Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:33 h

Articulação | 04/10/2011 - 07:51

Depois da morte da Agecopa, Yênes vai assumir a Agência Metropolitana

Romilson Dourado

Yênes Magalhães   Todos os 7 ex-diretores da Agecopa, incluindo o então presidente Eder de Moraes, agora secretário extraordinário da Copa, estão sendo aproveitados na estrutura do governo estadual. Yênes Magalhães, que respondeu pela presidência por alguns meses e foi diretor de Planejamento, também não ficará desempregado. O governador Silval Barbosa deve criar até a próxima semana a Agência Metropolitana e nomear Yênes para conduzí-la. O salário deve ser similar ao de secretário, hoje em R$ 15 mil mensais. Trata-se de uma exigência legal. As vizinhas Cuiabá e Várzea Grande, que somam quase 800 mil habitantes, precisam ter uma agência para cuidar da chamada região metropolitana.

   Será uma estrutura enxuta, segundo o Palácio Paiaguás. Vai contar com um diretor-presidente e mais uns 5 cargos. Yênes já foi comunicado que deverá ser nomeado para essa nova função. O governo defende o seu nome porque entende que ele tem perfil mais técnico e também será capaz de integrar e trabalhar em sintonia com a Secopa. A mensagem do Executivo precisa passar por avaliação dos deputados.

   Ex-vereador pela Capital, Yênes vive "pendurado" em função pública há mais de 20 anos. Entre os cargos ocupados por ele estão de secretário de Trânsito e Transporte Urbano na gestão Roberto França e de secretário estadual de Planejamento do governo Blairo Maggi. Nesses 2 postos foram mais de 10 anos.

    Somente Roberto França (ex-Comunicação e Marketing) e Carlos Brito (ex-Infraestrutura) da Agecopa ficam de fora. França recusou cargo de adjunto da nova pasta. Brito saiu "queimado" por arrumar confusão com muitas pessoas e nem recebeu convite para ocupar outra função. O ex-vereador Yuri Bastos, ex-diretor de Assuntos Estratégicos, será aproveitado em alguma assessoria, possivelmente na própria Secopa, assim como Agripino Bonilha Filho.

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Articulação | 03/10/2011 - 19:45

Após presidente da AMM, o da Ucmmat também adere ao PSD

Patrícia Sanches

     O presidente da Ucmmat Unírio Schirmer, o Ratinho, deixou o PR nesta segunda (3) e já se filiou ao recém-criado PSD. O republicano chegou ao comando da União das Câmaras com o apoio do presidente da Assembleia José Riva, principal articulador da criação da legenda em Mato Grosso e, assim, como o colega de partido Meraldo Sá, que representa a Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), resolveu trocar de legenda.

     Além de grande representatividade na bancada federal, Câmaras municipais e prefeituras, o PSD nasce tendo em seus quadros os presidentes da AMM e Ucmmat. Ratinho, que é de Nova Mutum, anunciou ainda que juntamente com ele migrou para o novo partido o ex-presidente da Câmara do município Diógenes Jacobsen, que também era do PR. “Estou saindo do PR e migrando para o PSD com a intenção de formar um partido forte aqui na cidade. Fui vereador por 2 mandatos e 2 vezes presidente da Câmara”, frisou Diógenes.

     Conforme os membros da Executiva do PSD, a expectativa é de que pelo menos 51 prefeitos e 350 vereadores migrem para a nova legenda. Entre as lideranças que passam a integrar os quadros do PSD estão o vice-governador Chico Daltro, os deputados federais Neri Geller, Roberto Dorner, Homero Pereira e Eliene Lima, que atua como secretário de Ciência e Tecnologia; e os estaduais Airton Português, Walter Rabello, Luizinho Magalhães e o próprio Riva.

Articulação | 03/10/2011 - 09:45

Deputados-secretários capitalizam eleitoralmente com mais recursos

Flávia Borges


João Malheiros, Antônio Azambuja e Teté Bezerra comandam as três secretárias que mais trazem respaldo eleitoral

       Três deputados afastados e que compõem o staff do governador Silval Barbosa (PMDB) têm a oportunidade de capitalizar eleitoralmente com os cargos assumidos. Os secretários estaduais de Cultura, João Malheiros, de Esporte e Lazer, Antônio Azambuja, e de Desenvolvimento do Turismo, Teté Bezerra, não têm economizado nas canetadas com o intuito de conquistar apoio político.

      Malheiros tem o "poder" de liberar recursos para projetos ligados à cultura. Na última quinta (29), por exemplo, destinou nada menos que R$ 70 mil para apoio ao projeto de festival de teatro estadual ou nacional.

     Outro exemplo foram os R$ 80 mil concedidos ao festival de artes integradas, na Baixada Cuiabana, além de outros R$ 80 mil para o mesmo projeto no interior. O mesmo valor foi liberado ao Salão Jovem Arte, também na Baixada Cuiabana.

