Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:33 h

ARTICULAÇÃO | 30/10/2010 - 08:35

Vuolo quer uma secretaria de Silval, assumir PR e disputar prefeitura

Romilson Dourado

Vereador e ex-secretário Francisco Vuolo   O vereador e ex-secretário de Cultura de Cuiabá Francisco Vuolo só esperou passar as eleições de 3 de outubro para anunciar planos políticos audaciosos, mesmo com as dificuldades e resistência que encontra dentro do PR, maior legenda do Estado em número de ocupantes de cargos eletivos. Ele sonha em se tornar secretário do governo Silval Barbosa, assumir o comando da sigla republicana em Cuiabá e concorrer, com respaldo do Palácio Paiaguás, à cadeira de prefeito em 2012.  As estratégias foram revelados pelo próprio parlamentar em conversa informal com um grupo de pessoas que, na semana passada, estavam reunidas numa empresa.

   Vuolo é daqueles que passaram a disputar as eleições a cada dois anos. Neste pleito, ele pediu registro para concorrer a deputado estadual, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral por causa da reprovação de suas contas ainda da campanha de 2008, quando se reelegeu vereador.

   Decidiu, então, coordenar na Capital a campanha à reeleição do governador Silval, após um acerto com o presidente da Assembleia, deputado Mauro Savi, e com o presidente regional do PR, deputado federal Wellington Fagundes. O pacto seria, em caso do peemedebista ser reconduzido ao Paiaguás, viabilizar uma grande secretaria para Vuolo, de modo a testá-lo como gestor e a proporcionar a ele boa visibilidade para ser o candidato do grupo à sucessão do prefeito Chico Galindo (PTB).

   O problema é que surgiram argumentos que enfraquecem Vuolo politicamente. Quando ele entrou na coordenação da campanha, Silval estava liderando as pesquisas de intenção de voto em Cuiabá e passou a perder eleitores para Mauro Mendes (PSB). Para piorar, entrou em conflitos com o coordenador-geral e que veio a ser eleito vice-governador, o progressista Chico Daltro. Vuolo cobra, por exemplo, dinheiro para pagamento de cerca de 7 mil cabos eleitorais. Como a coordenação não viu resultado prático, não entende que deva equacionar a pendência.

    Numa conversa com um grupo de pessoas, Vuolo declarou que considera a Câmara Municipal pequena para seu campo de atuação. Entende que a missão como vereador já foi cumprida. Confessou que seu projeto maior é ser secretário de Estado e assumir o comando do PR da Capital, hoje sob o ex-vereador Helny de Paula. Enfatizou possuir um bom perfil para isso. Sustentou na conversa da semana passada que Helny "não tem foco" e que "está bastante distanciado do povo, principalmente depois que abandonou o mandato parlamentar para presidir o MTGás".

   Francisco Vuolo enfatizou ainda que, enquanto secretário de Cultura da gestão Roberto França, revolucionou o setor, principalmente com a propagação para o mundo do siriri e cururu. É nesse ritmo que o filho do ex-senador Francisco Vuolo (já falecido) pretende conquistar mais espaço na vida pública e acha que pode chegar a prefeito. Como há outros postulantes ao mesmo posto, inclusive dentro do PR, o anúncio antecipado de seus planos pode levá-lo a dançar antes da hora e no ritmo do siriri e cururu.

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ARTICULAÇÃO | 22/10/2010 - 09:51

Galindo e Silval estreitam relação

Patrícia Sanches

  O governador Silval Barbosa (PMDB) mal foi reeleito e o prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) já se articulou para ter uma maior aproximação com o peemedebista e, assim, conseguir mais recursos para a cidade. Os dois já tiveram vários encontros e até viajaram juntos para a Bolívia, onde tentam resolver o problema de abastecimento do gás natural no Estado – veja mais aqui.

  A sintonia dos dois é tão grande que nem parece que estiveram em lados opostos durante a corrida eleitoral, quando Silval disputou o Paiaguás contra o ex-prefeito de Cuiabá e aliado de Galindo, Wilson Santos (PSDB). “Nós estamos conversando muito e eu já apresentei dois projetos para Silval: o Poeira Zero e uma parceria para a realização da operação tapa buracos”, pontua o chefe do Palácio Alencastro.

  No caso do programa Poeira Zero, o prefeito pretende viabilizar a pavimentação asfáltica em 100% dos bairros da Capital. Para tanto quer conseguir R$ 100 milhões do governo federal, por meio do chamado fundo perdido, R$ 100 milhões do governo estadual e planeja emprestar outros R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal. “No caso do empréstimo nós pagaríamos a dívida em 20 anos. Já falei com o governador e ele adorou a ideia”, pontua. No caso do recapeamento, o governo estadual investiria ainda neste ano R$ 12 milhões para a aquisição da lama asfáltica, enquanto que a prefeitura entraria com a mão de obra.

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ARTICULAÇÃO | 14/09/2010 - 17:44

Nininho nega acordo com Pagot para ajudar Mendes e diz apoiar Silval

Romilson Dourado

Nininho, candidato a deputado estadual O ex-prefeito de Itiquira, empreiteiro e candidato a deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), negou veementemente que tenha recebido orientação do colega de partido e diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot no sentido de poupar de críticas Mauro Mendes e, assim, contribuir com o candidato socialista, que espera empurrar a eleição para o segundo turno, num confronto contra o governador Silval Barbosa. Ele admite possuir relação de amizade com Pagot e acha até que o ex-secretário o apóia, mas enfatiza que jamais iria trair politicamente Silval e muito menos entrar em jogo de conspiração.

