Cazuza deixou gravado na história a canção "Brasil, mostre a tua cara". É um protesto aos escândalos políticos, às desigualdades sociais e às injustiças. Sua música-manifesto dos anos 1980 conclama: "Brasil, mostra a tua cara /Quero ver quem paga /Pra gente ficar assim /Brasil /Qual é o teu negócio? /O nome do teu sócio /Confia em mim". O autor de "Ideologia" ("quero uma pra viver") morreu queixando-se de que suas ilusões haviam sido perdidas. Deixou este outro verso de triste atualidade: "Os meus sonhos foram todos vendidos".
Será que a cada eleição o Brasil tem mostrado a sua cara, ou melhor, suas entranhas, com "depuração" na hora de renovar o quadro de seus representantes políticos, assim como de autoridades de outros Poderes? Espera-se que sim. O problema é que o país que sofre de amnésia crônica tem também pouca persistência em levar adiante seus bons propósitos. O escritor Antonio Callado (1917/1997) dizia que o Brasil não anda pra frente porque aqui roubam as rodas do carro. A verdade é que as forças da inércia, da acomodação e do retrocesso às vezes parecem ser mais fortes do que o movimento para a frente.
De todo modo, a canção de Cazuza precisa despertar em todos a visão crítica. No mínimo, uma manifestação silenciosa, principalmente nas urnas no dia das eleições.
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Ouça a música-manifesto na voz da Banda Beijo
Renato Vargas é um dos nomes mais conhecidos atualmente pelos amantes da MPB. O cantor demorou para conquistar o sucesso, tendo passado mais de 20 anos de sua carreira tocando em barzinhos do Rio de Janeiro e São Paulo. Também violinista, Renato impulsionou sua carreira ao gravar ao vivo, usando a velha fórmula de somente voz e violão. Quando a gravadora Deck o "descobriu", sua carreira musical alavancou.
A série de discos "O Som do Barzinho", inaugurada em março de 2001, trouxe alguns dos hits mais pedidos nos bares pelos quais Renato passou. "Andanças", "Eu Sei Que Vou Te Amar" e "O Bêbado e A Equilibrista" fazem parte da coleção, que vendeu mais de 600 mil cópias. O sucesso resultou na conquista de discos de ouro e platina, o que lançou o nome de Renato para o grande público nacional. Uma das canções gravadas por ele é Viola Enluarada, uma composição de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle e que ressurgiu anos depois na voz de Almir Sater.
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Clique no play e ouça Viola Enluarada" na voz de Renato Vargas
O cantor e compositor mineiro Flávio Venturini, que iniciou sua trajetória em 1974, em São Paulo, continua fazendo sucesso com a canção "Todo Azul do Mar", ainda mais quando se junta a Toninho Horta, outro compositor e violonista, que desenvolveu um estilo pessoal de harmonização. Horta teve grande participação em projetos de outros artistas e também gravou mais de dez álbuns solo, sendo vários no exterior. Ele se chama Antônio Maurício Horta de Melo. É mineiro de Belo Horizonte.
Venturini ganhou projeção quando integrou o grupo O Terço. Três anos depois, deixou o conjunto e gravou com Beto Guedes o disco A Página do Relâmpago Elétrico. No ano seguinte participou do disco Clube da Esquina 2, de Milton Nascimento. A formação do 14Bis, grupo que se popularizou nacionalmente e com o qual gravou oito discos, ocorreu em 1979. Venturini deixou o 14Bis em 1988, partindo para a carreira solo, que já havia começado antes, com gravação de Nascente, em 1982, e de O Andarilho, três anos depois. Ele ainda compôs trilhas para filmes, animações e peças teatrais, participou do Free Jazz Festival em 1991, gravou com Toninho Horta e outros compositores mineiros, dando origem ao espetáculo Minas em Concerto. Em 1994 ganhou disco de ouro pelo disco Noites com Sol.
