Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:32 h

RUMO ÀS URNAS | 16/06/2008 - 10:20

Partidos empurram convenções para últimos dias

Romilson Dourado

 Os partidos resolveram empurrar para os últimos dias as convenções com vistas a oficializar seus candidatos a prefeito, a vice e a vereador. Apesar do calendário eleitoral permitir a realização dos congressos a partir de 10 de junho, nenhuma legenda em Cuiabá se arriscou a realizar os encontros. Quase todas agenderam para os últimos 3 dias do mês. A fase ainda é de muita articulação, busca de aliados e de alianças.

  O PR do pré-candidato a prefeito Mauro Mendes vai realizar convenção no dia 22, para coincidir com o número da legenda que nasceu há pouco mais de um ano, após a fusão do PL com o Prona. Um dia antes (21), o PSB vai homologar a candidatura ao Palácio Alencastro do deputado federal Valtenir Pereira. O PSB vai de chapa pura. Terá Cácila Pires de vice de Valtenir.

  Como ainda vive impasse sobre definição do vice da chapa, o "prefeiturável" Walter Rabello ainda não definiu a data da convenção do seu PP. Já o aliado DEM, que indicará o vice da chapa de Rabello, escolheu 25, número da legenda. O PMDB, que saiu dos braços do prefeito Santos e migrou para aliança com Mendes, marcou convenção para o dia 20. O partido tenta "enxugar" agora a lista de candidatos a vereador. Hoje são 25. Alguns devem desistir no meio do caminho.

Vilson Aguiar, presidente do PT de Cuiabá  O presidente do PT da Capital, Vilson Aguiar, vai decidir ainda nesta segunda (16) o dia da convenção municipal. A data só não saiu ainda por causa da nova crise interna, desta vez motivada pela "fritura" da pré-candidatura de José Portocarrero, que já recorreu à direção nacional para ser oficializado como candidato a prefeito. A direção petista, porém, já selou aliança com o PR de Mendes.

  O PPS, que abrigou até o ano passado o governador Blairo Maggi, se reúne no dia 28, assim como o PTB e o PDT. Em 30 de junho, último dia para as convenções, o tucanato se encontra para oficializar o nome do prefeito Wilson Santos como candidato à reeleição. O PV, que nos bastidores já está fechado com Mendes mas, publicamente, admite concorrer com candidatura própria liderada por Arquimedes Pereira Lima, também agendou convenção para o dia 30.

(Às 13h35) - Nanico PHS marca congresso para dia 28

  O Partido Humanista da Solidariedade (PHS), que tenta ocupar espaço em Mato Grosso, marcou sua convenção em Cuiabá para o dia 18. Faz parte da coligação que apóia à candidatura a prefeito de Walter Rabello (PP). Com 28 pré-candidatos a vereador, o PHS espera eleger entre um e dois vereadores, prevê Luiz Acosta, o Luizão, um dos que concorrerão à cadeira no legislativo cuiabano.

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RUMO ÀS URNAS | 16/06/2008 - 07:16

De 12 deputados pré-candidatos, só sobraram 3

Romilson Dourado

  Até há 2 meses,  nada menos que 12 (50%) dos 24 deputados estaduais estavam na lista de pré-candidatos a prefeito. Hoje, só restaram 3 no páreo: Juarez Costa (PMDB), em Sinop; Zé do Pátio (PMDB), em Rondonópolis; e o cassado Walter Rabello (PP), em Cuiabá. Os demais naufragaram ou por conspirações internas, acordões ou por se antever derrota por falta de visibilidade eleitoral. 

   Em Sinop, o deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) chegou a admitir disputa. Depois recuou. O seu partido fechou aliança com o empresário Irineu Martins (PSDB). Na Capital, o deputado Guilherme Maluf assinou ficha no PMDB para ser candidato majoritário e, temendo perda do mandato parlamentar por causa da infidelidade partidária, voltou correndo para os braços do PSDB. Sob desgaste, não mais se falou em ser candidato no pleito deste ano. O presidente da Assembléia, Sérgio Ricardo (PR), se sentiu preterido e saiu da disputa, abrindo espaço para Mauro Mendes.

  Em Várzea Grande, os barcos de Wallace Guimarães (DEM) e de Maksuês Leite (PP) afundaram. Quem colocou água neles foi o pré-candidato democrata Júlio Campos. Ele "venceu" Wallace na disputa interna e cooptou para o palanque o então adversário ferrenho Maksuês. Adalto de Freitas o Daltinho (PMDB), que já vem de uma derrota a prefeito de Barra do Garças em 2004, fez o maior barulho com sua pré-candidatura a prefeito. Ficou nisso. Percebeu que não teria chance num embate com o atual prefeito Zózimo Chaparral (PC do B) e com o ex-prefeito Vanderlei Farias (PR) e já "tirou o time de campo".

   Em Tangará da Serra, Wagner Ramos (PR), que se efetivou na Assembléia no lugar do hoje conselheiro do TCE, Humberto Bosaipo, entrou numa briga interna com o prefeito Júlio Ladeia, para ser o candidato à sucessão municipal. Por fim, também saiu da disputa e vai apoiar o projeto de reeleição do prefeito republicano. Zé Domingos (DEM), que foi prefeito de Sorriso por 3 mandatos, continua sob pressão do grupo de oposição para voltar a concorrer ao comando do município. Esta semana deve ter uma posição oficial se, de fato, vai encarar a disputa contra o prefeito Dilceu Rossato (PR).

