Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:21 h

MUDANÇA | 10/01/2012 - 16:53

Vamos começar do zero, diz presidente do Crea em posse

Kamila Arruda

Juares Samaniego     O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea), o engenheiro civil Juares Samaniego, inicia sua gestão pedindo o auxílio de todos os conselheiros para fazer a readequação do órgão diante da redução de 13% na receita do órgão. “Neste ano, vamos começar do zero de novo, pois vamos readequar o Crea novamento”, pondera.

     A diminuição no montante se deve à criação de conselho próprio de Arquitetura, antes vinculado ao Crea. Com a mudança, a receita estimada para este ano é de R$ 16 milhões, aproximadamente R$ 2 milhões a menos que no último ano. Juares também pretende intensificar os trabalhos nas propriedades rurais, principalmente no interior, onde a demanda é maior.

     Segundo o presidente, em novembro do último ano, o Crea chegou a fazer uma fiscalização em várias regiões do Estado, mas com o intuito de apenas orientar os agricultores sobre a importância da utilização dos denfensivos agrícolas. Ele ressalta que no próximo mês deve ser feita outra fiscalização, desta vez para notificar os produtores que não estiverem adotado as medidas recomendadas.

     O engenheiro tomou posse em sessão plenária ordinária nesta terça (10), sucedendo o pré-candidato a prefeitura de Várzea Grande Tarciso Bassan. Ele foi eleito com mais de 70% dos votos válidos para o triênio 2012-2014. Ele é graduado pela UFMT e atua há 23 anos no Estado, projetando e executando obras que somam mais de 60 mil m² de área construída. Além disso, Juares foi conselheiro por 2 mandatos consecutivos, entre 2005 e 2010, da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea.

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MUDANÇA | 16/11/2011 - 13:32

Henry deixa o comando da Saúde e adjunto assume por 12 dias

Valérya Próspero

Pedro Henry     A exoneração do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP), deve ser oficializada entre esta quarta (16) e quinta (17). No quinto mandato de deputado federal, o progressista estava licenciado, mas vai retornar à Câmara por 12 dias, de 16 a 28 de novembro, para garantir a inclusão de suas emendas no Orçamento Geral da União (OGU) de 2012. Enquanto isso, a pasta fica sob o comando do secretário adjunto de Saúde, Vander Fernandes.

     Henry relutou em deixar o cargo. Como não conseguiu entrar em acordo com os ex-colegas de partido, o deputado federal Eliene Lima, e o suplente Roberto Dorner, que migraram para o PSD, o secretário se vê obrigado a voltar à Casa. Henry garante, com sua presença no Legislativo, acesso à articulação de recursos que podem chegar a R$ 20 milhões por meio de emendas parlamentares.

     Mesmo com o retorno, ele assegura que vai dividir a destinação das verbas com Neri Geller (PP), suplente que estava legislando no lugar do secretário. Henry ainda não partiu para Brasília. Segundo a assessoria, ele está em atividades externas e deve voltar à secretaria hoje para informar o horário em que deve pegar o avião.

     O deputado Eliene também volta à Câmara. A previsão é que esteja em Brasília nesta quarta (16) ou na próxima segunda (21). Ele foi exonerado da secretaria de Ciência e Tecnologia com a finalidade de garantir suas emendas, que, por sinal, não pretende dividir com ninguém. Sua permanência na Casa deve ser mais prolongada que a de Henry. Ele chegou a cogitar ficar na Capital Federal por quatro meses.

     O social-democrata já devia estar no Distrito Federal há dias, mas seus teve que postergar o retorno. Ele foi vítima de um assalto e teve o joelho baleado. Sem poder sair do hospital, o parlamentar só recebeu alta médica nessa terça (15).

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MUDANÇA | 27/10/2011 - 13:24

Afilhado de Júlio, Fabris troca o DEM pelo PSD e espera ser recompensado

Romilson Dourado

Gilmar Fabris   O polêmico Gilmar Fabris, que nas eleições do ano passado contrariou orientação do DEM e apoiou o projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), pulou para o recém-criado PSD. É mais um ex-deputado "puxado" para o partido conduzido no Estado pelo cacique José Riva.

   Fabris alega que trocou o Democratas (ex-PFL) pelo novo partido por causa de interesses locais. Quer fortalecer sua base, que é Rondonópolis, terceiro maior colégio eleitoral e onde o PSD começa a ganhar força com o vereador Mohamed Zaher, que se arrisca como pré-candidato a prefeito, e com o ex-vereador Milton Mutum, que conduz o diretório municipal. Em âmbito estadual, a legenda já é a maior, com 6 deputados estaduais e 2 federais, 50 prefeitos, mais de 300 vereadores e a cadeira de vice-governador, ocupada por Chico Daltro.

    Embora não admita publicamente, Fabris se filiou ao PSD nesta quinta para se distanciar do senador Jayme Campos, cacique do DEM e com quem constantemente vinha se trombando. Por outro lado, era próximo do deputado Júlio Campos, que o tem como afilhado político.

