Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:05 h

HOMENAGEM | 01/01/2012 - 14:20

Comunicadores e familiares em homenagem a Eugênio; veja aqui

Romilson Dourado

Eugênio de Carvalho    Estudantes que estavam cursando, em 2008, o primeiro semestre de Jornalismo da Universidade de Cuiabá (Unic) fizeram uma bela homenagem ao jornalista e pioneiro da comunicação em Mato Grosso, Eugênio de Carvalho, que faleceu neste domingo, aos 79 anos, de falência múltipla dos órgãos.

   Entrevistaram vários colegas jornalistas e radialistas, amigos e membros da família e todos rasgaram elogios ao profissionalismo e conduta ética daquele que fundou emissoras de rádio e tv, revista e agência de propaganda entre os anos 60 e 80. Num dos trechos da entrevista, gravada em vídeo, Eugênio define jornalista como "escravo dos fatos".

    João Negrão, em depoimento, destaca a conduta profissional e pessoal de Eugênio, para quem serve de boa referência e exemplo para todas as gerações do jornalismo mato-grossense. Onofre Ribeiro, que foi sócio de Eugênio da extinta revista Contato, vê no amigo um visionário, assim como o radialista Dirceu Carlino.

   Antonieta Reis Coelho, fundadora da TV Centro América, disse que Eugênio, na época, era um "faz tudo". Outros profissionais enaltecem a figura de Eugênio, como Vanderlei Meneguini e Paulo Zawiasky. A esposa Nilse Carvalho lembra da época que conheceu Eugênio. Os filhos Euze, Enize, Eugênia e Emile gravam depoimentos emocionados.

Confira a homenagem a Eugênio de Carvalho e depoimento de profissionais da comunicação e familiares



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HOMENAGEM | 08/04/2011 - 10:00

Rádio Senado faz programa sobre aniversário de Cuiabá

João Negrão, de Brasília

     A Rádio Senado fez um programa especial em homenagem a Cuiabá, que faz 292 anos nesta sexta (8). O programa Conexão Senado, que vai ao ar das 8 às 8h30, abordou a história, a cultura e os problemas urbanos da Capital mato-grossense, como infraestrutura e saneamento. Com entrevista dos três senadores de Mato Grosso, o programa aprofundou nessas questões e ainda tratou da realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014, da qual Cuiabá é uma das 12 cidades-sede.

     O senador Jayme Campos (DEM) foi o primeiro entrevistado. Ele traçou uma breve história da cidade, falou do povo acolhedor e das vantagens de morar em Cuiabá, mas destacou os problemas sociais e urbanos que a cidade enfrenta. Jayme também observou que o acelerado crescimento da cidade e do Estado tem impacto muito no agravamento desses problemas.

     Blairo Maggi (PR) foi o segundo entrevistado e destacou o crescimento “chinês” de Mato Grosso, ao redor de 10% ao ano, o que tem transformado o Estado com 3 milhões de habitantes num dos mais prósperos do país, mas que esse progresso não refletiu ainda em qualidade de vida para toda a população. Observou que os problemas nos serviços públicos da Capital é um reflexo disso.

     O pedetista Pedro Taques também criticou a má distribuição de renda no Estado, falando da importância do agronegócio para o desenvolvimento. Para ele, as mudanças ainda não chegaram às camadas mais pobres da população. Como os demais entrevistados, Taques falou da Copa do Mundo, de sua importância não apenas para Cuiabá, e destacou que será a “Copa de Mato Grosso”, mas que é necessário pensar no pós-Copa.

     Cuiabá é uma das quatro Capitais brasileiras, além de Brasília, que têm transmissão da Rádio Senado. A sintonia é pela frequência modulada (FM) 102,5. As outras capitais são Natal (RN), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Todas operam em caráter experimental. Para transmitir de Cuiabá o Senado fez um convênio com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e utiliza a frequência e antena da Rádio Universitária que ainda não entrou no ar. Com essas transmissões em caráter experimental, a direção da Rádio Senado planeja levar a emissora para todas as Capitais brasileiras.

HOMENAGEM | 10/07/2010 - 20:45

O meu Dante de Oliveira

João Negrão

Jornalista João Negrão    Acompanhando com muito interesse e saudade matérias e artigos sobre os quatro anos de morte de Dante de Oliveira, leio e concordo com muito: sua importância para a história recente do Brasil, as Diretas Já, sua liderança estadual e nacional, seu carisma, a figura querida que o “Magrão” sempre foi para aqueles que tiveram o privilégio de em alguns dos momentos de sua vida estar perto dele.

    Tive esse privilégio. Conheci Dante numa tarde do longínquo agosto de 1983, me apresentado pelo seu primo e camarada Aluízio Arruda. Mais tarde, já em 84, estive com ele num grande comício pelas Diretas Já em Rondonópolis. Eu, militante do PC do B, clandestino no PMDB, estava lá na organização do evento junto com Percival Muniz, Moacir Gonçalves, Hermes de Abreu, Osmir Pontin e tantos outros. Mais adiante, em 85, fui um dos organizadores da caravana que saiu de Rondonópolis com mais de 20 ônibus lotados para ajudar na boca-de-urna da eleição de Dante para a prefeitura de Cuiabá. Era uma sexta-feira de sol muito forte e o termômetro chegou a marcar 47 graus nas proximidades da Escola Senador Azeredo, onde coordenei a minha equipe.

     Dali para frente acompanhei, nos bastidores, algumas decisões políticas do PMDB que levaria Carlos Bezerra ao governo do Estado. A eleição de Dante de 85 foi fundamental para o projeto político do PMDB. Nessa época o Brasil vivia o auge e o fracasso do Plano Cruzado e o governo de José Sarney estava numa encruzilhada histórica. Ou avançava, cedendo ao PMDB mais progressista, ou recuava, capitulando diante das forças de direita, tendo o PFL no comando, mais a UDR (União Democrática Ruralista) por fora, ajudando a sabotar o governo para impedir a reforma agrária.