      Quando o assunto é Esportes e Lazer Azambuja também não economiza. A última "mandada" foi a liberação de R$ 600 mil para a realização da Copa Sulamericana de Vôlei. Como reconhecimento, além de ficar marcado como o secretário que conseguiu trazer para Mato Grosso um evento nacional, Azambuja foi aplaudido de pé pelos torcedores.

     Além disso, o deputado-secretário também R$ 35 mil para a federação de Karatê-Do e outros R$ 30 mil para a Prefeitura de Cláudia, para a realização da competição do campeonato do Vale da Madeira.

     Teté não é diferente. Tem uma das pastas mais articuladas do Estado nas mãos. Liberou na última quinta R$ 80 mil para a Prefeitura de Terra Nova do Norte realizar a 6ª Exposição Agropecuária do município, a Expoterra.

     Ela também autorizou R$ 22 mil para a execução de um convênio entre a pasta e a Fam-Tour Abeta Summit 2011, além de R$ 15 mil para o 1º Festival de Pesca de Juscimeira.

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Articulação | 01/10/2011 - 07:36

Em ano sabático, Wilson sobrevive atrelado à gestão Chico Galindo

Andréa Haddad

     Um ano e sete meses após deixar o comando do Alencastro, o ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) mantém a forte influência sobre a gestão Chico Galindo (PTB), vice que se efetivou no cargo com a renúncia do tucano para concorrer sem sucesso a governador. Enquanto Wilson teve a administração marcada pelo excesso de aparições, consideradas teatrais, o petebista evita as solenidades e garante focar apenas na execução dos trabalhos e não no marketing pessoal.

     Galindo garante ter perfil mais próximo ao do governador Silval Barbosa (PMDB), que recorre às articulações de bastidores para apagar incêndios no primeiro escalão. Em consequência, ambos evitam se expor aos dissabores com aliados e ao desgaste de medidas consideradas impopulares, como a terceirizações do gerenciamento das unidades de saúde no âmbito estadual e a concessão do saneamento básico em Cuiabá.

     O prefeito nega, mas há quem diga que o estilo comedido está atrelado ao fato de não ter saído da sombra de Wilson dada a influência do tucano na condução do Alencastro. O ex-gestor tem direito a uma série de indicações em todas as esferas da máquina pública da Capital e, constantemente, é consultado por Galindo sobre as principais decisões tomadas pela prefeitura, como a concessão dos serviços de água e esgoto.

     No ostracismo político após sair em terceiro lugar na disputa ao governo, Wilson tem evitado solenidades públicas, até porque não possui mais mandato eletivo. Porém, na última semana, ele reapareceu ao lado de Galindo, no hospital Jardim Cuiabá, durante a visita do prefeito à família do deputado estadual e ex-presidente da Câmara, Luiz Marinho, também filiado ao PTB.

     Apesar de se conter e não emitir declarações de cunho político, Wilson mostra-se mais próximo do que nunca de Galindo, responsável por gerenciar todo o orçamento do município. Ambos permaneceram o tempo todo lado a lado, com direito à troca de confidências. O tucano limitou-se a dizer que voltou a dar aulas de história aos alunos do Cuiabá-Vest. Ele não fala, mas também está no cargo conselheiro do governo de Minas Gerais, com salário de quase R$ 10 mil.

     Indagado sobre a eleição municipal de 2012, Wilson prefere manter o silêncio. “Este será um ano sabático, não vou falar nada”, avisa. Ao lado de Galindo, ele diz que só volta a conversar sobre política no próximo ano. Mesmo na presença do deputado Guilherme Maluf, pré-candidato do PSDB a prefeito de Cuiabá, Wilson não declara apoio ao correligionário, que dispara frequentes críticas à gestão Chico Galindo. Ao que parece, o ex-prefeito aposta na influência do gestor petebista para costurar aliança favorável à eventual candidatura no pleito de 2014.

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Articulação | 23/09/2011 - 10:24

Iraci e França fecham filiação na 2ª e devem ir para o DEM dia 3

Romilson Dourado

Iracy França e Roberto França   Iraci e Roberto França devem mesmo ingressar no DEM, com possibilidade de um deles entrar no páreo na corrida ao Palácio Alencastro. A cúpula do Democratas já acertou uma reunião para segunda (26), às 17h, na sede do partido, em Cuiabá, com o casal. A confiança na filiação é tanta que os irmãos Jayme e Júlio Campos, senador e deputado federal, respectivamente, definiram um ato político para 3 de outubro, com presença de lideranças nacionais. Nesse evento, previsto para iniciar às 19h, na AMM, os democratas esperam ter Iraci e França no palanque como filiados.

   Apesar de fazer barulho, o DEM (antigo PFL) sempre teve dificuldades de inserção política em Cuiabá, diferente do que acontece na vizinha Várzea Grande, onde os irmãos e caciques transformam-na em curral eleitoral por quatro décadas. Jayme foi prefeito por três mandatos, enquanto Júlio administrou o município uma vez e foi dali que ganhou projeção e veio a ocupar outros postos importantes na vida pública, como de governador, de deputado federal e de senador.

