Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:17 h

MANIFESTAÇÃO | 01/12/2011 - 11:11

Após paralisação nesta 4ª, juízes aguardam definição do governo

Nayara Araújo

     A mobilização dos 77 juízes trabalhistas de Mato Grosso, que paralisaram as atividades nesta quarta (30), fez com que 350 audiências tivessem que ser remarcadas. Em todo país, pararam 3,6 mil magistrados, fazendo com que 20 mil sessões fossem adiadas. O ato foi promovido pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Associação Mato-Grossense dos Magistrados (Amam). Agora, eles aguardam um posicionamento da União para decidir se deflagram ou não uma greve.

      Os magistrados reivindicam segurança no âmbito profissional, recomposição das perdas inflacionárias e uma política previdenciária reajustada. A classe também pede mudanças no sistema de saúde, que não previne os agravos físicos e mentais, nem proteção previdenciária. “Muitos de nós sofremos ameaças constantemente e somos submetidos ao estresse de cumprir o dever constitucional”, protesta o presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 23ª Região (Amatra 23), Ivan Tessaro.

     Ele assegura que o governo federal acumula perdas inflacionárias desde que foi definido o teto máximo do serviço público e garante que desde 2006 a União só acrescentou 5% das perdas de recomposição salarial, que chegam a 22%. Ele lembra que esta é a primeira vez que os juízes trabalhistas resolvem cruzar os braços em protesto.

 

MANIFESTAÇÃO | 24/10/2011 - 20:57

Sindicato defende servidores e chama Henry de incompetente

Glaucia Colognesi

     Indignado com as declarações do secretário estadual de Saúde de que os funcionários estão “mal acostumados”, o Sindicato dos Servidores da Saúde e Meio Ambiente (Sisma) emitiu uma nota de repúdio a Henry. Para a presidente do Sisma, Aparecida Silva Rodrigues, a atitude dele é "no mínimo, desrespeitosa, descabida e infeliz".

    Aparecida afirma ainda ver com muito pesar e desprezo a forma como Henry se reporta a classe. A sindicalista avalia que, com este tipo de comportamento, Henry tenta transferir aos profissionais a responsabilidade pela "incompetente gestão de administradores não comprometidos com a saúde pública".

    A expressão "mal acostumados" foi usada por Henry quando justificava a resistência da categoria pelo novo modelo de gestão feito com a participação de Organizações Sociais de Saúde (OSSs). Segundo ele, "os servidores estão mal acostumados com a omissão do Estado em gerenciar o trabalho do funcionalismo público".

    O sindicato da classe, por sua vez, protesta contra o abandono e o descaso com a saúde demonstrado pelo últimos gestores públicos e questiona a falta de interesse de Pedro Henry em desenvolver os serviços que estão sob sua tutela transferindo-as às OSs.

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MANIFESTAÇÃO | 25/08/2011 - 08:39

Paralisados, servidores cobram serviços públicos de qualidade

Sissy Cambuim

     Pela primeira vez uma série de entidades nacionais representativas de diversas categorias resolveram cruzar os braços para cobrar uma negociação com o governo federal. O ato chamado “Dia Nacional pelo Direito a um Serviço Público de Qualidade”, que aconteceu nesta quarta (24), reuniu em Mato Grosso auditores fiscais da Receita Federal, delegados da Polícia Federal, peritos criminais, advogados públicos da União e auditores fiscais do trabalho.

     Eles cobram, principalmente, a reestruturação das carreiras e a realização de concursos públicos para suprir a demanda que tem crescido desproporcionalmente nos últimos anos. De acordo com o delegado nacional dos auditores fiscais do trabalho, Amarildo Borges, em todo o país, somente nos últimos 2 anos, 500 profissionais da categoria se aposentaram e apenas 200 foram contratados.

     No Estado, uma situação peculiar mostra a dificuldade de suprir a demanda. “Em 2008 entraram 80 novos auditores e, então, passamos a contar com 130, mas com as aposentadorias, hoje temos menos de 60 nos nossos quadros. Enquanto isso, a demanda só vem aumentando. Mato Grosso é o segundo Estado em ocorrência de trabalho escravo, seremos sede da Copa de 2014, há um crescimento geral na atividade econômica e não conseguimos fiscalizar tudo isso. O resultado é o aumento nos acidentes de trabalho, por exemplo”, explicou.

     Outra categoria que sofre com um crescimento na demanda estadual são os auditores fiscais. Segundo o presidente do sindicato nacional dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) em Mato Grosso, Carlos Cathalat, somente cinco profissionais atuam no posto da fronteira, em Cáceres. Além deles, há mais 63 lotados em Cuiabá.

