Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:09 h

Infraestrutura | 14/02/2012 - 16:52

Rodovia entre Campo Verde e Chapada corre risco de erosão

Nayara Araújo

     Uma avaliação realizada pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar, na última semana, na MT-344, que liga Campo Verde à Chapada dos Guimarães, mostrou que o risco de acidente no local é eminente. Segundo os militares, com as chuvas constantes, o asfalto afundou cerca de 10 centímetros, comprometendo mais da metade da pista.

     Conforme a PM e os Bombeiros, um ofício já foi encaminhado à Defesa Civil solicitando uma vistoria no local. As informações são de que a obras para recupera a estrada da erosão já foram licitadas. 

     Os problemas na rodovia são antigos. As autoridades já avaliam a possibilidade de uma interdição no local. Segundo os militares que estiveram no ponto afetado da rodovia, o que ainda sustenta o barranco e evita um desabamento são algumas árvores. O acostamento começou a ceder há cerca de 15 dias, mas há 3 anos, a população das duas cidades cobra a realização de obras no local.

     A MT-344 foi construída por um consórcio e inaugurada em agosto de 2003. A estimativa é que, por dia, transitem mais de 1 mil carros e caminhões na região.

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Infraestrutura | 08/02/2012 - 10:20

Ponte cai e deixa comunidade isolada; Zeca Viana intervém

Gabriela Galvão

     A única ponte que dá acesso ao assentamento Mártires de Carajás (297 km ao Sul de Cuiabá) desabou devido aos últimos temporais, deixando isoladas mais de 70 famílias que residem no local. O deputado estadual Zeca Viana (PDT), que esteve na região, prometeu interceder junto ao órgãos competentes, em busca de uma solução junto ao Executivo estadual, alvo de críticas em todo o Estado devido a má conservação das estradas. “Esse acesso precisa melhorar, existem muitas crianças que necessitam ir à escola. Eles estão vivendo uma situação de calamidade”, avalia o parlamentar. A ponte que desabou possuía 60 metros.

     Os moradores reclamam ainda que o assentamento não recebe verba do Incra para construção de casas, o que impossibilita o reconhecimento da aptidão agrícola do local, por parte do próprio instituto. A existência de casas é uma exigência do Pronaf para liberação das verbas. “Nós estamos vivendo abaixo da linha da pobreza pelo descaso do Incra com os seus assentamentos. O governo os cria e depois abandona”, reclama o presidente do assentamento, David Pereira.

    A cultura de subsistência da comunidade se dá por meio da bacia leiteira, entretanto, o assentamento está sem condições de promover investimentos, a fim de desenvolver o projeto e os compradores da região estão perdendo o interesse no produto, principalmente pela dificuldade de acesso. Criado em 2005, o assentamento está localizado numa ilha cercada pelos rios do Peixe e o rio Paraíso. São cerca de 99 assentados em uma área dividida em lotes de 20 hectares com área total de 3,2 mil hectares.

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Infraestrutura | 07/12/2011 - 16:25

Arnaldo manobra para beneficiar projetos das empresas da Amece

Romilson Dourado

Arnaldo Silva, secretário de Transporte e Pavimentação Urbana     O secretário estadual de Transporte e Pavimentação Urbana, Arnaldo Alves, se tornou espécie de padrinho de um grupo de empresas do ramo de projetos, que decidiram criar uma associação em consonância com a equipe técnica da própria pasta. O propósito é confeccionar editais direcionados, revelam pessoas da própria associação, batizada de Amece. A manobra seria para favorecer empresas filiadas à recém-criada entidade. Essa denúncia já foi feita em plenária da Assembleia, na semana passada, pelo deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB).

     Como muitas empresas do ramo foram excluídas e acabaram descobrindo o "esquema", a bomba pode estourar e se transformar em escândalo. O Ministério Público deve ser acionado porque, segundo fontes, estariam havendo cartas marcadas por causa da relação direta da secretaria com a associação. Esse procedimento se torna ilegal porque fere o direito da livre concorrência, ou seja, comprova restrição ao caráter competitivo.

     Ao invés de manter a livre concorrência para elaboração de projetos do governo estadual, a secretaria conduzida por Arnaldo resolveu colocar exigências nos editais, que seriam um filtro para favorecer as empresas integrantes da nova associação.

