Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 07:07 h

FAMILIOCRACIA | 08/11/2010 - 07:53

Nova eleição de Júlio e Teté reforça as famílias Campos e Bezerra

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Irmãos Júlio e Jayme Campos atuarão no Senado e na Câmara, assim como casal Bezerra, no Congresso e na AL

  As famílias Campos e Bezerra voltam a reconquistar poder, agora com maior força no Legislativo. O cacique Carlos Bezerra, que controla há  praticamente duas décadas o PMDB, se reelegeu deputado federal e garantiu a esposa Teté em cadeira na Assembleia. O outro cacique, senador Jayme Campos (DEM), ajudou o irmão Júlio a voltar ao posto de deputado federal, cargo já ocupado nos anos 1980. Amados por uns e odiados por outros, eles vão passar os próximos quatro anos legislando. Além do mais, controlam em Mato Grosso o rumo de peemedebistas e democratas.

   Os partidos mantêm o discurso da renovação, mas seus próprios líderes boicotam aqueles que sonham em dar uma cara nova às legendas. A principal barreira surge com a falta de apoio logístico nas candidaturas a cargo eletivo. Sem respaldo das urnas não se consegue impor liderança. É por isso que os irmãos Campos e o casal Bezerra investem pesado no processo eleitoral. Usam o pretexto da força dos votos para continuar ditando as regras.

   Nenhuma composição é feita, por exemplo, no PMDB, sem antes se submeter à análise de Bezerra. O governador reeleito Silval Barbosa passou apurado nas mãos do cacique. Só não sofreu mais boicote porque ganhou força política rapidamente, ao sair da condição de vice para o posto de chefe do Executivo, e evitou conflitos com o deputado. Bezerra fez uma dobradinha eleitoral com a esposa Teté, assim como em campanhas passadas, quando se elegeram e legislaram juntos, sendo ele no Senado e ela na Câmara Federal. Na campanha deste ano, Bezerra dizia nas reuniões que Teté só havia entrado na disputa para reconquistar espaço perdido pelo partido na AL e que seria a "puxadora de votos". As urnas mostraram, porém, que Teté ficou longe de ser a mais votada. Foi a quinta do partido. Só entrou por causa do empurrão da legenda. Obteve 22.964 votos. Ficou atrás de Nilson Santos, Walace Guimarães, Baiano Filho e Romoaldo Júnior.

   Até 2014, o casal Bezerra vai ter voz na bancada federal mato-grossense, na Assembleia e ainda uma certa influência no Palácio Paiaguás, já que o reeleito Silval é da mesma agremiação partidária.

    Com a volta de Júlio à vida pública, os irmãos também se fortalecem, com um no Senado e outro na Câmara. Júlio e Jayme já foram prefeitos de Várzea Grande e governadores. Bezerra já atuou como deputado estadual, governador, prefeito de Rondonópolis, senador e vai ocupar o terceiro mandato de federal. Daqui a dois anos, é provável que eles não só estejam comandando o destino das candidaturas nos municípios em nome de seus partidos, como também se colocando como candidatos a prefeito, tudo para manter viva a familiocracia.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 07/09/2010 - 08:00

Candidatos exploram familiares na esperança de obter espólio político

Romilson Dourado

Thelma de Oliveira e Leôncio Pinheiro   Eles são candidatos a deputado explorando a imagem e o espólio político de membros da família que foram lideranças e ocuparam vários mandatos. Leôncio Pinheiro (DEM) e Thelma de Oliveira (PSDB) tinham como irmão e esposo, respectivamente, o ex-senador Jonas Pinheiro e o ex-governador Dante de Oliveira (ambos já falecidos). Nos discursos, a deputada federal que busca o terceiro mandato chega a dizer que aprendeu com Dante o fazer política voltado às causas sociais e sempre recorda a trajetória do ex-líder tucano, que foi prefeito de Cuiabá, deputado federal constituinte, ministro da Reforma Agrária e governador por dois mandatos e que ganhou notoriedade nacional por causa da emenda das Diretas Já.

   Leôncio, que presidiu a Empaer por cerca de dois anos, enfatiza no horário eleiotoral ser irmão do ex-senador Jonas e que está disposto a trabalhar "pelo campo e pela cidade", frase muito utilizada por Jonas, que foi deputado federal e senador por dois mandatos. Thelma e Leôncio estão numa coligação "pesada" e que exigirá votação expressiva para garantir vaga de federal. Presidente regional do PSDB, a deputada dispõe de maior estrutura e visibilidade eleitoral. Tem como principais concorrentes da coligação que congrega PSDB, DEM e PTB os ex-governadores Júlio Campos e Rogério Salles e o ex-prefeito de Sinop Nilson Leitão. No caso de Leôncio, sua participação no processo eleitoral é mais para ajudar nos votos de legenda.

   Não são apenas Thelma e Jonas que recorrem a familiares para tentar conquistar eleitores. Marcinho Lacerda, candidato a deputado estadual pelo PSDB, lembra ser filho do ex-vice-governador e ex-deputado Márcio Lacerda e se coloca como porta-voz da região de Cáceres. No fundo, quer "ressuscitar" na política a família Lacerda. Seu tio, José Lacerda, também ocupou mandato de deputado. O filho do ex-deputado federal nos anos 80 Mário Juruna (já falecido), Onézio Juruna, é candidato pelo PDT. Ele é da reserva indígena São Marcos, situada em Barra do Garças. O empresário Roberto Farias (PP), filho do ex-prefeito e ex-governador Wilmar Peres de Farias (já falecido), também está no páreo para federal.

   Leandro Soares (PP), filho do ex-deputado e conselheiro do TCE Alencar Soares, é candidato a deputado estadual, assim como Dilmar Dal Bosco (DEM), empresário em Sinop. Dilmar lembra na propaganda na TV que é irmão do deputado Dilceu Dal Bosco, candidato a vice-governador da chapa do tucano Wilson Santos. Glauco Ninomya (PV) é candidato a estadual e pontua ser filho do ex-parlamentar cacerense Ninomya Miguel.

  O ex-vereador por Cuiabá e ex-deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) busca reconquistar cadeira na Assembleia. Ele é filho de Emanuel Pinheiro da Silva, que marcou posição na vida pública em Mato Grosso nas décadas de 1960 e 1970, quando mlitou no antigo PSD e foi um dos maiores defensores do governo Pedro Pedrossian (66/71) enquanto deputado por dois mandatos e chegou a presidir a Assembleia de 67 a 68. Exerceu também mandato de federal. Políticos de carreira como os ex-governadores Jayme Campos e Carlos Bezerra, hoje nas cadeiras de senador e de deputado federal, respectivamente, estão empenhados na eleição do irmão Júlio Campos e da esposa Teté Bezerra, respectivamente. Júlio concorre à Câmara e, Teté, à vaga na AL. De quebra, Bezerra ainda quer a reeleição. E, assim, os grupos tentam conquistar espaço na vida pública, de preferência, ostentando a familiocracia.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 05/08/2010 - 08:25

Casais tentam vagas na AL e Câmara; Dilceu faz dobradinha com irmão

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Wallace busca novo mandato e lança a esposa Jaqueline à federal, enquanto Bezerra faz o contrário com a esposa Teté e Dilceu Dal Bosco, candidato a vice-governador, aposta no irmão Dilmar como concorrer à vaga na Assembleia

    A exemplo dos casais Oliveira e Pinheiro em eleições passadas, os Bezerra e Guimarães mantiveram a tradição no pleito deste ano. O deputado estadual Wallace Guimarães, que trocou o DEM pelo PMDB, busca a reeleição e lançou a esposa Jaqueline para deputada federal pelo nanico PHS. Já o deputado federal Carlos Bezerra, cacique da legenda peemedebista, faz dobradinha com a esposa Teté, que concorre à deputada estadual. A família Dal Bosco, de Sinop, também tenta ampliar espaço na vida pública. O deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) aceitou entrar na chapa como vice do tucano Wilson Santos na disputa ao governo estadual, com a condição do irmão Dilmar disputar vaga na Assembleia.

