
Esquema era dividido em 3 núcleos independentes, envolvendo policiais, servidores, madeireiros e uma advogada
Os servidores e policiais presos na Operação Termes recebiam propinas que variavam de R$ 500 a R$ 5 mil, dependendo dos serviços executados. De acordo com a Polícia Federal, em média cada policial recebia R$ 500 por carreta. Já alguns funcionários da Sema chegaram a cobrar até R$ 5 mil para liberar projetos florestais e reduzir multas. O delegado Carlos Eduardo Fistarol diz que ainda não sabe precisar quanto cada núcleo do esquema faturou, mas garantiu que irá pedir os sequestros dos bens, caso seja constatado o crime de lavagem de dinheiro.
O esquema era dividido em três núcleos. O primeiro se formou com servidores da Sema, responsáveis por agilizar os projetos florestais e reduzir os valores das multas aplicadas aos madeireiros. “Processos que demoravam 40 dias eram feitos em 2 ou 3”, explica o delegado. A segunda ação acontecia com ajuda de funcionários do Indea, que fraudavam certificados de identificação de madeira, permitindo que quantidade nobre saísse do Estado como espécie comum. A advogada Silva Moraes Valente é acusada de liderar o grupo de policiais rodoviários federais que liberavam as cargas de madeiras ilegais nas rodovias. "Quando a advogada não conseguia liberar as cargas nas estradas ela atuava como assessorá jurídica dos madeireiros quando a carga era apreendida. É aí que entra a ação dos policiais militares e civil. Eles passavam informações privilegiadas para essa mulher”, relata Fistarol.
Os envolvidos estavam sendo investigados pela PF há pelo menos um ano com escutas telefônicas. Além dos 60 presos, também foram apreendidos documentos, computadores e armas que serão analisados pelos policiais. Fistarol já adiantou que poderá pedir a prorrogação da prisão temporária, válida por cinco dias, caso considere necessário. O delegado da PF informou ainda que “3 ou 4” madeireiros são reincidentes e já haviam sido presos durante a Operação Curupira, que aconteceu em 2005.
Várias espécies de madeiras consideradas nobres e que não poderiam circular livremente pelas rodovias foram extraídas de forma irregular. Ainda não se sabe quantos hectares de terras foram desmatados por causa das ilegalidades nas extrações.
As cargas de madeiras que saíam de Mato Grosso de forma irregular eram comercializadas, em sua maioria, nas regiões Sul e Sudeste. Com a Operação Termes, a PF desarticulou mais um esquema criminoso que contribuía para o desmatamento da Floresta Amazônica e para manter Mato Grosso no topo da lista dos Estados que mais devastam. O esquema liberava cargas de madeira envolvendo policiais e servidores públicos da Sema, Indea e da Delegacia do Meio Ambiente.
Política
O “fantasma” do desmatamento persegue o governador Blairo Maggi (PR) e parece não querer deixá-lo tão cedo. Apesar dos vários questionamentos feitos pelo chefe do Executivo a respeito dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que coloca 19 municípios de MT na lista dos 36 que mais desmatam, nada tem adiantado. O discurso de Maggi já está desgastado. O Inpe já comprovou o desmatamento nas regiões apontadas pela pesquisa realizada pelo instituto através de imagens captadas por satélites.
O governo Blairo Maggi enfrenta vários problemas na Sema. O então presidente da extinta Fema, Moacir Pires, chegou a ser preso na Operação Curupira. O governador decidiu transformar a fundação numa secretaria, mais os problemas continuaram. Ele é cobrado pela classe política e madeireiros no sentido de agir. Acusam-no de ser omisso, cobram maior atuação frente ao Ministério do Meio Ambiente e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que o Nortão volta a viver crise no setor como a de 2005, com a Operação Curupira. Desde a divulgação dos dados do Inpe, várias madeireiras estão sem receber os subsídios, o que vem resultando em demissões. Agora, basta saber qual será a próxima ação do governador, que a PF já indicou que novas operações devem ser desencadeadas pela Arca de Fogo. (Alline Marques)
(Às 10h) - Mais dois nomes são divulgados pela PF
A Polícia Federal divulgou há pouco outros dois nomes de presos na Operação Termes. São eles, Ademar dos Santos e Nilo Alves dos Reis. De acordo com a assessoria da PF, ambos foram presos ainda nesta terça (29) por equipes em deligências do interior.