    Na prática, quem não estiver associado, fica impedido de participar da concorrência por causa das regras do edital. Curiosamente, na qualificação técnica, no item 7.5, em sua letra C, do edital elaborado pela secretaria, a redação é a mesma da entidade. No artigo 10º do estatuto, a Amece pede, na letra C, que seja encaminhada a "relação dos estudos e projetos realizados pela empresa, comprovados por atestados de capacidade técnica correspondente, bem como curriculum vitae de seus diretores e responsáveis técnicos, igualmente comprovados por acervos técnicos fornecidos pelo Crea". Essas exigências, porém, são contestadas. Não se pode exigir acervos técnicos de uma empresa, mas sim dos seus profissionais, conforme estabelece o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, na Resolução 317, em vigor desde 1986.

    São 16 projetos. Juntos, somam R$ 16,5 milhões. Entre tomadas de preço e concorrências, a secretaria lançou e passa a abrir, a partir do próximo dia 12, os editais para elaboração de projetos executivos de implantação e pavimentação em 15 rodovias. São elas: MTs-160 (Apiacás), 469 (São Lourenço de Fátima), 410 (Tabaporã), 417 (Nova Bandeirantes), MT-208 (Aripuanã), 336 (Santo Antonio do Leste), 313 (Rondolândia), MTs-140/020 (Água Boa), 240 (Nova Guarita), 208 (Barra do Bugres), 343 (Santa Cruz do Xingu - 2 lotes), 242 (São Félix do Araguaia) e a MT-412 (Canabrava do Norte).

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Infraestrutura | 21/11/2011 - 08:55

Riva quer verba de pavimentação para construir hospital na Capital

Laura Nabuco

     O presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD), já está de olho no empréstimo de R$ 1,5 bilhão que o Governo do Estado pretende fazer para pavimentar 44 rodovias que interligam municípios que ainda não possuem nenhuma estrada asfaltada. O social-democrata afirma que irá defender que pelo menos 10% da verba seja destinada à construção de um hospital na Capital.

     Para Riva, a medida é fundamental para a realização da Copa de 2014. "Se acontecer uma tragédia e precisarmos internar 400 pacientes de uma vez, onde vamos colocar essas pessoas?", questiona. O cacique também criticou a estadualização dos pronto-socorros da Capital e de Várzea Grande. O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), por sua vez, afirma que a transação serve apenas para formalizar algo que já era praticado. "Estamos passando para quem já era o dono de direito. 50% dos pacientes que são atendidos lá vêm do interior", argumenta.

     A implantação das Organizações Sociais de Saúde (OSS) parece também estar no alvo das críticas de Riva. O presidente acredita que o Governo pode ter dificuldades em encontrar empresas interessadas em assumir as unidades de saúde das cidades mais distantes. A proposta das OSS é do secretário licenciado, Pedro Henry (PP). Com a estadualização, a tendência é que o modelo também seja aplicado nos pronto-socorros.

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Infraestrutura | 11/11/2011 - 17:20

Presidente do Crea promete acompanhar obras da Copa

Nayara Araújo

      O novo presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) Juares Samaniego garante que vai acompanhar de perto o andamento para as obras da Copa de 2014. Hoje a instituição praticamente não tem voz “ativa” no processo. Ele adverte, entretanto, que essa decisão não depende exclusivamente dele. "Vamos fazer a proposta, mas cabe ao secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa aceitar ou não", argumenta.

      Apesar da Secopa prever a execução de uma série de obras de mobilidade urbana, para desafogar o trânsito da Capital e em Várzea Grande, quase nenhuma saiu do papel. Nesta semana foi aberta a concorrência pública para a a trincheira Mário Andreazza, na interseção das avenidas Miguel Sutil com a Círiaco Cândia, nos bairros Santa Isabel e Cidade Verde, em Cuiabá. Paralelo a isso, segue em ritmo acelerado a construção da Arena Pantanal.

    Apesar da contabilização dos votos ainda não ter sido concluída, Juares já é considerado o novo presidente. Ele obteve 1.687 votos e prevê mais 100. A engenheira Maristela Okamura, por sua vez, conseguiu 630. Hoje há 12 mil engenheiros e arquitetos cadastrados, mas nem todos votaram.

