Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:23 h

OPERAÇÃO | 17/12/2009 - 15:59

PF prende 2 comerciantes por fraudes no Bolsa Família

Romilson Dourado

   Dois comerciantes foram presos em flagrante nesta quinta (17), durante o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão da Operação Aldeia Livre II, deflagrada pela Polícia Federal no Vale do Araguaia para combater supostas fraudes no pagamento de benefícios do Bolsa Família e aposentadorias a indígenas. As vítimas moram em aldeias da etnia Xavante em Água Boa e Canarana. 

   Os mandados foram expedidos pelo juiz da 1ª Vara Federal, Julier Sebastião da Silva. Segundo informações da PF, os comerciantes se aproveitavam da boa fé dos indígenas para sacar valores indevidos do Bolsa Família e INSS. Segundo o superintendente da PF em Mato Grosso, Oslain Campos Santana, dois comerciantes foram presos porque estavam com os cartões de indígenas no momento em que foram abordados pelos policiais. Eles serão autuados com base nas penalidades previstas pelo Estatuto do Idoso.  “Frisa-se que uma prisão ocorreu na cidade de Água Boa e outra em Canarana”, informou. 

   Segundo informações da PF, os comerciantes exigiam que os índios entregassem os cartões magnéticos como garantia para o pagamento de supostas dívidas, contraídas, inclusive, na compra de bebidas alcoólicas vendidas ilicitamente. Os donos dos estabelecimentos ficavam com os cartões, bem como com as respectivas senhas, para sacar os benefícios previdenciários e do Programa Bolsa Família.

   Esta prática é comum na região do Vale do Araguaia, conforme apontou a Operação Aldeia Livre I, deflagrada no início de 2008. Na ocasião, foram presos em flagrante seis comerciantes em Campinápolis e apreendidos centenas de cartões magnéticos de indígenas, além de documentos pessoais e senhas.

   Trinta policiais federais das unidades de Cuiabá, Barra do Garças e Rondonópolis atuaram na operação desencadeada nesta quinta. Além dos documentos pessoais e cartões, foram apreendidos comprovantes de saques irregulares realizados nas contas dos indígenas. Os materiais serão encaminhados à Fundação Nacional do Índio. (Andréa Haddad)

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OPERAÇÃO | 09/12/2009 - 16:45

Éder e Nadaf serão sabatinados pela AL sobre Mala Preta

Romilson Dourado

   Após sabatinar o secretário de Administração Geraldo de Vitto e o reitor da Unemat, Taisir Karim, os deputados da Assembleia Legislativa cobram esclarecimentos sobre a operação Mala Preta, deflagrada pela Delegacia Fazendária, para apurar fraudes no recolhimento de tributos ao fisco estadual. Mais uma dupla do governo passará pelo crivo dos parlamentares. Os secretários Éder Moraes, de Fazenda, e Pedro Nadaf, responsável pela pasta de Indústria, Comércio e Minas e Energia, serão questionados sobre a operação na próxima quarta (16), às 14h.

   Em vez de prestar esclarecimentos em plenário, como ocorreu com Taisir e De Vitto nesta terça (8), Éder e Nadaf serão questionados sobre as recentes irregularidades apuradas no recolhimento de tributos das transações comerciais do Estado. Os questionamentos acontecem durante a última reunião do ano da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária.

   Os cinco membros aprovaram nesta quarta (9) o requerimento do deputado e empresário Guilherme Maluf (PSDB), que compõe a Comissão na condição de suplente. Os titulares são José Domingos Fraga (DEM), Otaviano Pivetta (PDT), Maksuês Leite (PP), Adalto de Freitas (PMDB), o Daltinho, e Hermínio Jota Barreto (PR).

