Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:29 h

RONDONÓPOLIS | 05/12/2007 - 16:16

Maggi diz não abrir mão da reeleição de Sachetti

Romilson Dourado

O governador Blairo Maggi, presidente do PR    O governador Blairo Maggi revela que o PR não tem outra opção de candidatura à sucessão municipal em Rondonópolis senão o nome do próprio prefeito Adilton Sachetti. Para evitar mais bombardeios dos opositores ferrenhos, deputados Zé do Pátio (PMDB) e Percival Muniz (PPS), Sachetti vem postergando o anúncio sobre seu futuro político. Seus aliados e o próprio Maggi o tem como candidato à reeleição. Já o prefeito prefere desconversar sobre o assunto.

   "O nosso candidato é o Sachetti", declarou o governador, nesta quarta. Segundo Maggi, Sachetti pode estar um pouco cansado, mas vem sendo motivado a não deixar a vida pública. "Entendo que ser prefeito não é uma tarefa fácil, pois é muito massante". Embora reconheça o lado de Sachetti, Maggi se impõe e declara que não abre mão do aliado na disputa em Rondonópolis. Segundo o governador, o PR tem outros nomes como alternativas, mas essa questão ainda não foi discutida na sigla.

     Sachetti vê à sua frente uma disputa acirrada. Seu principal adversário é o peemedebista Zé do Pátio, que ficou em terceiro lugar nas urnas de 2004. Hoje, Pátio é o líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto. A última amostragem do instituto Mark mostra que o republicano precisa mostrar muito serviço para reverter a desvantagem - leia mais aqui.

    O nome do peemedebista ganhou mais força política porque se aliou ao ex-prefeito Percival Muniz, que rompeu com o prefeito Sachetti. A estratégia de Pátio e Muniz e selar aliança PMDB-PPS, unindo as chamadas forças populares. Eles acusam o prefeito de "governar para as elites". Em resposta, Sachetti tem tido que ambos só pensam em fazer politicagem. (Pollyana Araújo)

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RONDONÓPOLIS | 28/11/2007 - 10:15

Diretora, professor e motorista são assassinados

Romilson Dourado

      A pró-reitora do Campus da UFMT de  Rondonópolis, Soraiha Lima Miranda, o motorista Luís Mauro Pires Russo e o professor do curso de zootecnia Alessandro Luís Fraga foram assassinados na madrugada desta quarta (28), por volta de 2 horas. Os três chegavam na residência de Soraiha, no bairro Colina Verde. Retornavam de uma viagem de Cuiabá e foram abordadas por um homem quando estacionaram o veículo. A polícia está investigando os crimes. Os assassinos não foram presos ainda. (Simone Alves)

(Atualização às 10h38) - A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de "queima de arquivo". O pai da educadora informou aos investigadores que Soraiha vinha recebendo ameaças. 

(Atualização às 12h05) - Serys pede apoio de ministro

  A senadora Serys Marly (PT) encaminhou ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro, pedindo interferência junto ao governo do Estado com vistas a garantir agilidade nas investigações do crime ocorrido em Rondonópolis.

   Clique aqui e veja a íntegra do ofício da senadora

(Atualização às 13h36) - Crime repercute em todo país

   O assassinato dos servidores da UFMT, Campus Rondonópolis, repercurte nacionalmente. Foi destaque no Jornal Hoje, da Rede Globo. Na universidade, o clima é de revolta e dúvidas sobre o que levou um homem encapuzado a cometer os crimes.
       Clique na imagem e veja a reportagem.

(Atualização às 15h15) - Vida perdeu valor, diz ex-marido

Carlos Máximo, ex-marido de Soraiha   O professor universitário Carlos Antônio Máximo, representante da Unesco em Mato Grosso, considera o assassinato dos professores uma prova do estado de insegurança em que vive a população. Entende que os governos sentem-se impotentes. Máximo é ex-marido da pró-reitora da UFMT/CUR, professora Soraiha Miranda, uma das vítimas da execução. O casal estava separado havia quase 5 anos. "A vida não tem validade. Parece que viver está sendo banal", comenta Máximo, ao lado do caixão, no velório na capela do cemitério de Vila Aurora, em Rondonópolis. Ele tinha contato permanente com a ex-esposa e observa que nunca ouviu qualquer tipo de comentário ou preocupação da ex-esposa sobre eventual ameaça de morte. Considera que Soraiha, com teve dois filhos (Mariana, 21, e Ulisses, 8) foi praticamente executada, assim com os outros professores que estavam na companhia dela. Até o ano passado Máximo ocupava a cadeira de secretário-adjunto de Educação do Estado. Depois, foi nomeado à Unesco.

(Atualização às 22h20) -  Homicídios chocam população 

   O assassinato de três funcionários da UFMT/CUR  chocou Rondonópolis. A pró-reitora do campus universitário da Região Sul, Sorahia Miranda Lima, 41, o prefeito do campus, Luís Mauro Russo, 44, e o professor do curso de Zootecnia Alessandro Luís Fraga, 33, foram mortos a tiros por um homem encapuzado, na frente da casa de Sorahia, no bairro de classe média Colina Verde.