     É nesse contexto que Dante de Oliveira se licencia da prefeitura para assumir o Ministério da Reforma Agrária. O governo precisava da liderança de Dante, da sua legitimidade política e do respeito que detinha diante da nação. Mas não deu certo. As forças de direita avançavam à medida que o desgaste de Sarney no rodo do fiasco do Plano Cruzado ia deteriorando sua base política até afetar profundamente o PMDB. O resultado foi a saída de setores mais progressistas na época, que criaram o PSDB (em 88) ou migraram para partidos mais à esquerda. Dante foi para o PDT.

     Candidato a deputado federal pelo PDT, em 1990, Dante foi o mais votado, com mais 90 mil votos, mas o partido não atingiu o quociente eleitoral. Fui coordenador da campanha dele em Rondonópolis. Dois anos depois ele seria eleito novamente prefeito de Cuiabá. Participei da campanha somente como militante e depois assumi o cargo de coordenador de Comunicação, na Secom.

     Foi a partir daí que vi aquele meu Dante, o Dante progressista, a liderança de centro-esquerda mais importante e respeitada do país, o homem que ajudou a derrubar a ditadura militar, que foi fonte de inspiração para toda uma geração, foi ali na convivência diária com ele que vi tudo isso desaparecer. Dante começou a se perder na política a partir daí, desde composição de seu staff. Não somente o secretariado, mas também os que orbitavam nele e em sua administração. Era ele e seu grupo de amigos, irmãos e dirigentes partidários de sua estrita confiança que de fato mandava. Seu projeto político de ser governador, gestado pelo menos seis anos antes, ganhava fôlego. Mas não era exatamente um projeto de seu partido e das forças políticas que o apoiavam. Era um projeto de um grupo oligárquico.

     Seu primeiro governo foi a mais pura expressão de um governo oligárquico, um grupo que se fechou na administração do Estado e mandou e desmandou. O segundo governo, já tendo Dante no PSDB, foi um pouco mais aberto, mas era a mesma oligarquia que ditava rezando pela cartilha neoliberal que levou ao desastre do desmantelamento do Estado e a entrega de duas de nossas mais importantes empresas estatais: a Cemat e o Bemat. Conduzindo-se como se às cegas na sanha privatista, Dante viveu, a meu ver, momentos ridículos, repetindo gestos como o de bater o martelo e exibir sorridente um cheque simbólico no leilão da Cemat, vendida a preço duvidoso.

     O caso do Bemat é ainda mais grave. O Banco do Estado de Mato Grosso foi simplesmente asfixiado até morrer sem nem mesmo honras de funeral. Um patrimônio jogado no lixo sem nenhuma comiseração. Menos piedade ainda com funcionários e funcionárias que viram de uma hora para outra suas histórias de longos anos meramente desprezadas. Não foram poucos os suicídios de bematenses.

     Esta é uma história de Dante que não há como esconder. Por isso tenho por ele uma mistura de carinho e decepção. Carinho por tudo que ele representou para a minha geração, para mim especialmente que vivi grande prazer e orgulho de compartilhar com Dante a luta política de mais de dez anos. Decepção porque ele destruiu não apenas sonhos de muitos de nós. Corroeu sua própria história política. Dante de Oliveira não merecia isso. Só lamento que ele poderia ter se redimido, mas a morte o encontrou prematuramente.

    João Negrão é jornalista em Cuiabá

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HOMENAGEM | 13/11/2009 - 18:27

Aprendi a servir com lealdade com Gabriel Muller, diz Júlio

Romilson Dourado

   O ex-governador e ex-senador Júlio Campos (DEM) escreveu, em comentário ao RDNews, que o ex-prefeito de Várzea Grande e ex-deputado estadual Gabriel Júlio de Mattos Muller, que faleceu aos 84 anos e foi enterrado nesta sexta (13) no cemitério da Piedade, em Cuiabá, se tornou "uma lenda na história política, administrativa, classista e desenvolvimentista de Mato Grosso".

  Um dos caciques da atual geração política e pré-candidato a deputado federal, Júlio lembra que Gabriel foi seu primeiro chefe na extinta Codemat. Diz ter aprendido com ele "a servir com lealdade e seriedade no serviço público".

   Gabriel Muller, que exerceu diversos cargos públicos, era primo do ex-senador mato-grossense por quatro mandatos Filinto Muller (47/73), que faleceu em 1973, num acidente aéreo. Militar e político, Filinto foi apontado por alguns historiadores como o "patrono das armas" dos torturadores do Brasil. Júlio Campos, que atuou também como prefeito de Várzea Grande e deputado federal, afirma que esteve junto com Gabriel Muller no trabalho de colonização das regiões e Cáceres (Oeste), Juína (Noroeste) e Nortão. Considera que o ex-deputado "foi gigante do Pantanal na construção da Transpantaneira em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, assim também na construção dos estádios Verdão, em Cuiabá, e do Morenão, em Campo Grande.

   Quando governador, Júlio o nomeou como presidente da extinta Fundação de Defesa e Desenvolvimento do Pantanal (Fundepan). Classifica Gabriel Muller de "honesto, de caráter ilibado, de companheiro político da família Campos no velho PSD, na Arena, no PDS e no PFL". Comenta que até agora Muller era militante do DEM e o considera "um velho guerreiro". "Mato Grosso fica mais pobre em seus valores e suas referências com a morte de Gaabriel Muller, que tambem foi suplente de senador (79/83) do então senador Benedito Canellas".