    Juarez é Engenheiro Civil e atuava na área da construção. Foi conselheiro por dois mandatos em seis anos e também vice-presidente do Crea-MT. Ele avalia que o resultado positivo se deve a mérito pessoal, mas reconhece a importância do apoio do ex-presidente Fernando Bassan, bem como dos 80% de conselheiros. "Se foram meus aliados é porque conhecem meu trabalho", salienta o presidente.

    Ao falar sobre suas propostas, Juares ressalta que a valorização dos profissionais qualificados é uma de suas prioridades. "Pretendo combater radicalmente o exercício ilegal de muitos que estão atuando. Isso desqualifica a classe", afirma. O presidente também ressalta ainda que a parte burocrática do Crea também será solucionada. "Pretendo agilizar o processo de digitalização", enfatiza.

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Infraestrutura | 10/10/2011 - 18:30

Em artigo, Silval critica falta de logística e defende melhorias

Patrícia Sanches e Glaucia Colognesi

       O governador Silval Barbosa (PMDB) resolveu encampar a luta do setor produtivo pela melhoria da logística de Mato Grosso e sistematicamente vem colocando o assunto em pauta. Nesta semana, em artigo publicado no jornal O Globo,o peemedebista voltou a reclamar do alto custo para transportar os grãos do Estado. 

      Ele ressalta que o problema atinge o desenvolvimento da agroindústria. As afirmações do peemedebista acontecem cerca de um mês após empresários chineses terem feito a Rota da Integração (Cuiabá-Santarém), junto com o peemedebista. Eles fazem um estudo detalhado sobre o trecho para que seja construída uma ferrovia. O projeto é ambicioso, mas Silval tem se mostrado confiante.

     O governador ressalta que o projeto é viável já que é o maior produtor de algodão, soja, milho e criador de gado de corte, além de ter um solo rico em minerais. Ele frisa, entretanto, que ainda há muito a ser feito no setor de infraestrutura de transporte. Hoje, o governo federal executa obras de pavimentação na BR-163, além disso a ferrovia está sendo construída a extensão da Ferronorte até Rondonópolis.

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Leia, abaixo, o artigo de Silval

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Infraestrutura | 20/09/2011 - 19:00

Com 50 bairros sem asfalto, Galindo compra 67 máquinas

Kamila Arruda

         Com mais de 50 bairros sem pavimentação, a Prefeitura de Cuiabá assinou nesta terça (20) um contrato para aquisição de 67 novos equipamentos, que irão reequipar a secretaria de Infraestrutura (Seminfe), viabilizando as obras e reformas na Capital. Dentre os equipamentos que serão adquiridos estão 40 caminhões, 9 pás carregadeiras, 6 motoniveladoras, 5 caminhões-pipa, 4 caminhões ¾, , 2 retroescavadeiras e 1 caminhão lubrificador. “Acredito que esses maquinários vieram em boa hora para atender a sociedade”, reforça o secretário de Infraestrutura, Lécio Monteiro.

     Segundo o Prefeito Chico Galindo (PTB), estão sendo investidos R$ 13,5 milhões, com recursos próprios por meio de uma economia de oito meses. “Nunca teve um volume tão grande de equipamentos”, pontua o petebista.

    A ação faz parte do Projeto Cidade Limpa, e cerca de 70% do valor total já foi pago. Os outros 30% serão efetuados em fevereiro e março do próximo ano. A entrega dos maquinários será efetuada paulatina, porém a previsão é de que em 40 dias todas estejam com o Alencastro. “Se vocês andarem nos bairros de Cuiabá, tem muito o que se fazer e esses maquinários vão ajudar muito”, frisa Galindo, numa referência a grande demanda, por exemplo da manutenção das vias não pavimentadas.

