Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:34 h

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 25/09/2010 - 07:05

Savi já articula reeleição para Mesa

Romilson Dourado

Deputado Mauro Savi   Mesmo antes das urnas sacramentar os eleitos e/ou reeleitos, alguns deputados já começam a se movimentar pela eleição da Mesa Diretora da Assembleia. Mauro Savi (PR), que assumiu o comando do Legislativo com a cassação de José Riva (PP), é um dos que já pedem voto.

    Ele mira aqueles que, com base em pesquisas, estrutura de campanha e coligações, apresentam chances reais de serem reconduzidos.

    Também demonstra interesse na presidência Sérgio Ricardo (PR), líder nas pesquisas de intenção de voto na corrida pelo terceiro mandato. O republicano já foi presidente e hoje responde pela Primeira-Secretaria.

   Riva, por sua vez, se esforça para obter votação expressiva, como no pleito de 2006 quando superou os 80 mil votos, para, mesmo sob cerco do Ministério Público e da Justiça por enfrentar uma série de processos por atos de improbidade, voltar a compor a Mesa, especialmente a Primeira-Secretaria, que tem a atribuição de ordenar despesas. Riva estava no quarto mandato. Nesse período de 16 anos na AL nunca deixou de responder pelos cargos mais importantes da Mesa. Foi presidente 3 vezes e primeiro-secretário outras 3. O mandato na Mesa é de dois anos. A próxima escolha dos 6 membros da Mesa se dará no dia da posse, em fevereiro de 2011. 

   A Assembleia recebe um duodécimo mensal de aproximadamente R$ 18 milhões. São 24 deputados. Cada um ganha R$ 15 mil, tem direito a reembolso de até R$ 15 mil para cobrir despesas com viagens, hospedagens e alimentação. Pode contratar dezenas de assessores. Ao todo, são cerca de 2 mil servidores. O maior desafio da Mesa é reduzir o quadro de pessoal, o que contraria os próprios parlamentares. Trata-se de um vespeiro. Há muitos fantasmas.

    Savi acabou se indispondo com alguns parlamentares quando, ao assumir a presidência há menos de dois meses, decidiu pela exoneração de 280 ocupantes de cargos comissionados. Ficou assustado com as reações. Recebeu reclamação de todo lado, inclusive de autoridades de outros Poderes que fazem o chamado nepotismo cruzado. Preferiu, então, engavetar a lista. Savi sabe que, se a pretensão é ganhar a Mesa, é necessário que sua chapa tenha apoio da maioria dos parlamentares e, nas negociações de bastidores, os maiores pleitos são por cargos.

   A considerar o cenário desenhado nos bastidores, as maiores bancadas da futura Legislatura devem ser do PR, PP e PMDB. Como um dos trunfos dos candidatos à presidência é formar chapa com representantes dos partidos, Savi e Sérgio, que são da mesma legenda republicana, terão dificuldades de estar no mesmo grupo. É nessa hora que Riva, exímio articulador político, pretende entrar para dar a volta por cima. Tudo indica que, mesmo sob protesto de muitos, ele será o próximo primeiro-secretário. O orçamento da Assembleia vai estar nas mãos dele mais uma vez, agora até 2012.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 20/09/2010 - 09:23

PR, PP e PMDB devem ter maiores bancadas; confira possíveis eleitos

Romilson Dourado

   PR, PP e PMDB, que fazem parte de coligações que apoiam o projeto de reeleição do governador Silval Barbosa, devem eleger as maiores bancadas na Assembleia. Os republicanos esperam garantir entre 5 e 6 cadeiras, assim como os progressistas. O PMDB tende a conquistar 4 vagas. O PR e o PMDB estão coligados na proporcional com o PT, que sonha em repetir o êxito do pleito de 2006, com eleição de dois parlamentares. A aliança que defende Wilson Santos para governador, formada especialmente pelo PSDB, DEM e PTB, pode garantir de 5 a 6 representantes. O DEM aposta que faz dois. O PSDB tem segurança ao menos em uma vaga, considerando o quociente eleitoral de 65 mil votos por partido e/ou coligação e, o PTB, que está numa outra Frentinha, pode eleger de um a dois deputados. Uma outra Frente, capitaneada pelo PRB e empurrada pela Igreja Universal, aposta na conquista de uma cadeira. O PPS, da coligação pró-Mauro Mendes, pode ter duas vagas.

  Fernando Ordakowski

O ex-secretário de Estado Baiano Filho é um dos 4 peemedebistas que devem conquistar vaga na Assembleia

   A esperança de entrar na lista de eleitos e/ou reeleitos é alimentada pelos candidatos, que precisam, numa disputa tão acirrada com 307 nomes e com quociente eleitoral de 65 mil votos por partido e/ou coligação, levar em consideração o que mostram as pesquisas, estrutura, a força das coligações tanto proporcional quanto majoritária, base eleitoral, apoios de lideranças regionais e a influência da máquina. Com base nisso, é possível pontuar os possíveis eleitos.

   Sérgio Ricardo deve ser o mais votado do PR. Ele foi vereador por Cuiabá e busca o terceiro mandato na Assembleia, onde atuou como presidente e hoje ocupa cargo de primeiro-secretário. Disputou e perdeu para prefeito em 2004. Sérgio conseguiu ampliar base como apresentador de TV da Cidade Verde (Band), que chega a todos os municípios, via satélite. É o líder nas pesquisas e pode chegar aos 100 mil votos.

   Sebastião Rezende figura na lista de reeleitos do PR. Tem apoio da Assembleia de Deus, tanto que conta com um gabinete dentro da Igreja. Ele é engenheiro em Rondonópolis e batalha pelo terceiro mandato.

   Mauro Savi é outro que tem mandato assegurado. Possui base forte em Sorriso, onde reside e começou na vida pública como vereador. Articulador do governo, ganhou destaque e apoio junto aos prefeitos, com apresentação de emendas e projetos. De quebra, passou a presidir a Assembleia, com a cassação do mandato de José Riva. As outras 2 ou 3 vagas que os republicanos devem conquistar são disputadas pelos deputados Wagner Ramos, João Malheiros e Jota Barreto, pelo empresário e ex-prefeito de Itiquira Ondanir Bortolini, o Nininho, e pelo ex-deputado Emanuel Pinheiro.

   Teté Bezerra tende a ser a mais votada do PMDB. Ex-deputada federal, ela conseguiu reconquistar base em Rondonópolis. O PMDB, controlado pelo seu marido Carlos Bezerra, concentra quase toda a estrutura na candidatura de Teté.

    Baiano Filho também reune todas as chances de êxito nas urnas. Deve sair com votação expressiva de Sinop, onde reside, tem a esposa como vereadora e o prefeito Juarez Costa como um dos cabos eleitorais. Foi secretário de Estado de Esporte e Lazer por quase 7 anos no governo Maggi e aproveitou a estrutura da máquina para ampliar base, inclusive na região do Araguaia.

   Romoaldo Júnior é outro possível eleito pelo PMDB. Já exerceu mandato de deputado, inclusive respondeu como primeiro-secretário da Mesa. Foi prefeito de Alta Floresta. Ele montou boa estrutura de campanha, pontua bem nas pesquisas, já pertenceu ao grupo dos Campos e hoje tem apoio discreto do governador Silval.

