Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:28 h

RUMO A 2010 | 19/12/2007 - 11:20

Em Cuiabá, Jaime é o preferido para governador

Romilson Dourado

    Se as eleições fossem hoje e dependesse exclusivamente do eleitorado cuiabano, o senador Jaime Campos (DEM) seria eleito governador num cenário com cinco virtuais concorrentes. De acordo com a pesquisa Mark, realizada em 99 bairros nos últimos dias 15 e 16, o nome do democrata é preferido por 35,8%. Jaime já esteve no comando do Palácio Paiaguás (1991-1995) e foi prefeito de Várzea Grande por três mandatos. A margem de erro da pesquisa oscila em 3% para mais ou para menos.

   O segundo nome preferido em Cuiabá para a sucessão do governador Blairo Maggi (PR) é do deputado federal Carlos Abicalil (PT). Figura com 10,5%. Em 98, o petista pleiteou, sem êxito, a cadeira de governador. À época foi derrotado por Dante de Oliveira (já falecido).

Jaime Campos tem preferência dos cuiabanos na corrida para governador   Lembrado como preferido por 8,2% dos eleitores, depois de Jaime Campos e de Abicalil, o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB), principal liderança do tucanato no Estado, aparece em terceiro lugar. Motivado pela cúpula tucana, ele alimenta expectativa de concorrer ao Palácio Paiaguás em 2010. Antes, porém, precisa passar no teste da reeleição no próximo ano. O nome do ex-prefeito de Rondonópolis por dois mandatos e deputado estadual Percival Muniz (PPS) é lembrado por 6,5%. Já o ex-secretário de Estado e atual diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Estradas (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PR) surge na lanterna, com 2,2%. Nesta amostragem, 23,8% disseram que não sabem ou preferiram não emitir opinião. Já 13% adiantaram que votariam hoje nulo ou em branco se os candidatos fossem os cinco apontados na estimula (Jaime, Abicalil, Santos, Muniz e Pagot).

   Resistência

   Num outro cenário, a Mark fez a seguinte pergunta aos 646 entrevistados da capital: "Em quem o sr (a) não votaria de jeito nenhum para governador se as eleições fossem hoje e os candidatos fossem estes?". Vinte e oito por cento responderam que não votariam no prefeito Wilson Santos, ao passo que 14,4% rejeitaram o nome de Jaime Campos. O terceiro em rejeição é Abicalil, com 8,7%, seguido de Pagot, com 7,7% dos eleitores. Outro nome também rejeitado com 7,6% é do prefeito rondonopolitano Adilton Sachetti (PR).

   Percival Muniz detém o menor índice de rejeição. É citado por 5,6% nesta pesquisa feita no último final de semana. Não souberam ou não quiseram responder 17,8%, enquanto 9,6% votariam nulo ou branco. (Pollyana Araújo)

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RUMO A 2010 | 23/11/2007 - 12:04

Em discurso, Iraci lança Jaime para governador

Romilson Dourado

   A ex-vice governadora Iraci França, recebida sob aplausos pelos democratas na convenção desta sexta, defendeu o nome do senador Jaime Campos para a sucessão de Blairo Maggi, 2010. Destacou que Jaime, enquanto comandou o Estado entre 91 e 94, realizou várias obras. Citou, como exemplo, implantão de linhões, levando energia elétrica a várias regiões.

   Agora filiada no DEM, Iraci (ex-PSDB e ex-PPS) se tornou aliada dos Campos e já é defendida dentro do partido como pré-candidata à prefeita da Capital. Já na década de 90, período em que Jaime exerceu mandato de governador e de prefeito de Várzea Grande, Iraci e seu marido Roberto França, ex-prefeito da Capital ev agora deputado estadual, atuavam como adversários políticos.

   Clique no play 2 vezes e ouça trecho do discurso de Iraci.

RUMO A 2010 | 12/10/2007 - 13:49

Deputado defende uma "dobradinha" Jaime-Riva

Romilson Dourado

Maksuês diz que chapa com Jaime ao governo e Riva ao Senado representaria a volta ao poder da classe política, hoje humilhada pela turma da botina 

  O deputado e apresentador de TV, Maksuês Leite (PP), pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, já tem pronta sua chapa majoritária para 2010. Mesmo a três anos do pleito, ele defende Jaime Campos ao governo do Estado, José Riva à senatória e ainda à reeleição do senador Jonas Pinheiro. Dessa forma, aposta numa aliança do PP com DEM tanto para as urnas do próximo ano quanto para 2010. "Seria uma chapa ideal e vou trabalhar para isso", destacou o parlamentar, em entrevisa nesta sexta (2). Para Maksuês, que se articula para ter apoio dos Campos na corrida à prefeitura, o retorno do senador Jaime ao Palácio Paiaguas e a eleição do deputado Riva à senatória representaria a reconquista do poder e a valorização da classe política.