   Uma testemunha descreveu o criminoso: homem moreno, de estatura mediana, vestindo camisa vermelha, jeans e capuz. Ele se aproximou do carro na frente da garagem da casa de Sorahia, deu um tiro em Russo, que estava na direção, dois no professor e dois na pró-reitora. Depois, fugiu pelo mato. Até esta noite de quarta, a polícia não tinha pistas do assassino. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga as hipóteses de latrocínio, crime passional e queima de arquivo. Segundo o comandante do 5º Batalhão da PM, Alessandro Ferreira Nunes, Sorahia comentou com colegas que vinha recebendo ameaças de morte.

     A principal hipótese era a de que o triplo homicídio foi motivado por uma disputa de terras. A UFMT pleiteava à União um terreno de 70 ha a 18 km do campus de Rondonópolis, confiscado no ano passado pela Justiça Federal, sob suspeita de ter sido adquirido com parte dos R$ 164,7 milhões roubados do Banco Central de Fortaleza, em 2005, por assaltantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
  
    Sorahia estava à frente das negociações. Ela tinha planos de instalar na propriedade um campus experimental, que iria abrigar parte da extensão do curso de Zootecnia e ainda atividades de Engenharia Agrícola, Biologia e Geografia.

    O delegado João de Moraes Pessoa Filho investiga o processo de desapropriação da fazenda e a suspeita de que havia interesses contrários à doação do terreno para a universidade. Esta quarta-feira, o campus permaneceu cercado pela Polícia Federal, que impediu a circulação de funcionários e alunos. "Lamento profundamente o que ocorreu em Rondonópolis com três pessoas valorosas", declarou o reitor da UFMT, Paulo Speller. Abalado, ele disse esperar que o crime seja esclarecido e evitou dar mais declarações. Informalmente, amigos contaram que Sorahia estaria investigando irregularidades no campus.

   O delegado Pessoa Filho não descarta também a hipótese de crime passional. Nos primeiros depoimentos, familiares da pró-reitora informaram que ela estava em processo de separação litigiosa. "Estamos investigando as circunstâncias relacionadas à vida das vítimas", disse o delegado. O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso, Carlos Brito, determinou rigor nas investigações.

(Atualização às 22h35) - Universidade em luto de 3 dias

   A prefeitura e a UFMT decretaram luto de três dias em Rondonópolis. Estudantes e professores estavam chocados com a tragédia. "Estamos transtornados com a brutalidade de um crime triplo. Sorahia havia comentado que sofria ameaças, mas os motivos são desconhecidos", disse o diretor da Associação de Docentes da UFMT, Antonio Vicente. "O clima aqui é de revolta e comoção. Sorahia era uma pessoa pública, vivia com os filhos, era muito tranqüila", disse o diretor acadêmico da Faculdade do Sul de MT, Leandro Cerutti. (Com Agência Estado)

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RONDONÓPOLIS | 18/11/2007 - 16:35

Sachetti já se articula em busca de novo mandato

Romilson Dourado

   Mesmo com o governador Blairo Maggi no palanque e as máquinas do Estado e do município a seu favor, o prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PR), terá pela frente um páreo duro na disputa à reeleição. Hoje, há três "prefeitáveis" de oposição, mas a tendência é haver unidade ao menos entre os deputados estaduais Zé Carlos do Pátio (PMDB) e Percival Muniz (PPS). O primeiro disputou e perdeu para Sachetti, em 2004. Muniz foi prefeito por dois mandatos e era aliado de Sachetti.

    Se as eleições fossem hoje, Pátio ganharia a prefeitura, conforme tem revelado as últimas pesquisas de intenções de voto. Os governistas apostam, porém, que ainda há tempo para o prefeito de recuperar do desgaste por ter adotado medidas antipopulares, como aumento de taxas de IPTU, de água e de valor venal de imóveis e a retirada de ambulantes das calçadas.

    Empresário e ocupando cargo eletivo pela primeira vez, Sachetti começa a deixar o perfil técnico de lado e jogar mais politicamente em busca de um novo mandato. Cooptou quase todos os vereadores. Com ajuda do governo do Estado e com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal, sua administração já programou várias obras para o primeiro semestre do próximo ano, já em fase de campanha eleitoral.

   Esse trunfo pode ajudá-lo na reeleição. Sachetti, que conta com apoio do PT, carrega sobre os ombros outro desafio: precisa vencer para fortalecer seu nome como virtual candidato a governador em 2010. O maior incentivador desse projeto é o próprio Maggi, que vislumbra candidatura de senador.

   Enquanto isso, Zé do Pátio parte para o ataque. Afirma que a gestão Sachetti prioriza os ricos em detrimento dos menos favorecidos. Ele se uniu a Muniz, outro que não descarta entrar na disputa. Se não concorrer a prefeito, o deputado socialista tende a apoiar o peemedebista. A estratégia é não rachar as oposições.

   Pátio e Sachetti não estão conseguindo, porém, trazer para o grupo o ex-prefeito e ex-governador Rogério Salles (PSDB), que se vê num fogo cruzado. De um lado, Salles é motivado a disputar a prefeitura em nome da sobrevivência do PSDB. De outro, é amigo pessoal de Maggi e de Sachetti, a quem apoiou em 2004. Por enquanto, o tucano admite pré-candidatura, mas com o entusiasmo que não deve durar até as convenções de junho.