    O maior conflito entre Fabris e Jayme se deu na campanha de 2010. O DEM lançou o então deputado estadual Dilceu Dal Bosco como vice-governador do tucano Wilson Santos. Fabris se recusou a apoiar a chapa. Com garantias de que seria recompensado pelo Palácio Paiaguás, ele se mostrou rebelde em todo o processo e, por fim, assumiu apoio a Silval. Reeleito, o peemedebista se esforçou tanto para contemplá-lo que cedeu a secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar para o deputado José Domingos, então no DEM e hoje no PSD, para Fabris poder assumir a cadeira na Assembleia. Agora está num partido que tem o  carimbo de governista, já que comanda 2 pastas (Esportes e Lazer e Saúde). Fabris sonha em ser recompensado de novo com algum cargo ou no Executivo ou no Legislativo.

    Quem não gostou foi José Domingos, que até havia anunciado que sairia do governo para retornar à AL. Espertamente, Fabris procurou abrigo no PSD para "amarrar" politicamente o deputado, de quem espera manter o compromisso de rodízio e, agora, com as bençãos de Riva.

   Perfil

   Ex-vereador por Rondonópolis (89/92), Fabris ganhou espaço na política com a força do seu padrinho Júlio Campos, desde o período em que este foi governador (83/86). Com aval dos Campos, assumiu a presidência da Assembleia de 95 a 96. É daqueles que não levam desaforo para casa. Toda vez que subia à tribuna, principalmente quando era presidente, o clima ficava tenso. O deputado se envolveu em tanta confusão que até uma urna de lona usada nas eleições no passado foi encontrada em sua fazenda. Se encoraja até para defender o ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, preso por ligação com o crime organizado. Até hoje tem contato com o amigo.

   Após dois mandatos na suplência, Fabris conseguiu se eleger em 2006, com 20.057 votos. No ano passado, concorreu à reeleição, mesmo considerado ficha-suja. Seus votos ficaram sub judice. Com a decisão do TSE de só validar a Lei da Ficha Limpa para a partir do pleito de 2012, Fabris teve os votos contabilizados e está na condição de segundo-suplente da DEM-PSDB.

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MUDANÇA | 12/10/2011 - 14:00

Deucimar cobra decisão do prefeito sobre cargos no staff

Valérya Próspero e Sissy Cambuim

 Deucimar Silva     O presidente do diretório do PP de Cuiabá, vereador Deucimar Silva, cobrou uma decisão do prefeito Chico Galindo (PTB) sobre as secretarias ocupadas pelo seu partido antes da criação do PSD. Os progressistas contavam com duas pastas, sendo a Cultura, sob Luiz Poção e a Habitação, com João Emanuel.

     Acontece que os dois secretários migraram para o PSD. Deucimar reagiu e disse que pediria a entrega dos cargos ao prefeito para que ele tomasse uma decisão a respeito da composição partidária em seu staff. “Os cargos pertencem ao PP, mas estamos colocando à disposição para que Galindo tome a decisão”, sustentou.

     Além de deixar o partido “de fora” do secretariado de Galindo, a criação do PSD também diminui significativamente a participação dos progressistas na Câmara. O PP, que contava com três representantes, incluindo o líder do Executivo na Casa, o vereador Everton Pop, passou a ter apenas Deucimar na bancada.

     Também deixou o PP Marcus Fabrício, que mudou para o PTB. Ele é suplente e ocupa a vaga de Levi Andrade, o Leve Levi, outra liderança progressista que migrou para o PSD.

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MUDANÇA | 09/10/2011 - 08:12

Riva puxa fila dos maiores partidos; PR, PMDB e DEM já ficaram para trás

Romilson Dourado

   Superado o corre-corre para novos filiações daqueles que desejam disputar para prefeito ou a vereador, os caciques políticos agora fazem os cálculos e montam quebra-cabeça para identificar em quais municípios terão chances reais de êxito nas urnas. Com o advento da lei da fidelidade partidária, imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral desde março de 2007, a maioria dos ocupantes de cargos eletivos não entrou no troca-troca partidário, temendo perder mandato. Por outro lado, a brecha na lei que dá legitimidade para se ingressar numa nova legenda fez com que o recém-criado Partido Social Democrático se tornasse espécie de "bola da vez". O partido capitaneado no Estado pelo cacique José Riva, que já foi do PMN, PTB, PSDB e PP, absorveu toda espécie de político. Atraiu sufocados e descontentes com legendas anteriores e os que buscam espaço, acomodação política, barganha e poder, visando as próximas eleições.


