Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:16 h

LIGAÇÕES | 13/08/2009 - 11:30

Júlio Neto diz que foi Jorge Pires quem "descobriu" Maggi

Romilson Dourado

Júlio Campos Neto  O filho do ex-governador e ex-senador Júlio Campos, empresário Júlio Campos Neto, se tornou um dos maiores defensores da família Pires, principalmente de Jorge Pires de Miranda, que está preso por fraudes em licitações em obras do PAC em Cuiabá. Também destaca e faz elogios ao engenheiro Júlio Flávio Campos de Miranda, filho de Jorge e um dos diretores da empresa Concremax.

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Filho do ex-governador Júlio Campos
defende empresário Jorge Pires, que
está preso, destaca atuação de Júlio
Flávio de Miranda, e lembra de laços
familiares e empresariais com os
irmãos Toninho e Murilo Domingos
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   Júlio Neto, que ensaia pré-candidatura a cargo eletivo, ficou na bronca com a matéria assinada pela repórter Andréa Haddad, postada na segunda (10), sob título "Filho de Jorge Pires, Flávio "persegue" Maggi em eventos". Ele aproveitou e, em comentário ao assunto, lembrou até que foi Jorge Pires quem descobriu e lançou na vida pública o hoje governador de segundo mandato Blairo Maggi. A matéria discorre sobre a estratégia de Júlio Flávio de aparecer nos eventos públicos e tentar "roubar" a cena junto às personalidades. Ele faz questão de se identificar como empreiteiro da Concremax e puxar assuntos com o governador, com prefeitos e secretários, demonstrando possuir bom trânsito. Flávio foi ouvido pela Polícia Federal no inquérito que apura fraudes em obras do PAC e, em seguida, liberado.

   Júlio Campos Neto tem lá suas razões para defender a família Pires de Miranda por causa dos laços familiares com os Campos. Afirma ser antiga a relação de amizade e empresarial entre Campos e os Domingos, numa referência aos irmãos Toninho e Murilo Domingos, que hoje é prefeito de Várzea Grande. "No início dos seus negócios, Júlio Domingos de Campos (patriarca da família Campos e conhecido como "seo" Fiote e já falecido) ajudou a família Domingos a se estabelecer em Várzea Grande. Esta amizade vêm do tempo do Elias Domingos, e seus filhos Murilo e Toninho ainda nutrem o respeito pela família Campos", afirma Júlio Neto, filho de Júlio Campos, derrotado a prefeito no ano passado pelo próprio Murilo.

     Júlio Neto defende a ferro e fogo, em seu cometário, que "se não fosse pela família Pires de Miranda, que apresentou Maggi à classe política, o hoje governador seria um desconhecido agricultor do Mato Grosso". Neto se mostra polêmico e contundente em suas posições. Ele se envolveu tanto na campanha do pai em 2008 que até foi acusado de, ainda na fase de pré-campanha, fazer propaganda extemporânea. Foi denunciado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) - veja aqui.

  Sobre a prisão de Jorge Pires, Júlio Campos Neto escreve: "Nós da família Campos confiamos na Justiça divina e na Justiça dos homens. Temos a mais absoluta certeza de que o engenheiro Júlio Flávio conduz as suas decisões administrativas e pessoais baseadas no exemplo que o patriarca Júlio Domingos de Campos deixou a todos os menbros da sua família. Acreditamos na sua competência e na sua capacidade de conduzir os negócios da sua família de uma maneira que beneficie seus funcionários e a sociedade." (Lisânia Ghisi)

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LIGAÇÕES | 22/07/2009 - 16:43

Fiscais flagram trabalho escravo em 9 fazendas de MT

Romilson Dourado

   Levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta que nove fazendas de Mato Grosso estão na lista das 174 propriedades rurais do país flagradas com trabalhadores em situações similares a de escravidão. O estudo abrange o período de 2003 até julho de 2009. Dentre as propriedades está uma empresa de gincho, a Juara, situada no bairro Jardim Paula II, em Várzea Grande. Com a inclusão do estabelecimento na chamada “lista suja”, subiu para 175 o número de pontos flagrados com trabalho escravo no país, desde 2003.

   Ao todo, 728 trabalhadores eram explorados e viviam em condições subumanas. Não tinham carteira assinada, banheiros adequados e material de segurança no trabalho. Além disso, a comida era escassa e sem qualidade e os salários retidos para pagar por insumos comprados dos patrões. Os trabalhadores também seguidamente eram ameaçados por jagunços, caso tentassem fugir das propriedades.