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RONDONÓPOLIS | 12/11/2007 - 20:54

Santos promove ato para lançar Salles a prefeito

Romilson Dourado

    O prefeito Wilson Santos, presidente estadual do PSDB, lança nesta terça (13), à noite, durante ato em Rondonópolis, o colega tucano Rogério Salles à sucessão municipal. O ato marca também a posse do policial rodoviário federal Luis Carlos da Silva na direção do diretório municipal.

     Até agora, dos dois pleitos que participou, Salles compôs chapa como vice. Assim chegou à prefeitura (94/96) e ao governo estadual (2002). Era vice de Carlos Bezerra e concluiu o mandato de prefeito com a renúncia do titular, que concorreu e venceu disputa ao Senado em 94. Depois, após se eleger vice-governador, Salles comandou o Estado por oito meses em 2002, desta vez com a renúncia de Dante de Oliveira, que disputou e perdeu para o Senado.

   Há um mês no comando da legenda tucana, Wilson Santos vai a Rondonópolis hoje para animar Rogério Salles quanto ao projeto de candidatura a prefeito. Dentro desse conjectura, as oposições começam a rachar. Ocorre que o PPS de Percival Muniz e o PMDB do pré-candidato a prefeito Zé do Pátio tinham esperança na formação da tríplice-aliança (PMDB-PPS-PSDB) na briga contra o prefeito Adilton Sachetti (PR).

  "Salles surge como uma terceira via", aposta Luis Carlos, que assume nesta terça a direção tucano de Rondonópolis. Adianta que pretende buscar também novas alianças e já confirma adesão ao projeto do nanico PSL, para quem apresenta "bons quadros para a disputa à Câmara Municipal".

   O PSDB sonha em conquistar estudantes, sindicatos, associações e até mesmo buscar apoio de professores universitários que se vêem frustrados com o PT. “Hoje, o PSDB de Rondonópolis tem 788 filiados e queremos conquistar mais pessoas. Quanto ao estadual, o PSDB pretende lançar candidatura própria nos 20 maiores municípios de Mato Grosso”, destaca Luis Carlos.

    Criticas

    O novo dirigente tucano da Executiva de Rondonópolis critica a gestão Sachetti, da qual já fez parte como chefe de Gabinete. "Sachetti faz uma administração unilateral. Falta diálogo. Ele não venceu as eleições para tomar decisões isoladas", critica.

    Luis Carlos é o terceiro presidente da legenda em Rondonópolis este ano. O primeiro foi o secretário de Agricultura do município, Adão Hipólito Garay, que se afastou em razão do fim do mandato que cumpria. Salles assumiu a vaga por aclamação pelo diretório municipal. Agora, como passou a fazer parte do regional, como vogal, o estatuto não o permite continuar no comando do diretório rondonopolitano. (Simone Alves)

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RONDONÓPOLIS | 05/11/2007 - 02:38

Sachetti inicia articulação e deve ter Vilma de vice

Romilson Dourado

Prefeito busca nome capaz de popularizar sua recandidatura e vê em vereadora um dos perfis ideais 

   Sem alarde, o empresário e prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PR), começa a articular alianças e composição de chapa na corrida à reeleição. Ele já sinalizou nos bastidores que pretende ter como vice a vereadora Vilma Moreira (PSB). Trata-se de uma professora sindicalista, ligada ao Movimento Negro e que detém carisma e liderança, principalmente junto aos profissionais da educação. Vilma chegou a ensaiar ruptura, mas já recuou da idéia. Voltou a ser governista de carteirinha.

   A estratégia do prefeito é justamente popularizar mais sua recandidatura e, assim, atingir segmentos com os quais encontra resistência. Com estilo mais técnico que político e carimbado como um gestor austero e até autoritário, Sachetti enfrenta alto índice de rejeição neste primeiro mandato. Sua maior dificuldade está nas massas. Ele pretende, então, copiar o exemplo de 2004, quando buscou no líder comunitário Manoel Machado, o Maneco, do distrito de Vila Operária, o parceiro de chapa que se veio equilibrar a disputa, atraindo apoio de movimentos populares.

    Agora, Maneco, que assumiu a cadeira de vice-prefeito no PSC, pulou para o outro nanico PSL e agora está no PR, buscará cadeira de vereador. Enquanto isso, cresce a chance da vereadora Vilma vir a ser confirmada vice da nova chapa de Sachetti, que tem como principal cabo eleitoral rumo a 2008 o governador Blairo Maggi.

   O PT, que participa da administração - tem o ex-vereador Juca Lemos como representante do Escritório de Rondonópolis em Brasília -, também está de olho na vaga, assim como o PTB e PP. Aliados de Sachetti não descartam até uma composição com o PSDB do ex-prefeito (94/96) e ex-governador Rogério Salles (2002), apesar do tucano viver sob pressão para se juntar ao PMDB e PPS dos deputados oposicionistas Zé do Pátio e Percival Muniz.

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RONDONÓPOLIS | 30/10/2007 - 12:15

Em encontro, Pátio acusa Maggi de comprar voto

Romilson Dourado

Zé do Pátio discursa encontro em Rondonópolis do PPS e PMDB, já antecipando a disputa eleitoral

  O 1º Encontro das Forças Populares promovido por líderes do PPS e do PMDB nesta segunda à noite em Rondonópolis serviu de palco para bombardear o governo Blairo Maggi e também a administração do prefeito Adilton Sachetti (PR). Discursos em ritmo de campanha antecipam o debate sobre a sucessão na cidade-pólo do sul mato-grossense. O deputado Percival Muniz, presidente regional do PPS, foi aplaudido por cerca de 1,5 mil pessoas quando disparou críticas ao prefeito Sachetti, de quem era aliado e contra o governo Maggi. O deputado Zé do Pátio, que deve ser o candidato das oposições a prefeito, acusou até a turma da botina de compra votos. Ele defendeu a unidade das oposições e reforçou a tese de 12 siglas partidárias se unirem aos movimentos sociais e populares contra os governos municipal e estadual. 