José Riva transforma o recém-criado PSD na maior sigla do Estado, com 50 prefeitos; PR de Wellington Fagundes está com 24, enquanto o PMDB de Carlos Bezerra fica com 18 municípios, seguido do DEM do senador Jayme Campos, com 15 prefeituras

   O diagnóstico disso é um PSD já com 50 prefeitos, mais de 350 vereadores, 6 deputados estaduais e 2 federais e o vice-governador Chico Daltro. No comando da Assembleia há quase 20 anos e com forte influência até nos demais Poderes constituídos, Riva mostrou mais uma vez força política. Até lideranças que criticavam-no, inclusive faziam questão de lembrar que o cacique político responde a vários processos da Justiça, se renderam ao deputado.

    Enquanto o PSD cresceu, outras legendas "encolheram". O PR presidido pelo deputado federal Wellington Fagundes perdeu 8 prefeitos, entre eles Tião da Zaeli, de Várzea Grande, segundo maior município mato-grossense. Isso acabou culminando em crise interna. Agora, os republicanos caem para a segunda colocação em número de prefeituras. Conduzem 24. A maior força do partido do ex-governador e senador Blairo Maggi está na Assembleia, onde é dono da maior bancada, com 7 deputados (Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Wagner Ramos, Sebastião Rezende, Jota Barreto, Emanuel Pinheiro e Ondanir Bortolini, o Nininho - João Malheiros está licenciado).

   O PMDB conduzido pelo também cacique Carlos Bezerra se torna a terceira maior força. Está à frente de 18 prefeituras. Por causa da chegada do PSD, o partido do governador Silval Barbosa ficou sem dois prefeitos, mas acabou recebendo algumas adesões por causa da perspectiva de poder, afinal o partido comando um Estado que detém orçamento anual de R$ 12 bilhões. Trata-se de uma máquina com 24 secretarias, órgãos, empresas e autarquias vinculados e quase 100 mil servidores.

   O DEM fez barulho com a filiação do casal Iraci e Roberto França, mas, nessa contagem regressiva para adesões, perdeu 8 prefeituras. Está agora com 15. Na AL, ficou apenas com uma cadeira, ocupada por Dilmar Dal Bosco. José Domingos, que está licenciado, pulou para o PSD. Os demais partidos possuem menos prefeituras e cadeiras nos legislativos municipais e estadual. O PT administra 12 municípios, enquanto só restaram 6 no PP de Pedro Henry, 5 no PSDB, 3 no PTB. Três partidos têm duas prefeituras cada: PPS, PDT e PDT.

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MUDANÇA | 04/10/2011 - 17:07

França opta pelo PSD e pretende concorrer à Prefeitura de Cuiabá

Romilson Dourado

Roberto França       O ex-prefeito de Cuiabá e apresentador de TV Roberto França vai aderir ao PSD. Ele já acertou esse entendimento com o presidente da Assembleia, deputado José Riva. Nas negociações, ambos discutiram algumas possibilidades, como a de disputar novamente o Palácio Alencastro.

       O novo partido fará um ato especialmente para receber a filiação de França e também de sua esposa, a ex-vice-governadora Iraci França. Eles vão assinar a ficha até sexta, dentro do prazo-limite de filiação para quem pretende concorrer às eleições do próximo ano.

      Outras siglas estavam na expectativa de receber França. Ele chegou a anunciar como certo seu ingresso no DEM (ex-PFL). Esteve reunido por duas vezes com os irmãos Jayme e Júlio Campos, ex-governadores e senador e deputado federal, respectivamente.

     Em ato para receber novos filiados, realizado na segunda à noite, os democratas acreditam até que o casal França fosse aparecer para aderir ao partido, o que não aconteceu. Em verdade, França já estava em outra negociação, aquele que está levando-o para o novo Partido Social Democrático.

    Em sua trajetória, França já disputou 12 eleições. Exerceu mandatos de vereador, de deputado estadual e federal e foi prefeito de Cuiabá por 8 anos. Militou em diferentes partidos, como PMDB, PTB, PSDB e PPS. Há dois anos ele se desvinculou da legenda socialista para poder assumir o cargo de diretor de Comunicação e Marketing da Agecopa. Agora que a autarquia foi extinta, França preferiu não aceitar outro posto e, assim, pode retomar a militância política.

    Graças a seu programa televisivo Resumo do Dia, apresentado de segunda à sexta na TV Rondon (SBT), França recuperou a popularidade e tem sido motivado a entrar na disputa à sucessão do prefeito Chico Galindo. O PSD passa a tê-lo agora como trunfo para se inserir nos debates sobre projetos majoritários rumo ao Palácio Alencastro.

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MUDANÇA | 04/10/2011 - 15:25

PSD nasce com 50 prefeitos; PP fica sem 13 e PPS 9; veja lista exclusiva

Romilson Dourado

   Atualizada às 18h25 - Na mesma semana que nasceu, o Partido Social Democrático, conduzido pelo cacique político José Riva, já ganha robustez e "abocanha" 50 prefeituras das 141 existentes em Mato Grosso. O Blog do Romilson fez levantamento exclusivo e traz abaixo a lista dos gestores que estão migrando para o PSD. As regiões que mais terão prefeitos no novo partido são o Nortão, com filiação de 15, e o Araguaia, que registra adesão de 12. O maior município com prefeito envolvido no troca-troca partidário é Várzea Grande. Tião da Zaeli deixou o PR.