MANIFESTAÇÃO | 19/04/2011 - 17:42

Jogadores do Mixto cobram salários em sabatina de Eder

Patrícia Sanches e Andréa Haddad

     Revoltados com o atraso nos salários, jogadores do Mixto Esporte Clube fazem uma manifestação em frente à Assembleia. Eles tentam entrar no plenário para assistir à sabatina do futuro presidente da Agecopa e ex-secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, presidente da Associação dos Amantes do Futebol e Amigos do Mixto (Afam).

     Segundo os jogadores, os salários de fevereiro e março não foram repassados. A dívida com os atletas é de R$ 200 mil. Eles alertam que o montante pode chegar a R$ 300 mil, se os vencimentos deste mês também não forem quitados. Os jogadores também temem que Eder deixe de liberar o dinheiro referente a um acerto, previsto para ser pago em junho.

     Após ser indicado pelo governador Silval Barbosa (PMDB), Eder será sabatinado pelos deputados na sessão vespertina desta terça (19). Somente depois disso ele vai assumir a presidência da Agecopa. O substituto de Eder no comando da Casa Civil é o ex-deputado José Lacerda (PR), que trabalhava como assessor da pasta.

     Eder assume a Agecopa num momento conturbado. Moradores e deputados reclamam do atraso na execução dos projetos voltados para a Copa do Mundo de 2014, que tem Cuiabá como uma das 12 cidades sedes. Diante da pressão, os parlamentares aprovaram, mediante acordo com Silval, o projeto que altera o sistema de administração da Agecopa, de diretoria colegiada para presidencialista, com um presidente e seis diretores.

     Na Agecopa, Eder vai trabalhar com o auxílio dos diretores Roberto França (Comunicação e Marketing), Yuri Bastos Jorge (Assuntos Estratégicos), Agripino Bonilha (Articulação Interinstitucional), Jefferson de Castro (Orçamento e Finanças), Carlos Brito (Infraestrutura) e Yênes Magalhães (Planejamento), que desde o ano passado, com a saída de Adilton Sachetti, vem respondendo também pela presidência da autarquia.


 

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MANIFESTAÇÃO | 17/09/2010 - 17:51

Desembargador garante que greve não deve prejudicar as eleições

Cristiane Gomes

   A 16 dias das eleições, em meio à greve dos servidores do Poder Judiciário Federal de Mato Grosso, o presidente do TRE , desembargador Rui Ramos, garante que não haverá prejuízos aos eleitores. “Sabemos da importância dessa eleição e tudo vai transcorrer naturalmente”, afirmou.

   Os servidores decidiram manter por tempo indeterminado a greve deflagada nesta semana. Eles revindicam reposição salarial de 56%, referente à inflação acumulada desde 2006, além do arquivamento imediato do Projeto de Lei 549/2009, que prevê o congelamento dos salários dos servidores e que já passou pelo Senado e tramita agora na Câmara Federal.

   Na próxima segunda (20) os servidores se reúnem para uma assembleia no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para nova avaliação deliberativa. A partir das 7h30 os participantes estarão visitando os colegas de trabalho do TRT, fazendo contatos e distribuindo panfletos.
 

MANIFESTAÇÃO | 07/09/2010 - 11:14

Há 7 anos Maggi recebia tortada no rosto lançada por um ativista

Romilson Dourado

Blairo Maggi no instante em que recebia torta no rosco   Há exatos 7 anos Blairo Maggi, hoje candidato a senador, recebia uma torta no rosto. A cena se deu quando o então governador estava num palanque montado na avenida Getúlio Vargas, no centro de Cuiabá, e acompanhava o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em alusão à Independência do Brasil. Acionista do Grupo Amaggi e no ranking de maior produtor individual de soja do mundo (hoje quem é o rei da soja é o primo Eraí Maggi), Blairo se encontrava no meio do palco, ao lado da esposa, ex-primeira-dama Terezinha, que respondia pela pasta de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, e de outras autoridades, como secretários, deputados e do então prefeito Roberto França. Um ativista ligado à organização anticapitalista “Confeiteiros Sem Fronteiras” subiu no palanque disfarçado de jornalista. Por volta de 10h30, ele lançou a torta à base de soja em direção ao governador, acertando o rosto deste em cheio. O agressor foi preso em flagrante e reclamou de agressão enquanto era conduzido à Delegacia.