    Não é de hoje que em Mato Grosso familiares tentam "abocanhar" cargos diferentes na mesma eleição. Bezerra foi senador com a esposa Teté na Câmara Federal. O então senador Jonas Pinheiro (já falecido) fez igual com Celcita Pinheiro. O ex-governador Dante de Oliveira (já falecido) foi quem "elegeu" a esposa Thelma deputada federal. Agora, ela busca o terceiro mandato na Câmara. Percival Muniz foi prefeito de Rondonópolis, enquanto a esposa Ana Carlos Muniz ocupou cadeira na Assembleia, embora por poucos meses.

     Esse tipo de dobradinha eleitoral de casais e de irmãos provoca crise nos partidos e coligações. No PMDB, por exemplo, os candidatos proporcionais estão na bronca com Bezerra porque este, enquanto presidente da legenda, prioriza o nome de Teté em detrimento dos demais. Na hora de montar estrutura, de "investir" recursos oriundos do próprio partido e de definir tempo do horário eleitoral, dar ênfase nos discursos em palanque e nas reuniões, Teté vem sempre em primeiro lugar. Ademais, outros nomes que poderiam estar no páreo se viram forçados a recuar para apoiá-la. Por conta disso, ela se transformou em espécie de "puxadora" de votos de um partido que conta como principais concorrentes os deputados Adalto de Freitas e Nilson Santos e o ex-secretário Baiano Filho.

    No caso de Wallace, a entrada de sua esposa Jaqueline é mais uma estratégia para divulgar o PHS e cumprir a cota do universo de mulheres candidatas. O quociente eleitoral para a Câmara é de aproximadamente 200 mil votos por partido e/ou coligação. Jaqueline concorre por uma coligação que tem 6 partidos (PP, PHS, PTC, PRP e PTN), já que o PRB teve registro de seus candidatos cassados. Desse bloco, os nomes mais cotados são dos progressistas Eliene Lima, Roberto Dorner e Neri Geller. O deputado Pedro Henry, que detém maior visibilidade da coligação, teve registro indeferido e, se não conseguir reverter a situação junto ao TSE, ficará de fora da disputa.

    Dilceu tenta transferir toda a sua estrutura e base eleitoral para o irmão Dilmar, que disputa cargo eletivo pela primeira vez. Para ele se eleger na coligação que reune PSDB e DEM, serão necessários aos menos 30 mil votos. Os mais cotados do grupo são os já deputados Guilherme Maluf (PSDB), Gilmar Fabris, Chica Nunes e José Domingos (os três do DEM) e ainda os tucanos Carlos Carlão e Carlos Avalone.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 03/12/2009 - 07:47

20 anos depois, irmãos Campos tentam repetir "dobradinha"

Romilson Dourado

  Vinte anos depois, os irmãos Jayme e Júlio Campos querem repetir em 2010 uma "dobradinha familiar" nas urnas, assim como fizeram em 1990, quando concorreram e ganharam para governador e senador, respectivamente. Mesmo com mandato de senador até 2014, Jayme não se vê por contente. Quer voltar à cadeira de governador. Já foi prefeito de Várzea Grande três vezes (duas consecutivas). O irmão Júlio desta vez concorrerá a deputado federal. É outro que acumula diversos cargos eletivos, como de prefeito, de governador, de federal e senador e, de quebra, antecipou a aposentadoria de conselheiro do TCE para concorrer a prefeito de Várzea Grande. Foi derrotado.

 Fernando Ordakowski

Júlio e Jayme Campos, eleitos, respectivamente, senador e governador em 90, disputam de novo em 2010

    Jayme e Júlio foram governador e senador, respectivamente, numa época em que Mato Grosso, mesmo pós-divisão territorial, era completamente diferente em todos os aspectos. A maioria da população dependia do serviço público e se via refém dos coronéis políticos, que ditavam as regras explorando o empreguismo e o clientelismo. Numa época em que ninguém nem sonhava com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veio a ser implantada praticamente na década de 2000 para controlar os gastos públicos, os gestores inchavam a máquina com nomeação de cabos eleitorais na estrutura do governo, que contava com diversos órgãos, empresas e autarquias e que hoje estão extintas, como Lemat, Casemat, Bemat e Ipemat.

   Naquele pleito de 90, Jayme conquistou o Paiaguás numa disputa eleitoral contra o economista Agripino Bonilha Filho (PMDB), hoje um dos diretores da recém-criada Agecopa, e contra o petista Luiz Scaloppe, procurador de Justiça do Estado. Júlio garantiu vaga no Senado num embate contra Carlos Bezerra (PMDB), hoje deputado federal.

   Os irmãos Campos acompanharam a extinção de seus dois partidos (PDS e PFL) e, mesmo assim, continuam na ativa no Democratas. O discurso e o estilo são os mesmos. Já Mato Grosso é outro, com a economia movida pelo agronegócio, com a tecnologia e com eleitorado mais crítico e consciente.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 13/11/2009 - 08:13

Thelma e Leôncio tentam espólio político de Dante e Jonas

Romilson Dourado

   Alguns políticos continuam adotando ainda a familiocracia como forma de se perpetuarem no poder e outros, aliados à prática do compadrio e do nepotismo, se juntam e investem pesado financeiramente na esperança de obterem êxito nas urnas.

 Clique na imagem para ampliação
Thelma de Oliveira (PSDB) e Leôncio Pinheiro (DEM)   Mesmo taxado de má gestor, já que não consegue conduzir a Empaer a contento, Leôncio Pinheiro, irmão de Jonas Pinheiro (já falecido), aposta na conquista do espólio político do ex-senador por dois mandatos e ex-deputado federal também por duas vezes, principalmente diante da decisão da viúva de Jonas, ex-deputada Celcita Pinheiro, de não concorrer mais a cargo eletivo. Filiado ao DEM (ex-PFL), Leôncio está em pré-campanha para deputado federal. Ele não é o único da família que pleiteia candidatura rumo às urnas de 2010. O ex-vereador e ex-deputado Emanuel Pinheiro (PR) busca novo mandato na Assembleia. Thelma de Oliveira, viúva do ex-governador Dante de Oliveira, vai tentar conquistar o terceiro mandato de deputada federal. Na sua primeira eleição, em 2002, ela fez "dobradinha" com o marido, que concorreu e perdeu para senador. No pleito de 2006, em meio à comoção da morte prematura de Dante, que seria candidato a federal, Thelma acabou concorrendo a reeleição e chegou a 76.770 votos. Agora, está no páreo de novo.

   Em 98, o então senador Carlos Bezerra perdeu na corrida à reeleição, mas elegeu a esposa Teté deputada federal, assim como Jonas Pinheiro em relação à Celcita. Em 2002, os casais tentaram garantir outro mandato às esposas mas, desta vez, só Celcita conseguiu. Agora, visando 2010, Bezerra vai concorrer à reeleição para federal, enquanto Teté será candidata a deputada estadual.

    Outras famílias tomaram gosto pelo poder. O governador Blairo Maggi resolveu entrar na briga para senador, enquanto o primo e prefeito de Sapezal César Maggi vai disputar cadeira na Assembleia. O senador Jayme Campos é pré-candidato a governador, enquanto o irmão Júlio está de olho na Câmara Federal. E, assim, os chamados líderes mantêm a tal familiocracia num Mato Grosso onde, na vida pública, manda o caciquismo político.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 22/06/2009 - 08:58

Sérgio vai para TC e irmã quer ficar com espólio político

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski
Clique na imagem para ampliação
Deputado e apresentador de TV Sérgio Ricardo (PR) articula vaga de conselheiro do TCE, cuja nomeação deve sair neste ano, enquanto Gisele Almeida está sendo preparada para substituí-lo na carreira política

  O deputado Sérgio Ricardo (PR) se organiza para deixar a vida pública neste ano e prepara a irmã, a publicitária e apresentadora de TV Gisele Almeida, para ficar com seu "espólio político". As negociações avançaram e Sérgio será o próximo a ser nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, um cargo vitalício que rende mais de R$ 20 mil mensais de subsídio, privilégios, regalias e poder. Gisele está disposta a concorrer a cargo eletivo no pleito de 2010. Com estilo similar ao do irmão, ela mudou até o nome do seu programa de TV, tudo para ganhar popularidade. De "Tarde no Shopping", passou a se chamar "Programa Gisele Almeida".  É apresentado diariamente na TV Rondon (Rede TV!) e no canal 20, arrendado pelo próprio deputado.

