Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:05 h

GREVE | 12/03/2012 - 16:45

Galindo vê precipitação em ação e diz estar disposto a negociar

Nayara Araújo e Andrea Haddad

      O prefeito Chico Galindo (PTB) alega que não foi notificado sobre a greve dos servidores da Sanecap, mas já se movimenta para impedir que a crise aumente. Ele assegura que já tem uma reunião marcada para esta segunda, às 17h, com a diretoria da Companhia e classifica a iniciativa como precipitada.

      De acordo com o gestor, foi apresentada uma proposta para que cada servidor recebesse 10 salários por ano além dos direitos trabalhistas. “Eles deveriam fazer uma contraproposta ao invés de iniciar a paralisação”, pondera.

     Em tom ameno, Galindo ressalta que está disposto a negociações e garante que, se for o caso, está disponível para realizar uma reunião com os servidores. O  ex-deputado estadual Carlos Brito, esteve ao lado do prefeito em suas declarações e divide a mesma opinião que o petebista. “Não existe falta de diálogo para decidirem pela greve”, disse Brito.

     De todo modo, os servidores não aceitaram as propostas de Galindo que previam salários por anos trabalhados. A última greve da categoria foi em agosto do ano passado, quando eles entraram em paralisação contra a concessão, depois que alguns funcionários que participaram de protestos foram desligados da empresa.

Servidores entram em greve nesta 2ª após descartar indenização

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GREVE | 01/03/2012 - 17:18

Auditores saem frustrados após tentar diálogo com o governador

Valérya Próspero

     Um dia após paralisar as atividades para exigir do governador Silval Barbosa (PMDB) realinhamento salarial e reestruturação da carreira, os auditores foram até o gabinete do peemedebista nesta quinta, 1º de março, na tentativa de receber a garantia de que as exigências seriam atendidas. Contudo, os profissionais se dizem frustados.

     O secretário estadual de Administração, César Zílio, chega a desqualificar a greve da categoria nessa quarta (29), mas o presidente da Associação dos Auditores, Ciro Rodolfo Gonçalves, rebateu dizendo que não há ilegalidade alguma na paralisação. “Isso mostra a falta de respeito com os auditores, se vem a público então que traga a ilegalidade, não rotule um movimento sério” dispara.

     Ciro frisa que esta é a primeira vez que os auditores entram em greve em 30 anos. “Nós não queremos equiparação salarial, só a valorização da categoria”, aponta. O salário dos 49 auditores do Estado gira em torno de R$ 8 mil. Eles lutam por aumento de 20%, o que equivalente a valor estimado em R$ 2 mil.

     O último reajuste, segundo o presidente do sindicato, foi em em 2004, com ganho real de 20%. Segundo ele, os avanços para os auditores foram mínimos em comparação aos conquistados pelas demais categorias do funcionalismo estadual. Ciro conta que, em determinadas secretarias, o reajuste salarial foi de 70%, passando de R$ 5 mil para 14 mil. Ele também lembra que defensores, procuradores e delegados tiveram até mesmo a verba indenizatória acrescida nos últimos anos.

Auditores do Estado deflagram greve e cobram reestruturação

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GREVE | 12/12/2011 - 14:20

Servidores do Detran terão de volta os valores descontados

Valérya Próspero

     Servidores do Detran-MT vão ter restituídos os valores descontados dos salários em decorrência da paralisação da categoria, em agosto deste ano. O movimento de protesto foi considerado ilegal pela Justiça. Após o retorno às atividades, os servidores conseguiram a aprovação de uma nova tabela salarial, na última sexta (7), que prevê reposição inflacionária a partir de maio de 2012. A ação judicial contra os grevistas também será extinta.

     O acordo foi finalizado uma semana antes da votação da matéria na Assembleia, após intensas negociações entre representantes do sindicato da categoria, do Sinetran e do governo. Os debates foram intermediados pelo deputado Ademir Brunetto (PT). Os servidores vão receber reajuste, de 20% a 40%, nos diversos níveis e funções.

     Os novos salários começam a ser pagos a partir de janeiro de 2012. A remuneração para os técnicos passa para R$ 2,6 mil, enquanto os agentes vão embolsar R$ 1,4 mil, e os auxiliares R$ 864, para o cumprimento de 30 horas semanais. Quanto aos que trabalham 40 horas, a remuneração será de R$ 3,5 mil para técnico, R$ 1,8 mil ao cargo de agente e, para o de auxiliar, R$ 1,1 mil.