    A partir desse episódio, Maggi passou a contar com maior esquema de segurança. Constrangido, ficou uns três anos sem prestigiar os desfiles de 7 de Setembro na Capital. Sempre escalava o então vice e hoje governador Silval Barbosa para representá-lo, enquanto se dirigia para sua residência em Rondonópolis. Na solenidade deste domingo em Cuiabá, por exemplo, o ex-governador não estará presente.

    Foram presos na época quatro jovens. Permaneceram detidos durante todo o dia para interrogatório. Eles responderam a processos-crimes por agressão ao governador e a um coronel PM, por resistência à prisão, desacato e até por formação de quadrilha. O autor da tortada alegou que o protesto foi contra a falsa ideia de independência passada pelo governo e pelos militares. Lembrou que "um Brasil que sempre foi controlado pelos países do primeiro mundo, como Inglaterra e Estados Unidos, e que agora por instituições como FMI, Banco Mundial e OMC, não pode ser independente". O ato também foi contra as comemorações que são organizadas pelo Estado e pelos militares, que impuseram o regime de ditatura por 21 anos no país, de 64 a 85.

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MANIFESTAÇÃO | 12/12/2009 - 22:00

Ato contra corrupção vira fiasco; PT e PSDB comparecem

Romilson Dourado



Grupo se reúne na praça da República e nem se arrisca a sair em caminhada, diante do fracasso do evento

   A 1ª Caminhada pela Ética, Cidadania e Transparência, realizada neste sábado, só conseguiu reunir meia dúzia de pessoas, assim mesmo contando com militantes do PT, partido que se igualou aos demais e jogou no lixo o carimbo de ético e transparente, assim como do PSDB, que também se vê na berlinda devido ligação de alguns representantes em escândalos. Os organizadores, que se reuniram na praça da República para iniciar a caminha pela avenida Getúlio Vargas, se mostrado decepcionados com tamanho fracasso do movimento e pela ausência das chamadas massas populares. Tinha mais repórteres, cinegrafistas e fotógrafos cumprindo pauta, do que manifestantes.

Ademar Adams, da Ong Moral, vê boicote de políticos  Gilmar Brunetto, da Ong Moral, afirma que o ato não teve êxito por falta de estrutura. Em caminhada, as cerca de 20 pessoas presentes não chamariam a devida atenção. “Correríamos o risco de sermos atropelados por uma moto, de tão pouca gente que veio”, brincou. O diretor-administrativo da Moral, Ademar Adams, acredita que o fiasco do ato ocorreu por causa da própria corrupção. Ele explica que o objetivo da caminhada era ser uma grande marcha para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção, ocorrido na última quarta (9), e chamar atenção da sociedade para o papel de fiscal. Mas tudo indica, conforme Adams, que o ato foi sabotado por influência de políticos mato-grossenses em Brasília, que impediram a participação efetiva da Controladoria-Geral da União em Mato Grosso (CGU), que convocou o ato juntamente com o Movimento de Combate à Corrupção (MCCE) e outros movimentos sociais.

   A Ong levantou a suspeita após Arnaldo Gomes Flores, da CGU, um dos que mais combateram a corrupção no Estado de Alagoas, afirmar que não iria partcipar da manifestação alegando “ordens superiores” para abortar o ato. Representantes da Ong acreditam que políticos de MT envolvidos em escândalos “mexeram os pauzinhos” em Brasília para impedir que a sociedade fosse alertada e lembrada de tantos escândalos nacionais. “O escândalo das obras do PAC é o mais recente e as verbas nem eram tão grandes assim. Então, o que nos preocupa é que, se os culpados não forem punidos, o que poderá acontecer com os bilhões que virão para a Copa do Mundo de 2014?”, questionou o presidente do MCCE, Antônio Cavalcanti, o Ceará.

   O pequeno grupo pretendia distribuir 5 mil cartilhas com o título “Olho Vivo no Dinheiro Público”, editada pela CGU. "A sociedade precisa ser alertada o quanto antes. Estamos engatinhando na direção de denunciar problemas de corrupção. Se a sociedade não estivesse atenta, não seriam descobertos os escândalos das sanguessugas, o mensalão, a caixa-preta e o crime organizado. Por isso, atos como este não podem ser impedidos de acontecer”, disse Ceará.

   Várias faixas foram colocadas na praça da República para chamar a atenção de quem passava por ali. Nelas, as entidades organizadoras destacavam que a corrupção mata porque, a cada R$ 50 mil desviados no Brasil, uma pessoa morre por falta de saneamento, saúde e má alimentação. Outro dado levantado pela CGU que constava nas faixas era de que a corrupção custa aos cofres públicos R$ 100 bilhões por ano.