 

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Infraestrutura | 10/09/2011 - 13:57

Pagot revela mágoa de Dilma e avalia demissão de "degradante"

Andréa Haddad

     Após ser obrigado a pedir demissão do comando do Dnit, Luiz Antônio Pagot em nada lembra o “trator”, apelido dado pelo tom austero, do governo de Blairo Maggi, hoje no Senado. Ex-secretário de Infraestrutura e Educação, Pagot revelou à Folha de S. Paulo, em circulação neste sábado (10), ressentimento e mágoa com a forma como foi “dispensado” do cargo pela presidente Dilma Rousseff (PT) em meio às denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, pasta a qual o Dnit é vinculado.

    Ele classifica o episódio de “degradante”. “Sobre a casa de três pavimentos que vem construindo em Cuiabá - uma obra avaliada por corretores em R$ 2,5 milhões-, Pagot se disse disposto a negociar o imóvel em ‘condições facilitadas’”, diz.

     Eis, abaixo, a íntegra da reportagem da Folha deste sábado com Luiz Pagot.
 

     Me tomaram o DNIT sem pedir licença', diz ex-diretor do órgão

     "Pouco mais de um mês após se desligar oficialmente da diretoria do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot definiu a si mesmo como "um injustiçado" e disse em entrevista à Folha que nunca mais pretende assumir um cargo na administração pública. "Gostaria de ter saído em outra situação. Não da forma extremamente degradante como foi. Me tomaram o DNIT sem pedir licença", afirmou ele, que pediu exoneração no dia 25 de julho após sofrer pressão do Planalto em meio a acusações de corrupção no Ministério dos Transportes.

     Pagot disse que não teve acesso ao conteúdo do relatório divulgado anteontem pela CGU (Controladoria-Geral da União), que apontou prejuízo de R$ 682 milhões em obras da pasta. Segundo o ex-diretor, porém, os órgãos de controle sempre foram "como anjos da guarda". "Nos três anos que trabalhei no DNIT, a CGU sempre esteve presente, inclusive com uma sala, e fez relatórios anuais."  Pagot disse que as acusações no Dnit são "infundadas" e negou que tenha tido crescimento patrimonial incompatível com seus ganhos." A minha evolução é lenta e gradual. Não comecei a trabalhar com agropecuária no Dnit. Já era plantador de arroz e criador de gado."

     Sobre a casa de três pavimentos que vem construindo em Cuiabá - uma obra avaliada por corretores em R$ 2,5 milhões-, Pagot se disse disposto a negociar o imóvel em "condições facilitadas". "Quer comprar minha casa? Te vendo em cinco parcelas de R$ 100 mil a cada dois meses. O que você conseguir a mais do que isso, faça bom proveito", afirmou.

     Estudos

     Sob a quarentena imposta a ex-ocupantes de cargos públicos de primeiro e segundo escalões, Pagot afirmou que irá respeitar o prazo de quatro meses sem atuar no setor privado. Mas afirmou que vem "estudando por conta própria" o setor hidroviário para possíveis investimentos. "Estou na fase de estudos e devo ficar assim mais uns 60 a 90 dias. A partir daí, vou provavelmente abrir uma empresa ou vou trabalhar especificamente em algum projeto", disse.

    Ele chamou de especulações os rumores de que teria se associado ao prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PPS), sócio-fundador da Fiagril Participações, em uma companhia de navegação no rio Tapajós.

    "A Fiagril é uma conversa de longa data. Tem uns dois anos que vêm me cutucando neste assunto. Mas isso é mais em função da amizade que a gente tem. Não há nada concreto", afirmou. O ex-diretor disse ainda que já recebeu "diversos convites" de empresas, inclusive estrangeiras, para assumir postos executivos em 2012. À administração pública, Pagot disse que não pretende voltar. "Eu já dei a minha contribuição. Já está de bom tamanho." (Folha de S. Paulo)

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Infraestrutura | 16/08/2011 - 08:07

Mesmo fora do Dnit, Pagot assina aditivos para tocar obras em MT

Romilson Dourado

Luiz Pagot   Luiz Antonio Pagot não é fraco. Mesmo exonerado do cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, após escândalos que levaram a presidente Dilma Rousseff a fazer uma faxina no ministério dos Transportes e nos órgãos vinculados à pasta, ele assinou termos aditivos para obras contratadas pela autarquia.