  Sérgio registra uma carreira política "meteórica". Jornalista, formado em Direito e apresentador de um programa na TV Cidade Verde (Band) batizado com o seu próprio nome e mais com o propósito de transformá-lo em palanque eletrônico, ele começou como vereador por Cuiabá. A TV é sua vitrine, mas conta com uma estrutura paralela, como um ônibus transformado em gabinete itinerante. Assim, chegou à cadeira de deputado, garantiu novo mandato e já presidiu a Assembleia. Hoje é o primeiro-secretário da Mesa Diretora da AL. Já militou no PMN, no extinto PFL (hoje DEM), PPS e hoje está no PR.  Sérgio foi candidato a prefeito de Cuiabá em 2004 e, por pouco, não disputou de novo as eleições do ano passado ao mesmo posto. Desde 2008, lançou pré-candidatura a governador rumo a 2010, mas, como enfrentou resistência da turma da botina ligado a Blairo Maggi, nem comenta mais o assunto com tanto ânimo como antes.

  O deputado "costura" agora nos bastidores para virar conselheiro. A tendência é que até novembro deste ano venha a ocupar a cadeira de Alencar Soares, que deve se aposentar prematuramente. Assim, Sérgio sai de cena na vida pública e vai se juntar a outros seis conselheiros, entre os quais os recém-empossados Campos Neto, Humberto Bosaipo e Waldir Teis. A partir daí, ele não poderá mais "fazer política". Por isso, tenta transferir sua base eleitoral à irmã Gisele.

(Às 12h15) - Em nota, deputado garante que articulação pró-TCE é especulação

  O primeiros-secretário da Assembleia, deputado Sérgio Ricardo, garante que não está articulando ingresso no TCE como conselheiro, apesar da movimentação de bastidores apontar o contrário. Ele assegura ainda que continua firme no PR, inclusive, na condição de pré-candidato a governador. Adianta ainda que, assim que deixar a vida pública, não pretende transferir espólio político a ninguém da família.

    Eis a nota na íntegra de Sérgio acerca de sua eventual saída da vida pública
  "Em função da matéria sob o título “Sérgio vai para TC e irmã que ficar com espólio político”, cabe os seguintes esclarecimentos:
   1) Não procede a informação de que teria definido minha ida para o Tribunal de Contas do Estado. Continuo a disposição do meu partido, o PR, para uma disputa majoritária nas eleições de 2010, seja como candidato a senador ou a governador. Qualquer notícia diferente desta realidade apresentada não passa de mera especulação;
   2) O dia em que passar a não disputar mais cargo eletivo – e espero que isso demore bastante, nenhum outro membro de minha família irá ocupar quaisquer tipo de “espólio político” que tenha eventualmente deixado. Informo isso porque  não há na família ninguém interessado em disputar cargo eletivo em qualquer esfera."
  Atenciosamente,
  Cuiabá, 22 de junho de 2009.
   Sérgio Ricardo - deputado estadual

(Às 15h15) - Gisele afirma que não vai ser candidata e diz que projeto é continuar na TV

   A publicitária e apresentadora de TV Gisele Almeida disse que, apesar dos rumores, não tem pretensão de concorrer a cargo eletivo. "Nenhum membro de minha família herdaria qualquer tipo de espólio político do Sérgio", afirma a irmã do deputado Sérgio Ricardo que, apesar de negar, se movimenta nos bastidores para ser nomeado este ano conselheiro do TCE. “Meu projeto é continuar cuidando do meu programa, do meu filho, da minha família. Nada mais”, destaca Gisele.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 26/05/2009 - 07:29

Maggi assina a nomeação; Neto ficará no TCE até 2.044

Romilson Dourado

 Num trâmite tão célere que causa inveja àqueles que estão na fila do INSS para se aposentar ou aguardando efetivação em cargo após ser aprovado em concurso público, o processo que transforma Campos Neto no mais novo conselheiro de Tribunal de Contas do país não demorou uma semana. Após sua indicação, sabatina e aprovação pela Assembleia, o governador Blairo Maggi o nomeou ao posto vitalício. Agora com o ato de nomeação 11.256, de 2009, com data desta segunda (25), o ex-deputado pode se apresentar ao Pleno do TCE para ocupar a cadeira. Ele fará isso já nesta terça.

  A indicação de Campos Neto para o Tribunal de Contas do Estado ganhou repercussão nacional porque, aos 35 anos, passa a ocupar o lugar do pai, o ex-deputado Ary Leite de Campos, que se aposentou na semana passada. Ele integrava o Pleno desde maio de 1986.

   Na segunda (18), Ary protocolou pedido de aposentadoria. No dia seguinte já estava aposentado. Enquanto isso, Neto tinha seu nome indicado pela Mesa Diretora da Assembleia na reunião do Colégio de Líderes na quarta (20) e, no mesmo dia, foi sabatinado e teve o nome aprovado em plenário por 19 votos e apenas um contrário, o do ex-prefeito de Cuiabá e deputado Roberto França (sem partido), que tentou manobra de última hora para ser indicado, mas não obteve respaldo dos colegas parlamentares. O trâmite dos processos de aposentadoria de Ary e a nomeação de Neto foi tão rápido, assim como aconteceu com as chegadas no TCE de Humberto Bosaipo e de Waldir Teis nos lugares, respectivamente, de Ubiratan Spinelli e Júlio Campos.

  Com a missão de exercer o controle externo das contas públicas de prefeituras, câmaras municipais, do governo estadual e suas secretarias, órgãos e autarquias, Campos Neto deixa de receber próximo de R$ 15 mil como deputado, além de outros privilégios, entre eles verba indenizatória, para continuar com outras regalias e mais dinheiro no bolso. Seu subsídio agora sobe para R$ 22,1 mil, mas, no geral, supera a R$ 60 mil. Ele receberá mensalmente mais R$ 15 mil da chamada verba indenizatória e tem direito a auxílios moradia e saúde, com reembolso de despesas médicas-odontológicas, automóvel oficial com motorista particular 24 horas por dia, passagem áerea e despesas variadas, como com ligações telefônicas, e indicação de quase 30 assessores. Até se aposentar compulsoriamente, aos 70 anos, Campos Neto terá permanecido nada menos que 35 anos como membro do Pleno do TCE. Vai ocupar a cadeira até 2.044. (Romilson Dourado)


Em poder do ato de nomeação, Campos Neto toma posse nesta 3ª no cargo vitalício de conselheiro do TCE

(19h) - Campos Neto adia posse para evitar comentários de que teme ser "barrado" 

   Mesmo com a nomeação publicada nesta terça (26) no Diário Oficial, Campos Neto optou por não tomar posse no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado na sessão desta terça (26). Ele quer evitar comentários de que tem pressa para assumir o cargo, já que teme uma ação da Justiça para barrar sua nomeação pela suposta prática de nepotismo. Campos Neto tem 30 dias, prorrogáveis por mais um mês, para assumir a cadeira deixada pelo próprio pai, o ex-conselheiro Ary Leite de Campos, que teve sua aposentaria publicada na semana passada. Trata-se de um caso inédito no país.