   Wallace Guimarães, que deixou o DEM após divergências internas, é outra aposta peemedebista. Ele foi vereador por Várzea Grande e presidiu a Câmara Municipal por dois anos. Disputou a prefeitura em 2004, embora tenha entrado na disputa de última hora, e quase saiu vitorioso. Aproveitou a presença na estrutura da prefeitura da esposa Jaqueline Guimarães, ex-secretária de Saúde e agora candidata a deputada federal pelo PHS, para consolidar base na Baixada Cuiabana com trabalho assistencialista. Ainda no PMDB correm por fora os deputados Adalto de Freitas e Nilson Santos.

   Ademir Brunetto pode ser o mais votado do PT. Ele busca o segundo mandato. Mora em Alta Floresta, onde já perdeu para prefeito, possui fazenda e empresa do ramo agropecuário. Conseguiu ampliar base atuando como petista light.

   Alexandre Cesar se tornou o principal nome petista na Baixada Cuiabana. É figura conhecida. Foi candidato a vice-prefeito e a prefeito da Capital, além de ter disputado para governador. Em 2006, ficou na suplência e depois veio a ocupar cadeira na Assembleia por mais de 3 anos no lugar de Ságuas Moraes. Dentro do PT brigam por espaço também o vereador Lúdio Cabral e a ex-deputada Vera Araújo, ambos de Cuiabá.

   O PP aposta em José Riva como campeão de votos. Em 2006, o deputado cassado teve mais de 80 mil votos. Se superar os 100 mil desta vez, embora sofra desgaste por causa de processos na Justiça, pode levar o partido a garantir de 5 a 6 cadeiras. Ex-prefeito de Juara, Riva chegou à AL no início dos anos 90 e só saiu há dois meses, por força da cassação do mandato por compra de votos.

   Walter Rabello deve voltar à AL com boa votação. Depois de sair de cena, com a cassação do mandato por infidelidade partidária, sofrer derrota à Prefeitura de Cuiabá e ser demitido da TV Cidade Verde, onde era apresentador, o ex-deputado está conseguindo dar a voltar por cima. Ocupou espaço de novo como apresentar e realiza shows como cantor sertanejo. Trouxe de volta parte do eleitorado.

   Maksuês Leite também conseguiu sair do fundo do poço. Depois do acordão feito com o então adversário Júlio Campos nas eleições de Várzea Grande, o deputado enfrentou tanto protesto que nem se arriscava a sair na rua. Gradativamente, foi reconquistando os aliados e eleitores, se tornou dono da TV Cuiabá (Rede TV!) e continuou apresentando programa em sua própria emissora. Desenvolveu projetos voltados ao assistencialismo e pode ter votação expressiva.

   Airton Português é outro do PP que deve se reeleger. Foi prefeito de Araputanga, no Oeste, onde detém boa base eleitoral. Entre outros progressistas na luta por vaga estão o já deputado Antonio Azambuja, o ex-prefeito de Reserval do Cabaçal Ezequiel da Fonseca, ambos da mesma região Oeste, e os vereadores Luizinho Magalhães (Primavera do Leste), Gilson de Oliveira (Sinop) e Deucimar Silva, que preside a Câmara Municipal de Cuiabá.

   A Frentinha liderada pelo PTB pode eleger entre um e dois. O mais cotado é Luiz Marinho, ex-vereador por quatro mandatos de Cuiabá. Foi presidente da Câmara Municipal por duas vezes e com com estrutura montada pelos irmãos empresários. O outro nome do bloco é o médico Aray da Fonseca, ex-secretário de Saúde da Capital.

   O PRB formou uma outra frente com partidos nanicos e, empurrado pela Igreja Universal do Reino de Deus, tende a garantir uma vaga. O mais cotado é o pastor Alexandre Muniz, que tem apoio do deputado estadual Antonio Brito. Hélio Tito também está no páreo.

   O mais votado do DEM deve ser José Domingos. Ele busca o segundo mandato. Foi prefeito três vezes de Sorriso, onde projeta votação expressiva. Conseguiu ampla base para outras regiões, inclusive na Baixada Cuiabana.

   Chica Nunes aposta também todas as fichas na reeleição. Depois de deixar o PSDB e enfrentar processos na Justiça por rombo na Câmara de Cuiabá no período em que foi presidente, ela parte para a superação. Buscou reconquistar as bases. Faz o chamado trabalho corpo-a-corpo. É ligada à Igreja São Benedito, onde atua como festeira e isso lhe tem rendido centenas de votos. O marido Marcelo Ribeiro, ex-vereador por Cuiabá e prefeito de Barão de Melgaço, atua forte como cabo eleitoral, assim como o irmão, ex-deputado Roberto Nunes, que se mostra bem articulado.

   Gilmar Fabris é outro com chances de reeleição. Mesmo com seu estilo polêmico, ele mantém base na Grande Rondonópolis e entrou com tudo em Várzea Grande, onde tem apoio dos irmãos Júlio e Jayme Campos e ainda conta com o conselheiro aposentado do TCE Ary Leite de Campos como interlocutor e financeiro da campanha. Fabris busca o espólio político do ex-deputado Campos Neto, que se tornou conselheiro no lugar do próprio pai Ary. Quase todos os vereadores várzea-grandensem apoiam Fabris.

   Do PSDB, só há um nome seguro quanto à eleição. Trata-se do deputado Guilherme Maluf. Ele começou na política como vereador pela Capital e agora tenta o segundo mandato na AL. É médico, empreiteiro, dono de hospital, pertence a uma família tradicional e foi secretário de Saude de Cuiabá. Investe pesado na campanha e fincou base em mais de 50 municípios. Os tucanos e ex-deputados Carlos Carlão e Carlos Avalone, ex-secretários no governo Dante, também apostam em êxito nas urnas.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 17/09/2010 - 07:30

Wagner eleva bens em 744%; veja os deputados mais ricos e pobres

Romilson Dourado

Deputado Wagner Ramos  Wagner Ramos (PR) é quem teve o maior salto em patrimônio nos últimos quatro anos entre os 24 deputados estaduais mato-grossenses. Embora esteja longe de chegar ao topo quanto ao acúmulo de riquezas, seus bens somavam apenas R$ 22,6 mil em 2006 e hoje estão avaliados em R$ 188 mil, um crescimento de 744,2%. Comprou por R$ 150 mil uma casa no jardim Angola, em Tangará da Serra, onde reside, e um veículo Honda Fit que está no nome da esposa Kelen Simone Fernandes Ramos. Radialista e apresentador de TV, Wagner teve 19.594 na última eleição, o que lhe garantiu a condição de primeiro-suplente da coligação PPS/PFL. Com a renúncia de Humberto Bosaipo, ele se tornou titular logo no início da legislatura. Neste ano, busca novo mandato, a exemplo de outros 19 colegas parlamentares. Somente quatro não tentam novo mandato na Assembleia: Otavianio Pivetta (PDT), Dilceu Dal Bosco (DEM), Antonio Brito (PMDB) e Ságuas Moraes (PT).

   Os dados sobre bens dos parlamentares estão disponíveis nos sites do Tribunal Superior Eleitoral e do Transparência Brasil. A cada eleição, quem se dispõe a concorrer a cargo eletivo precisa apresentar declaração patrimonial. Muitos maquiam os dados, pois vários bens são colocados em nome de membros da família ou até de laranjas. Cada deputado recebe R$ 15 mil mensais e pode usufruir de um veículo Corolla à disposição do gabinete. Tem direito a outros R$ 15 mil a título de verba indenizatória. Alguns possuem mais de 40 assessores. As despesas de gabinete podem chegar ao teto de R$ 30 mil mensais.

