Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:03 h

EXPLICAÇÕES | 21/07/2011 - 20:15

Governo nega haver sobrepreço de R$ 78 mi em 6 obras do Dnit

Andréa Haddad

Luiz Antônio Pagot     O governo Dilma Rousseff (PT) reagiu nesta quinta (21) à divulgação de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta superfaturamento de R$ 78 milhões em seis obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), conduzido pelo diretor-geral “em férias” Luiz Antônio Pagot (PR).

     “O órgão tem orçamento anual de R$ 13 bilhões. Supor que não existe nenhum problema é ilusão”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, à reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo.

     Nesta quarta (20), o JN mostrou detalhes do relatório do TCU. O órgão já determinou, inclusive, a suspensão do pagamento às empreiteiras. No total, 63 obras viabilizadas com verbas do PAC são fiscalizadas pelo tribunal.

     Os técnicos do TCU já pediram a suspensão na conservação e recuperação da BR-101, em Alagoas, nas construções da BR-487 e no contorno rodoviário em Maringá, no Paraná; na pavimentação da BR 230, no Pará; em melhorias na BR 101 no Rio Grande do Norte e em Rondônia, na construção da BR 429. Foram reservados R$ 486 milhões para essas obras.

JN traz relatório do TCU sobre o superfaturamento de R$ 78 mi

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EXPLICAÇÕES | 12/07/2011 - 13:31

Pagot poupa PT, mas se "queima" ao admitir relação com empreiteiro

Andréa Haddad, Laura Nabuco e Flávia Borges

Luiz Antonio Pagot     O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot (PR), não fez declarações comprometedoras contra lideranças da base aliada, para alívio da presidente Dilma Rousseff (PT), mas acabou numa “saia-justa” ao admitir, sem qualquer tipo de constrangimento, que o irmão do superintendente da autarquia federal em Mato Grosso é o proprietário de uma empresa com contrato com o órgão.

     Na prestação de esclarecimentos no Senado, durante a manhã desta terça (12), Pagot também foi encurralado pelo senador mato-grossense Pedro Taques (PDT), que apresentou uma pilha de documentos da Corregedoria Geral da União e Tribunal de Contas da União com indícios de irregularidades nas obras do órgão.

     Durante toda a sabatina, Pagot conseguiu “escapar”, com base em dados técnicos, dos questionamentos das lideranças dos partidos da oposição, principalmente do senador Álvaro Dias (PSDB). A batata do diretor-geral “em férias forçadas” começou a assar quando foi indagado sobre o relacionamento com Nilton de Brito, superintendente do Dnit em Mato Grosso.

Nilton de Brito e Luiz Antonio Pagot     Na resposta, Pagot admitiu que o empreiteiro Milton de Brito, irmão de Nilton de Brito, é proprietário da Engeponte Construções Ltda., que presta serviços ao Dnit. "É um engenheiro de minha extrema confiança e não é dono da Engeponte, como afirmam alguns veículos de comunicação. Que eu saiba, quem é dono da empresa é o irmão dele, Milton de Brito, e não ele", disse, sem perceber que dava um tiro no próprio pé.

     Engenheiro por formação, Nilton é funcionário de carreira da secretaria de Transportes e Pavimentação (antiga Sinfra), órgão comandado por Pagot na gestão do governador Blairo Maggi (PR), hoje no Senado. Com a indicação de Pagot para o Dnit, Nilton foi nomeado coordenador geral de Projetos da autarquia. Depois, foi transferido para a superintendência do órgão em Mato Grosso, em substituição a Rui Barbosa Egual.

     Com uma série de relatórios em mãos, Taques foi um dos últimos a falar. O pedetista disse que a influência de partidos em órgãos do governo pode ser comparada à "máfia italiana". Ele perguntou a Pagot a quais fatos atribuía seu afastamento do Dnit, já que nega as denúncias feitas pela revista Veja de superfaturamento e cobrança de propina. "Tenho um grande defeito, que é de ler todos os relatórios. São inúmeras as irregularidades e o senhor nega. Por que então o senhor foi afastado?", questionou Taques, ao ler trechos de documentos entregues aos senadores, que apontam danos ao erário. "Esses acórdãos e relatórios foram alterados?", indagou o pedetista.

     Pagot titubeou e mostrou-se perdido antes de responder que nunca deixou de admitir publicamente os problemas enfrentados pelo Dnit. "Sempre afirmei que os órgãos de controle são verdadeiros anjos da guarda. Então, não digo que não é tudo lícito, mas sim que trabalhamos para corrigir o que é ilícito", concluiu.

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EXPLICAÇÕES | 24/03/2011 - 11:34

Toninho não bate bem da bola, afirma Percival sobre vereador

Andréa Haddad

Percival Muniz   O deputado estadual Percival Muniz (PPS) reage às críticas dos vereadores por Cuiabá, Toninho de Souza (PDT) e Antonio Fernandes (PSDB), por ter presidido a audiência pública para debater o modelo de gerenciamento da Saúde defendido pelo secretário da área no Estado, Pedro Henry (PP). “O Toninho não bate bem da bola. O vereador tem que saber a diferença entre Câmara e Assembleia”, disse Percival, na sessão vespertina desta quarta (24).

   Toninho e Antonio Fernandes reclamam que a audiência não poderia ser presidida pelo deputado por se tratar de uma iniciativa da Câmara de Cuiabá. Segundo eles, os parlamentares cuiabanos foram desprestigiados. Os dois deixaram a sessão quando Percival ocupou a cadeira de presidente. “Percival se portou mais como artista de circo do que como deputado”, disparou Toninho.

   Em resposta, Percival alega que a audiência foi realizada na Assembleia Legislativa e, por isso, a necessidade dos debates serem conduzidos por um deputado. Ele subiu à tribuna da Casa com a matéria "Percival atuou como artista de circo durante a audiência, diz Toninho", publicada pelo RDNews nesta quarta (23), para rebater as críticas dos vereadores.

   A audiência sobre a Saúde foi realizada na AL, em 17 deste mês, com a presença de Henry e representantes de entidades ligadas à área de Saúde. Profissionais do setor protestaram contra a proposta de terceirização dos hospitais regionais. Por Cuiabá, apenas os vereadores Lúdio Cabral (PT) e Roosivelt Coelho (PSDB) permaneceram até o final dos debates. Uma nova audiência foi marcada para 5 de abril.