    Na sua avaliação, o governador Blairo Maggi, no comando do Estado desde janeiro de 2003, "humilha e ignora os políticos". "Ele (Maggi) não foi eleito para ser empresário. Ele está num cargo político. Tem um sojicultor no governo que não dá a mínima para a classe política, que é tratada com menosprezo".  Maksuês Leite afirma que deputados não conseguem viabilizar uma obra junto ao governo, mesmo com abertura para apresentação de emenda parlamentar. Reclama também que, às vezes, é preciso esperar até dois meses para se ter uma audiência com o governador.

    Na sua ótica, uma vitória em 2010 de Jaime e Riva "consolidaria a volta da classe política e dos Poderes. Hoje, existe um baixa estima entre os políticos por causa da postura do atual governo". O deputado do PP afirmou ainda que Maggi "abandonou a Baixada Cuiabana" e considera que a violência explodiu na zona urbana e já está chegando no campo. "Esse governo dos botinudos só tem um olhar: agricultura", critica Maksuês, para quem outros setores precisam ser priorizados.

   Perguntado sobre as razões de já sair em defesa dos nomes de Jaime e Riva para a disputa majoritária, o deputado progressista argumenta que "Jaime fez um bom governo quando esteve à frente do Palácio Paiaguás (91/94), foi prefeito de Várzea Grande por três mandatos e vem mostrando competência e trabalho no Senado". Sobre Riva, Maksuês o tem como um parlamentar municipalista, trabalhador e "rei do interior".

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RUMO A 2010 | 03/10/2007 - 07:47

Caciques querem projetos majoritários de novo

Romilson Dourado

    Três caciques, com experiências em vários cargos eletivos, dominam grupos políticos e sobrevivem no poder em Mato Grosso há mais de 30 anos. Ainda buscam no fazer política currais eleitorais para ditar regras. A cada eleição, mergulham nos bastidores, falam em aclamação das massas mas, no fundo, tomam decisões isoladas, pois detêm controle de seus partidos. Por eles, passam empregos, estrutura de campanha, lobby e recursos para os municípios.

    Logo vão estar inseridos nesse grupo o deputado José Riva, que está no quarto mandato parlamentar e pretende concorrer ao Senado em 2010, e também o governador Blairo Maggi, um empresário que parecia direcionado a ser mais técnico que política, acabou tomando gosto pela coisa pública para não mais deixá-la. Maggi admite disputar também uma das duas vagas de senador daqui a três anos.

   Meia-dúzia de militantes do DEM (ex-PFL) decidiu, "por aclamação", que o senador Jonas Pinheiro continuará na presidência regional do partido, já pela terceira vez. Isso quer dizer que até 2010, pelo menos, ele continuará tomando decisões, desde a compra de uma caneta para o diretório estadual, passando por definição de candidaturas a vereador, prefeito e deputado a alianças políticas. Jonas está no segundo mandato de senador. Em 2010 terá permanecido 16 anos na cadeira. Antes, foi deputado federal por três mandatos (12 anos). Jonas quer mais. Já adiantou a aliados que deve concorrer ao terceiro mandato de senador.

   Jaime Campos é outro cacique. Com seu estilo populista, já foi prefeito de Várzea Grande por três mandatos, governador e desde janeiro deste ano ocupa cadeira de senador. Ficará no mandato até 2014. Assim como seu amigo Jonas, Jaime também deseja mais poder. Já está em pré-campanha para o governo estadual.

   Carlos Bezerra é outro que voltou a reconquistar poder com a conquista, em 2006, do segundo mandato de deputado federal. Antes, exerceu mandato de prefeito de Rondonópolis por três vezes, de deputado estadual, de governdor e de senador. Controla o PMDB a mão-de-ferro. Agora, Bezerra se prepara para disputar o Palácio Paiaguás, antes mesmo de concluir o mandato de deputado federal. A estratégia de buscar um novo cargo antes de concluir o mandato para o qual foi eleito é de praxe na trajetória política de Bezerra e dos demais caciques. Assim, eles só têm a ganhar e nós, eleitores, só a perder. Renovação parece não fazer parte do dicionário político.