   Dessa forma, dos 12 deputados que anunciaram pretensão de disputar prefeitura, só vão concorrer ao pleito Juarez, Pátio e Rabello. Os dois primeiros, que são do PMDB, lideram as pesquisas de intenção de voto, respectivamente, em Sinop e Rondonópolis. Rabello, que nesta terça deixa de vez o mandato de deputado porque trocou o PMDB pelo PP e foi punido pela Justiça Eleitoral, também lidera em Cuiabá.

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RUMO ÀS URNAS | 11/06/2008 - 17:24

Nico rompe com prefeito e trabalha para Glorinha

Romilson Dourado

  O vice-prefeito de Santo Antônio de Leverger, Lioniê Vitório (PR), o Nico da dupla Nico & Lau, rompeu com o atual prefeito Faustino Dias Neto (DEM), que busca a reeleição, e agora  irá subir no palanque da pré-candidata Glórida Garcia (PP), a Glorinha, que já administrou o município de 1997 a 2000. Nico será o marqueteiro da campanha da ex-prefeita. Além do apoio de Nico, a progressista conseguiu trazer para o palanque o médico e vereador Valdir Ribeiro (PMDB), que será o vice da chapa. Nesta terça (10) já foi oficializada a aliança PP-PMDB. O curioso é que Valdir também já disputou como vice de Faustino na eleição de 2000, quando saíram derrotados. O prefeito democrata é hoje hoje o principal adversário de Glorinha na eleição de 5 de outubro. A ex-prefeita lidera as pesquisas.

 Em 2000, quando deixou a prefeitura, Glorinha não quis concorrer a reeleição e se manteve afastada da política nestes 8 anos. A progressita alega que, apesar de estar fora da administração pública, continuou com os trabalhos na área social e só resolveu retornar agora para atender a um pedido da própria população.

Glorinha e Valdir selam aliança entre PP e PMDB. Foto: Júlio Rocha  A pré-candidata critica a gestão do professor Eduardo Belmiro (PSDB), que o sucedeu no comando do município de 2000 a 2004. Glorinha Garcia afirma que não houve avanços na cidade nestes últimos 8 anos e que as áreas essenciais considerada por ela, como saúde, educação e transporte, foram deixadas de lado pela administração Faustino. Ela conta ainda que a população da zona rural também foi esquecida pelo prefeito. Glorinha revela que irá focar sua campanha no social e na saúde. Além do PMDB, Glorinha conta com o apoio do PR, PTB e PPS. (Alline Marques)

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RUMO ÀS URNAS | 11/06/2008 - 07:48

Traído, Portocarrero já recorre à Nacional do PT

Romilson Dourado


Jairo, Verinha e Abicalil se unem, derrubam Portocarrero e enterram junto a tese de candidatura própria em Cuiabá 

  Após ter o tapete puxado dentro do partido, num golpe articulado pelas correntes Unidade na Luta, capitaneada por Carlos Abicalil, e Articulação de Esquerda, sob Jairo Rocha e com ajuda da ex-deputada Vera Araújo, o arquiteto José Afonso Portocarrero protocolou um recurso junto à Executiva Nacional do PT na tentativa de homologar sua candidatura a prefeito da Capital. Ele foi eleito nas prévias, mas acabou excluído, sob alegação de falta de quórum no encontro municipal dos delegados no último domingo. A decisão foi empurrada para a Regional, que, rapidamente, selou aliança com o PR do governador Blairo Maggi para apoiar Mauro Mendes a prefeito. Em moeda de troca, o PT indicará Verinha de vice.

   Portocarrero revela que já fez duas consultas à Nacional e garante que o resultado da prévia não pode ser alterado. Ele já deixou bem claro que não cogita a possibilidade de ser vice de Mendes e avisa que lutará até o fim para ser o candidato do PT ao Palácio Alencastro. “Se fosse para ser vice então não precisa da prévia e também não teria colocado meu nome à disposição do partido”, afirma. O petista admite, porém, que o PT deve abrir negociações com outros partidos, mas não na condição de “subalterno”.
 
    Num tom de revolta, o petista chama de “irresponsabilidade” a decisão do PT em declarar apoio aos republicanos depois de ter ocorrido às prévias e antes da convenção, mas em uma ação cautelosa prefere não citar nomes. Por outro lado, diz que essas pessoas denigrem a imagem do partido. Entende que, qualquer que seja a decisão final, seu nome sairá fortalecido.

  Quanto à pré-candidatura, Portocarrero alega que não defende apenas seu nome, mas o partido. “Não é apenas meus conhecimentos que ofereço a Cuiabá, mas o modo diferente de governar do PT”, ressalta, ao lembrar que é filiado há 28 anos.

  Ele faz críticas à gestão Wilson Santos (PSDB) e se considera uma alternativa para Cuiabá. “O povo está cansado dessa gestão antiga de governar. O PT é uma opção nova que nunca esteve no poder na Capital e eu sou um nome novo para administração municipal”. A convenção está marcada para o próximo dia 23. Até lá, mesmo que já tenha "amarrado" composição com o PR, os petistas vão continuar se digladiando pelo poder. (Alline Marques)

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RUMO ÀS URNAS | 10/06/2008 - 18:34

Pré-candidato, Toninho dispara contra populismo

Romilson Dourado

  Após alguns ensaios, o jornalista Toninho de Souza, filiado ao PDT, resolveu encarar uma disputa eleitoral. É pré-candidato a vereador por Cuiabá. Aos 41 anos e 22 atuando como apresentador de TV e repórter, Toninho disse que vive uma situação inusitada. Conta que, em meio a abraços, distribuição de autógrafos e outras reações junto à população, vem recebendo manifestações espontâneas de apoio a sua pré-candidatura. Ele se considera uma figura popular, nega que tenha perfil populista e se distingue dos demais que exploram na TV a desgraça alheia com interesses político-eleitorais.