   As lideranças estão na contagem regressiva para filiação, cujo prazo de um ano antes das eleições se encerra na sexta (7), Por isso, a cúpula do partido está promovendo atos esta semana em diferentes regiões para receber as adesões. Os prefeitos estão optando pelo PSD por algumas razões, entre elas a tentativa de buscar, em outra sigla, espaço para disputar reeleição, fuga de conflitos internos nos partidos onde estavam militando e a segurança jurídica de, mesmo com a regra da fidelidade partidária imposta pelo TSE, não perderem a cadeira porque há brecha que permite filiação a partido novo, que seria o caso do PSD.

    Quem mais perde prefeitos para o novo partido, inclusive por região
    PP - 14       PPS - 9        PR - 8      DEM - 8        PT - 3       PSDB - 3       PMDB - 2       PV - 1           PTB - 1         PSB - 1

   Enquanto o PSD se torna o maior do Estado em número de gestores e de outros ocupantes de cargos eletivos, com cooptação oriunda de praticamente todos os partidos, outras agremiações perdem força. O PP, ex-partido de Riva, tem agora 14 prefeitos a menos. Todos eles foram para o PSD. O segundo maior desfalque está no PPS, do deputado estadual Percival Muniz, com perda de 9. O PR do ex-governador e senador Blairo Maggi deixa de comandar 8 prefeituras e, o PMDB do governador Silval Barbosa, 3 municípios.

   Até o PT não conseguiu "segurar" três prefeitos. Valdecir Kemer, o Gauchinho (Jangada), Jamar Lima (Nova Brasilândia) e Jair Podavin (Conquista D´Oeste) deixaram a legenda petista e estão agora no PSD, pelo qual buscarão novo mandato. O PTB perdeu o prefeito Gercino Caetano (Nova Xavantina). O PV fica sem Orodovaldo de Miranda (Carlinda).

    O PSDB, que até 2002 detinha a maioria das prefeituras, chegando a 55, e hoje registra menos de 5, perde outros três, sendo eles Milton Geller (Tapurah), Vantuil Ribeiro (Campinápolis), que ocupa a cadeira interinamente, devido ao afastamento de Altino Vieira, que também mudou de legenda (PR para PSD) e Dirceu Comiran (Campos de Júlio.

    Conforme a lista das novas filiações, cinco são prefeitas: Jaqueline Soares (Ponte Branca), Railda de Fátima (Nova Nazaré), Nelci Capitani (Colniza), Beatriz de Fátima, a Bia (Nova Monte Verde) e Maria Manea (Lambari D´Oeste).


 Nesta relação de prefeitos que estão aderindo ao PSD devem ser incluídos ainda os nomes de Flávio Daltro (ex-PP), de Chapada dos Guimarães; de Gilmar Mocellin (ex-DEM), de Guiratinga; e de Gerson Rosa (ex-DEM), de Pontal do Araguaia

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MUDANÇA | 03/10/2011 - 18:15

Militante histórico, Cido troca PSDB pelo novo PSD; tucanato se esfacela

Romilson Dourado

Aparecido Alves   O militante histórico do PSDB Aparecido Alves de Oliveira, o Cido, decidiu deixar o ninho tucano. Ele já assinou ficha de filiação no recém-criado Partido Social Democrático (PSD). Com Cido, embarcam na agremiação conduzida pelo deputado José Riva outras lideranças do PSDB, como os vereadores Edivá Alves e Paulo Borges e o ex-deputado Carlos Carlão do Nascimento. Esse esfacelamento a um ano das eleições dificulta a pré-candidatura ao Palácio Alencastro do deputado Guilherme Maluf, que vê o partido se "encolher" cada vez mais em número de filiados.

    Cido estava no PSDB desde sua fundação em Mato Grosso, em 1989. Foi um dos primeiros a pedir voto para Luiz Soares, que disputou, sem êxito, candidatura a governador no ano seguinte. Na sigla tucana, Cido foi diretor técnico e depois presidente do Instituto de Terras (Intermat) entre 1995 a 2002, no governo Dante de Oliveira. Era muito próximo de Dante e da ex-deputada Thelma de Oliveira, de quem foi assessor.

    No pleito de 2002, Cido disputou para deputado e ficou na suplência. Numa combinação de rodízio entre a bancada, veio a ocupar cadeira na Assembleia por quatro meses, em 2003. Foi também coordenador das obras do PAC por um ano na gestão Wilson Santos. Servidor público estadual e bacharel em Direito, Cido se encontra hoje de licença médica. Se recupera de uma cirurgia na perna direita. Ele sofreu acidente doméstico.