  Em discurso, Muniz afirmou que o PPS está sendo tratado como um inimigo que precisa ser morto. Segundo ele, está havendo perseguição de todo tipo por parte do grupo do governo Maggi. Pátio disse que o ggovernador Maggi não vai conseguir "comprar voto do eleitorado nas próximas eleições municipais". "O povo vai ganhar o dinheiro do governo e vai votar na oposição". Segundo o peemedebista, a administração de Sachetti é protegida pelo governador republicano por privilegiar os grandes empresários. "Essa administração é igual a do governo do Estado. Concentra recursos na turma dos olhos azuis", emendou o deputado federal Carlos Bezerra, presidente regional do PMDB.

    Pátio e Muniz também dispararam críticas ao prefeito Sachetti. Levaram para o encontro a discussão sobre a política de incentivos fiscais do governo. Para eles, o debate foi "muito positivo". Motivou a presença de dezenas de pessoas. "Isso reflete a insatisfação dos rondonopolitanos". (Simone Alves)

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RONDONÓPOLIS | 13/10/2007 - 20:55

Presidente da Câmara aposta que Sachetti vence

Romilson Dourado

Ananias diz que prefeito é austero, honesto e não abusa do poder e classifica Pátio de oportunista e demagogo

   O presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, vereador Ananias Martins de Souza Filho (PR), defende o projeto à reeleição do prefeito Adilton Sachetti e aposta em êxito nas urnas do aliado, mesmo hoje em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto. O deputado Zé Carlos do Pátio (PMDB) é a principal ameaça a Sachetti. Ele lidera a corrida sucessória. O ex-prefeito e deputado Percival Muniz (PPS) também está no páreo. Segundo Ananias, Sachetti é merecedor de um novo mandato "porque está fazendo uma gestão sem nenhum sinal de desvio da função do administrador público, é austero e trabalha muito". "Isso incomoda os adversários, pois ele (prefeito) não dá jeitinho em nada".

     Perguntado sobre como analisa o perfil de Pátio, que concorreu em 2004 e perdeu a prefeitura por uma pequena diferença tanto do eleito Sachetti quanto do deputado Wellington Fagundes, o presidente da Câmara disparou: "Ele (Pátio) é um bom parlamentar e gosta de realizar obras dos outros. É oportunista e populista, mas tem o meu respeito como político, pois esse é o jeito dele".

    Ananias entende que a tendência é da sucessão em Rondonópolis se polarizar entre Sachetti e um outro candidato de oposição, Pátio ou Muniz. "Se o Percival disputar acho que polariza porque os dois (Muniz e Sachetti) foram do Executivo". Ele acredita que Sachetti levaria vantagem se tivesse Pátio como principal concorrente. "Eleição em Rondonópolis só se define nos 45 minutos finais e Sachetti está preparado para o embate com ambos", diz o vereador. Ananias considera que a participação do governador Blairo Maggi no palanque de Sachetti será importante. Observa que tanto Maggi quanto o governo Lula têm enviado muitos recursos para Rondonópolis "porque confiam no administrador".

  "O Sachetti é um administrador que todos pedem. É austero, honesto, não abusou do poder, seu patrimônio não aumentou como certos que estiveram lá", cutuca. O parlamentar enfatiza ainda que o prefeito manteve a governabilidade mesmo enfrentando crise. "Não houve atraso de pagamento para fornecedor. Aliás, não sai ordem de serviço sem que o recurso esteja depositado. O prefeito tem transparência em seus atos. É tudo que o povo quer e exige de um político".

   Ananias Filho admite, porém, que Sachetti comete erros mais por conta da falta de traquejo político. "Ele não gosta muito de sorrir e discute com muita veemência e isso, às vezes, é incompreendido. Mas o prefeito se dobra a qualquer argumento sério. Os erros dele são ruins para ele próprio. Mas fazer o que!, Sachetti não é candidato a miss simpatia!".

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RONDONÓPOLIS | 13/10/2007 - 09:03

Decisão do STF cassa mandato de 2 vereadores

Romilson Dourado

      Dos 12 vereadores por Rondonópolis, sete trocaram de partido, mas apenas dois (Aristóteles Cadidé e Valdir Clemente) trocaram de legenda após 27 de março deste ano, data a partir da qual começa a valer a fidelidade partidária conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Por conta disso, ambos devem perder o mandato.

      Clemente foi eleito pelo DEM e deixou a sigla depois de março. Já Cadidé saiur do PPS recentemente. Os dois foram para PR. O presidente do diretório municipal do PPS, José Antônio de Medeiros, já afirmou que o partido vai requerer na Justiça a vaga de Cadidé. Segundo o STF, o mandato pertence ao partido e não ao candidato eleito. 

