Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:10 h

INVESTIMENTO | 22/12/2011 - 16:37

União promete liberar R$ 80 mi para 40 cidades de MT

Laura Nabuco e Andréa Haddad

Valtenir Pereira     Quarenta cidades do Estado, com a administração das redes de água e esgoto sem concessão ou privatização, vão receber R$ 80 milhões em investimentos a fundo perdido do Governo Federal por meio do PAC 2. Conforme o deputado federal Valtenir Pereira (PSB), cada município deve “embolsar” valores que variam entre R$ 1 milhão e R$ 7 milhões, em conformidade as necessidades previstas nos projetos encaminhados à União.

     Segundo Valtenir, um dos critérios usados para selecionar os municípios foi o número de moradores, que deve ser inferior a 50 mil habitantes. Diante disso, 30 cidades foram “descartadas”, como Sorriso, Alta Floresta, Cáceres e Primavera do Leste. “Os técnicos também observaram a qualidade dos projetos apresentados”, destaca.

     Ao todo, o Governo Federal selecionou 500 cidades, com previsão de R$ 3,7 bilhões em investimentos. Deste valor, R$ 2,6 bilhões foram incluídos no Orçamento Geral da União (OGU) de 2012. Outra parte será captada mediante financiamentos públicos. A equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) tratalha com a meta de investir cerca de R$ 45 bilhões até 2014, sendo que R$ 5 bilhões devem ser reservados para as cidades com até 50 mil habitantes.

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INVESTIMENTO | 07/12/2011 - 16:08

Prefeito debate processo de licitação do programa Poeira Zero

Nayara Araújo

Chico Galindo     O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), se reúne nesta quarta (7), para discutir as propostas do processo licitatório do programa Poeira Zero. O petebista propõe que a empresa Delta construções S/A, execute as obras de pavimentação asfáltica e drenagem em 8 meses, mas não abre mão do prazo que supera 2 anos para quitar os serviços prestados pela empresa, que também é responsável pelos serviços de coleta de lixo na Capital. “Se ela aceitar a proposta, vamos começar os trabalhos ainda este ano”, condiciona. Somente neste primeiro pacote, R$ 60 milhões serão destinados à pavimentação dos bairros.

     Os investimentos para realização das obras são provenientes da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Os outros R$ 50 milhões resultam de uma parceria com a Petrobras. O objetivo do prefeito é levar o Poeira Zero para 52 bairros, com previsão do programa ser concluído em 2 anos. O mandato de Galindo, entretanto, termina em 12 meses.

     Serão contemplados os seguintes bairros: Amperco; Bela Vista; Boa Esperança; Bosque da Saúde; Campo Verde da Esperança; Canjica; Carumbé; Cidade Verde; Getúlio Vargas; Jardim Aclimação; Jardim Califórnia; Jardim Flamboyant; Jardim Guanabara; Jardim Santa Angelita; Morada do Ouro 2 e 3; Nossa Senhora Aparecida 2; Novo Horizonte; Novo Tempo; Novo Terceiro; Oito de Abril; Parque Cuiabá; Pascoal Ramos; Parque Ohara; Recanto dos Pássaros e Sol Nascente.

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INVESTIMENTO | 04/12/2011 - 00:42

Empreendimento de R$ 63 mi vai ficar pronto antes da Copa-2014

Romilson Dourado


Senador e empresário Blairo Maggi apresenta aos convidados detalhes do empreendimento, na festa de lançamento do resort, 6ª

    O ex-governador e senador e empresário Blairo Maggi disse que o Maluí Manso Hotel Iate Golfe & Resort, um empreendimento com bandeira cinco estrelas e orçado em R$ 63 milhões e que terá 40 mil metros quadrados de área edificada, deve ficar pronto antes da Copa de 2014, que terá Cuiabá como uma das 12 cidades-sedes. Maggi, a esposa Terezinha, ex-secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, e os filhos foram estrelas na solenidade de lançamento do projeto, na sexta à noite, em Cuiabá. A família Maggi, com a razão social TBA Blairo Maggi, é sócia do empreendimento, com Jair Serratel Nogueira, proprietário do Morro do Chapéu, e com as empresas Teixeira Holzmann, Euro Consultoria e  Bongiolo.

    O empreendimento vai ser construído às margens do Lago de Manso (a 100 km de Cuiabá. Será um complexo turístico que inclui um hotel com 244 leitos, sendo 148 apartamentos e 92 bangalôs, um centro de eventos com capacidade para mil pessoas, SPA, piscinas com lâmina d´água de três mil metros quadrados, quadras poliesportiva e de tênis, campo oficial para futebol, marina, porto para atracar embarcações à beira do resort, campo de golfe com nove buracos, além de três restaurantes. Tende a se tornar ainda ponto para a prática de esportes náuticos, já que será construído margeando o lago, que tem 42 mil hectares de lâmina d´água, 1,3 vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

   Durante a edificação do resort, vão ser gerados cerca de 100 empregos diretos e pelo menos outros 400 indiretos. O Maluí, quando estiver pronto, deve empregar 500 pessoas.


Dentro do Sistema Fracionado de Compra de Imóvel é permitido que apartamento ou bangalô seja escriturado por 13 proprietários

   Comercialização

   O Maluí acaba por trazer para Mato Grosso um conceito novo de comercialização de imóveis, que teve início na década de 80 nos Estados Unidos e que se difundiu para o restante do mundo. É muito utilizado no litoral brasileiro. Trata-se do Sistema Fracionado de Compra de Imóvel, em que cada unidade (apartamento ou bangalô) pode ser escriturada por 13 proprietários, que terão direito a quatro semanas por ano de férias durante toda a vida. Dessa forma o proprietário fará um investimento baixo, podendo fazer a compra de forma parcelada diretamente com a empreendedora.