   Até às 9h, quase todos que estavam em concentração na praça eram políticos ou representantes de movimentos sociais. Vilson Aguiar, reeleito à presidência do PT de Cuiabá, apareceu de bermuda e uma camiseta de vermelha, cor do seu partido, assim como a ex-vereadora petista Enelinda Scala, e o fundador da legenda no Estado Urbano Reis, o Índio. A presidente da subsede Cuiabá do Sintep, Helena Maria Bortolo, derrotada a vereadora em 2008 pelo PT, os vereadores tucanos Roosevelt Coelho e Antonio Fernandes, também apareceram na praça. Pedro Taques, procurador da República e pré-candidato ao Senado, era aguardado. Por telefone, ele informou ao RDNews que não sabia se iria ao ato porque estava aproveitando o sábado para pagar contas. Quem esperava Taques cansou. Ele não apareceu na praça. (Adriana Nascimento)




Representantes de entidades, como Sintep, MCCE e Ong Moral, expõem faixas de apelo contra corrupção
Fotos: Josinei Moreira

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MANIFESTAÇÃO | 09/12/2009 - 17:18

MCCE promove caminhada contra corrupção neste sábado

Romilson Dourado

  Milhares de cuiabanos devem participar neste sábado (12) da 1ª Caminhada Mato-grossense pela Ética, Cidadania e Transparência. O evento comemora o Dia Internacional Contra a Corrupção e é organizado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), presidido por Antônio Cavalcanti, o Ceará. O início da passeata acontece às 8h na Praça da República. Os manifestantes seguem pelas ruas da Capital até o Colégio Liceu Cuiabano, onde será realizado um ato público, com apresentação pela Controladoria Regional da União em Mato Grosso do Portal da Transparência e de outras ações de prevenção e estímulo ao combate da corrupção.
 
  O objetivo do MCCE é conscientizar a população sobre a existência de mecanismos que facilitam a fiscalização do gerenciamento do dinheiro público. O Dia Internacional contra a Corrupção é comemorado nesta quarta (9), data em que o Brasil e outros 111 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, na cidade mexicana de Mérida, em 2003. O Congresso Nacional brasileiro aprovou o texto em maio de 2005. O documento prevê que haja cooperação dos países para que se possa recuperar o dinheiro desviado dos países, por meio de rastreamento, bloqueio e devolução de bens. (Patrícia Sanches)

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MANIFESTAÇÃO | 26/09/2009 - 10:03

Policiais federais de MT "cruzam os braços" por 24h na 4ª

Romilson Dourado

  Os Policiais Federais de Cuiabá aderiram ao movimento nacional de paralisações pontuais, para alertar o governo federal sobre a iminência de uma greve geral. Vão “cruzar os braços” por 24h nesta quarta (30). Cobram o reenquadramento dos egressos do último concurso realizado em 2004, além de reajuste salarial previsto em um acordo com o governo federal em 2 de fevereiro de 2006.

   A paralisação será nacional e em Cuiabá o protesto inicia a partir das 8h, em frente à Superintendência Regional. Nesta sexta (25), o Ministério da Justiça encaminhou ao  do Planejamento, Orçamento e Gestão um documento autorizando o reenquadramento dos policiais federais da terceira classe. Apesar disso, o movimento de paralisação nacional foi mantido. Pela proposta do governo, os servidores terão um mês de terceira classe progredindo para a segunda e o tempo anterior conta para a progressão à primeira classe, isto é, o tempo de terceira conta como se fosse de segunda classe. (Patrícia Sanches)

MANIFESTAÇÃO | 06/08/2009 - 14:29

Representantes sociais pedem "cabeças" de Ralf e Lutero

Romilson Dourado

   Faixas, cartazes e um carro de som foram o pano de fundo das manifestações contra os vereadores Ralf Leite (PRTB), que responde na Justiça pelos crimes de exploração sexual, ameaça, desacato à autoridade e falsidade ideológica, e Lutero Ponce (PMDB), que está sendo acusado de promover  rombo de mais de R$ 7,5 milhões ao erário. O "barulho" foi feito nesta quinta (6) em frente à Câmara de Cuiabá, que organizada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), chamou a atenção da população que passava no local.