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Confira aqui a letra da canção e clique no play para ouví-la
Letra .. Canção.. Música perfeita!
O cantor e compositor pernambucano Alceu Valença se emociona toda vez que canta Anunciação, gravada em 1983 como parte do LP “Anjo Avesso”. Ele está com 64 anos, completados em 1º de julho. É natural de São Bento do Una, nos limites do sertão com o agreste pernambucano.
Influenciado pelos negros maracatus, cocos e repentes de viola, Alceu conseguiu utilizar a guitarra - que chegou a galope montada nas costas do rock´n´roll de Elvis - com baixo elétrico e, mais tarde, com o sintetizador eletrônico nas suas músicas. Por conta disso, conseguiu dar nova vida a uma gama de ritmos regionais, como o baião, coco, toada, maracatu, frevo, embolada, caboclinhos e repentes cantados com bases rock´n´roll. Sua música e seu universo temático são universais, mas a sua base estética está fincada na nordestinidade.
Em Anunciação, Valença retrata os tristes momentos da vida. Lembra de sinais dos anjos que sussurram nos ouvidos e dos sinos das catedrais.
Confira aqui a letra e clique no play abaixo para ouvir a canção
Sandra de Sá gravou Ideologia para homenagear Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, que morreu em 7 de julho de 1990. Ela é cantora e compositora e tida como a rainha do Soul Brasileiro. Acumula quase 30 anos de trajetória. Sandra tem uma relação íntima com samba. Foi apresentada ao Brasil, primeiro como compositora, através da voz de uma das maiores e mais autêntica sambista Lecy Brandão que, no final da década de 70, quando Lecy gravou composição de Sandra de Sá, “Morenando”.
Já em 82, como cantora, Sandra foi tema de abertura da novela da TV Globo Partido Alto” com “Enredo do Meu Samba”, composição de Jorge Aragão e D. Ivone Lara. Enfim, o Samba com todo o seu enredo é um elemento fundamental na formação artística de Sandra de Sá.
Em Ideologia, ela lembra outro compositor: Cazuza, que iniciou a carreira artística em 1981, no Barão Vermelho. Depois, seguiu carreira solo. Suas músicas registram anseios de uma geração, o comportamento transgressor e a coragem de continuar a carreira, mesmo debilitado pela Aids. Quando se viu portador do vírus mortal do HIV, isso logo se refletiu em suas letras. Cazuza foi vocalista e compositor e o primeiro grande artista brasileiro a se declarar publicamente soropositivo.
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Entre os sucessos de Cazuza está "Ideologia". Ouça abaixo a canção na voz de Sandra de Sá
Pobre povo manipulado, o fato do Sérgio estar liderando as pesquisas demonstra o alto grau de alienação do nosso povo, senão vejamos: Embora haja pontos relevantes neste candidato como em outros, não podemos nos esquecer que este candidato é populista se vendeu para o Wilson Santos, para o Riva, para o Silval e outros...agora criou a tal CPI da saúde de forma eleitoreira que está somente mostrando os problemas e não resolve nada e vai por aí a fora explorando a boa fé dos eleitores. Este homem conseguiu presidir a assembléia, 1ª SECRETARIA e agora espera ser eleito para assumir o TCE.
Quem aprecia uma boa música não deixa de fora as canções de Danilo Caymmi. Seu último trabalho artístico foi o DVD solo Danilo Caymmi e Amigos, uma releitura da carreira, com músicas e pessoas que marcaram seus 46 anos de carreira. Ele está há quatro anos sem gravar.
Danilo vive um momento profissional mais seletivo e elaborado. No palco, costuma apresentar três faces artísticas: de instrumentista, de cantor e de compositor. Entre suas canções estão a inédita Toada à Toa, fruto de uma parceria com Dorival Caymmi, e Andança e Casaco Marrom, que lançaram Danilo como compositor, assim como o O Bem e o Mal, primeiro grande sucesso em trilhas de novelas, e os clássicos Ziguezagueou e Nada a Perder, que marcaram seus primeiros discos solo. Acumula ainda no reportório Flecha de Prata, Chega de Tarde, Pé sem Cabeça, Fado (Mãos Antigas), Nossa Dança, A vizinha do Lado, Fiz uma Viagem, Nem Eu, Rama de Nuvens e Minha Juju.