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GREVE | 27/09/2011 - 16:13

Greve dos bancários deixa mais de 280 agências fechadas em MT

Kamila Arruda

     Devido às fracassadas negociações com as instituições financeiras, bancários deflagaram greve a partir desta terça (27). No geral, são 282 agências no Estado de portas fechadas e cerca de 4,5 mil funcionários paralisados. A classe reivindica mais segurança física, contratação de mais funcionários, valorização da categoria, além de um reajuste salarial de 12,8%. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) tentou uma negociação na última sexta (23), oferecendo um reajuste de 8% por parte dos bancos, porém não houve acordo.

     Houve atos de protesto por investimento em segurança. No entanto, os banqueiros se negam a aplicar recursos na instalação de biombos, câmeras no prédio das agências, vidros blindados nas fachadas, portas giratórias, entre outros dispositivos. Apenas nos últimos nove meses, 27 agências foram invadidas e 69 caixa eletrônicos arrombados.

     De acordo com o presidente da sindicato da categoria em Mato Grosso, Arilson da Silva, os funcionários se uniram para evitar que a população não sofra com o “terror” que assola os bancos. “As instituições financeiras devem valorizar os trabalhadores ao invés de pensar somente no lucro. No primeiro semestre deste ano, os bancos já lucraram mais de R$ 27 bilhões e tem a coragem de dizer não as nossas reivindicações. Queremos segurança nas agências, melhoria para todos”, defende.

     Ele também reivindica mais funcionários nas agências para a melhoria no atendimento dos clientes, com a consequente diminuição na demora nas filas. A categoria também cobra dos banqueiros incremento no valor do vale refeição e combate às terceirizações.

GREVE | 23/08/2011 - 10:47

Enfermeiros fazem manifestação

Valérya Próspero


Enfermeiros e técnicos fazem manifestação na frente do Hospital Santa Rosa, em Cuiabá
Foto: Kamila Arruda

     Os enfermeiros dos hospitais particulares de Cuiabá, em greve desde segunda (22), estão reunidos em frente ao Hospital Santa Rosa para pressionar a unidade de saúde a negociar e acatar as exigências da categoria. O intuito é que diariamente os enfermeiros e técnicos de enfermagem se reúnam em um hospital para mostrar a indignação dos funcionários.

     Segundo informações, um paciente teria morrido no Hospital Jardim Cuiabá por falta de atendimento, mas o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Sinpen), Dejamir Soares, nega alegando que esse foi o único hospital que não liberou ninguém para fazer parte das mobilizações. “Além do mais, de todos as pessoas que estão nas ruas, 99% são técnicos. Há poucos enfermeiros aderindo às reivindicações”.

     Desde maio tentando entrar em acordo com os proprietários de hospitais, a categoria aponta que nem diminuindo o valor solicitado conseguiu fazer com que cedessem. Em 2 de agosto fizeram uma paralisação de 12h. O Tribunal Regional do Trabalho interviu para mediar e foram realizadas também duas audiências no Ministério Público do Trabalho. Sem outra opção, entraram em greve. No entanto, o TRT determinou a continuidade do funcionamento de 75% da UTI e centro cirúrgico, 50% pronto atendimento, 30% demais casos e o mínimo de 2 trabalhadores por posto de enfermagem. “Essa decisão cerceou o direito de greve para que os profissionais pudessem sair. Poderíamos ter 1,2 mil trabalhadores nas ruas, mas ontem conseguimos 600 e hoje 450".

     Atualmente, o salário dos técnicos é de R$ 700 e dos enfermeiros R$ 1,4 mil. O Sinpen pede aumento de 8% para os enfermeiros e 15% para os técnicos. Ambos os valores somam acréscimo de R$ 150 nas remunerações. O patronato oferece 10%.

GREVE | 05/08/2011 - 14:25

Sema remaneja os servidores

Laura Nabuco

     Na tentativa de evitar que a produção mato-gressense, principalmente a do setor madeireiro, seja prejudicada pela greve dos servidores, a secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema), sob Alexander Maia, iniciou uma reestruturação da pasta. Conforme o secretário adjunto de Mudanças Climáticas, Vicente Falcão, servidores estão sendo remanejados para evitar que algumas coordenadorias fiquem totalmente paralisadas.