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RUMO A 2010 | 27/09/2007 - 10:34

Na Seduc, petista capitaliza votos para federal

Romilson Dourado

   O secretário de Estado de Educação, deputado licenciado Ságuas Moraes, já trabalha nos bastidores sua pré-candidatura a deputado federal para 2010. No controle de um orçamento de R$ 740 milhões, ele tem aproveitado a estrutura da pasta, a maior de todas as que integram a máquina estadual, para capitalizar politicamente. A Seduc conta com cerca de 30 mil servidores, 647 escolas nos 141 municípios e com aproximadamente 500 mil alunos matriculados.

   Ságuas tem mirado no discurso da qualificação profissional dos servidores e na informatização das unidades escolares. Ele acaba de fechar um contrato de R$ 78,8 mil com a Max Comércio e Serviços Ltda para aquisição de equipamentos de informática, micro computadores para estudantes, impressoras e estabilizadores e, assim, poder implantar cinco laboratórios em escolas, numa parceria com o governo federal.

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RUMO A 2010 | 17/09/2007 - 22:08

Presidente do PP afirma que Riva vai ao Senado

Romilson Dourado

    O deputado estadual José Riva (PP) já vislumbra uma cadeira de senador nas eleições de 2010. Ao ser questionado sobre rumores de que teria a pretensão de ser governador, Riva descartou tal possibilidade.  "Que governo que nada! Nem imagino quando irei pensar nisso. Meus projetos estão voltados ao Senado", afirmou o deputado.

    O presidente do diretório estadual, ex-deputado e atual secretário de Estado de Ciências e Tecnologoia, Chico Daltro, revela que o nome de Riva à senatória já está definido, mesmo faltando três anos para o pleito.  "Já foi aceito pelos líderes pepistas que Riva vai lutar por uma cadeira no Senado", disse Daltro. Alguns pepistas mais empolgados, como Maksuês Leite, pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, reforçaram a idéia de ter o deputado na disputa para governador. (Simone Alves - RDNews)

RUMO A 2010 | 26/08/2007 - 09:10

Eraí Maggi admite pré-candidatura ao Senado

Romilson Dourado

    O empresário Eraí Maggi, primo do governador Blairo Maggi e o novo rei da soja, revelou neste domingo que deve concorrer ao Senado em 2010. Apesar disso, considera muito cedo abrir essa discussão agora. No ano passado, Eraí chegou a ensaiar o mesmo projeto pelo PDT. Acabou desistindo de última hora. Hoje, se vê fora da militância política, apesar de atuar forte nos bastidores. Ele nem sabe se está mais filiado à legenda pedetista. "Estou mais fora do que dentro (do PDT). Partido não importa muito. Não é como antigamente, que existia ideologia. Hoje, a cada ano surgem novos partidos. Tem até o PT do PT (numa referência ao Psol)". A decisão de se distanciar da legenda pedetista pode ter sido motivada pelas críticas ao governo advindas do presidente estadual, deputado Otaviano Pivetta.

   O primo do governador destaca que tem recebido incentivo do empresariado ligado ao agronegócio para disputar cargo eletivo. Por isso, não descarta uma candidatura majoritária. Em 2010, estarão em jogo duas das três cadeiras de senador por Mato Grosso. Entre outros possíveis candidatos estão o próprio governador Maggi, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), os atuais senadores Jonas Pinheiro (DEM) e Serys Marly (PT), além do deputado estadual José Riva (PP).

    Mesmo com a pretensão política para 2010, o empresário não entende que deva mergulhar nas eleições municipais do próximo ano em defesa de candidaturas a prefeito e a vereador. Destaca que a cada pleito o cenário muda. Cita como exemplo o que aconteceu com o hoje governador Maggi. "Antes de ser candidato pela primeira vez, o Blairo, ainda no PPS, correu o Estado inteiro e ajudou na eleição de 21 prefeitos e 19 vice. Depois, ele chegou ao governo do Estado com apoio de apenas cinco prefeitos".

   Na concepção de Eraí, o primo Maggi realiza "um bom governo". Questinado sobre as críticas ao governador, segundo as quais a administração está cansada e muita lenta em relação à do primeiro mandato, o empresário dispara: "Quem fala isso é porque já quer pegar o governo. Mato Grosso é um canteiro de obras. Pode não ter o mesmo ritmo das obras do começo do governo por causa da crise, mas as parcerias com os consórcios estão acontecendo".