   Na avaliação do pedetista, o pleito deste ano será marcado pela credibilidade. "O eleitor está consciente de que aquele que oferece dinheiro está, na verdade, querendo fazer negócio da política. Então, o povo não vai aceitar isso". Toninho de Souza diz que vai trabalhar para estar entre os eleitos, mesmo que seja o menos votado. "Não tenho projeto de poder e, sim, projeto político".

  O apresentador do MT Record, da TV Record Canal 10, adianta que 2 palavras vão nortear sua campanha na corrida por cadeira no legislativo cuiabano: coerência e independência. Apesar de entrar no páreo pela primeira em busca de um cargo eletivo, Toninho de Souza já ocupou funções na vida pública. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Várzea Grande na gestão Nereu Botelho (94/97), de Imprensa da Câmara de Cuiabá à época de Luiz Marinho (1989/2000) e assessor de Imprensa da secretaria estadual de Meio Ambiente, sob Marcos Machado (2005/2006).

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RUMO ÀS URNAS | 10/06/2008 - 13:37

Ao estilo Maggi, Mendes diz não fazer promessa

Romilson Dourado

   Ao estilo Blairo Maggi de ser, o pré-candidato à sucessão do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), Mauro Mendes, disse nesta terça (10) que não pretende fazer promessas, já que a sociedade está cansada de políticos que não cumprem com o prometido durante as campanhas eleitorais. "Não quero fazer promessas eleitorais e que, desde já, muitos de nós sabemos que será impossível cumprí-las". Mendes é afilhado político do governador Blairo Maggi. Num discurso inflamado, o republicano classifica esse tipo de político de irresponsável.

   "Estamos cansados de ter pessoas, que de maneira irresponsável, criam comprometimentos com a sociedade e fazem promessas ao vento sem a menor responsabilidade". Segundo ele, esses políticos esquecem o que prometeram logo que alcançam seus objetivos pessoais. Mendes enfatiza ainda que não vai entrar na disputa para manchar sua história. "Sempre tive uma história de credibilidade com os meus colaboradores, clientes e amigos. Na política, certamente não farei diferente". (Pollyana Araújo)

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RUMO ÀS URNAS | 10/06/2008 - 12:36

Com chapa pura, Valtenir formaliza Cácila de vice

Romilson Dourado

  O deputado Valtenir Pereira, presidente estadual do PSB, formaliza na quinta (12), em entrevista coletiva, o nome de Cácila Pires Nassardem como sua candidata a vice-prefeita. Ele resolveu formalizar logo a chapa pura assim que deixou a reunião de quase 3 horas com o "prefeiturável" do PR, empresário Mauro Mendes. O republicano tentou cooptá-lo. Valtenir apresentou resistência. "Deixei claro para o PR que vou disputar as eleições e pra ganhar. No segundo turno, a gente volta a conversar, mas isso não significa que desde já exista um acordo". Ex-vereador pelo PT e deputado federal desde fevereiro do ano passado, Valtenir se mostra otimista quanto à pré-candidatura, mas, por outro lado, está isolado. O bloco de esquerda, que começou com quatro partidos, se desfez.

  Por enquanto, o deputado toca o projeto com apoio apenas do seu PSB. Ele enfrentará candidatos tidos como "pesos pesados", como o prefeito Wilson Santos (PSDB), que joga todas as fichas na reeleição, Mendes, que começou a montar uma grande estrutura de campanha, e ainda Walter Rabello (PP), que se mantém entre os melhores colocados na disputa pelo Alencastro.

   A vice da chapa de Valtenir, Cácila Nassardem, é servidora efetiva da Prefeitura de Cuiabá. Ela chegou a ocupar o cargo de subprefeita da Regional Oeste, mas pediu exoneração por causa de divergências com o prefeito em meio às discussões sobre o projeto do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Servidores (PCS).

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RUMO ÀS URNAS | 10/06/2008 - 12:20

Mendes diz que vice está em aberto e frustra PT

Romilson Dourado


Ao lado de Helny de Paula e do petista Vilson Aguiar, Mauro Mendes comemora com Verinha Araújo o acordão PR-PT
Foto: Rodinei Crescêncio 

  Os petistas que estavam preparados para a oficialização do nome da ex-vereadora e ex-deputada Vera Araújo, a Verinha, como vice da chapa do empresário Mauro Mendes (PR), pré-candidato a prefeito de Cuiabá, se "frustraram", já que, durante o encontro desta terça (10), que firmou a aliança PR-PT, o republicano limitou-se a dizer que, antes de qualquer definição, vai dialogar com o PMDB, que também faz parte do arco de aliança e, consequentemente tem interesse em indicar o vice. O nome mais cotado pelos peemedebistas é o do suplente de deputado federal, pastor Victorio Galli.

   "Vamos dialogar com os dois partidos. Devemos começar essa discussão ainda hoje", diz Mauro. Ele enfatiza que, tanto Verinha quanto Galli são ótimos nomes, porém, é necessário haver uma maior discussão para que haja um consenso. "Os dois (Victorio e Verinha) têm enormes predicados. Possuem histórias interessantes e positivas". O republicano, que disputará as eleições sob empurrão do governador Blairo Maggi, diz que vai conversar com todos os partidos que compõem a base aliada do presidente Lula.

