereza Higa Sinop, Sorriso, Alta Floresta, Juína e Lucas do Rio Verde são pólos que contribuem para a economia da região
---------------------------------------

   Cidades como Manaus (AM), Belém, Marabá e Santarém (PA), Ji-Paraná (RO) e as mato-grossenses Sinop, Sorriso, Alta Floresta, Juína e Lucas do Rio Verde tiveram e têm significativo papel no desenvolvimento econômico da Amazônia Legal, especialmente a Meridional. Esses aglomerados urbanos, entre vários outros da região, foram tema do painel “Cidades Amazônicas, sua complexidade e diversidade”, apresentado no Seminário Visão Estratégica da Amazônia, ocorrido em Brasília na semana que passou.

    A professora Tereza Cristina Higa, do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso, foi uma das palestradas. Ao lado de mais três especialistas no assunto, sendo eles Adma Hamn de Figueiredo (IBGE), Edna de Castro (UFPA) e Haroldo Torres (da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República), Tereza Higa abordou especificamente o tema “Dinâmica urbana regional na Amazônia Meridional”.

   Eis, abaixo, o que diz a professora Tereza Higa em entrevista ao RDNews

   RDNews – O que é a Amazônia Meridional?
   Tereza Higa – A área referente à Amazônia Meridional abrange a extensão sul da bacia Amazônica, envolvendo os Estados de Rondônia, o norte e o oeste de Mato Grosso, o Sul do Estado do Amazonas e o sul e sudoeste do Pará.

    RDNews – Como se deu o processo de urbanização da Amazônia Meridional?
    
Tereza Higa - Foi a partir das políticas ocupacionais das décadas de 1950, 1960 e 1970, que estimularam e proporcionaram o avanço ocupacional acompanhado de fortes fluxos migratórios que levaram à criação de dezenas de municípios e à formação de suas cidades sedes. Dentre as ações e políticas públicas de estímulo ocupacional destaco a fundação de Brasília, a construção das rodovias 364, 165 e 158; os projetos de colonização e o estímulo a implantação de grandes grupos empresariais do setor agropecuário, madeireiro e de mineração.

   RDNews – Como é a inserção das cidades da Amazônia Meridional na economia regional?
   
Tereza Higa – Com o processo de consolidação do sistema ocupacional e produtivo da Amazônia Meridional as cidades passaram a desempenhar, cada vez mais, funções específicas com condições de promover a manutenção e consolidação do status econômico atingido por seus respectivos municípios e entorno regional. Nesta perspectiva, as cidades e seus arredores têm concentrado as unidades agroindustriais, os escritórios administrativos das grandes fazendas e grupos empresariais. E também as empresas financeiras, empresas exportadoras, as sedes das cooperativas, o comércio especializado em maquinários e equipamentos agrícolas, a rede de assistência técnica, madeireiras e os próprios trabalhadores. Desta forma, as cidades corresponderiam ao segmento em que se encontra grande parte da estrutura necessária ao dinamismo da atividade agropecuária, madeireira e mineradora.

  RDNews – Quais são as cidades que ocupam hoje esse papel?
  
Tereza Higa – Diante do dinamismo econômico ocorrido na Amazônia Meridional, caracterizado pela marcha ocupacional de sul para norte, foram surgindo, expandindo e se consolidando várias cidades nascidas do processo ocupacional dos últimos 50 anos. Assim, destacam-se no cenário regional como pólos urbanos de forte influência na dinâmica econômica da Amazônia Meridional, as cidades de Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena, em Rondônia e, entre outras, as cidades de Sinop, Sorriso, Alta Floresta, Juína e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.

  RDNews – E a migração e o mercado de trabalho nessas cidades?
  
Tereza Higa – As boas condições econômicas presentes em muitos municípios da Amazônia Meridional têm se constituído em fator de atração populacional, o que tem propiciado a estes municípios receberem fluxos migratórios diversos, como os municípios do centro-norte de Mato Grosso e municípios de Rondônia. A partir de 1996, gradativamente, tem aumentado a proporção de migrantes com perfil profissional diferente do perfil que caracterizou grande parte dos migrantes das décadas anteriores, em que predominava pequenos agricultores, trabalhadores rurais e grandes proprietários com condições financeiras para instalarem grandes fazendas agropecuaristas.

  RDNews – Qual é especificamente o perfil desses novos migrantes?
   