   Eis, abaixo, o comentário do ex-governador Júlio acerca de Gabriel Muller

    "Hoje pela manhã, no cemitério da Piedade, em Cuiabá, sepultamos o corpo do doutor Gabriel Júlio de Mattos Muller, uma lenda na história política, administrativa, classista e de desenvolvimento-sustentável do Estado de Mato Grosso. Tive a honra de tê-lo como meu primeiro chefe na saudosa Codemat (governos Pedrossian e Fragelli), onde aprendi a servir com lealdade e seriedade do serviço público. Estivemos juntos colonizando a Grande Cáceres, o Noroeste (Juína) e o Nortão do Estado. Foi o Gigante do Pantanal na construção da Transpantaneira em MT e MS, na construção do Verdão, do Morenão e das cidades universitárias de Cuiabá e Campo Grande. Foi prefeito de Várzea Grande, deputado estadual, presidente da Falmat e, quando governador do Estado de 1983 a 1986, tive a honra de tê-lo ao meu lado como presidente da Fundepan (Fundação de Defesa e Desenvolvimento do Pantanal). célula mater da atual Sema. Homem honesto, de caráter ilibado, foi companheiro político da família Campos, no glorioso PSD (de Filinto, Ponce e JK), na Arena, no PDS, no PFL, e até agora era militante dos Democratas. Mato Grosso fica mais pobre em seus valores e suas referências com a morte de Gabriel Muller, que também foi suplente de senador da República de 1979 a 1983 do então senador Canellas. Descans em paz Velho Guerreiro"
    Júlio José de Campos
    Ex-prefeito de Várzea Grande, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador

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HOMENAGEM | 24/06/2009 - 16:44

Governo transforma Itaúba em "Capital da Castanha"

Romilson Dourado

   O governador Blairo Maggi (PR) sancionou a Lei 9.152, tornando o município de Itaúba a "Capital Estadual da Castanha Brasileira". O projeto foi apresentado pelo presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP). O  objetivo é homenagear a cidade, que já é reconhecida mundialmente pelo grande potencial na produção de castanhas. Itaúba ficou conhecida ainda por abranger um dos últimos castanhais nativos do Estado, tendo inclusive uma de suas comunidades rurais localizada às margens da BR-163 com nome de Castanhal.

   Atualmente, o município abriga cerca de três milhões de árvores que geram uma produção superior a 400 toneladas por colheita, o que garante 500 empregos diretos e indiretos, além de movimentação de aproximadamente R$ 1 milhão.

   O projeto originou-se da indicação 022/2009, de autoria do vereador Rafael Lhewicheski, subscrita pelos demais vereadores que compõem a Câmara de Itaúba, com o intuito de alavancar investimentos no ramo do turismo ecológico e do extrativismo sustentável, uma vez que a castanha tem grande potencial nos mercados nacional e internacional. (Flávia Borges)

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HOMENAGEM | 15/05/2009 - 08:00

Com história e festa, Várzea Grande comemora 142 anos

Romilson Dourado

Igreja Nossa Senhora da Guia   Várzea Grande, segundo maior município do Estado, comemora seus 142 anos de emancipação político-administrativa nesta sexta (15). No século XIX, com a guerra do Paraguai, a margem direita do rio Cuiabá onde hoje é solo várzea-grandense era usada como “depósito” de detidos da guerra, que na verdade eram cidadãos comuns. Muitos deles, com hábeis talentos, como corte e secagem de carne bovina e até mesmo artesanato em couro, transformaram o cenário de prisão em atividade rendosa.

   Aos poucos se formou um povoado que “arrodeava” a igreja Nossa Senhora da Guia. A guerra chegava ao fim e Várzea Grande ia nascendo. Em princípio, o povo que formava o distrito eram constituído de paraguaios, vaqueiros, lavradores e soldados brasileiros. Aos poucos, a vizinhança de Nossa Senhora do Livramento também veio pedir morada na pequena Várzea Grande e, assim, começaram a surgir os primeiros comércios.

   Em 1886, o povoado deixou de ser a pequena vila Várzea Grande e passou à categoria de paróquia. Crescendo a cada dia, no final do século XIX, já contava com um cartório, uma subdelegacia, duas escolinhas e uma urna para os eleitores. Em 1942, sob festa e foguetes, Júlio Muller inaugurou a ponte de concreto que liga Várzea Grande à Capital, além de dotar o distrito com energia elétrica. Se modernizando aos poucos, somente em setembro de 1948, graças à lei estadual 126, de autoria do então deputado Licínio Monteiro, Várzea Grande passou à categoria de município.

   O primeiro prefeito nomeado foi o major Gonçalo Romão de Figueiredo. Hoje, sob o comando de Murilo Domingos (PR), Várzea Grande é o principal pólo industrial do Estado. Com mais de 240 mil habitantes, a cidade que serviu de morada para presos de guerra, sempre teve a vocação de ser cidade grande. (Lisânia Ghisi)

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HOMENAGEM | 10/05/2009 - 13:04

Um novo conceito do papel de mãe

Romilson Dourado

   Eu criei meus dois filhos dentro de um padrão absolutamente consciente de não punição. Foram anos e anos falando, mostrando, segurando pelas mãos, sem elevar a voz, sem levantar a mão...nunca . Certamente ser casada com um pediatra facilitou-me a compreensão da infância, da juventude, como etapas da vida que precisam ser cumpridas, com intensidade. Então, optei por  participar, compreender, apoiar e compartilhar.

    O resultado, anima-me e  faz-me rever o meu conceito de ser mãe e acreditar que é possível criar os filhos para nos superarem, inclusive na sublime tarefa, até então creditada apenas as mulheres, que é ser mãe.

    Desde o ano de 2003 observo com profundo orgulho o surgimento do homem que assume papéis múltiplos, inclusive de cuidar do filho, compartilhar a educação, visitas ao consultório médico, batismo, dentista, levar e buscar na escola, assistir partidas de futebol, treino de natação, fazer tarefa, tudo... .  Quisera eu ter sido consciente, carinhosa, presente como meu filho Eduardo é hoje, como pai de Vinicius.