   Eraí Maggi é diretor-presidente do Grupo Bom Futuro, que planta próximo de 200 mil hectares de soja no Estado, além de 70 mil hectares de algodão. Somente na exploração da oleaginosa emprega mais de 3 mil funcionários. Na produção de soja já supera o Grupo Amaggi, do primo Blairo.

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RUMO A 2010 | 20/08/2007 - 16:30

Inocêncio já lança Maggi à sucessão de Lula

Romilson Dourado

    Blairo Maggi acabou ganhando destaque nesta segunda no 1º Encontro Nacional do PR, em Brasília. O deputado federal Inocêncio Oliveira (PE) chegou a defender o governador mato-grossense para a disputa presidencial de 2010. Em seguida, ressaltou que o PR é aliado do governo do presidente Lula e que a tendência é de haver entendimento entre republicanos e petistas. “O Maggi é a nossa maior expressão e poderá ser o nosso candidato à Presidência da República”, diz Inocêncio Oliveira (PE), ex-presidente da Câmara.

     Segundo ele, o governador tem mostrado um jeito diferente de administrar, "com competência, honestidade e ousadia". "É disso que a Nação espera”. De acordo com Inocêncio, Maggi, caso queira entrar na pré-corrida ao Palácio do Planalto, não terá concorrente interno.

     Para mostrar força política, o governador levou mais de 100 militantes para Brasília. Em discurso, Maggi considerou cedo discutir a sucessão presidencial e disse que a missão é transformar o recém-criado PR, do qual é dirigente em MT e presidente de honra em âmbito nacional, num dos maiores e mais consistentes do país. Afirmou que sua expectativa é que o partido conquiste, em 2010, ao menos seis cadeiras de senador e 40 na Câmara Federal.

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RUMO A 2010 | 18/08/2007 - 07:21

Abicalil faz acordo para tentar Senado com Maggi

Romilson Dourado

   Cada vez mais próximo do governador Blairo Maggi (PR), o deputado federal Carlos Abicalil resolveu repensar o seu projeto político. Mesmo sob pressão do PT, não será candidato a prefeito de Cuiabá no próximo ano. A estratégia é ficar fora do páreo, facilitar composição política com o PR e, em moeda de troca, concorrer a uma das duas vagas de senador em 2010 junto com Maggi. No final do ano passado, Abicalil chegou a declarar, em reunião dentro do PT, que apoiaria uma eventual candidatura da senadora Serys Marly à reeleição. Agora, alguns meses depois, não sustenta mais o que havia dito.

    A disputa pela direção do PT começa a se intensificar mais devido a essa briga de cúpula, tudo por causa de projetos de poder visando as eleições gerais de 2010. Abicalil quer ser o candidato de Maggi ou com Maggi. Serys sonha com a reeleição num palanque de oposição ao hoje governador. Dessa forma, os dois medem força desde agora, daí tantas divergências internas, ao ponto de recorrerem até à Executiva Nacional por causa da eleição de delegados que representarão o PT estadual junto ao 3º Congresso Nacional, que acontece entre 31 deste mês e 02 de setembro, em São Paulo.

    Abicalil tem apoio dos demais integrantes da Unidade na Luta (ex-Campo Majoritário), como os deputados estaduais Ságuas Moraes e Alexandre Cesar, para manter o PT na base do governo Maggi. Nos bastidores, defendem, inclusive, que o PT apoie um nome do PR ou que Maggi indicar para prefeito de Cuiabá. Dessa forma, se depender único e exclusivamente da Unidade na Luta, o partido não terá candidato próprio ao Palácio Alencastro.

    Em Cuiabá, a Articulação de Esquerda, capitaneada pelo presidente municipal Jairo Rocha, que pertence ao grupo de Serys, insiste na idéia de projeto próprio. O problema é que o grupo de Abicalil e Alexandre detém a maioria, o que pode facilitar o entendimento PT-PR para o pleito de 2008. Em Várzea Grande, o presidente da executiva municipal, Lázaro Donizete da Silva, representa minoria. Não conseguiria romper com o PR do prefeito Murilo Domingos. Aliás, o PT já faz parte da administração e a tendência, devido ao efeito das eleições de 2008, e ganhar mais uma secretaria.

    Em Rondonópolis, os petistas também estão "presos" à gestão do prefeito Adilton Sachetti (PR), que tentará novo mandato. A principal expressão do petismo na região, ex-vereador Juca Lemos, compõe a administração Sachetti. Cuida, em Brasília, do escritório de representação do Município.

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