    Contesta a matéria intitulada "Pagot orienta candidato do PR a não bater em Mendes para ter 2º turno" - saiba mais aqui. "Não tive nenhuma conversa com Pagot nesse sentido. Esse não é o meu perfil. Estou todo dia na campanha do Silval", comentou Nininho.

   Segundo ele, as fontes que sustentaram o suposto diálogo dele com Pagot sobre eventual apoio a Mendes são "mentirosas" e que procuram prejudicá-lo. "Pagot é amigo meu de longa data e acho até que ele me apóia para deputado. Daí, fazer essas coisas, não é o meu perfil".

   Nininho comenta que sempre foi leal com os parceiros e cita, como exemplo, o seu apoio às campanhas de deputado do polêmico Gilmar Fabris (DEM). "Eu não tenho duas posições. Na política, infelizmente, tem muita maldade. É alguém tentando me sacanear", emendou o ex-prefeito acerca da notícia que ganhou destaque com charge e provocou repercussão e polêmica.

   Ele destaca que sua candidatura à vaga na Assembleia está provocando incômodos, principalmente na Grande Rondonópolis, e acaba motivando pessoas mal intencionadas a agir contra o seu projeto político. "Não quero ser alvo. Não sou falso. Sou verdadeiro e não posso admitir que pessoas tentem me prejudicar".

   Esta é a primeira vez que Nininho concorre a deputado. Ele montou grande estrutura de campanha, principalmente na região Sul do Estado. Figura na lista do PR como um possíveis eleitos.

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ARTICULAÇÃO | 27/08/2010 - 12:50

Em acordão por votos, Percival não pune prefeitos dissidentes

Romilson Dourado

Deputado Percival Muniz   Percival Muniz é mesmo um político matreiro. Com suas jogadas maquiavélicas nos bastidores, o deputado estadual e presidente regional do PPS fez acordão com os prefeitos dissidentes, aqueles que saíram do palanque do candidato ao governo Mauro Mendes (PSB), para reforçar o projeto de reeleição do peemedebista Silval Barbosa. Percival orientou o presidente da comissão de Ética do partido, professor Antonio Carlos Máximo, para "liberar" os gestores do compromisso de estarem com Mendes e, para não acioná-los por infidelidade, o que poderia provocar até perda do mandato, condicionou espécie de rateio de votos para sua candidatura à reeleição. Cada um dos prefeitos do PPS se comprometeu a conseguir ao menos 500 votos para Percival.

    Esse entendimento interno não passou por discussão com o candidato majoritário Mendes, que tem o deputado como um de seus fortes aliados. O pacto entre os socialistas sugere traição a Mendes. Na prática, alguns prefeitos do PPS vão trabalhar para Silval, mas com a missão de conquistar votos também para Percival.

    Entre os que fecharam esse acordão estão Gaspar Domingues Lazari, de Confresa (a 1.165 km de Cuiabá), e Filemon Gomes Costa, de São Félix do Araguaia. Assim, pensando em salvar o próprio mandato, Percival vai "costurando" apoios, mesmo que seja na base da pressão. Ex-vereador e prefeito de Rondonópolis e ex-deputado federal constituinte, o dirigente socialista provocou a maior confusão na defesa de definição de candidaturas. Rompeu com o então governador Blairo Maggi (PR), incentivou Mendes a troca a legenda republicana pelo PSB e se lançou ao Senado.

   Quando todos os candidatos já estavam acomodados nos partidos e coligações, Percival desistiu de concorrer à senatória e entrou como concorrente à reeleição pela coligação Mato Grosso Melhor Pra Você, que congrega PPS, PSB, PDT e PV. Assim, ele se tornou espécie de puxador de voto do bloco desses quatro partidos. Para os analistas, com tal jogada política, Percival está com a reeleição praticamente garantida, enquanto outros nomes com boa visibilidade eleitoral enfrentam disputa apertada em coligações "pesadas" e que exigem pelo menos 30 mil votos para estar entre os 24 futuros parlamentares.

    Ele tira proveito político na condição de presidente regional do PPS, que, mesmo tendo minguado, já que comandava 56 prefeituras e, com a desfiliação de Maggi, está hoje com apenas 8, Percival controla seus filiados. Na Assembleia, foi o único que restou na sigla. Seu desafio agora é reconquista a cadeira no Legislativo mato-grossense para ganhar força em outro projeto, o de voltar ao posto de prefeito de Rondonópolis em 2012.

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ARTICULAÇÃO | 25/08/2010 - 20:17

Em Rondonópolis, Valtenir se alia a Silval; Mendes espera por Dilma

Romilson Dourado


Valtenir Pereira conversa com Silval Barbosa e com o presidente do PMDB Carlos Bezerra, em almoço com presença de Dilma, enquanto o candidato do PSB ao Paiaguás Mauro Mendes (PSB) aguarda a comitiva no aeroporto de VG

   Enquanto o candidato a governador pelo PSB, empresário Mauro Mendes, se "escabelava" para marcar posição e recepcionar a presidenciável Dilma Rousseff, assim que esta chegasse no aeroporto internarnacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, nesta quarta, o presidente estadual do seu partido, deputado federal Valtenir Pereira, fazia campanha em Rondonópolis ao lado do adversário de Mendes, governador Silval Barbosa (PMDB). Valtenir acompanhou toda a agenda da candidata petista no município. Só faltou pedir voto publicamente para a reeleição de Silval e para os candidatos ao Senado pela coligação, ex-governador Blairo Maggi e deputado federal Carlos Abicalil.