   A operação Mala Preta foi desencadeada na semana passada, mas os envolvidos vinham sendo investigados desde 2005. Os crimes foram descobertos a partir de cruzamento de dados. Descobriu-se volume de mercadorias comercializado e declarado nas notas fiscais eletrônicas incompatível com o potencial de arrecadação de ICMS no segmento de grãos. A Sefaz recebeu denúncias de que notas fiscais estariam sendo comercializadas, em média, por 5% do valor total do produto. 

   Também foi informado ao Fisco que as fraudes estariam ocorrendo na emissão de notas fiscais eletrônicas, referentes a operações de vendas de milho e soja, entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo. A partir dessas informações, a Delegacia Fazendária entrou em ação. As investigações duraram seis meses. Foram abertas várias empresas em nome dde laranjas ou de "testas de ferro" com a finalidade de fraudar o Fisco estadual. Assim, empresários declaravam, nas notas fiscais, a operação como de exportação ao exterior, com o intuito de não pagar ICMS, mas os produtos eram comercializados no próprio país. (Andréa Haddad)

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OPERAÇÃO | 03/11/2009 - 17:50

Defesa de Rosa consegue afastar juiz Julier da Pacenas

Romilson Dourado

   Por dois votos a um, os membros da terceira turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região afastaram o juiz da 1ª Vara Federal em Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, do processo da Operação Pacenas, referente às supostas fraudes nos processos de licitação das obras do PAC em Cuiabá e Várzea Grande. O desembargador Tourinho Neto e o juiz federal Jamil Rosa Jesus Oliveira votaram pelo afastamento de Julier, enquanto o desembargador César Jatahy Fonseca não acatou os argumentos da defesa.

   A redistribuição do processo a outro juiz federal foi solicitada pelo advogado Ulisses Rabaneda, responsável pela defesa do ex-procurador-geral da Prefeitura de Cuiabá, José Antônio Rosa. “Alegamos que houve direcionamento do Ministério Público Federal para que o processo ficasse nas mãos do Julier”, explicou. Com a decisão favorável à defesa, segundo ele, haverá uma nova redistribuição. “Entendemos que o Julier não pode mais tomar decisão alguma em relação a este caso”.

   Após a definição do novo magistrado, Rabaneda deve pleitear a anulação das medidas adotadas durante a investigação, que vem sendo feita desde 2007 pela Polícia Federal em Mato Grosso. Com a manobra, ele tenta anular as gravações telefônicas feitas pela Justiça. Elas são consideradas as principais provas contra Rosa, acusado de ser o principal articulador do esquema.

   A Operação Pacenas foi deflagrada pela Polícia Federal em 10 de agosto. Onze pessoas, entre servidores, políticos e empreiteiros foram presos. Ao todo, 22 foram indiciadas - saiba mais aqui. O inquérito foi enviado pela Justiça Federal, na última semana, para o procurador Mário Lúcio Avelar, responsável por oferecer as denúncias. (Andréa Haddad)

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OPERAÇÃO | 29/09/2009 - 14:19

PF prende 4 policiais civis envolvidos em tráfico de drogas

Romilson Dourado

    Quatro policiais civis foram presos na manhã desta terça (29) em Cuiabá durante a Operação Maranello, realizada pela Polícia Federal em parceria com a Polícia Civil. São eles Vagner Amorim, Adauto Carvalho, Eury Alves da Silva e Josenil Paula França. As investigações tinham a intenção de desarticular uma organização de tráfico internacional de drogas.

   A polícia apreendeu vários carros importados, entre eles duas BMW, um Corvette C06, uma Mercedes, uma Ferrari, um Porsche Boxter, uma moto, além de outros carros nacionais. A PF teria realizado ainda busca e apreensão na casa de um advogado, supostamente neto de um membro do Poder Judiciário de Mato Grosso. A assessoria afirmou que não divulgará nomes. 