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EXPLICAÇÕES | 26/12/2009 - 10:52

Lobão diz que só MT e mais 3 Estados sofreram blecaute

Romilson Dourado

   Mato Grosso recebeu de Natal a explicação final do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, esta semana, acerca do apagão do dia 10 de novembro. Segundo o ministro, o problema não ocorreu por defeitos do sistema elétrico e sim por "fenômenos atmosféricos adversos". Garantiu também que o apagão não atingiu 18 Estados. Conforme ele, apenas quatro (Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo) tiveram, de fato, um blecaute de quase 100% por três horas.

   Os demais Estados em sua afirmação, perderam só 5% ou 10% da energia. Já o Sul do país só perdeu 1% da energia por 15 minutos. Nos blecautes de 2002 e de 1999 foram perdidos 60% e 70% da energia. Lobão disse que aguarda o relatório da Aneel para que o ministério possa produzir o seu relatório sobre o assunto tomando como base também o documento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

   Lobão relatou que pretende concluir, nos primeiros meses do próximo ano, uma proposta sobre as concessões do setor elétrico que vencem em 2015. Para ele existem duas alternativas: manter a legislação como está, obrigando o retorno da concessão à União, e a criação de um projeto de lei, permitindo uma segunda prorrogação da concessão. Mas não há, conforme afirmou, nenhuma tendência do governo definida em nenhum sentido. (Adriana Nascimento)

EXPLICAÇÕES | 12/11/2009 - 20:08

Jornalista Marcão passa por exames no São Matheus

Romilson Dourado

   O jornalista Marcos Lemos, o Marcão, do jornal A Gazeta, foi internado nesta quinta (12) à tarde no Hospital São Matheus, em Cuiabá. Segundo informações dos familiares, Marcão está na enfermaria da unidade, a espera de atendimento médico e de uma vaga num dos quartos. Em virtude da greve dos médicos em Cuiabá e Várzea Grande, todos os hospitais particulares estão lotados.

   Marcão sofre de diabetes e tem sentido fortes tonturas, mas os médicos ainda não sabem precisar o diagnóstico. Ele está tranquilo, consciente e conversou durante a tarde com o RDNews, pouco antes de ser internado. Segundo informações dos familiares, o jornalista será submetido a exames médicos.

   Ele tem 44 anos e duas filhas. Considerado um dos jornalistas mais experientes do Estado, Marcão foi secretário de Comunicação de Várzea Grande por oito anos, durante os dois últimos mandatos do ex-prefeito e senador licenciado Jayme Campos. Também já trabalhou no Diário de Cuiabá como repórter de política.

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EXPLICAÇÕES | 06/11/2009 - 10:58

Nacional do PRTB determina que Lemos pague R$ 64 mil

Romilson Dourado


Planilha de cobrança de repasses do diretório nacional do PRTB ao presidente em MT, Samuel Lemos

  
O presidente estadual do PRTB, Samuel Lemos, foi acionado pela executiva nacional da sigla para repassar R$ 64,4 mil referentes à contribuição de membros do partido que ocupam cargos públicos na Câmara de Cuiabá. Segundo o Regimento interno do PRTB, cada vereador e os funcionários de seu gabinete devem destinar 10% do salário à diretoria nacional do partido, confira aqui e aqui -, e, como os depósitos não foram efetuados, Samuel foi convocado na semana passada a pagar os valores de forma retroativa. “Até hoje não registramos o pagamento. Ele (Samuel) chegou a ligar para se informar sobre o assunto, mas não regularizou a situação”, confirmou o assessor jurídico do PRTB, Marcelo Ayres Duarte, que assina o oficio de cobrança encaminhado a Lemos - veja aqui.

   O documento datado de 26 de outubro fixava prazo de 48h para que o presidente efetuasse o pagamento sob pena de sofrer sanções disciplinares. “O descumprimento das regras contidas no Estatuto do PRTB poderá gerar processo disciplinar, onde, inclusive, poderá ensejar a aplicação de penalidades”, ameaça. Segundo Marcelo, a Executiva Nacional deve se reunir na próxima semana para debater o assunto. “Ainda não sei quais medidas serão tomadas, mas vai haver uma reunião para resolver essa pendência”. 

   Na "bronca" com Lemos, que teria sido um dos principais articuladores da cassação de Ralf Leite, o ex-presidente do diretório do PRTB em Cuiabá, Edson Leite, enviou ofício à secretaria de Finanças da Câmara de Vereadores da Capital em que cobra informações sobre os descontos na folha de pagamento de servidores e vereadores da Casa filiados ao partido. “Em qual banco, agência e número da conta é repassado esse dinheiro? Enfim, como são feitos esses repasses ao Samuel Lemos?”, cobra Leite. Ele também pede informações sobre o valor total depositado pela Câmara em favor do PRTB entre janeiro e novembro. Foi afastado da presidência do diretório municipal pelo próprio dirigente estadual. Desde então tem acusado Lemos de não prestar contas das contribuições partidárias - veja aqui. No lugar de Leite, Marcrean Santos assumiu o comando da legenda em Cuiabá.

   No ofício encaminhado à Câmara, Leite alerta para a possibilidade de ingressar com uma representação contra Lemos no Ministério Público. “Algumas perguntas podem parecer redundantes, porém é necessário para que este signatário (Leite) possa responder às acusações que me são impostas”, alega. Ele reclama que resolveu enviar o ofício à Diretoria Financeira porque não obteve respostas da presidência da Casa, sob o vereador Deucimar Silva (PP). “É direito de qualquer filiado saber a aplicação dos recursos arrecadados pelo partido, bem como é um dever de qualquer órgão público prestar informação”.  (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

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EXPLICAÇÕES | 20/07/2009 - 19:18

Dóia assegura que nunca perseguiu diretor do Detran

Romilson Dourado

   O presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Theodoro Lopes, o Dóia, informou, por meio de Nota de Esclarecimento, que nunca teve a intenção de perseguir o diretor de Veículos do órgão, Juarez Fiel Alves, e o chefe da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Várzea Grande, Gonçalo de Barros. As explicações de Dóia são decorrentes da grande repercussão da matéria divulgada pelo RDNews, acerca de uma sindicância aberta contra os dois servidores - veja aqui. Ele aponta que o processo aberto pela Corregedoria do Detran para apurar a denúncia feita por um policial militar contra Juarez e Gonçalo, é rotineira. “Toda e qualquer denúncia, mesmo que de pouco fundamento, obrigatoriamente gera um procedimento administrativo, como neste caso”.