   Outras entidades como OAB, MST, Sindicato dos Jornalistas, Sintep, representantes da Ong Moral e estudantes de escolas públicas lotaram as galerias da Câmara e a frente do Legislativo. Frases como "mete chifre neles" e "vamos lavar, vamos lavar" serviram de grito de guerra para os manifestantes que fizeram uma verdadeira limpeza em frente do Legislativo.

   Polêmico, o tenente de reserva Juvelino da Silva Lara, o Lara (ex-PHS e hoje PPS), compareceu ao local trajando roupa vermelha, "fabricou" uma pizza, em cima de um pequeno caixão, além de ter feito uma fogueira com mandiocas. Questionado sobre as ações dos parlamentares, Lara disse que a sessão não passava de uma farça. "O que está acontecendo hoje não passa de mentira. Se isso tivesse acontecido no Oriente Médio, eles teriam sido decapitados em praça pública. Eles têm que ser presos", desabafou. Em meio aos protestos, o tentente ironizou dizendo que a Câmara tem distribuído para a população cuiabana sacola com bananas, pepino e fumo de corda.

   Contrário a opinião de Lara, o advogado do MCCE, Vilson Neri, que também estava no local e a todo instante discursava a favor da cassação do vereador Ralf Leite e pela investigação da gestão de Lutero Ponce, disse crer que algo será feito. "Acredito que sim, que alguma coisa será feita. A galeria (da Câmara) está cheia, isso mostra que a população está incomodada". Acrescentou ainda que parlamentares assim não deveriam estar na Câmara. "Vamos afastar essas pessoas que não têm ética, que não respeitam a população", disse Neri.

   O presidente do MCCE, Antônio Cavalcante, o Ceará, enfatizou em seu discurso a consciência da população. "Com essa manifestação não queremos mostrar apenas os desvios de dinheiro, improbidade administrativa, entre tantas outras ações. Queremos também que a população se conscientize", explicou. Questionado sobre as decisões que seriam tomadas na sessão desta quinta (6), Ceará afirmou que "eles (vereadores) devem cassar e investigar os parlamentares. Se não fizerem isso, estarão definitivamente desmoralizados". (Lisânia Ghisi)

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Clique no play e veja a manifestação em frente à Câmara

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MANIFESTAÇÃO | 25/06/2009 - 16:51

Mais de 220 sem-terras acampam em frente ao Incra

Romilson Dourado

   Cerca de 220 sem-terras de todo o Estado estão acampados na frente do Incra. Os manifestantes reclamam da falta de diálogo com o superintendente do Incra, Willian Sampaio. “Ontem tentamos falar, mas ele (Willian) não quis conversa. Mandou que nós desocupássemos o local”, conta o coordenador estadual do MST, Edilson Almeida. Ele garante que os posseiros não vão “arredar o pé” da frente do órgão enquanto o superintendente não os atender. “Queremos uma resposta. Existem áreas que o governo federal já comprou e o Incra não regulariza. Assim, corremos o risco de ser despejados”

   A decisão de acampar na frente do Incra foi tomada depois que posseiros da fazenda Bordolândia, região de Bom Jesus do Araguaia, foram expulsos pelo Ministério Público Federal. Após o despejo, os sem-terras trancaram a BR-158 km 310 e só liberaram a pista após a morte de dois manifestantes e muita negociação-veja aqui. Na segunda (22), eles se reuniram com representantes do Incra, MP e do governo, mas não chegaram a nenhuma decisão. “Do mesmo jeito que eles (sem-terra) foram expulsos, nós também podemos ser”

   Cerca de 3,5 mil famílias mato-grossenses fazem parte do Movimento. Segundo Edilson, representantes de nove acampamentos estão acampados na frente do Incra. “Tem gente de todos os cantos do Estado. Se for preciso, ficaremos meses aqui na frente”, disse. Os sem-terras armaram suas barracas nos dois lados da rua que fica na frente do órgão, situado no Centro Político Administrativo. Eles controlam a entrada e saída de pessoas no Incra. No acampamento improvisado, os manifestantes cozinham em fogueiras e ficam de campana. (Patrícia Sanches) 


Sem-terras montam acampamento na frente do Incra para reinvidicar regularização de áreas já compradas

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MANIFESTAÇÃO | 24/06/2009 - 14:27

Jornalistas cuiabanos realizam missa de 7º dia do diploma

Romilson Dourado

   Os jornalistas de Mato Grosso realizam nesta quarta (24) a missa de sétimo dia da extinção da exigência do diploma da profissão no país. O Sindicato dos Jornalistas (Sindjor) organiza uma série de manifestações em todo o Estado. O objetivo é demonstrar a insatisfação da categoria com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que na última quarta (17), derrubou a exigência do diploma dos jornalistas. A obrigatoriedade de ensino superior para exercer a profissão existia há mais de 40 anos. "Não vamos desistir de reverter a situação e reconquistar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, ainda que o Supremo seja pleno, porque sempre há formas de recolar as matérias, de lutar via Congresso e a população também", disse a keka, presidente da Sindjor.   