  Agora, após compor com o PT e PMDB, Mendes terá direito a 15 minutos do horário eleitoral gratuito. Com esse espaço na TV, ele diz que conseguirá "convencer" o eleitorado cuiabano até 5 de outubro. Por outro lado, considera que 90 dias é pouco tempo para trabalhar seu projeto. "Apesar de viver aqui há vários anos, sou conhecido só por alguns segmentos da sociedade", avalia Mendes.

   Já o presidente do PMDB municipal, vereador Lutero Ponce, disse que da mesma forma que o PT possui excelentes nomes para indicar como vice, a sigla peemedebista também tem. "Entendo que o PT tem nomes extrordinários, como o da Verinha, mas o PMDB também tem o de Victório Galli". Segundo ele, é necessário esperar mais uma semana ou 10 dias para que haja uma discussão mais aprofundada. Enquanto isso, Verinha está convicta de que será a vice de Mendes. "No PT já está definido e certo. Agora estamos consolidando". Confessa que nunca imaginou que estaria ao lado do PR. "Nunca imaginei estar junto com o PR. Foi tudo inesperado. Simplesmente aconteceu", diz Verinha que, de opositora, virou aliada do governo Maggi.

   União "perfeita"

   Em seu discurso, o presidente regional do PR Moisés Sachetti classificou a aliança com o PT de união perfeita. "Essa é uma das melhores composições firmadas até hoje", enfatizou. Para ele, os membros do PT são tão trabalhadores quanto a "turma da botina", grupo liderado pelo governador. "Os homens da botina vieram para cá (MT) para ficar", disse Sachetti, em tom de brincadeira. (Pollyana Araújo)

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RUMO ÀS URNAS | 09/06/2008 - 23:10

Valtenir se reúne com Mendes, mas não desistirá

Romilson Dourado

Deputado federal Valtenir Pereira Deputado do PSB já lança slogan "Vamos evoluir, para prefeito é Valtenir" e anuncia nesta 3ª Cácila como vice da chapa

  Mesmo sob pressão, o deputado federal Valtenir Pereira vai para a reunião com o "prefeiturável" Mauro Mendes (PR), nesta terça, às 7h30, com o discurso ensaiado. Ele agradecerá a deferência à cúpula do PR, com a qual já esteve reunida por 3 vezes para discussão sobre possibilidades de alianças e, por fim, dirá que vai mesmo concorrer à Prefeitura de Cuiabá pelo PSB, inclusive com chapa pura. Após o encontro com Mendes, Valtenir marcará uma entrevista coletiva para anunciar que a vice de sua chapa será Cácila Nassarden, servidora pública da Prefeitura da Capital há quase 30 anos.

   Perguntado nesta segunda à noite sobre rumores de que iria fechar acordão com o PR, a exemplo do PT, o pré-candidato socialista disse que simplesmente vai cumprir uma formalidade e que disputará o pleito em atendimento ao "clamor das ruas". "Tenho recebido muitas manifestações positivas sobre a candidatura. Então, vou agradecer ao PR e dizer que vamos de projeto próprio e que vamos estar prontos para conversar numa eventual disputa no segundo turno", destacou Valtenir.

   Ele se mostra tão despreendido com a candidatura própria que já definiu até o slogan da campanha: "Vamos evoluir, para prefeito é Valtenir". Ex-vereador por Cuiabá e ex-militante petista, Valtenir Pereira chegou a avançou nas negociações para firmar o Bloco de Esquerda. Os seus concorrentes Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PR) acabaram rachando o grupo. O PDT, por exemplo, fechou aliança com o tucano.

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RUMO ÀS URNAS | 09/06/2008 - 20:11

PT anuncia nesta 3ª Vera como vice de Mendes

Romilson Dourado


Feliz, Maggi cumprimenta a ex-adversária Verinha, que será vice da chapa de Mendes na disputa à Prefeitura de Cuiabá

  A ex-deputada Vera Araújo, que até 2006 era opositora ferrenha ao governo Blairo Maggi (PR), será a candidata a vice-prefeita de Cuiabá na chapa de Mauro Mendes. O acordão foi fechado nesta segunda, em reunião da Executiva Municipal do PT e referendado em novo encontro, desta vez da Direção Estadual, que acontece nesta mesma segunda à noite, sob coordenação do presidente regional, deputado Carlos Abicalil.

Mauro Mendes disputa a prefeito com Verinha de vice  Nesta terça, ainda pela manhã, a "dobradinha" Mendes-Verinha (PR-PT) será anunciada publicamente, em entrevista coletiva. Já tem horário e local definidos: às 9h, na sede do Sindicato dos Bancários.

   Enquanto membros da Executiva Estadual, como os deputados Abicalil e Alexandre Cesar, além de Jairo Rocha, da Articulação de Esquerda, e Zelandes Santiago, "amarram" os últimos detalhes numa sala fechada, do lado de fora um grupo de 10 pessoas fazem protesto. Entre os excluídos está nada menos que o arquiteto José Portocarrero, eleito nas prévias para ser o candidato do PT ao Palácio Alencastro, mas que acabou "atropelado".

   Portocarrero se juntou ao ex-deputado Gilney Viana e à vereadora Enelinda Scala para engrossar o protesto do lado de fora. Dois cartazes foram fixados na entrada do prédio do PT, no bairro Bandeirantes, com a frase  "Portocarrero é o candidato do PT". Gilney, da corrente minoritária Utopia e Vida, segura uma bandeira do PT. Outros militantes da corrente o Trabalho, liderada por Robson Ciréia, também se fazem presentes. Aguardam, do lado de fora, o comunicado oficial. Eles já estão convictos de que o anúncio será pela coligação com o PR do pré-candidato Mauro Mendes, com direito à indicação de Verinha de vice. O Palácio Paiaguás já comemora a cooptação conquistada junto aos petistas.