     Conforme Falcão, a greve retomada a pouco mais de duas semanas atinge apenas 16% do efetivo da Sema. O problema, contudo, é que boa parte destes servidores estão lotados nas coordenadorias de análise de projetos, que funciona com apenas 50% dos funcionários, e de georeferênciamento, que está sem 30% de seu quadro. "São cerca de 80 pessoas que ainda não retornaram aos trabalhos", afirma.

     Os processos mais afetados com a paralisação são os de planos de manejo para extração de madeira. O secretário adjunto garante, contudo, que os processos que já passaram pela fase de análise da documentação serão concluídos. Para isso, foi formada uma força tarefa com 4 equipes que irão à campo apartir da próxima segunda (8) finalizar a etapa de fiscalização.

     Segundo ele, a inicitiva é meramente preventiva. "Vendo a possibilidade da nossa produção cair, resolvemos fazer este trabalho", ressalta. A ideia é manter a média de 200 planos aprovados por ano. A análise de novos processos, entretanto, ainda deve depender do término da greve dos servidores para ter uma andamento normal. "De repente, num determinado setor, falta um funcionário e lógico que isso atrapalha o andamento das coisas", pondera.

     A greve teve início em 21 de junho e chegou a ser interrompida por uma semana. A suposta falta de abertura de uma negociação para as reinvidicações foi o motivo da retomada. Conforme o presidente do Sindicato dos Sevidores da Sema, José Benedito de Jesus, os servidores querem um aumento de 15%. O valor havia sido combinado desde 2008, mas nunca foi cumprido. O oferecido pelo executivo seria de aproximadamente 4%.

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GREVE | 11/07/2011 - 14:57

Servidores do Detran encerram greve por temor do Judiciário

Laura Nabuco

     Após a procuradoria geral do Estado ingressar com pedido no Tribunal de Justiça (TJ) de ilegalidade das greves dos servidores das pastas de Educação e de Meio Ambiente, os funcionários do Detran resolveram negociar o reajuste salarial retornando às atividades.

     A paralisação teve início no começo do mês e terminou nesta segunda (11), com a promessa de que as discussões terão continuidade quando o governador Silval Barbosa (PMDB) voltar do exterior.

     Mesmo com o período em que os servidores não trabalharam, o presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia (PR), acredita que a rotina será normalizada até o final desta semana. O republicano lembra que os grevistas não pararam totalmente as atividades. "O trabalho nunca foi interrompido, 30% deles continuaram trabalhando", afirma.

     A última revisão salarial dos servidores foi feita em 2008. Agora a categoria reivindica 10% de recomposição ao ano. Segundo Dóia, o montante já é pago. Para o cargo de nível técnico, os servidores pleiteiam reposição de 57%; 131% para agentes de trânsito; e 96% para auxiliares de nível básico. Eles alegam que houve defasagem dos salários devido às perdas inflacionárias.

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GREVE | 29/06/2011 - 09:29

Dessa vez não vai ter perdão, diz secretário sobre greve na Educação

Valérya Próspero

     O secretário Chefe da Casa Civil, José Lacerda, garantiu nessa terça (28), após reunião entre governo e deputados que, dessa vez, o governador Silval Barbosa não vai perdoar multas ou outras consequências resultantes da continuidade da greve dos professores. Segundo Lacerda, há uma decisão judicial que deve ser cumprida e que nas negociações foi proposto tudo que era possível dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) do Estado.

   O deputado estadual, líder do governo, Romoaldo Júnior (PMDB), revelou que não podem atender mais porque incluir os outros cinco mil profissionais da educação que ainda não recebem o piso de R$ 1,3 na folha custaria R$ 27 milhões ao Estado. “Não é justo deflagrar uma greve em início de governo porque não é só melhoria no salário, é na educação”.

   O parlamentar disse que dos 15% reivindicados pelos sindicalistas, o governo cedeu 10% e propõe que os outros 5% sejam dados no final do ano. “A categoria não aceita que o aumento seja em dezembro. Quer de imediato e linear para todo mundo, mas o Estado não tem orçamento para isso. Esse foi o maior ajuste do Brasil, pois 4% foi de aumento real e 6% reajuste da inflação”.