Danilo gravou o sucesso "Andança" com Vânia Bastos, dona de uma das mais belas e afinadas vozes brasileiras. Ela nasceu em Ourinhos (SP). Em 1979 participou do Festival da TV Cultura nos vocais da canção de Arrigo '"Diversões Eletrônicas" e foi a vencedora. No ano seguinte, Vânia já integrava a banda "Sabor de Veneno". Gravou o antológico e polêmico disco "Clara Crocodilo" e cantando, nos dois anos seguintes, na banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção. Em 1984, juntou-se novamente com Arrigo no disco "Tubarões Voadores". Vânia iniciou a carreira solo em 1885. A canção Paulista a projetou no meio artístico.
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Clique no play e ouça "Andança" nas vozes de Danilo Caymmi e Vânia, uma
composição do próprio Danilo com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
O grupo paulistano Demônios da Garoa faz sucesso há mais de seis décadas. Eles lançaram canções imortalizadas como “Trem das Onze”, "Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto". São músicas tidas como obrigatórias nas rodas de sambas e nas mesas de bar.
O primeiro LP gravado pelos Demônios foi na década de 50, do selo Odeon. Saudosa Maloca foi lançada, por exemplo, em 1957. É louvável a trajetória dos Demônios. São 66 anos de carreira ininterrupta, fato inédito na história, registrado no Guiness Book.
Eles começaram gravando em discos de 78 rpm, duas faixas por disco, passaram pelos lps, pelo cd, dvd, e agora e possível baixar músicas inéditas e armazenar no mp3. Os fundadores Arnaldo Rosa e Toninho já faleceram. O grupo é formado hoje por Sergio Rosa (filho do Arnaldo), Canhotinho (cavaco), Izael Caldeira, Simbad e Ricardinho (neto do Arnaldo, filho do Sérgio).
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Confira aqui a letra e clique abaixo para ouvir "Saudosa Maloca",
uma composição de Adoniran Barbosa
Ele trilhou o caminho da dramaturgia, incursionando pela literatura ficcional, mas é na música que o compositor e cantor Chico Buarque marca posição como um dos ícones da MPB. Francisco Buarque de Holanda é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Nasceu no Rio. Está com 66 anos.
Buarque chegou à vida universitária no início da década de 1960, auge do movimento popular e estudantil que precedeu o golpe militar de 1964. Suas primeiras canções, como Pedro Pedreiro, impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições líricas como Olê, olá, Carolina e A Banda, esta uma das vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, realizado em São Paulo, em 66.
Ao decretar-se o Ato Institucional nº 5, em dezembro de 68, a MPB se polarizava em torno de dois nomes e estilos: Caetano Veloso, vanguardista e líder do tropicalismo, e Chico Buarque, que frequentemente apelava para a música da década de 1930, especialmente a de Noel Rosa. Ambos foram vítimas da censura do regime, que lhes vetava grande parte das composições. Acabaram se exilando na Europa. Com Vinícius de Morais e Toquinho, Chico compôs o Samba de Orly, sua canção do exílio. Para o teatro, Chico Buarque compôs a música da peça Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, e do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles.
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Um das canções na lista de sucesso de Chico Buarque é Futuros Amantes. Clique no play e confira
Tânia Alves não é apenas cantora. Atua como atriz, dançarina e desde 1999 se tornou também empresária. É proprietária de um spa em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Trata-se de uma das principais referências de “artista completa” do país. Ela já passou pelo bolero, música romântica, forró e trabalhou com temas regionais. Ganhou destaque em minisséries e novelas, como Pantanal e O Clone.