O es Prefeito de Pv do Leste Erico Piana, já foi houvido 2 vezes para prestar esclarecimento a Policia Federal Sobre o seu involvimento do esquema sauguessuga, foram ouvidos tambem os membros da comissão de licitação, voçês podem me informar que pé esta as investigações.
E AGORA BOMBACHUDOS? A OPERAÇAO TEMES,EXPLICA A PERMANENCIA DO DALDEGAN E SUA TROUPE NA SEMA.
É LAMENTAVEL E DEPLORAVEL A GANANCIA DOS BOTINUDOS,DESTRUIR A NOSSA NATUREZA EM BENEFICIO PROPRIO É A TONICA DESSE DESGOVERNO, NA PALMA DA MÂO.
SÓ NÓS RESTA O DR. JULIER,UMA VOZ ISOLADA E CORAJOSA,PARA DEFENDER O NOSSO ESTADO,DESSES PAUS RODADOS.
Infelizmente, a SEMA volta a ser manchete de forma negativa, novamente! Tudo isso se ressume em uma premissa: incompetencia de gestão e ausencia de controles eficazes. Dai a comunidade questiona: Até quando..? Até quando..?
A SEMA quando sob condução do ex-Secretario, Dr. Marcos Machado, nada disso permitiu que acontecesse. Não aprendeu quem não quis.
Amigos a culpa de tudo isso não é novidade nenhuma.O botinudo como sempre vai contestar os números do (inpe)E os postos fiscais que liberavam as notas como fica? Porque até onde eu sei as carretas passam nas fronteiras ou não?
Porque o Gestor da SEMA não está na lista dos presos, Como um secretário não da conta de saber o que aconteçe dentro de sua Secretaria? Será omissão, conveniência, ingerência?Se estes funcionários corruptos são indicados(os DAS),porque a imprensa não divulda os nomes deles.
Dos 67 mandatos de prisão, 47 são de Cuiabá; coordenador da Operação, delegado Carlos Eduardo Fistarol, concede entrevista e explica esquema
Após muita expectativa, a Polícia Federal divulgou há pouco os nomes dos envolvidos. Até o momento 61 pessoas foram presas, entre elas, a advogada Silvana Moraes Valente, acusada de liderar o esquema de liberação de cargas de madeira irregular.
(Às 17h25) - Polícia Federal prende mais um foragido
A PF Polícia Federal confirmou há pouco a prisão de Odivaldo Pachi. Até o momento, seis pessoas estão foragidas. Os mandados de busca e apreensão ainda estão sendo cumpridos nos 14 municípios.
Dos 67 mandados de prisão, 47 são de Cuiabá. A maioria servidores de órgão estaduais, como a Sema, Indea e Dema. Até o momento, foram 29 funcionários públicos detidos como suspeito de facilitar a liberação para exploração florestal e adulterar as espécies de madeiras extraídas nos certificados. Além deles, foram detidos também 10 policiais rodoviários federais, três militares e um civil. (Alline Marques)
(Às 17h57) - Esquema era dividido em 3 núcleos independentes
O delegado Carlos Eduardo Fistarol informou que o esquema era dividido em três núcleos. O primeiro era formado por servidores da Sema responsável por agilizar o processo de liberação para exploração florestal e reduzir os valores das multas aplicadas aos madeireiros. Outro núcleo era sustentado por funcionários do Indea que realizava a adulteração nas espécies de madeiras nos certificados liberados para os caminhões que transportavam as madeiras, permitindo que madeiras nobres saíssem do estado como espécies comuns. Já os policiais rodoviarios federais e a advogada Silvana Moraes Valente fechavam o esquema liberando as cargas de madeiras ilegais nas rodovias.
"Alguns servidores eram conhecidos de outros, mas nao necessariamente tinham ligação. Eram três grupoas que agiam de forma independente. A advogada era responsável apenas por liderar a ação dos policiais rodoviarios", explica o delegado.