   O último nome lançado pelo velho PFL a prefeito da Capital foi de Emanuel Pinheiro, em 2000. Na época, ele foi o quarto e último colocado, com apenas 5.505 votos, atrás de Wilson Santos, de Serys Slhessarenko e do eleito Roberto França. Nas duas eleições municipais seguintes (2004 e 2008), o grupo dos Campos entrou nas campanhas como coadjuvante, ou seja, sem projeto próprio. Hoje, das 19 cadeiras na Câmara Municipal, não há uma ocupada pelo DEM.

   Ex-vice-governadora e ex-primeira-dama da Capital por 8 anos, Iraci já foi filiada ao Democratas e acabou pedindo desligamento por causa das brigas políticas entre o marido e o então prefeito Wilson Santos. Agora, volta à legenda como opção de candidatura à prefeita, assim como França, que já passou por várias agremiações, entre elas PTB, PMDB, PSDB e PPS.

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Articulação | 23/09/2011 - 07:25

TSE adia julgamento sobre criação do PSD e cacique Riva se vê em apuros

Patrícia Sanches

José Riva    Com o adiamento da decisão sobre a criação do PSD, o presidente da Assembleia José Riva, que conduz o processo de nascimento da nova legenda no Estado, se vê numa saia-justa. Ele tem menos de 10 dias para, a partir da fundação oficial da sigla, promover filiações, considerando que muitos pretendem concorrer às eleições de 2012 e, nesse caso, precisam definir a questão partidária ao menos um ano antes. A próxima sessão do TSE será na terça (27). Se o debate postergar e o PSD vier a ser instituído após 6 de outubro, Riva será obrigado a permanecer no PP, assim como outras lideranças que já arrumaram as malas e estão no meio do caminho que levam-nos ao Partido Social Democrático.

   Se de um lado Riva vive expectativa de transformar o PSD, logo em seu nascimento, no maior do Estado, em número de ocupantes de cargos eletivos, com cerca de 50 prefeitos, mais de 350 vereadores, 5 deputados estaduais e 4 federais, além do vice-governador Chico Daltro, de outro, corre o risco de ver tudo inviabilizado. Muitos que exercem mandato também se mostram preocupados com possível impugnação do pedido de criação da nova legenda porque nas unidades federativas foram computadas 307,867 mil assinaturas das cerca de 490 mil necessárias.

    Os ministros do TSE divergem sobre a contabilidade ou não das certidões registradas pelos cartórios, que elevariam para 514, 932 mil, conforme apontou voto da ministra Nancy Andrighi, relatora do pedido de criação do PSD, que votou favorável a nova legenda na sessão noturna desta quinta. Já o ministro Marcelo Ribeiro pediu vistas e prometeu devolver o processo na próxima terça.

    Entre políticos com mandato que confirmaram mudar de legenda estão o vice-governador Chico Daltro, os deputados federais Neri Geller, Roberto Dorner, Homero Pereira e Eliene Lima, que atua como secretário de Ciência e Tecnologia; e os estaduais Airton Português, Walter Rabello e Luizinho Magalhães e o próprio Riva. Prefeitos, vice e vereadores também estão deixando diferentes siglas rumo ao PSD. Entre os que mais perdem filiados, com surgimento do partido capitaneado por Riva, estão o PP, o PR, o DEM, o PPS e o PTB.

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Articulação | 21/09/2011 - 14:40

Serra e Aécio virão a Cuiabá; Maluf comemora e prepara atos

Patrícia Sanches e Valérya Próspero

     Enfraquecidos por causa do fracasso da eleição de 2010, quando Wilson Santos (PSDB) disputou, sem sucesso, o Paiaguás, tucanos buscam se mobilizar para fazer dois grandes eventos com a presença do ex-governador de Minas Gerais e senador Aécio Neves e do ex-governador por São Paulo José Serra. A ideia é atrair mais filiados, além de impulsionar as articulações da legenda para o pleito do próximo ano.

     Todas as articulações para a vinda de Serra, conforme o deputado estadual Guilherme Maluf, pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, são conduzidas pela presidente nacional do PSDB Mulher, Thelma de Oliveira. “Ela está empenhada nacionalmente. Trabalha pela vinda de Aécio, que vem reforçar a minha pré-candidatura”, ponderou Maluf, numa tentativa de amenizar os rumores de que Thelma estaria trabalhando a favor do empresário Dorileo Leal (PMDB), que também pretende disputar à sucessão de Chico Galindo (PTB).

     Ainda segundo Maluf, a vinda de Aécio acontece em outubro, junto com um grande ato de filiação. Como já terá encerrado o prazo para que os pretensos candidatos passem a integrar os partidos, será um evento voltado aos militantes que queiram defender as candidaturas a serem lançadas. “O senador também fará uma palestra”, adianta o deputado estadual.

    Já José Serra virá em novembro para receber o título de cidadão mato-grossense. Maluf argumenta que na época em que Serra foi ministro da Saúde, trouxe muitas obras para o Estado, por isso, merece a homenagem.