  No encontro pela manhã, a Executiva Municipal, sob Vilson Aguiar, elaborou um documento e o encaminhou à direção estadual. Nele, propõe coligação com o PR e sugere o nome de Verinha para vice da chapa. Agora, a direção regional vai referendar o acordão.

   Lobby

   Verinha estava tão convicta de que seria indicada para vice da chapa de Mendes que semana passada pediu exoneração do cargo de adjunta de Gestão de Pessoas da secretaria estadual de Educação - leia mais aqui. Ela é professora. Presidiu a subsede do Sintep de Cuiabá por vários anos. Ex-vereadora pela Capital, Verinha se elegeu deputada estadual em 2002, com 16.193 votos. No pleito do ano passado obteve 17.158 votos e ficou na segunda suplência, atrás de Alexandre Cesar (18.412 votos).

  A ex-deputada foi uma das que mais se articularam para levar o PT aos braços do governo Maggi. Em moeda de troca, foi contemplada com cargo de segundo escalão. Agora, Verinha dá mais um passo para junto da turma da botina, justamente o grupo que ela, enquanto deputada, tanto atacou.

(20h45) - Chapa Mendes-Vera é aprovada por 9 a 2

Carlos Abicalil conduz PT para os "braços" do PR   Por ampla maioria, a Executiva Estadual do PT aprovou nesta segunda à noite a coligação com o PR e a indicação do nome de Verinha para vice de Mauro Mendes. Dos 12 presentes, 9 votaram favoráveis. Dois foram contra a aliança, sendo eles Regina Borela e Zelandes Santiano. O advogado Vilson Neri se absteve de votar.    A reunião começou às 18h15. Se estendeu até às 20h30. Estavam presentes o presidente estadual do partido, deputado Carlos Abicalil, o estadual Alexandre Cesar, João Batista, Silbene Santana, William Sampaio, Marly Keller, Zelandes Santiago, Nelson Borges, Paulo Xavier, o Paulão, Regina Borela e Vilson Neri.

   Todos os encaminhamentos da Executiva Municipal foram acatados pela Estadual. Agora, os petistas governistas começam a fazer a festa junto à turma da botina. Está confirmada para esta terça, às 9h, o anúncio oficial da aliança PR-PT rumo ao Palácio Alencastro.

(Às 20h55) - Grupos se unem e "fritam" Portocarrero

   Todos as correntes petistas se uniram para derrubar a tese de candidatura própria, com exceção da Utopia e Vida, do ex-deputado Gilney Viana e da vereadora Enelinda Scala, e da tendência Graúna, do também vereador Lúdio Cabral. Na luta para tirar a pré-candidatura própria com José Portocarrero, os grupos Articulação de Esquerda, de Jairo Rocha e Vilson Aguiar, se juntaram à Unidade na Luta, de Abicalil, Alexandre e Ságuas Moraes.

    Os 12 membros da Executiva Estadual presentes da reunião desta segunda à noite tiveram viveram momentos de tensão, em meio a debates acirrados, troca de farpas e "lavagem de roupa suja". No final, a maioria aprovou a aliança com o PT.

Abaixo, o voto de cada integrante da Executiva petista.
Pela coligação PR-PT: 9
Carlos Abicalil
Jairo Rochsa
João Batista
Silbene Santana
William Sampaio
Marly Kelly
Alexandre Cesar
Nelson Borges
Paulo Xavier
Contra a aliança: 2
Zelandes Santiago
Regina Borela
Abstenção: 1
Vilson Neri

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RUMO ÀS URNAS | 09/06/2008 - 15:21

Servidor-candidato tem 30 dias para afastamento

Romilson Dourado

  Servidor público que pretende concorrer a cargo eleito nas urnas de 5 de outubro, seja  estadual ou da rede municipal, tem um mês para se desincompatibilizar. A legislação eleitoral prevê que pré-candidato lotado em repartição pública deve deixar o posto 3 meses antes do pleito, ou seja, até 5 de julho deste ano. Os comissionados, que também pretendem disputar cargos eletivos, já pediram a exoneração no início de abril, pois são obrigados a se desvincular dos cargos 6 meses do processo eleitoral, conforme já divulgado pelo RDNews - leia mais aqui.

   Três meses é o prazo máximo dado pela Justiça Eleitoral para a desincompatibilização, exceto no caso dos comunicadores, que podem ficar nas cadeiras até a convenção partidária, que começa nesta terça (10) e se estende até 30 deste mês. Cerca de 15 comunicadores devem brigar por uma cadeira do Executivo ou Legislativo da Baixada Cuiabana, dentre eles o deputado Walter Rabello (PP), que saiu da TV Cidade Verde (afiliada ao SBT) e foi para a Record News. Rabello é pré-candidato a prefeito da Capital.

   Além de servidores efetivos, têm o "privilégio" de licenciar de suas funções 90 dias antes das eleições quem ocupa cargo de chefia da Agência dos Correios, funcionários de economia mista, assim como os funcionários estaduais cedidos ao município. (Pollyana Araújo)

      Quem deve se desincompatibilizar até 5 de julho

  • Chefe da Agência dos Correios
  • Funcionário de sociedade de economia mista
  • Funcionário estadual cedido ao município
  • Servidor vinculado à repartição, fundação pública ou empresa que opere no território do município
  • Comunicador - a partir da convenção partidária
RUMO ÀS URNAS | 09/06/2008 - 11:12

Poconé tem 6 pré-candidatos; bloco tenta 3ª via

Romilson Dourado

  A quatro meses das eleições, surge em Poconé (a 100 km de Cuiabá) uma terceira via para contrapor às pré-candidaturas do ex-prefeito Euclides Santos (PMDB), que lidera às pesquisas de intenção de voto, e do atual prefeito Clovis Martins (PTB), que busca a reeleição. O novo bloco é liberado pelo ex-vereador Pedro Fontes (2000/2004), do PR do governador Blairo Maggi.