Tereza Higa – Nos últimos anos tem sido constatado que os fluxos migratórios são integrados significativamente por pessoas com qualificação profissional mais definida como técnicos agrícolas de nível médio, mecânicos treinados em máquinas agrícolas pesadas, técnicos em agropecuária e muitos outros profissionais de nível superior como, agrônomos, veterinários, zootecnistas arquitetos, médicos, dentistas, fisioterapeutas, químicos, engenheiros civis e muitos outros. Por outro lado, ainda é grande a migração de trabalhadores rurais sem preparo profissional específico, que buscam na Amazônia meridional oportunidades de trabalho nas cidades e no meio rural. No entanto, dada as exigências do mercado de trabalho que requer pessoal qualificado para, muitos migrantes, sem preparo adequado, não são absorvido pelo mercado, o que os leva, frequentemente, a viverem nas periferias das cidades, sobrevivendo de trabalhos sazonais e das atividades informais.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 12/10/2010 - 09:05

Pagot lidera carreata pró-Dilma na esperança de se manter no cargo

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Ex-vereadora Enelinda Scala, senadora e derrotada à deputada Serys e Pagot, do Dnit, lideram carreata pró-Dilma

   Luiz Antonio Pagot passou o primeiro turno das eleições em Mato Grosso conspirando. Esteve com um pé no palanque do governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) e outro no do empresário Mauro Mendes (PSB), segundo colocado nas urnas. Quando cobrado sobre empenho na campanha do peemedebista, de cuja coligação o seu partido (PR) fez parte, Pagot alegava que o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte em Brasília estava tomando muito tempo de sua agenda e que, à medida do possível, estava contribuindo. Nos bastidores, ele se reunia também com Mendes, de quem foi conselheiro político, inclusive um dos responsáveis por motivá-lo a trocar o PR pelo PSB e a sair candidato como terceira via.

   Agora, Pagot é Dilma Rousseff desde criancinha. Ele luta por razões óbvias. Quer salvar o emprego. Há mais de dois anos conduz uma das autarquias da União mais cobiçadas. Controla um orçamento de R$ 14 bilhões. Se a petista, empurrada pela máquina e pelo presidente Lula, conquistar a Presidência, Pagot reúne todas as chances de continuar à frente do Dnit. Caso o tucano José Serra vença, o sonho de Pagot vira pesadelo.

    Numa campanha desenfreada pela eleição de Dilma, Pagot se juntou com a senadora e candidata derrotada à deputada federal Serys Marli para promover uma carreata em Cuiabá no último domingo à noite. O ato reuniu meia-dúzia de pessoas. No embalo da sanfona da ex-vereadora e petista Enelinda Scala, o trio percorreu a região central da Capital, pedindo voto para a presidenciável. Nesta segunda, véspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida, Pagot liderou uma outra carreata, desta vez em Colíder, junto com o prefeito Celso Banazeski (PR).

   Recuo de Maggi

   O curioso é que o ex-governador e padrinho político de Pagot, Blairo Maggi, depois que se elegeu senador, não se mostra mais tão entusiasmado com a candidatura Dilma. Pesa o fato de ser empresário. Sua afinidade mesmo é com o presidente Lula. Entre os dois presidenciáveis, Maggi demonstra maior simpatia pelas propostas de Serra, embora não admita isso publicamente.

   Ele esteve reunido com Dilma, em Brasília, na semana passada, mas evitou posar para fotografia ao lado da petista. Não quer se expor, afinal já conseguiu o que desejava neste pleito: a vaga de senador. Maggi não acompanhou Pagot nas carreatas. Colocou o afilhado político para pedir votos e ficou na trincheira.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 06/10/2010 - 09:10

Agora "desempregados", Wilson, Antero e Thelma colam em Serra

Romilson Dourado

    A atuação política da maioria dos líderes é movida mesmo pelas conveniências pessoais. Os tucanos Wilson Santos, Antero de Barros e Thelma de Oliveira, todos derrotados nas urnas deste ano, passaram o primeiro turno escondendo José Serra e, agora, no quadro de "desempregados políticos", anunciaram que vão ajudar na coordenação da campanha do presidenciável em Mato Grosso. Suas intenções são outras. Sonham em conseguir cargo federal, caso o tucano venha a ser presidente.