Devido ao acúmulo de atribuições, ela é chamada de "cantriz". Mas, afinal, qual é a diferença entre cantora e intérprete? No caso de Tânia, sua capacidade como atriz foi responsável pelo nascimento da intérprete. É que a cantora é aquela que se sustenta pela técnica (algo adquirível com estudos) e a intérprete em muitos casos se alarga dada a capacidade cênica e de perfeita leitura gestual e de entoação daquilo que está cantando.
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Entre as canções gravadas pela "cantriz" está Tanta Saudade, de Chico Buarque e Djavan. Clique no play e confira
Compositor e intérprete conhecido pelo caráter basicamente nordestino de sua obra, o paraibano Zé Ramalho só começou a pesquisar com mais afinco esse tipo de música por volta dos 20 anos. Até então, suas maiores influências eram o rock da Jovem Guarda, Beatles e Rolling Stones.
Na Paraíba, ele conheceu Alceu Valença e Geraldo Azevedo, com quem começou a fazer música. Depois, mudou-se para o Rio de Janeiro em meados dos anos 70. Gravou com Vanusa sua primeira composição de sucesso, "Avorai". Seu primeiro disco individual, batizado de "Zé Ramalho", foi lançado em 78 e, partir daí, passou a usar mais da fusão entre a música nordestina, o rock e o pop, sendo também reconhecido como poeta e letrista.
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Entre tantos sucessos gravados por Zé Ramalho está o "Trem das 7", de Raul Seixas; clique no play e ouça
O compositor e cantor Chico Buarque trilhou também com êxito o caminho da dramaturgia e incursionou pela literatura ficcional. Uma das características marcantes de sua obra como letrista é a verossimilhança com que retrata o imaginário feminino.
Francisco Buarque de Holanda, filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, nasceu no Rio, em 1944. Chegou à vida universitária no início da década de 1960, auge do movimento popular e estudantil que precedeu o golpe militar de 1964. Suas primeiras canções, como Pedro Pedreiro, impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições líricas como Olê, olá, Carolina e A banda, esta uma das vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, realizado em São Paulo, em 1966.
Ao decretar-se o Ato Institucional nº 5, em dezembro de 1968, a MPB se polarizava em torno de dois nomes e estilos: Caetano Veloso, vanguardista e líder do tropicalismo, e Chico Buarque, que frequentemente apelava para a música da década de 1930, especialmente a de Noel Rosa. Ambos foram vítimas da censura do regime, que lhes vetava grande parte das composições. Acabaram se exilando na Europa. Com Vinícius de Morais e Toquinho, Chico compôs o Samba de Orly, sua canção do exílio. Para o teatro, Chico Buarque compôs a música da peça Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, e do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles.
Entre as canções de Buarque está "Quem Te Viu, Quem Te Vê" - confira aqui a letra e clique no link abaixo para ouví-la
É praticamente impossível dissociar o método de composição de Nando Reis de sua história nos Titãs. Ele atribui à banda do passado a criação coletiva dos arranjos que utiliza hoje, com os Infernais. Mas qualquer fã dos Titãs e de Nando Reis sabe que, para este dar vazão ao que tem de mais próprio, a saída da banda era inevitável. Foi somente na carreira solo que se pôde tomar contato com canções como "O Segundo Sol" e "Por Onde Andei".
Mesmo fora dos Titãs, de cuja banda era baixista, o cantor e compositor possui uma longa carreira e desfila hits. Após emplacar vários sucessos de sua autoria, mas interpretados por outros cantores, decidiu seguir carreira solo. Uma de suas maiores intérpretes foi Cássia Eller. Nando é um dos 10 maiores arrecadores de direitos autorais no Brasil e continua compondo para outros artistas, como Skank e Jota Quest. O cantor é acompanhado, em seus shows, do grupo Os Infernais. A parceria já dura quase 10 anos. Está no oitavo CD somente na carreira solo.