   O desafio agora é Fontes convencer os demais a desistirem para apoiá-lo. Correm por fora o atual vice-prefeito Tico de Arlindo (DEM), que está rompido com a gestão Clovis, a ex-vereadora Meyre Adalto (PT) e o tucano Ricardo Elias. Em princípio, existe entendimento, principalmente entre Fontes, Tico e Ricardo, no sentido do melhor nome que pontuar na pesquisa na corrida sucessória vir a ser o candidato do bloco. O grupo aglutina também o PPS.

  Nos bastidores, o nome que se destaca entre os 4 "prefeituráveis" seria da petista Meyre. Alguns acham até que se o grupo permanecer unidade pode se transformar em segunda via, dentro de uma expectativa de receber apoio do peemedebista Euclides, justamente o que reúne mais chance de vencer nas urnas. Acontece que Euclides figura na lista do Tribunal de Contas entre aqueles que tiveram balancetes rejeitados de quando era prefeito e isso pode vir a impedi-lo de disputar as eleições. Já o peemedebista assegura que tudo já foi resolvido e não há qualquer risco de ficar de fora.

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RUMO ÀS URNAS | 09/06/2008 - 08:43

3 disputam em Livramento; Nezinho fecha com Lili

Romilson Dourado

Nezinho, prefeito de Livramento O prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Carlos Roberto da Costa, o Nezinho (PP), que está no segundo mandato, resolveu apoiar à sucessão municipal o ex-prefeito Joeli Lima Barros, o Lili, do mesmo partido. Há outros dois pré-candidatos que brigam pela cadeira de prefeito, sendo eles o médico Zenildo Pachego Sampaio (DEM) e o pecuarista Silmar Souza, do PR. Zenildo, que atua no Pronto-Socorro de Várzea Grande, tem como um dos principais incentivadores na pré-campanha o deputado estadual Wallace Guimarães (DEM), "derrotado" internamente em Várzea Grande por Júlio Campos, que concorre a prefeito. Em 2004, Zenildo foi o único adversário de Nezinho, que reconquistou o mandato com 4.006 votos, enquanto o então pefelista (hoje democrata) Zenildo obteve 3.228 votos.

  Com cerca de 12 mil habitantes e situado a 32 km de Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento apresenta 3 características diferentes que influenciam diretamente no seu eleitorado. São as partes de cima e de baixo e a sede, o que pode trazer surpresas quanto a chance de vitória deste ou daquele candidato. Os da região de cima ainda alimentam as raízes da velha UDN, sob influência de Zeca, pai do ex-prefeito Lili, que agora busca reconquistar o comando do município. Os habitantes da parte de baixo são redutos do antigo PSD, sob influência de Licínio Monteiro.

   Num município onde 80% da população vivem na zona rural, os pré-candidatos se desdobram em busca do voto. Ganha aquele que melhorar agregar apoios nas 3 regiões. Livramento pertencia ao município de Rosário Oeste. Até 1948 era denominado de São José dos Cocais.

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RUMO ÀS URNAS | 07/06/2008 - 18:53

Articulação já debate substituto de Portocarrero

Romilson Dourado

 Sob Jairo Rocha, a Articulação de Esquerda, uma das correntes do PT, define neste sábado à noite em Cuiabá que posição seus 84 delegados vão tomar no encontro municipal deste domingo. A principal discussão no debate interno, que começou às 18h30 na residência de Jairo, no Jardim Industriário, com a presença de aproximadamente 50 pessoas, é se José Portocarrero, eleito nas prévias, vier a desistir da pré-candidatura a prefeito da Capital. Como essa é uma forte tendência, o grupo já começou a se articular para buscar alternativas.

  Sozinha, a Articulação de Esquerda não representa a maioria dos delegados. Ao todo são 217. Já a união das correntes conduzidas por Jairo e pelos vereadores Lúdio Cabral e Enelinda Scala chega a 114 militantes com direito a voto, o que seria decisivo no encontro.

   Os rumores são de que Portocarrero deve mesmo "jogar a toalha" e, ao mesmo templo, pleitear candidatura a vice-prefeito na chapa do empresário e pré-candidato do PR, Mauro Mendes. A Articulação de Esquerda se organiza para excluir Portocarrero do páreo, caso este desista da cabeça-de-chapa. Entende que, nesse caso, o "jogo fica zerado". Nessa eventual composição PR-PT, quem sonha com a vaga de vice é a ex-deputada Vera Araújo, que esta semana chegou até a se licenciar do cargo de secretária-adjunto da Educação do Estado.

(Às 21h05) - Não recuo um milímetro, diz Portocarrero

José Portocarrero terá pré-candidatura a prefeito homoogada neste domingo   O arquiteto José Portocarrero reafirma, em entrevista ao RDNews, que não desistirá da pré-candidatura a prefeito da Capital. "Vou até o fim. Não recuo um milímetro. Não existe essa história de desistência", reagiu o "prefeiturável", um tanto chateado com grupos do partido que tentam fomentar a tese da desistência, dentro de uma sinalização para composição com o PR do pré-candidato republicano, empresário Mauro Mendes. Portocarrero observa que não pode controlar a cabeça daqueles que torcem contra, mas reafirma que seu nome foi aprovado nas prévias, inclusive numa disputa acirrada com Alencar Farina e que sua expectativa agora é do PT simplesmente homologar o seu nome no encontro municipal deste domingo. "A oportunidade para se candidatar já passou. Meu nome foi eleito nas prévias e já vamos discutir estratégias com nosso partido e com os pré-candidatos a vereador".