Wilson Santos, derrotado ao governo, Antero de Barros, ao Senado, e Thelma, à Câmara, agora são José Serra

   No início da campanha, apenas um militante histórico do PSDB teve a iniciativa de, mesmo isolado, abrir as portas de uma casa, situada na rua Comandante Costa, no centro da Capital, para servir de comitê da campanha de Serra. Trata-se do ex-deputado estadual, ex-vice-prefeito e ex-secretário de Saúde de Cuiabá Luiz Soares. Ele já havia feito igual em outros pleitos quando o tucanato lançou para o Palácio do Planalto FHC, Serra e Geraldo Alckmin. Soares não teve nenhuma ajuda e empenho de Thelma, Wilson e Antero no projeto e, muito menos, para custear despesas do comitê, que funciona numa casa cedida por sua família. O imóvel pertence ao pai já falecido, o ex-deputado Oscar Soares.

   Wilson Santos, que renunciou ao mandato de prefeito da Capital para se candidatar a governador e amargou a terceira colocação, com somente 16,55% dos votos válidos, não se mostrou empolgado com o nome de Serra no primeiro turno, principalmente depois que a presidenciável Dilma Rousseff (PT) passou a liderar as pesquisas. Dentro da programação nacional, até fez a recepção de Serra em solo mato-grossense, mas sem qualquer empolgação.

   Antero, derrotado ao Senado (foi o quarto colocado), também escondeu Serra em sua campanha. Preferiu colocar no horário eleiotral uma gravação dos anos 1980, com Lula, então deputado, pedindo voto para ele. Foi pela conveniência. É que o petista detém a maior aprovação popular já registrada para um presidente ao final de oito anos de gestão. Sendo assim, Antero preferiu tentar "colar" em Lula, que pertence a um partido adversário, e ignorar Serra e também o ex-presidente Fernando Henrique. Thlema de Oliveira, deputada federal de segundo mandato e que não conseguiu se reeleger. não "moveu uma palha" pela candidatura de Serra. Agora, virou uma das principais apoiadoras no Estado do candidato à presidência. E a luta dos "desempregados políticos" por espaço na esfera federal, daí o interesse na campanha de Serra, que no primeiro turno foi o mais votado em Mato Grosso.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 29/09/2010 - 08:01

Temendo ostracismo, Wilson prioriza candidaturas de Carlão e Thelma

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski

Wilson Santos, temendo isolamento pós-eleição, joga as fichas em Carlão e Thelma para tê-los como porta-vozes 

    Há duas décadas ele vinha ocupando ininterruptamente cargo eletivo, renunciou ao mandato de prefeito da Capital em final de março deste ano para tentar cadeira de governador e, pelo que aponta todas as pesquisas de intenção de voto, não irá nem para o segundo turno. Em terceiro lugar nas amonstragens, começa a buscar outras estratégias para reconquistar espaço na vida pública pós-candidatura ao Paiaguás. Trata-se de Wilson Santos (PSDB). Sua investida agora, com apoio de todo o grupo do tucanato, é nas candidaturas de Carlos Carlão do Nascimento para deputado estadual e, de Thelma de Oliveira à Câmara Federal.

   Carlão já ocupou cadeira na Assembleia, presidiu o Detran e comandou a Educação na gestão Dante de Oliveira. Com Wilson prefeito, foi secretário de Educação da Capital e agora sonha em reconquistar mandato de deputado. Wilson deixou claro dentro do PSDB que é preciso eleger Carlão. O tem como companheiro leal, de confiança e de grupo, assim como este demonstrou junto ao ex-governador Dante, que faleceu em 2006.

   Ao priorizar Carlão, o candidato a governador ignora outras candidaturas, principalmente do já deputado Guilherme Maluf, que está "queimado" dentro do PSDB desde quando deixou a pasta da Saúde, após divergências com Wilson e, para piorar, sinaliza nos bastidores estar apoiando o projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB). Se Maluf, que pontua melhor nas pesquisas que Carlão, não reforçar a candidatura, perderá espaço para o colega de partido por causa das articulações de última hora de Wilson. Para não cair no ostracismo definitivo, o ex-prefeito precisa de uma voz na Assembleia. Isso só será possível com Carlão, que promete retribuir a ajuda cedendo espaço no gabinete e disposto a atuar numa linha opositora, sob orientação do ex-prefeito. Carlão e Maluf concorrem pela legenda tucana, que está coligada com DEM e PTB. O bloco deve eleger três. Também estão na briga por essas vagas o também tucano Carlos Avalone e os democratas e deputados José Domingos, Chica Nunes e Gilmar Fabris.