    Na prática, os proprietários compram (com escritura) uma fração do apartamento, o que lhe dará direito de uso de quatro semanas no ano, sendo uma em alta estação, uma na média temporada e duas na chamada baixa estação. A administração do hotel vai alternar a ordem de escolha dos direitos de uso para que todos possam usufruir de maneira equilibrada. Esse sistema será utilizado para a comercialização de 50% das unidades, a outra metade funcionará como um hotel convencional, onde os hóspedes pagam diárias e ficam o tempo que quiserem, independente da estação. Os futuros proprietários poderão escolher imóveis de três diferentes tamanhos. Terão apartamentos de 52 e de 108 metros quadrados e os bangalôs, com 110 metros quadrados. Todas as unidades colocadas à venda serão entregues mobiliadas, incluindo roupas de cama e utensílios para cozinha.

    Quem comprar as cotas terá uma casa de veraneio, com a comodidade de um hotel cinco estrelas, já que todos os apartamentos contarão com serviço de hotelaria. Os proprietários pagarão uma taxa condominial para ter direito a todos esses serviços e poderão utilizar, vender, colocar seus direitos para serem locados no pool ou ainda comercializar diretamente suas quatro semanas anuais.


O governador Silval Barbosa, que faz discurso durante o lançamento do resort, ao lado do casal Blairo e Terezinha Maggi
Fotos: Robson Silva

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INVESTIMENTO | 10/08/2011 - 20:40

Desatualização de lei trava VG e impede até construção de shopping

Romilson Dourado


Área onde seria construída shopping center de Várzea Grande foi cercada há 3 anos, mas obra nem começou

   A falta de visão empreendedora de agentes públicos está impedindo Várzea Grande de receber novos investimentos privados, o que breca abertura de mais empregos e o desenvolvimento socioeconômico. O projeto de construção do primeiro shopping center do município não teve andamento simplesmente porque a prefeitura e a Câmara Municipal não concluíram as mudanças na legislação sobre uso e ocupação do solo. Uma das consequências disso é a desvalorização dos imóveis no segundo maior município mato-grossense.

    Há três anos, um consórcio, liderado por empresários goianos, os mesmos que construíram o shopping Pantanal, em Cuiabá, e a construtora São Benedito, que tem o deputado Guilherme Maluf como um dos sócios, lançaram a pedra fundamental do empreendimento em Várzea Grande, situado na avenida Filinto Muller, próximo ao aeroporto internacional Marechal Rondon. A área foi toda cercada e recebeu letreiros com propaganda sobre o empreendimento, que iria abrigar 200 lojas. O consórcio planejava investir aproximadamente R$ 100 milhões.

    Agora, os investidores já avisam que estão com foco em outras cidades. O projeto acabou esbarrando na legislação. Os empresários recuaram, sob alerta do Ministério Público. Vão esperar mais três meses para uma definição sobre nova lei, já que a atual é considerada ultrapassada e não motiva construção de empreendimentos, como shopping center.

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INVESTIMENTO | 18/03/2010 - 13:13

Nadaf nega veto a Rondonópolis na política de incentivos fiscais

Secretário Pedro Nadaf   O secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia Pedro Nadaf reagiu às críticas do secretário de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis, Valdemir Castilho, o Biliu, que aponta o que chama de boicote e discriminação do governo Blairo Maggi para com o municipio quanto à política de incentivos fiscais. De acordo com Biliu, desde o ano passado, quando Zé do Pátio (PMDB) assumiu a prefeitura, a gestão Maggi não mais incentiva empresas e indústrias a se instalarem no município pólo do Sul mato-grossense. Acha que Maggi tomou tal atitude por causa da derrota à reeleição do então prefeito Adilton Sachetti (PR) - confira aqui.

   Nadaf explica que jamais o governador iria discriminar qualquer município. Destaca que não é o governo quem direciona os empreendimentos. O papel de captar novas empresas é do gestor municipal. "Quando o empreendedor procura a nossa secretaria para pleitear os incentivos fiscais, normalmente ele já fez uma pesquisa no Estado e definiu o município onde quer investir”. Lembra que em 2009, a Santana Têxtil recebeu incentivo para ampliar sua planta e a Têxtil Bezerra de Menezes (TBM), também foi beneficiada.

   De acordo com o secretário, o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic) atraiu 484 empreendimentos para o Estado nos últimos 6 anos. “Estes investimentos estão distribuídos em todo o Estado”. Assegura que essas empresas investiram R$ 10,7 bilhões, o que gerou 100,1 mil empregos diretos e 300,3 mil indiretos. "É importante destacar que esse valor é investido pelas empresas que têm como incentivo o desconto no ICMS". Observa que até receber o incentivo concedido pelo governo, a empresa passa por várias etapas, entre elas a apresentação de uma carta-consulta e o planejamento de implantação da unidade. Cada etapa é acompanhada pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Empresarial, formado por representantes de 19 entidades. Os conselheiros se reúnem sempre na última terça de cada mês.

   O Prodeic foi criado em 2003 pelo Estado e é vinculado à pasta de Indústria, Comercio, Minas e Energia. Segundo Nadaf, o propósito é estimular investimentos na região por meio de implantações de indústrias. “O Prodeic viabilizou a geração de emprego e renda, a modernização e a diversificação nas atividades econômicas, sem contar a inovação tecnológica e o aumento da competitividade estadual”.