    Vinicius é um garotinho que aprendeu que tem duas casas, porque o papai e a mamãe não são casados, e que transita muito bem nesse mundo aparentemente desestruturado de famílias de pais e mães solteiros. Vejo um jovem de 31 anos intercambiando  experiências e programas com seu filho - estão juntos nos concertos de música, nos restaurantes, na academia, no parque, nos corredores do colégio, trocam palavras em inglês, ora conversam em código, que só quem joga playstation conhece. Eduardo divide essa rotina com a mãe desde o nascimento do filho no ano de 2003, quando, aos 25 anos, tornou-se pai e assumiu desde então, todas as responsabilidades e alegrias contidas no desempenho do papel de criar um filho. E ele, assim como eu, não quer apenas criar um filho, mas educar uma criança para ser um cidadão pleno, com cultura e bondade.

    Não faço nenhuma apologia para que sejam todos pais e mães solteiros, apenas reconheço que há homens compartilhando a tarefa de criar os filhos com a leveza, responsabilidade e presença adentrando num universo antes povoado naturalmente pelas mulheres. Neste Dia das Mães, homenageio-as todas abraçando demoradamente meu filho, que sem querer ser piegas ou cair no senso comum, é um pai  com a alma repleta do amor incondicional que dizem, só as mães são dotadas.

   Olga Lustosa é acadêmica do curso de Ciências Sociais da UFMT e chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural

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HOMENAGEM | 26/04/2009 - 10:12

Tucano inaugura uma praça com nome da petista Enelinda

Romilson Dourado

Ex-vereadora Enelinda Scala  Mesmo em partidos adversários, um tucano e uma petista têm atuados juntos em Cuiabá. O prefeito Wilson Santos (PSDB) se mostra tão simpático ao jeito "de fazer política" da ex-vereadora Enelinda Scala que inaugurou na última sexta uma praça no Boa Esperança com o nome da petista. Enelinda é uma das referências do bairro. Professora universitária aposentada, ela já presidiu o Boa Esperança e seu trabalho comunitário a projetou na vida pública. Na Câmara, teve atuação voltada à área da saúde e junto aos servidores públicos.

Decisão contraria Lei Orgânica do Município,
que proíbe administração de dar nome de
pessoas vivas a bens e serviços públicos

  "Foi uma surpresa à professora Enelinda, que fez todo um trabalho político para viabilizar a construção da praça. Além do mais, ela é uma grande mulher. Trata-se de uma justa homenagem", argumenta o prefeito. O dinheiro para construção da praça foi obtida por meio de uma emenda da senadora petista Serys Marly, sob articulação de Enelinda. Questionado se não feriu a Lei Orgânica do Município, que não permite à administração dar nome de pessoas vivas a bens e serviços públicos de qualquer natureza, Wilson Santos argumenta que na prática gestores de praticamente todas as esferas de Poder preferem homenagear personalidades enquanto estas estão vivas e, nesse caso, tomou a mesma decisão.

   Enelinda ocupou cadeira de vereadora durante duas legislaturas. Na última, então na suplência, ela foi beneficiada com a vaga porque o então vereador titular Valtenir Pereira, eleito pelo PT e hoje no PSB, ganhou para deputado federal. No ano passado, a sanfoneira foi derrotada à reeleição. Ela pertence a corrente petista Utopia e Vida, tendência que tem o ex-deputado Gilney Viana como principal "estrela".

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HOMENAGEM | 19/04/2009 - 10:01

Uma data muitas vezes esquecida

Romilson Dourado

   19 de Abril, Dia do Índio. Eles foram os primeiros povos encontrados nesta terra. Aliás, arrisco em dizer que eles são os verdadeiros brasileiros; natos. Merecem ser lembrados não somente neste domingo, mas durante o ano inteiro, pelas atrocidades, escravidão, e enfermidades na qual foram submetidos com a chegada dos europeus ao Brasil.

   Infelizmente, o que vem acontecendo no decorrer destes mais de 500 anos de descoberta, colonização ou conquista - como queira - é uma perda da identidade indígena. Hábitos, rituais, danças e artesanatos se perderam no tempo. Culpa deles? Não. Sem sombra de dúvidas a culpa pela imposição cultural é da nossa sociedade europeizada.

   Aliás, os europeus quando chegaram aqui com suas bugigangas encantaram os nativos que, de forma impositiva, foram denominados índios pelo fato dos navegantes acharem que haviam chegado às Índias, destino precípuo da expedição. Os índios, como ficaram conhecidos até os dias de hoje, se encantam cada vez mais com nossas parafernálias modernas como celulares, televisões, rádios e computadores.

   Dois genocídios ocorreram concomitantemente com a europeização dos nossos índios. Milhões foram dizimados culturalmente. Simplesmente perderam a identidade indígena. Outros milhões foram mortos pelo contato com o homem, por meio da contração de doenças. E até os dias de hoje são acometidos por enfermidades, antes, exclusivas dos homens brancos, como o Alcoolismo, Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

    É contra a maré, ou melhor, o tsunami que varreu nossos índios do mapa, que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) tem trabalhado ao longo dos anos. Um trabalho árduo, difícil, mas não impossível. Acreditamos que, assim como Marechal Rondon e os irmãos Villas Boas, podemos atender a estes povos, levando saúde e saneamento básico às aldeias.

    Recentemente, a Coordenação Regional de Mato Grosso formou 35 Agentes Indígenas de Saúde (AIS). Desta forma, os próprios índios vão cuidar da saúde das tribos, detectando doenças que mais preocupam as autoridades ligadas ao setor, como diarréia e doenças respiratórias. Os agentes vão atuar na região Sudoeste do Estado (de Barra do Garças até quase Comodoro), atendendo oito etnias, como os Paresi, Bakairi, Bororo, Nambikwara, Chiquitano, Umutina, Irantxe e Myky. Uma população estimada em 5 mil pessoas.

    Além deste, outros projetos como a formação de Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan), capacitados com finalidade de atuar como multiplicadores, responsáveis por manter o sistema de abastecimento de água potável das aldeias, são desenvolvidos no Estado. Existe também o Projeto Alcoólico Indígena (PAI), que busca resgatar índios do vício da bebida. Além disso, damos oficinas sobre a importância do aleitamento materno, tratamentos odontológico e médico.