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GREVE | 24/06/2011 - 08:01

Com fim de greve, secretária crê que aulas recomecem já nesta 2ª

Sissy Cambuim

     Diante da decisão do Tribunal de Justiça (TJ), que na última terça (21) deu um prazo de 72 horas para que os professores da rede pública estadual encerrassem a greve, a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes (PT), acredita que os alunos possam voltar às salas de aula na próxima segunda (27), no entanto, até esta sexta (24), quando termina o tempo determinado pelo Judiciário, os profissionais permanecem acampados em frente o monumento Ulysses Guimarães, na avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA).

TJ dá prazo de 72 horas para fim da greve    

     Mesmo com a expectativa do retorno das aulas, a secretária ainda não sabe se as férias escolares de julho serão comprometidas. “Nós ainda temos 15 dias letivos e 15 dias de recesso, assim que a greve acabar, vamos sentar e discutir o calendário”, explicou a secretária.

     Ela ressalta que apesar do governo, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ter buscado a Justiça para pôr fim à paralisação, o diálogo entre o Estado e professores sempre esteve e continuará aberto. “Achei a greve um pouco precipitada pois o governo nunca fechou as portas à negociação. A Seduc não entendeu a atitude, mas respeita”, ressaltou.

     Para Rosa Neide, a reivindicação dos profissionais, que pedem reajuste salarial de 15% e a convocação de todos os aprovados no concurso público do Estado, é justa. “Mas nós temos as nossas limitações orçamentárias”, ponderou. A contraproposta oferecida pelo governo foi de conceder um reajuste imediato de 10% com a incorporação dos outros 5% a partir de dezembro. Já os concursados, segundo a secretária, serão chamados em agosto.

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GREVE | 14/12/2010 - 17:37

Médicos do Samu se reúnem para debater o aumento dos salários

Laura Nabuco

   Os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) devem realizar uma assembleia nesta terça (14) para decidir sobre uma possível paralisação. A categoria reclama que as negociações com o Governo do Estado para aprovação de um Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) têm retrocedido. De acordo com os profissionais, na última reunião que tiveram com a secretaria estadual de Saúde, o secretário Vander Fernandes já havia se comprometido em batalhar pela aprovação da proposta que tratava ainda do aumento salarial e melhores condições de trabalho.

   Os médicos também reclamam que o governo não efetou o reajuste salarial e o pagamento dos adicionais noturno, de insalubridade e periculosidade. Além disso, eles querem a regularização da função de socorrista, atualmente exercida por eles de forma ilegal. A categoria quer ainda a criação de um convênio com a Polícia Militar, para os atendimentos que são realizados nas regiões periféricas.

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GREVE | 15/10/2010 - 10:00

Após 15 dias de paralisação, greve de bancos chega ao fim

Laura Nabuco

    Após 15 dias de paralisação, o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb) decidiu pôr fim a greve. A decisão foi tomada nesta quarta (13) durante uma assembleia que reuniu cerca de 200 pessoas em Cuiabá e seguiu a orientação do Comando Nacional dos Bancários. Apenas os funcionários do Banco da Amazônia (Basa) não acataram o fim da manifetação.

    Com a greve, o sindicato conseguiu um reajuste salarial de 7,5%, um aumento de aproximadamaente 8,7% no piso salarial, que passou para R$ 1,6 mil, além da inclusão da questão da segurança nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A categoria reivindicava ainda uma maior participação nos lucros das instituições, proteção ao emprego, contratação de mais funcionários, maior segurança às agências, fim das metas abusivas e da precarização via correspondentes bancários e combate ao assédio moral.

    Com relação à segurança, a Fenaban ofereceu aos bancários atendimento médico e psicológico nos casos de assaltos, além da possibilidade de transferência para outra agência para aqueles funcionários que por ventura sejam vítimas de sequestro. A federação vai apresentar também um relatório semestral com as estatísticas nacioanais de assalto e ataques a bancos.

GREVE | 29/09/2010 - 10:12

Bancários se unem e paralisam os trabalhos em todo o Brasil

Jéssica Benitez

   Após um ciclo de manifestações durante o mês de setembro, os bancários decidiram nesta terça (28) aderir ao movimento grevista por tempo indeterminado. Cerca de 300 funcionários se reuniram na praça Alencastro, no centro de Cuiabá, onde optaram pela paralisação. Entre as várias exigências dos funcionários está o reajuste salarial de 11%. No entanto, houve apenas uma proposta de 4,29% de aumento, vinda da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas foi recusada pelos manifestantes.