    O afilhado político do ex-governador e senador Blairo Maggi não aguentou a pressão e entregou a carta de demissão em 25 de julho. Um termo aditivo para a duplicação e restauração de um trecho de 8,6 quilômetros, na Serra de São Vicente, em Alto Araguaia, na divisa entre Mato Grosso e Goiás, foi assinado 15 dias depois de Pagot ter saído oficialmente do Dnit.

    A publicação no Diário Oficial da União é desta segunda. A assinatura do termo traz data de 9 de agosto.

   Foi o último ato de Pagot à frente de um dos órgãos mais cobiçados do governo federal e que conta com orçamento de R$ 15 bilhões anuais. Ao menos nesse caso, mesmo com demonstração clara da falta de cuidado para com a coisa pública, o ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Casa Civil e Educação tratou de priorizar obras que beneficiam Mato Grosso. Sem o termo aditivo, alega o Dnit, a autarquia teria de fazer outra licitação. Isso envolveria um novo processo burocrático, segundo prevê a Lei das Licitações, a 8.666, em vigor desde 1993.

    Pagot saiu "queimado" politicamente do Dnit, mas se movimenta para recuperar a popularidade, embora sem chances, por enquanto, de voltar a ocupar cargo público. Será acolhido nas empresas do Grupo Amaggi, do senador Blairo. Pagot sonhava até em ser governador e há três anos se articulou nesse sentido. Afoito, acabou atropelado pelo estilo trator conduzido por ele próprio. Agora, enfrenta ostracismo político.

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Infraestrutura | 07/07/2011 - 07:52

Suspensão de licitações no Dnit pode comprometer obras para a Copa

Patrícia Sanches

     Fernando Ordakowski

Carlos Brito, da Infraestrutura da Agecopa, que enfrenta mais um problema sobre obras preparativas à Copa-2014

     O escândalo do mensalão do PR pode prejudicar as obras da Copa de 2014 em Cuiabá. O presidente da Agecopa Eder Moraes e o diretor de Infraestrutura Carlos Brito estão preocupados com os reflexos da crise, que se instalou no Ministério dos Transportes, culminando na suspensão, por 30 dias, de todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras e serviços de engenharia no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na estatal Valec.

     Acontece que as principais e mais demoradas obras de mobilidade urbana serão tocadas justamente pelo Dnit e estão em processo de licitação. Em Cuiabá vai haver intervenção para melhorar o tráfego dos veículos, por exemplo, nas avenidas Fernando Corrêa da Costa, com a construção de 3 viadutos, um no local onde atualmente passa a ponte sobre o rio Coxipó, e o outro em frente à Universidade Federal  (UFMT) e, o terceiro, nas proximidades da rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga a Capital a Santo Antônio do Leverger; e Miguel Sutil, onde serão feitas trincheiras.

    Já em Várzea Grande, as obras serão executadas na avenida da FEB, com duas trincheiras, a primeira no ponto em que ela se encontra com a avenida dom Orlando Chaves, que dá acesso à Capital e, a segunda, no Quilômetro Zero. Ao todo são mais de 20 intervenções, num custo de aproximadamente R$ 357 milhões. O prazo para a execução dessas obras varia de 480 a 720 dias.

    Oficialmente, a Agecopa não demonstra preocupação com atraso no cronograma, principalmente porque a presidente Dilma Rousseff garantiu que as obras para os jogos do Mundial são prioridade. Mesmo tendo suspendido as licitações no mesmo dia em que foi exonerado do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento havia garantido que as obras em torno da Copa não serão prejudicadas. De todo modo, os procedimentos precisam agora serem “autorizados pela secretaria executiva do ministério, em caráter inadiável".

    A crise no ministério começou no último final de semana quando a revista Veja denunciou um esquema de pagamento de propina para o PR. A presidente Dilma determinou o afastamento de Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit; de Mauro Barbosa da Silva, chefe de gabinete; de Luís Tito Bonvini, assessor do gabinete; e de José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec.

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Infraestrutura | 03/07/2011 - 07:55

Pagot é o 2º indicado de MT a perder comando-geral do Dnit

Romilson Dourado

Luiz Pagot   Mato Grosso perde seu segundo representante na direção-geral do Dnit, uma das autarquias mais cobiçadas da estrutura do governo federal, com mais de R$ 14 bilhões de orçamento por ano para cuidar da infraestrutura do país. O primeiro foi o ex-deputado Ricardo Corrêa, no início da gestão Lula, em 2003. No poder, ele se deixou envolver pela vaidade e estrelismo, ficou isolado e essas falhas estratégicas provocaram sua queda com menos de um ano no posto.