   Já para a Câmara, a prioridade de Wilson, assim como do candidato a senador Antero de Barros, é a reeleição da presidente do PSDB Thelma de Oliveira. Seria a única considerada leal do grupo e que pode ajudá-lo nas inserções políticas. Isso deixa, por outro lado, Nilson Leitão e Rogério Salles na bronca. Eles também são candidatos a federal. A esperança de Wilson, que ficará sem mandato, é ter voz na AL e na Câmara dos Deputados com Carlão e Thelma. Sem ambos, ficará "enterrado" politicamente por alguns anos.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 14/09/2010 - 08:04

Pagot orienta candidato do PR a não bater em Mendes para ter 2º turno

Romilson Dourado

Luiz Pagot   O ex-supersecretário da gestão Blairo Maggi, executivo Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit, um das autarquias mais cobiçadas da estrutura do governo federal, continua agindo nos bastidores em defesa da candidatura ao Palácio Paiaguás do empresário Mauro Mendes (PSB), embora declare publicamente que seu candidato a governador seja o governador Silval Barbosa (PMDB). Uma das testemunhas da jogada conspiratória de Pagot é o ex-prefeito de Itiquira e empreiteiro Ondanir Bortolini, o Nininho, candidato a deputado estadual pelo PR, mesmo partido do ex-secretário.

   Na semana passada, Pagot chamou Nininho para uma conversa e o advertiu. Pediu para este não bater em Mendes, sob pena de tirar votos do candidato socialista. O diretor-geral do Dnit observou no diálogo que Mendes vai estar no segundo turno contra Silval. Nininho prometeu seguir a orientação. Ambos possuem relações estreitas. Pagot atua como espécie de patrocinador da campanha do ex-prefeito. Nininho é dono das empreiteiras Transterra e Tripolo Construção, que ganhou licitação para "abocanhar" nada menos que R$ 30 milhões na construção da rodovia estadual que liga Cuiabá a Nobres. Sua inserção no caixa do governo estadual se deu a partir da administração Maggi e com empurrão de Pagot, que era secretário de Infraestrutura.

   Mesmo filiado ao PR, que integra o arco de 11 partidos da coligação pró-Silval, Luiz Pagot deixa constantemente digitais que apontam para o seu candidato de fato a governador. Isso tem deixado numa saia-justa o ex-governador Blairo Maggi, candidato a senador e padrinho político de Pagot. A rebeldia do ex-secretário vem desde o ano passado. Ele foi um dos principais responsáveis por tirar Mendes do PR e levá-lo para o PSB, com discurso de que, assim, seria possível construir uma terceira via.

    E, assim, o candidato socialista enfrentou a todos e, mesmo com uma coligação menor, composta de quatro agremiações (PSB, PPS, PV e PDT), chega aos 20 dias finais da campanha em segundo lugar. Mendes superou o ex-prefeito da Capital Wilson Santos (PSDB) e, dependendo do seu desempenho eleitoral a partir de agora, pode conseguir levar as eleições para o segundo turno, o que está preocupando Silval, até então convicto de que ganharia no primeiro. O intrigrante é que, a cada notícia de que estaria em outro palanque, Pagot costuma ressurgir ao lado do peemedebista. Faz questão de posar para fotografia e anunciar que Silval é "o melhor". Nos bastidores, porém, a torcida é para Mendes. Esse é o preço do jogo democrático.

Enquete
Afinal, quem você acha que Pagot apóia para governador?
  • Silval Barbosa (PMDB)
  • Mauro Mendes (PSB)
  • Os 2 ao mesmo tempo
  • Sei lá!
Chart?chd=s:l9nd&chl=silval+barbosa+%28pmdb%29+%2812

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 28/08/2010 - 08:50

Candidatos enfrentam o fogo amigo

Romilson Dourado

   Os candidatos majoritários estão se deparando com constante situação de fogo amigo e de conspirações, forçando-os a limitar o número de participantes no chamado núcleo duro da campanha. Quase todas as estratégias montadas quase sigilosamente acabam "vazando" para os adversários. O candidato a senador Antero de Barros (PSDB), por exemplo, "costura" apoio de candidatos proporcionais de outros grupos, como do deputado Sérgio Ricardo, que busca a reeleição pelo PR, e do cacique do PP, José Riva, parlamentar cassado e que tenta reconquistar cadeira na Assembleia. Eles são cabos eleitorais do governador Silval Barbosa, que busca a reeleição, e possuem afinidade política com o tucanato. Nessas conversas de bastidores, ficam sabendo do plano de ação do também candidato ao Palácio Paiaguás Wilson Santos (PSDB).