   Para o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro de Mato Grosso (Seeb-MT), Arilson da Silva, a paralisação reforça a reivindicação dos bancários. “A nossa greve tende a se fortalecer ao longo dos dias. O trabalhador está cansado de ser tratado como peça sem importância, onde o desrespeito tira o valor do ser humano e faz do lucro e das metas abusivas o único valor a ser priorizado pelos bancos”, afirma.

   A greve abrange todo o território nacional, mas não fecha as agências por completo. Os caixas eletrônicos funcionarão normalmente, bem como serviços de compensação e de devolução. Além do salário, os bancários exigem mais contrações, proteção ao emprego, Planos de Cargos, Carreiras e Salário (PCCS) em todo os bancos, fim de metas abusivas, aumento do auxílio-creche/babá e previdência complementar em todos os bancos.

   A maior parte das agências da Capital e de Várzea Grande já estão adesivadas com o aviso de greve. Ainda de acordo com o presidente do Seeb, o lucro dos bancos é o suficiente para atender a reivindicação de 11%. “Enquanto os cinco principais bancos lucraram juntos mais de R$ 21 bilhões só no primeiro semestre deste ano, os banqueiros insistem em dizer que 11% de reajuste para o trabalhador é inviável. Mesmo os mais leigos no assunto não entendem a postura intransigente e a desvalorização com o trabalhador bancário”, conclui.

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GREVE | 24/06/2010 - 18:49

Dentistas prometem agitar convenções do PSDB e PTB

Sissy Cambuim

   O presidente do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso (Sinodonto-MT), Gustavo de Oliveira, garantiu que os dentistas que atendem na rede municipal da Capital permanecem em greve há mais de 150 dias. Ele admite que há um canal de diálogo aberto com a prefeitura, mas garante que a paralisação continua. “As conversas estão acontecendo, mas são lentas e desinteressadas”, ressaltou.

   Diante da situação, ele convocou os servidores grevistas para uma manifestação durante a convenção partidária do PSDB e PTB, partidos do ex-prefeito Wilson Santos e do atual, Chico Galindo, respectivamente. O evento está marcado para este sábado (26), a partir das 8h, no estádio Verdinho. Os dentistas promentem levar carro de som para o local. Contudo, o presidente destaca que teme a agressividade por parte da prefeitura. “Quando fizemos nosso protesto na inauguração da ETA Tijucal fomos recebidos com truculência e agredidos”, disse.

   De acordo com Gustavo, a indignação é motivada pelo fato de admistração municipal não ter cumprido o acordo firmado com a categoria no dia 24 de março. “Temos um documento assinado e nenhum dos pontos foi efetivado”, explicou. Os cirurgiões dentistas se reuniram em assembleia geral no final de maio e chegaram a anunciar o fim da greve mediante a sanção imediata da lei que aprovaria o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).

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GREVE | 30/11/2009 - 16:05

Agentes carcerários aguardam contraproposta de governo

Romilson Dourado

   Após o indicativo de greve aprovado pelos agentes carcerários em assembleia-geral na última semana, representantes da categoria foram chamados para uma reunião nesta segunda (30), no Palácio Paiaguás, com os secretários de Administração e de Justiça e Segurança Pública, Geraldo de Vitto e Diógenes Curado, respectivamente. Os agentes exigem a instalação da lei orgânica do funcionamento do sistema prisional, elaborada pela categoria há três anos. O projeto de lei, que ainda deverá ser apreciado pela Assembleia Legislativa, estabelece o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores.

   Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Prisional de Mato Grosso (Sindspris), João Batista Pereira de Souza, os secretários receberam as reivindicações e ficaram de analisar as exigências. Após a reunião, quase 200 agentes carcerários fizeram uma mobilização em protesto às condições de trabalho e por reajuste salarial.  Os servidores se reúnem novamente com De Vitto e Diógenes nesta quarta (2), às 10h, para avaliar a contraproposta do governo do Estado. Também participa das negociações o secretário-adjunto de Justiça e Segurança Pública, tenente-coronel Zaqueu Barbosa.