   A assessoria de Campos Neto disse que a data da posse ainda não foi definida. No entanto, o regimento do TCE permite que ele seja empossado em uma das sessões ordinárias do órgão, sem a necessidade de solenidade festiva. Basta que ele compareça a uma das sessões e manifeste o interesse de tomar posse. Neste caso, o presidente do TCE, Antonio Joaquim, deve suspender a sessão e iniciar uma sessão especial de posse. (Andréa Haddad)

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 18/05/2009 - 07:07

Ary Campos se aposenta e próprio filho fica com vaga no TCE

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski
Clique na imagem para ampliação
Numa decisão polêmica, Ary Leite de Campos deixa o TCE após 21 anos e abre vaga ao filho Campos Neto

  Sem alarde, o conselheiro Ary Leite de Campos, aos 70 anos, protocola esta semana o seu pedido de aposentadoria compulsória do Tribunal de Contas do Estado e, numa decisão inédita no Brasil, cederá a cadeira vitalícia ao próprio filho, o deputado estadual Campos Neto. As articulações estão amarradas nesse sentido, tanto junto à Assembleia Legislativa, a quem cabe indicar, promover sabatina e levar seus deputados a votar em plenário para escolha do futuro conselheiro, quanto ao Palácio Paiaguás, com a atribuição de fazer a nomeação. Ary já apresentou o pedido de aposentadoria junto ao presidente do TCE, Antonio Joaquim. O ato será publicado no Diário Oficial. Em seguida, comunica a vacância do cargo à Mesa Diretora da AL.

   Alguns deputados demonstram interesse explicitamente na vaga de conselheiro, como José Domingos (DEM), Roberto França (sem partido) e Sérgio Ricardo (PR). Para ajudá-lo a chegar no TCE, Campos Neto recorreu ao presidente da AL, José Riva, do mesmo partido. Em princípio, houve resistência mas, com o trabalho de bastidores nos últimos dois anos junto a cada parlamentar, hoje todos aprovariam a indicação de Neto ao posto de conselheiro, que possui prerrogativa de desembargador do Tribunal de Justiça.

   Os maiores questionamentos são quanto ao fato do pai abrir vaga ao filho. Além de imoral, uns entendem que isso configura nepotismo. Outros sustentam que não seria prática nepotista, considerando que as autoridades nomeantes são do Parlamento e do Executivo, em que pese Ary pertencer hoje ao Pleno de um órgão vinculado ao Poder Legislativo. Os aliados de Neto destacam ainda que este possui competência para tal e que essa decisão está amparada no "princípio da impessoalidade", disposto no Artigo 37 da Constituição Federal.

  Ary Leite, que enfrenta problemas de saúde, deixa o TCE após 21 anos de atuação no Pleno. Ele só não se aposentou ainda porque aguardou o filho chegar aos 37 anos para, assim, poder sucedê-lo. Primo dos irmãos e ex-governadores Júlio e Jayme Campos, Ary Leite está no TCE desde maio de 86. Antes, foi prefeito de Várzea Grande (69) e deputado estadual por três legislaturas (74 a 82). Antes de se tornar deputado, Campos Neto foi vereador por Várzea Grande e chegou a presidir a Câmara Municipal.

   O TCE tem no Pleno 7 conselheiros. Cada um ganha R$ 22 mil mensais e tem coo principal missão exercer o controle externo, por meio da fiscalização da gestão dos recursos do Estado e dos municípios. O Tribunal, que recebe duodécimo anual superior a R$ 120 milhões e fiscaliza algo em torno de R$ 13 bilhões. Hoje, o Pleno é composto por José Carlos Novelli, Humberto Bosaipo, Valter Albano, Antonio Joaquim, Alencar Soares, Waldir Teis e Ary. Os últimos nomeados foram Bosaipo e Teis nas vagas, respectivamente, de Ubiratan Spinelli e Júlio Campos.

(Às 10h50) - Em nota, deputado admite a pretensão de virar conselheiro do TCE

   Em nota ao RDNews acerca da matéria acima, a assessoria jurídica do deputado estadual Campos Neto (PP) confirma que, de fato, o parlamentar tem interesse na vaga, mas que ainda não está definida a sua possível indicação. A nota reforça o aspecto de legalidade numa eventual indicação de Neto.

   Eis, abaixo, a íntegra da nota assinada pela assessoria jurídica de Campos Neto

  "Certo é que o parlamentar preenche todos os requisitos para o cargo. Primeiro porque não há nepotismo, uma vez que não compete ao conselheiro Ary Campos a sua nomeação mas, sim, aos Poderes Executivo e Legislativo do Estado. Segundo, porque Campos Neto é parlamentar em quarto mandato e possui idade exigida em Lei. Terceiro, porque não se pode ignorar o princípio da impessoalidade, que acena no sentido de que o deputado não pode ser penalizado por possuir parentesco de consanguinidade com um ex-conselheiro. O caso é realmente polêmico, mas a análise fundamental é de ordem técnica e legal."
   Assessoria Jurídica do deputado Campos Neto

(Às 12h45) - Conselheiro Ary Campos já oficializa seu pedido de aposentadoria

   O conselheiro Ary Leite de Campos agiu rápido. Ele oficializou nesta segunda (18), junto à Gerência de Protocolo do TCE, o seu pedido de aposentadoria. O documento deu entrada às 8h44. Depois de passar pela Coordenadoria de Gestão de Pessoal, o pedido já se encontra na Procuradoria Consultiva para emitir parecer. Na sessão desta terça, a Mesa Diretora da Assembleia já será comunicada sobre a vacância do cargo. Em seguida, o deputado Campos Neto será inscrito como "único interessado" na vaga vitalícia do pai. Numa corrida contra o tempo, a AL deve sabatiná-lo nesta semana e já aprovar a indicação do nome. Em seguida, vai para o governador Blairo Maggi assinar a nomeação.


Documento acima comprova protocolo feito já nesta 2ª pelo conselheiro Ary acerca de sua aposentadoria

(Às 13h) - Decisão é prerrogativa do Executivo e Legislativo; TCE não pode nem opinar

   Neste processo sobre aposentadoria de Ary Leite de Campos e a articulação para emplacar na sua própria vaga o filho e deputado Campos Neto, o Tribunal de Contas está levando "pau" dos leitores, em comentários postados nesta matéria, de uma forma um tanto injusta. Acontece que, conforme o artigo 49, a escolha e nomeação de conselheiro, que é um cargo vitalício, é privativo dos Poderes Legislativo e Executivo. Nesse caso, não se compete ao TCE nem se pronunciar acerca do assunto, principalmente nesta fase de trâmite dos processos, um referente ao pedido de Ary para entrar para a inatividade e, o outro, sobre a indicação de Campos Neto. Mesmo assim, muitos leitores passaram a cobrar um posicionamento do presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim. A informação é de que ele não pode se pronunciar oficialmente.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 05/04/2009 - 07:56

6 políticos fracassam na tentativa de eleger familiares

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski clique na imagem para ampliá-la
Jayme assistiu a derrota de 2 irmãos, Fagundes não emplacou o filho de vice-prefeito e Thelma vê o sobrinho perder de novo Seis políticos que tentaram eleger familiares ou parentes no ano passado fracassaram com a resposta das urnas. Por outro lado, 11 conseguiram mais um passo para perpetuação no poder dentro da chamada familiocracia. Um dos que mais sentiram a derrota foi o senador Jayme Campos. Os seus irmãos Júlio, em Várzea Grande, e Dito Paulo, em Jangada, perderam na disputa a prefeito. Dito, aliás, buscava a reeleição. Para piorar, a irmã e então vereadora por Cuiabá, Márcia Campos, desistiu da reeleição de última hora. Todos os quatro Campos são do DEM.

  Em Rondonópolis, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), que perdeu duas vezes para prefeito (2000 e 2004), não conseguiu êxito com o filho João Antonio, derrotado a vice-prefeito na chapa pura encabeçada por Adilton Sachetti. A também deputada Thelma de Oliveira (PSDB) não teve força política suficiente para eleger vereador em Cuiabá o sobrinho Leonardo de Oliveira. A deputada estadual Chica Nunes (PSDB) não garantiu cadeira de vereador ao sobrinho Tiago Nunes na Capital, mas contribuiu com a vitória do marido Marcelo Ribeiro (PP) a prefeito de Barão de Melgaço. O problema é que Marcelo foi cassado por compra de votos. É a mesma situação dos irmãos Henry em Cáceres. O deputado federal Pedro Henry até se licenciou da Câmara Federal para assegurar a vitória do irmão Ricardo, que acabou cassado por crimes eleitorais.