   Em princípio, o ex-prefeito de Cuiabá havia contratado a produtora de Antero para a campanha, mas correligionários de Wilson orientaram-no a mudar para a produtora do Grupo Zahran, que congrega a TV Centro América (afiliada da Globo), alegando se tratar de uma empresa melhor estruturada e que seria interessante ter aproximação com a emissora. Wilson assim o fez. Antero havia feito altos investimentos e acabou perdendo o contrato por causa de fogo amigo. A relação entre Antero e Wilson voltou a azedar. Ambos mantém publicamente relação política harmônica mas, nos bastidores, divergem e conduzem campanhas separadas.

    Miriam Braga, da Vetor Pesquisas, e Júlio Valmórbida, atuam na consultoria e marketing do ex-governador Blairo Maggi, que concorre ao Senado. Eles possuem também boa relação com o candidato a governador pelo PSB, empresário Mauro Mendes, que tem na equipe o empresário e jornalista Lúcio Sorje, da A&M Publicidade. O contato de Mendes com Valmórbida e Sorje vem desde a sua campanha a prefeito de Cuiabá em 2008. No primeiro turno, o marqueteiro foi Valmórbida, ex-secretário de Comunicação do governo Dante de Oliveira e ex-adjunto de Publicidade e Marketing no final da gestão Maggi.

   Miriam controla também o instituto de pesquisa Intelligence. Ela atua com Mendes, Maggi e "municia" o governador Silval Barbosa, candidato à reeleição, com pesquisas. Nesses contatos, Miriam não se restringe à apresentação de relatório de pesquisas. Analisa também o conteúdo do horário eleitoral e dá palpites, sugerindo mudanças. Os que mais sofrem com essas ações são os marqueteiros, principalmente de candidatos que estão atrás nas pesquisas de intenção de voto. A todo instante eles tentam apagar incêndio ateado por fogo amigo, ou seja, daqueles que "envenenam" a relação com os candidatos majoritários, de olho na ocupação de espaço.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 23/08/2010 - 16:35

Candidatos escalam familiares para núcleo duro da campanha

Romilson Dourado

   Os três principais candidatos à 54ª cadeira de governador deste período republicano definiram como financeiros de campanha membros da família e/ou pessoas com as quais mantêm estreita relação de amizade e confiança. O governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição, escalou o próprio irmão Toninho Barbosa. Trata-se de um empresário discreto, que atua com planejamento e é desconhecido do público. O peemedebista conta ainda com outro irmão, Cláudio Barbosa, responsável por conduzir a campanha na região Norte, e o filho Rodrigo, que ajuda na organização e na logística. De quebra, a esposa Roseli Barbosa, primeira-dama e secretária de Estado de Trabalho, Emprego e Assistência Social, coordena o movimento feminino.

   Fazem parte também do núcleo duro o contador Cézar Zílio, que cuidou da contabilidade da campanha à reeleição do governador Blairo Maggi, em 2006, o marqueteiro Carlos Rayel e o coordenador-geral Chico Daltro (PP), candidato a vice da chapa do peemedebista. Esse núcleo é quem decide, ou seja, ditas as regras e direciona o rumo da campanha majoritária.

   O ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB) tem o primo, ex-vice-governador e ex-deputado Osvaldo Sobrinho (PTB), como um dos principais braços de sua campanha à sucessão estadual. Sobrinho responde como coordenador-geral, mas acompanha também a área financeira. O ex-procurador-geral do Município José Antonio Rosa é consultado diariamente pelo candidato, seja quanto a questões jurídicas, seja para montagem de estratégias. Wilson também é guiado pelo jornalista e agora marqueteiro Mauro Camargo, ex-secretário de Comunicação Social do governo Dante de Oliveira. O irmão de Wilson, vice-prefeito de Chapada dos Guimarães Elias Santos (PMDB), ajuda a organizar a logística da campanha.