  Há quatro anos, Maksuês Leite (PP), Gilmar Fabris (DEM) e Airton Português declararam que nada de bens possuíam em seus nomes. Desta vez, o primeiro revelou ter R$ 81,7 mil em conta bancária. O intrigrante é que Maksuês, jornalista e empresário, se tornou até proprietário de veículo de comunicação. É dono da TV Cuiabá (afiliada da Rede TV!). Fabris é pecuarista. Possui fazenda em Pedra Preta. Português foi prefeito de Araputanga, possui propriedade rural e revelou desta vez que seu patrimônio equivale a R$ 227,7 mil.

    Desce e sobe

   Quatro deputados contam que seus bens "encolheram" de 2006 para cá. São os casos dos empresários Otaviano Pivetta, que viu o seu patrimônio cair 84%, de mais de R$ 800 milhões para R$ 132 milhões; de Adalto de Freitas, o Daltinho, que perdeu 23%, saindo de R$ 3,5 milhões para R$ 2,6 milhões, e do pecuarista Ademir Brunetto (PT), que aponta redução de 29,9% do capital, de R$ 927 mil para R$ 649 mil. João Malheiros jura que seus bens ficaram menores. Antes, somavam R$ 148,4 mil e, agora, R$ 103,9 mil.

   Outra revelação no mínimo curiosa é de Chica Nunes, que informa a Justiça Eleitoral que perdeu patrimônio, avaliado antes em R$ 331,3 mil e, agora, em apenas R$ 39,4 mil. São 4 bens: uma área de 85 ha e parte de uma outra propriedade de 10 ha, ambas no Sucury, distrito da Guia, em Cuiabá; um veículo Fiat Uno Mulle, ano 1995, e direito a parte de uma casa no centro da Capital.

    O patrimônio do deputado Sérgio Ricardo deu salto de 509,1%, de R$ 347 mil para R$ 2,1 milhões. A então suplente e hoje titular Vilma Moreira, de Rondonópolis, adquiriu bens que somam R$ 152,5 mil, 335,8% a mais se comparado aos R$ 72 mil de 2006. Não foi possível calcular a evolução patrimonial de Antonio Brito e Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, que esta semana tomou posse no lugar do deputado cassado José Riva, porque ambos não são candidatos neste pleito.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 13/09/2010 - 15:24

Frente empurrada pela Universal aposta que elege 1 parlamentar

Romilson Dourado

Hélio Tito, candidato do PRB   Empurrada pela Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo e megaempresário Edir Macedo, a coligação capitaneada pelo PRB e composta por outras seis legendas (PTN, PSC, PHS, PTC, PRP e PC do B) aposta que conseguirá eleger um deputado estadual.

    Seus líderes fizeram espécie de cata-cata de possíveis votos dos candidatos do bloco, somando projeções que vão de 5 a 5 mil votos e chegaram a conclusão de que a aliança Mato Grosso Para Todos somará 71,6 mil votos. Isso seria o bastante para garantir uma cadeira na Assembleia, diante do quociente eleitoral de 65 mil votos por partido e/ou coligação.

   A maior esperança da coligação está depositada sobre os ombros do candidato e administrador de empresas Hélio Tito Simões de Arruda, do próprio PRB, partido fundado pela Universal com propósito de ganhar força política tanto nos Estados quanto no Congresso Nacional. Tito montou algumas estratégias para ganhar visibilidade eleitoral. Contratou até marqueteiro de fora do Estado. Em princípio, ele se lançou ao Senado, mesmo sabendo que, no fundo, o projeto seria apenas um balão-de-ensaio. Ficou na mídia por um mês como pré-candidato majoritário. De última hora, pediu registro para concorrer a estadual. Tito espera conseguir ao menos 8 mil votos. Sílvio Delmont é outro candidato do PRB, com perpspectiva de atingir a 6 mil votos, assim como Marcionei Curvo, da mesma sigla.

   A coligação enfatiza outras candidaturas pelos partidos nanicos, como de Wagner Gouveia, do PTB; de Aislan Cunha Galvão (PC do B); de José Roberto de Araújo, o Beto do São Lucas (PSC); e de Evanildo Reginaldo Rodrigues, o Aroeira (PTC). A Universal hoje tem um representante na Assembleia, o peemedebista Antonio Brito, que ganhou a cadeira de titular com a renúncia de Zé do Pátio para assumir a Prefeitura de Rondonópolis. Por falta de respaldo dos fieis, Brito preferiu não buscar a reeleição. Enquanto ele sai de cena, outros evangélicos brigam para ocupar o seu lugar.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 02/09/2010 - 12:00

Frentinha pode eleger até 2; bloco PR-PT-PMDB aposta em 12

Romilson Dourado

   Enquanto os majoritários avaliam estratégias, levantam dados e buscam munição para os confrontos com adversários, visando o horário eleitoral e os próximos debates, os proporcionais fazem o chamado trabalho de base, mapeiam os municípios e lançam cálculos e previsões sobre quantidade de votos para conseguir eleição. Para assegurar uma das 24 cadeiras na Assembleia, o quociente eleitoral exige ao menos 65 mil votos por partido e/ou coligação, mas, dependendo da composição, será possível virar deputado até com 15 mil votos.

Petista Ademir Brunetto    A mais competitiva das coligações é a que reune PT, PR e PMDB. Analistas acreditam que os três partidos vão garantir juntos até 12 cadeiras. Pelo PT, os nomes com maior visibilidade são dos ex-deputados Alexandre Cesar e Vera Araújo, do vereador cuiabano Lúdio Cabral e do já deputado Ademir Brunetto. No PMDB, estão no páreo a ex-deputada federal Teté Bezerra, o ex-secretário de Estado Baiano Filho e os candidatos à reeleição Wallace Guimarães, Adalto de Freitas, o Daltinho, e Nilson Santos. Pelo PR, há uma "inflação" de nomes fortes, como dos deputados Sérgio Ricardo, Mauro Savi, João Malheiros, Sebastião Rezende e Jota Barreto e, correndo por fora, Ondanir Bortolini, o Nininho, ex-prefeito de Itiquira, e o ex-deputado Emanuel Pinheiro.

Petebista Aray da FonsecaLuiz Marinho, também do PTB    A coligação O Povo no Poder, composta por uma Frentinha de seis partidos (PTB, PSL, PSDC, PRTB, PMN e PT do B), pode ser uma das surpresas. Acredita-se até na eleição de dois. O curioso é que os dois nomes mais fortes eleitoralmente são do ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá Luiz Marinho e do médico e ex-secretário de Saúde da Capital Aray da Fonseca, ambos do PTB. Eles montaram boa estrutura de campanha. Acreditam no efeito da Frentinha de 2006, que elegeu o colega petebista Chico Galindo com 11.329, o menos votado dos 24 que asseguram vagas na época. Marinho reforçou o caixa com apoio de um grupo de empresários. Ele já conta com base sólida em Cuiabá. Aray tem tirado proveito da estrutura da prefeitura, principalmente junto aos servidores, e conta com respaldo de Galindo.