   A sindicância foi aberta devido à reclamação de um policial militar que apreendeu a carteira de um motorista em Várzea Grande, em junho de 2008. Como a carteira foi devolvida ao proprietário, o policial militar teria ficado irritado e feito denúncia contra Juarez e Gonçalo. Dóia ressaltou que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não é permitido ao órgão de trânsito reter Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a não ser em caso de documento cassado ou suspenso. Conforme o presidente do Detran, até o momento não há fato comprovado que desabone as condutas de Juarez e Gonçalo.

    Eis, abaixo, a íntegra da Nota de Esclarecimento enviada pelo Detran

   "Em virtude de informação veiculada no Blog RD News - repercutida por outros veículos - no último fim de semana, sobre sindicância aberta pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), para apurar supostas irregularidades do diretor de Veículos, Juarez Fiel Alves e do chefe da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, a presidência do Detran esclarece: Nunca houve nem há a intenção de macular ou perseguir tais servidores. O processo aberto em nome dos citados é assunto interno e de rotina. Toda e qualquer denúncia, mesmo que de pouco fundamento, obrigatoriamente gera um procedimento administrativo, como neste caso. Gonçalo de Barros e Juarez Fiel Alves teriam, em junho de 2008, devolvido ao proprietário, uma CNH apreendida pela Polícia Militar (PM). O fato gerou denúncia contra os dois. O Detran ressalta que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não é permitido ao órgão de trânsito reter Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a não ser em caso de documento cassado ou suspenso. O que não era caso. O Detran informa ainda que, até o presente momento, não há fato comprovado algum que possa desabonar as condutas do diretor de Veículos, Juarez Fiel Alves e do chefe de Ciretran, Gonçalo de Barros."
Theodoro Lopez
Presidente do Detran/MT

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EXPLICAÇÕES | 20/07/2009 - 16:14

Wellington busca apagar "incêndio" para assumir PR

Romilson Dourado

   O deputado federal Wellington Fagundes, nome mais cotado para assumir a presidência regional do PR, se reuniu nesta segunda (20) com o atual presidente Moisés Sachetti e com o secretário-geral do partido Emanuel Pinheiro, para tentar desfazer o mal-estar gerado após anúncio de que a bancada republicana da Assembleia teria se reunido e pedido a nomeação imediata de Fagundes, não respeitando assim o prazo dado pelo próprio Sachetti para sua saída, prevista para 30 de julho. O deputado federal tem a intenção de fortalecer seu nome ao Senado, cargo que já confessou disputar em 2010.

   Wellington diz que não tem a intenção de "passar por cima" de Sachetti e que admira seu trabalho frente à legenda, mas que gostaria de cumprir a vontade da bancada da AL. O atual presidente disse recentemente que não aprovou a decisão dos seis membros da bancada, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Sebastião Rezende, Hermínio J. Barreto, João Malheiros e Wagner Ramos. Sachetti criticou o fato dos parlamentares terem endossado o nome de Fagundes e solicitado a saída imediata dele da presidência numa reunião que não contou com a presença dos demais membros da executiva estadual do PR.

   Sachetti e o ex-deputado Emanuel Pinheiro, vão deixar os cargos no diretório regional devido à regra estabelecida pela bancada de que tanto o presidente quanto o secretário-geral não podem concorrer a cargo proporcional para evitar o beneficiamento de candidaturas. Pinheiro é pré-candidato a uma das 24 cadeiras da Assembleia.

  Já Moisés Sachetti, que diz ter o desejo de disputar uma cadeira na Câmara Federal, se reúne ainda nesta segunda com o governador Blairo Maggi (PR) para tratar de sua saída da presidência, que deve ocorrer mesmo só na próxima semana.

  Apesar do impasse gerado com a decisão da bancada republicana, Sachetti reconhece que Fagundes é atualmente o melhor nome para assumir o comando da legenda. O PR é hoje a maior legenda do Estado, com 33 prefeitos, 17 vices, 227 vereadores, 5 deputados estaduais e 2 federais, mas tende a se tornar um partido com pouca representatividade e perder aliados exatamente por estar se tornando "inchado". (Flávia Borges)

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EXPLICAÇÕES | 24/04/2009 - 11:24

Édio Martins nega pagamentos e diz que só contratava

Romilson Dourado

   Quatro anos após o término do segundo turno das eleições municipais à Prefeitura de Cuiabá de 2004, aliados, militantes e empresários que prestaram serviços ao petista Alexandre César ainda não se livraram da "dor de cabeça". Frequentemente são questionados tanto pela justiça como pela imprensa sobre a suposta prática de Caixa 2 adotada pelo PT, além de passar pelo constrangimento de ter os nomes veiculados nos documentos em que constam gastos de campanha não declarados à Justiça Eleitoral. Presidente da União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (Ucamb), Édio Martins de Souza assinou um recibo comercial de R$ 18,85 mil, datado de 9 de novembro de 2004. O aliado de Édio, Vanderley da Rocha, o Buda, também assina recebido de R$ 2,1 mil. Os documentos apontam que Édio seria responsável pelo pagamento de militantes - saiba mais aqui .

   Indagado nesta sexta (24) pelo RDNews sobre o assunto, Édio disse que assumiu a Coordenadoria Comunitária do Comitê de Campanha de Alexandre César somente no segundo turnos das eleições. Na primeira fase do pleito, ele apoiou o o então candidato do PPS, deputado Sérgio Ricardo, que ficou em terceiro lugar. "Foi um trabalho voluntário, nunca ganhei nada", afirmou. O líder comunitário alegou que apenas contratava cabos eleitorais, que firmavam contrato de prestação de serviço com o comitê, mas negou o repasse de dinheiro. "Não me lembro de ter feito qualquer tipo de pagamento a cabo eleitoral, eu apenas contratava. Os pagamentos só eram feitos pela coordenadoria financeira e eu tinha pouco contato com funcionários deste setor", argumentou. Édio disse que, após o segundo turno, foi procurado por cabos eleitorais que não haviam recebido do partido. "Fiquei chateado porque assumi uma responsabilidade com estas pessoas. Mas, depois do tumulto, eles finalmente (membros da coordenação financeira) pagaram todo mundo", relatou.