    Na época, como parlamentar de oposição ao governo Blairo Maggi, que estava iniciando a administração, Cido foi o primeiro a subir à tribuna para questionar a política de incentivos fiscais. Curiosamente, até hoje o debate prossegue na Assembleia. A oposição sustenta a tese de que o governo abre mão de receitas e até privilegia empresas para atraí-las ao Estado. Já a base argumenta que essa é a única forma de incentivar implantação de novas indústrias e que o retorno vem com mais empresas e recompensa na arrecadação.

    Cido não foi localizado para comentar as razões de ter saído do PSDB. Para amigos, ele comentou que vai transferir o domicílio eleitoral de Jaciara para Cuiabá, onde reside há vários anos, e que pretende buscar espaço político. Quer concorrer a deputado no pleito de 2014.

    Assim como Cido, outros três ex-tucanos (Carlão, Borges e Edivá) seguem o mesmo caminho. Buscam candidatura a vereador no próximo ano. O PSD já nasce "inchado". Passa a contar com 5 vereadores somente em Cuiabá, o que representa a maior bancada, superando a sigla tucana, que até agora registrava 4. A bancada do PSD será formada por Edivá e Paulo Borges (ambos ex-PSDB), Everton Pop e Levi de Andrade (ex-PP) e Toninho de Souza (ex-PDT). 

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MUDANÇA | 29/08/2011 - 07:34

Borges e Edivá vão para PSD; tucanos só ficam com 2 na Câmara de Cuiabá

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Após sair do 1º escalão do prefeito Chico Galindo, os vereadores cuiabanos Paulo Borges e Edivá Alves deixam o PSDB

   O PSDB, que vem se esfacelando no Estado desde a saída de Dante de Oliveira da cadeira de governador, vai ter sua bancada na Câmara de Cuiabá reduzida pela metade. Até o próximo mês, se desfiliam os vereadores Edivá Alves e Paulo Borges, respectivamente, ex-secretários municipais de Trânsito e Transporte Urbano e de Infraestrutura. Eles aderem ao PSD, prestes a ser criado oficialmente.

    Enquanto a sigla tucana encolhe mais ainda, o novo partido já surge como a maior bancada. A partir de outubro terá 5 dos 19 vereadores cuiabanos, sendo eles Toninho de Souza, que está deixando o PDT, Everton Pop e Levi de Andrade, ambos hoje no PP, e os tucanos Edivá e Borges. Eles optaram pela nova legenda mesmo sabendo que vão fazer parte de uma "chapa pesada" em busca da reeleição. 

    Embora não admita publicamente, Wilson Santos fora o incentivador para ambos deixarem o PSDB e vir a atuar em outra legenda e grupo político. Faz parte da estratégia do ex-prefeito em ter aliados em outros blocos, uma forma de construir fontes para monitorar as ações das legendas e já de olho em composições futuras. Os dois ex-secretários estão pulando da agremiação tucana também para não fazer oposição ao prefeito Chico Galindo (PTB), em cuja administração possuem vários cargos indicados.

    Outro tucano que também vai para o partido do presidente da Assembleia José Riva é o ex-secretário e ex-deputado Carlos Carlão do Nascimento, também correligionário de Wilson.

   O PSDB fica, então, com dois vereadores pela Capital: Antonio Fernandes e Lueci Ramos. Mesmo enfrentando brigas internas, o presidente do diretório municipal, deputado Guilherme Maluf, pré-candidato a prefeito, acredita na recuperação do número de cadeiras no legislativo cuiabano. O partido vai ter o ex-deputado Luiz Soares na disputa a vereador e já é considerado espécie de "puxador" de votos.

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MUDANÇA | 15/07/2011 - 08:25

PP reúne lideranças e começa reorganização da sigla em MT

Laura Nabuco

Ezequiel Fonseca     O diretório estadual do PP reúne suas lideranças nesta sexta (15), em Cuiabá, para discutir a reestruturação do partido no Estado. Segundo o secretário-geral da sigla, deputado Ezequiel Fonseca, entre as principais mudanças está a destituição de todos os diretórios municipais para a criação de comissões provisórias. "Vamos fazer essa transição porque é mais fácil trabalhar apenas com comissões, principalmente nesse período de reorganização", explica.

     A facilidade a que Ezequiel se refere está na escolha de quem comandará o partido nos municípios. Enquanto nas comissões provisórias eles são nomeados pela direção estadual, nos diretórios precisam ser eleitos. O pleito para escolher os novos responsáveis pelas executivas municipais deveria ter ocorrido desde 30 de maio.

     O PP está entre os partidos que mais sofreram baixas com o anúncio da criação do PSD. Isso porque o presidente da Assembleia, deputado José Riva, até então uma das principais lideranças, deixará a legenda levando consigo boa parte dos progressistas com mandato. Ele assumiu, junto com o vice-governador Chico Daltro e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, ambos também do PP, a responsabilidade de organizar o PSD em Mato Grosso.