   Segundo informações, os agentes federais apreenderam cerca de 380 quilos de cocaína. A droga vinha da Bolívia e chegava no Estado por meio de aviões que pousavam em duas fazendas arrendadas por empresários. A droga era distribuída nas regiões Sul e Sudeste do país, como também no interior de Mato Grosso. Além dos policiais civis, o advogado Edésio Ribeiro Neto, o "Binho", foi preso, em São Paulo. Ele já tinha envolvimento com tráfico de drogas, roubo de veículo e assaltos em Cuiabá. Outro advogado preso foi Aroldo Fernandes da Luz, porém ainda não se sabe seu envolvimento no esquema.

   Até o momento foram expedidos 22 mandados de prisão que estão sendo cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande. As investigações começaram há quatro meses, quando a Polícia Civil apreendeu cocaína em uma fazenda próxima a Barão de Melgaço (a 110 km de Cuiabá). Os veículos apreendidos pela PF, alguns com valores superior a R$ 1 milhão, teriam sido adiquiridos com dinheiro do tráfico. (Lisânia Ghisi)

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Clique no play e veja mais em reportagem da TVCA

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OPERAÇÃO | 19/09/2009 - 20:41

Agente prisional em ação chama a PM é acaba preso

Romilson Dourado

   Seria cômico se não fosse trágico o que dois agentes prisionais do Estado passaram no decorrer da semana. Na última quarta (16), um deles, conhecido pelo prenome de Magno, teve a casa assaltada. No desespero, Magno chamou o colega de serviço conhecido por Vildo, que chegou armado e pronto para encarar os bandidos. Em meio ao clima tenso, os agentes acionaram a Polícia Miltar, que compareceu ao local para averiguar a chamada.

   Os PMs acabaram por descobrir que Vildo estava armado e encaminharam-no para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Planalto, junto com um dos assaltantes. Ali foi registrado boletim de ocorrência, mas o inusitado estava por acontecer. No Cisc, a delegado de plantão resolveu enquadrar o agente policial, dando-lhe voz de prisão, já que este não possuía porte legal de arma.

    Num e-mail encaminhado ao RDNews, Jefferson da Luz, que é agente prisional da Penitenciária Central do Estado (antigo Paschoal Ramos), afirma que a categoria está revoltada com a ação dos PMs e do delegado. "Isso não pode acontecer. Mato Grosso é o único Estado onde o porte não foi legalizado ainda aos agentes prisionais". Ele reclama também que no caso de Vildo, o que deveria ter acontecido, já que este não tem registro legalizado, era pelo menos ter o direito de pagar fiança e responder a processo em liberdade. "Isso é uma vergonha", protesta Jefferson.

    Ele observa que Vildo deveria ter sido encaminhado à Polinter, que abriga detentos que cometem crimes de menor potencial ofensivo. O agente prisional se encontrava detido ainda nas dependências do Cisc do Planalto. Jefferson critica o governo do Estado, para quem não se preocupa em dar melhor assistência aos agentes prissionais. "O Estado renega a existência dos agentes. As condições de trabalho são precárias e não temos lei alguma que nos dê autonomia", alerta. (Lisânia Ghisi)

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OPERAÇÃO | 04/09/2009 - 18:45

Juiz federal nega pedido de suspeição

Romilson Dourado





OPERAÇÃO | 31/08/2009 - 13:37

Polícia prende 20 por comércio de madeiras em 5 cidades

Romilson Dourado

   A Polícia Judiciária Civil prendeu nesta segunda (31) 20 pessoas acusadas de exploração e comércio ilegal de madeira. Cerca de 10 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Marcelândia, oito em Sinop, dois em Alta Floresta, um em Santa Carmem e outro na Capital. Os alvos são empresários, engenheiros florestais e donos de serrarias. A operação, batizada de "Dolly", visa combater a clonagem de notas fiscais.

   As investigações foram iniciadas em abril deste ano, pela Delegacia de Marcelândia (a 710 km ao Norte de Cuiabá), a partir de denúncias de que cargas de madeiras extraídas ilegalmente saíam do município por meio de notas fiscais clonadas. De acordo com outras informações, haviam ainda empresas do município que estariam comercializando "créditos virtuais" no Sisitema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), junto ao Sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (CCSEMA) da secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que previam "esquentar" madeiras extraídas ilegalmente.