     Tanto Aécio, quanto o ex-governador de São Paulo estiveram em Mato Grosso no ano passado. Na época, Serra disputava a presidência e optou por visitar Sinop. Aécio participou de um ato na Capital. O tucano acabou sendo derrotado no segundo turno por Dilma Rousseff (PT).

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Articulação | 19/09/2011 - 08:40

MT não possui hoje 1 representante nem de 3º escalão no governo Dilma

Romilson Dourado

Luiz Pagot    Mato Grosso não possui hoje um representante sequer em cargo de até terceiro escalão no governo federal. O único porta-voz é o cuiabano Cleber Ávila, mas em quarto escalão. Ele entrou no lugar do ex-vereador Totó Parente e responde pela diretoria de Implementação de Programas e de Gestão de Fundos da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-oeste (Sudeco), órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional. O Estado inclui na cota o ex-deputado Carlos Abicalil, secretário de Educação Especial, mas sem influência e poder da caneta de quem ocupa postos de até quarto escalão.

    A força política do Estado nunca foi das melhores em termos de ocupação de espaço na estrutura da União, mas, a considerar a renovação da bancada, principalmente com a chegada de Blairo Maggi ao Senado, poderia estar bem articulada e com inserção nacional. São 8 deputados federais (Wellington Fagundes, Homero Pereira, Júlio Campos, Roberto Dorner, Nilson Leitão, Neri Geller, Valtenir Pereira e Carlos Bezerra) e 3 senadores (Maggi, Pedro Taques e Jayme Campos).

    Curiosamente, o governo do PT abriu duas vezes para os mato-grossenses o comando-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, que detém R$ 15 bilhões anuais destinados a investimentos em logísticas. Logo no início do governo Lula, em 2003, o Estado emplacou no cargo o ex-deputado Ricardo Corrêa. O problema é que, no poder, ele se deixou envolver pela vaidade e estrelismo e ficou isolado. Não durou um ano no posto. Em 2007, o então governador Maggi convence Lula a nomear Luiz Antonio Pagot no comando do Dnit, com respaldo do PR nacional. Por causa de denúncias sobre irregularidades no órgão, na Valec e no Ministério dos Transportes, Pagot se viu acuado e pediu exoneração.

    A única indicação política de Mato Grosso que restou agora é a de Cleber Ávila. Gestores na estrutura da União costumam trabalhar de forma mais intensa para contemplar seus Estados. É nessa hora que se vê concretizar projetos importantes. Cleber, por exemplo, assegura que neste ano já foram liberados R$ 560 milhões para setores do turismo, infraestrutura, comércio e serviços do Estado, por meio de Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-oeste (FCO). Assegura que em 2012 o volume de remessa será maior.

    Diagnóstico

   Nos últimos 40 anos, o Estado só teve um representante como ministro: Dante de Oliveira (já falecido). Ele comandou o Ministério da Reforma Agrária na gestão José Sarney. No governo Fernando Henrique, os mato-grossenses contaram em cargo federal com Robério Garcia, o Berinho, na Eletronorte por mais de 5 anos, e com Pepeu Garcia, na diretoria da Sudam. Sob Lula, além de Ricardo Corrêa e Pagot, teve atuação do cuiabano Rodrigo Figueiredo, como secretário-executivo do Ministério das Cidades e que chegou a assumir a pasta por várias vezes. Hoje ele é assessor do senador Maggi.

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Articulação | 13/09/2011 - 07:42

Bezerra leva suplente para governo e evita se licenciar; PMDB quer mais

Romilson Dourado


O cacique do PMDB, deputado Carlos Bezerra, emplaca o suplente Victório Galli em cargo no governo para se livrar da pressão

    As duas alas do PMDB, uma sob o cacique Carlos Bezerra e a outra liderada pelo governador Silval Barbosa, continuam com sede de poder e, aos poucos, vão "abocanhando" postos importantes sob indicação política que antes eram ocupados por outras legendas. Para fugir da pressão do suplente Victório Galli que sonha em reassumir a cadeira de deputado federal, Bezerra conseguiu emprego para o aliado no governo estadual. Assim, não precisa sair de licença. Num primeiro momento, Galli, que teve 54.382 votos, foi nomeado como secretário-adjunto da Casa Civil em Brasília. Como optou por voltar a morar em Cuiabá, segue lotado na mesma pasta, mas como assessor especial com salário superior a R$ 5 mil.

    O PMDB possui controle absoluto de 5 secretarias e está prestes a assumir o comando da pasta do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Bezerra já avisou a Silval que o cargo deve ficar com o afilhado político Clóvis Cardoso, que responde como adjunto da mesma secretaria. O titular José Domingos (DEM) vai reassumir a cadeira de deputado estadual.

    Os peemedebistas estão à frente da Casa Civil, sob José Lacerda; Comunicação, com Osmar de Carvalho; Cidades, sob Nico Baracat; Trabalho e Assistência Social, com a primeira-dama Roseli Barbosa; e Desenvolvimento do Turismo, conduzida por Teté Bezerra. Conta com apadrinhados em praticamente todas as secretarias em postos que vão de segundo a quarto escalões. O filiado histórico Genilto Nogueira, por exemplo, está bem à vontade no governo. Era adjunto de Direitos Humanos e agora é de Justiça. Vive na trincheira, se articulando com a cúpula peemedebista para ser projetado para o primeiro escalão.