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INVESTIMENTO | 17/03/2010 - 09:10

Secretário vê discriminação do governo para com Rondonópolis

Romilson Dourado

Secretário Valdemir Castilho  O secretário de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis Valdemir Castilho, o Biliu, disse que o governo Blairo Maggi passou a tomar posições políticas que têm prejudicado o desenvolvimento socioeconômico do município. Segundo ele, desde quando Zé do Pátio assumiu a prefeitura, em janeiro do ano passado, o Estado não tem demonstrado mais interesse em incentivar a implantação de novas indústrias em Rondonópolis, pólo da região Sul que congrega 18 municípios.

   Biliu cita como exemplo o empenho do governador para, através da concessão de incentivos fiscais, levar o frigorífico Seara, do Grupo Marfrig Alimentos S/A, para Jaciara, um dos municípios do Vale do São Lourenço. Serão investidos R$ 150 milhões no projeto, que vai gerar 1.100 empregos diretos. De acordo com o secretário, não há o mesmo despreendimento do governo estadual para com outros investimentos quando se trata de Rondonópolis. "Está havendo tentativa de esvaziamento de indústrias para aqui ou por ações direta do governador ou por alguns ligados a ele. Rondonópolis e uma cidade-pólo de uma das maiores regiões e precisa ser fortalecida com grandes investimentos e do apoio do Estado. Mas isso não tem ocorrido, até parece algo pessoal", comenta Biliu.

  Segundo o secretário, neste período de um ano de administração Pátio, apenas uma indústria definiu por se instalar no município, a partir de incentivos fiscais concedidos pelo Estado. Trata-se do frigorífico de ovinos Corfrigo. Na negociação, a prefeitura doou à empresa uma área de 10 hectares às margens da BR-163. Biliu diz também que pequenos projetos encaminhados para a secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, sob Pedro Nadaf, para serem implantados dentro do Prodeic, não estão recebendo a atenção necessária.

    O secretário acredita que Maggi tenha ficado chateado e até revoltado por causa da derrota à reeleição do então prefeito Adilton Sachetti, hoje presidente da Agecopa. Lembra que, por coincidência, depois do resultado das eleições Maggi anunciou a mudança de endereço do Grupo Amaggi, de Rondonópolis para Cuiabá.

    Incentivos

    A secretaria de Fazenda informa que 63% dos incentivos fiscais são concedidos por força de políticas nacionais de desenvolvimento. Nesse caso, só resta ao Estado acatar, já que são incentivos aprovados por Lei Federal e ratificados no Conselho de Política Fazendária (Confaz).  Do restante, 22% são oriundos de programas estaduais como Prodeic e 15% são derivados do Regulamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (RICMS) promovidos para regulações emergenciais ou condições de mercado como, por exemplo, no caso da saída do gado em pé, que o Estado reduziu em 50% a tributação para evitar quebradeira do setor em face de crise no setor de frigoríficos. Para o governo estadual, a concessão de incentivos industriais e comerciais é a responsável pelo crescimento da economia estadual e pela geração de empregos.

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INVESTIMENTO | 11/02/2010 - 08:16

Prefeitos tiram proveito político e fazem até desfile com maquinário

Andréa Haddad

Pedro Ferreira, presidente da AMM   Após comandar sem sucesso ao longo de 2009 as duas principais manifestações municipalistas do Estado, o presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) e prefeito de Jauru, Pedro Ferreira, está rindo à-toa. Ele tem motivos de sobra para comemorar. Como tábua de salvação neste início de ano, quando prefeitos vivem chorando e de pires nas mãos, o governo estadual decide distribuir 705 máquinas pesadas a todas as 141 prefeituras. Os gestores não só comemoram, como tentam tirar proveito político sobre os equipamentos. Quase todos, quando do recebimento, estão desfilando com o maquinário pelas ruas, inclusive acompanhado de pré-candidatos às eleições deste ano.

    O presidente da AMM calcula que as prefeituras vão economizar cerca de R$ 500 mil em aluguel de máquinas durante o período da seca, pois agora cada município terá seu equipamento para o trabalho de recuperação de estradas. Destaca que 90% não contam com recursos para comprar maquinário e é por isso que exista tanta comemoração. Antes, as prefeituras alugavam maquinário. Nesse tipo de mercado, a locação de uma retroescavadeira custa R$ 200 por hora aos cofres do município, enquanto a patrola pode ser alugada por R$ 150/hora.

   Com a entrega dos equipamentos pelo governo Maggi, Pedro Ferreira avalia que os prefeitos não vão ter mais tantos gastos pelos próximos três anos. “Há 25 anos Jauru não tinha máquinas para trabalhar nas estradas e agora contamos com R$ 2 milhões em equipamentos”, diz . O ato de entrega de três caminhões, uma escavadeira e uma patrol em seu município será nesta sexta.

    Se por um lado a AMM comemora a distribuição do maquinário, por outro a entidade articula uma nova rodada de negociação com o governo federal para antecipação de receita. Pedro Ferreira reclama que no primeiro mês deste ano, comparando com igual período de 2009, as prefeituras mato-grossenses tiveram queda superior a 20% do bolo tributário. “Aguardamos o fechamento do mês de fevereiro para traçarmos um cenário e a média do que deverá ocorrer ao longo do ano”, explica. Em 2009, os prefeitos receberam R$ 57 milhões referentes ao ICMS gerado em 2008. Num ano considerado atípico e devido à crise econômica internacional, em 2010 o montante caiu para R$ 54 bilhões. “Mesmo no pior ano, nunca tivemos queda na arrecadação do FPM em janeiro, como ocorreu agora. Por isso estamos apreensivos”, argumenta.