Silvana além de facilitar o transporte da madeira de forma ilegal, também atuava como advogada dos madeireiros quando a carga era apreendida. É ai que entra ação dos policiais militares e do civil. Eles passavam informações previlegiadas para Valente.
(Às 18h23) - OAB solicita liberdade de advogada
O presidente da Ordem dos Advogados, Francisco Faiad, informou ao RDNews que já solicitou a liberdade da advogada Silvana Moraes Valente, ao juiz Julier Sebastião, da 1ª Vara de Justiça Federal. Segundo ele, não há motivos para que ela continue presa, já que possui escritório em Cuiabá, residência fixa e não responde por nenhum outro processo contra ela.
Faiad explica ainda que o advogado defende interesses de terceiros e tem prazos para cumprir. "A prisão dela causa prejuízos imensos a terceiros, já que ela defende outras pessoas e trabalha com prazos. A prisão de um advogado tem que acontecer com muita cautela, não que as de outras não precisem, mas outros dependem do trabalho do advogado", destaca.
O Tribunal de Defesa de Prerrogativa da OAB está acompanhando o caso para garantir que os privilégios de Silvana como advogada sejam assegurados. Faiad contou também que a OAB deverá instaurar um processo ético contra Valente e caso seja comprovada a participação dela no esquema poderá perder o resgistro de advogada. (Alline Marques)
(Às 20h59) - Governo já sabia de investigação contra servidores
O secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, disse já saber das investigações contra os servidores do Estado, que desencadeou a Operação Termes nesta terça.
O secretário explica que as investigações tiveram início no período que ele ainda estava à frente das averiguações na instituição. Ele contou ainda que as corregedorias das policias Civil e Militar estão acompanhando todo o processo. "Já solicitamos uma cópia do processo e foi aberto um processo administrativo para apurar o envolvimento dos policiais", disse Diógenes Curado.
O delegado da PF que está à frente das investigações, Carlos Eduardo Fistarol, explicou como funcionava esquema e qual era função dos servidores no esquema e destacou a porticipação de funcionários do Indea, órgão que até agora não havia sido aparecido envolvido em nenhuma outra investigação. Oito assistentes técnicos de defesa agropecuária do Indea foram presos acusados de expedirem certificados de identificação de madeira fraudulentos. São 120 funcionários que desempenham a mesma função no órgão em Mato Grosso. O presidente do instituto, Décio Coutinho, informou que será aberto um processo administrativo para cada servidor apontado pela investigação e ainda fará o levantamento da ficha funcional. Ele explicou que todo o trabalho de identificação é realizado com testes específicos, onde os servidores são qualificados anualmente para desempenharem a função. Também existe um rodízio dos servidores por todo o Estado para evitar o vício de contato com os transportadores. A fiscalização é feita em regime de plantões 24 horas por dia.
Enquanto o secretário de Meio Ambiente, Luis Daldegan viaja pelos Estados Unidos, o em exercício Salatiel Araújo tem trabalho para esclarecer os fotos. “Estamos verificando o motivo da prisão, e a partir daí, analisar se existe algum tipo de falha na tramitação do processo da madeira, no âmbito administrativo”, esclarece. Da Sema, foram detidos um funcionário em Aripuanã e outros três em Cuiabá, distribuídos pelos setres de geoprocessamento, gestão florestal e infra-estrutura. “Vamos evitar que existam as mesmas brechas nos fluxos de documentos, se há controles que necessitam serem melhorados, para que estes erros não se repitam”. (Alline Marques com assessoria)
(Às 21h57) - Dados do Inpe servem de referência para PF
Apesar do governador Blairo Maggi contestar os dados do Instituto Nacional de Pesquisa Especial (Inpe), eles são uns dos elementos utilizados pela PF. É o que revela o coordenador da Operação Arco de Fogo, delagado Álvaro Palharini. Ele revelou que as fotografias tiradas com os satélites servem de referência para que os policias combatam o desmatamento ou até mesmo desencadeie uma operação.
A Operação Arco de Fogo foi delfagrada no dia 10 de março com objetivo de combater a exploração ilegal de madeira na Amazônia. Ela tem cárater permanente e atua com 10 equipes espalhadas pelo estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia. São 300 homens à frente da operação, entre policiais, agentes do Ibama e da Força Nacional.