   Ao serem inclusos na lista suja, os empregadores ficam impossibilitadas de contrair financiamento tanto em instituições públicas ou privadas. Por outro lado, são excluídos aqueles que, ao longo de dois anos, contados de sua inclusão no cadastro, tenham corrigido irregularidades identificadas durante inspeção do trabalho, em atendimento aos requisitos da Portaria nº 540 e não reincidiram no crime. "Ao divulgarmos os nomes dos infratores que foram flagrados explorando trabalhadores na condição de escravos, estamos permitindo que outros entes estatais tenham esta informação quando do estabelecimento de suas políticas públicas. Por exemplo, nenhum banco empresta dinheiro público para os infratores que estão no Cadastro", destaca o assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do MTE, Marcelo Campos. (Andréa Haddad)

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LIGAÇÕES | 02/05/2009 - 10:00

Erros se repetem e comprometem 2º mandato de Murilo

Romilson Dourado

   O prefeito Murilo Domingos (PR), que conseguiu uma espécie de milagre ao conquistar a reeleição no pleito do ano passado, continua "batendo cabeça". Erros antigos se repetem. Persistem, por exemplo, as denúncias de improbidade administrativa, além de escândalos envolvendo figuras políticas que sequer ocupam cargo na administração municipal, como o irmão do prefeito e ex-secretário de Finanças no primeiro mandato, Toninho Domingos. Também não foram extirpadas certas "ligações perigosas", como a da Casa Domingos, de propriedade dos irmãos Domingos, e a prefeitura. Denúncias de empresas fantasmas com participação em certames licitatórios do Paço Magalhães continuam rendendo dor de cabeça ao prefeitura republicano.

   Em 8 de abril, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou mais cinco pessoas no Tribunal de Justiça (TJ) por suposto envolvimento em transações irregulares envolvendo a prefeitura e a empresa João Só, Comercial e Distribuidora Ltda, apontada como "fantasma" e que teria sido criada para acobertar a transação entre a prefeitura e a Casa Domingos. Murilo e o irmão Toninho já haviam sido denunciados, mas o prefeito só passou a figurar como réu no processo judicial após o TJ negar, em março deste ano, recurso do republicano que, por sua vez, alegou falta de provas nas acusações e, com base nisso, solicitou que seu nome fosse excluído da ação civil pública - saiba mais aqui. Contudo, o relator do recurso, desembargador Márcio Vidal, apontou um relatório emitido por uma fiscal de tributos do Estado, referente ao período de janeiro de 1999 e julho de 2003, que demonstra a ausência de estoque na João Só, Comercial e Distribuidora Ltda, o que, segundo Vidal, comprova a tese de que a empresa só foi criada para acobertar transações entre o município e a Casa Domingos. 

   As denúncias foram feitas em julho de 2005, com base em investigações da Delegacia Fazendária, e apontaram a participação de Murilo, Toninho e mais quatro pessoas em fraude na licitação que supostamente beneficiou a empresa fantasma João Só. Pelo crime, os irmão Domingos podem ser condenados a mais de 16 anos de reclusão. Conforme o MPE, os denunciados se apropriaram de R$ 72,1 mil dos cofres públicos mediante simulação de transação comercial com a João Só, quando na realidade, segundo a procuradoria, os produtos foram vendidos à prefeitura pela Casa Domingos.

  As cinco pessoas denunciadas no início de abril são: Sirlene Alício Prates Filho, contadora que figura como sócia-proprietária da empresa João Só; Clarice Aparecida Santos, funcionária da Casa Domingos e Luciano Raci de Lima, primeiro dos irmãos Domingos e chefe do Serviço de Contas do Almoxarifado Central de Várzea Grande. Eles deverão responder por crimes previstos na Lei 8.666/93, que estabelece pena de dois a quatro anos por fraude em licitação mediante combinação, e ao artigo1º, inciso I, do decreto lei 201/67, que prevê pena de dois a 12 anos para gestores que se apropriam de bens ou rendas públicas em proveito próprio ou alheio. (Andréa Haddad)

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LIGAÇÕES | 27/02/2009 - 08:00

Antero vira elo remunerado da Sabesp-Sanecap

Romilson Dourado

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Ex-senador Antero de Barros influencia o prefeito Santos na retomada da proposta de "vender" o sistema de água e esgoto

  A visita do prefeito Wilson Santos (PSDB) à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), no início do mês, poderia ser avaliada como uma cortesia, não fosse o ímpeto demonstrado pelo tucano em estatizar a Sanecap e o interesse já demonstrado pela empresa paulista em adquirir a autarquia cuiabana. Um novo “ingrediente” reforça a tese de que Santos não desistiu da idéia. O seu marqueteiro de campanha, ex-senador Antero de Barros, em que pese morar em Cuiabá, é conselheiro da Sabesp, do governo de São Paulo, e ganha salário para isso. Antero virou espécie de elo entre as duas autarquias.