    Na imagem acima, registrada na mansão de Maggi, na Vila Goulart, Valtenir conversa descontraidamente com Silval e com o presidente regional do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra. No fundo, aparece Dilma. Todos participaram de um almoço, após uma carreata pelo centro de Rondonópolis, antes do deslocamento para a capital mato-grossense. Já em solo várzea-grandense, Mendes teve uma rápida conversa com Dilma. Mesmo sendo candidato majoritário, ficou menos tempo com a presidenciável petista do que o dirigente socalista e concorrente a cargo proporcional Valtenir. A postura de Valtenir é uma senha de que, nos bastidores, não está muito afinado com Mendes nas eleições deste ano, embora faça juramento de que esteja, sim, pedindo voto para o colega socialista.

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ARTICULAÇÃO | 31/07/2010 - 08:35

Silval fica sem 2 dos 104 prefeitos que fazem parte do arco de alianças

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Os candidatos Mauro Mendes, Wilson Santos e Silval Barbosa tentam cooptar prefeitos para reforçar palanque

    Se dependesse somente do apoio dos prefeitos, o governador Silval Barbosa (PMDB) seria reeleito com ampla vantagem. Embora tenha perdido adesão de dois a sua candidatura, o peemedebista conta com reforço de 102 dos 141 chefes do Executivo estadual. O respaldo de prefeitos à candidatura majoritária ganha peso importante porque, de um certo modo, acaba por arrebanhar eleitores nos municípios, principalmente servidores públicos.

    Composta por 11 partidos (PMDB, PP, PR, PT, PRB, PTN, PSC, PHS, PTC, PRP e PC do B), a coligação pró-Silval perdeu dois prefeitos republicanos no decorrer da semana: Getúlio Viana, de Primavera do Leste, e Walter Farias, de Canarana. A maior repercussão veio com a decisão de Getúlio de pular para o barco do candidato Mauro Mendes (PSB). Para recompor a base no município, Silval recorreu ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Eraldo Fortes (ex-DEM) que, embora não tenha mandato, mantem boa base eleitoral e confronta o prefeito, que enfrenta alto índice de rejeição popular. Getúlio alegou para a direção do PR que estava se sentindo isolado e não recebeu respaldo do partido nas brigas travadas com os vereadores, que até instauraram CPI contra a sua gestão. Por causa disso, optou, então, por se juntar a Mendes.

     Com a força da máquina estatal, detentora de um orçamento próximo de R$ 9 bilhões por ano, com 22 secretarias, vários órgãos, empresas e autarquias espalhadas nos municípios e com cerca de 90 mil servidores, o governador Silval busca a reeleição com respaldo de prefeitos de partidos que estão em outras coligações, mas que, temendo pressão e até risco de cassação por causa da regra da fidelidade partidária, preferem trabalhar nos bastidores. Por outro lado, o candidato da situação sente na pele as ações de gestores que, publicamente anunciam que estão no palanque mas, nas conversas informais, pedem voto ou para Mendes ou para o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB).

    Dos 12 maiores municípios, em seis Silval tem prefeitos como cabos eleitorais, sendo eles de Várzea Grande, Barra do Garças, Sinop, Sorriso, Nova Mutum e Tangará da Serra. Mendes conta com três: Alta Floresta, Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde. Wilson também possui três no palanque, que são os prefeitos de Cuiabá, Rondonópolis e Cáceres.

    Os principais concorrentes ao Palácio Paiaguás entraram na fase de cooptação de lideranças. A debandada só não é maior por causa da decisão do TSE que, desde 2007, determina cassação do mandato de quem contrariar orientação partidária, sem justa causa. Silval garante que alguns prefeitos do PSDB e DEM, que apoiam Wilson, estão apoiando-o, assim como gestores do PPS e PDT, que oficialmente têm Mendes como candidato. Wilson, por sua vez, assegura que, apesar da pressão do Paiaguás, detém respaldo de prefeitos de siglas governistas. O mesmo discurso é usado por Mendes. A busca por apoio de lideranças é tanto que eles nem parece levar em consideração que o voto do eleitor, que é quem decide nas urnas, tem o mesmo "peso".

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ARTICULAÇÃO | 14/07/2010 - 08:12

Toninho e Pop são vetados pelos patrões e ficam fora na disputa

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Toninho de Souza e Everton Pop são convencidos a recuar na disputa à AL pelos empresários Dorileo e Beccari

   Os vereadores por Cuiabá e apresentadores de TV Toninho de Souza (PDT) e Everton Pop (PP) queriam concorrer a deputado estadual de qualquer maneira. Passaram mais de um ano propagando que entrariam no páreo, mesmo sob críticas de que, logo no primeiro mandato e de forma afoita, já estavam pensando em vaga na Assembleia. O problema é que eles não combinaram com os patrões. Na véspera das convenções para registro das candidaturas os dois foram vetados. Os empresários João Dorileo Leal, do Grupo Gazeta de Comunicação, orientou Toninho, que apresenta programa na TV Record Canal 10, a continuar vereador e não correr risco de disputar para deputado e ser derrotado, o que poderia comprometer sua carreira política. Luiz Carlos Beccari, do Grupo Cidade Verde, também puxou a orelha de Pop e o "convenceu" a ficar de fora.