   Em Cuiabá, a vigília será no Secs Arsenal e terá início às 19h. O Centro Cultural do Banco do Brasil, fará um debate sobre o "new jornalism". Já em Rondonópolis o protesto terá início às 14h na Câmara Municipal. Durante as manifestações, os jornalistas vão estar vestidos de preto, com nariz de palhaço e velas. Sob argumento de que a exigência do diploma não está autorizada pela Constituição Federal de 1988, o ministro mato-grossense Gilmar Mendes foi um dos principais responsáveis pela queda da lei de imprensa nº 5.250, instituída em 1967, em pleno regime militar, que assegurava a exigência do diploma para exercer a profissão -saiba mais aqui (Patrícia Sanches)

 

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MANIFESTAÇÃO | 11/05/2009 - 15:52

Produtores ameaçam invadir frigorífico mais uma vez

Romilson Dourado

   Mais de 100 produtores rurais continuam acampados em frente ao frigorífico Quatro Marcos, localizado em São José dos Quatro Marcos (330 km de Cuiabá). Na última sexta (8), a empresa conseguiu um mandado de desapropriação para que os produtores desocupassem o pátio, ocupado há uma semana. Mesmo sob determinação da Justiça, os produtores permanecem do lado de fora do frigorífico, na esperança de conseguir receber a dívida de cerca de R$ 9 milhões - veja aqui.

   Conforme o advogado e pecuarista Gustavo Cardoso, que faz parte do grupo de manifestantes, eles aguardam somente a chegada do diretor financeiro da empresa em São Paulo, Jonas Sales, para tentar uma nova negociação. Gustavo alerta, porém, que caso não haja entendimento, os produtores vão invadir novamente o frigorífico com o maquinário que está estacionado em frente ao local. "se não houver uma resposta, ninguem vai entrar ou sair da empresa", diz o pecuarista.

   O movimento ganhou força e outros seguimentos prestam solidariedade aos acampados, inclusive o pároco da cidade de São José dos Quatro Marcos, padre Jorge, que na última sexta se juntou ao movimento. Segundo os pecuaristas, o movimento vai se manter até que algum proprietário do frigorífico venha negociar. "Enquanto isso não acontecer e se for necessário, os pecuaristas resistirão com as forças que tiverem", diz Gustavo.

   As reivindicações dos pecuaristas com o bloqueio de abates no frigorífico Quatro Marcos são o pagamento imediato dos créditos em atraso; respeito aos direitos dos produtores; pagamento de um preço justo e na data aprazada; implantação da balança do produtor (Famato); vendas a prazo (30 dias) somente com garantia bancária ou dentro do limite do frigorífico; diminuir a diferença do preço aplicado aqui e com os dos grandes centros; mudança na proposta de pagamento apresentada na recuperação judicial; pagamento de um frete mais justo às transportadoras e pagamento em dia. (Flávia Borges)

MANIFESTAÇÃO | 09/05/2009 - 10:22

Trabalhadores da Brenco negociam rescisão salarial

Romilson Dourado


Provenientes de Alagoas, funcionários da Brenco "fecham" rodovia em protesto contra atraso salarial

   Quase 400 trabalhadores da usina de cana-de-açúcar Brenco, em Alto Taquari (a 470 km ao Sul de Cuiabá), continuam ocupando neste sábado (9) a sede da empresa. Eles aguardam fiscais do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, que se deslocam de Cuiabá ao município apenas para negociar com a diretoria da empresa o acerto de contas dos funcionários. Após receber o dinheiro, eles deverão retornar a Alagoas, de onde vieram para trabalhar na Brenco.

   O tráfego flui normalmente na MT-100, que liga Alto Taquari a Alto Araguaia. Nesta sexta (8), os trabalhadores fizeram uma manifestação com pneus, carros, fogueiras e paus - saiba mais aqui. Eles "trancaram" a rodovia estadual e só deixaram o trecho, liberando o trânsito, após o mandado de desocupação ser expedido pelo juiz da Comarca de Alto Araguaia, Carlos Augusto Ferrari.