     Apesar disso, de acordo com Ezequiel, o PP ainda não contabilizou a quantidade exata de membros que perderá quando o novo partido for registrado junto à Justiça Eleitoral. Enquanto a criação oficial não acontece, a legenda trabalha para convencer os filiados a não migrarem. Atualmente a legenda ainda conta com cerca de 3 mil membros e 20 prefeitos.

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MUDANÇA | 27/06/2011 - 12:20

Professores grevistas terão corte na folha salarial a partir desta 2ª

Sissy Cambuim

    Ao contrário do que declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Gilmar Soares Ferreira, o prazo determinado pelo Tribunal de Justiça (TJ) para que os professores encerrassem a greve expirou nesta segunda (27). A partir da data, os profissionais que não retornarem ao serviço terão desconto nos vencimentos por  falta considerada injustificada.

     Segundo Gilmar, que foi notificado na última quarta (22), a decisão ainda não havia sido publicada no Diário de Justiça Eletrônico e, como o prazo de 72 horas é contado somente a partir da publicação, os professores permanecem em greve e reúnem-se, na tarde desta segunda, para decidir se continuam ou não paralisados.

     No entanto, a secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que a decisão foi publicada na edição da última quarta, mesmo dia em que o presidente do Sintep recebeu a notificação. Assim, além de considerar falta injustificada a ausência dos professores grevistas nas salas de aula, o sindicato deve ser multado em R$ 50 mil a cada dia de paralisação a partir desta semana.

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MUDANÇA | 20/05/2011 - 08:50

Novo PSD receberá 50 prefeitos, 300 vereadores, 5 na AL e 3 federais

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski
Prefeitos Flávio Daltro (Chapada), Meraldo (Acorizal), Pátio (Rondonópolis) e Celso Banazeski (Colíder) no PSD

    Captaneado pelo presidente da Assembleia José Riva, o PSD, que deverá ser fundado no Estado até setembro deste ano, deve receber a filiação de aproximadamente 50 prefeitos, mais de 300 vereadores, 5 deputados estaduais e 3 federais, o que o tornará de imediato a maior de todas as legendas em número de ocupantes de cargos eletivos, superando o PR, hoje com 32 prefeitos. Entre os prefeitos que já adiantaram que vão pular para a nova agremiação estão Zé do Pátio (PMDB), de Rondonópolis; Celso Banazeski (PR), de Colíder; Juviano Lincoln (PPS), de Diamantino; e os progressistas Dorival Lorca, de Nova Santa Helena; Raimundo Zanon, de Itaúba; Milton Miotto, de Pontes e Lacerda; Flávio Daltro, de Chapada dos Guimarães; e Meraldo Sá, de Acorizal.

    Riva vai conseguir esvaziar não apenas o PP, legenda onde milita hoje, mas outros partidos considerados grandes, como PR, PMDB e DEM. Cada liderança que demonstra interesse em aderir a sigla que está sendo fundada no país pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab faz suas exigências. Pátio, por exemplo, quer garantia de que, no PSD, terá caminho livre para concorrer à reeleição em Rondonópolis. Em cada município, terá uma liderança forte como opção para concorrer à prefeitura. Em Alta Floresta, por exemplo, o médico e vereador Charles Miranda, hoje no PR, deve disputar a sucessão da prefeita Maria Izaura (PDT) pelo PSD.

    Muitos ocupantes de cargos eletivos mantêm segredo sobre mudança partidária porque temem pressão de suas legendas no sentido de demovê-los da ideia de pedir desfiliação. A estratégia de quem possui mandato aderir ao Partido Social Democrático seria uma forma de driblar a lei pró-fidelidade, em vigor desde março de 2007. A legislação estabelece que, no caso de surgimento de uma nova legenda, como é o caso do PSD, a pessoa não corre risco de perder o mandato por infidelidade partidária.

   Na Assembleia, onde Riva atua pelo quarto mandato, 5 deputados vão para o PSD. São eles: Wagner Ramos, hoje no PR, e os progressistas Airton Rondina, o Português, Walter Rabello, Riva e Luizinho Magalhães. Na Câmara Federal, entrarão no partido Roberto Dorner, Eliene Lima e Neri Geller.

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MUDANÇA | 13/05/2011 - 08:07

Galindo descarta ida para o PSD

Laura Nabuco

     O prefeito Chico Galindo descartou a possibilidade de deixar o PTB para compor o PSD. Ele afirma que chegou a conversar com o presidente da Assembleia, deputado José Riva, e o secretário estadual de ciência e Tecnologia, Eliene Lima, organizadores da nova sigla no Estado, sobre a criação da legenda, mas garante que não chegaram sequer a cogitar a possível migração. "Sou dirigente do partido e não penso em sair", enfatiza o prefeito, que preside o diretório estadual do PTB.