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Clique no play e ouça Nando Reis em "Por Onde Andei"
O músico, compositor, violonista e instrumentista Antonio Pecci Filho, o Toquinho, já acumula 40 anos de carreira e o seu público só se renova. Lançou até um livro. Acompanhado de violão, Toquinho se apresenta Brasil afora e costuma reunir na plateia várias gerações de fãs.
Nestas quatro décadas de carreira, Toquinho explora sua sensibilidade poética e virtuosismo musical e faz homenagens a parceiros. Entre seus repertórios estão "Morena Flor”, “Meu Pai Oxalá”, “Canto de Oxum” assim como clássicos “Este Seu Olhar”, “Corcovado”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Se Todos Fossem Iguais a Você”; “Escravo da Alegria”, “Turbilhão”, “Caso Encerrado”, “Sinal Aberto”; “Que Maravilha” e “Lua Cheia”. Ele não se esquece do universo infantil. Seu talento e capacidade de dialogar com as crianças estão presentes em “A Bicicleta”, “O Pato”, “A Casa” e “O Caderno”. Os maiores sucessos dentro da MPB são “Aquarela”, “Tarde em Itapuã”, “Que Maravilha”, “Regra três” e “Escravo da Alegria”.
Toquinho canta canções que fez com Vinicius de Moraes, uma parceria que durou 11 anos e proporcionou 120 canções, 25 discos e mais de 1000 shows. Após a morte do poeta, o violonista seguiu carreira solo. Sua trajetória se mistura com a história da Bossa Nova. Tem parcerias também com Chico Buarque e Baden Powell.
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Numa composição com Vinícius, Toquinho gravou Carta ao Tom 74 - veja letra aqui e clique abaixo para ouvir a música
Pery Ribeiro é filho da cantora Dalva de Oliveira e do compositor Herivelto Martins. Nasceu em 1937, no Rio. O nome artístico foi sugerido e adotado pelo apresentador César de Alencar nos anos 50. O primeiro disco gravado saiu em 1960. Um ano depois interpretou "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria. Com Luiz Bonfá gravou o LP "Pery Ribeiro e Seu Mundo de Canções Românticas", um estilo sempre presente em sua carreira.
Cantor profissional desde a infância, passou a adotar o nome artístico de Pery Ribeiro nos anos 50, por sugestão do radialista César de Alencar. Pery gravou a primeira versão comercial da canção Garota de Ipanema, sucesso em todo o mundo, além de 12 discos dedicados à Bossa Nova. Entre as composições, incluiu Berimbau, de Baden Powel e Vinicius de Moraes.
Clique no play e ouça Berimbau
O carioca Wilson Simonal, que faleceu em 2000, aos 62 anos, foi um dos dois cantores de maior sucesso popular do Brasil na virada trágica dos anos 60 aos 70 (o outro era Roberto Carlos). Sobreviveu três décadas em completo esquecimento. Afora tentativas isoladas, permaneceu alijado do formato CD e ausente das citações de seus ex-colegas de profissão.
A ruína de Simonal se relacionou à manta com que foi coberto, pelos outros e por si próprio, de suposto dedo-duro a serviço do regime militar em seus momentos mais dramáticos. Poucos sabem o tipo de música que ele cantava, que importância artística teve, qual foi sua participação político-musical no país, para além do redemoinho em que acabou se envolvendo. Dois de seus filhos são músicos: Wilson Simoninha e Max de Castro.
Entre os sucessos de Simonal estão "Mamãe Passou Açúcar em Mim" (66), "Nem Vem Que Não Tem" (67) e "País Tropical" (69). Se a tempestade política está exposta, também resta restabelecida outra porção de Simonal, que foi sua luta racial, implementada ao menos desde que compôs e interpretou "Tributo a Martin Luther King" (67).
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Ouça na voz de Simonal a canção "Só tinha que ser com você", de Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira
Aos 75 anos, Carlos Lyra é uma das vozes da bossa nova. Teve sua infância permeada pela música, arriscando-se num piano de brinquedo e depois em uma gaita. E esse sangue acompanhou sua adolescência, quando teve contato com o público ainda na escola. Se profissionalizou e trocou o curso de Arquitetura pela música.