  Em Diamantino, o empresário Amarildo Monteiro (PTN) exagerou. Concorreu a prefeito com a esposa Sandra Castro Monteiro de vice da chapa. O casal "morreu abraçado" nas urnas. O vereador cuiabano Lúdio Cabral (PT) fez campanha também para vereador do irmão Frank Mendes Cabral em Cáceres, que foi derrotado. O ex-prefeito e deputado estadual Percival Muniz (PPS) também fez barulho com o nome do sobrinho Tiago Muniz para vereador em Rondonópolis, mas os eleitores disseram "não".

   Vitoriosos

   Em Chapada dos Guimarães, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia e ex-deputado Chico Daltro (PP) tem agora o irmão Flávio Daltro como prefeito. O vice Elias Santos (PMDB) é irmão do prefeito da Capital Wilson Santos (PSDB). O cacique político do Araguaia, Wanderlei Farias (PR) não só voltou ao comando da prefeitura, como ajudou na eleição do sobrinho Leonardo Farias, prefeito de Novo São Joaquim, e do primo Walter Farias (PR), que passou a comandar Canarana. Numa situação inusitada, o governador Blairo Maggi (PR) assistiu a reeleição do primo-prefeito César Maggi, em Sapezal, inclusive sem adversário.

  O ex-prefeito de dois mandatos de Alto Araguaia, Maia Neto (PR), elegeu à vereadora a sobrinha Sylvia Maia Santos (PTB). O ex-governador Rogério Salles (PSDB) tem agora a mulher Marília Salles no cargo de vice-prefeita de Rondonópolis. O ex-vereador por Lucas do Rio Verde e ex-deputado federal Neri Geller (PSDB) conseguiu eleger o irmão Milton Geller para prefeito de Tapurah. O ex-prefeito de Santo Antonio do Leverger, Eduardo Belmiro, o professor Edu (PSDB), possui hoje três membros da família na Câmara Municipal: o filho Wagner Belmiro da Silva (então suplente e agora vereador) e os sobrinhos tucanos Flankin Belmiro e Edson Batista. O deputado estadual José Domingos (DEM) consegue eleger o irmão Neurilan Fraga (PR) prefeito de Nortelândia.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 24/11/2008 - 08:08

Ary se aposenta do TCE; filho fica com a cadeira

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski 

Clique na imagem para ampliá-la

  O Tribunal de Contas do Estado, que não assistiu a chegada do seu novo conselheiro Humberto Bosaipo, ex-deputado de cinco mandatos que carrega "um caminhão" de processos na Justiça, registrará entre abril e maio do próximo ano algo mais inédito ainda: a saída do pai do Pleno e a entrada do filho para exercer o cargo vitalício. Trata-se do conselheiro Ary Leite de Campos, que completa 70 anos daqui a 6 meses, e do filho, o deputado estadual Campos Neto (PP). Os acordos já estão amarrados nos bastidores junto à maioria dos deputados.

   A indicação para o posto é da Assembléia. Sob "costura" do deputado José Riva, cacique político do PP, mesmo partido de Campos Neto, os parlamentares já sinalizaram que, no Legislativo, não haverá nenhum impedimento para aprovar o nome do filho do conselheiro. No caso do governador, só caberá a este a homologação do ato. Essa indicação já foi levada por Ary Leite a Maggi há dois anos. À época o governador não foi receptivo.

   Ponderou que não teria como assinar o ato de nomeação de Neto porque a transferência do cargo de pai para filho não pegaria bem diante da sociedade e isso iria gerar muito desgaste. Diante disso, Campos Neto concordou em adiar o sonho de virar conselheiro com menos de 35 anos de idade. Assim, adiou o processo para 2009, quando já estará com 37. Agora, Maggi já está de acordo.

   A caminho dos 70 anos, dos quais 21 no TCE, Ary Leite enfrenta problemas de saúde. Ele só não se aposentou ainda porque aguarda o filho superar os 36 anos para, assim, poder sucedê-lo. O presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo (PR), que estava de olho na vaga de conselheiro, terá de aguardar abertura da próxima cadeira.

   Primo dos irmãos e ex-governadores Júlio e Jaime Campos, Ary Leite está no TCE desde maio de 86. Antes, foi prefeito de Várzea Grande (69) e deputado estadual por três legislaturas (74 a 82). Antes de virar deputado, Campos Neto foi vereador por Várzea Grande e até presidiu a Câmara Municipal.

   O TCE tem no Pleno 7 conselheiros, com salários e privilégios de desembargadores do TJ. Ganham cerca de R$ 22 mil mensais. Eles têm como principal missão exercer o controle externo, por meio da fiscalização da gestão dos recursos do Estado e dos municípios. O Tribunal, que recebe duodécimo anual superior a R$ 110 milhões, fiscaliza algo em torno de R$ 12 bilhões.

    Hoje, o Pleno é composto por José Carlos Novelli, Humberto Bosaipo, Valter Albano, Antonio Joaquim, Ary Leite de Campos, Alencar Soares e Waldir Teis. A cadeira é vitalícia. No ano passado, de uma só vez foram empossados Bosaipo e Teis nas vagas, respectivamente, de Ubiratan Spinelli e Júlio Campos.

(13h) - Ida tem amparo legal, diz assessoria de Neto

   A assessoria jurídica do deputado Campos Neto (PP) emitiu nota acerca da matéria acima. Afirma que "a possibilidade dele vir a ocupar uma cadeira de conselheiro no TCE está absolutamente amparada na legalidade”. “O deputado está legitimado pela sociedade, que o elegeu, para admitir a possibilidade de ir para o TCE-MT”. Argumenta que "há que se atentar para o princípio da impessoalidade, disposto no Artigo 37 da Constituição Federal.

   "O parlamentar cumpre todos os requisitos para pleitear a vaga, e tem que ser respeitado por isso. Ele não é mais ou menos brasileiro, ou mais ou menos capaz, por ser filho de Ary Leite Campos. Em nenhum aspecto a possível ida de Neto para o TCE-MT se configuraria nepotismo. Sobretudo porque as autoridades nomeantes são o Parlamento e o Executivo", conclui a nota emitida pelos advogados do deputado Neto.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 02/11/2008 - 08:14

Irmãos Santos e família Farias dirigem 4 cidades

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski


Wilson se reelege em Cuiabá e o irmão vira vice em Chapada dos Guimarães, enquanto Wanderlei Farias volta à Prefeitura de Barra do Garças e o sobrinho comanda Novo São Joaquim

 Os irmãos Wilson e Elias Santos e Wanderlei e o seu sobrinho Leonardo Farias se elegeram em chapas majoritárias nas eleições deste ano em Mato Grosso. Em Cuiabá, o prefeito Wilson Santos (PSDB) assegurou a reeleição no segundo turno com 60,47% dos votos válidos (175.038 votos) sobre o republicano Mauro Mendes (PR), que atingiu a 39,53% dos válidos (114.432 votos).

   Já o irmão do prefeito cuiabano, Elias Santos, que trocou o PDT pelo PMDB, venceu o pleito na vizinha Chapada dos Guimarães como vice-prefeito de Flávio Daltro (PP). A chapa teve 56,03% dos válidos (6.085 votos) contra o prefeito Gilberto Mello (PR).

   O ex-prefeito de Barra do Garças, Wanderlei Farias (PR) está de volta. Ele ganhou com 50,64% dos votos válidos (14.849 votos) num embate contra o prefeito Zózimo Chaparral (PC do B) e Maria do Mercado (PMDB). O seu sobrinho Leonardo Farias conquistou a Prefeitura de Novo São Joaquim com 2.845 votos (66,71% dos válidos), enquanto o único concorrente Antonio Augusto Jordão (PMDB) ficou com 1.420 votos (33,29%).