Guilherme Maluf, do PSDB   O DEM e o PSDB, que estão no mesmo barco, tendem a assegurar até três vagas. Os tucanos com maiores chances de êxito nas urnas são o deputado Guilherme Maluf e os ex-deputados Carlos Carlão do Nascimento e Carlos Avalone. Do DEM, brigam forte os deputados José Domingos, Chica Nunes e Gilmar Fabris, que ainda está com registro indeferido.

Deputado Percival Muniz, do PPS  O PP está confiante na eleição de até cinco na Assembleia. A esperança do partido é do deputado cassado José Riva, mesmo fragilizado juridicamente, conseguir votação expressiva, inclusive superior aos 82.799 votos que garantiram seu quarto mandato em 2006. "Puxados" por Riva estão os deputados Maksuês Leite, Antonio Azambuja e Airton Rondina, o Português, o presidente da Câmara de Cuiabá Deucimar Silva, o ex-presidente da AMM Ezequiel Ângelo da Fonseca, o ex-deputado Walter Rabello e os vereadores Luizinho Magalhães (Primavera do Leste) e Gilson de Oliveira (Sinop). A coligação que envolve PSB, PPS, PDT e PV tem esperança de conquistar pelo menos uma vaga. Ficaria, nesse caso, com o já parlamentar e ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 09/08/2010 - 22:48

Mesa vai postergar saída de Riva; vaga deve ficar com Duda Barros

Romilson Dourado

   Mesmo com José Riva cassado e com a Mesa Diretora já comunicada oficialmente sobre essa decisão do TRE, o cacique do PP vai permanecer como presidente da Assembleia possivelmente durante toda a semana. Para deixar o cargo, a presidência do Legislativo mato-grossense, controlada pelo próprio Riva, precisa seguir todo um ritual, cuja velocidade depende de uma série de interesses pessoais.

    Como nenhum dos 24 deputados quer a saída de Riva, muitos menos os membros da Mesa, nem mesmo o vice-presidente Mauro Savi que seria beneficiado com cargo de comando do Legislativo, o comunicado em plenário da perda do mandato para convocação do suplente vai sendo postergado. Riva, por sua vez, joga pesado pela reconquista do mandato nas urnas de 3 de outubro, inclusive com projeção de chegar a 100 mil votos. Já que ele está elegível, pode disputar o pleito e só deve ficar fora do cargo por seis meses.

     Mesmo assim, a estratégia do deputado cassado e evitar a vacância do cargo até conseguir êxito com o recurso impetrado no TSE. Além disso, nenhum dos suplentes imediatos, ao menos publicamente, revela interesse em substituir o deputado que, desde quando chegou à Assembleia, na década de 1990, nunca mais deixou de ocupar os cargos mais importantes da Mesa. Ora responde como primeiro-secretário, ora como presidente. Assim, controle um duodécimo mensal de R$ 18 milhões.

    O suplente imediato para ocupar a vaga de Riva, que foi cassado por causa de um processo de compra de votos em 2006 em Santo Antonio de Leverger, é o vereador por Sinop e apresentador de TV Gilson de Oliveira. Este já avisou, porém, que, em solidariedade ao principal líder político do seu partido, não vai assumir o cargo. A cadeira ficaria, então, para outro vereador e apresentador de TV. Trata-se de Luizinho Magalhães, de Primavera do Leste. Este, por sua vez, tomou a mesma decisão de Gilson. Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, que hoje exerce mandato temporariamente, também dispensou o posto.

     Pelo visto, o espaço deve ser ocupado pelo sexto suplente Duda Barros, que teve 6.756 votos. Em 2006, o PP conquistou 219.348 votos, suficientes para eleger 4 deputados. Riva foi o puxador de votos com 82.799. Garantiram vagas também Campos Neto, Airton Rondina, o Português, e Maksuês Leite. Com a renúncia de Neto para ocupar o cargo vitalício de conselheiro do TCE, Antonio Azambuja virou deputado. Já o suplente Yuri Bastos foi nomeado na diretoria da Agecopa e, portanto, está impedido de assumir como deputado.

Suplentes do PP na AL com direito, pela ordem, à vaga de Riva
Yuri Bastos - não pode assumir, pois integra a Agecopa
Gilson de Oliveira - 11.165 votos
Luizinho Magalhães - 10.420
Wilson Celso Teixeira, o Dentinho - 6.819
Duda Barros - 6.756
Doglas Arisi  - 3.091
Cabo Martins - 692 votos

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 03/08/2010 - 19:49

Mesmo com mandato cassado, Riva preside sessão solene na AL

Patrícia Sanches

   José Riva (PP) conduziu a primeira sessão da Assembleia deste segundo semestre. Apesar de ter sido cassado pelo TRE na semana passada por compra de votos, até agora a Justiça Eleitoral não oficializou a Mesa Diretora para que o parlamentar seja afastado. Por isso, ele continua despachando normalmente. Nesta terça, por exemplo, Riva conduziu os trabalhos ao lado do deputado e candidato a vice governador Dilceu Dal Bosco (DEM), segundo-secretário, e o deputado Pedro Satélite (PPS), primeiro-secretário. A sessão solene transcorreu em clima de harmonia. A deliberativa acontece nesta quarta (4).

   Apesar dos advogados de defesa de Riva correrem contra o tempo para conseguir uma medida cautelar no TSE e impedir o afastamento do parlamentar, o presidente do TRE Rui Ramos pode comunicar a Mesa Diretora sobre a cassação do mandato a qualquer momento. Neste caso, o progressista deixaria o posto de deputado e teria que aguardar o parecer da última instância sobre o seu pedido. Enquanto isso, o suplente Gilson de Oliveira (PP) deve ser convocado pela Mesa Diretora, que passa a ser presidida pelo líder do governo no parlamento estadual, Mauro Savi (PR). Além da cautelar, a defesa do progressista pretende impetrar um recurso ordinário para tentar reverter a cassação do mandato dele.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 14/07/2010 - 19:26

Deputados aprovam LDO e encaminham ao Paiaguás

Flávia Borges

   Os deputados estaduais aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011 nesta quarta (14), com previsão global de R$ 10,6 bilhões. Conforme determina a legislação, a peça orçamentária deve ser enviada agora ao governo do Estado, que após analisar as emendas, deve elaborar o orçamento via Lei Orçamentária Anual, que retorna à Assembleia em setembro. Até dezembro, os parlamentares devem votar o Orçamento Geral do Estado (OGE).

   O texto original da LDO foi aprovado acatando as emendas 18, 20, 22 e 31 em uma sessão extraordinária convocada também nesta quarta.

   A LDO marca o início do recesso Legislativo. Nessa sexta (16) encerra-se o primeiro semestre de trabalho na Casa, apesar do funcionamento interno dos setores ser mantido ao longo do período. Em 3 de agosto, primeira terça do mês, acontece uma sessão ordinária para o retorno dos trabalhos do plenário.
 

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 14/07/2010 - 18:54

Cupim, Leiteiro, Amendoim e Linda Carreteira são candidatos

Romilson Dourado

    O apelo de alguns candidatos a nomes de frutas, de objetos, de profissão e de religião se constata não apenas na lista dos que sonham com cadeira na Câmara Federal, mas principalmente nos concorrentes para estadual. Se para federal há aqueles que massificam nomes de guerra, como Mamão, Xuxu, Nossangue e Baixinho do Caminhão, na corrida à Assembleia entram em cena Biroska, Polaco Leiteiro, Cupim, Alencar do Ferro, Beto do Amendoim, Garrincha, Paulo Popozão e Linda Carreteira.