   A contraproposta do governo deverá ser apreciada pelos servidores em nova assembleia-geral, que ainda não tem data para acontecer. Caso o termo de acordo seja rejeitado, os servidores entram em greve 24 horas depois. Dos 1,4 mil servidores do sistema prisional, 1,2 mil são efetivos. Os demais são técnicos (psicólogos, assistentes sociais, dentistas, médicos, entre outros funcionários com curso superior) e assistentes auxiliares. Atualmente, para trabalhar 30 horas semanais, um agente recebe R$ 1,2 mil. “Apenas depois de 15 anos conseguimos elevar esse valor para pouco mais de R$ 3 mil”, reclama João Batista.

   Com a aprovação da lei orgânica, o salário inicial por 30 horas deverá subir para R$ 1,25 mil, e os que trabalham 44 horas deverão receber R$ 1,95 mil. A Sejusp conta com cerca de 400 agentes prisionais contratados sem concurso. “Se não chegarmos a um entendimento, a greve vai começar nesta semana”, ameaça João Batista. (Andréa Haddad)

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GREVE | 14/11/2009 - 11:45

Servidores cruzam os braços e pedem reforma em prédio

Romilson Dourado



Chuva causa queda de arquivo e documentos ficam amontoados no chão; sujeira mostra caos enfrentado

   Servidores administrativos da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) de Cuiabá anunciaram nesta sexta (13) que aderiram à greve nacional da categoria por tempo indeterminado. O órgão, ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego, é responsável por fiscalizar as condições aplicadas aos trabalhadores. A categoria alega que “por ironia do destino” o órgão  convive com o sucateamento de um prédio que completa quase 50 anos.

   Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT), Carlos Alberto de Almeida, a principal reivindicação dos servidores é a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) específico para a SRTE. Ainda segundo ele, é necessáriaa realização de uma reforma no prédio, que não apresenta condições de uso. “Para que haja melhoria do atendimento da população, é necessário que haja condições de trabalho”.

   O governo já manifestou interesse em reabrir as negociações, mas colocou como moeda de troca o final da paralisação. Os servidores, porém, garantem que não vão ceder à pressão.

   A situação se agravou recentemente, com o período de chuvas. Alguns arquivos despencaram e documentos ficaram amontoados no chão das salas. Além disso, as infiltrações nas paredes, o cheiro de mofo e o volume de água que invadiu os setores gera incômodo aos servidores que denunciam, inclusive, a existência de ratos e baratas no local. O prédio fica ao lado do Sesc do Porto e atende dezenas de pessoas diariamente. (Flávia Borges)

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GREVE | 14/10/2009 - 19:05

Prefeitos paralisam atividades em protesto à arrecadação

Romilson Dourado

   Embalados pela onda de greves no Estado, os 141 prefeitos paralisam suas atividades no próximo dia 23. Segundo informações da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), sob Pedro Ferreira de Souza (PP), esta é uma medida em protesto à queda na arrecadação deste ano. De acordo com o progressista, "a paralisação é para chamar a atenção da comunidade e lideranças locais para a realidade financeira das prefeituras, que já realizaram vários cortes e replanejaram os gastos por conta da falta de recursos".

   Durante o dia da manifestação, apenas os serviços essenciais, como saúde, transporte e educação, estarão em funcionamento. Já as atividades administrativas do Executivo devem ser paralisadas totalmente. O principal objetivo da greve é atentar os diversos setores da sociedade sobre os problemas causados pela queda nas receitas deste ano, assim como o desequilíbrio no financiamento das políticas públicas. Segundo a AMM, cada município deverá realizar reuniões locais com a comunidade e lideranças políticas para discussão da realidade financeira das cidades.

   Em apoio ao movimento, já se manifestaram os prefeitos de Rosário Oeste, Joemil Araújo (PMDB),  de Alta Floresta, Maria Izaura Alfonso (PDT), e de Querência, Fernando Gorgen (PR). O peemedebista afirma que a situação dos municípios é grave e que a população deve estar ciente do que está acontecendo. "Espero que com essa mobilização todos conheçam a difícil realidade que os municípios estão vivendo", ponderou Joemil. Já a pedetista Izaura espera ações do governo federal. "Espero que com essa paralisação o governo federal atente para os problemas dos municípios. Precisamos de mais repasses da União para despesas básicas, como saúde e educação". (Lisânia Ghisi)

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GREVE | 06/10/2009 - 11:01

Médicos discutem emendas; mais 40 pedem demissão

Romilson Dourado

   Representantes do Sindicado dos Médicos de Mato Grosso (Sindmed) se reuniram nesta terça (6) com o presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Deucimar Silva (PP), e agendaram uma audiência pública para esta quarta (7). Na ocasião, os médicos vão debater emendas que contemplem a categoria na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2010 e no Plano Plurianual.