  O pré-candidato petista ao Palácio Alencastro enfatiza que abriu diálogo com outros partidos, entre eles o PR, dentro de um processo transparente e sempre acompanhado com o presidente municipal petista, Vilson Aguiar. Enfatiza que a relação é de confiança e de respeito e que espera adesão total dos filiados rumo às urnas de 5 de outubro.

  O petista se mostra tão empolgado que já anunciou para segunda-feira, um dia após o encontro que tende a homologar o seu nome, a criação do comitê da pré-campanha e já definição do esboço do plano de governo.

(Às 21h20) - Vamos de projeto próprio, diz Enelinda

Vereadora Enelinda Scala  A vereadora cuiabana Enelinda Scala reafirmou a importância do projeto de candidatura própria à sucessão em Cuiabá com José Portocarrero de cabeça-de-chapa. "Nosso grupo Utopia e Vida não abre mão da candidatura própria", enfatiza a parlamentar. Segundo ela, nunca o PT teve uma conjuntura tão favorável como agora para concorrer com chances reais de conquistar o Palácio Alencastro. "O PT em Cuiabá é o mais querido pela população. O nosso povo tem carinho grande pelo presidente Lula e a hora é agora de termos um candidato que representa o Lula", enfatiza Enelinda, numa referência a Portocarrero.

   Ela destaca que há 28 anos sonha em trazer para Cuiabá o "modelo petista de governar". Conta que a população do Acre já teve essa experiência por três mandatos consecutivos do governo petista e se mostra feliz com os avanços administrativos, principalmente em Rio Branco. De acordo com Enelinda Scala, que buscará a reeleição, a pré-candidatura de Portocarrero vem com apoio das bases. Quanto às alianças, a parlamentar destaca que todos os partidos são bem-vindos, com exceção do PP dos deputados José Riva e Maksuês Leite.

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RUMO ÀS URNAS | 07/06/2008 - 10:26

Partidos se rendem às articulações de Bezerra

Romilson Dourado


Carlos Bezerra dita as regras do PMDB há mais de uma década

  Por mais que leve as pechas de "pé-frio", de "abraço da morte" e de "mão-de-pilão", o deputado federal Carlos Bezerra, presidente regional do PMDB há mais de uma década, continua ditando as regras em todas as instâncias do partido. Nos bastidores, nenhum acordo político é fechado sem o seu consentimento. Alguns até tentam costurar entendimentos à revelia, mas sabem que, ao final, precisam pedir "benção" para o cacique.

   Em Cuiabá, por exemplo, o prefeito Wilson Santos apostou todas as fichas numa articulação com o presidente da Câmara Municipal, vereador Lutero Ponce, que conduz o diretório municipal do PMDB. Com Lutero, acertou (quase) tudo, desde participação do partido na atual administração, estrutura de campanha e parcerias futuras. Bezerra avalizou o acordão, depois. Eis que surge o pré-candidato adversário de Santos, Mauro Mendes, e começa a "jogar pesado" para cooptar o PMDB. Bezerra escala Lutero para as primeiras conversações e fica na retaguarda. Depois, entra nas articulações. Conclusão: sob as ordens de Bezerra, os peemedebistas na Capital resolvem abandonar Santos e vão estar agora no palanque de Mendes.

   Em Várzea Grande, o vice-prefeito Nico Baracat só resolveu entrar na disputa à prefeitura após receber autorização de Bezerra, assim como o deputado Zé do Pátio em Rondonópolis. Bezerra carrega consigo alguns trunfos eleitorais que acabam "seduzindo" os candidatos. Um deles é o bom espaço que o partido usufrui no horário eleitoral na TV. Essa distribuição do tempo considera o número da bancada de deputados federais.

  Nas últimas campanhas eleitorais, Carlos Bezerra acabou recebendo a culpa por derrotas, principalmente nas disputas majoritárias, devido ao seu desgaste político e à forma de conduzir alianças, feitas em nível de cúpula sem consultar as bases. Em 1998 e em 2002, por exemplo, ele levou o PMDB e todo um grupo político à derrocada. Se juntou ao então adversário ferrenho Júlio Campos, derrotado a governador e, depois aos tucanos Dante de Oliveira e Antero de Barros, que também perderam para senador e governador, respectivamente.

   Mesmo sob críticas, Bezerra sobrevive na política. Advogado e militante histórico do velho MDB, ele começou como prefeito de Rondonópolis. Depois foi deputado estadual, governador e senador e hoje ocupa cadeira de federal pela segunda vez. Muitos militantes afirmam que Bezerra não permite ser "engolido" internamente. A estratégia dele é limitar a atuação de quem o ameaça dentro do PMDB. É por isso que vive em rota de colisão com o vice-governador Silval Barbosa, uma das opções do partido para concorrer ao Palácio Paiaguás, em 2010. De todo modo, a cada eleição o cacique se auto-valoriza, afinal, é quem manda no PMDB. Os demais, seguem-no.

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RUMO ÀS URNAS | 06/06/2008 - 19:17

Silval e Brito coordenam a campanha de Mendes

Romilson Dourado

Vice-governador Silval BarbosaEx-deputado Carlos Brito  A exemplo do tucano Wilson Santos, que mergulhou na pré-campanha à reeleição, o empresário Mauro Mendes (PR) já começou a escalar sua tropa de choque para o embate eleitoral em Cuiabá. O pré-candidato republicano convidou para a coordenação-geral da campanha o vice-governador Silval Barbosa, que foi o principal articulador da saída do PMDB dos braços de Santos e da "amarração" do acordo com Mendes.