     De acordo com Riva, ao menos 40 prefeitos já estão confirmados na nova agremiação. O deputado ressalta, entretanto, que a estratégia principal é filiar pessoas que ainda não estejam no poder, mas que tenham perfil para serem lançados como candidatos. A preocupação é evitar que o partido inicie com uma grande quantidade de pessoas que possuem mandato, mas que futuramente não consigam se reeleger.

     Enquanto alguns nomes como o do prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (PMDB), já foram confirmados por Riva, os possíveis candidatos pelo PSD para o Palácio Alencastro ainda permanecem em segredo. O presidente garante que já tem dois interessados, mas não revela as identidades. Segundo ele, são empresários que nunca estiveram filiados a nenhum outro partido.

     Mesmo que mude de ideia e migre para o PSD, Galindo possivelmente não estará na lista dos candidatos à Prefeitura da Capital. O petebista vem afirmando que seu interesse é conquistar uma das 24 vagas da Assembleia em 2014. Ele assumiu o Alencastro ainda no primeiro semestre de 2010, quando o ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) deixou o cargo para disputar o Governo do Estado. A má administração do município, contudo, fez com que o tucano amargasse um terceiro lugar na corrida e deixasse de "herança" para Galindo uma série de problemas ecônomicos e estruturais.

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MUDANÇA | 13/04/2011 - 07:55

Criação do PSD isola Henry, que "rema contra maré" para manter PP

Laura Nabuco e Patricia Sanches

Pedro Henry    O nascimento do PSD em Mato Grosso deve sufocar e quase levar à morte o PP por causa do esvaziamento de lideranças que vão pular para a nova legenda. 

     A debandada está sendo conduzida pelo presidente da Assembleia, deputado José Riva. Com ele, pretendem migrar para o partido liderado nacionalmente por Gilberto Kassab outros parlamentares, vereadores e prefeitos. Assim, o PP ficará limitado à liderança do deputado federal licenciado Pedro Henry, secretário de Saúde do governo Silval Barbosa. Essa reviravolta provocará distanciamento dos caciques Riva e Henry.

    O racha no PP deve provocar um efeito similar ao que o ocorreu com o PPS, quando o então governador Blairo Maggi fundou o PR, deixando o deputado Percival Muniz "ilhado" e o PPS às moscas.

     Na época, não existia a Lei de Infidelidade Partidária, que ajudou a controlar o troca-troca de partidos por políticos que possuem mandato. No caso do PSD, entrentanto, os insatisfeitos podem aproveitar a brecha jurídica que permite a mudança no caso de criação de uma nova legenda.

     A saída de Riva se deve, principalmente, a desentendimentos com Henry, que possui temperamento difícil e está batendo de frente com o presidente da Assembleia. Na tentativa de projetar sua imagem, já pensando nas eleições majoritárias de 2014, o secretário estaria tomando decisões que desagradam Riva. Apesar do clima tenso, o deputado tenta colocar panos quentes, amenizando a situação. "Não é descontentamento. Estou bem no PP, só tenho amigos lá. Henry sempre foi um grande parceiro", garante. A criação do PSD, no entanto, é a chance de Riva de escolher a dedo as principais lideranças e atuar sem preocupações com a divisão de poderes.

     O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, que tem Riva como principal padrinho político, está entre os que se mobilizam para a fundação do PSD e chega a ironizar o possível isolamento de Henry. "Tem índio suficiente para os dois caciques", avalia. Mesmo assim, ele é um dos mais empolgados com a migração. Esteve junto com Riva e o vice-governador Chico Daltro em São Paulo para um encontro com Gilberto Kassab, fundador do partido no país, e adianta que participará da manifestação de apoio da criação do PSD, que ocorre em Brasília na quarta (13).

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MUDANÇA | 18/03/2011 - 15:12

Apesar de articulação, Silval nega ida de Eder para Agecopa

Andréa Haddad

Silval Barbosa   Apesar das articulações para emplacar o secretário-chefe na Casa Civil Eder Moraes na Agecopa, agência responsável pela elaboração e execução dos projetos voltados para os jogos da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá, o governador Silval Barbosa (PMDB) não admite publicamente a mudança no staff. “Em momento algum isso foi cogitado”, desconversa o peemedebista.

   Mesmo com a negativa, o governador deverá indicar uma pessoa de confiança para assumir a vaga de diretor-presidente da Agecopa ou de secretário, caso a estrutura da agência seja alterada para uma eventual secretaria, conforme projeto do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR).

   A mudança é considerada prioritária diante das dificuldades demonstradas pelos diretores da Agecopa na viabilização dos projetos de infraestrutura exigidos pela Fifa para que Cuiabá receba jogos da Copa. Com o temor de que a cidade fique sem as partidas do Mundial, Silval resolveu chamar a responsabilidade para o governo. Como Eder é considerado o “homem de confiança” da atual administração, passou a ser cogitado para assumir a missão de tirar os projetos da Agecopa do papel.