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INVESTIMENTO | 27/11/2009 - 19:52

A partir de 2010 só 2 horas vão separar Cuiabá da Bolívia

Romilson Dourado

   Dentro de 5 meses, Cuiabá passará a ter voos direto para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O investimento é feito pela empresa Aerocon, a exemplo da Trip, que recentemente lançou a rota direta que liga a capital mato-grossense a Manaus (AM), diminuindo o tempo de viagem, além de proporcionar economia para o bolso dos passageiros - saiba mais aqui. Os voos Cuiabá-Santa Cruz serão diários e vão beneficiar boa parte da América Latina, uma vez que possibilitam conexões para a Argentina, Chile e até mesmo para Miami.

   Com capacidade para 19 passageiros por aeronave, a empresa diminuiu o tempo de viagem de 4h para apenas 1h45, mas vai operar, inicialmente, somente com um voo por dia. O preço e o horário das passagens ainda não foram definidos, pois a Aerocon está fazendo pesquisas de mercado. Os voos de carga já foram autorizados. A companhia aérea espera facilitar negócios entre os dois países e estimular o turismo. (Lislaine dos Anjos)

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INVESTIMENTO | 12/11/2009 - 17:49

Terezinha e Éder articulam ampliação de programa digital

Romilson Dourado

   Ao custo de R$ 20 mil por unidade instalada, a secretária de Trabalho, Emprego e Cidadania, Terezinha Maggi, quer ampliar o número de computadores com acesso gratuito à internet. Para isso, solicitou ao secretário estadual de Fazenda, Éder Moraes, mais recursos para viabilizar a ampliação. O pedido ocorreu durante a visita de Terezinha à Sefaz e faz parte do projeto de ampliação do Programa Mato Grosso Ação Digital, cujo objetivo é promover a inclusão social e digital de toda a população. No total, o governo estadual já desembolsou cerca de R$ 460 mil para realizar o programa.

   O programa já está presente em 92 municípios, com um total de 112 unidades disponíveis para o público em geral realizar suas pesquisas e ter acesso ao conhecimento. O coordenador do Ação Digital, secretário-adjunto César Vidoto, garante que mais 20 municípios já estão sendo contemplados através da ampliação. "O objetivo é atender todos os 141 municípios. Para isso, vamos precisar de mais uns R$ 600 mil", informou o adjunto.

   Vidoto garantiu também que os pedidos de ampliação da quantidade de unidades feitos pelos municípios do interior vão ser atendidos, como é o caso de Barra do Garças (a 494 km de Cuiabá), sob Wanderlei Farias (PR).  Porém, isso só irá acontecer após a ação estar presente em todo o Estado. Barra do Garças teve sua primeira unidade do programa inaugurada no último domingo (8).

   O programa foi inicialmente implantado em 2003 e, desde então, já contabilizou 2 milhões de atendimentos. Para auxiliar os usuários, os telecentros possuem monitores capacitados. Eder Moraes acrescenta que "o governo Blairo Maggi investe e socializa a informação de forma gratuita a 92 municípios, oportunizando à população carente o acesso ao conhecimento”.

   Em Cuiabá, o programa possui unidades instaladas no Ganha Tempo, Palácio da Instrução, AACC, Hospital do Câncer, UCAMB (União Cuiabana de Associação de Moradores de Bairro) e nas bases comunitárias da Lixeira, Pedregal, Boa Esperança e Pedra 90. Em Várzea Grande o programa atende ao bairro Água Vermelha, e funciona também na fábrica de refrigerantes Marajá (bairro Ouro Branco) e na base comunitária do Cristo Rei. (Lislaine dos Anjos)

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INVESTIMENTO | 14/06/2009 - 20:59

Sob efeito Copa, Cuiabá viverá 50 anos em 5, diz Santos

Romilson Dourado

  Wilson Santos (PSDB) disse neste domingo à noite que ainda não é possível dimensionar com precisão quantos milhões serão investidos em obras na Grande Cuiabá, que começa a se preparar para ser uma das 12 subsedes da Copa do Mundo de 2014. Mesmo assim, o prefeito afirma que será um "boom" de desenvolvimento e até faz referências ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, que, ao lançar plano de metas que seria um marco da economia brasileira na década de 1950, o definiu como "50 anos de progresso em 5 anos de realizações". "Se JK vivo estivesse, ele diria que Cuiabá viverá 50 anos em 5", declarou o tucano, em entrevista ao vivo ao Ponto de Vista, da TV Rondon (Rede TV!), sob apresentação de Onofre Júnior.

   O prefeito destacou que, para os projetos macro que prevêem R$ 6 bilhões de investimentos, serem executados dentro das normalidades, é preciso a união de todos, principalmente dos agentes públicos. Ele assegura que está unido ao governador Blairo Maggi (PR), a quem classifica de principal condutor dos projetos. "Vamos puxar a corda no mesmo sentido e aproveitar todas as chances para termos grandes investimentos públicos e privados".

   Santos afirma que, às vezes, as pessoas só valorizam as coisas quando as perdem. "O sujeito tem um ótimo casamento e não o valoriza e, quando separa, sai correndo atrás. Assim também acontece com aquele que tem emprego e não dá valor. Aí, quando fica desempregado é que reconhece que antes era melhor". Em seguida, o prefeito afirma que, se Cuiabá tivesse perdido a vaga de subsede do Mundial para Campo Grande, neste momento todos estariam cabisbaixos e a classe política "acabada". Em tom de exagero, o prefeito, pré-candidato do PSDB a governador, considera que todos os segmentos da economia otimistas e já começam a se preparar para desenvolver projetos. "Todos estão bombando. Temos de unir todos os setores", enfatiza.

(Às 21h) - Prefeito diz que governador é o capitão e que obras serão tocadas pelo Estado

 O prefeito Wilson Santos classificou de capitão da equipe o governador Blairo Maggi, ao responder a pergunta sobre com quem deve ficar o comando das obras para viabilizar a Copa de 2014 em Cuiabá.  "Blairo Maggi é o capitão e a prefeitura tem o papel de auxiliar o governo. Temos projetos viáveis, mas não temos dinheiro. Quem tem direito é a União", diz Santos, que evitou críticas ao governador. O tucano diz, em entrevista ao Ponto de Vista, que possui "boas amizades" com Maggi e que ambos se respeitam mutuamente.