     Os outros cinco vereadores trocaram de partido antes da data determinada pelo Supremo. Mohamed Zaher trocou de sigla por duas vezes, uma antes da decisão e outra após a fidelização. Foi reeleito em 2004 pelo PSDB, migrou para o PSB e agora já está no PR. Mesmo com esse troca-troca, Zaher não perderá o mandato.

    Já Olympio Alvis saiu do PT no ano passado e foi para o PR. Zé Márcio Guedes que está hoje no PR, foi eleito pelo PMDB, após passar pelo PDT. Ele deixou o PMDB em 2005. Márcio Bertoni, eleito pelo PTB, deixou a legenda no ano passado, filou-se ao DEM e, no início de outubro, ingressou no PMDB. O vereador Hélio Pichioni não corre risco, pois deixou o PPS em 19 de janeiro deste ano.

    Dos parlamentares rondonopolitanos, não mudaram de legenda Wilma Moreira (PSB), Ananias Filho (PR), Adonias Fernandes (PMDB), Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), Mariúva Valentin Chaves (PMDB) e o suplente João Gomes (PR), que está legislando no lugar do titular Bertoni.

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RONDONÓPOLIS | 10/10/2007 - 09:00

João Gomes é líder para vereador; Olympio é 2º

Romilson Dourado

  O radialista e apresentador de TV, João Gomes, que assumiu a vaga do vereador Márcio Bertoni há menos de três meses, é o líder absoluto na corrida à Câmara Municipal de Rondonópolis, cidade-pólo do Sul do Estado. De acordo com a pesquisa Mark, feita nos últimos dias 5 e 6 deste mês, Gomes detém 5% das intenções de voto.

   A escolha do nome dos virtuais candidatos é feita de forma espontânea pelo entrevistado, inclusive sem ajuda de uma listagem. Como o quadro de candidatueras ainda está indefinido, o resultado não dá segurança quanto à eleição. Serve apenas de "termômetro" para "medir" o grau de satisfação e a tendência de parte dos eleitores.

   O segundo colocado na pesquisa é o vereador e cantor Olympio Alves (PR), que aparece com 3,5% das intenções de voto. Na pesquisa de junho do instituto Mark, Olympio Alves era o terceiro - clique aqui e confira.

   O vereador e empresário Mahamed Zaher, que estava no PMDB, foi para o PSDB, saltou para o PSB e está agora no PR, figura agora em terceiro lugar, com 2,8%. O petista Cidão aparece com 2,4% de preferência. O presidente da Câmara, Ananias Filho (PR), está em quinto lugar. Ele já esteve em primeiro e agora figura com 2,2% das intenções de voto ao lado do ex-vereador Juca Lemos. Até mesmo o nome do deputado estadual Zé Carlos do Pátio (PMDB) surge entre virtuais candidatos a vereador, mesmo em pré-campanha para prefeito.

    Já o vereador Aristóteles Cadidé (PR), que trabalha a reeleição, é citado por 1,1%. O vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), caiu do segundo lugar para o 11º. Nesta pesquisa (terceira rodada), ele está com 0,9%, assim como a também parlamentar Vilma Moreira (PSB). Hilda Furacão também surge com 0,9% das intenções de voto. Outros nomes obtiveram 0,4%. São eles: o ex-prefeito Rogério Salles (PSDB), o vereador Valdir Clemente (PR), Marcelo Novaes, o vereador Helio Pichioni (PR) e doutor Emanuel.

     Com 0,2%, aparecem nove nomes, entre eles da vereadora Mariúva Valentin Chaves (PMDB) e do padre Lothar Bauchrowitz, coordenador da Paróquia de Vila Operária. Também estão com 0,2% o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), ex-vereador Milton Luiz Araújo, o Milton Mutum, o técnico de futebol Mário Sérgio Soares e o presidente da Associação de Amigos de Mototaxistas (AAMOR), Mário Sérgio Gonçalves, além de Luis Silva, Francisco Araújo e Luciene.

    Há um ano das eleições municipais, o quadro de pré-candidaturas ainda está completamente indefinido, o que faz com que 61,1% dos entrevistados estejam indecisos quanto ao nome de seu pré-candidatos a vereador.

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RONDONÓPOLIS | 10/10/2007 - 08:03

78% revelam aprovar a administração Maggi

Romilson Dourado

Em 7 meses, índice de aprovação do governador cai 10 pontos em Rondonópolis    

   O mandato do governador Blairo Maggi (PR) detém aprovação de 78,6% em Rondonópolis, revela dados do Instituto Mark de Pesquisa e Opinião. O trabalho de campo foi realizado em 44 bairros, com opinião de 458 eleitores. Em relação às pesquisas anteriores, realizadas nos dias 13 e 14 de março e também em 2 e 3 de junho deste ano, houve uma queda no índice de aprovação. Na primeira amostragem, Maggi tinha aprovação de 88%, depois veio para 83,7%. Dessa forma, em sete meses caiu 10 pontos percentuais. Maggi tem residência fixa em Rondonópolis.

   Nesta terceira rodada da pesquisa Mark, entre os que aprovam a gestão do republicano, 6,8% acreditam que ele realiza um ótimo mandato. Para 45,4%, Maggi faz um bom trabalho, enquanto 26,4% afirmam que é regular positivo.