    As duas emissoras têm projetado na vida pública profissionais da comunicação. Usando a Record (antiga TV Gazeta) como palanque eletrônico, já foram eleitos Lino Rossi como vereador e depois à cadeira de deputado federal e Clovis Roberto, que ficou na suplência e veio a estrear na Assembleia por alguns meses. Na TV Cidade Verde ganhou respaldo nas urnas Walter Rabello, que foi eleito o vereador mais votado em 2004 e, dois anos depois, chegou a deputado estadual também com votação expressiva. Nas eleições de 2008, Rabello confrontou o então patrão Beccari, que não concordou com sua candidatura a prefeito, e acabou sendo demitido. Ele insistiu com o projeto político e foi reprovado no primeiro turno e, para piorar, teve mandato cassado por infidelidade partidária devido à troca do PMDB pelo PP.

    Sem Beccari no seu caminho, Rabello está de novo com a candidatura na rua. Sonha em reconquistar mandato de deputado. Seu patrão agora é o empresário Roberto Dorner, que tomou gosto pela política. Filiado ao PP, Dorner não só aceitou Rabello a entrar na disputa, como vai concorrer a uma vaga à Câmara Federal. Em Sinop, onde reside, o empresário fará "dobradinha eleitoral" com outro funcionário de sua emissora (TV Rondon), vereador Gilson de Oliveira (PP), que teve passagem por quatro meses pela Assembleia e é candidato de novo.

    Desta vez, a prioridade de Beccari é a reeleição do deputado Sérgio Ricardo (PR), um de seus apresentadores de TV. Ele incentiva candidaturas à Assembleia em outras regiões. O vereador por Primavera do Leste Luizinho Magalhães (PP), que divide o tempo entre apresentação de programa em Primavera do Leste e em Rondonópolis, está na disputa. Já Dorner quer mais. Se esforça para garantir vaga de federal e ter na AL Rabello e Gilson. Dorileo, desta vez, não abraçou nenhuma candidatura proporcional. Vai assistir a tudo de camarote.

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ARTICULAÇÃO | 11/07/2010 - 10:08

Silval atrai apoio de líderes e dissidentes de siglas opositoras

Romilson Dourado

Empresário Eraí Maggi, do PDT     Correligionários do governador Silval Barbosa discordam da tese de que o peemedebista está perdendo aliados estratégicos na busca de um novo mandato, conforme trouxe a matéria intitulada "Silval começa a perder aliados; maioria reforça nome de Mendes" - veja mais aqui. Consideram natural alguns saírem para apoiar outras candidaturas e chegam a questionar se, de fato, figuras como Moisés Sachetti e Luiz Pagot vão mesmo estar com Mendes. Se de um lado, há aqueles que se distanciam da ala governista, existem outros que começam a se aproximar do candidato situacionista.

   Defensores da candidatura Silval consideram que, no jogo das cooptações, o Palácio Paiaguás sai ganhando. Destacam como exemplos prefeitos de partidos que sustentam projetos de candidaturas de Wilson Santos e de Mauro Mendes e que estão apoiando o peeemdebista.

   Alguns declaram adesão publicamente, mas a maioria faz esse tipo de manifestação mais nos bastidores porque teme punição por causa da regra pró-fidelidade partidária. Dissidentes do PDT, partido que tem Mendes como concorrente à sucessão estadual, se declaram cabos eleitorais de Silval. Um deles é o vereador por Cuiabá e apresentador de TV Toninho de Souza. Seguem a mesma linha Rodrigo Rodrigues, da Executiva estadual pedetista, e o empresário Eraí Maggi. São filiados que rejeitaram as candidaturas de Mendes e também de Pedro Taques ao Senado.

    Do DEM, que está oficialmente fechado com o tucano, há prefeitos e vereadores afinados com o Paiaguás, entre eles o de Alto Garças, Roland Trentini. Apesar disso, ele prefere não se manifestar publicamente. Defensores da candidatura de Silval apostam que a maioria dos 141 prefeitos está trabalhando pela reeleição do peemedebista, inclusive de partidos que estão em outras coligações, como PPS, PSDB, DEM e PDT.

    Na Assembleia, há deputados que saem em defesa do nome de Silval, ignorando as alianças majoritárias, entre eles Pedro Satélite, do PPS, e Gilmar Fabris, que, embora pertença ao DEM, que indicou o também deputado Dilceu Dal Bosco para vice da chapa de Wilson, se mostra governista de carteirinha. E, assim, segue o jogo das cooptações, tudo dentro das conveniências pessoais.

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ARTICULAÇÃO | 06/07/2010 - 07:30

Lula reforça Abicalil ao Senado em recompensa pelo "enterro" da CPI

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Carlos Abicalil recebe respaldo, em forma de retribuição, do presidente Lula por ter ajudado a enterrar a CPI dos Correios e, numa dobradinha com Ságuas Moraes, candidato a deputado federal, sonha com a cadeira de senador

   Quatro anos depois de ver "enterrada" a CPI dos Correios, que corria risco até de "matar" o seu governo, o presidente Lula prometeu retribuir, com apoio político e eleitoral, todo esforço do deputado Carlos Abicalil, candidato do PT ao Senado. Abicalil foi sub-relator da CPI dos Correios, criada em maio de 2005 com o objetivo específico de investigar as denúncias de corrupção nas estatais, mais especificamente, nos Correios. Seu foco, no entanto, foi deslocado pouco depois para a investigação da existência do mensalão, o pagamento mensal a parlamentares da base aliada pelo governo.