   A reunião entre os médicos e Deucimar também foi acompanhada pelos vereadores que compõem a Comissão de Constituição e Justiça, Domingos Sávio (PMDB), Everton Pop (PP) e Antônio Fernandes (PSDB), além dos membros da Comissão de Economia e Finanças, Ivan Evangelista (PPS), Chico 2000 (PR) e Roosivelt Coelho (PSDB).

   Os médicos aproveitaram para informar ao presidente do Legislativo sobre o resultado da assembleia geral do Sindmed, realizada na noite desta segunda (5). A categoria decidiu pela continuidade da greve.

   Nesta terça, mais 30 pediatras deixam de atender pela rede municipal de Saúde. Eles pediram demissão em massa há um mês e cumpriam aviso prévio. Outros 24 cirurgiões já haviam ingressado com pedido de desligamento das funções e, desde então, pararam de trabalhar. Segundo informações do Sindmed, 10 anestesistas e 30 médicos de outras especialidades protocolam nesta terça na prefeitura novo pedido de demissão em massa. 

   A pedido do Ministério Público Estadual, a Justiça concedeu uma liminar no final de semana que obriga  a prefeitura e o governo do Estado a pagar as despesas em hospitais particulares de pacientes graves, que deveriam ser atendidos no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

(19h20) - Antônio Fernandes garante que não participou de reunião

   O vereador Antônio Fernandes (PSDB) nega ter participado da reunião entre o presidente Deucimar e os médicos cuiabanos. O tucano garante que acompanhou a sessão ordinária desta terça (6), reforça que realmente haviam profissionais da saúde na Casa, mas não sabe se a reunião aconteceu de fato.

   Eis, abaixo, a nota enviada por Antônio Fernandes

   "Em referência à materia acima, temos a esclarecer que:  como de costume, participei hoje atentamente de toda a sessão e, apesar de ter observado a presença do presidente do Sindicato dos Médicos e do Presidente do Conselho Regional de Médicina na galeria da Câmara, em momento algum este vereador participou de reunião entre o presidente da Câmara e os representantes dos médicos e membros das Comissões de Constituição Justiça e de Finanças, como fora publicado. Se houve a reunião, este Vereador não foi convidado e, conseguentemente, não participou! "
   Atenciosamente
   Vereador Antônio Fernandes

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GREVE | 29/09/2009 - 15:42

Servidores federais do Estado paralisam atividades na 5ª

Romilson Dourado

   Após os médicos e dentistas que trabalham na saúde pública da Capital aderirem à greve, os servidores federais que atuam em todo o Estado realizam nesta quinta (1º) o Dia Nacional de Paralisação. As atividades serão suspensas por 24 horas. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT), Carlos Alberto de Almeida, os órgãos públicos estariam realizando novas assembleias para convocar a paralisação.

    No Estado existem cerca de 15 mil servidores que irão paralisar as atividades. Na Capital, durante o dia da paralisação, a categoria irá se reunir na Praça do Monumento Ulisses Guimarães, no Centro Político Administrativo. Eles reivindicarão a reabertura imediata das negociações que tiveram início no ano passado. Entre elas estão o Plano de Cargo Carreira e Salários (PCCS), novas tabelas salariais, reajuste do auxílio alimentação, nos valores da assistência à Saúde, paridade entre ativo aposentado e pensionista pela data-base dos servidores federais.

    Entre os órgãos que irão paralisar as atividades estão o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o 9º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), que assumem as obras do PAC em Cuiabá em 2010, Fundação Nacional do Índio (Funai), além do Ministério da Fazenda e dos Transportes. Além da paralisação por 24 horas, os servidores federais devem fechar as portas também nos dias 15, 16 e 22 de outubro. Em 10 novembro o Sindsep deverá iniciar movimento de greve por tempo indeterminado. (Lisânia Ghisi)

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