    Clã

    E assim as famílias Santos e Farias vão ampliando suas bases de poder na vida pública, a exemplo do que ocorreu com os irmãos Pivetta em Lucas do Rio Verde, com o hoje deputado Otaviano Pivetta, e em Nova Mutum, com Adriano Pivetta no exercício de 2000 a 2004. Fora esses casos de irmãos e primos candidatos ao mesmo tempo e com resposta positiva nas urnas, há várias situações de políticos que já ocupam mandatos e que elegeram membros da família, como a deputada Chica Nunes (PSDB), que terá agora o marido Marcelo Ribeiro (PP) prefeito de Barão de Melgaço; e o também deputado José Riva (PP), com o concunhado Alcir Paulino (PP) na Prefeitura de Juara.

(Às 12h15) - Farias tem também um primo prefeito

  Wanderlei Farias, eleito prefeito de Barra do Garças e tido como um dos coronéis da política na região do Araguaia, não elegeu somente o sobrinho Leonardo Farias prefeito de Novo São Joaquim, mas também reelegeu o primo Walter Farias (PR) em Canarana, conforme enfatiza o leitor João Lara, em comentário postado nesta matéria. Walter ganhou com 52,14% dos votos válidos (5.138 votos) do progressista Evaldo Diehl, que chegou a 47,86% dos válidos (4.716 votos).

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 06/10/2008 - 22:10

Chica elege marido e é 1ª-dama; sobrinho perde

Romilson Dourado

  A ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá e hoje deputada Chica Nunes (PSDB) teve o marido Marcelo Ribeiro (PP) eleito prefeito de Barão de Melgaço (a 128 km de Cuiabá). Ex-vereador pela Capital,  progressista levou a melhor na disputa contra os adversários Antonio Ribeiro Torres (PSB), Dário Orlando Júnior (PR) e Carlos Eduardo Silva (PMN). Dos 5.916 votos apurados, Marcelo obteve 2.098.

   O mesmo êxito não aconteceu com o sobrinho de Chica, Tiago Nunes (PSDB), que tentou uma vaga de vereador por Cuiabá nestas eleições. O rapaz ficou com 2.511 votos, insuficientes para elegê-lo. O casal Nunes enfrenta desgaste político por causa de denúncias de envolvimento num rombo de R$ 6 milhões na Câmara Municipal no período em que Chica foi presidente, de 2005 a 2006.

  Os dois foram denunciados por vários crimes. Mesmo assim, Marcelo conseguiu conquistar a cadeira de prefeito de Barão, transformando a esposa Chica em primeira-dama do município a partir de janeiro do próximo ano.

   Os Oliveira

  A tentativa da deputada federal Telma de Oliveira, viúva do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), de eleger o sobrinho Leonardo de Oliveira vereador por Cuiabá fracassou mais uma vez. Ocorre que o candidato do PSDB, que já havia concorrido ao cargo de vereador por Cuiabá em 2000, quando obteve 2.587 votos, ficou de fora de novo. Desta vez registrou 2.351 votos. (Andressa Boa Sorte)

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 24/09/2008 - 07:24

Fagundes e Henry reforçam clã com filho e irmão

Romilson Dourado


Fagundes carrega o filho João Antonio, candidato a vice em Rondonópolis, enquanto Henry, o irmão-prefeito em Cáceres

  Os deputados federais Wellington Fagundes (PR) e Pedro Henry (PP) se esforçam como nunca pela eleição de membros da família no pleito de 5 de outubro. O primeiro carrega o filho João Antônio Fagundes, vice da chapa do prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PR), que busca novo mandato. Henry está até licenciado da Câmara, tudo na esperança de ajudar a reeleger o irmão e prefeito de Cáceres, Ricardo Henry.

   O curioso é que os dois candidatos majoritários estão em chapas que hoje enfrentam desvantagem, segundo as pesquisas sobre intenção de voto. Sachetti perderia hoje para o peemedebista Zé do Pátio. Henry seria "engolido" pelo ex-prefeito Túlio Fontes (DEM). Há outra coincidência sobre os dois líderes nas pesquisas, Túlio em Cáceres e Pátio em Rondonópolis: ambos foram candidatos a prefeito em 2004 e perderam por pequena diferença.

   Fagundes levou "surra" nas urnas duas vezes consecutivas à Prefeitura de Rondonópolis (2000 e 2004). Desta vez resolveu testar o filho João Antonio numa chapa de um prefeito que foi seu adversário ferrenho. Henry também era aliado de Túlio e viraram inimigos políticos a partir de 2003.

   Dos deputados federais mato-grossenses, não são apenas Henry e Fagundes que tentam eleger membros da família em cargo eletivo. A deputada Thelma de Oliveira (PSDB) virou a principal cabo eleitoral do sobrinho Leonardo de Oliveira, candidato a vereador por Cuiabá. Dois federais disputam para prefeito: Rogério Silva (PP), que substitui Henry na Câmara, concorre em Alta Floresta e, Valtenir Pereira (PSB), em Cuiabá. Na Assembléia Legislativa, seis deputados com o mesmo propósito de se perpetuarem no poder, com eleição de membros da família - saiba mais aqui.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 05/07/2008 - 08:31

14 políticos tentam eleger familiares neste pleito

Romilson Dourado

  Ao menos 14 políticos ocupantes de cargos eletivos começam a se empenhar para eleger membros da família em cargos de prefeito, vice e vereador nas eleições deste ano. O senador Jaime Campos (DEM), que já está em pré-campanha para governador rumo a 2010, por exemplo, se desdobra para manter no poder 3 irmãos: Márcia, vereadora e candidata à reeleição em Cuiabá; Dito Paulo, que busca novo mandato de prefeito em Jangada; e Júlio Campos, que concorre também a prefeito em Várzea Grande.

   Mesmo no olho do furacão, a deputada estadual Chica Nunes (PSDB) aposta na eleição do sobrinho Tiago Nunes, candidato a vereador na Capital, e do marido Marcelo Ribeiro (PP), que disputa a Prefeitura de Barão de Melgaço. Chica está com mandato cassado, mas se mantém no cargo por força de liminar do TSE. Para piorar, a Delegacia Fazendária pediu a sua prisão preventiva por suposto envolvimento num rombo de R$ 6 milhões na Câmara Municipal no período em que era presidente (2005/2006). Chica tem foro privilegiado.

  Também em Cuiabá, a deputada federal Thelma de Oliveira (PSDB) trabalha a candidatura a vereador do sobrinho e advogado Leonardo Oliveira. Da mesma forma, a ex-deputada federal Celcita Pinheiro tenta "emplacar" o filho Giorgio (DEM) como vereador na Capital. O governador Blairo Maggi virou cabo eleitoral do primo Cesar Maggi, prefeito de Sapezal e candidato à reeleição pelo PR.

   O ex-deputado e secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro (PP) se empenha na campanha do irmão Flávio Daltro à Prefeitura de Chapada dos Guimarães, assim como o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB), que está com um olho na reeleição e o outro na candidatura do irmão Elias Santos (PMDB) como vice-prefeito de Flávio Daltro, em Chapada.

  Em Rondonópolis, o deputado de 5 mandatos Wellington Fagundes tenta eleger o filho João Antonio, de 22 anos, como vice-prefeito de Adilton Sachetti (PR). No mesmo município, o ex-prefeito e deputado estadual Percival Muniz se esforça pela candidatura do sobrinho Thiago, que concorre a vereador pelo PPS. Também em Rondonópolis, o ex-governador Rogério Salles lançou a esposa Marília como candidata à vice-prefeita da chapa do peemedebista Zé do Pátio. O prefeito de Jaciara, Max Russi (PR), vai à reeleição e, de quebra, ainda tentar empurrar o irmão Alexandre Russi, na disputa pela prefeitura da cidade vizinha, São Pedro da Cipa.