    Governista de carteirinha, Abicalil atuou como defensor intransigente do Palácio do Planalto e foi um dos principais responsáveis pela isenção do governo do escândalo, que surgiu com a revelação da uma fita de vídeo, que mostra o ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho negociando propina com empresários interessados em participar de uma licitação. No vídeo, o funcionário dos Correios dizia ter o respaldo do então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). Este, por sua vez, abriu o jogo e revelou detalhes do esquema do mensalão.

     Na sub-relatoria da CPI, Abicalil ignorou provas sobre o esquema e enfrentou desgaste perante a opinião pública por causa desse posicionamento. Até hoje é chamado de engolidor de provas. Agora, Lula, em conversa com o próprio deputado mato-grossense, avisou que sua eleição para o Senado é prioridade. Primeiro, porque ambos são amigos e o presidente entende que Abicalil possui perfil ideal para representar o PT no Congresso Nacional, principalmente a partir da próxima Legislatura, já que o partido terá desfalques em seus quadros, como, por exemplo, de Aloizio Mercadante, candidato ao governo do Estado de São Paulo. Segundo, considera quase uma obrigação ajudar o parlamentar como espécie de moeda de troca e recompensa pela contribuição deste na salvação do governo dos escândalos.

    Lula vai gravar mensagem de apoio a Abicalil para o horário eleitoral. Orientou também à direção nacional a contribuir financeiramente com a campanha do aliado. A tendência é que o deputado usufrua de grande estrutura logística. Foi a partir do respaldo de Lula que o empresário Altevir Magalhães, do grupo de Supermercado Modelo, aceitou entrar na chapa como candidato à primeira-suplência.

     Dobradinha e escândalos

    Abicalil está no segundo mandato de federal. Depois de derrotar Serys Marly nas prévias, num processo interno tumultuado e que deixou sequelas, tanto que a senadora não o apoia, decidiu concorrer a uma das duas cadeiras ao Senado, numa dobradinha eleitoral com o ex-governador Blairo Maggi (PR). Presidente regional do PT, Abicalil conduz também as negociações de bastidores para privilegiar a candidatura do amigo e da mesma tendência Ságuas Moraes, que concorre a deputado federal. Para fechar a chapa privilegiada petista, Abicalil faz campanha também para o amigo Alexandre Cesar. O grupo quer se manter no poder a qualquer custo, mesmo enfrentando desgaste. É acusado de manchar a imagem do PT por causa de escândalos, como o do dossiê antitucanos e do caixa 2 na campanha à Prefeitura de Cuiabá, em 2004.

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ARTICULAÇÃO | 30/06/2010 - 15:33

Nossa coligação deve conseguir 400 mil votos, aposta Nery Geller

Andréa Haddad

Nery Geller  Foto: Josinei Moreira   Candidato único do PP a deputado federal pelo Nortão, o agricultor e empresário Nery Geller demonstra otimismo com a possibilidade de conquistar uma das oito vagas a que o Estado tem direito na Câmara. “Vamos eleger de dois a três candidatos”, aposta. Primeiro-suplente do PSDB na Casa, Geller chegou a exercer a vaga de titular por quatro meses, em substituição à presidente regional do PSDB, Thelma de Oliveira. Em setembro do ano passado, deixou o “ninho tucano” por avaliar que o PP tem uma chapa mais competitiva. “Queria um partido mais forte na disputa proporcional. Os grandes líderes nacionais da bancada ruralista são do PP e o partido está melhor estruturado, com as lideranças mais unidas”, justifica.

   Apesar de reforçar a amizade com Thelma e com o candidato tucano ao Senado, Antero Paes de Barros, Geller não esconde que possui diferenças com Wilson Santos, ex-prefeito cuiabano que encampa o projeto de reconquista do PSDB ao Palácio Paiaguás. “Tenho problemas com o Wilson Santos, de espaço mesmo. Saí do partido por vários motivos e um deles foi a divergência com o então prefeito em fazer um projeto de governo que contemple todo o Estado”, aponta.

   Ex-vereador de Lucas do Rio Verde por dois mandatos, Geller calcula que precisa conquistar de 75 mil a 90 mil votos para garantir uma cadeira. O coeficiente eleitoral para que os partidos e coligações elejam um deputado federal gira em torno dos 192 mil votos. “A nossa coligação (PP e os “nanicos” da frentinha) tem condições de fazer 400 mil votos”, diz Geller, em tom de entusiasmo.

   Ele aposta nos votos dos 70 mil eleitores de Sinop, município pólo do Nortão, e nos pequenos e médios produtores rurais, para chegar à Câmara Federal. Em 2006, com a candidatura lançada a apenas 15 dias do pleito, Geller obteve 38.287 votos. “Tinha o apoio de apenas cinco vereadores. Sem estrutura alguma, saí completamente do anonimado e tive quase 40 mil votos”, avalia.

   Neste ano, a candidatura dele será impulsionada pelo apoio de “peso” do empresário da comunicação sinopense Roberto Dorner, que abriu mão do projeto a federal para disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia. Ambos concentram eleitores da mesma região e com o mesmo perfil agroindustrial. Com a “manobra”, o apresentador de TV, Gilson de Oliveira, também retirou a pré-candidatura ao parlamento estadual para apoiar Geller e Dorner. “Se eu e o Roberto Dorner ficássemos na disputa, dividiríamos os mesmos votos. Na última segunda (28), ele me chamou para conversar e, nesse encontro, decidimos juntar as forças para que um candidato consiga se eleger e ajudar a região”, relata Geller.