   O juiz de Marcelândia, Anderson Candioto, determinou segredo de Justiça. Assim, a Polícia não deve fornecer informações das investigações, nem quanto à identificação dos suspeitos e empresas envolvidas, nem ao conjunto probatório. Já o delegado que atua no caso, Luiz Henrique de Oliveira, afirmou que a ação da Polícia Civil favorece o setor madeireiro, pois grande parte dos empresários já estão enquadrados nas normas ambientais. “Na realidade, a organização criminosa estava impingindo uma concorrência desleal a todo setor, isso porque praticava a venda de madeira em preços mais baixos que o de mercado”, explica.

   As investigações e a operação contam ainda com o apoio da Regional de Sinop e da Diretoria do Interior, do Grupo de Operações Especiais (GOE), Polícia Civil, Ibama (regional de Sinop) e do Ministério Público de Marcelândia. A Operação Dolly pretende combater crimes como formação de quadrilha, sonegação fiscal, falsidade de documentos, crimes ambientais e lavagem de dinheiro. De acordo com dados da Polícia Judiciária, somente em agosto foram realizadas cerca de 200 prisões no interior, relacionadas a diversos crimes. (Lisânia Ghisi)

OPERAÇÃO | 06/07/2009 - 18:43

Coronel fica preso em VG; denúncias apontam privilégios

Romilson Dourado



Coronel Elierson Metello permanece detido no 4º Batalhão da Polícia Militar, em VG, até julgamento
Fotos: Raiane Soares

   O coronel Elierson Metello de Siqueira, ex-comandante regional da PM de Sinop e que vinha atuando na regional de Tangará da Serra, preso pela Polícia Federal na última sexta (3) sob a acusação de grilagem de terras da União e vários crimes vinculados a ela como os crimes contra a vida, a administração pública, o meio ambiente, corrupção, peculato, prevaricação, extorsão e ameaça, está detido no 4º Batalhão da PM, em Várzea Grande. Denúncias apontam que o coronel obtém alguns privilégios no local, embora o comando do 4º Batalhão, assim como o comandante-geral da PM, coronel Benedito Campos Filho, neguem a possibilidade.

   Já o coronel Adaildon Evaristo de Moraes Costa, ex-comandante-geral da PM no governo Blairo Maggi, está preso no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), na estrada da Guia, em Cuiabá. Segundo informações, Adaildon permanece em uma sala durante todo o tempo. PMs que passam em frente ao local ironizam o ex-comandante-geral perguntando em alto e bom som onde está o coronel. Após serem julgados, caso sejam condenados, os oficiais serão transferidos para o presídio militar, em Santo Antônio do Leverger.  Campos Filho não quis comentar oa ssunto. Se limitou a dizer que ambos permaneciam na Capital.

   A organização, que envolvia ainda outros oficiais da PM, utilizava meios criminosos para obter terras a baixo custo e, logo em seguida, revendê-las. Atuavam nos municípios do chamado "Vale do Araguaia", principalmente em Vila Rica, Santa Cruz do Xingu, Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia. A quadrilha agia de três formas: grilagem de terras e extração de insumos vegetais da área da reserva indígena Maraiwatsede; expulsão de assentados de áreas já destinadas à reforma agrária; e emitia títulos de domínio falsos. O grupo é acusado ainda de fazer pressão e extorquir produtores rurais da região. A quadrilha também promovia temor entre pequenos e médios fazendeiros, que eram pressionados para vender seus imóveis a preço bem inferior ao praticado no mercado. As áreas obtidas por meio da extorsão eram negociadas a preços de mercado. Só com uma fazenda obtida pelo esquema foi vendida por R$ 15 milhões.