  O deputado federal Pedro Henry (PP) até se licenciou do cargo para ajudar na busca da reeleição do irmão e prefeito de Cáceres, Ricardo Henry. Em Diamantino, o empresário Amarildo Monteiro (PTN) foi audacioso. Ele se lançou a prefeito e ainda colocou a mulher Sandra Castro Monteiro, também do PTN, como vice de sua chapa.

   O suplente de deputado federal Neri Geller (PSDB) está convicto da eleição do irmão Milton Geller a prefeito de Tapurah. Até o vereador cuiabano e postulante a um novo mandato Lúdio Cabral (PT) entrou na lista da familiocracia, ao incentivar o irmão James Frank Mendes Cabral na disputa por cadeira de vereador em Cáceres.

   Outros políticos ensaiaram candidaturas de membros da família neste pleito, mas acabaram recuando, como o deputado federal Homero Pereira, que apostava no irmão Américo como candidato a prefeito de Alto Araguaia, e a senadora Serys Marly, que queria a filha Natacha vereadora por Cuiabá,

    Familiocracia

   A familiocracia ganha espaço no Estado desde os anos 30. Primeiro com o ex-senador Filinto Muller. Depois vieram os Bezerra, os Oliveira, os Pivetta, os Riva, os Lhessarenko, os Campos, os Pinheiro, os Henry, os Nunes, os Vuolo, os Malheiros, os Maggi, os Fagundes, os Palma e os Pereira, entre outros.

   Nas eleições deste ano estão de volta os Oliveira, os Muniz, os Fagundes, os Maggi, os Nunes, os Daltro, os Santos, os Campos, os Salles, os Geller, os Henry, os Cabral e os Monteiro. Agora, mantê-los ou não no poder, é uma decisão sua, caro leitor!

(10h45) - Prefeito Max diz que irmão não é candidato

Max Russi, candidato à reeleição em Jaciara O prefeito de Jaciara, Max Joel Russi, candidato à reeleição pelo PR, informa, em comentário encaminhado ao RDNews,  que o seu irmão Alexandre Russi não vai mais disputar a sucessão municipal em São Pedro da Cipa. Alexandre chegou a deflagrar a pré-campanha mas, de última hora, preferiu jogar a toalha. Temia trazer desgaste para o irmão-candidato da cidade vizinha.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 12/04/2008 - 07:43

Deputados articulam candidatura dos cônjuges

Romilson Dourado


Chica Nunes tem o marido Marcelo Ribeiro pré-candidato em Barão de Melgaço, enquanto Ademir Brunetto quer a esposa Lucimara no comando de Alta Floresta e Otaviano Pivetta busca eleger a mulher Mari em Lucas do Rio Verde

  Alguns deputados estão preparando para concorrer às eleições deste ano não apenas irmãos, sobrinhos e primos, mas também as esposas e maridos. O petista Ademir Brunetto (PT), por exemplo, vem se esforçando para ter a mulher Lucimara Brunetto como candidata à prefeita de Alta Floresta. Em 2004, o próprio deputado e empresário disputou e perdeu para a pedetista Izaura Alfonso.

   Outro deputado-empresário que "empurra" a mulher para as eleições é Otaviano Pivetta (PDT). Ele transferiu o título de eleitor para Cuiabá, mas, estrategicamente, conservou o da esposa Mari em Lucas do Rio Verde. Pivetta foi prefeito por duas vezes. O seu grupo continua no poder há mais de uma década, apesar de hoje o prefeito Marino Franz (PPS) sinalizar para ruptura.

   A deputada Chica Nunes (PSDB) também quer a família se perpetuando no poder. Depois de reconquistar o mandato junto ao TSE, pois tinha sido cassada pelo TRE-MT por suposta compra de votos, ela lançou o marido Marcelo Ribeiro à Prefeitura de Barão de Melgaço. Marcelo é ex-vereador por Cuiabá e está filiado ao PP.

  Fora a situação desses casais, outros deputados se esforçam para ter irmãos como prefeitos, como são os casos de José Domingos, que tem o irmão Neurilan Fraga como "prefeiturável" de Nortelândia, e os federais Homero Pereira (PR), com o irmão Américo (PDT) em Alto Araguaia e, Pedro Henry (PP), com o mano-prefeito Ricardo, pré-candidato à reeleição em Cáceres.

   A lista ganha dimensão quando se incluem políticos detentores de mandatos e outros membros da família na corrida eleitoral. Veja alguns exemplos abaixo.

(13/4 - Às 14h35) - Pivetta nega apoio e condena casal político

  O deputado Otaviano Pivetta assegura que, por mais que Mari seja motivada por um grupo de pessoas para concorrer à Prefeitura de Lucas do Rio Verde, não a apóia por entender que casais não podem fazer carreira na política. "Tenho uma posição partidária e ideológica de não apoiar esse tipo de situação", diz o parlamentar. Segundo ele, independente de sua posição, Mari não deve ser candidata.

  Na avaliação de Pivetta, essa fase de maridos lançarem esposas para cargos eletivos faz parte do passado. "Todas as histórias de marido e mulher em cargos eletivos trouxeram prejuízos para a sociedade, além de espelhar um cenário provinciano", enfatiza o parlamentar.

  Ele não citou nomes, mas os últimos casais com cargos eletivos foram o ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), que "elegeu" Thelma deputada federal, em 2002. Ela se reelegeu em 2006. O ex-senador Jonas Pinheiro, que faleceu este ano, também "fez" da esposa Celcita uma deputada federal, assim como o ex-governador Carlos Bezerra, que também ajudou a transformar Teté Bezerra em deputada federal.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 27/02/2008 - 15:47

Jaime lança 3 irmãos candidatos só neste ano

Romilson Dourado

 O senador Jaime Campos (DEM), que sonha com o retorno à cadeira de governador em 2010, é um dos poucos caciques políticos que ainda insistem no velho projeto da familiocracia. Somente este ano ele deve ter três irmãos candidatos, cada um em município diferente. O ex-conselheiro aposentado do TCE, Júlio Campos, tende a ser o candidato do DEM à sucessão em Várzea Grande. O prefeito de Jangada, Dito Paulo, outro irmão de Jaime, concorrerá à reeleição. De quebra, o senador ainda conta com a irmã Márcia Campos como candidata de novo à vereadora por Cuiabá. Jaime Campos ainda tem outros políticos na família, como o primo Campos Neto (PP), deputado estadual e já em pré-campanha para deputado federal no pleito de 2010. O senador prepara ainda o filho Dudu Campos para ser o seu "herdeiro" político, lançando-o deputado estadual no próximo pleito.

   Outros caciques até conseguiram, num passado recente, "emplacar" esposas e demais membros da família em cargos eletivos. O momento agora parece ser outro, com o eleitor para crítico e resistente a essas tentativas de perpetuação de famílias no poder.

   Exemplos

   Os líderes políticos que lançaram esposas, fazendo espécie de "dobradinha" nas eleições, enfrentaram uma série de desgaste depois. O então senador Jonas Pinheiro, falecido semana passada, conseguiu eleger a esposa Celcita Pinheiro deputada federal em 2002. Já no projeto à reeleição, ela foi reprovada e ainda saiu da Câmara sob forte desgaste por ter sido denunciada como uma das envolvidas na máfia das sanguessugas - esquema de propina patrocinado pela Planam, dos Vedoins, a partir de apresentação de emendas junto ao OGU para compra superfaturada de ambulâncias às prefeituras.

   Outra que também saiu de cena sob acusação de ligação com o esquema sanguessugas foi a ex-deputada federal Teté Bezerra, esposa do ex-governador, ex-senador e hoje deputado federal Carlos Bezerra (PMDB). Ela havia sido eleita em 98, perdeu à reeleição em 2002, ficando na suplência. Com a cassação de Rogério Silva, Teté voltou à cadeira de deputada e acabou "encerrando" a carreira em 2006, também sob acusação de irregularidades, apesar de negá-las.