   Caso seja eleito, o progressista pretende trabalhar pela flexibilização da legislação trabalhista e ambiental. Outra proposta de Geller é a fixação de preço mínimo para a comercialização dos grãos e implementação da logística necessária para o transporte das mercadorias produzidas no Estado.

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ARTICULAÇÃO | 29/06/2010 - 14:13

4 nanicos estão no muro sobre alianças; Silval fecha com 10

Romilson Dourado

 

   Mesmo a dois dias de encerramento do prazo das convenções, quatro partidos nanicos continuam em conversações com os dois principais candidatos a governador. O PRTB, por exemplo, havia sentado com Silval Barbosa (PMDB) e, por último, sinaliza para aliança em apoio a Wilson Santos (PSDB). Já PHS e PRP continuam no muro e a tendência é de se juntar ao bloco da situação, assim como o PT do B. Por enquanto, o candidato peemedebista é o que "abocanha" a maioria das legendas. São 10 confirmados oficialmente. PMDB, PR, PT e PP são os principais.

    O candidato de oposição Wilson Santos fechou composição com 5, sendo eles PSDB, DEM, PTB, PSL e PSDC. Espera agora atrair o PRTB. Mauro Mendes (PSB), que corre por fora como espécie de terceira via na esperança de conquistar o Palácio Paiaguás, tem adesão de quatro agremiações: PSB, PDT, PPS e PV.

     O rateio dessa "salada partidária" só vai terminar mesmo nesta quarta, quando vence o prazo das convenções. Cada partido precisa definir quem apoiar na proporcional e na majoritária. A composição é fundamental para definição do tempo do horário eleitoral no rádio e na TV. Leva-se em considera o tamanho das bancadas na Câmara Federal.

    Quando às proporcionais, o bloco pró-Silval decidiu que terá três chapas para deputado estadual. Uma foi fechada com três siglas (PMDB, PR e PT). O PP concorre com chapa pura. Um outro bloco reune PCdoB, PMN, PTN, PTC, PSC e PRB. É possível que outros nanicos entrem nessa chapa.

    A coligação em defesa da candidatura de Wilson ao governo terá duas chapas para estadual. Uma junta PSDB e DEM. A outra reune três legendas (PTB, PSL e PSDC). A coligação Mato Grosso Muito Mais, com Mauro Mendes ao Paiaguás, lançará também duas chapas para deputado estadual. O PSB sai sozinho, entre PPS, PDT e PV fizeram composição.

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ARTICULAÇÃO | 27/06/2010 - 14:06

Luta agora do PSB, PPS e PDT e por unidade e aval da cúpula nacional

Romilson Dourado

   Os maiores desafios dos dirigentes regionais do PSB, PPS e PDT, respectivamente, Valtenir Pereira, Percival Muniz e Otaviano Pivetta, são de manter coesa a coligação Mato Grosso Muito Mais. Eles vão convencer as cúpulas nacionais sobre a decisão da terceira via e procurar evitar também conflitos internos porque nem todos concordam com a opção anunciada neste domingo, principalmente aqueles que serão candidatos proporcionais pelo bloco.

   O presidente do PPS Roberto Freire (PE), por exemplo, orientou o seu partido a apoiar Wilson Santos a governador para seguir em Mato Grosso a conjuntura nacional, que é estar com o tucanato. Uma ala da legenda socialista, sob o vereador cuiabano Ivan Evangelista, se juntou com o PSDB, enquanto Percival não só se distanciou de Wilson, como resolveu encarar candidatura ao Senado no palanque de Mauro Mendes. Isso deve provocar novas brigas. Wilson vai pedir socorro a Serra para intervir junto a Freire, tudo para não perder o PPS.

   Mendes obteve respaldo da Nacional do PSB para ser candidato ao Paiaguás, com o compromisso de apoiar a presidenciável petista Dilma Rousseff, que tem como palanque oficial no Estado o de Silval Barbosa, governador que busca a reeleição, com seu antecessor Blairo Maggi e o deputado petista Carlos Abicalil, ambos candidatos ao Senado. Se Mendes seguir a orientação nacional, não sofrerá pressão da cúpula. No PDT, as dicas de Manoel Dias, presidente em exercício, e do ministro do Trabalho Carlos Luppi, dirigente licenciado, são também no sentido do partido se juntar ao bloco que hoje dá sustentação ao governo do presidente Lula. Na prática, seria estar em Mato Grosso com PMDB, PT e PR, legendas que sustentam Silval ao governo, Abicalil e Maggi ao Senado. Mas, como existe a promessa dos pedetistas de construírem um palanque separado para Dilma, a direção nacional se mostra de acordo à aliança dos quatro partidos pró-Mendes (PSB, PDT, PPS e PV).

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ARTICULAÇÃO | 27/06/2010 - 10:17

Se Mendes recusar vice, Daltro vai ser companheiro de chapa de Silval

Romilson Dourado

Chico Daltro   Sob indicação do PP dos deputados Pedro Henry e José Riva, o ex-deputado Chico Daltro é o nome mais cotado para ser o vice-governador da chapa de Silval Barbosa, caso o empresário Mauro Mendes (PSB) recuse o convite. O quadro eleitoral majoritário não está definido ainda por causa desse impasse, mesmo a três dias do prazo-limite de realização das convenções partidárias. Este final de semana está sendo marcado por intensa articulação política.