   Filiado no PP, Édio comanda o movimento comunitáiro cuiabano e tem militância partidária. A Ucamb foi fundada há 28 anos. O progressista chegou a cogitar candidatura a vereador por Cuiabá no ano passado, mas mudou de idéia após o governador Blairo Maggi (PR) doar uma sede à Ucamb - veja mais aqui. "Por respeito ao governador, retirei minha candidatura para apoiar o Mauro Mendes", explicou. Ele faz questão de frisar que a Ucamb nunca foi contemplada com cargos na Prefeitura de Cuiabá. (Andréa Haddad)

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EXPLICAÇÕES | 23/03/2009 - 17:53

Gerente da CEF nega desrespeito a empresários e prefeitos

Romilson Dourado

   O gerente de Desenvolvimento Urbano da Caixa Econômica Federal (CEF) em Mato Grosso, Manuel Tereza Pereira dos Santos, admite a falta de funcionários no setor de aprovação de projetos e liberação dos pagamentos, mas nega que servidores da instituição tratem empresários e gestores públicos com arrogância e falta de respeito - saiba mais aqui. "Realmente há muitos processos para poucos funcionários. Há cerca de dois anos, por exemplo, eram apenas 500 contratos e hoje temos que avaliar mais de mil. Esse aumento, de mais de 100%, não foi acompanhado de aumento no número de funcionários", reconhece. Segundo ele, as críticas ao setor começaram devido ao atraso na liberação de dinheiro para uma empresa. "Mas os problemas do projeto foram corrigidos e os recursos acabaram liberados", aponta.

   A CEF é a instituição que atua como agente de repasse e de fiscalização dos ministérios junto aos governos estadual e municipal. Empreiteiras que executam projetos de obras públicas, assim como prefeitos, secretários e parlamentares, reclamam do atraso na liberação das verbas. Na avaliação do gerente, um dos principais fatores que "emperra" o andamento dos processos e a consequente execução das obras públicas em Mato Grosso, é a troca das equipes técnicas pelas prefeituras municipais. "Toda vez em que há troca de gestor, a aprovação dos projetos acaba demorando mais porque muitos desconhecem os procedimentos de cada ministério", aponta.

Manuel Tereza admite falta
de funcionários na Caixa
Econômica Federal

   Quanto à reclamação de que a gerente de serviços responsável pela liberação das verbas, Glória Maria dos Santos, não atende a telefonemas e nem concede audiências, Manuel Tereza diz que as críticas não têm procedência. "Posso asseverar que não tem fundamento", contesta. Segundo empreiteiros e gestores públicos, Glória não atende aos telefonemas e, de quebra, ainda faz Yoga das 14h às 15h. Ela chegou a ser procurada pelo RDNews, na última sexta (20), para falar sobre o assunto, mas não estava na Superintendência da CEF em MT. Nesta segunda (23), o site-blog tentou novamente entrar em contato com a gerente, que não pôde atender ao telefone porque estava em uma reunião. "A Glória, como todos os demais servidores, participa de um projeto de ginástica laboral da CEF, mas nunca deixou o expediente para praticar Yoga", garante Manuel Tereza.

Gerente "alivia" funcionária
que supostamente deixa
expediente para praticar Yoga

   Outro servidor alvo de críticas é o fiscal da região de Cáceres, Paulo Moura. Ele também teria agido de maneira desrespeitosa e arrogante com empresários e prefeitos da região. Na avaliação do gerente Manuel Tereza, Paulo é um dos melhores fiscais da Superintendência e produz relatórios rigorosos. "Acabamos perdendo algumas obras na região por falta de qualidade nos projetos apresentados. O Paulo é um excelente profissional, tanto é que as pessoas que fizeram as reclamações contra ele nunca levam os processos adiante", atesta. O gerente demonstrou preocupação, contudo, com a denúncia de empresários de que três engenheiros da CEF fariam projetos "por fora", sendo esta uma das condições para a liberação das obras. Ele enfatiza que não possui funcionários com os nomes citados. "Estas pessoas devem estar falando indevidamente em nome da Caixa, já que não tenho funcionário algum com os nomes citados. Isso é realmente preocupante", avalia.

    Em Brasília

   Procurado pelo RDNews, o superintendente nacional de Repasses da CEF, Ivan das Neves, que atua em Brasília, disse que não tem conhecimento das críticas e denúncias feitas por empresários e gestores públicos em relação à aprovação de projetos e liberação de verbas. Ele pediu cópia das reclamações e encaminhou-as, em forma de questionamento, à superintendência da CEF em Mato Grosso. "Vou apurar o que há de verídico nisso junto aos nossos funcionários em Mato Grosso", ponderou Ivan das Neves. (Andréa Haddad)

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EXPLICAÇÕES | 19/03/2009 - 14:18

Audiência de Pátio com governador será na próxima semana

Romilson Dourado

   A reunião entre o governador Blairo Maggi (PR) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PMDB), será realizada na próxima quinta (25), às 9h, no Palácio Paiaguás. Marcado para às 14h desta quinta (19), o encontro foi adiado em virtude de complicações no estado de saúde da primeira-dama e secretária de Trabalho, Emprego e Cidadania, Terezinha Maggi. Nesta quarta (18), ela foi transferida para um hospital de São Paulo, acompanhada pelo governador. "O motivo do adiamento da reunião entre Pátio e Maggi é tão somente a viagem do governador para acompanhar a esposa", avaliou o deputado Antonio Brito (PMDB), na tribuna da Assembléia Legislativa - saiba mais aqui.

   Segundo ele, o governador tem tanto interesse na reunião quanto o prefeito. "O Zé do Pátio tem interesse na reunião com o governador da mesma forma que o governador tem interesse em conversar com Pátio", afirmou, referindo-se à suposta demora de Maggi em receber o prefeito de Rondonópolis para discutir a liberação de recursos ao município.