   O empresário Mauro Mendes (PSB) deposita toda confiança no empresário Mauro Carvalho, que acumula a coordenação-geral e a área financeira. Mendes segue a linha política orientada pelos deputados estaduais Percival Muniz (PPS) e Otaviano Pivetta (PDT), que é o vice da chapa e integra a equipe como um dos coordenadores de comunicação, junto com Robério Garcia, o Berinho. O ex-presidente regional do PR, Moisés Sachetti, coordena a campanha do socialista nos municípios, enquanto Léo Pereira conduz o marketing.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 23/08/2010 - 08:05

Pela reeleição, deputado volta a explorar na TV a tragédia familiar

Romilson Dourado

Deputado Valtenir Pereira   A tragédia vivida pela família com o assassinato do pai quando ainda era adolescente e a luta pela formação acadêmica e busca por Justiça até conseguir colocar o criminoso na cadeia volta a ser explorada pelo deputado Valtenir Pereira (PSB) em sua campanha à reeleição. Ele usa quase todo tempo do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV para lembrar o episódio. Enfatiza também os embates jurídicos no decorrer de 2003, enquanto defensor público do Estado, para conseguir vagas em UTIs para pacientes que se encontravam em desespero em meio à crise na saúde.

   A esperança de Valtenir é da retórica sobre exploração da tragédia familiar e de sua biografia resultar em comoção e votos, como aconteceu em sua primeira campanha para deputado. Ele é um dos cinco filhos do casal de agricultores Valdivino e Lúcia. Nasceu em São Lourenço de Fátima, distrito de Juscimeira (a 157 km ao Sul de Cuiabá). Em 1983, aos 11 anos, ficou órfão do pai, assassinado com cinco tiros pelo ex-prefeito Zé Guia. Valtenir foi engraxate, vendedor de picolé, office-boy, balconista e se formou em Direito aos 22 anos, assim como os demais irmãos. Considera ter contribuir para fazer Justiça quando, duas décadas depois, Zé Guia foi condenado e preso.

    Depois de ter sido considerado o "zebra" do pleito de 2006, Valtenir concorre a novo mandato por uma coligação que só tem dois nomes com visibilidade eleitoral, o dele próprio e do empresário Eduardo Moura, seu suplente hoje. Ambos se enfrentaram nas urnas há quatro anos pela mesma coligação e Valtenir conquistou a vaga por uma diferença somente de 436 votos. Obteve 52.401, enquanto Eduardo chegou a 51.965. Para a coligação Mato Grosso Melhor Pra Você (PSB, PDT, PPS e PV), que tem o empresário Mauro Mendes como candidato a governador, assegurar desta vez uma cadeira na Câmara precisa alcançar o quociente eleitoral de 200 mil votos. Se ambos repetirem a votação de 2006 vão chegar a 104 mil votos. Nesse caso, os demais concorrentes precisam contribuir muito com os votos de legenda.

    O deputado socialista é daqueles que "não desistem nunca". Aposta no que chama de "trabalho de formiguinha". Conta ter contribuído para levar investimentos em quase todos os municípios. Embora não admita, Valtenir, presidente regional do PSB, conseguir montar boa estrutura de campanha e o caixa só não está melhor por causa de brigas travadas com Mendes no período de definição de rumo e de coligação. Por alguns meses, Valtenir foi acusado de conspirar contra o projeto majoritário e de negociar aliança com o Palácio Paiaguás, que tem o governador Silval Barbosa (PMDB) na corrida à reeleição.

    Concorrência

    Ele registra uma carreira "meteórica". Defensor público licenciado, Valtenir começou no PT e se elegeu vereador por Cuiabá em 2004, com 5.068 votos. Dois anos depois, chegou a deputado. Em 2008, disputou e obteve votação decepcionante para prefeito da Capital. Agora, seu sonho é ser reconduzido para uma das oito cadeiras da bancada mato-grossense na Câmara. A mesma expectativa é alimentada por outros 95 candidatos, entre os quais seis que já ocupam cadeira de federal, sendo eles Homero Pereira e Wellington Fagundes (ambos do PR), Carlos Bezerra (PMDB), Eliene Lima (PP), Thelma de Oliveira (PSDB) e o próprio Valtenir. Embora esteja em campanha, Pedro Henry (PP) está inelegível, enquanto Carlos Abicalil (PT) é candidato a senador.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 30/07/2010 - 07:36