   O ex-governador Dante de Oliveira (já falecido) foi o principal cabo eleitoral da eleição da esposa Thelma de Oliveira (PSDB) à Câmara Federal, em 2002. Por outro lado, ele não se elegeu senador na nesma campanha eleitoral.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 09/01/2008 - 08:15

11 com mandatos lançam parentes às eleições

Romilson Dourado

   Onze políticos com experiência de um ou mais cargos eletivos estão dispostos a ampliar o poder familiar a partir das eleições municipais deste ano. São filhos, sobrinhos, irmãos e primos escalados com a missão de perpetuar no poder famílias como Slhessarenko, Fagundes, Bezerra, Maggi, Campos, Henry, Santos, Daltro, Pereira e Domingos.

   A ex-deputada estadual por três mandatos e senadora Serys Marly (PT), por exemplo, trabalha o nome da filha Larissa Slhessarenko para disputar cadeira de vereadora por Cuiabá. Em Rondonópolis, é o deputado federal Wellington Fagundes que tenta eleger vereador o filho João Antonio Fagundes. O também deputado federal Homero Pereira (PR) motiva o irmão Américo Pereira a entrar na corrida para prefeito em Alto Araguaia.

   De todos, os Campos são os que mais apostam na familiocracia. O senador Jaime Campos (DEM) deve ter três irmãos na disputa: Júlio Campos, como candidato a prefeito de Várzea Grande, o já prefeito Benedito (Dito) Paulo de Campos, que vai à reeleição em Jangada, e Márcia Campos, que concorrerá, de novo, a vereadora pela Capital.

   O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) terá a prima Ana Maria Bezerra como candidata em Cuiabá. Ela é do PP. O governador Blairo Maggi estará no palanque do primo e prefeito Cesar Maggi, candidato à reeleição em Sapezal. Também deputado federal, Pedro Henry, que está com mandato cassado, mas se mantém no cargo por força de uma liminar do TSE, é o principal cabo eleitoral do irmão-prefeito Ricardo Henry, em Cáceres.

   O prefeito Wilson Santos (PSDB) concorrerá à reeleição em Cuiabá, mas vai estar com as atenções voltadas para Chapada dos Guimarães, onde o irmão Elias Santos será candidato à sucessão municipal pelo PMDB. Também em Chapada concorre a prefeito Flávio Daltro, irmão do ex-deputado e hoje secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro, presidente regional do PP. O deputado estadual José Domingos (DEM) empurra o irmão Neurilan Fraga na corrida pela Prefeitura de Nortelândia.

    Familiocracia

    O clã na política está enraizado na política em Mato Grosso. Antes, a estratégia era lançar casais para cargos eletivos, como foram os casos de Carlos e Teté Bezerra, Dante e Thelma de Oliveira e Jonas e Celcita Pinheiro. Bezerra e Jonas foram senadores com as esposas na cadeira de deputadas federais. Agora Bezerra passou a exercer mandato de deputado, o que tirou de Teté a chance de tentar a reeleição em 2006. Jonas continua no Senado e só não tem Celcita na Câmara porque ela foi rejeitada nas urnas. Dante (já falecido) era governador e elegeu a esposa Thelma deputada. Ela reconquistou o mandato no ano passado.

Políticos com mandatos e os parentes candidatos

Senadora Serys Marly (PT)
Trabalha a pré-candidatura a filha Larissa Slhessarenko para vereadora por Cuiabá

Senador Jaime Campos (DEM)
Terá 3 irmãos na disputa: Júlio Campos (Várzea Grande), Dito Paulo (Jangada) e Márcia Campos (Cuiabá)

Deputado federal Homero Pereira (PR)
Incentiva o irmão Américo Pereira a concorrer a prefeito de Alto Araguaia

Governador Blairo Maggi (PR)
Tem o primo e prefeito César Maggi como candidato à reeleição em Sapezal

Deputado federal Pedro Henry (PP)
Aposta na reeleição do irmão-prefeito Ricardo Henry em Cáceres

Prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB)
O irmão Elias Santos é pré-candidato a prefeito de Chapada dos Guimarães

Ex-deputado e secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro
O irmão Flávio Daltro (PP) será candidato a prefeito de Chapada dos Guimarães

Deputado federal Carlos Bezerra
A prima Ana Maria Bezerra concorrerá a vereadora por Cuiabá pelo PP

Deputado estadual José Domingos (DEM)
É cabo eleitoral do irmão Neurilan Fraga, pré-candidato a prefeito de Nortelândia

Deputado federal Wellington Fagundes
Lança o filho João Antonio Fagundes como candidato a vereador por Rondonópolis

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!

FAMILIOCRACIA | 09/12/2007 - 08:32

Volta de Júlio contraria Jaime e racha os Campos

Romilson Dourado

   A decisão de Júlio Campos de retomar à militância político-partidária e já disputar a Prefeitura de Várzea Grande em 2008 enfrenta resistência do irmão, senador Jaime Campos. Mesmo que o pai dos dois, o patriarca Júlio Domingos de Campos, o seu Fiote, falecido há três meses, tenha dado aval, motivando o acordão em família, Jaime se vê agora numa saia-justa.

    Primeiro, a reinserção de Júlio à vida pública volta a carimbar os Campos junto à opinião pública de grupo que procura se perpetuar no poder, situação que contribui para desgaste político num período em que o eleitor se mostra mais críticos e "vingativo" nas urnas. Trata-se de um novo momento, diferente das décadas de 80 e 90, quando Júlio e Jaime chegaram a fazer dobradinha na campanha eleitoral, um como candidato a deputado federal e outro como governador.

   Segundo, a retomada de Júlio na política atrapalha os planos de Jaime de disputar o governo do Estado, em 2010. Em meio a tantas conjecturas, comenta-se nos bastidores que, se o hoje conselheiro do Tribunal de Contas vier a ganhar a prefeitura, voltará com força na eleição seguinte para concorrer a uma candidatura de deputado federal ou até mesmo ao Palácio Paiaguás. Se perder, o desgaste cairá também sobre os ombros do próprio Jaime porque representaria não só resistência do eleitorado, mas o "fim" dos Campos em Várzea Grande.

  Terceiro, Jaime se vê preocupado com a pecha de familiocracia Campos, o que complica a imagem de quem pretende reconquistar a cadeira de governador. Ocorre que, fora Júlio, ele já terá dois irmãos candidatos no próximo ano: Dito Paulo (DEM), prefeito de Jangada e candidato à reeleição, e a suplente de vereadora Márcia Campos (DEM), que também disputará o pleito em Cuiabá.

   Quarto, Jaime se mostra acuado por causa da crise criada em Várzea Grande com a volta do irmão à militância política. O DEM (antigo PFL), no qual Júlio Campos militou por mais de duas décadas, está rachado. O deputado Wallace Guimarães não desiste de sua pré-candidatura e avisa que vai para a convenção, numa disputa interna com Júlio.  

   Mesmo com essas ponderações de Jaime, Júlio não recua. Ele já foi prefeito, governador, deputado federal e senador a agora deixa a cadeira de conselheiro do TCE já na próxima quarta, numa sessão que marcará sua despedida do cargo vitalício, junto com Ubiratan Tom Spinelli, para reiniciar sua trajetória política.

    Jaime Campos, que reclama do irmão, é outro que adotou a política como profissão. Foi prefeito por três mandatos, governador, tem mais 7 anos de mandato de senador e está de olho, de novo, na cadeira ocupada hoje por Blairo Maggi.

Comentários:
* O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados!



Histórico

2012:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2011:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2010:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2009:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2008:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2007:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

2006:

Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez

PORTAL | BLOG | RDNEWS NO SEU SITE | RDNEWS | EXPEDIENTE | ANUNCIE | CONTATO

Todos os Direitos Reservados - RDNEWS - Notícias e Bastidores da Política em Mato Grosso - 2006 - 2012

Fale conosco: (65) 3637-6104 ou 3637-8249

EIQ Consultoria