    Assim, por meio deste artigo, quero destacar a importância dos índios não somente para a Funasa, que é responsável por cuidar da saúde indígena, mas para toda sociedade. Diferente de outras datas comemorativas, lamentavelmente, o dia do índio passa despercebido para muitos. Talvez porque não é uma data economicamente interessante para a indústria e o comércio, festividades não são realizadas, nem tão pouco propagandas incitando o consumo de chocalhos, redes e outros artesanatos produzidos por eles. Mas fica aqui, registrado a minha exclamação: "Viva o Dia do Índio!".

    Marco Antônio Stangherlin é coordenador regional da Funasa em MT

HOMENAGEM | 08/04/2009 - 09:34

Entidades assinam panfleto em agradecimento a ex-secretário por construção de ponte

Romilson Dourado

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HOMENAGEM | 08/03/2009 - 08:00

Mulheres conquistam espaço, mas reclamam de preconceito

Romilson Dourado

senadores Serys Marli (PT)   Mesmo com a superação de barreiras na competição com os homens, poucas mulheres ocupam espaço de destaque nos Poderes Constituídos em Mato Grosso. Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a ala feminina comemora, por exemplo, a chegada de sua terceira representante no Pleno do Tribunal de Justiça. Trata-se da desembargadora Clarice Claudino da Silva. Ela se junta a Shelma Lombardi e a Maria Helena Póvoas. Dos 30 desembargadores, somente três são do sexo feminino. No passado, as mulheres eram chamadas de "sexo frágil". Hoje, esse estigma não "cola" mais". Se a participação da mulher no mercado de trabalho se alterou bastante nos últimos anos, o mesmo não se pode ser dito da divisão das tarefas domésticas. Mesmo em residências onde tanto o homem quanto a mulher são ocupados, a maior parte dos afazeres de casa continua sendo feito por elas.

   A conquista por trabalhar fora de casa e o direito de votar dentro do  exercício da cidadania são conquistas que representam muito para a mulher chefe de família, mãe, educadora, empresária e política. Hoje no Estado há 162 mulheres espalhadas nas câmaras municipais e oito prefeitas. No TRE, estão presentes as juízas-membros do Pleno Maria Abadia, Adiverci Rats Mendes e Vandimara Galvão. Na Assembléia Legislativa, há duas deputadas: Chica Nunes (PSDB) e Vilma Moreira (PSB). Da bancada federal mato-grossense há duas mulheres: a senadora Serys Marly (PT) e a deputada Thelma de Oliveira (PSDB).

  Primeira mulher de MT a conquistar cadeira de senadora, Serys acredita no que chama de "sociedade justa e igualitária. "Quero ver uma sociedade com direitos iguais. Eleger mulheres e assim podermos chegar aos 50% do poder", diz a petista. Ela disse já ter sofrido preconceito por ser uma mulher que milita ativamente na política, mas pondera que isso estão mudando.

   Em Várzea Grande, a vereadora Isabela Guimarães (DEM) se diz honrada por ser a única  representante feminina na Câmara. Para ela, mulher tem de estar na política sempre. "Nós queremos nosso espaço e, devagar, estamos conquistanto ele". "Todas as mulheres devem persistir em seus ideais, sejam eles quais forem".

Desembargadora Shelma Lombardi   A desembargadora Shelma Lombardi observa que a mulher supera barreiras e obstáculos todos os dias. O maior problema, diz a magistrada, continua sendo o preconceito. "Vejo o preconceito como algo cultural e difícil de ser arrancado até das próprias mulheres", disse. Ela sugere mais investimentos em educação, inclusive na própria casa. "É algo que vem de berço. Hoje acredito que a melhor palavra para definir o Dia Internacional da Mulher é união. Uma aliança global para que dias melhores possam chegar". (Lisânia Ghisi)

Algumas mulheres mato-grossenses em posição de destaque
Senado: Serys Marly Slhessarenko
Câmara Federal:
Thelma de Oliveira
Assembléia Legislativa
Vilma Moreira e Chica Nunes
Câmara de Cuiabá: Lueci Ramos
Câmara de Várzea Grande: Isabela Guimarães
Câmara de Rondonópolis: Mariúva Valentim
Vereadoras em todo Estado: 162 - veja a lista aqui
Prefeitas:
Alta Floresta - Maria Izaura Dias Alfonso
Campos de Júlio - Claídes Lazaretti Massutti
Colniza - Nelci Capitaní
Lambari D´Oeste - Maria Manea da Cruz
Nova Monte Verde - Beatriz de Fátima Sueck Lemes
Nova Nazaré - Railda de Fátima Alves
Ponte Branca - Jaquelina Soares Pires
Porto dos Gaúchos- Carmem Lima Duarte
Tribunal de Justiça:
Shelma Lombardi de Kato
Clarice Claudino da Silva
Maria Helena Gargaglione Póvoas
TRE:
Maria Abadia
Adiverci Rats Mendes de Abreu
Vandimara Galvão

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HOMENAGEM | 07/03/2009 - 11:14

Lista das vereadoras mato-grossenses

Romilson Dourado

Água Boa                                  
Eva Da Silva Pereira

Alto Araguaia                       
Katia Simone Borges Moraes Almeida
Rosimeiry Lopes De Souza
Maria Luiza De Oliveira Machado
Sylvia Maia Santos

Alto Boa Vista                      
Irene Maria Rocha Santos

Alto Garças                        
Sebastiana Ribeiro Pinto

Alto Paraguai                     
Izilda Maria De Almeida Gomes
Vania Regina Zanini Previdente 
Cristine Schmidt Bernini

Apiacás                                   
Regina Pizolli Da Silva

Araguainha                           
Divina Alves Sanzione
Claudia Regina Campos De Carvalho

Arenápolis                           
Noêmia Maria De Souza

Aripuanã                                
Seluir Peixer

Barra Do Bugres             
Benedita Aparecida De Campos
Ebenilda Xavier Da Costa