  Sobre o fato de Maggi vir a renunciar ao mandato ainda neste ano ou até abril de 2010, deixando o governo sob o vice Silval Barbosa, pré-candidato a governador, o que poderia reforçar a liderança do seu eventual adversário nas urnas, o prefeito cuiabano preferiu desconversar. "Não sou filho de pai assombrado e tenho muita fé em Deus. Tem havido coincidências das boas notícias para Cuiabá com a nossa gestão. Vamos deixar que o governo do Estado conduza o processo e naquilo que formos chamados estamos prontos para contribuir", diz Santos.

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Clique no play e veja o que diz Santos sobre efeitos da Copa e a condução das obras

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INVESTIMENTO | 05/06/2009 - 14:28

A Copa

Romilson Dourado

   A escolha de Cuiabá pela Fifa para sediar uma chave do campeonato mundial de futebol de 2014 foi intensamente comemorada pela população e autoridades administrativas e políticas da capital e do Estado.

   Passada a euforia inicialdas comemorações, é bom e prudente começar a pensar no esmerado planejamento e na exata alocação dos recursos financeiros públicos que a empreitada requer.  E, mais do que isso, agir de modo a que tudo aquilo que precisa ser feito seja de fato iniciado e tempestivamente concluído.

   A tarefa é árdua. O primeiro teste com relação ao cronograma do emaranhado de obras públicas e privadas será em 2013 por ocasião da realização da Copa das Confederações. Evento menor, mas que, Cuiabá muito provavelmente, também deverá sediar uma das etapas dos jogos.

   A previsão inicial para a construção da infraestrutura esportiva ligada à logística de treinamentos das seleções estrangeiras, fora da área conurbada de Cuiabá e Várzea Grande, contempla a construção de centros afins em Chapada dos Guimarães, Lago do Manso e Barão de Melgaço. Nada contra, porém se a Copa é do pantanal cabe, objetivamente, ponderar e refletir sobre essa preliminar intenção.  

   Ou seja, para se fazer jus ao slogan “Cuiabá A escolha de Cáceres para sediar um dos centros de treinamentos para a Copa de 2014 no Estado não é fora de propósito, constituindo-se numa medida procedente e justa, pois consubstanciada, ainda, no respeito e devido resgate de seu passado histórico,das velhas e novas tradições culturais e do saber pantaneiro e cacerense.

   Não se pode esquecer também que o fenomenal complexo de obras para a recepção da Copa 2014. Mesmo neste momento de entusiasmo, é preciso entender essa grave situação para que as populações dessas unidades municipais não venham a ser prejudicadas. A criação de um fundo estadual de compensação, mesmo de natureza temporária, pode ser uma boa medida para amenizar a penúria financeira por que passa considerável parcela dos municípios mato-grossenses, fazendo com que o grande evento esportivo seja, para todos, mais saboroso, doce e de boa lembrança. 
 
Guilherme Maluf é deputado estadual pelo PSDB

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INVESTIMENTO | 03/06/2009 - 08:34

Copa joga para Maggi e Santos "pepino" das grandes obras

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Após a euforia, o prefeito Wilson Santos e o governador Blairo Maggi tendem a começar agora um jogo de empurra-empurra na execução de obras e outros projetos para Cuiabá poder sediar, de fato, o Mundial

  Superada a euforia dos três primeiros dias pela escolha de Cuiabá como uma das 12 subsedes da Copa de 2014, autoridades responsáveis pelo cumprimento de uma série de metas começam agora o maior desafio: executar um pacote de obras e ações prometidas à Fifa. Se não cumprí-las, a capital mato-grossense perde o direito de sediar o Mundial de futebol. Há muitas dúvidas e desconhecimento geral sobre como ficará cada projeto na prática. O governador Blairo Maggi e o prefeito Wilson Santos, que "roubaram" a cena na festa de domingo em comemoração à inclusão de Cuiabá na Copa em detrimento de Campo Grande, precisam agora descascar o "abacaxi". A prefeitura já avisa que não tem recursos e que dependerá basicamente do Estado e da ajuda da União para receber as obras macro prometidas.

   Está prevista, por exemplo, a construção de um metrô dentro dos próximos cinco anos. Quanto vai custar? Onde começa e onde termina o itinerário? Como ficam as desapropriações? São questionamentos que começam a ser feitos aos dois gestores. Santos já avisou que a prefeitura é parceria no apoio, mas que não conta com recursos para ajudar nas obras macro. Pelo visto, os cerca de R$ 6 bilhões de investimentos terão de partir do Estado e da União.

   Uns defendem que o novo estádio, orçado em mais de R$ 300 milhões, seja construído em outro local, enquanto o projeto apresentado à Fifa define reconstrução do Verdão, no bairro Cidade Alta. Faltam definir os locais exatos onde vão ser construídos os quatro centros de treinamento em Cuiabá, Várzea Grande, Barão de Melgaço e Chapada dos Guimarães.

   O prefeito precisa tomar medidas duras, assim como os vereadores. Ambulantes que hoje invadem as calçadas da área central precisam ser retirados. A área que hoje abriga feirantes, próximo ao estádio Verdão e em frente ao Corpo de Bombeiros, terá de ser desocupada. Na região, a prefeitura deve construir um hospital para atendimento de emergência. Muitas leis e regras contidas no Plano Diretor precisam ser modificadas. Nesse caso, o Palácio Alencastro deve agir junto à Câmara. Da mesma forma, o Palácio Paiaguás precisa atuar junto à Assembleia.