    Biroska é candidato pela segunda vez. Ele se chama Ailton Alves Teixeira, tem 48 anos, mora em Barra do Garças e está filiado ao PPS. Em 2008 disputou e ganhou para vereador. Agora quer vaga de deputado estadual. Polaco Leite é o nome de guerra de Edson Salgueiro (40), do PP. É pecuarista em Colíder. No pleito de 2006 tentou vaga na AL e em 2008 disputou como vice-prefeito de Colíder.

     Ernandes Vieira dos Santos, 53, faz questão de se identificar como Cupim. Ele informa ser comunicólogo e é com apelido de Cupim que deseja massificar sua campanha. Nas eleições de 2008 foi candidato a vereador por Chapada dos Guimarães. Outro que faz questão de se chamado de Alencar do Ferro é Fernando Alencar Bezerra, candidato pelo PSDB. Tem 45 anos. É empresário. Há dois anos concorreu para vereador em Cuiabá quando ainda estava no PSOL. Beto do Amendoim (Gilberto Lima dos Santos), 30, é candidato pelo nanico PSL. Em 2008 tentou vaga de vereador por Rondonópolis e teve votação decepcionante. Agora acha que chega à Assembleia.

    Aos 50 anos, Hedvirges Benevides Souza (PSC) entra na disputa eleitoral pela terceira vez. Ele explora na campanha o apelido Garrincha. Em 2006 foi candidato a deputado estadual e, dois anos depois, a vereador por Várzea Grande. Também está na luta por vaga de deputado o servidor público Paulo Popozão (Paulo Cesar de Queiroz). Ele tem 33 anos e concorre pelo PT do B.

    Sempre sorridente, Lindaura Aparecida Jordão, 53, motorista de veículo de transporte de carga, quer conquistar cadeira na AL, pegando carona no apelido de Linda Carreteira para conquistar o eleitorado masculino. Ela é do PTB. No primeiro teste das urnas não passou. Foi para vereadora, em 2008, em Várzea Grande. O polêmico vereador Lourivaldo Rodrigues de Moraes, o Kirrarinha (DEM), de Pontes e Lacerda, é outro que está no páreo para estadual, mesmo após enfrentar processo e protesto por ter agredido dois repórteres. Também concorre Manoel José da Silva, o Branquinho, vereador por Nova Xavantina, e Zé Padre (46), vereador em Nova Bandeirantes. Seu nome é Francisco da Silva Filho e disputa pelo PMN.

    O comerciante Nelson Pereira da Silva, o Bolin (40), é de Lambari D´Oeste e entrou no páreo pelo PSB apostando nos votos da região Oeste. Depois de ser derrotado para vereador pela Capital, Tião do Retirão (Sebastião Borges da Silva), aos 51 anos, sonha em ser deputado estadual pelo PSL. Quem também entrou na corrida eleitoral é Carequinha (Zulmar Curzel), 44, vereador petebista em Juína. Em 2006 tentou e perdeu para deputado. Há outros candidatos considerados folclóricos, como Sidnei Pezão (Sidnei Silva Souza), do PTC; Joady do Povo (Joady Ourves Arantes), do PSC, e o Pastor João (João Santana da Silva), do PSC.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 07/07/2010 - 08:07

22 suplentes se tornaram deputados em apenas 3 anos de legislatura

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Otaviano Pivetta e Gilmar Fabris são campeões em licença, o que abriu porteira para 22 suplentes chegarem à AL

   A Assembleia registra uma estatística impressionante nesta 16ª Legislatura, que teve início em fevereiro de 2007 e será concluída daqui a seis meses. Possui 24 cadeiras de deputado e, graças a uma série de acordos de rodízios, pedidos de licença, uma cassação e renúncias, 22 suplentes ou assumiram vaga de vez ou passaram pela experiência de legislar por alguns meses. Os que mais entraram com pedido de afastamento temporário para beneficiar suplentes são Gilmar Fabris (DEM) e Otaviano Pivetta. O primeiro está licenciado pela oitava vez. Por mais de um ano Roberto França foi quem o substituiu. Pivetta oficializa pedido de licença esta semana pela quarta vez. Agora, quem vai estrear é Alcino Pereira Barcelos, de Pontes e Lacerda. Ele é o quarto suplente do PDT. Teve 3.188 votos em 2006, menos que a votação de 16 dos 19 vereadores cuiabanos eleitos e/ou reeleitos em 2008.

    O troca-troca de cadeiras eleva as despesas de um Legislativo que recebe R$ 18 milhões de duodécimo todo mês. Cada deputado ganha R$ 15 mil de salário e tem direito a outros R$ 15 mil a título de verba indenizatória, conta com um veículo Corolla à disposição, mais de 30 assessores e um gabinete amplo e confortável. A principal missão é de fiscalizar os atos do Poder Executivo e de apresentar e votar projetos e outras proposituras.

   Entre os suplentes privilegiados que atuaram como deputado por mais de um ano estão também o petista Alexandre Cesar, que substituiu Ságuas Moraes, então secretário de Estado de Saúde. Dos eleitos e/ou reeleitos em 2006, cinco renunciaram aos mandatos. Humberto Bosaipo e Campos Neto viraram conselheiros do TCE. Chico Galindo se tornou vice-prefeito e hoje comanda a Capital. Zé do Pátio e Juarez Costa conquistaram as prefeituras de Rondonópolis e Sinop, respectivamente. Já Walter Rabello foi cassado por infidelidade partidária - trocou o PMDB pelo PP.

   Com isso, seis suplentes assumiram de vez a cadeira de titular: Wagner Ramos (PR), Antônio Azambuja (PP), Jota Barreto (PR), Antonio Brito (PMDB), Vilma Moreira (PSB) e Nilson Santos (PMDB) . Somente as licenças de Pivetta abriram espaço para Erival Caspistrano, Wilson Kishi, Carlos Brito e, agora, Alcino. Os vereadores Gilson de Oliveira, de Sinop; Manoel José da Silva, o Branquinho; de Nova Xavantina, e Luizinho Magalhães, de Primavera do Leste, ocuparam cadeira por quatro meses. O empreiteiro e suplente Carlos Avalone também exerceu mandato na Assembleia por um ano no lugar de Guilherme Maluf, que ficou afastado enquanto conduziu a pasta de Saúde de Cuiabá.