As primeiras composições de Lyra foram na linha samba-canção, na década de 50. Ele teve forte participação no teatro e no cinema. Por força da censura e da repressão, imposta pelo regime militar, Carlos Lyra se envolveu com a Astrologia. E foi com ela que quis ser reconhecido na década de 70, pois para ele a bossa já tinha passado. Eis que o público lá dos tempos de escola juntou-se aos dos colégios nos anos 80. A bossa renasceu, sua música voltou a soar, dessa vez por todo o país, e com seu autor devidamente conhecido e reconhecido.
Desde o começo, Lyra nunca se sentira à vontade preso a um rótulo ou veículo. Foi assim que, a partir de 1960, escreveu música para teatro (infantil e adulto), musicou filmes do cinema novo, ajudou a fundar o Centro Popular de Cultura e foi diretor musical da rádio Nacional. Carlos Lyra não é um prisioneiro do passado. Nunca parou de compor e de oferecer sua inspiração ao público.
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Clique no play e ouça Sambalanço, com Carlos Lyra
Renato Vargas é sinônimo de sucesso com seu violão e voz. Depois de 25 anos de carreira pelos barzinhos do Rio de Janeiro, ele foi descoberto pela gravadora Deck. O cantor tocava no Domarius, em Copacabana, enquanto João Augusto e Pepe buscavam na vida noturna do Rio e São Paulo alguém que encabeçasse um projeto de regravação dos maiores sucessos “de botequim” da MPB.
Do encontro nasceu a série de discos “O Som do Barzinho”, inaugurada em março de 2001. Gravada ao vivo no Hipódromo Up e lançada em parceria com a Universal, a coleção vendeu mais de 600 mil cópias e ganhou discos de ouro e platina, lançando o nome de Renato para o grande público brasileiro.
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Numa das faixas, Renato Vargas canta os sucessos Casinha Branca, composição de Gilson e Joran; e Codinome Beija-Flor, compostas por Cazuza, Ezequiel Alves e Reinaldo Arias. Confira no play.
Baiano de Santo Amaro da Purificação, Caetano Veloso é um dos ícones da MPB. Desde menino demonstrou interesse pela música e artes em geral. Tirava de ouvido canções aprendidas no rádio. Em 1952, com apenas 10 anos, gravou "Feitiço da Vila" de Noel Rosa e Vadico e "Mãezinha querida" de Getúlio Macedo e Lourival Faissal.
Caetano foi sempre um artista polêmico e participante de movimentos autênticos visando engrandecer a MPB. Em 67, no III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), cantou "Alegria Alegria", classificada em quarto lugar. A letra é um recado duro ao regime militar. No mesmo ano gravou seu primeiro LP "Caetano Veloso" com arranjos de Rogério Duprat e os conjuntos RC-7 e Os Mutantes.
Autor de mais de 200 composições, solo e com diversos parceiros, as de maior sucesso são Alegria Alegria, Odara, Os Doces Bárbaros, Outras Palavras, O Leãozinho, Novidade, Nu com Minha Música, Onde Nasci Passa um Rio, Minha Mulher e Acrílico (com Rogério Duprat, Irene e Menino do Rio).
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Confira abaixo Alegria, Alegria, com Caetano Veloso
O Caetano deveria se lembrar que quem ele chamou de "analfabeto" também lutou contra a ditadura. E que só depois de cerca de quinze anos após a eleição de Tancredo é que o povo chegou ao poder, através do Presidente Lula.
Caetano é muito mais que um cantor...É uma personalidade! A bahia se tornou independente de Portugal, antes mesmo do Brasil, em 02/07/1822, e emprestou ao país figuras marcantes como: Rui Barbosa, Castro Alves, Jorge Amado, Cayme, Romilson Dourado e tantos outros...
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