   No embalo da Copa, a capital, com mais de 500 mil habitantes e a caminho dos 300 anos de fundação, tende a mudar de cara, com altos investimentos, mas também receberá maior número de habitantes, na esperança de empregos e de dias melhores. Esse êxito pode piorar as estatísticas de IDH. Serviços essenciais, como transporte coletivo, sinalização, dentro de uma nova engenharia do trânsito, saúde pública e coleta de lixo, precisam melhorar substancialmente.

   O prefeito várzea-grandense Murilo Domingos também está com "pepino" nas mãos. Em que pese se tratar de recursos da União para ampliação das obras do aeroporto internacional Marechal Rondon, o município precisa apresentar contrapartida e executar uma série de obras na área de infraestrutura, com vistas aos preparativos à Copa, daqui a cinco anos. O empresariado também são instigados a correr contra o tempo para melhorar a capacidade da rede hoteleira, enquanto os gestores devem resolver problemas que vêm sendo empurrados com a barriga para haver a chamada mobilidade urbana. Desse modo, não basta comemorar e posar para a fotografia, como estão fazendo muitos políticos. Há uma missão árdua pela frente para o cumprimento de metas e que exige a participação de todos direta ou indiretamente.

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INVESTIMENTO | 01/06/2009 - 20:27

Maggi pede sacrifícios e diz que "nem tudo serão flores"

Romilson Dourado

   “Nem tudo serão flores”, disse o governador Blairo Maggi (PR) ao avaliar a amplitude das obras de infraestrutura necessárias para preparar a Capital mato-grossense rumo aos jogos da Copa de 2014. As afirmações foram feitas durante coletiva nesta segunda (1º), no gabinete do governador, no Palácio Paiaguás. Maggi alertou que a administração estadual tem que manter o funcionamento normal do Estado e que não pode se focar apenas nos jogos mundiais. “Vocês não podem esquecer que temos que manter os mesmos compromissos que tínhamos até domingo (31) com os demais municípios. Tudo continuará caminhando normalmente”, pondera.

  Segundo ele, a população de Cuiabá está consciente de que para concretizar a vinda da Copa, serão necessários alguns sacrifícios. “Teremos que readequar alguns projetos, deixar de fazer investimentos em algumas áreas, tudo para montarmos toda a estrutura necessária”, avalia. Maggi ressalta que agora será iniciada a segunda etapa rumo à Copa. “A primeira etapa foi de muito trabalho e negociação. Agora vem o mais difícil temos que concretizar os projetos apresentados”, frisou. A Fifa alertou Maggi que se não cumprir as metas estabelecidas, a Capital pode ficar de fora. “Não queremos isso. Vamos trabalhar duro. Faremos os sacrifícios necessários e tudo  dará certo”, garante. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

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INVESTIMENTO | 01/06/2009 - 10:43

Governo planeja agora construção da "Cidade da Copa"

Romilson Dourado

   O governo do Estado e as prefeituras de Cuiabá e de Várzea Grande têm pouco mais de quatro anos para provocar uma revolução em projetos macro. A comissão responsável pelo planejamento e execução das obras pretende construir literalmente a “Cidade da Copa”. Vai haver toda uma concentração da parte administrativa e organizacional do evento. “Já definimos o local, mas ainda é segredo. Vamos criar um grande ambiente para receber os patrocinadores e controlar os projetos”, comenta o secretário estadual de Desenvolvimento do Turismo Yuri Bastos Jorge, presidente do Comitê Pró-Copa. Apesar de não revelar onde será construído o novo espaço, a tendência é que o governo adquira uma área nas proximidades do estádio Verdão, já que a Fifa exige que todo o complexo seja próximo do local onde serão realizados os jogos. A reconstrução do estádio Verdão também está entre as prioridades. Segundo o secretário estadual de Esporte e Lazer, Baiano Filho, ainda serão feitos alguns “ajustes” no projeto antes da abertura do processo licitatório. “Apesar de já estar praticamente finalizado, existem algumas modificações. Vamos sentar com os projetistas para terminar os ajustes, confeccionar o edital de licitação e aí, sim, iniciar as obras”, conta Baiano.

   O novo complexo esportivo custará R$ 350 milhões. Terá capacidade para abrigar 48,4 mil pessoas sentadas. A expectativa, segundo Baiano, é de que as obras iniciem no segundo semestre deste ano. “Vamos derrubar tudo. Somente o gramado será o mesmo”, disse, entre risos, numa referência ao Verdão, que será desativado após 30 anos em funcionamento.

   Em 18 de junho deve ser realizado o jogo que marcará a despedida do Verdão. O presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), Carlos Orione, articula junto com o governo do Estado para que a Seleção Brasileira Sub-20 jogue a última partida amistosa no gramado do "Governador José Fragelli". Especula-se que o jogo será entre Flamengo ou Corinthians. O amistoso será uma das atrações do megaevento, que terá shows regionais e nacionais. A programação deve ser fechada nesta segunda, 1º de junho.

    Repercussão

   Além de Cuiabá, foram definidas como sedes do Mundial de 2014 as capitais Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Recife (PE), Natal (RN), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Manaus (AM) e Fortaleza (CE).

Elaine Taizzi   O clima na capital mato-grossense ainda é de euforia pela escolha.  “Somos um ponto estratégico para o turismo, a população é receptiva  e tenho certeza de que será uma linda festa”, enfatiza Elaine Parizzi, gaúcha, mas que reside em Cuiabá há mais de 20 anos. Ela foi à praça do Choppão, neste domingo, acompanhar o anúncio oficial das cidades que vão sediar os jogos do Mundial. Elaine pondera que serão necessárias mudanças, principalmente no setor de transporte e infraestrutura, dentro dos preparativos para receber visitantes de todo o mundo. “Temos algumas falhas que precisam ser sanadas, mas acredito que com estes investimentos previstos entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões isso não será problema”.