   O deputado também contestou informações veiculadas pela imprensa de que Rondonópolis foi "abandonada" pelo peemedebista, que estaria despachando de um hotel para evitar a população - saiba mais aqui. "O PMDB está coeso. Rondonópolis conta não só com o prefeito, como também com o deputado federal Carlos Bezerra, que inclusive é padrinho político do Zé do Pátio. Temos também a deputada federal Teté Bezerra", apontou.

   Brito informou que a bancada do PMDB na AL também vai participar da reunião com o governador, bem como o presidente do diretório estadual da legenda, Carlos Bezerra, e o vice-governador Silval Barbosa. (Andréa Haddad)

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Clique no play e veja o que diz o deputado Antonio Brito

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EXPLICAÇÕES | 30/04/2008 - 10:21

Nilson Teixeira nega envolvimento com cartel

Romilson Dourado

  O ex-gerente de factoring de João Arcanjo Ribeiro, Nilson Teixeira, nega qualquer participação no esquema de cartelização, dumping e muito menos de coação a revendedores com o intuito de manter os preços dos combustíveis elevados. Ele foi preso durante a Operação Madona, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que visa combater o sistema de cartel em postos de combustíveis no Estado.

  Em nota enviada à imprensa, Teixeira se defende de todas as acusações e diz que está sendo condenado por erros do passado que, segundo ele, já foram pagos. Conta ainda que trabalha com a revenda de combustíveis desde 1993, antes de mesmo de ser gerente de Arcanjo. Teixeira é dono da rede de postos América.

  Apesar de negar seu envolvimento com o esquema de cartelização, Nilson reconhece que existem irregularidades em postos de Cuiabá e indica a formação de cartel. “Não perdi a crença no poder judiciário nem no Gaeco. Tenho certeza que os órgãos do Judiciário irão separar o joio do trigo e, não demorará muito para aparecer os verdadeiros bandidos que militam no setor, pois várias foram as informações prestadas por depoentes honestos”, comenta na nota.

  Ele também colocou à disposição da polícia e da secretaria estadual de Fazenda a contabilidade de suas empresas e revelou que nenhum documento de seus postos foi apreendido durante a Operação Madona. Teixeira foi preso no dia 23 e solto no último sábado, por meio de um hábeas corpus.

  O empresário estava em liberdade condicional antes e ser preso pelo Gaeco. Ele foi condenado por formação de quadrilha e evasão de divisas, devido sua participação na organização criminosa chefiada pelo bicheiro.

  • Clique aqui e confira a nota na íntegra.
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EXPLICAÇÕES | 29/04/2008 - 15:45

Nota de esclarecimento Nilson Teixeira

Romilson Dourado

EU que estive preso no último dia 23, pela operação encabeçada pelo GAECO, denominada M A D O N A, venho a publico esclarecer:

01) que desde 1993 já era proprietário de posto de revenda de combustível, ou seja, antes mesmo de me tornar gerente da factoring de João Arcanjo Ribeiro, fato este iniciado entre 94 e 95;

02) que iniciei minha carreira em bancos desta Capital em 79, trabalhei em 03 bancos diferentes, apenas mudando de banco para banco quando recebia propostas mais vantajosas e, que desde 1986 tornei-me gerente geral de agência, cargo este que só abandonei para trabalhar em factoring e ganhar quatro vezes ou mais em relação ao que ganhava em agência bancária;

03) que desde dezembro de 2002, quando ocorreu a operação Arca de Noé, passei a dedicar-me exclusivamente aos Postos América e minha propriedade rural;

04) que em 2002 eu era vice-presidente na gestão de Aldo Locatelli, junto ao Sindipetróleo. Ressalto que neste período iniciamos um intenso combate à sonegação e adulteração de combustíveis no Estado. Enfrentamos os empresários irregulares e até verdadeiros bandidos, minoria em nosso segmento. Chamamos e ensinamos as particularidades do segmento para as autoridades competentes. São ações que, dificilmente, a sociedade irá reconhecer;

05) que desde o primeiro dia em que me tornei revendedor de combustível trabalho exclusivamente com produtos Ipiranga. Afirmo categoricamente que sou o único revendedor de Cuiabá e de Várzea Grande que jamais adquiri um único litro de produto que não fosse o ostentado por essa bandeira. Para isso, ao longo de muitos anos paguei um preço acima de meus concorrentes, haja vista que a Ipiranga há anos transferiu sua base para Alto Taquari. A transferência ocasionou aumento no frete da gasolina e do álcool, pois o álcool puro ou o que vai adicionado à gasolina (25%) passa por Cuiabá, vai para Alto Taquari e retorna à Capital;

06) na operação Madona não tive um só documento apreendido, pois quando da operação Bagdá que considero “pirotécnica”, toda minha escrituração foi revirada e constatou-se a idoneidade dos Postos América. A diferença da operação Bagdá para esta última (Madona) é que não houve prisões. Porém, sobraram, sim, apenas funcionários assustados, uma funcionária grávida apavorada com homens encapuzados e com armamento pesado e clientes indignados, quando bastava apenas solicitar a vida fiscal junto ao contador da empresa;

07) os motivos alegados para minha prisão no último dia 23, que seriam supostos ganhos abusivos, formação de cartel, dumping e coação a revendedores para tabelar preços, nenhum deles espelha o que tenho feito frente aos Postos América. Tenho certeza que, com muita tranquilidade minha honestidade será demonstrada ao longo de minha defesa;

08) não perdi a crença no poder judiciário nem no Gaeco. Tenho certeza que os órgãos do Judiciário irão separar o joio do trigo e, não demorará muito para aparecer os verdadeiros bandidos que militam no setor, pois várias foram as informações prestadas por depoentes honestos. Cabe agora às autoridades competentes trabalharem estes dados. Aproveito para colocar toda a contabilidade de qualquer Posto América, a disposição do GAECO ou SEFAZ, já que foi noticiado e não ocorreu apreensão;

09) se o incentivo para consumo for estimulado apenas por preços menores, deixando de lado qualidade do produto, será uma forma de induzir o consumidor ao erro de obter o ganho imediato, o que poderá trazer consequências sérias ao seu automóvel. Consequências que somente serão detectadas a médio e longo prazo, mas que trará enormes prejuízos.