Barra Do Garças
Andreia Santos De Almeida Soares
Mirian Sanchez Lacerda Golembiouski
Antonia Jacob Barbosa

Brasnorte                                       
Isabel Da Silva Frazao

Cáceres                                            
Lúcia De Lourdes Gonçalves

Campo Novo Do Parecis           
Edlamá Batista Marques

Campos De Júlio                            
Elci Salete Tres
Cleomar Lazzaretti Da Silva
Eronildes Kathee Rostirolla

Canarana                                         
Madelaine Terezinha Stragliotto
Gema Favreto Colling

Carlinda                                           
Suzana Aparecida De Oliveira Barbosa

Chapada Dos Guimarães         
Rosa Maria Blanco Manzano

Cláudia                                             
Quetti Caciana Schulz Nunes
Maristela Fatima Favero Loss

Colíder                                             
Regiane Rodrigues De Freitas 

Colniza                                             
Ana Maria Fernandes

Comodoro                                      
Elza Maria Malaco Cardoso
Jandira Dal Agnol
Maria Dolores Jonk 

Confresa                                        
Laiza Vanessa Masson
Iraide Gonçalves Dias

Conquista D´Oeste                    
Josiene Barros De Souza Bezerra
Maria Lucia De Oliveira Porto Souza

Cotriguaçu                                   
Denise Pavan Brambila
Leani Friderich Richter
Rosangela Aparecida Nervis

Cuiabá                                              
Lueci Ramos Lourenço

Denise                                              
Maria Angela Ramos De Farias Irmer
Cleuza Da Conceição Ribeiro

Diamantino                                    
Gislene Aparecida De Souza

Dom Aquino                                   
Sebastiana Luzia Borges Da Costa

Feliz Natal                                    
Cristina Riemer Chernaki Passador

Figueirópolis D´Oeste            
Carine Fonseca De Andrade
Sandra Fernandes Da Cunha Rezende
Célia Ferreira Marques

Gaúcha Do Norte                     
Sirlei Salete Petroli

General Carneiro                   
Tereza Sousa Leao

Glória D´Oste                           
Maria Jose Da Silva

Guarantã Do Norte                
Edileuza Oliveira Ribeiro
Zelia Teresinha Scandolara Vieira

Guiratinga                                   
Maria Das Graças Bicalho Ferreira
Zilda Pereira Dos Anjos

Indiavaí                                          
Eva Maria Dos Santos

Ipiranga Do Norte                  
Rosilei Eva Picininn

Itanhangá                                   
Elizete Carmen Barazetti
Elza Maria Moura Da Silva

Juara                                            
Benedita Maria De Oliveira Gonçalves
Aparecida Pereira Da Silva Felix
Sonia Maria Pereti De Almeida

Juína                                               
Nadiley Soares Teixeira

Juruena                                        
Neusa Socreppa Nazatto

Juscimeira                                   
Silvanei Pereira Correia

Lambari D´Oeste                        
Nilva Manea De Araujo

Lucas Do Rio Verde                 
Ana Chupel Kothrade 

Luciara                                           
Elizeth Nunes De Sousa

Marcelândia                               
Darcy Arroio Viana

Nobres                                           
Paulina Dias Da Silva
Zilmai Ferreira De Jesus

Nortelândia                               
Chirley Dias Barreto Silva

Nossa Senhora Do Livramento           
Jocineia Conceição Miranda
Leila Lucia Martins De Mello Costa

Nova Brasilândia                                        
Rose Bonfim Lopes

Nova Canaã Do Norte                               
Lair Gerotto De Medeiros Messias
Rosilene Menin

Nova Guarita                                                  
Marta Teresinha Pit

Nova Lacerda                                                
Marcia Bernardino Da Silveira Golembiouski
Maria Ivete De Souza Ulian
Zinha Aparecida Pereira Dos Santos

Nova Marilândia                                           
Vilma Maria Do Nascimento Fernandes

Nova Maringá                                                 
Nilceia Moraes Eugenio Ono

Nova Monte Verde                                      
Leonilda Rodrigues Alfieri

Nova Nazaré                                                   
Raquel Pontes Guimarães

Nova Olímpia                                                   
Marina Martins Salvador Gonçalves

Nova Santa Helena                                    
Zilda Pereira Da Silva
Maria Jose Carrara Zaneti
Marlene Teodoro De Souza
Zaide Alves Da Cruz

Nova Ubiratã                                                 
Urcilana Martins Ingraça
Eliani De Freitas Roman Ross
Bernadete Rechmann

Nova Xavantina                                            
Marta Helena Da Silva Negrão
Adelcimeire Bispo Sirqueira

Novo Mundo                                                  
Joice Mafini

Novo Santo Antonio                                
Joana Martins Luz
Ildene Pereira De Sousa

Novo São Joaquim                                     
Sonia Maria De Souza

Paranaíta                                                      
Maria Aparecida Makohin Do Nascimento
Aparecida Piveta De Oilveira

Paranatinga                                                
Lindonete Borges Mendonça

Peixoto De Azevedo                               
Angela Silvana Batista
Sebastiana Pereira Camelo

Planalto Da Serra                                
Amanda Alves Martins
Delma Alves Dos Santos

Poconé                                                         
Ornella Rosário Proença Moraes Falcão
Maria Rosa Rondon Monges Dos Santos

Pontal Do Araguaia                              
Maria Da Conceição Santiago Santos
Divina Maria Da Silva

Pontes E Lacerda                                  
Jalma Parreira De Freitas

Porto Alegre Do Norte                     
Nágila Cristiane Pereira Lopes

Porto Esperidião                                   
Silvana Barbosa Da Silva

Porto Estrela                                        
Regiane Kelly Ferreira Martins
Dilva Cirilo De França

Querência                                                 
Fatima Beatriz Hermann 
Helena Roberto Da Fonseca

Reserva Do Cabaçal                           
Eva Marra Da Silva Castro
Rosa Martins De Souza
Filomena Xavier Teodoro De Lima