   As investigações foram iniciadas pela própria PM, em parceria com o Ministério Público Estadual em 2002, e se estenderam até 2005, quando foi constatado que tratavam-se de terras griladas da União - veja aqui. (Flávia Borges)

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OPERAÇÃO | 03/07/2009 - 10:10

PF prende grileiros de terra; ex-comandantes estão na lista

Romilson Dourado

   Dois coronéis da Polícia Militar que, inclusive, já estiveram à frente do Comando-Geral da PM, estão na lista dos que devem ser presos pela Polícia Federal durante a Operação Pluma, desencadeada nesta sexta (3).  Há mandados de prisão expedidos também contra dois tenentes-coronéis e grileiros.

  Os oficiais da PM são acusados de colaborar com a grilagem de terras da União e cometer vários crimes contra a vida, administração pública e meio ambiente.  Teriam praticado delitos de corrupção, peculato, prevaricação, extorsão e ameaça. Ao total, foram expedidos 18 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores dos envolvidos. A operação acontece em Goiás, Minas Gerais e em Mato Grosso.

    A organização utilizava meios criminosos para obter terras a baixo custo e, logo em seguida, revendê-las. Atuavam nos municípios do chamado "Vale do Araguaia", principalmente em Vila Rica, Santa Cruz do Xingu, Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia. A quadrilha agia de três formas: grilagem de terras e extração de insumos vegetais da área da reserva indígena Maraiwatsede; expulsão de assentados de áreas já destinadas à reforma agrária; e emitia títulos de domínio falsos. O grupo é acusado ainda de fazer pressão e extorquir produtores rurais da região.

(Às 9h45) - Coronéis Adaildon e Metello são presos; comando da PM convoca entrevista


Adaildon Evaristo, que comandou PM por poucos meses na gestão Maggi, é um dos presos pela PF nesta 6ª
Foto: Marcos Bergamasco

    O coronel da reserva Adaildon Evaristo de Moares Costa, que foi comandante-geral da PM no governo Blairo Maggi, é um dos que já foram presos na operação Pluma. O outro é o coronel Elierson Metello, ex-comandante regional da PM de Sinop e que vinha atuando na regional de Tangará da Serra. Ele foi diretor do Centro de Capacitação da PM em 2007. A PF prendeu também nesta sexta, durante a operação, o tenente-coronel conhecido pelo prenome de Santos. O comandante-geral da PM, coronel Campos Filho, já convocou entrevista coletiva para às 15h desta sexta, antes mesmo da PF concluir o trabalho de cumprimento dos mandados de prisão, busca e apreensão. (Patrícia Sanches e Sandra Costa)

(13h40) - 15 mandados de prisão são cumpridos em Mato Grosso; 11 já foram presos

   Dos 18 mandados de prisão temporárias expedidos pela Justiça Federal, 15 são cumpridos pela superintendência da PF em Mato Grosso. Ao todo, nos três Estados em que a operação Pluma é realizada, 11 pessoas já foram presas. Dentre 15 mandados de prisão a serem cumpridos em Mato Grosso, sete são para servidores públicos, dentre os quais seis são oficiais da polícia militar, sendo dois da reserva e uma tabeliã. Dentre os presos já identificados estão o coronel da reserva Adaildon Evaristo de Moares Costa, que foi comandante-geral da PM no governo Blairo Maggi, o coronel Elierson Metello, ex-comandante regional da PM de Sinop e que vinha atuando na regional de Tangará da Serra, e um tenente-coronel conhecido pelo prenome de Santos. Os militares, mesmo detidos, ficam sob a tutela da corporação, e estão sendo ouvidos no Comando-geral da PM, em Cuiabá. (Andréa Haddad)

(14h) - Dois majores e um capitão também foram presos pela Polícia Federal

   Entre os oficiais presos pela Polícia Federal nesta sexta estão dois majores, conhecidos como Gama e Moraes, além do capitão Curi. Todas as informações estão sendo mantidas sob sigilo. A expectativa é de que às 15h a delegada federal Heloísa Alves de Albuquerque, que comanda a operação em Mato Grosso e o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Campos Filho, divulguem a lista com os nomes dos oficiais presos. (Patrícia Sanches)