    Em 2007, foi a vez do Estado emplacar o ex-secretário Luiz Antonio Pagot, com respaldo da cúpula do PR e do então governador e hoje senador Blairo Maggi.

    Agora, Pagot é afastado devido a denúncias, publicadas pela revista Veja, de um suposto esquema de propina para o PR, semelhante ao mensalão. A determinação partiu da presidente Dilma Rousseff, menos tolerante com a corrupção do que o seu antecessor Lula da Silva. Sob Pagot, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes estaria cobrando o que se chama de pedágio político de fornecedores de 4% sobre o valor de faturas recebidas, em troca de favorecimentos. Esses órgãos garantiam o sucesso dos fornecedores nas licitações, permitiam superfaturamento de preços e deixavam correr soltos os aditamentos, que resultavam na elevação do valor das obras.

    A tendência é que Pagot, com a imagem mais arranhada ainda depois das acusações, seja exonerado pelo Palácio do Planalto, assim com os outros quatro do alto escalão do Ministério dos Tranportes que foram afastados, sendo eles o presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, o chefe de gabinete do Ministério dos Transportes, Mauro Barbosa, e o assessor Luiz Tito.

   Pagot foi o principal braço político e técnico do governo Blairo Maggi, principalmente no primeiro mandato. Era o todo poderoso. Comandou as pastas de Infraestrutura, Casa Civil e Educação. Com a forte influência sob o governo Lula e depois com Dilma, Maggi conseguiu no Dnit a nomeação do seu afilhado político e ex-funcionário do conglomerado de empresas do Grupo André Maggi.

    O processo demorou 6 meses. Pagot enfrentou resistência no Senado por causa da acusação de ter sido fantasma do gabinete do ex-senador Jonas Pinheiro (já falecido). No mesmo período, ele exercia cargo, no Amazonas, de superintendente da Hermasa Navegação. Pagot, enfim, teve o nome aprovado pela maioria dos senadores, mas ficou com a imagem arranhada. Agora, com mais essa denúncia e a repercussão nacional, o ex-secretário pode limpar as gavetas do Dnit em Brasília porque, pelo visto, não reassumirá mais o cargo, que tinha sido comemorado tanto pelas lideranças políticas mato-grossenses. Pagot entrou no Dnit pela porta da frente e está saindo pela do fundo.

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Infraestrutura | 06/05/2011 - 19:10

Marinho critica obra parada e cobra conclusão de memorial

Patrícia Sanches

     O deputado estadual Luiz Marinho (PTB) reclamou do abandono da obra de construção do Memorial Rondon, numa homenagem a Marechal Rondon, patrono das comunicações. O local, que mais parece uma carcaça metálica, deveria ser uma espécie de atração turística, mas está abandonado. “Poderia estar atraindo várias pousadas, ser um ponto turístico, mas a obra está parada e criando ferrugem”, reclama o petebista.

    O parlamentar resolveu encampar a ideia nesta quinta (5), quando participou das homenagens feitas a Rondon, figura histórica de Mato Grosso. A obra do memorial, segundo o deputado, foi iniciada há mais de 10 anos, no distrito Mimoso, município de Santo Antônio do Leverger, entretanto, nunca foi concluída.

    Conforme a proposta, o local deve abrigar um centro cultural, com área para exposições, troca de materiais, além de facilitar o acesso a pesquisadores. Também é planejada a construção de um jazigo para guardar os restos mortais do Marechal Cândido Rondon.

     A estrutura arquitetônica do prédio é inspirada na cultura indígena, tendo em vista que Rondon ficou conhecido como um dos protetores dos índios. Ele também foi responsável pela construção de várias linhas telegráficas, sendo eleito patrono das comunicações.

    O projeto é orçado em 2 milhões e foi incluído na lista de atrativos para a Copa de 2014. A última intervenção ocorreu em 2006, quando foram colocados o piso e rede elétrica, num investimento de R$ 930 mil. Depois, o então governador e senador Blairo Maggi (PR) paralisou os trabalhos sob alegação de que faltavam recursos.