Os eleitos e/ou reeleitos em 2006
Percival Muniz (PPS)
Sebastião Rezende (ex-PPS e hoje PR)
Sérgio Ricardo (ex-PPS e hoje PR)
Mauro Savi (ex-PPS e agora no PR)
Dilceu Dal Bosco (PFL, hoje DEM)
Wallace Guimarães (ex- PFL e agora no PMDB)
José Domingos (ex-PFL, hoje DEM)
Humberto Bosaipo (ex-PFL)
João Malheiros (ex-PPS e hoje no PR)
Gilmar Fabris (ex-PFL, hoje DEM)
José Riva (PP)
Campos Neto (PP)
Airton Português (PP)
Maksuês Leite (PP)
Walter Rabello (ex-PMDB e hoje no PP)
Zé do Pátio (PMDB)
Juarez Costa (PMDB)
Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB)
Otaviano Pivetta (PDT)
Ságuas Moraes (PT)
Ademir Brunetto (PT)
Chica Nunes (ex-PSDB e hoje no DEM)
Guilherme Maluf (PSDB)
Chico Galindo (PTB)
Quem virou titular
Wagner Ramos (PR)
Antonio Azambuja (PP)
Jota Barreto (PR)
Antônio Brito (PMDB)
Vilma Moreira (PSB)
Nilson Santos (PMDB)
Suplentes no cargo de deputado hoje
Pedro Satélite (PPS)
(*) Alcino Barcelos (PDT)
Wilson Teixeira, o Dentinho (PP)
Dito Pinto (PMDB)
Com passagem nesta Legislatura
Roberto França (sem partido)
Wilson Kishi (PDT)
Carlos Brito (sem partido)
Gilson de Oliveira (PP)
Luizinho Magalhães (PP)
Carlos Avalone (PSDB)
Erival Capistrano (PDT)
Manoel da Silva, o Branquinho (PR)
Mário Lúcio (PMDB)
Júnior Chaveiro (PMN)
Flávio Gomes (PT)
Alexandre Cesar (PT)
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(*) Toma posse esta semana na AL

Enquete
O que você acha da prática de rodízio na Assembleia para abrir espaço a suplentes?
  • Concordo - suplentes precisam ser prestigiados
  • Discordo - os eleitos têm de cumprir mandato até o fim
  • Não faz diferença
  • Sei lá!
Chart?chd=s:v9cc&chl=concordo+-+suplentes+precisam+ser+prestigiados+%2841

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 01/07/2010 - 09:25

PP espera 2 na sobra com projeção de Riva chegar aos 100 mil votos

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Projeções apontam que José Riva pode chegar aos 100 mil votos, o que garantiria eleição de 2 do PP na sobra e isso aumenta chance de vitória nas urnas de Walter Rabello, Deucimar Silva, Maksuês Leite e Airton Português

   Os principais candidatos do PP a deputado estadual apostam todas as fichas na reeleição do presidente da Assembleia José Riva com mais de 100 mil votos. Assim, o partido terá condições de garantir até duas vagas na sobra. Em 2006, Riva conquistou 82.799 votos. Foi o empurrão necessário dos votos de legenda para eleger Maksuês Leite e Airton Rondina, o Português. Sem a votação expressiva do cacique, os dois não seriam deputados hoje.

     O PP decidiu lançar chapa própria para deputado estadual e entrou num chapão com PR, PMDB e PT para federal. O quociente eleitoral deve variar de 68 mil a 70 mil votos por vaga. Na corrida à Assembleia, são 29 candidatos. Maksuês, Português e Antonio Azambuja, que virou deputado com a renúncia de Campos Neto para assumir cadeira de conselheiro do TCE, estão na disputa confiando que Riva será "puxador" de votos. Muitos fizeram os cálculos e acreditam que vão somar mais de 400 mil votos, o que garantiria 6 das 24 cadeiras e ainda com chance de "fazer", na sobra, o sétimo parlamentar. O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Deucimar Silva e o ex-deputado Walter Rabello estão também na lista de mais cotados para a Assembleia, assim como o ex-prefeito de Reserva do Cabaçal Ezequiel Ângelo da Fonseca.

    Mesmo com os processos na Justiça, sustentados por denúncias do Ministério Público sobre atos de improbidade da Mesa Diretora entre 2002 e 2004, Riva conseguiu fincar base eleitoral em todas as regiões e vem ampliando-as a cada eleição. Em princípio, se lançou ao Senado e alguns afoitos defendiam o cacique do PP até para governador. Mas, por causa dos processos, Riva recuou de projeto majoritário. Conseguiu derrubar a decisão de primeiro grau que havia o condenado e está livre para buscar novo mandato.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 30/06/2010 - 08:50

Chapão PMDB-PR-PT pode eleger 13

Romilson Dourado

   Os candidatos do chapão formado pelo PMDB, PR e PT projetam eleger entre 10 e 13 deputados estaduais. Eles fazem a estimativa com base no resultado das urnas de 2006, quando o então PFL (hoje DEM) se juntou com o PPS do então governador Blairo Maggi e garantiu 10 vagas na Assembleia. Assegurar uma vaga por essa tríplice-aliança não será tarefa fácil. Diante de um quociente eleitoral de aproxidamente 68 mil votos, só terá condições de entrar na relação de eleitos e/ou reeleitos aquele que, individualmente, superar os mais de 20 mil votos.

  Fernando Ordakowski

Sérgio Ricardo (PR), Ademir Brunetto (PT) e Teté Bezerra (PMDB) são mais cotados das siglas unidas num chapão

   As bancadas peemedebistas, republicanas e petistas contam hoje com 12 deputados. Como o chapão é o mais forte e integra o poderio da máquina do governo Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição, acredita-se que consiga eleger maior número de parlamentares de todas as coligações.

  A direção do PMDB, sob Carlos Bezerra, está priorizando a candidatura da ex-deputada federal Teté Bezerra. Nos bastidores, seu nome já está incluído na lista de possíveis eleitos. Entre os mais cotados estão também o deputado Wallace Guimarães (ex-DEM), os deputados Adalto de Freitas, o Daltinho, e Nilson Santos e o ex-secretário de Estado de Esporte e Lazer Baiano Filho (ex-PR). No PT, as maiores referências eleitorais são o deputado Ademir Brunetto, de Alta Floresta (Nortão) e os suplentes Alexandre Cesar e Verinha Araújo, ambos de Cuiabá.

   Já no PR, a briga por vagas fica acirrada entre os seus próprios deputados. O que deve despontar em votação, conforme mostram hoje as pesquisas internas, é o deputado de segundo mandato e apresentador de TV Sérgio Ricardo. Ele pontua bem nas intenções de voto não apenas na Baixada Cuiabana, como também em outras regiões onde até então era desconhecido. O principal canal, que virou palanque eletrônico e que o leva aos eleitores é o programa de TV apresentado pelo deputado diariamente na TV Cidade (Band), com presença em praticamente todos os 141 municípios mato-grossenses.

   Os outros deputados republicanos também estão no páreo. Sebastião Rezende é empurrado pela estrutura, fieis e eleitores da Assembleia de Deus; Mauro Savi detem apoio logístico e capitaliza por ser líder do governo na Assembleia; João Malheiros explora o voto da Cuiabania, enquanto Jota Barreto, pela reeleição, virou desportista e torcedor fanático, ao ponto de ter tirado o tradicional bigode para cumprir promessa com a conquista do primeiro título estadual do União de Rondonópolis, após três décadas de fundação. Ainda no PR correm por fora o ex-deputado Emanuel Pinheiro, o vereador cuiabano Francisco Vuolo e o ex-prefeito de Itiquira Ondanir Bortolini, o Nininho.

    Esta será a primeira vez que o PR lança candidatos. É que o partido foi instituído em 2007, com a fusão do PL com o Prona. Em Mato Grosso, já nasceu grande graças ao poder da máquina estatal de Blairo Maggi, que, após conquistar dois mandatos pelo PPS, migrou para o novo partido. Levou com ele seis deputados, dezenas de prefeitos e vereadores, além de dois deputados federais: Wellington Fagundes e Homero Pereira. Essa debandada acabou por esfacelar o PPS, que ficou com apenas uma cadeira na Assembleia e é ocupada por Percival Muniz.