Policiais envolvidos no esquema em MT:
Major Gama
Major Moraes
Capitão Curi
Tenente-coronel Santos
Adaildon Evaristo de Moares Costa
Elierson Metello

(15) - Metello prestará depoimento à PF no final da tarde; advogado entra com HC

   O coronel Elierson Metello, ex-comandante regional da PM de Sinop, que atua em Tangará da Serra, se apresentará espontaneamente à Policia Federal nas próximas horas.  A informação é do advogado do coronel, Ricardo Monteiro, que já está na Superintendência da Polícia Federal. Ele informou que já requisitou todas as informações referentes à denúncia feita contra seu cliente e que Metello saiu de Tangará da Serra às 9h.

   A Justiça Federal expediu um pedido de prisão temporária contra Metello depois que ele foi apontado como um dos integrantes de uma quadrilha que promovia a grilagem de terras da União. O assessor jurídico garante que ingressará ainda nesta sexta (3) com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal. Até agora, seis oficiais já foram presos. (Patrícia Sanches e Andrea Haddad)

(15h30) - Oficiais presos teriam faturado R$ 5 mi em propinas

   O superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, Oslaim Campos Santana, afirmou em entrevista coletiva na sede da PF, que os seis oficiais presos nesta sexta (3) receberam pelo menos R$ 5 milhões em propinas para facilitar o esquema de grilagem no chamado Vale do Araguaia. Os maiores beneficiados teriam sido fazendeiros da região e engenheiros civis.

 Até agora, foram cumpridos 13 mandados de prisão, sendo 10 em Mato Grosso, 2 em Goiás e 1 em Minas Gerais. Sem especificar nomes, o superintendente confirma que os seis servidores são uma tabeliã de São Félix do Araguaia e cinco oficiais da Polícia Militar, entre eles um ex-comandante-geral da PM, na gestão Blairo Maggi (PR).

  As investigações foram iniciadas pela própria PM, em parceria com o Ministério Público Estadual em 2002, e se estenderam até 2005, quando foi constatado que tratavam-se de terras griladas da União. "Como a maioria das grilagens ocorria em áreas da União, em 2007 a Polícia Federal assumiu o caso", conta Oslaim. (Andrea Haddad, Flávia Borges e Patrícia Sanches) 

(16h)Ex-prefeito é acusado de participação em esquema milionário

     Um ex-prefeito da região Nordeste do Estado é um dos três civis presos pela PF. Segundo o  comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Campos Filho, foram presos dois coronéis, dois majores e um capitão. Dois oficiais foram presos em Barra do Garças, três em Cuiabá e um em Tangará da Serra. Já a tabeliã é proprietária do cartório de São Félix do Araguaia. "Como sempre, os servidores públicos eram cooptados pelos membros da organização criminosa, chefiada por fazendeiros", afirma Campos Filho. Segundo ele, os três civis são grandes fazendeiros da região. O principal deles movimentou, apenas em um ano, nada menos que R$ 8 milhões. Além da aldeia indígena Maraiwatsede, que teve 60% de sua área desmata irregularmente, a fazenda Bordolândia também foi alvo de grilagem por fazendeiros que pertenciam ao esquema.

(17h22) - PM vai instaurar procedimento interno para punir oficiais presos

   O comandante geral da Polícia Militar, coronel Benedito Campos Filho, disse que os seis membros da corporação, presos na operação Pluma, vão responder a procedimentos administrativos a partir desta segunda (6). Eles podem ser punidos com medidas que podem chegar à expulsão da PM. Campos Filho ponderou que a conclusão do procedimento interno será demorada. “Tem investigação que leva mais de um ano para ser concluída”. Mesmo garantindo que os seis militares terão direito à ampla defesa, Campos Filho já adiantou que eles não vão mais atuar na parte operacional. “Vão realizar só procedimentos administrativos para evitar que colaborem novamente com este tipo de esquema".