    Agora, Marinho defende a retomada das obras e garante já ter o apoio do secretário estadual de Cultura João Malheiros. Na próxima terça (10) o deputado deverá apresentar requerimento solicitando informações sobre a obra para o governador Silval Barbosa e o secretário de Cidades Nico Baracat.

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Infraestrutura | 28/03/2011 - 19:25

Sérgio diz que luta por recursos a Cuiabá vem desde ano passado

Romilson Dourado


O deputado Sérgio Ricardo e o prefeito Chico Galindo se cumprimentam sob olhar do governador Silval Barbosa

   O primeiro-secretário da Assembleia, Sérgio Ricardo, reagiu com sorrisos largos e quase "explodiu" de alegria quando, nesta segunda, durante solenidade no Palácio Paiaguás, o governador Silval Barbosa (PMDB) e o prefeito Chico Galindo (PTB) fizeram referências elogiosas ao deputado, que desde o ano passado vem cobrando do Estado uma maior contribuição ao município de Cuiabá. Enfim, fechou-se um convênio que vai resultar em R$ 40 milhões na recuperação de ruas pavimentadas, na operação tapa-buracos, em limpeza de córregos e de bocas de lobo.

    A parceria, selada cinco meses após as eleições gerais em que Silval e Galindo, que apoiou Wilson Santos, estiveram em palanques opostos, busca recuperar Cuiabá, dentro dos preparativos para as grandes obras de mobilidade urbana rumo à Copa do Mundo de 2014.

   Sérgio lembrou que fez vários discursos e reuniões, solicitando do Estado que ajude o Palácio Alencastro a administrar a Capital. Segundo ele, Silval atendeu a reivindicação. O parlamentar pediu ao governador que faça o mesmo em relação à vizinha Várzea Grande, que, segundo Sérgio, "precisa muito da ajuda de todos para sair do caos administrativos".

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Infraestrutura | 15/03/2011 - 09:04

Democrata articula inclusão de modais de transporte no PAC 2

Andréa Haddad

Júlio Campos   O deputado federal Júlio Campos (DEM) vai defender a inclusão das obras de modais de transporte de Mato Grosso no PAC 2, durante encontro da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, nesta terça (15), a partir das 10h30.

   Dos 42 eixos de integração logísticos potenciais apresentados pela CNI, para a melhoria da infraestrutura de transporte (ferrovias, hidrovias, rodovias, dutovias, portos e aeroportos) da Amazônia Legal, somente nove foram selecionados como prioritários para investimentos. Destes, quatro são de Mato Grosso: a Ferronorte, no trecho até Lucas do Rio Verde, a hidrovia do Juruena/Tapajós, a BR-364 e a 163.

   As obras no Estado estão estimadas em R$ 6,7 bilhões, correspondente a mais de 50% do valor reivindicado para aplicação nas nove obras prioritárias da Amazônia Legal, que somam R$ 14 bilhões.

   A viabilização dos eixos de integração vai reduzir os custos dos produtores com escoamento de grãos e, em consequência, aumentar a competitividade do setor nos nove Estados. Pesquisa da CNI aponta que a construção da hidrovia Juruena/Tapajós reduziria, por exemplo, em 40% os gastos com o transporte da produção agrícola mato-grossense até Xangai, na China.

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Infraestrutura | 25/02/2010 - 20:47

Moradores até ironizam frase da placa que indica obra paralisada

Romilson Dourado

  Revoltados com uma obra abandonada pela Prefeitura de Cuiabá, moradores resolveram inverter a frase que aparecia na placa. Ao invés de "Mais uma obra para Cuiabá", eles "emendaram" as letras para formar a expressão "Mais uma obra para(da) em Cuiabá". Uma pequena obra, que resultaria na recuperação de um trecho entre a Marechal Deodoro com a Floriano Peixoto, ao lado do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet, antiga ETF), está trazendo transtorno para os moradores e comerciantes da região central. Eles criticam o descaso do poder público. A Companhia de Saneamento (Sanecap) foi a responsável pelo projeto iniciado e não concluído.

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