   Com o avanço do PMDB no loteamento de cargos, os republicanos devem perder espaço. Por enquanto, detém 6 secretarias (Meio Ambiente, Indústria, Comércio, Minas e Energia, Cultura, Transporte e Pavimentação Urbana, Administração e a extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, além das presidências do MTGás, do Intermat, do Detran e da Metamat. Os peemedebistas querem ocupar espaço do DEM, na área da agricultura, e também estão de olho na infraestrutura, com o provável remanejamento de Arnaldo Souza para a secretaria de Planejamento.

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Articulação | 11/09/2011 - 09:08

Secretário da fronteira diz que MT discrimina os bolivianos e faz alerta

Flávia Borges


Secretário de Esportes e deputado licenciado Antônio Azambuja lidera campanha pelo fim da discriminalização dos bolivianos

     O deputado estadual licenciado e secretário de Esportes, médico Antônio Azambuja, que mora em Pontes e Lacerda, na Grande Cáceres, fronteira com a Bolívia, decidiu liderar uma campanha de conscientização, inclusive com atividades para acabar com a discriminação com os bolivianos.

     Segundo ele, é necessário que o povo do país vizinho não seja taxado de ser ligado ao tráfico. " O cidadão vem aqui e não pode ser tratado como traficante. As vezes há mais traficantes brasileiros na Bolívia do que os próprios bolivianos".

     De acordo com o secretário, essa discriminação passa por um cerco sistemático não apenas nas barreiras do Gefron e Polícia Federal, mas também em outras instituições como, por exemplo, o Indea.

     Ele lembra que se Mato Grosso exporta carne hoje é graças a um acordo firmado com a Bolívia para vacinar os gados num raio de 40 quilômetros da faixa de fronteira. Se a Bolívia barrar esse acordo, Mato Grosso ficará impedido de vender carne para o mundo.

     Azambuja lembra que é necessário integrar a fronteira e isso não significa entregar. Destaca que mais de 4 mil mato-grossense fazem curso de Medicina no país vizinho e sequer possuem documentos para estudar na Bolívia.

     Isso demonstra que a Bolívia trata bem os brasileiros, especialmente os mato-grossenses e a recíproca não é verdadeira.

     O representante da região reforça ainda que é necessário que haja fiscalização na fronteira, mas não se pode criar tantos empecilhos e as autoridades não se atentam para isso.

     Azambuja diz que vai levar essa preocupação para o governador Silval Barbosa (PMDB) e instigar o debate na Assembleia Legislativa e em outras instituições. O seu discurso numa audiência pública realizada pelo Legislativo em Pontes e Lacerda na semana passada foi focado nesse assunto.

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Articulação | 07/09/2011 - 15:00

Totó rejeita o convite do PTB

Sissy Cambuim

     Convidado para migrar para o PTB, o vereador Totó Cézar (PRTB) diz que ainda conversa com o partido, mas sua intenção é permanecer em sua sigla para disputar a reeleição em 2012. Ele não descarta completamente a possibilidade de trocar de legenda, mas garante que está fazendo de tudo para continuar no partido.

     Segundo o presidente do diretório municipal do PTB, o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Dilemário Alencar, as conversas com o parlamentar já estariam bem adiantadas. Além dele, o partido do prefeito Chico Galindo, também convidou para seus quadros o vereador Néviton Fagundes (PRTB) e o suplente Leonardo de Oliveira (PSDB).

     A migração dos vereadores do PRTB para o PTB seria uma articulação do diretório, que foi contemplado nesta segunda (5) com um cargo no primeiro escalão do staff de Galindo. Eldo Gattas (PRTB) foi nomeado para comandar a secretaria de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários, que detém um dos setores mais visados pelas siglas que pretendem se fortalecer para as eleições de 2012: a regularização fundiária.

     Com a nomeação, o partido abriria mão de cobrar, na Justiça, o mandato dos vereadores que mudassem para o PTB, mas Totó nega a manobra. “O PRTB é um partido ético. O espaço no secretariado já era uma composição que vinha da gestão Wilson Santos (PSDB)”, explica.

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Articulação | 04/09/2011 - 08:23

Mendes negocia com Dorileo e deve recuar; Valtenir articula candidatura

Flávia Borges


Empresário Mauro Mendes tenta amarrar apoio de Dorileo Leal de olho nas eleições de 2014; Valtenir quer disputar prefeitura

      Sob orientação da direção nacional, o PSB decidiu que terá candidatura própria nas Capitais. Sendo assim, no caso de Cuiabá, o partido deve concorrer novamente a prefeito com Mauro Mendes, que perdeu em 2008 quando ainda estava filiado ao PR, ou com o presidente regional da sigla, deputado federal Valtenir Pereira, que também disputou o Palácio Alencastro em 2008 e saiu derrotado.