10) nenhum cidadão neste país pode ser exposto aos constrangimentos por algo acontecido no passado, quando condenado e pago por sua pena. É desumano atos praticados por autoridades que consideram que condenações são eternas, usando destas para promoção pessoal junto à imprensa marrom;

11) Para finalizar, peço a Deus que ilumine as autoridades que conduzem a operação Madona para que suas diretrizes sejam em busca da verdade, que abusos cometidos sejam reparados, que culpados sofram as penas da Legislação e que ao final fique a lição que ninguém pode agir fora da lei, principalmente as autoridades. Agradeço a Deus pela solidariedade recebida e por iluminar a mente de autoridades (tribunal de justiça) que não se curvam diante de pressões vindas dos holofotes.

NILSON ROBERTO TEIXEIRA
(POSTOS AMERICA)

EXPLICAÇÕES | 27/03/2008 - 18:00

Ex-travesti conta sua história das ruas até o altar

Romilson Dourado


No submundo, Joide se prostituía e hoje é casado com Edna

  Joide Pinto de Miranda não é pré-candidato e não pertence ao cenário político, mas com certeza tem uma história de vida bastante curiosa e vai surpreender muita gente. O que é considerado impossível por muitos, aconteceu com Joide. Depois de ter sido travesti por cerca de 20 anos, hoje está casado há mais de 9 anos com Edna Miranda, uma linda mulher. O casal reside no bairro Cidade Verde, em Cuiabá. "O homossexualismo não é genético, não é hereditário e ninguém nasce homossexual. Dá-se pela falta de uma base familiar", afirma. Com muita coragem e sem nenhum receio, Joide conta sua vida ao RDNews.

  Numa época que muito se houve falar em pedofilia, Joide teve o desprazer de conhecê-la e vivenciá-la com apenas seis anos de idade. "Fui abusado por um senhor de idade, advogado, casado e muito bem instruído. A pedofilia já existe há anos e nada é feito. Fecha-se os olhos", comenta. Com a inocência de uma criança, Joide não entendia o que lhe acontecia, mas não tinha a quem recorrer. "Meu pai era alcoólatra e muito violento. Ele me batia e me colocava para fora de casa. Um certo dia em que havia apanhado do meu pai, este vizinho me colocou no carro, me levou para passear, me agradou, ganhou minha confiança e depois me violentou. Tentei por várias vezes contar para o meu pai, mas se contasse eu apanharia ainda mais", relatou. Já a mãe, sem saber dos abusos sofridos pelo filho, apenas aceitava o que era dito pela religião sem nenhum questionamento. “Minha mãe era espírita e acreditava que tudo acontecia era porque tinha que ser, em função de vidas passadas”, explicou.

  Joide teve a infância marcada por abusos e violência. Além do vizinho, também foi abusado por outros homens. Isso tudo antes mesmo de completar seus oito anos. "Minha mãe alugava um barracão do lado da nossa casa e quando meu pai chegava bêbado em casa, eu ia dormi neste lugar. Mas também era abusado sexualmente por outros dois homens que dormiam lá para cuidar do barracão", revelou ele nesta quinta, a 3 dias de contar sua história de vida na Igreja Batista da Paz, onde frequenta.

    Além dos abusos, Joide também sofria com o ódio do pai. "Quando minha mãe me levava no centro (espírita), explicavam que eu e meu pai fomos inimigos na vida passada e para reverter voltamos como pai e filho. Mas só piorava".

   Pactos

   A mãe ligada ao Condomblé levou Joide para participar de um ritual, quando ainda tinha oito anos. "Fui levado para um cemitério, junto de um pai de santo homossexual, para fazer um pacto. Derramaram sangue de galinha preta na minha cabeça, pinga, essas coisas", narrou. Depois deste, outro pacto foi feito, mas nada resolveu. Então ele foi levado por uma mãe de santo, lésbica, para um terreiro em Campo Grande (MS). "Esta mulher convenceu minha mãe de que tinha que fazer um trabalho comigo. Na época tinha 10 anos e foi muito traumático", explica.

  Depois de quase um ano morando com a tal mãe-de-santo, Joide passou pelo seu último ritual, que na realidade foi uma sessão de tortura. "Fiquei amarrado por quase 24 horas. Fui chicoteado por uma noite inteira. As pessoas apagavam charutos no meu corpo, que já estava cheio de marcas de queimadura. No dia seguinte, estava tão revoltado que quis ir embora. Por coincidência, neste mesmo dia, minha tia apareceu e me trouxe para Cuiabá", relatou. A partir daí, porém, nunca mais foi o mesmo e aos 12 anos não se identificava mais como homem. “Me olhava no espelho e não me aceitava. Deixei o cabelo crescer, tomei hormônios femininos, como anticoncepcional e a convivência com a família foi se tornando cada vez mais insuportável”.

  Prostituição

  Com 14 anos, conheceu um grupo de travesti e um deles levou Joide para casa dele. Foi quando começou usar drogas e se travestiu, indo para as ruas se prostituir. "Descobri que os travestis são muito mais homens do que muitos homens. Na maioria das vezes, eles são os ativos na relação", afirma. Aos 15, foi para o Rio de Janeiro, ganhar dinheiro como travesti.  "Quando me falaram que poderia ganhar muito mais dinheiro lá no Rio, só pensei em vingar do meu pai. Mostrar que poderia me dar bem", comenta. Ficou por pouco tempo na Cidade Maravilhosa e seguiu para São Paulo, onde conheceu travestis bem-sucedidos. Resolveu, depois, sair do país. Antes de ir para a Europa colocou silicone industrial no quadril. Como só tinha 16 anos e precisava de autorização para viajar, falsificou os documentos e partiu para Paris, onde ficou por pouco mais de um ano. Passou por vários lugares da Europa, entre eles, Portugal, Madri, Barcelona, cidade em que fez a cirurgia para colocar 380 ml de silicone nos peitos. Mas foi na Itália que fixou moradia. Lá se envolveu com o tráfico de travesti e drogas. "Eu arranjava a documentação para outros travestis irem para Itália e com isso ganhava uma comissão. Além disso, também vendia preservativo, usava drogas e me prostituía", confessou.