Ribeirãozinho                                           
Shirley Rodrigues Freitas
Lucilene Rosa Bento

Rio Branco                                                
Maria Aparecida Dos Reis Defácio
Rosilda Maria Ribeiro

Rondolândia                                            
Katia Monteiro
Adriana De Oliveira Barroso
Ligia Neiva

Rondonópolis                                         
Mariuva Valentin Chaves

Rosário Oeste                                        
Mary Ivoneth Navarros Borges
Santa Carmem                                        
Angela Ticiana Rotilli Coelho
Benilde Atuatti

Santa Cruz Do Xingu                          
Vera Maria Carvalho
Roseli Novatvoski Marmet

Santa Terezinha                                    
Dagmar Aparecida Teodoro Gatti

Santo Afonso                                        
Vanda Aparecida Do Amaral Aranega

Santo Antônio Do Leverger          
Iracy Soares Do Nascimento Cruz

São Félix Do Araguaia                       
Patricia Paiva De Alencar
Jane Selma Ribeiro Da Silva

São José Do Povo                               
Maria José Marques Gomes

São José Do Xingu                              
Leodete Luz Souza
Coracina Jesus Carvalho Spanholi

Sapezal                                                   
Rosiane Aparecida Francisco Barbosa                                                    
Maria Carolina Schwanck Ghedin
Elaine Maria Schineider
Ilma Grisoste Barbosa

Serra Nova Dourada                      
Aurilene Maciel Ribeiro Milhomem

 
Sinop                                                         
Leozenir Severo Da Silva

Sorriso                                                   
Marisa De Fátima Dos Santos Netto
Roseane Marques De Amorim

 
Torixoréu
                                              
Maria Lucia Rocha Da Silva

 
União Do Sul                                         
Elisena Lins Marcon

 
Várzea Grande                                   
Isabela Cristina Penedo De Freitas Guimaraes
 
Vera                                                          
Kerllin Carla Boeing

Vila Bela Da Santíssima Trindade           
Janine Elizabeth Francisco Veloso Silva

Vila Rica                                                   
Maria Augusta Silva
Aldaci De Fatima Brambila 
Marlene Da Silva Costa

 

HOMENAGEM | 19/02/2009 - 12:24

1 ano depois, familiares e amigos lembram Jonas

Romilson Dourado

Clique na imagem para melhor visualização
Reprodução de trecho do último discurso de Jonas no Senado 

  Uma missa nesta quinta (19), às 19h, na Igreja São Gonçalo, em Cuiabá, lembra um ano de falecimento de Jonas Pinheiro, ex-deputado por três mandatos e ex-senador por duas legislaturas. Familiares, amigos, o governador Blairo Maggi, o senador Jayme Campos e outras autoridades vão participar da celebração. Pela manhã, houve uma missa de Ação de Graças a Jonas em Santo Antônio de Leverger, onde Jonas nasceu e foi enterrado.

  Um panfleto com pequeno trecho do último discurso, em plenário, do ex-senador está sendo distribuído pelos familiares. Vem acompanhado de uma fotografia de Jonas. Diz o seguinte: "O povo é simples e quer coisas simples: quer alimento, quer moradia, quer também escolas e hospitais; mas, antes de tudo, quer trabalho. Ao final das contas, o povo anseia, desesperadamente, por dignidade".

   Vítima de infarto, Jonas faleceu em 19 de fevereiro de 2008, aos 67 anos. Sua morte repercutiu em todo o país. Atraiu para Mato Grosso nada menos que 36 parlamentares, entre deputados e senadores, num avião cedido pela Presidência da Pública. Sua vaga no Senado é ocupada por Gilberto Goellner (DEM).

   Político-cabloco

   Jonas Pinheiro também era pecuarista. Foi casado com a ex-deputada federal Celcita Pinheiro, com quem teve dois filhos: Giorgio Pinheiro da Silva e Giani Antonia de Moraes. Ele fazia questão de se identificar como um caboclo-político. Em Brasília, incorporado no papel de parlamentar, aparecia de terno e gravata. Era da bancada ruralista, tanto nos três mandatos de deputado federal quanto nos dois de senador. Todas as discussões sobre problemas e soluções dos segmentos do agronegócio, principalmente relacionados à renegociação das dívidas dos produtores, passavam pela sua análise.

   Na zona rural, chapéu, botina, calça jeans e cinto de fazendeiro. Nos concorridos leilões que promovia, um estilo mais country. No tradicional Carnaval de Santo Antonio de Leverger, lá estava ele, tanto como patrocinador como integrante do bloco “Seu... Que Brilha”.  Um dos maiores pecuaristas do país, Jonas Pinheiro tinha uma agenda cheia de compromissos políticos, particulares e empresariais. Sua morte deixou uma lacuna na política e no meio rural. O país perdeu uma de suas referências do agronegócio.

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HOMENAGEM | 15/01/2009 - 09:52

Maggi muda nome de posto fiscal e de rodovia

Romilson Dourado

 Blairo Maggi resolveu homenagear um ex-servidor e mudou o nome do Posto Fiscal do Rio Correntes para Posto Fiscal Benedito de Souza Corbelino, o Dito Preto, ex-vereador por Cáceres. Trata-se do irmão do ex-secretário de Justiça e Segurança Pública e procurador de Justiça aposentado Benedito Corbelino, o Vica, que hoje mora em Cáceres.

   O posto fica situado nas proximidades do distrito de Ouro Branco do Sul, em Itiquira (a 30 km da divisa com o vizinho Mato Grosso do Sul). Segundo o decreto do governador, foi realizado um concurso no Sindicato dos Profissionais de Tributação, Arrecadação e Fiscalização estadual (Siprotaf). O nome escolhido foi do ex-agente de tributos Dito Preto. Ele nasceu em Cáceres e trabalhava na secretária de Fazenda. Faleceu em 1º de abril do ano passado.