    O Ministério das Cidades prevê, dentro do PAC da Mobilidade, R$ 500 milhões para obras estruturais em Cuiabá, revela o secretário-executivo Rodrigo Figueiredo. "São investimentos em corredores urbanos de ônibus, duplicação de avenidas e em saneamento e habitação", explica o braço-direito do ministro Márcio Fortes. Estão programados ainda a reforma do aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, ampliação da rede hoteleira, de restaurantes, de hospitais e até construção de metrô superficial. (Patrícia Sanches)

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INVESTIMENTO | 31/05/2009 - 14:40

Subsede da Copa, Cuiabá terá estádio de R$ 350 mi

Romilson Dourado

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O novo estádio que "brotará" no lugar do atual Verdão vai ter capacidade para quase 50 mil pessoas...

..e  toda as arquibancadas devem ser cobertas e com assentos
O estacionamento previsto para veículos é para 15 mil vagas

Projeções em 4 ângulos sobre como ficará o novo estádio, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá

  A confirmação oficial de Cuiabá como uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014 privilegia à capital mato-grossense com vários presentes, um deles um novo estádio de futebol. É o que prevê o plano de trabalho elaborado pelo Comitê Pró-Copa e que foi firmado junto à à FIFA. Ao todo são 30 projetos em nove grandes áreas essenciais. O novo estádio será construído no mesmo local onde hoje abriga o Verdão. Vai ter capacidade para 48.453 pessoas sentadas. Vão ser investidos nada menos que R$ 350 milhões. A obra precisa estar pronto dentro de cinco anos.

    O futuro estádio foi projetado com um estacionamento para 15 mil vagas. As arquibancadas devem ser cobertas e com assentos e divididas em níveis, sendo 22.910 lugares (nível 1) e 22.688 lugares no espaço superior (nível 2). Serão 880 lugares (nível 3) em camarotes, além de espaço para a imprensa em 108 divisões. O estádio também terá áreas específicas, como business seats (112 lugares), tribuna de honra para 79 pessoas e camarotes Vips (1.456 lugares). O campo de jogo prevê dimensões de 105x68 metros. Não haverá o fosso como no estádio Verdão e o público terá maior proximidade com o campo.

    Estão previstos ainda para o novo estádio quatro conjuntos de bilheterias com seis guichês cada, totalizando 12 guichês ao lado norte e mais 12 ao lado Sul. O acesso do público às arquibancadas inferior e superior se dará por meio de 14 portões e 72 catracas eletrônicas com leitores de ingressos. Disporá ainda de praça de alimentação em quatro níveis, restaurante e bar. O estádio contará com dois postos de pré-atendimento localizados nos níveis 1 e 5, unidade clínica com 130m² e uma sala de primeiros-socorros. Vai ser criado um sistema de som para comunicação pública, dentro e fora do estádio, com volume automático, capaz de enviar mensagens exclusivas aos setores individuais, como tribuna de honra e aos assentos restritos. Serão utilizados dois placares com telões de comunicação eletrônica.

   O estádio contemplará oito áreas, de 85m² cada, com oito vagas para cadeirantes e obesos, mais oito lugares para seus acompanhantes, totalizando 128 lugares. O auditório terá uma área de 130m² e uma capacidade de 88 assentos. (Romilson Dourado)

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INVESTIMENTO | 02/05/2009 - 08:15

Nadaf autoriza 7 convênios de R$ 1 mi com o Sebrae-MT

Romilson Dourado

  O secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas de Energia (Sicme), Pedro Jamil Nadaf, assinou “em uma só tacada” sete convênios com o Sebrae que chegam a R$ 1 milhão. O curioso é que em todas as parcerias a Sicme bancará mais de 90% do investimento. Nadaf explica que tudo é legal. Tratam-se de recursos oriundos de um fundo. “Todo o dinheiro investido é proveniente de um fundo específico que só pode ser utilizado para a capacitação da população”, justifica o secretário. Segundo ele, o fundo possui orçamento de R$ 17 milhões anuais. No ano passado, diz, foram gastos pouco mais da metade. "O intuito é não jogar dinheiro fora”.

   Um dos convênios assinados com o Sebrae prevê realização de curso no setor de alimentação. Nesse caso, o contrato é de R$ 112 mil, sendo R$ 100 mil do Estado. O Sebrae entra com R$ 12 mil. “São cursos voltados à área de alimentos, principalmente no âmbito da produção”, argumenta Nadaf. Em outra parceria estão previstos investimentos de R$ 230 mil, considerando R$ 200 mil do Fundo. O dinheiro vai bancar um curso de gestão de negócios. Já para capacitações voltadas à comercialização de produtos e abertura de novos mercados estão previstos investimentos de R$ 340 mil. Destes, R$ 300 mil são do Fundo da Sicme e, R$ 40 mil, do Sebrae-MT.

  Estão programadas ainda outras três parcerias. Uma delas beneficiará os municípios de Sinop e Poconé. O objetivo é capacitar apicultores para que inovem a obtenção do mel e sua comercialização. Serão investidos R$ 120 mil, dos quais R$ 100 mil do governo. Para cursos no setor moveleiro serão mais R$ 112 mil. A Sicme aparece novamente como  a “patrocinadora” de R$ 100 mil, enquanto o Sebrae investirá de contrapartida R$ 12 mil. Na realização de feiras e eventos comerciais para a divulgação de produtos serão outros R$ 170 mil, sendo R$ 150 mil do erário.