    Cerca de 35 policiais militares foram cumprir a determinação judicial e entraram em confronto com os manifestantes. Para retirá-los da rodovia, policiais efetuaram disparos de arma de fogo e lançaram gás lacrimogênio para dispersar os trabalhadores. Não houve feridos. (Andréa Haddad)

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MANIFESTAÇÃO | 08/05/2009 - 20:00

Funcionários de usina em Alto Taquari bloqueiam MT-100

Romilson Dourado








Reforço policial de Rondonópolis chega a Alto Taquari num ônibus e, mesmo assim, protestantes resistem e mantêm a rodovia bloqueada e estão pronto para confronto, enquanto PMs montam estratégia para ofensiva

   Mais de 300 trabalhadores da usina de cana-de-açúcar Brenco, em Alto Taquari (a 470 km ao Sul de Cuiabá), fazem nesta sexta (8) um protesto e interditam a MT-100, que liga o município a Alto Araguaia. Segundo informações da Polícia Militar, os manifestantes chegaram no início da tarde à sede da empresa e passaram a impedir o acesso de funcionários e clientes ao local. Os demais trabalhadores que estavam dentro da empresa tiveram que esperar o fim do motim para deixar a sede. Por volta das 17h30, os funcionários fizeram uma passeata de aproximadamente 10 quilômetros, entre a sede da Brenco e o trecho da rodovia MT-100. Em seguida, bloquearam a rodovia estadual.

   Com pneus, carros, fogueiras e paus, os manifestantes passaram a impedir o tráfego de veículos nos dois sentidos da pista. O Comando da PM em Alto Araguaia enviou 35 policiais para o local a fim de evitar confrontos. Proprietários da Brenco e membros da cúpula da PM  já solicitaram ao juiz da Comarca de Alto Araguaia, Carlos Augusto Ferrari, a expedição de mandado em que determina a desocupação da área. "Provavelmente, a liminar sairá nas próximas horas e será cumprida neste sábado (9), por volta das 7h", informou, por telefone, o coronel PM César. Ao todo, a usina Brenco conta com quatro mil funcionários. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e salários. Esta é a terceira paralisação da categoria. O clima é tenso. (Andréa Haddad)

(Às 22h) - Policiais atiram para alto para tentar dispersar protestantes; clima é tenso

  A tropa militar avança rumo aos trabalhadores da usina que bloquearam a MT-100, próximo ao perímetro urbano de Alto Taquari. Em meio a gritos e xingamentos, há disparos de tiros. Alguns protestantes correm, enquanto outros resistem. A polícia lança gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes. Não há feridos, por enquanto. Aumenta a tensão por causa do conflito.

(Às 22h15) - Encurralados e sob ameaças, manifestantes correm e liberam a rodovia

  Os policiais militares conseguiram fechar cerco e encurralar os mais de 300 trabalhadores da usina Brenco que "trancaram" a MT-100 de tal modo que eles, em determinado momento, saíram correndo. Os manifestantes se espalharam pelo perímetro urbano de Alto Taquari, enquanto PMs, fortemente armados, perseguiram-nos. Houve vários disparos de tiros durante ao menos 20 minutos de muita tensão. Nesse momento, a pista da rodovia entre Alto Taquari e Alto Araguaia está liberada, depois de mais de quatro horas bloqueadas. (Romilson Dourado)


Fortemente armados, policiais conseguiram colocar manifestantes para correr e, assim, liberaram a MT-100

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MANIFESTAÇÃO | 08/05/2009 - 19:44

Juiz manda produtores desocupar frigorífico; clima é tenso

Romilson Dourado

   Cerca de 70 produtores rurais, de um total de 103, permanecem acampados em frente ao frigorífico Quatro Marcos, localizado em São José dos Quatro Marcos (330 km de Cuiabá), mesmo após liminar da Justiça determinando a saída do local. Conforme um dos produtores que participam da manifestação para recebimento de cerca de R$ 8 milhões do frigorífico, Armando Duarte, ninguém pretende deixar o lugar antes de uma negociação com a empresa. "Nós não vamos sair daqui. Eles (policiais) terão que nos tirar à força", diz o produtor.