   Outro que também entra na coordenação é o ex-deputado estadual Carlos Brito, ex-secretário de Justiça e Seguança Pública. Brito deixou o PDT e ingressou no PR no ano passado. Chegou a ser cotado para concorrer a Prefeitura da Capital mas, sob desgaste, recuou. Em 2004, ele foi um dos principais coordenadores da campanha do hoje prefeito tucano. Agora, vai estar em outro palanque, torcendo pela queda nas urnas do ex-aliado.

   Mauro Mendes vem montando uma grande estrutura de campanha. Ele se mostra empolgado e buscar envolver ao máximo os aliados em torno do projeto político. Nem mesmo o presidente do diretório municipal, vereador Helny de Paula, ficará de fora. Ele vai assumir uma das coordenações. As estratégias internas começaram a se discutidas nesta sexta.

   Mesmo com 8 pré-candidatos a prefeito hoje, a disputa pelo Palácio Alencastro tende a se limitar a 3 nomes: Santos, Mendes e o deputado estadual (cassado) Walter Rabello, que se mantém entre os primeiros colocados nas pesquisas sobre intenção de voto. Rabello é empurrado pelo seu PP e terá no palanque o DEM.


Carlos Brito (no 1º plano) já dita as regras na reunião que marcou aliança entre PMDB e PR nesta sexta à noite
Foto: Alline Marques

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RUMO ÀS URNAS | 04/06/2008 - 08:42

Santos e Mendes brigam pelos maiores partidos

Romilson Dourado

 O prefeito Wilson Santos PSDB), pré-candidato à reeleição, e o empresário Mauro Mendes (PR), último a entrar na corrida sucessória em Cuiabá, já deflagraram o primeiro embate, antes mesmo das convenções. Eles brigam pela cooptação de partidos. Santos já tinha o PMDB, por exemplo, como um aliado. Em meio às divergências, acabou perdendo o partido para Mendes.

  A 5 meses das eleições, o prefeito amarrou coligação com o PPS, PDT e PTB, além do PSDB. Em moeda de troca, abriu espaço na administração com oferta de cargos. Já Mauro Mendes, sob empurrão do governador Blairo Maggi, está praticamente fechado com o PMDB do cacique Carlos Bezerra. Batalha agora para atrair para o palanque o PT e o PC do B.

  O deputado federal Valtenir Pereira, outro pré-candidato ao Palácio Alencastro, vem resistindo às propostas de recuar da disputa para apoiar Mendes. Ele garante que o projeto próprio é um caminho sem volta. O deputado estadual (cassado) Walter Rabello (PP) se animou, depois que conquistou o PP. Em termo de alianças, os pré-candidatos Mauro César (Psol) e Arquimedes Pereira Lima (PV) se vêem isolados.

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RUMO ÀS URNAS | 01/06/2008 - 22:26

Disputa em Barra do Garças já racha "os Farias"

Romilson Dourado

  A família Farias pode rachar de novo nas eleições municipais deste ano em Barra do Garças. Em reunião neste sábado, com a presença da cúpula estadual do PP, o filho do ex-prefeito Wilmar Peres (já falecido), Roberto Farias (PP), o Beto, teve o nome reforçado como pré-candidato a prefeito. Se topar, ele vai enfrentar, entre os adversários, o primo-segundo Wanderlei Farias (PR), que já comandou o município. Quando vivo, o ex-governador Wilmar Farias enfrentou grandes embates com o primo Wanderlei.

  O encontro do PP foi conduzido pelo presidente estadual Chico Daltro, com a presença dos deputados federais Pedro Henry e Eliene Lima e do estadual José Riva. Eles deixaram a reunião convictos de que Beto aceitará concorrer a prefeito. "O Beto se consolidou como uma liderança importante em Barra do Garças, muito competente e deve ser o nosso candidato", diz Riva. Segundo ele, caso o PP oficialize o nome de Beto para prefeito, a tendência é contar com apoio do PMDB do deputado Adalto de Freitas, o Daltinho, que ainda ensaia pré-candidatura, e também com aval do empresário e suplente de deputado federal Eduardo Moura (PPS). Tanto Daltinho quanto Moura desistiriam para hipotecar apoio a Beto, avalia Riva.

   Beto Farias pediu trégua para avaliar a conjuntura política e apresentar uma resposta oficial à cúpula do PP. Ele tem colocado nos bastidores que não tem condições financeira de tocar uma campanha à prefeitura. No fundo, o seu desejo é de se aliar ao prefeito Zózimo Chaparral (PC do B), que buscará um novo mandato. Chaparral já o convidou para ser o vice da chapa. Desse modo, ao menos uma coisa Beto Farias tem certeza: não vai estar no palanque do primo-segundo Wanderlei Farias, levando ao racha mais uma vez a tradicional família.

   Já o PR do governador Blairo Maggi aposta todas as fichas na pré-candidatura do ex-prefeito Wanderlei Farias, tido como um dos coronéis políticos do Araguaia. Por enquanto, a tendência é de polarização entre Wanderlei e Chaparral. Daltinho, que perdeu para Chaparral em 2004, já avisou que não apóia nem o atual prefeito e muito menos o ex-Wanderlei. Sonha com uma terceira via. Primeiro, lançou si próprio na corrida sucessória. Depois desistiu e incentivou Eduardo Moura. Por fim, ensaia com Beto Farias.

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