  Neste período que ficou fora, sua mãe se converteu e tornou-se evangélica. Ela ficou mais de sete anos orando por Joide e sempre que falava com o filho no telefone dizia: “meu filho, Jesus te ama e vai transformar sua vida”. Mas nada o convência. Uma certa vez veio a Cuiabá ficar por um mês. Foi com a mãe a uma reunião da igreja e se revoltou por ter sido apresentado como filho e não filha. Com isso, retornou antes do tempo para Itália. Lá, ele sofreu uma grande decepção, que o fez vir para Cuiabá mais uma vez e em um momento de raiva queimou toda documentação italiana. Quando quis retornar para Europa não pôde mais. “O travesti que falsificou minha documentação havia morrido enforcado no presídio de Roma e não tive mais como retornar”, explicou.

   Conversão

   Após dois anos morando em Cuiabá, aceitou ir a um culto da igreja com a mãe. Foi quando aceitou a conversão. "O pecado me trouxe a beleza, o poder, dinheiro, mas não tinha o principal: felicidade e paz. Por isso falo: os homossexuais não são felizes por completo, eles possuem um vázio muito grande em suas vidas. Não estou julgando ninguém. Digo isso porque conheci homossexuais de vários países", declarou. A transformação aconteceu gradativamente. "O cabelo passou a me incomodar, sentia vergonha do silicone, do quadril e peitos enormes. Senti nojo do passado. Fui para São Paulo retirar o silicone e tive uma grande experiência com Deus. Fiz com Ele um propósito para mudar de vida e tive muita força de vontade", destaca.

  Joide admite que esta transformação não foi fácil e enfrentou preconceito, descriminação e a falta de confiança das pessoas que não acreditavam que deixaria de ser homossexual. Mas conseguiu provar que o “nada é impossível para Deus” e passou a ser exemplo. Nos eventos da Igreja, era chamado para dar seu testemunho e ajudar pessoas que passam por este dilema na família.

  Casamento


Casal Joide e Edna Miranda, durante entrevista nesta quinta 

   Em um desses eventos, Edna Miranda, que hoje é sua esposa, estava presente junto com outras 3 mil pessoas para ouvir o testemunho de Joide. Ela ficou impressionada com a história dele e quis conhecê-lo, o que só aconteceu dois meses depois, quando foi até a loja que Joide tinha no centro de Cuiabá. “Nunca tinha ouvido falar em uma pessoa que deixou de ser homossexual e fiquei com aquilo na cabeça. Um certo dia passava em frente da loja dele e resolvi entrar para me apresentar. Fui muito bem recebida e já fui para os fundos orar com a mãe dele. Ficamos amigos, e somente depois de 10 meses, quando tive a aprovação do meu pai, começamos a namorar”, conta Edna.

  Edna foi a confidente de Joide no período de sua transformação. “Era muito difícil para mim. Depois de 20 anos vivendo como mulher me tornar um homem e ela (Edna) foi minha conselheira, amiga, e me ajudou a superar todos os desafios que enfrentei neste caminho de libertação. Apaixonei-me loucamente por ela e conheci o verdadeiro amor entre um homem e uma mulher”, resume. Eles vão completar 10 anos de casados em 2008 e, apesar do preconceito que enfrentaram, se declaram muito felizes.

    Testemunhos

    Atualmente, Joide e Edna têm viajado levando o testemunho deles para milhares de pessoas e, com isso, ajudado pais e jovens que enfrentam o homossexualismo na família. "Muitas pessoas que não acreditam em solução para o homossexualismo, me procuram e passam a ter esperança. Meu depoimento tem transformado a vida de muitos jovens homossexuais, que passam a crer na cura e salvação. O homossexualismo é um pecado como outro qualquer, que já existia desde os tempos mais antigos, citado até mesmo na Bíblia (1º Cor 6, 9 - 11, Rom 1, 24 - 29). Por isso, o que faço é mostrar para as pessoas que qualquer um pode se transformar. Só precisa aceitar e querer Deus no coração", concluiu.

  Quem quiser ouvir essa história de perto poderá participar da palestra intitulada “A História de Vida do Ex-travesti, Joide Miranda – das ruas até o altar”, que será realizada neste domingo (30), às 19h, na Igreja Batista da Paz, ao lado do Corpo de Bombeiros, no bairro Verdão. Joide e Edna estarão lá para contar mais uma vez a história deles, na esperança de ajudar as pessoas e diminuir suas aflições. Os interessados também podem entrar em contato pelo telefone (65) 8126-9556. (Alline Marques)

      Clique no play e confira um pouco da história de Joide.

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EXPLICAÇÕES | 06/11/2007 - 22:10

Dirigente do Sindsep nega fraude e acusa Galvão

Romilson Dourado

Carlos Alberto, preside o Sindsep-MT   O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT), Carlos Alberto de Almeida, nega as acusações envolvendo seu nome em esquema de fraudes e desvio de dinheiro por meio de suprimento de fundo, enquanto era chefe de administração da Fundação Nacional de Saúde. Ele disse ainda que essas informações partiram do ex-presidente do Sindsep, Washington Galvão que, segundo Carlos, "ainda tem interesse em ocupar o cargo".

 

     Carlos Alberto explica que a auditoria realizada na Funasa exigiu a prestação de contas do suprimento de fundos especial com a nota fiscal e ainda as requisições com a indicação dos veículos que utilizaram o combustível. Conta que apresentou somente a nota fiscal. De acordo com o sindicalista, a verificação desses documentos de forma minuciosa é de competência do chefe da contabilidade e não sua. "São milhões que passam pelas nossas mãos. Eu não teria condições de analisar documento por documento", afirma.

 

     Carlos repassou o montante de R$ 8 mil à servidora Neuza Ferreira Dourado, atendente de enfermagem da Funasa, para despesas consideradas emergenciais, bem como a aquisição de combustível. "Não existe nenhuma irregularidade nisso", argumenta. A comissão de processo administrativo disciplinar ainda está ouvindo depoimentos dos acusados.