   Em Chapada

  Outra mudança de nomenclatura contempla os familiares de Américo de Campos Martins, nome que passa a se chamar a rodovia MT-403, que liga Chapada dos Guimarães a localidade de Àgua Branca. Antes era estrada vicinal. Agora será rodovia estadual Américo Campos Martins. O projeto que altera a denominação já foi sancionado pelo governador. A rodovia compreende os trechos do Feixe do Morro, Cachoeira Rica, Lagoinha, Brejo Grande, Ribeirão do Felix e Roncador do Mendes. (Patrícia Sanches)

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HOMENAGEM | 11/11/2008 - 21:19

Terezinha agora integra "Gardiões do Paiaguás"

Romilson Dourado


Primeira-dama Terezinha Maggi exibe a medalha, ao lado do secretário-chefe da Casa Militar, coronel Orestes Oliveira
Foto: Marcos Negrini

   A polêmica primeira-dama e secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social Terezinha Maggi recebeu nesta terça (11) o diploma e a medalha "Gardiões do Paiaguás". A medalha é concedida apenas a personalidades que prestam bons e relevantes serviços à segurança ou a instituições sociais. Terezinha foi homenageada dias após disparar críticas à área social de Cuiabá, sob o tucano Wilson Santos (PSDB), e atacar também o prefeito eleito de Rondonópolis, Zé do Pátio (PMDB) - saiba mais aqui.

   A medalha à primeira-dama foi entregue pelo secretário-chefe da Casa Militar, coronel Orestes Teodoro de Oliveira. "A secretária Terezinha excerce um papel social e merece ser agraciada", argumenta Oliveira. Além da primeira-dama, outras 80 pessoas, entre ex-secretários, chefes da Casa Militar, policiais militares e servidores do Estado, foram homenageados. (Patrícia Sanches)

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HOMENAGEM | 09/11/2008 - 15:41

AL dá Título até para os seus próprios deputados

Romilson Dourado

  Uma das principais "ocupações" dos deputados tem sido aprovação de resoluções que concedem Título de Cidadão Mato-Grossense. A cada semana, a Mesa Diretora registra novas condecorações. O último "pacote de títulos" trouxe um fato curioso: homenagem aos próprios parlamentares. A Assembléia aprovou títulos de Cidadão Mato-Grossense para os deputados de primeiro mandato e empresários Ademir Brunetto (PT) e Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB). Incluiu-se também o nome do prefeito reeleito de Colíder, Celso Banazeski (PR).

   Até agora já foram mais de 200 títulos de Cidadão Mato-Grossenses aprovados somente neste ano na AL, que detém um orçamento anual de R$ 116,2 milhões. Cada um dos 24 deputados recebe R$ 12,7 mil de subsídio. Eles ainda têm direito de reembolsar R$ 15 mil por mês a título de indenização e controlam R$ 30 mil de verba de gabinete, usufruem de um veículo Corolla à disposição do gabinete e contam com mais de 30 assessores.

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HOMENAGEM | 31/07/2008 - 15:23

Hangar do governo recebe nome de ex-senador

Romilson Dourado

  O ex-senador Jonas Pinheiro (já falecido) é homenageado mais uma vez. O hangar, localizado no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, que serve de pátio para as aeronaves do governo do Estado, recebeu o nome do ex-senador. O projeto, que já foi sancionado pelo governador Blairo Maggi nesta terça (29), é de autoria do deputado Ademir Brunetto (PT). Agora, o Estado vai providenciar a colocação de placas indicativas com a nova denominação do hangar.

   Este é o terceiro local que ganhou o nome de Jonas, que integrava a bancada ruralista do Senado. Desse modo, por ter sido, enquanto parlamentar, um defensor dos pecuaristas, o parque de exposições agropecuária de Cuiabá também traz o nome do patriarca da família Pinheiro, assim como o parque de exposições de Sinop. Além disso, ainda há uma outra proposta tramitando no Senado que propõe a denominação de  Jonas Pinheiro ao trecho da rodovia BR-163 que liga Cuiabá a Santarém, Pará. (Pollyana Araújo)

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HOMENAGEM | 12/03/2008 - 18:15

Ceará lembra da luta de Gilson contra corrupção

Romilson Dourado

Antonio Cavalcanti, o Ceará, do MCCE  Antonio Cavalcanti Filho, o Ceará, coordenador do Movimento Cívico de Combate à Corrupção Eleitoral, lembra, em artigo, sua militância com o ex-deputado federal Gilson de Barros, que faleceu semana passada. Recorda a luta durante o chamado anos de chumbo da ditadura militar (64-85). A Missa de 7º Dia pela morte de Gilson será celebrada nesta quinta, às 20h30, na Igreja Mãe dos Homens, em Cuiabá.

  Segundo Ceará, "o processo eleitoral em 1982 foi uma verdadeira feira livre de compras e de vendas de votos, onde estes eram negociados publicamente num sistema leiloeiro do quem dá mais". Afirma que naquela época, "não havia eleições porque os mandatos eram descaradamentes comprados". "Nunca vi antes tantos bairros e favelas sendo encascalhados e casas de alvenarias construídas por contas dos candidatos aos mais diferentes cargos.
Votos viraram mercadorias; eleitores: gados; bairros ou municípios foram transformados em currais. Era algo de causar inveja aos mais renomados coronéis nordestino", comenta Ceará.

Ex-deputado federal Gilson de Barros, falecido há uma semana  Ele observa que foi nessa horrível conjuntura que presenciou na residência do Itauby, na Morada do Ouro, uma família do bairro Canjica, solicitando do Gilson de Barros algumas sacas de cimento em troca de votos. A resposta, diz Ceará, foi na bucha: "Não faço isso!". Em seguida, Gilson chamou esses eleitores para a responsabilidade do voto consciente. "Dizia ele que se fizesse aquilo teria que apelar para a ajuda financeira do empresariado."

   O artigo de Ceará intitulado "Gilson de Barros x Corrupção Eleitoral" está postado logo acima, na seção Artigos. Confira.

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