   Ele explica que diversas tentativas de negociação foram feitas pela categoria, sem sucesso. "Nós já propusemos de tudo. Abrimos mão dos juros, aceitamos receber apenas 10% do valor e dividir o resto em 10 parcelas, mas eles se recusam a fazer qualquer acordo. Agora, já que eles não aceitam, nós também não vamos sair daqui", disse Armando. O frigorífico foi interditado

   As reivindicações dos pecuaristas com o bloqueio de abates no frigorífico Quatro Marcos são o pagamento imediato dos créditos em atraso; respeito aos direitos dos produtores; pagamento de um preço justo e na data aprazada; implantação da balança do produtor (Famato); vendas a prazo (30 dias) somente com garantia bancária ou dentro do limite do frigorífico; diminuir a diferença do preço aplicado aqui e com os dos grandes centros; mudança na proposta de pagamento apresentada na recuperação judicial; pagamento de um frete mais justo às transportadoras e pagamento em dia. (Flávia Borges)

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MANIFESTAÇÃO | 29/04/2009 - 13:25

Após mortes, oficiais pedem mais segurança no trabalho

Romilson Dourado

    Após o assassinato de uma oficial de Justiça no último dia 23, em São Paulo, e outro no Maranhão, um dia depois, mortos com tiros à queima-roupa, sindicatos do Poder Judiciário de todo o país realizarão um manifesto nesta quarta (29). “Em todos os lugares sofremos ameaças, agressões e agora até mortes. Isso não pode continuar”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos.

   Em Mato Grosso, a manifestação ocorrerá na frente do Fórum da Capital, a partir das 13 horas. “Vamos nos solidarizar com a família dos nossos companheiros mortos e, ao mesmo tempo, sensibilizar o governo sobre os riscos que corremos”, conta Rodrigues. Segundo ele, existem muitos relatos de profissionais que são ameaçados e até agredidos no ato da entrega de intimações e mandados. “Na semana passada, por exemplo, fui ameaçado quando estava cumprindo um mandado. Tive que chamar reforço policial”, conta o oficial Artur de Souza.

  Rosenwal conta ainda que os oficiais planejam entrar em greve, caso o presidente do Tribunal de Justiça, Mariano Travassos, não aumente a verba indenizatória referente ao ressarcimento da produtividade dos servidores. Em maio do ano passado, os oficiais deflagraram greve para aumento do subisídio. O então presidente do TJ, Paulo Lessa, propôs aumento parcial da verba de R$ 100 para R$ 400 e rediscussão em dezembro. “Já estamos discutindo há 5 meses. Se não houver acordo vamos iniciar outra greve”, assegura.

   Os oficiais reclamam do fato de cumprirem diligências com seus próprios veículos. “A verba indenizatória é tão pequena que acabamos quase pagando para trabalhar”, critica o presidente do sindicato. Hoje existem cerca  de 600 oficiais em todo o Estado. Destes, 140 atuam em Cuiabá. O salário inicial é de R$ 1,1 mil. (Patrícia Sanches)

MANIFESTAÇÃO | 19/02/2009 - 18:28

Na bronca, servidores fazem "enterro" de Santos

Romilson Dourado

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Manifestantes pedem reposição salarial e "enterram" o prefeito
Foto: Lisânia Ghisi

   Servidores públicos de Cuiabá realizaram o "enterro" simbólico do prefeito Wilson Santos (PSDB) nesta quinta (19). Trata-se de um protesto pela falta de correção salarial. Armaram um verdadeiro "show" com carro de som e um caixão cheio de flores em homenagem ao virtual defunto. Passaram a gritar palavras de ordem e pedidos ao prefeito. "Ele (Santos) alega que há crise. Engraçado que está esbanjando dinheiro. Até deu 120% de aumento para os DAS", afirma o presidente do Sindicato dos Servidores Jaime Mettelo.

  Os funcionários argumentam que já protocolaram dois pedidos de audiência junto ao prefeito e não obtiveram êxito. Santos nega. Segundo o gestor tucano, nenhum pedido nesse sentido chegou as suas mãos. "Não estou sabendo de nenhuma reivindicação. Mas vou determinar que Oswaldo Sobrinho (secretário de Governo) converse com eles", assegura.

   A manifestação teve início às 14h e se estendeu até o final da tarde. O protesto ocorreu em frente ao Hospital e Pronto-Socorro Municipal. "Nossa categoria está doente. Precisamos de ajuda. O prefeito precisa nos ouvir". Entre as reinvidicações dos servidores estão pedido de reposição salarial, prêmio-desempenho de 25% que hoje é de 2%, correção imediata dos enquadramentos baseados no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores e correção do adicional por tempo de serviço. Ainda segundo Metello cerca de 70% dos servidores ganham apenas um salário mínimo. "Nosso salário está defasado nada menos que 314%". (Patrícia Sanches) 

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