   Neste cenário, Antero aparece como conexão entre o desejo do prefeito em privatizar a Sanecap e o interesse dos gestores da Sabesp de adquirir a companhia. Aliás, o interesse já foi demonstrado em 2005, quando diretores da companhia paulista vieram a Cuiabá para conhecer as instalações da Sanecap. Na época, menos de 20% do esgoto da Capital eram tratados e a Sanecap apresentava, além de problemas de gerenciamento, índice elevado de inadimplência. Com isso, os empresários desistiram em um primeiro momento do negócio.

   O prefeito fez vários discursos nos dois primeiros anos de gestão sobre o que chamava de sucateamento da Sanecap, tudo para reforçar a tese da privatização do sistema de água e esgoto da Capital. Os vereadores oposicionistas na época Lúdio Cabral (PT), Domingos Sávio (PMDB) e o hoje deputado federal Valtenir Pereira (PSB) lideraram movimento contra a "venda" da autarquia. Fizeram barulho para atestar a viabilidade de investimentos, levando Santos a recuar.

   A fixação do tucanato em vender a companhia ganhou novos contornos com Antero de Barros, que diz ganhar quase R$ 4 mil mensais da Sabesp para integrar o conselho administrativo da empresa. Pelo visto, Antero e Santos estão mesmo afinados com a Sabesp, hoje sob o governador tucano José Serra.

  O prefeito acompanhou diretores da Sanecap em uma “visita técnica” à Sabesp que, oficialmente, serviu somente para conhecer a estrutura da empresa antes de firmar um termo de cooperação tecnológica e de gestão. Com as obras do PAC, a Sabesp "cresceu o olho" à Sanecap que, com a conclusão das obras da ETA do Tijucal, por exemplo, elevará o índice de tratamento de água e esgoto de Cuiabá para 90%.

   Apelo eleitoral

   Wilson Santos só se “curvou” diante do apelo da oposição para que a Sanecap não fosse privatizada e anunciou publicamente que não venderia a companhia, em 2007, ano da aprovação da Lei 11.145. Pela legislação, apenas empresas públicas ou de economia mista (caso da Sanecap) estão habilitadas a receber recursos para obras de saneamento. Se vendesse a companhia, o tucano não receberia os R$ 238 milhões previstos do governo federal para financiar as obras do PAC que se transformaram, em 2008, no carro-chefe de sua campanha à reeleição.

   A oposição teme que a influência do ex-senador Antero junto à diretoria da Sabesp resulte na privatização da Sanecap depois da conclusão das obras do PAC. A Câmara Municipal promete reagir nesse sentido. O vereador Lúdio Cabral (PT), por exemplo, vai apresentar na sessão da próxima terça (3) um projeto que proíbe a privatização da Sanecap. (Andréa Haddad)

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LIGAÇÕES | 31/07/2007 - 19:09

Maggi e Santos agora são Lula desde criancinha

Romilson Dourado

    O governador Blairo Maggi (PR) e o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB) viraram Lula desde criancinha. Por verbas da União e incremento de caixa, os dois demonstram que são capazes de tudo, principalmente de mudar o discurso em pouco tempo. No primeiro mandato do presidente Lula, Maggi o detonou em várias ocasiões. Chegou a escalar até o seu escudeiro Luiz Antonio Pagot para condenar o menosprezo que o petista tinha em relação ao Estado de Mato Grosso. De repente, eis que o governador virou aliado do Palácio do Planalto. Neste terça, Maggi gastou elogios ao petista.

     Agora, Wilson Santos só faltou beijar os pés de Lula. Disse, em discurso, que o petista foi o melhor presidente para Cuiabá. Ignorou até o seu colega tucano FHC. Parecia filiado histórico que aderiu ao lulismo, daqueles convictos de que Lula não sabia de nada sobre os vários escândalos políticos que rondaram e rondam o Palácio do Planalto.

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LIGAÇÕES | 20/05/2007 - 16:32

Leitão coordenou campanhas de Antero e Alckmin

Romilson Dourado

   O ex-senador Antero Paes de Barros tem ao menos três razões para liderar a lista de políticos solidários ao prefeito de Sinop, Nilson Leitão, preso pela Polícia Federal na Operação Navalha sob acusação de direcionar obras à empreiteira baiana Gautama e, em moeda de troca, receber R$ 200 mil de propina.

    Primeiro, porque Antero preside em Mato Grosso o PSDB, do qual Leitão é tido como um dos principais filiados. Nesse caso, é de praxe o dirigente partidário emitir nota em defesa do aliado que eventualmente tenha o nome envolvido em denúncias.

    Segundo, porque aposta que Leitão, pela sua trajetória de "bom gestor" seria inocente, ou seja, não estaria envolvimento em esquema de fraudes em licitação.

   Terceiro, porque o prefeito de Sinop foi o coordenador da campanha de Antero ao governo estadual, no ano passado, quando foi derrotado de novo pelo "rei da soja" Blairo Maggi. Leitão também coordenou no Estado a campanha à Presidência da República de Geraldo Alckmin.

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