   Mendes amanheceu este domingo determinado a comunicar oficialmente que será candidato a governador. Uma reunião que deve se estender para início da tarde será decisiva para o empresário. Terceiro e último colocado nas pesquisas de intenção de voto, Mendes tentou convencer aliados como o ex-procurador da República Pedro Taques, pré-candidato ao Senado, e os deputados Otaviano Pivetta (PDT) e Percival Muniz (PPS) de que a coligação Mato Grosso Muito Mais (PSB, PDT, PPS e PV) perdeu força e se tornou inviável por causa de tantos conflitos e intervenções, tanto externas quanto da cúpula nacional. Mesmo assim, está sendo convencido a encarar o projeto majoritário.

   A maior reviravolta política se deu no sábado pela manhã, quando Mendes se reuniu com o governador Silval, com o ex-governador Blairo Maggi e com dirigentes de outras siglas, como do PSB, PDT e PT. Foi oferecido a ele a vice da chapa, numa dobradinha PMDB-PSB. Nesse caso, dos quatro partidos da coligação que se convencionou chamar de terceira via, três se juntariam ao bloco situacionista, enquanto o PPS iria para os braços do candidato tucano Wilson Santos. Mendes pediu uma trégua para dar resposta. Dormiu candidato.

   Se, de fato, Mauro Mendes, derrotado a prefeito de Cuiabá em 2008, optar pelo projeto próprio, Silval já acertou que, nesse caso, terá o ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia Chico Daltro como vice, com a chapa PMDB-PP. Por enquanto, Daltro se mantem como pré-candidato a deputado federal. Há tempo ainda para escolha porque o PP faz convenção na terça (29) e a legislação permite incluir ou retirar candidaturas da lista até 5 de julho.

    Com Daltro de vice, surge, então, uma outra preocupação do Paiaguás. O grupo corre risco de ser bombardeado de críticas e de enfrentar desgaste por abrir espaço para um indicado de Riva e Henry. Por enquanto, há quatro nomes colocados para o governo estadual: Silval, Wilson, Mendes e Marcos Magno (PSOL). O empresário Aldo Locatelli (PRB) já "jogou a toalha".

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ARTICULAÇÃO | 26/06/2010 - 11:23

Mendes enterra "MT Muito Mais" e deve ser confirmado vice de Silval

Romilson Dourado

   Silval Barbosa e Blairo Maggi vão conceder entrevista coletiva em instante, no Centro de Eventos do Pantanal, antes do principal ato político que reune os convencionais do PMDB, PR e PT. Eles vão confirmar as negociações políticas com Mauro Mendes. A tendência é que, às 15h, seja anunciado oficialmente o nome do empresário como candidato a vice-governador na chapa de Silval, que busca a reeleição, numa dobradinha PMDB-PSB.

     O governador e seu antecessor se reuniram com Mendes e com outras lideranças políticas por mais de três horas neste sábado. Foram apresentadas algumas propostas para o empresário desistir da disputa ao governo. Por fim, Mendes, que disputou e perdeu a Prefeitura de Cuiabá em 2008, concordou em sair do páreo. Com isso, enterrou a coligação Mato Grosso Muito Mais (PSB, PPS, PDT e PV). Cada partido agora toma um rumo diferente. Mendes deixou a reunião, com compromisso de ter nova conversa com o grupo mais tarde, para definição de estratégias. Ele busca uma "saída honrosa".

    PSB, PDT e PV devem se juntar ao bloco situacionista, que tem Silval na disputa ao Paiaguás e Maggi e o petista Carlos Abicalil ao Senado. Já o PPS vai apoiar a candidatura do tucano Wilson Santos à sucessão estadual.

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ARTICULAÇÃO | 26/06/2010 - 10:52

Abicalil diz que foram propostas 2 suplências para grupo de Mendes

Simone Alves e Romilson Dourado

   O deputado federal Carlos Abicalil, presidente regional do PT, confirma a reunião entre o governador Silval Barbosa, Mauro Mendes e outros dirigentes partidários, como Valtenir Pereira e Otaviano Pivetta, que comandam, respectivamente, o PSB e o PDT, e ainda o ex-governador Blairo Maggi. Segundo ele, o encontro deste sábado, a poucas horas do início do ato político dos convencionais, "é institucional" e "busca ampliar as conversações". O pré-candidato a senador adiantou que a tendência é do grupo de Mendes fechar composição com a base governista, ou seja, conduzir o PSB para o bloco onde já estão PMDB, PR, PT e PP e, provavelmente, o PDT.

   Abicalil revela que foram oferecidas também duas vagas de suplentes ao Senado para os partidos do movimento Mato Grosso Muito Mais,  sendo uma para a chapa de Maggi e outra para a dele próprio. Entende que a definição de um arco de alianças com Mendes no palanque não seria algo traumático porque o PT sempre esteve ao lado do empresário, tanto que nas eleições de 2008 para prefeito de Cuiabá, Mendes, então no PPS, teve a petista Vera Araújo de vice da chapa. Na convenção deste sábado, o petismo vai oficializar o nome de Abicalil ao Senado, de 13 para deputado estadual e de 4 para federal.