   Ele poderá assumir a vaga de diretor-presidente, ocupada por Yênes Magalhães, que acumula a diretoria de Planejamento e Gestão desde a renúncia de Adilton Sachetti, em outubro do ano passado. De sete, o número de diretores foi reduzido para seis. Uma das alternativas é Eder assumir a vaga de diretor-presidente, com a anuência dos deputados estaduais.

   Outra possibilidade é que ele assuma como secretário, caso a Agecopa seja transformada numa pasta vinculada ao governo, com adjuntos e diretores. O projeto de Emanuel Pinheiro prevê a troca do sistema de decisões colegiadas, que dá a todos os diretores a mesma autoridade e autonomia, por um presidencialista, em que haja uma hierarquia. A ideia é agilizar as decisões e evitar brigas entre os diretores. 

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MUDANÇA | 17/02/2011 - 15:22

Rubney deixa o comando do PRP

Sissy Cambuim

   Após conduzir o PRP num momento delicado, quando o presidente do diretório estadual do partido, Arkibaldo Junqueira foi asssassinado, Rubney Cano Brito, que assumiu a comissão provisória no final de 2009, deixou o comando da sigla nesta quarta (16). Ele encaminhou sua decisão ao presidente de diretório nacional, Ovasco Resende, alegando dificuldades para conciliar suas atividades profissionais com a direção da legenda.

   Nas eleições de 2010 o PRP fez parte da chamada “Frentona”, grupo composto por sete partidos de menor porte (PRP, PRB, PHS, PSC, PTC, PTN e PCdoB), que integrou a coligação “Mato Grosso em Primeiro Lugar”, encabeçada pelo governador reeleito Silval Barbosa (PMDB). Apesar de não ter conquistado nenhum cargo eletivo, Rubney se diz satisfeito com a participação da sigla no pleito.

   “Fizemos um bom trabalho nesse período e acredito que o próximo presidente possa ampliar essas ações visando as disputas municipais”, disse. A legenda está presente em 54 municípios do Estado, onde conta com 2.048 filiados e detém o comando de uma prefeitura. Ele destaca que durante sua gestão instalou 20 comissões provisórias e quase dobrou o quadro do partido.

MUDANÇA | 16/10/2010 - 11:44

Horário de verão começa neste sábado e vai até 20 de fevereiro

Laura Nabuco

   Os habitantes das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil devem adiantar seus relógios em uma hora a partir da meia noite deste sábado (16). A mudança ocorre devido ao início do horário de verão, que se estenderá até o dia 20 de fevereiro do próximo ano. Além dos mato-grossenses, terão que se adaptar a nova rotina os moradores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.

   Para não sofrer os impactos da mudança, especialistas recomendam uma boa noite de sono durante os cinco primeiros dias do novo horário, período considerado de adaptação. Adotado todos os anos, o horário de verão sempre ocorre no período entre a primavera e o verão, quando os dias são mais longos que as noites. O objetivo é aproveitar a maior luminosidade do sol para reduzir o consumo de energia elétrica.

   Este ano as agências bancárias também devem se adaptar às mudanças. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nos estados em que a mudança não for adotada os bancos terão o período de atendimento antecipado em uma hora. A medida é para assegurar que os serviços de compensação funcionem perfeitamente em todo o país e que os trabalhos sejam abertos simultâneamente.

MUDANÇA | 07/06/2010 - 16:43

Ficha limpa é assinado por Lula e pode valer ainda nestas eleições

Simone Alves

   O presidente Lula sancionou nesta sexta (4), sem vetos, o projeto ficha limpa. Como o texto foi avalizado antes das convenções partidárias pelo presidente, pode até valer para as eleições deste ano. Aguarda-se uma consulta pública, feita pelo senador Arthur Vigílio ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a questão. A lei atual só impede a candidatura caso a decisão condenatória seja de última instância. Com a lei da ficha limpa, amplia-se a inelegibilidade para quem tenha condenação confirmada por um colegiado. O novo texto também amplia a lista de crimes que tornam um candidato inelegível.

   A campanha ficha limpa foi lançada em 2008 com a pretensão de melhorar o perfil dos candidatos a cargos eletivos. Em 2009, integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) formataram a proposta de Lei de Iniciativa Popular e que recebeu 1,6 milhão de assinaturas. Passou pela Câmara recebendo algumas modificações e depois foi aprovada, por unanimidade, pelo Senado – leia mais aqui. Além das pessoas que cometeram crimes eleitorais contra a economia popular, administração e patrimônio públicos, contra o mercado financeiro ou ainda tráfico, agora também não podem disputar as eleições os que cometeram estupro, homicídios, crime contra o meio ambiente e contra a saúde pública.

   Os crimes que podem tornar inelegíveis os políticos são aqueles que preveem penas superiores a dois anos de prisão, nos casos em que houve dolo. Outra mudança é em relação à quem renuncia para não ser cassado e poder se candidatar futuramente. Agora a renúncia por esse motivo impede a candidatura por oito anos.

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