     Por outro lado, 17,5% dos entrevistados reprovam a gestão do republicano. Destes, 5,9% consideram que é uma administração regular positiva. Na concepção de 5,7%, trata-se de uma gestão ruim. Dos entrevistados, 5,9% foram categóricos em afirmar que é péssima. Confira os dados no quadro abaixo

RONDONÓPOLIS | 10/10/2007 - 07:50

Governo Lula conta com uma aprovação de 81%

Romilson Dourado

  O governo do presidente Lula (PT) está com avaliação positiva de 81,4% junto à população de Rondonópolis. A pesquisa foi feita  nos dias 5 e 6 deste mês em 44 bairros. Em contrapartida, 16,1% rejeitam o petista à frente do Palácio do Planalto. Dos eleitores entrevistados pelos pesquisadores da Mark Instituto de Pesquisa e Opinião, 8,7% consideram que Lula realiza um ótimo mandato, mesmo após uma série de escândalos terem atingido o poder central.

     Para 41,7%, trata-se de um bom governo, ao passo que 31% entendem que é regular positivo. Quanto à avaliação negativa, 8,5% são categóricos em afirmar que o petista desempenha uma péssima administração e, 3,5%, classificam-na de regular negativa. Para 4,1%, é ruim.  Os pesquisadores colheram opinião de 458 rondonopolitanos.

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RONDONÓPOLIS | 09/10/2007 - 15:40

Maneco substitui Sachetti e populariza a gestão

Romilson Dourado

   A Prefeitura de Rondonópolis está sob comando de Manoel Machado, o Maneco (PR), desde a última sexta (5). Ele substitui o prefeito Adilton Sachetti, que integra a comitiva do governador Blairo Maggi em viagem de 14 dias à Europa. Esta é a segunda vez que Maneco assume a cadeira de prefeito. Foi o grande trunfo de Sachetti na campanha de 2004. Por ser empresário, com perfil mais técnico que político e diante da dificuldade de conquistar as massas, Sachetti buscou em Maneco o "vice ideal". A dobradinha deu certo. Maneco é líder comunitário. É uma figura simples da Grande Vila Operária. Também é se mostra impaciente. Começou no PSC, foi para o PSL e, no último dia 31, se filiou no PR do prefeito Sachetti.

  No início da administração, Maneco chegou a ficar isolado. Não tinha direito nem a gabinete. Aos poucos, o prefeito foi reconhecendo sua importância na busca da popularização do mandato. Agora que Sachetti está mal das pernas quanto à popularidade e, mesmo assim, disposto a partir com tudo para a reeleição, aproveitou o pretexto da viagem internacional para abrir espaço a Maneco.

   Dessa forma, enquanto o prefeito viaja, o seu vice não pára. Maneco já promoveu reunião com secretariado, entregou veículos nesta terça à secretaria de saúde e está com a agenda lotada até o próximo dia 21. Até lá, vai estar à frente do município que figura hoje no ranking de segunda economia do Estado. Maneco aproveita a deixa para também reforçar sua pré-campanha a uma cadeira de vereador.

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RONDONÓPOLIS | 09/10/2007 - 07:19

Na espontânea, peemedebista impõe vantagem

Romilson Dourado

    A pesquisa espontânea, metodologia em que os entrevistados citam o nome do virtual candidato sem a ajuda de uma lista, aponta também ampla vantagem do peemedebista Zé Carlos do Pátio na corrida sucessória em Rondonópolis. Seu nome é o prefetido por 27,7% do eleitorado rondonopolitano. Pátio impõe uma vantagem de 15 pontos percentuais sobre o prefeito Adilton Sachetti (PR), que aparece com 12,7% das intenções de voto nesta amostragem espontânea feita nos dias 5 e 6 deste mês.

   Na pesquisa da Mark realizada em junho deste ano, Pátio também estava em primeiro lugar com 23,6%, assim como na pesquisa feita em março em que ele detinha 25,6%. Em todas, o nome dok peemedebista figura à frente de Sachetti - confira aquiaqui.

   O nome do deputado estadual Percival Muniz (PPS) é citado por 12,7%. Ex-prefeito (96) e ex-governador (2002), Rogério Salles é citado por 7,4% como candidato favorito dos rondonopolitanos. O deputado federal Wellington Fagundes, derrotado a prefeito em duas eleições seguidas (2000 e 2004) aparece com os mesmos 3,7% de intenções de voto na espontânea. Os nomes do ex-prefeito Jota Barreto (PR) e do ex-vereador Juca Lemos (PT) são citados por 0,4% e 0,2% dos eleitores, respectivamente.

     Há um ano das eleições municipais, o número de indecisos ainda é alto: 39,7%. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

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RONDONÓPOLIS | 09/10/2007 - 07:18

Prefeito perde para Pátio em todas simulações

Romilson Dourado

   Se as eleições fossem hoje com Zé Carlos do Pátio, Adilton Sachetti e Percival Muniz na disputa, o primeiro venceria com uma frente "elástica". Pátio atingiria a 47,2% das intenções de voto, segundo aponta a pesquisa Mark, feita na sexta e sábado da semana passada. O prefeito Sachetti seria o segundo colocado, com 20,3%, enquanto o deputado Muniz obteria 14,8%. O número de indecisos é de 7,6%. (estimulada 01).