     Como Mendes não se sente confortável na legenda socialista, passou a negociar seu passe com outros partidos. Ele tem dito aos aliados que só definirá se será ou não candidato no próximo ano. Desse modo, ele mantém seu nome no páreo e continua sendo lembrado pela população, especialmente nas pesquisas de intenção de votos.

     Nos bastidores, Mendes, empresário derrotado nas eleições também do ano passado ao Paiaguás, sinaliza que não pretende concorrer à Prefeitura de Cuiabá e desde já amarra acordos visando nova candidatura ao governo em 2014.

     Mendes nega publicamente, mas já esteve reunido nos últimos dias com o cacique peemedebista Carlos Bezerra e com Dorileo Leal, pré-candidato do PMDB à prefeitura. Ele tem condicionado seu projeto de concorrer ao apoio do PMDB e do governo de modo geral à sua candidatura em 2014. As negociações avançam nesse sentido.

     Assim como aconteceu em 2010, quando Mendes deixou o PR e se filiou ao PSB, Valtenir tem sido o último a saber dessas articulações. Ele já decidiu que se Mendes recuar da candidatura ou mudar de partido vai entrar no páreo. Pelo visto, a a guerra nos bastidores entre Mendes e Valtenir continua.

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Articulação | 02/09/2011 - 09:03

Percival amarra apoio de Maggi; na bronca, Sachetti decide ir à disputa

Flávia Borges

Adilton Sachetti e Percival Muniz     O deputado Percival Muniz (PPS), presidente da CPI das PCHs, já praticamente convenceu o ex-governador e senador Blairo Maggi a apoiá-lo à sucessão em Rondonópolis. Ambos já discutiram o assunto por várias vezes.

      O ex-prefeito Adilton Sachetti (sem partido), que se considera amigo e integrante da turma da botina, liderada por Maggi, ficou na bronca porque entendia que, pela proximidade que tem com o republicano, nem havia a necessidade de pedir seu apoio.

      Essa amarração política deve provocar reviravolta em Rondonópolis, terceiro maior município. Por conta da reaproximação entre Percival e Maggi, Sachetti já decidiu que não retornará ao PR, de onde saiu para assumir pelo período de um ano a presidência da Agecopa.

     A tendência é que ele se filie ao PDT do senador Pedro Taques, ou ao PSB, do deputado federal Valtenir Pereira e do empresário Mauro Mendes.

     Se Maggi não recuar do apoio a Percival, que se gaba de tê-lo ajudado a chegar à cadeira de governador por dois mandatos, a turma da botina estará diante de um novo racha.

     Percival não consegue mais esconder as evidências sobre o pacto político com Maggi, tanto que suas ações na CPI das PCHs mudaram de foco.

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Articulação | 01/09/2011 - 08:10

Galindo vai à recepção a Temer; PMDB ignora prefeito

Romilson Dourado

   O prefeito Chico Galindo decidiu ir ao aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, nesta quinta, para recepcionar o vice-presidente da República Michel Temer e outros membros da cúpula do PMDB. Eles chegam por volta de 8h40 e participam em Cuiabá de um ato que marca a filiação ao PMDB do empresário João Dorileo Leal, pré-candidato a prefeito. Já no ato político, o prefeito não vai se arriscar porque sabe que será transformado em saco de pancada.

    Galindo vai ao encontro dos líderes peemedebistas na condição de chefe do Executivo da Capital. Mesmo assim, deve enfrentar olhares atravessados, principalmente de Dorileo. É que o PMDB, mesmo conduzindo duas secretarias da gestão Galindo, a de Assistência Social e de Turismo, decidiu que fará oposição a partir de agora. Dorileo vai adotar estratégia de criticar o governo municipal. Quer tirar proveito político explorando as falhas administrativas tanto de gestões passadas, especialmente da época do tucano Wilson Santos, quanto da atual, sob o petebista Galindo.

   Na próxima semana, o prefeito vai procurar a direção do PMDB. Quer uma definição da legenda, que começa a rachar. Seus dois vereadores, sendo eles Domingos Sávio e Arnaldo Penha, se declaram aliados, mas a cúpula estadual defende ruptura. Galindo não quer fomentar rompimento, mas entende que o partido não pode continuar na base, com cargos no primeiro escalão e, mesmo assim, "detonando" o Palácio Alencastro.

    Às 13h50 - Galindo diz que foi bem tratado e deu boas-vindas aos peemedebistas

   Chico Galindo disse ao blog que agiu como estadista ao recepcionar no aeroporto de Várzea Grande o vice-presidente da República Michel Temer. "Eu disse a ele: bem-vindo a Cuiabá. Depois que tomamos café juntos desejei boa reunião e sai, afirmando que precisava ir trabalhar", comentou o prefeito da Capital.