   Segundo Nadaf, em 2008 foram capacitados 42 mil mato-grossenses. O orçamento global da Sicme é de R$ 80 milhões, sendo R$ 17 milhões destinados a parcerias com instituições como Sebrae, Senai e Sebrac. “Os cursos são voltados para pessoas que estão trabalhando e outras que precisam de emprego. Nosso balanço é positivo”, ressalta Nadaf, que está licenciado do comando da Fecomércio. Antes de assumir a Sicme, ele foi secretário de Indústria da Capital na gestão Roberto França e de Desenvolvimento do Turismo do governo Blairo Maggi. (Patrícia Sanches)

INVESTIMENTO | 20/04/2009 - 20:04

Vale do Gumitá serve de referência, diz primeira-dama

Romilson Dourado

   A presidente da Fundação Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Urbano da Capital (IPDU), arquiteta e primeira-dama Adriana Bussiki Santos, disse nesta segunda (20) que a  Revitalização do Vale do Córrego Gumitá será um marco da atual administração e servirá de modelo para outras cidades. Segundo ela, o projeto é pioneiro ao permitir o tratamento às áreas degradadas de fundo de vale. Conforme Adriana, já foram catalogados 19 grandes córregos na área urbana da Capital que podem ser revitalizados. "Cuiabá será um modelo em termos ambientais para o restante do país. Este será um dos grandes exemplos desta atual administração no sentido de priorizar as questões ambientais da cidade", avaliou a arquiteta.

   Ela explicou que o projeto Vale do Gumitá prevê a remoção e reassentamento de cerca de 500 famílias que vivem em áreas de risco. A revitalização também vai conter os processos erosivos do córrego Gumitá, além de revitalizar a área da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), incluindo atividades de educação ambiental.  Segundo Adriana, outro objetivo do projeto é a implantação de um parque linear (avenida-parque) ao longo do córrego Gumitá e de uma nova vegetação nas margens.

   A arquiteta e urbanista explicou que o projeto da avenida-parque prevê a implantação do sistema viário, composto por vias para circulação de veículos, vias para pedestres e ciclovias, além de inclusão de iluminação pública, rede coletora de esgotos, correções e revitalização das redes existentes e pontes construídas no local. A avenida terá seis quilômetros de extensão, com 30 metros de Área de Preservação Permanente (APPs). Começa na Avenida Rubens de Mendonça, passando pelos bairros Centro América, Tancredo Neves, Vila Rosa, Novo Mato Grosso, Três Lagoas, Novo Horizonte e Planalto.

   O secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste, órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional, Totó Parente, também visitou o trecho e disse que as obras fazem parte de uma ação presidencial que tem como mote dar agilidade no andamento dos serviços. “Temos a orientação clara do presidente para acompanhar as obras nas cidades. No caso de Cuiabá, estamos fazendo o possível em Brasília para ajudar a nossa Capital”, afirmou. (Andréa Haddad)

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INVESTIMENTO | 17/04/2009 - 17:12

FCO já investiu mais de R$ 817 mi no Estado, diz Totó

Romilson Dourado

   Recriada há quatro meses pelo projeto de lei complementar 116/06, a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) ainda não foi instalada. O problema esbarra num erro simples, não previsto no texto que regulamenta a autarquia federal. Conforme o secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste, o mato-grossense Totó Parente (PMDB), a lei não criou os cargos.

  Segundo ele, o ministro da Integração Nacional, Geddel Quadros, está avaliando uma planilha para constituir 138 cargos comissionados e 292 cargos de gestores, para compor o quadro técnico. Sobre a possibilidade de ele ser indicado para assumir o comando da Superintendência, Totó disse que essa é uma prerrogativa do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, o pemedebista fez questão de divulgar que os números de empréstimos feitos pelo Fundo do Centro-Oeste (FCO) desde que ele assumiu a secretaria cresceram, principalmente para Mato Grosso. 

  Os dados apresentados por Totó mostram que os empréstimos feitos pelo Fundo ao Estado representaram um incrementou superior a 107%, entre os anos de 2006 a 2008. Já em 2009, segundo o secretário, a previsão é que o FCO disponibilize ao estado mais de R$ 1 bilhão. De acordo com ele, o aumento nos empréstimos se deram devido às políticas implementadas na sua gestão. “De todos os recursos, 51% foram destinados às pequenas e micros empresas, sendo que destes, 25,5% puderam a ser aplicados no capital de giro, o que antes não era possível”, explicou.

  Além disso, o setor de Mato Grosso que mais recebeu investimentos do FCO foi o de Comércio e Serviço. Os números apontam que o valor dos recursos destinado as essas áreas quadruplicou em apenas três anos. Com isso, o saldo de resto dos recursos do FCO foi diminuindo no decorrer dos anos, tendo um aproveitamento superior a 70% do dinheiro disponível em caixa. “A previsão é que em 2009 para o FCO é de recursos na ordem dos R$ 3 bilhões, que já estão esgotados. Estamos trabalhando para garantir mais R$ 1,5 bilhão que viriam do Fundo do Amparo do Trabalhador (FAT)”, informou Totó Parente. 

   Política

 Sobre o pleito de 2010, o secretário declarou que acredita numa chapa “imbatível” para concorrer ao Palácio Paiaguás, composta pelo atual vice-governador, Silval Barbosa (PMDB) encabeçando a majoritária e o empresário Mauro Mendes (PR), que atualmente luta para derrubar a cassação do seu registro de candidatura na Justiça Eleitoral por compra de voto, como vice do peemedebista. Totó, que é ex-vereador por Cuiabá, fez campanha em 2008 na tentativa de eleger Mendes à Prerfeitura de Cuiabá. (Sandra Costa) 

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