  O peemedebista Pátio impõe vantagem também se tivesse como concorrente, além de Sachetti, o ex-prefeito e ex-governador Rogério Salles (PSDB) - (estimulada 2). A frente chegaria a 50,9% das intenções de voto. Já Sachetti figura desta vez com 21,8%, enquanto Salles teria 8,1%. Nesse caso, o número de indecisos é de 7,9%.

     Numa outra situação - sem Salles e com o petista Juca Lemos -, o quadro eleitoral melhora para o peemedebista Zé do Pátio. Seu nome atingiria a 53,7% de preferência na corrida à Prefeitura de Rondonópolis. O prefeito Sachetti é citado por 22,1% e, Juca, por  somente 1,1%. O número de indecisos é de 8,7% (estimulada 3).

RONDONÓPOLIS | 09/10/2007 - 07:15

Zé do Pátio dispara e seria eleito prefeito hoje

Romilson Dourado

    O deputado Zé Carlos do Pátio (PMDB) amplia vantagem e seria eleito hoje prefeito de Rondonópoilis com quase 50% das intenções de voto. É o que aponta a terceira rodada feita este ano da pesquisa Mark. Desta vez, a amostragem foi na semana passada (dias 5 e 6), com 458 entrevistas em 44 bairros. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. No primeiro cenário, em que aparecem "prefeitáveis" representando cinco partidos, Pátio aparece com 44,8% das intenções de voto. O prefeito Adilton Sachetti (PR) aparece com 26 pontos percentuais atrás, ou seja, com 18,8% de preferência.

   Em terceira colocação está o ex-prefeito e deputado Percival Muniz (PPS), com 14,4%. O também ex-prefeito e ex-governador Rogério Salles (PSDB) detém 7% e, o petista Juca Lemos (PT), 0,9% (estimulada A).

    Os dados mostram ascensão gradativa do candidato Zé do Pátio, num comparativo com a primeira, realizada há seis meses (clique aqui e confira) e com a segunda, feita em junho - aqui. Como falta um ano para o pleito, o quadro ainda estão indefinido. Diante disso, o instituto Mark fez várias simulações com os possíveis candidatos. 

     Numa outra situação (estimulada B), Zé do Pátio sai da disputa e entra a também peemedebista Teté Bezerra, esposa do deputado Carlos Bezerra. Nesse caso, Percival Muniz ficaria em primeiro com 27,7% das intenções de voto, mas somente 6,5 pontos percentuais à frente do prefeito Sachetti (21,2%).

    Pátio lidera novamente a disputa com 46,5% em um terceiro cenário (estimulada C) tendo no páreo o deputado federal de quinto mandato Wellington Fagundes (PR) no lugar do colega de partido Sachetti. Muniz seria o segundo (17,2%) e, Fagundes, o terceiro, com 9,6%, enquanto Salles contaria com 8,1%.

   O nome de Pátio, que em 2004 tentou e perdeu a disputa para Sachetti, alcança a 50,4% quando sai da lista de pré-candidatos Percival Muniz e entra Ana Carla Muniz. Nessa simulação D, Sachetti chegaria a 22,1%. Já a ex-secretária de Educação do Estado teria 3,9%.

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RONDONÓPOLIS | 09/10/2007 - 07:10

Rejeição ao nome do prefeito Sachetti é de 37%

Romilson Dourado

    O nome do prefeito Adilton Sachetti (PR) é o mais rejeitado pelo eleitorado de Rondonópolis. Nada menos que 37,3% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no republicano. É o que revela pesquisa Mark, cujo trabalho de campo foi realizado na última sexta (5) e sábado (6). A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

    O nome do prefeito, que deve concorrer a novo mandato pelo Partido da República com apoio do governador Blairo Maggi, enfrenta a maior rejeição não é de hoje. Na amostragem feita pelo instituto Mark em junho deste ano, Sachetti estava com 35,3% de rejeição. Agora, o índice subiu para 37,3%.

   Os pesquisadores fizeram a seguinte pergunta a 458 rondonopolitanos: "Em quem não votaria o sr (a) não votaria de jeito nenhum para prefeito se as eleições fossem hoje? Dos entrevistados, 12,9% rejeitam o nome do petista Juca Lemos, que ocupa cargo na administração Sachetti. Juca surge, assim, como o segundo nome mais rejeitado para prefeito. A ex-deputada federal Teté Bezerra (PMDB) está com rejeição de 8,5%, seguida pelo deputado Wellington Fagundes, com 7,7%.

   Do quadro de prováveis concorrentes à sucessão em Rondonópolis, os nomes menos rejeitados são do deputado Zé Carlos do Pátio, que lidera as pesquisas de intenções de voto e na rejeição detém somente 4,8%, e da ex-secretária estadual de Educação, Ana Carla Muniz (PPS), que detém 3,7% e, por fim, de Percival Muniz, com 2,2%. Com o mesmo percentual de rejeição está o ex-governador Rogério Salles (PSDB). O número de indecisos está em 13,7%. Se as eleições fossem hoje, 7% votariam em branco ou anulariam o voto.

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RONDONÓPOLIS | 27/09/2007 - 15:08

Sachetti adota estilo trator em busca da reeleição

Romilson Dourado

Adilton Sachetti, prefeito de Rondonópolis  O prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PR), passou a jogar pesado em nome da reeleição. Após enfrentar desgaste por decisões impopulares, como a retirada de ambulantes da região central e o aumento da tarifa de água e de IPTU, Sachetti está agindo mais politicamente. Quer patrolar logo a oposição, antes desta criar "asas". Primeiro, conseguiu cooptar para o seu partido nada menos que oito dos 12 vereadores. Agora, espalhou maquinários pelos bairros para o trabalho de recuperação de ruas e de pavimentação asfáltica.