    O petebista explicou que somente ele, o colega prefeito várzea-grandense Tião da Zaeli, os assessores Dilemário Alencar e Ricarte de Freitas, o governador Silval Barbosa e o casal Carlos e Teté Bezerra receberam Temer no aeroporto. Perguntado sobre Dorileo Leal, novo filiado ao PMDB e pré-candidato a prefeito determinado a disparar críticas a sua administração, o prefeito disse o empresário não apareceu no aeroporto. Explica que já estava decidido que não iria no ato político porque seria deselegante.

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Articulação | 29/08/2011 - 18:36

Galindo faz a 2ª maior reforma e deve substituir até 7 secretários

Romilson Dourado e Sissy Cambuim

    O prefeito da Capital Chico Galindo (PTB) pretende mudar o comando de até 7 das 18 secretarias até sexta, 2 de setembro. Será a segunda maior reforma da equipe do primeiro escalão destes 16 meses de administração. O blog apurou que o petebista, em meio à montagem do quebra-cabeça para contemplar indicações pessoais, técnicas e políticas, deve trocar nomes que conduzem hoje as pastas de Governo, de Educação, de Assistência Social, de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários e de Esportes, além da Infraestrutura, que está sem secretário desde a saída do vereador Paulo Borges. O Palácio Alencastro avalia ainda a possibilidade de substituir Ronaldo Taveira no Cuiabá-Prev e vai nomear também um substituto de Aray Fonseca na Companhia de Saneamento. O nome mais cotado para a Sanecap é do hoje secretário de Esporte, Moisés Dias.

Chico Galindo    Alguns nomes serão remanejados. Permínio Pinto, por exemplo, vai deixar a Educação, que detém a maior estrutura da máquina municipal, para assumir provavelmente a secretaria de Governo. Outro também cotado para o Governo, função que exige trabalho de interlocução direta com o gabinete do prefeito, é de Dilemário Alencar, que responde pela pasta do Trabalho e Desenvolvimento Econômico. Ele já atuou como porta-voz do prefeito por alguns meses na gestão Wilson Santos. Carlos Carlão chegou a ser sondado para reassumir  a Educação, mas disse "não". Ele está trocando o PSDB pelo PSD e, por causa de divergências com Permínio Pinto, preferiu não voltar a integrar o staff.

     Com a transferência de Moisés para a Sanecap, Aray sai da administração e deve ocupar cadeira de deputado estadual com licenciamento previsto do titular Luiz Marinho, que está cotado para a Saúde no lugar de Antonio Pires. Aray e Marinho são do mesmo PTB de Galindo. O sobrinho do prefeito, Lamartine Godoy, secretário de Governo, deve assumir a Infraestrutura.

      Sílvio Fidélis, do Desenvolvimento Urbano e um dos assessores de confiança do prefeito, é cotado para Educação. O PMDB, que começa a fazer oposição dura a Galindo por força das amarrações políticas visando as eleições do próximo ano, corre risco de perder as duas secretarias, a de Assistência Social, sob o ex-vereador Mário Lúcio, e a de Turismo, conduzida por Tania Aparecida Barteli, esposa de Clovis Cardoso, filiado histórico da legenda peemedebista e afilhado do deputado Carlos Bezerra.

     Todos nomes estão sendo mantidos sob sigilo pelo prefeito. Nas reuniões que ele tem promovido para nova montagem da equipe, tem reforçado pedido para não deixar "vazar" essas informações. Galindo não quer ser surpreendido com mais pressões de última hora. O seu próprio partido, o PTB, por exemplo, quer a todo custo conduzir a Educação e a Saúde.

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Articulação | 23/08/2011 - 15:13

Ságuas deve ir para a Educação

Valérya Próspero

     Mesmo com a articulação para que o PT assuma o comando da Sema, o ex-deputado federal Ságuas Moraes (PT) não mostra muita esperança em ocupar a vaga deixada por Alexander Maia (PR). O petista pondera que dificilmente o governador Silval Barbosa (PMDB) abriria mais esse espaço para contemplar o partido. “Não conversamos sobre esse assunto e nem tem o que discutir. Quando alguém sai é indicado outro membro do mesmo partido”, garante. Assim, a tendência, conforme adiantou o RDNews, é que ele volte a atuar como secretário estadual de Educação.

Ságuas articula retorno à Seduc, mas não descarta governo Dilma

     A pasta, que é uma das mais estratégicas no staff, vem sendo bombardeada por críticas. Hoje está sob Rosa Neide (PT),  mas a situação pode mudar até o fim da próxima semana. Isso porque a própria petista convocou uma reunião para avaliar os trabalhos realizados e os desgastes sofridos até o momento.

    Com as greves e as críticas que vêm principalmente da Assembleia, encabeçadas pelo presidente José Riva, a secretária estaria querendo passar a pasta adiante. Apesar de Ságuas não confirmar seu nome, essa possibilidade vem sendo discutida há algum tempo, desde que perdeu sua cadeira na Câmara Federal para Nilson Leitão (PSDB) devido à mudança na Lei da Ficha Limpa, que só vai começar a valer nas eleições de 2012.

     Ságuas estava relutando em entrar no staff com esperança de voltar ao Congresso contemplado pelo rodízio parlamentar. Como essa possibilidade já está descartada, agora a probabilidade de ficar com a secretaria aumenta consideravelmente.