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ARTICULAÇÃO | 26/06/2010 - 10:21

DEM pressiona, Wilson recua do PPS e vice deve ser Irineu Pirani

Romilson Dourado

Irineu Pirani, vice-prefeito de Barra do Garças   Em nova negociação de bastidores, o tucano Wilson Santos recuou da ideia de abrir a vice para o PPS, que já queria emplacar Eduardo Moura na chapa majoritária, e vai mesmo honrar o acordo com o Democratas. O ex-prefeito de Cuiabá ficou preocupado com a repercussão negativa de suas declarações, segundo as quais o DEM não faria questão de abrir mão de indicar candidatura para vice e isso acabou contrariando a cúpula do partido aliado.

   O DEM, por sua vez, em meio a bate-cabeça e debates internos, decidiu que a indicação do nome para vice-governador não sairá da convenção deste sábado, que acontece no auditório da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM). Os convencionais vão delegar à Executiva Estadual, sob Oscar Ribeiro, a definição do nome, que só será anunciada na próxima quarta (30), no último dia estabelecido no calendário eleitoral para as convenções.

    Não se fala mais em Lucimar Sacri de Campos e nos deputados estaduais Dilceu Dal Bosco e José Domingos para vice. Há outros três nomes de democratas no páreo, sendo eles do empresário Ivo Ruaro, de Alto Garças e ligado ao prefeito Roland Trentini; do ex-deputado estadual Zeca D´Ávila e do vice-prefeito de Barra do Garças, Irineu Pirani. Destes, o nome que apresenta maior chance de ser oficializado é de Pirani. Curiosamente, ele fez parte da chapa em 2008 como vice-prefeito devido à morte do empresário Geraldo Quirino.

    A ideia de escolher Pirani agrada o tucanato, principalmente Wilson. É que ele poderia trazer junto para o palanque o prefeito de Barra do Garças Wanderlei Farias, cacique político do Araguaia, filiado ao PR e que já anunciou que, para o Senado, seu primeiro voto será para o ex-senador Antero de Barros, que busca cadeira no Congresso Nacional de novo numa dobradinha com Wilson. Ademais, o ex-prefeito cuiabano apresenta desvantagem nas intenções de voto na região e, nesse caso, Pirani seria seu porta-voz em busca, junto com o prefeito Farias, que pertence ao partido do ex-governador Blairo Maggi.

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ARTICULAÇÃO | 26/06/2010 - 08:57

Mendes se reúne com Maggi, Silval e Pivetta por acordão; Taques, fora

Romilson Dourado

   Começam a vir à tona as traições políticas em todos os grupos. Neste momento, estão reunidos no apartamento do ex-governador Blairo Maggi, pré-candidato a senador, os empresários Mauro Mendes (PSB) e Otaviano Pivetta (PDT) e o governador Silval Barbosa (PMDB). Eles tentam chegar a uma composição. O ex-procurador da República Pedro Taques, pré-candidato a senador pelo PDT, não foi convidado para participar das negociações, nem mesmo pelo presidente regional do partido, deputado Pivetta.

   A tendência é que o grupo chegue a um acordo. Foi colocado, primeiro, uma proposta para Mendes recuar da disputa ao governo estadual, o que facilitaria a ida do PSB para o bloco da situação, que já conta com PMDB, PR, PT e PP e alguns partidos nanicos. Nesse caso, Mendes seria o primeiro-suplente de Maggi na disputa ao Senado. O empresário não aceitou a proposta. Surgiu, então, a ideia de emplacá-lo como vice-governador da chapa de Silval, numa dobradinha PMDB-PSB.

   As discussões prosseguem a portas fechadas. Enquanto isso, Taques se mostra decepcionado e traído politicamente. Aos poucos, seu projeto majoritário está sendo desconstruído.

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ARTICULAÇÃO | 24/06/2010 - 16:48

Dilma e Temer confirmam presenças na convenção em Cuiabá

Romilson Dourado

     A ex-ministra-chefe da Casa Civil, presidenciável Dilmar Rousseff (PT), confirmou nesta sexta à tarde, em telefonema ao ex-governador Blairo Maggi, que vai prestigiar a convenção dos três partidos que compõem a base de apoio ao governador Silval Barbosa no sábado, em Cuiabá. Ela desembarca no aeroporto internacional Marechal Rondon às 12h, acompanhado do seu candidato a vice-presidente, deputado Michel Temer, e de outras lideranças nacionais.

   PMDB, PR e PT vão realizar convenções simultâneas no Centro de Eventos do Pantanal, a partir das 8h. Cada partido montará sua estrutura em salas separadas para realizar os procedimentos administrativos, como checagem dos nomes que serão candidatos proporcionais e majoritários. Conforme a programação, às 10h, inicia o ato político no pavilhão central, marcado por discursos de lideranças até a chegada de membros da cúpula. Já com Dilma e Temer no palanque, o ex-governador Blairo Maggi, pré-candidato ao Senado, fará o seu discurso. Depois, será a vez de Silval. Caberá a petista Dilma o encerramento do ato político.

    O bloco situacionista se mostra empolgado com a visita dois dois candidatos majoritários da chapa que tem apoio do presidente Lula, ainda mais num momento em que as pesquisas apontam ligeira vantagem de Dilma sobre o tucano José Serra. Em meio a uma série de articulações de bastidores, Silval continua postergando a definição do seu candidato a vice. O mesmo acontece com os suplentes dos pré-candidatos ao Senado do grupo, o deputado petista Carlos Abicalil e Maggi. É provável que eles adiem as definições para o dia 30, prazo-limite para definição das chapas.

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