   Sachetti é amigo pessoal do governador Blairo Maggi, que o tem como virtual candidato preferido para o Palácio Paiaguás, em 2010, desde que o prefeito passe pelo teste das urnas no próximo ano. O projeto político maior, então, depende do desempenho eleitoral do gestor em 2008. Recursos e obras não são problemas. O prefeito tem à disposição três máquinas: a do município, do Estado e do governo federal.

   Há dois meses, por exemplo, Maggi autorizou a liberação de R$ 5,7 milhões para Rondonópolis investir em pavimentação asfáltica até o próximo ano. O Estado anunciou também mais R$ 6 milhões para construção de um ginásio de esportes. Sachetti conseguiu, com aval do Estado, transferir esse dinheiro para obras de infra-estrutura. Rende mais votos. O presidente Lula liberou para Rondonópolis R$ 166 milhões para obras de saneamento por meio do Programa de Aceleração do Crescimento.

   Tem razão dos três principais grupos de oposição começar a discutir a formação de um bloco. Trata-se do único caminho para tentar barrar a reeleição do prefeito. Os deputados Zé do Pátio (PMDB), Percival Muniz (PPS) e Rogério Salles (PSDB) falam em unidade. Dos três, dois já foram prefeitos (Muniz e Salles). Pátio já levou uma "surra" nas urnas do próprio Sachetti em 2004. A briga política promete.

(Atualização às 16h57) - Adilton Sachetti nega que está usando a máquina pública como forma de reforçar  qualquer tentativa de reeleição. Afirma que nem mesmo está visualizando o próximo ano. "Quem tem que bater cabeça sobre a eleição de 2008 é o partido e não eu. Não é hora de falar em reeleição. É hora de trabalhar",  disse o republicano. Ao defender-se dos rumores de que está a promover sua imagem anunciando obras aos quatro cantos de Rondonópolis, criticou o bloco da oposição que já se organiza para travar uma briga política. "A oposição tem que fazer o que precisa. Faz parte do processo democrático, mas não me venha falar em campanha e muito menos em financiamento de qualquer gênero. Nesta parte, a oposição está pecando. Usar o argumento, por exemplo, que tenho recursos para financiar campanha, é fazer política a qualquer preço ou a qualquer custo. Pois não há recursos. Fui eleito sob os conceitos da verdade e honestidade", argumentou Sachetti. 

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RONDONÓPOLIS | 17/09/2007 - 02:45

Prefeito coopta para o PR 8 dos 12 vereadores

Romilson Dourado

  

Pré-candidato do governador Maggi ao Palácio Paiaguás em 2010, Sachetti joga pesado para não perder a reeleição

    O prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, compadre do governador Blairo Maggi, aposta tanto no jogo da reeleição para não perder o rumo ao Palácio Paiaguás em 2010 que já cooptou para o seu PR nada menos que oito dos 12 vereadores. Sachetti é o nome preferido de Maggi para o governo estadual. Para se credenciar ao posto maior, ele precisa passar no teste das urnas de 2008. Sabe que a missão será árdua porque enfrentará uma oposição forte, capitaneada pelos deputados Zé do Pátio (PMDB), Percival Muniz (PPS) e pelo ex-governador e ex-prefeito Rogério Salles (PSDB).

    Mesmo com essa "habilidade" de atrair tantos aliados e, assim, acabar com a oposição no legislativo municipal, Sachetti ainda insiste no argumento de que sua administração é eminentemente técnica.

   Em princípio, o PR, que nasceu da fusão do PL com o Prona, só estava com o presidente da Câmara, vereador Ananias Filho. Depois aderiram ao partido de Maggi e Sachetti os vereadores Zé Márcio Guedes, Valdir Clemente, Hélio Picchioni e Aristóteles Cadidé. Na última rodada de troca-troca antes de vencer o prazo de um ano de antecedência para aqueles que serão candidatos em 2008, outros três foram para o PR: Olímpio Alves, Mohamed Zaher e o recém-empossado João Gomes, que assumiu a cadeira de Márcio Bertoni, licenciado para tratamento de saúde. 

   O prefeito trabalha ainda nos bastidores para ampliar também o número de filiados no PR dos atuais 3,7 mil para cerca de 5 mil. Perguntado sobre qual foi a estratégia de Sachetti para atrair ao PR a maioria dos vereadores, já que a "inflação" de parlamentares numa só legenda dificulta a reeleição de todos por causa do coeficiente eleitoral, o presidente da Câmara, Ananias Filho, argumenta que o prefeito não fez cooptação. "As mudanças devem-se ao fato dele (prefeito) tratar a coisa pública e os agentes públicos de forma igualitária. Ele levou a todos à reflexão de que, em partidos diferentes, seria ruim para a cidade e os vereadores acreditaram num projeto coletivo".

    Somente cinco vereadores resistem, desde a eleição de 2004, à idéia de trocar de partido. São eles: Ananias, Vilma Moreira (PSB), Mariúva Valentim (PMDB) Adonias Fernandes e Manoel Lourisvaldo, o Fulô.

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