   Três fazendeiros também estão envolvidos no suposto esquema de grilagem de terras da União. Conforme o superintendente da PF em Mato Grosso, Oslaim Campos Santana, as fraudes ocorriam por meio da falsificação de títulos de propriedades rurais no cartório de São Felix do Araguaia. “Os envolvidos invadiam, inclusive, áreas já desapropriadas pela União e destinadas a assentamentos rurais. Chegavam com o título falso da propriedade e obrigavam os assentados a sair da área, em muitos casos com o auxílio de força física e ameaças”, relatou Oslaim. Ele adiantou que os bens dos fazendeiros devem ser sequestrados pela Justiça Federal.

   Os 18 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz da 1ª Vara Federal, Julier Sebastião da Silva. A denúncia foi feita pelo procurador Mário Lucio Avelar.

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OPERAÇÃO | 11/05/2009 - 10:32

PRF procura acusados de desmatamento em MT e MS

Romilson Dourado

   Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumprem nesta segunda (11), 35 mandados de prisão e de busca e apreensão no Norte de Mato Grosso. A ação foi deflagrada na operação Cupim, que tem o objetivo de desbaratinar uma quadrilha que atua no desmatamento ilegal da Floresta Amazônica. Os participantes do esquema são acusados de falsificação de documentos, sonegação fiscal, corrupção de servidores públicos e lavagem de dinheiro.

   Segundo a polícia, a quadrilha contava, inclusive com a participação de fiscais e de agentes tributários estaduais. Eles fariam vistas grossas ao transporte e a comercialização de madeiras nobres ameaçadas de extinção. Existem indícios de que o corte das árvores ocorriam também em área de proteção e, em reservas indígenas. Além de Mato Grosso, os agentes cumprem mandados em Mato Grosso do Sul. A operação Cupim surgiu a partir de investigação do Gaeco de MS e do trabalho de fiscalização da PRF em caminhões nas BR-262 e 163. (Sandra Costa)

 (12h15)Esquema envolvia empresários de Sinop e Marcelândia e movimentou R$ 10 mi

  Segundo a PRF, a fraude ocorria desde abril de 2008 e já teria movimentado R$ 10 milhões com o desmatamento ilegal. Os responsáveis pela extração irregular de madeiras nobres, como a castanheira e a peroba, eram empresários de Sinop e Marcelândia, municípios localizados ao norte de Mato Grosso. Marcelândia está na lista dos 36 municípios prioritários do Ministério do Meio Ambiente para conter a derrubada de Floresta Amazônica. Ainda segundo a polícia, para não levantar suspeitas, as madeiras eram transportadas misturadas a outras de pouco valor e de livre comércio. No total, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão contra empresários do Estado e servidores públicos de Mato Grosso do Sul. A ação, coordenada pela Divisão de Combate ao Crime da Polícia Rodoviária Federal, mobilizou 120 agentes da PRF, de 10 Estados e Distrito Federal, além de 14 policiais militares do Estado vizinho.

   A quadrilha sonegaria tributos, utilizando uma mesma nota fiscal para até cinco carregamentos simultâneos. A madeira passava por Mato Grosso do Sul e era escoada até São Paulo e Paraná. Se um dos carregamentos era fiscalizado, os outros eram alertados e interrompiam a viagem até que a nota fiscal fosse substituída. Haveria, inclusive, disputa entre os fiscais de tributos para saber qual facilitaria o maior número de cargas.

   As ações da organização foram descobertas por meio de fiscalização de trânsito, uma vez que era rotina os caminhões contendo a carga irregular transitarem com excesso de peso.  Pelo menos 650 caminhões e carretas teriam utilizado o esquema fraudulento, somando mais de 32 mil metros cúbicos de madeira. Para transportar todo esse volume, seria necessário 1,6 mil caminhões.



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