Palharini admitiu também que a Arco de Fogo foi baseada nos dados do Inpe que apontos os três estados como maiores desmatadores. Ele disse ainda que Mato Grosso está à frente dos outros estados, o que não quer dizer que nos demais não ocorram crimes semelhantes. Por outro lado, destaca os dados do Inpe que apontaram uma redução de 80% do desmatamento no Estado após a operação coordenada por ele. "Mato Grosso teve sucesso e esta é a primeira operação desencadeada a partir da Arco de Fogo, outras podem vir a ocorrer. A superintendência continua investigando", informa. (Alline Marques)
(Às 23h16) – Envolvidos podem pegar até 12 anos de prisão
Os envolvidos no esquema de liberação de cargas de madeira ilegal podem ser condenados a 12 anos de reclusão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e exploração de prestígios (Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha).
De acordo com o Código Penal Brasileiro, são acusados de corrupção passiva pessoas que solicitam ou recebem, direta ou indiretamente, dinheiro tirando vantagem do cargo que ocupa. Já os enquadrados em corrupção ativa são os que oferecem ou prometem benefício indevido a funcionário público. A pena para esses crimes varia de 2 a 12 anos de reclusão e multa. Já para formação de quadrilha a pena é de 1 a 3 de reclusão e de 1 a 5 anos de reclusão mais multa para exploração de prestígio.
Até o momento 60 pessoas foram presas, sendo 29 servidores, 10 policiais rodoviários federais, um civil, três militares, 12 madeireiros, a advogada Silvana Moraes Valente, o ex-PRF e ex-marido de Silvana, Marconiel Pouzo de Amorim, além de despachantes. Falta a polícia prender seis suspeitos.
Após serem ouvidos, os policiais serão encaminhados para o presídio de Santo Antônio de Leverger. Os demais irão para o Pascoal Ramos. Os presos no interior deverão permancer detidos na delegacia da cidade. (Alline Marques)
(Às 00h17) – PF revela diálogo entre policial e pistoleiro
A Polícia Federal liberou partes das conversas gravadas com escutas telefônicas autorizadas pela justiça. Em uma delas, mostra a conversa entre Luis Antônio França Escobar, um dos policiais envolvido no esquema, com o pistoleiro Jeferson Garcia do Araújo, também preso durante a Operação Termes. O delegado Carlos Eduardo Fistarol, disse que os crimes de homicídios não estavam relacionados com o esquema. Acredita-se que Escobar teria encomendado a morte dos acusados de matar seu cunhado.
A TV Centro América divulgou partes da conversa nesta quarta no jornal MTTV 2ª edição.
Confira o diálogo:
ESCOBAR - Porque esses vagabundinhos ai oh, já era para eu ter resolvido esse problema. É porque quando esses canalinhas, desses desclassificados, sabe, porque quando eu estava atrás dele com uma 9 mm até na boca, com seis homens atrás dele, por mais de cinco meses procurando esse canalha dos infernos.
JEFERSON – Hun-run
ESCOBAR – Sumiram evaporaram de Cuiabá
JEFERSON – (falo algo impossível de entender)
ESCOBAR – Mas pra pegar para chacinar, porque pra mim é cafezinho pequeno, rapaz. Eu já fiz muito isso na minha vida, por isso que agora eu, eu, eu,
JEFERSON – Tá mais calmo.

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... só falta agora o Governador falar que estas prisões são ilegais, pois falar que não tem desmatamento no Estado ele já prontificou de falar....rssss
....sempre falei aqui que o crime organizado do desmatamento em Mato Grosso sempre foi o grande patrocinador dos políticos do nortão, assim vem aparecendo o nome de algumas figuras já bem conhecidas, e o fim do desmatamento está longe de ocorrer....
Cadeia NELES !!!!!!!!!!!
Bom, primeramente, dou os meus breves aferendas, a nobre colega que escreveu a matéria. Muita agilidade na mesma, porém com erro de digitação. Tão somente um.. pacumpri, não existe essa palavra em nosso vocabulario, mas sim para cumprir.
Só corrigindo. Mas a matéria esta muito boa, e parabenizo o site pela agilidade nas matérias, leio o mesmo diariamente.
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