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A partir de hoje, o blog traz uma série de matérias, inclusive ilustradas com charge, sobre candidaturas e as coligações proporcionais, com palpites sobre nomes com maiores chances dee êxito nas urnas

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 28/06/2010 - 08:11

DEM ameaça, consegue chapão com o PSDB e pode eleger até 4

Romilson Dourado

Carlão, que tem apoio explícito de Wilson e Thelma   A maioria dos candidatos do PSDB a deputado estadual se mostra revoltada por causa da decisão do partido de rejeitar a tese de chapa pura e optar pelo fechamento da coligação proporcional com o DEM. A Executiva, sob Thelma de Oliveira, justificou que os democratas chegaram a ameaçar romper se não houvesse chapão. Agora, a expectativa do tucanato que era de eleger entre dois e três deve ficar limitada a uma cadeira de deputado, enquanto o DEM pode garantir entre 3 e 4. O quociente eleitoral exigirá por vaga o mínimo de 64 mil votos por candidato e/ou coligação.

    No PSDB vão briga por espaço o já deputado Guilherme Maluf, que busca a reeleição, e os ex-deputados Carlos Carlão do Nascimento e Carlos Avalone. Maluf corre por fora, enquanto o candidato a governador Wilson Santos e a deputada federal e postulante a reeleição Thelma de Oliveira fazem campanha explícita pelo retorno de Carlão à Assembleia. Parte da estrutura da secretaria de Educação da Capital está direcionada, nos bastidores, à campanha eleitoral do ex-secretário. Avalone, que tenta superar desgaste político por causa do envolvimento do seu nome no escândalo das obras do PAC em Cuiabá, é outro que tenta se estruturar em nome da "sobrevivência política". Os demais candidatos tucanos são menos competitivos. O partido vai aproveitar os próximos dois dias para "depurar" a lista. Dos 22 nomes homologados na convenção de sábado (26), devem permanecer no páreo apenas 14.

     Enquanto o tucanato chora, o DEM comemora a formação do chapão. Apresenta candidatos "mais fortes eleitoralmente", como os deputados Chica Nunes, José Domingos, Dilceu Dal Bosco e Gilmar Fabris. A projeção é eleger de 3 a 4. De um lado está o chapão com PSDB e DEM e, de outro, o PTB com a Frentinha, composta pelo PSL, PRTB, PSDC e PSC. A jogada nesse caso, sob articulação do prefeito de Cuiabá Chico Galindo, é eleger um deputado. Os mais cotados são o médico e ex-secretário de Saúde de Cuiabá Aray da Fonseca, que tem o próprio Galindo como cabo eleitoral, e o ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Luiz Marinho.

     Já para federal, todos os partidos que apoiam Wilson ao Paiaguás se juntaram num chapão, sendo eles PSDB, DEM, PTB, PSL, PRTB, PSDC e PSC. Os principais candidatos são Thelma, os ex-governadores Rogério Salles e Júlio Campos, o ex-prefeito de Sinop Nilson Leitão e o empresário Paulo Freitas.

Como está a composição proporcional do
bloco pró-Wilson para vaga na Assembleia

PSDB-DEM - espera eleger entre 3 a 4
Principais candidatos:
PSDB: Guilherme Maluf, Carlão Carlos e Carlos Avalone
DEM: Chica Nunes, Gilmar Fabris, Dilceu Dal Bsoco, José Domingos e Wallace Guimarães

Frentinha (PTB-PSL-PRTB-PSDC-PSC) - pode eleger 1
Mais cotados: petebistas Aray da Fonseca e Luiz Marinho

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 21/06/2010 - 12:17

Maluf quer projeto ficha limpa para membros do 1º escalão

Joelma Pontes

   Secretários de Estado ou municipais que respondem a processos na Justiça podem estar com os dias contados se o projeto de lei que pede a saída deles do primeiro escalão, de autoria do deputado Guilherme Maluf (PSDB), for sancionado. O parlamentar disse que usou como parâmetro o projeto da ficha limpa, que determina que políticos que respondem a processos na Justiça ou que já foram julgados concorram às eleições.

   A ideia, segundo o tucano, é "acabar de vez com os assaltos aos cofres públicos", avaliando que secretários, por exemplo, têm autonomia para autorizar qualquer despesa da pasta, baseada em seu orçamento, o que abre brechas para desvios de recursos. A proposta que ainda está sendo elaborada deve ser apresentada no início de julho. “Se fizermos um levantamento no secretariado, com certeza não ficará nem a metade”, destacou.

   Recentemente, os secretários de Estado de Infraestrutura e Administração, Vilceu Marchetti e Geraldo de Vitto, respectivamente, foram afastados dos cargos até que sejam esclarecidas as responsabilidades pelo superfaturamento na compra de máquinas e caminhões pelo governo para o “Programa Mato Grosso 100% Equipado”. A Auditoria Geral do Estado constatou que houve superfaturamento no valor de R$ 44 milhões na aquisição do maquinário.

   Neste caso, se a participação dos secretários ficar comprovada e se a proposta for sancionada, tanto Marchetti quanto De Vitto ficam impedidos de exercer cargos no primeiro escalão.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 21/06/2010 - 10:05

Nanicos e falta de candidaturas femininas emperram as chapas

Romilson Dourado

   Partidos considerados nanicos são os mais indecisos sobre coligações proporcionais para deputado estadual. São os que mais dão trabalho para efetivação das amarrações políticas porque seus dirigentes abrem diálogos com todos grupos, se envolvem mais em brigas internas e se mostram vulneráveis aos chamados acordos espúrios. Já as grandes legendas praticamente decidiram o rumo que vão tomar. Outro complicador são a labuta das legendas para preenchimento do mínimo de 30% das vagas de candidaturas para mulheres. A legislação eleitoral não permite mais ficar em branco.

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PMDB, PT e PR vão lançar 48,
com expectativa de eleger 10
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   O PMDB do governador e pré-candidato à reeleição Silval Barbosa, por exemplo, aceitou participar do chapão com PT e PR. Juntos, vão lançar 48 nomes, sendo 34 homens e 14 mulheres. O problema é que o grupo só conseguiu 6 representantes da ala feminina. Faltam 8 nomes para completar os 30%. Dessa coligação, a expectativa é de eleger ao menos 10, a exemplo do que aconteceu com o bloco PPS/PFL de 2006.

   Na agremiação peemedebista, as maiores apostadas são com os nomes dos "novatos" Teté Bezerra e Baiano Filho, dos já deputados Adalto de Freitas, o Daltinho, Wallace Guimarães e do ex-deputado Romoaldo Júnior. O PT apresenta três nomes tidos como fortes, sendo eles do deputado Ademir Brunetto e dos suplentes Alexandre Cesar e Verinha Araújo. O PR vem com candidaturas que devem ter boas votações, como dos seus seis deputados (Sérgio Ricardo, Sebastião Rezende, João Malheiros, Jota Barreto, Mauro Savi e Wagner Ramos). Correm por fora o ex-deputado Emanuel Pinheiro, o ex-prefeito de Iitquira Ondanir Bortolini, o Nininho, e o ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Rural Neldo Egon.

  Ainda na coligação pró-Silval entra o PP, que vai lançar chapa completa, com 24 nomes, incluindo os 30% de mulheres. O nome considerado "puxador" de votos é do presidente da Assembleia, deputado José Riva, que buscará o quinto mandato. Estima-se que ele supere os 100 mil votos, mesmo sob críticas, denúncias e condenação da Justiça por atos de improbidade. Entram na retaguarda do PP os deputados Maksuês Leite, Antonio Azambuja e Airton Rondina, o Português, enquanto o ex-prefeito de Reserva do Cabaçal Ezequiel da Fonseca corre por fora, assim como o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Deucimar Silva.