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Articulação | 23/08/2011 - 05:45

Mesmo com maioria dos cargos, PR pressiona para não perder Sema

Romilson Dourado

     Fernando Ordakowski

Wellington Fagundes inicia jogo nos bastidores para convencer o governador Silval Barbosa a manter Sema com PR

   O PR decidiu que vai brigar junto ao governo Silval Barbosa (PMDB) para continuar à frente da pasta do Meio Ambiente, mesmo sendo a legenda que mais abocanha cargos na administração estadual. Como o Palácio Paiaguás aceitou o pedido de exoneração do secretário Alexander Maia, que faz parte da cota do PR, e sinaliza para entregar a pasta a outra legenda, possivelmente ao PT, os republicanos decidiram agir rápido.

    Tão logo ficou sabendo que Maia comunicou oficialmente ao governador que iria deixar a Sema, nesta segunda, o presidente estadual do PR, deputado Wellington Fagundes, já começou a se articular para não deixar a agremiação perder mais uma pasta. Por enquanto, não arrisca listar nomes do partido que poderiam ser indicados a Silval como opção para conduzir a secretaria. Os republicanos estão cabreiros porque perderam recentemente a Casa Civil, com o remanejamento de Eder de Moraes para a presidência da Agecopa. O governador não cedeu as pressões do partido do senador Blairo Maggi e colocou como seu interlocutor o ex-deputado e filiado ao PMDB José Lacerda.

   Além da Sema, o PR conduz cinco pastas, sendo elas a de Indústria, Comércio, Minas e Energia, com Pedro Nadaf; a de Cultura, com João Malheiros, a de Transporte e Pavimentação Urbana, sob Arnaldo Alves; a de Administração, com Cézar Zílio; e a secretaria extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, com Francisco Vuolo. Os republicanos estão à frente ainda do MTGás, com Helny de Paula; do Intermat, sob Afonso Dalberto, do Detran, com Teodoro Lopes, o Dóia, e ainda da Metamat, presidida por Justino Paes de Barros.

   De 24 cargos do primeiro escalão, o PMDB de Silval comanda cinco, com José Lacerda (Casa Civil), Osmar de Carvalho (Comunicação), Nico Baracat (Cidades), Roseli Barbosa (Trabalho e Assistência Social) e Teté Bezerra (Desenvolvimento do Turismo). O PP, que possui três, ficará com uma: a de Saúde, sob Pedro Henry. Acontece que Antonio Azambuja (Esporte e Lazer) e Eliene Lima (Ciência e Tecnologia) vão migrar para o PSD. O PT está à frente da Educação, com Rosa Neide e, o DEM, com Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, sob José Domingos. Os demais postos são administrados por pessoas com perfis mais técnicos.

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Articulação | 18/08/2011 - 07:54

Crise entre Executivo e Legislativo deixa Romoaldo em "fogo cruzado"

Patrícia Sanches


Deputado Romoaldo Júnior tenta amenizar crise entre secretários da gestão Silval Barbosa e parlamentares 

     Os deputados se mostram irritados com a postura de alguns secretários, deixando o líder do governo Romoaldo Júnior (PMDB) num fogo cruzado. Acontece que desde o começo do ano ele tenta atuar como bombeiros para apagar incêndios, mas não tem obtido êxito. Na semana passada, por exemplo, o presidente da Casa José Riva (PP) chegou a afirmar que alguns membros do staff não “pensam que são Deus, têm certeza”. Estão na mira dos parlamentares Alexander Maia, da Sema, Arnaldo Alves, Transporte e Pavimentação Urbana, e Rosa Neide Sandes, da Educação.

     Romoaldo tenta fazer o “meio de campo”, mas tem enfrentado resistência junto aos secretários que, segundo os parlamentares, ignoram as ligações deles. Os que estão no centro do “furacão” são Arnaldo e Maia. O primeiro é alvo de críticas por causa dos problemas envolvendo a Infraestrutura do Estado, principalmente a manutenção das estradas não pavimentadas.

    Acontece que conforme os deputados, se não houver uma mudança de postura, com a volta das chuvas a situação deve ficar delicada, deixando pessoas ilhadas e os locais intransitáveis. Já Maia enfrenta a CPI das PCHs, aliado aos reflexos da greve dos servidores da Sema, que voltaram ao trabalho na semana passada. O sistema travou e, por isso, a pasta ainda tenta recuperar o tempo perdido regularizando a liberação de licenças e o andamento de outros procedimentos. Já A Educação passa por uma auditoria feita pela Assembleia.

    Outra reclamação recorrente dos deputados é o fato dos secretários não estarem respondendo os requerimentos feitos por eles. Diante da situação requisitaram uma espécie de “dossiê” das pastas de Segurança Pública; de Justiça e Direitos Humanos; de Transportes e Pavimentação Urbana; de Saúde e Comunicação Social. Querem saber, por exemplo, qual é a quantidade de servidores, aparato técnico, contratos de licitação e gastos.

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