 

     Acusação


     O presidente conta que Galvão responde a dois processos judiciais por falsificar assinatura da chefe do setor de pagamentos da Funasa, Clenira Tavares de Lima. "Ele (Galvão) fez empréstimos consignados na Caixa Econômica Federal, já que não podia haver liberação pois era contratado pelo Sindisep". Carlos Alberto conta que após indícios, a Funasa abriu uma sindicância e um processo administrativo contra o ex-presidente Galvão. "O processo chegou até a Polícia Federal, que já ouviu várias testemunhas que comprovaram a fraude", completou. (Pollyana Araújo) 

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EXPLICAÇÕES | 22/10/2007 - 18:01

Maggi usa militar como repórter em missão oficial

Romilson Dourado

Governador diz também que pagou do bolso US$ 10 mil de despesas com a filha na viagem internacional

    Por 15 dias o governador Blairo Maggi (PR) esteve na Rússia e Europa e, ao invés de levar consigo profissionais da secretaria de Comunicação, com vistas a divulgar as ações da missão oficial, preferiu contratar uma jornalista européia e usar o tenente-coronel da PM, Alexander Maia, seu ajudante de ordens, como repórter e fotógrafo.

    Em entrevista coletiva nesta segunda no Palácio Paiaguás, Maggi foi perguntado sobre a política de comunicação do Estado e acabou passando por constrangimento. O governador disse que fez essa opção para reduzir despesas. Ao mesmo tempo, porém, afirmou que "comunicação é investimento e não despesa".

     Maggi levou na comitiva a esposa, secretária Terezinha (Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social) e a filha Belisa. Um jornalista logo perguntou ao "rei da soja" sobre quem pagou as despesas, se Maggi ou se o governo do Estado, e interrogou também sobre o custo da viagem. O governador reagiu, de imediato: "Eu não seria besta de gastar dinheiro do Estado". Em seguida, sobre o custo, completou: "Para mim, não é caro".

    O maior produtor individual de soja do mundo se referia aos cerca de US$ 10 mil que gastou com a viagem de sua filha. Maggi ponderou que não sabe quanto o Estado gastou com a viagem internacional. "Fomos representar Mato Grosso no exterior. Isso foi construído com sucesso". Para o governador, essa segunda viagem internacional "serviu para reforçar a necessidade de mostrar de maneira mais clara e transparente como Mato Grosso vem conduzindo suas relações comerciais e de que forma o Estado está buscando alternativas que garantam o desenvolvimento econômico aliado a práticas sustentáveis". (Pollyana Araújo)   

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EXPLICAÇÕES | 03/09/2007 - 20:10

Nota de Esclarecimento da MTM e São Benedito

Romilson Dourado

     NOTA DE ESCLARECIMENTO

A IMOBILIÁRIA E CONSTRUTORA SÃO BENEDITO LTDA E A MTM CONSTRUÇÕES LTDA, vêm a público esclarecer o seguinte:

I- O empreendimento denominado PARQUE PANTANAL, que está sendo construído ao lado do Shopping Pantanal, foi objeto de INCORPORAÇÃO por parte da empresa MTM CONSTRUÇÕES LTDA, a qual responde ativa e passivamente no que se refere a este empreendimento.
II- Que a Imobiliária e Construtora São Benedito atua apenas como intermediadora da compra e venda dos apartamentos no referido empreendimento, não respondendo pela edificação do mesmo.
III- Que houve no citado empreendimento, uma fiscalização “in loco” por parte do Ministério Público do Meio Ambiente, que culminou na abertura do procedimento investigatório preliminar número 000372-02/2005 perante o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o qual ocasionou a elaboração de um TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA onde a empresa MTM Construções Ltda, assinou na qualidade de COMPROMISSÁRIA, junto de outros empreendedores instalados naquela região.
IV- Que todas as obrigações assumidas no referido termo, foram efetivamente cumpridas.
V- Que o procedimento preliminar foi arquivado perante a 20º Promotoria de Defesa do Meio Ambiente na data de 27 de outubro de 2006, face ao cumprimento das obrigações.
VI- Que a promoção do arquivamento foi submetida à apreciação do Conselho Superior do Ministério Público, que por Unanimidade, aprovou o arquivamento do procedimento preliminar na data de 04 de abril de 2007.
VII- Que todo e qualquer “suposto” dano ambiental, ventilado pelo autor da Ação Popular Lupar, foi efetivamente contemplado Pelo Termo De Ajustamento De Conduta e conseqüentemente reparado pela MTM Construçoes LTDA e demais COMPROMISSÁRIAS por força das exigências do Ministério Público.
VIII- Que não se aplica ao presente caso a irregularidade apontada pelo senhor Joao Batista Benevides Da Rocha no que se refere à publicidade do numero da matricula do imóvel, uma vez que este se embasou equivocadamente no DECRETO-LEI Nº 58, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1937, legislação esta aplicável apenas para loteamento e a venda de terrenos para pagamento em prestações, uma vez que a atividade da empresa é a Incorporação Imobiliária sendo aplicável ao presente caso as determinações da LEI DE INCORPORAÇÕES IMOBILIÁRIAS LEI 4591 DE 16 DE DEZEMBRO DE 1964.
IX- Que a obra se encontra livre e desembaraçada de qualquer óbice legal, que desencadeie insegurança para os Adquirentes e Pretensos Clientes.
X- Que o senhor João Batista Benevides da Rocha, não tem legitimidade alguma para representar a Associação dos Moradores do Bairro Terra Nova, tendo em vista que na eleição datada em 25/03/2007, o senhor Aldo Marques Peres foi eleito presidente do bairro pela maioria dos votos com mandato de três anos a contar desta data.
XI- Que o atual presidente da referida associação, ajuizou uma medida judicial de obrigação de não fazer em face do senhor João Batista Benevides da Rocha, numero 121/2007, em tramite perante a décima quarta vara cível da comarca de Cuiabá, com o objetivo de coibir qualquer ato de representação do João Batista Benevides Da Rocha em nome da Associação dos Moradores do bairro Terra Nova.
XII- Lamentamos a atitude do senhor João Batista Benevides Da Rocha, que esta mascarando interesses puramente eleitoreiros e particulares utilizando de um direito constitucional de ação cujo o único objetivo deveria ser a representação de direitos difusos e coletivos, vindo desta forma a prejudicar uma empresa que há mais de 50 anos cumpre com a sua função social no Estado de Mato Grosso, empregando inúmeras famílias que dependem diretamente deste e de outros empreendimentos.

Sem mais para o momento, é o que tínhamos a esclarecer.



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