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PP projeta Riva com mais de 100
mil votos e espera garantir 6 vagas
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   A maior confusão está no bloco que apoia Mauro Mendes a governador. Esta semana será decisiva para saber se PSB, PPS, PDT e PV vão mesmo fechar a unidade. A chapa proporcional para estadual é considerada fraca. No PDT, o principal nome é do vice-prefeito de Cáceres Wilson Kishi, já que o deputado Otaviano Pivetta não deve buscar a reeleição. O também parlamentar Percival Muniz desfalca o PPS na briga por cadeira na Assembleia. Os quatro partidos devem formar chapão, com expectativa de eleger um deputado, considerando o quociente eleitoral que ficará entre 64 mil e 70 mil votos.

  Mauro de Lara, o Procurador Mauro, pré-candidato a governador pelo Psol, deve ter chapa para estadual, mas sem a mínima chance de garantir uma vaga.

  O PSDB e o DEM já estabeleceram um chapão, com expectativa de garantir entre 4 e 6 vagas. Do tucanato, os mais cotados são o deputado Guilherme Maluf e os ex-parlamentares Carlos Carlão do Nascimento e Carlos Avalone. No caso dos democratas, a aposta fica com aqueles que buscam a reeleição, como Chica Nunes, Gilmar Fabris, Dilceu Dal Bosco e José Domingos. O PTB, que fará parte de uma Frentinha, tem quadro "fraco". Seu principal pré-candidato é o médico Aray da Fonseca.

   São 24 vagas. Cada deputado ganha hoje R$ 15 mil mensais e usufruiu de outras vantagens, como R$ 15 mil a título de verba indenizatória e tem controle de mais R$ 30 mil de verba de gabinete. Como porta-voz da sociedade, tem a missão de fiscalizar os atos do Executivo e de apresentar projetos e outros proposituras.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 04/06/2010 - 10:10

Políticos prometem agitar "Abraço ao Rio Cuiabá"

Simone Alves

   O "Abraço ao Rio Cuiabá", organizado pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, deve movimentar a cidade neste domingo (6). O evento, que começa às 7h30, já acontece há 6 anos. Entre os políticos que devem dar uma "passadinha" rápida pela ponte Júlio Muller, no Porto, está o governador Silval Barbosa (PMDB), que já confirmou presença.

   O deputado Serigio Ricardo, um dos organizadores do evento, garante que não será permitido "fazer palanque" durante a festa, que reúne milhares de pessoas. Mesmo assim, por ser um ano eleitoral, os políticos devem marcar presença na tentativa de angariar alguns votos para o pleito deste ano. O deputado republicano, no entanto, diz que só entregará o microfone a Silval e aos prefeitos de Várzea Grande, Murilo Domingos, e Cuiabá, Chico Galindo. “Não podemos fugir do grande objetivo que é conscientizar as pessoas de que é preciso cuidar do rio Cuiabá, afinal, muito há que se fazer, pois 80% do esgoto da Capital e 90% dos detritos de Várzea Grande caem no rio sem tratamento algum”, disse o parlamentar.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 12/05/2010 - 23:26

Daltinho cobra relatório das investigações de sobrepreço

Andréa Haddad

Adalto de Freitas, o Daltinho   Os deputados aprovaram nesta quarta (12) o requerimento apresentado pelo deputado Adalto de Freitas (PMDB), o Daltinho, que cobra o relatório da apuração realizada pela Auditoria Geral do Estado sobre o escândalo do superfaturamento na compra dos equipamentos do “Programa MT 100% Equipado”.

   A apresentação do relatório, na desta terça (11) teve como base a informação prestada pelo auditor  geral do Estado, José Alves Pereira Filho, que até o final desta semana o relatório estará concluído.

   Daltinho destacou que apesar do governador Silval Barbosa, também do PMDB, estar conduzindo a investigação com transparência, “a Assembléia não pode abrir mão de cumprir o seu papel fiscalizador”. Ele alega que o relatório permitirá aos deputados avaliar a dimensão dos fatos para então cobrar a punição dos responsáveis.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 12/05/2010 - 07:25

Henry "pulveriza" apoio e dificulta eleição de representante de Cáceres

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Deputado Pedro Henry, pela reeleição, impõe regras que dificultam eleição na AL de representante de Cáceres

   A exemplo de eleições passadas, o deputado federal Pedro Henry, cacique político da Grande Cáceres, está apoiando mais de dois nomes do município na disputa à vaga na Assembleia. Essas amarrações beneficiam de um lado o parlamentar, porque, em moeda de troca, passa a ter mais cabos eleitorais na corrida à reeleição, mas, de outro, acabam por dificultar uma região com 22 municípios e cerca de 200 mil eleitores a eleger deputado estadual. Foi assim nos últimos três pleitos (1998, 2002 e 2006). O último deputado eleito por Cáceres foi José Lacerda (PMDB), em 94. Mesmo sob desgaste por causa do envolvimento do seu nome em escândalos políticos, Henry impõe sua liderança na região e é tido pelo PP como um dos que mais terão votos à Câmara Federal.

   Desta vez, Pedro Henry, ex-vice-prefeito, ex-diretor da Sanemat e deputado de terceiro mandato, está reforçando os projetos de reeleição dos já deputados Airton Rondina, o Português, de Araputanga, e de Antonio Azambuja, de Pontes e Lacerda. Ele abriu as portas do chamado curral eleitoral de Cáceres para os dois colegas do PP. Prometeu apoio também à pré-candidatura a estadual do presidente da Câmara Municipal de Cáceres, vereador Leomar Motta. Com essas frentes, Pedro Henry, estrategicamente, "sufoca" outros postulantes de Cáceres à cadeira de deputado, como o ex-vereador e vice-prefeito Wilson Kishi (PDT) e o tucano Celso Fanaia, aliado do prefeito Túlio Fontes (DEM). Curiosamente, todos pertenciam ao mesmo grupo político. Túlio e Henry estão rompidos.

    Em 98, Pedro Henry, no PSDB, já era deputado federal. Ele apoiou na época para a Assembleia Túlio Fontes, então filiado no PDT, e também Duda Barros, da mesma sigla tucana. Assim, teve apoio dos dois para federal. Quanto à AL ninguem se elegeu. Nas eleições de 2002, Henry volta a apoiar dois: Kishi (então no PPB, que virou PP) e Francisco da Silva (ex-PSB). Com essa divisão de votos, Cáceres, outra vez, ficou sem representante no Legislativo mato-grossense.

   No pleito de 2006, como Túlio e Kishi já estavam na oposição, Henry lançou Duda Barros, filho do ex-prefeito Aloísio de Barros, e abriu espaço em Cáceres para Português, ex-prefeito de Araputanga. Os irmãos Henry jogaram pesado para eleger Português ao ponto do então prefeito Ricardo Henry, meses antes das eleições, nomeá-lo como secretário de Governo. Com esse trunfo, o progressista se familiarizou mais com o eleitorado cacerense, trunfo fundamental para garantir cadeira de deputado. E, assim, atuam os caciques. Para levar vantagens eleitorais, eles recorrem a estratégia de pulverizar apoios para também receber mais adesões a seus projetos políticos e pessoais.

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