Zeca desiste da 1ª suplência de Taques e busca AL; anúncio é 2ª

Romilson Dourado


Pedetista Zeca Viana apresenta Pedro Taques a eleitoras, durante campanha em Primavera do Leste, nesta 5ª

   O agricultor José Antonio Gonçalves Viana, o Zeca Viana, vai mesmo desistir da candidatura à primeira-suplência ao Senado da chapa de Pedro Taques e concorrer a deputado estadual. Ele adiou o anúncio oficial para segunda (2). Irmão do prefeito de Primavera do Leste Getúlio Viana (PR), Zeca prefere, porém, não confirmar oficialmente a mudança. Disse que a decisão será do PDT, presidido no Estado pelo deputado Otaviano Pivetta, empresário e candidato a vice-governador da chapa de Mauro Mendes. Pivetta, por sua vez, já avisou que Zeca vai reforçar a chapa de candidatos à vaga na Assembleia. A empresária rondonopolitana Ádria Muniz (PPS), irmã do deputado estadual Percival Muniz, é a mais cotada para vir a substituir Zeca como primeira-suplência de Taques.

    Nesta quinta, Zeca participou da campanha corpo-a-corpo, com arrastão na área comercial de Primavera do Leste, ao lado de Taques e de Mendes. Mesmo com a frustração de ter conseguido somente 60 votos nas eleições de 2006 para deputado, o produtor rural afirma que tem recebido várias solicitações para disputar de novo cargo proporcional. “Tenho certeza de que o PDT sabe o que é melhor”. Sobre a corrida ao Senado, Zeca Viana considera que o ex-procurador da República Pedro Taques, que "patina" nas pesquisas de intenção de voto - é o quarto colocado -, reúne condições e experiência jurídica para ajudar o setor produtivo.

    Entende que o segmento está sem representatividade no Senado desde a morte de Jonas Pinheiro. "Os produtores lidam com leis mal interpretadas. Pedro vai esclarecer esses problemas, conseguindo equilibrar a questão do meio ambiente com o desenvolvimento”. O curioso é que, justamente na questão ambiental é que Taques tem enfrentado resistência porque, enquanto membro do Ministério Público Federal, se manifestou contra hidrovias e outros projetos e agora a oposição começa a questioná-lo sobre a "contradição", já que mudou o discurso.

   Na avaliação de Zeca Viana, Taques "tem conhecimento jurídico necessário para fazer com que os produtores rurais deixem de ser vistos como os devastadores do meio ambiente". “Os produtores não são bandidos. Eles não têm é segurança jurídica. Plantam com uma lei em vigência e na de colher outras estão valendo”.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

Estratégia | 26/07/2010 - 08:39

Visando periferia, candidato promete regularização fundiária

Joelma Pontes

   O bairro Três Barras, na periferia da Capital, foi um dos locais visitados nesse final de semana pelo ex-procurador da República e candidato ao Senado Pedro Taques (PDT). Numa reunião feita na residência de um cabo eleitoral, Taques falou sobre a regularização fundiária, assunto polêmico, já que há um grande entrave nos setores responsáveis pela liberação das áreas. Mesmo consciente de que esta pode ser uma questão complicada para resolver, o pedetista alimentou ainda mais o sonho daquelas pessoas ao prometer que analisará com “olhos jurídicos” a situação de cada uma. “O bairro Três Barras sofre com a falta de escritura de casas e chácaras, assim como cerca de 80% da população mato-grossense”, disse Taques, baseando-se em dados do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

   Com um discurso simples, Taques ainda ressaltou que o caso pede uma atenção imediata e que poderia ajudar devido ao conhecimento jurídico que tem. Assim, o ex-procurador vem ganhado espaço no reduto dos mais necessitados tanto de informação, quanto de recursos, afirmando ainda que será o intermediador da causa. Moradores de bairros adjacentes também compareceram ao local.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!



Histórico

2012:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2011:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2010:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2009:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2008:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2007:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2006:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

PORTAL | BLOG | RDNEWS NO SEU SITE | RDNEWS | EXPEDIENTE | ANUNCIE | CONTATO

Todos os Direitos Reservados - RDNEWS - Notícias e Bastidores da Política em Mato Grosso - 2006 - 2012

Fale conosco: (65) 3637-6104 ou 3637-8249

EIQ Consultoria