Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:45 h

LEGISLATIVO | 21/10/2010 - 13:04

Sérgio diz que busca presidência da AL e nega haver acordão

Romilson Dourado

Sérgio Ricardo   O deputado reeleito para o terceiro mandato como vice-campeão de votos Sérgio Ricardo (PR) disse que, embora seu nome seja cogitado para outros cargos na próxima Mesa Diretora, vai continuar pleiteando a presidência da Assembleia. Ele colocou esse posicionamento na reunião da executiva regional do PR, nesta quinta (21), quando o partido abriu o debate sobre o assunto, apresentando a matéria de destaque do blog, ilustrada com a charge e sob o título "Riva já fecha chapa e voltará à Assembleia com a garantir de ser presidente".

Saiba mais aqui sobre a próxima Mesa da AL

   "Tenho o desejo de voltar a ser presidente da Assembleia", enfatizou Sérgio, que já comandou o Legislativo por dois anos e, depois, passou a ser o primeiro-secretário, cargo que ocupa hoje, tendo o colega republicano Mauro Savi na presidência.

  Savi assumiu o comando da AL com a cassação, há cerca de três meses, do mandato do então presidente José Riva. Embora os acordos de bastidores estejam praticamente fechados, com escolha e divisão dos cinco cargos, Sérgio jura que "nenhuma chapa está definida". "Não existe chapa montada, portanto, nenhum cargo está definido", afirmou o parlamentar, diante do "vazamento" da informação a praticamente quatro meses antes da eleição da Mesa.

   Segundo Sérgio, dentro do PR há outros deputados que desejam participar da Mesa, inclusive como presidente, como Jota Barreto e Mauro Savi. Pondera que todos os partidos que asseguraram vaga na Assembleia têm direito de articular espaço na próxima Mesa, que é responsável por conduzir um duodécimo mensal de R$ 18 milhões. Ele garante que a definição de chapas só deve sair mesmo em janeiro, um mês antes da posse e da eleição interna. "Existem muitas conversas, mas não tem nada definido", diz Sérgio.

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LEGISLATIVO | 21/10/2010 - 08:20

Riva já fecha chapa e voltará à AL com a garantia de ser presidente

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

José Riva assume de novo, a partir de 2011, a presidência da AL; Mauro Savi (à esq.) entra como 2º secretário e Dilmar Dal Bosco como 2º vice; Romoaldo Júnior vai ser o 1ª vice e Sérgio Ricardo aceita continuar na 1ª secretaria

   O cacique político do PP José Riva, que há quatro meses foi cassado por compra de votos, volta à Assembleia a partir de fevereiro de 2011 e, de imediato, será eleito, pela quinta vez, presidente do Legislativo mato-grossense. Ele já fechou acordão e conta com apoio de 20 dos 24 deputados. O blog apurou que Riva conseguiu agregar todos os grupos, inclusive do presidente Mauro Savi (PR), que liderava uma corrente pela permanência no posto. Romoaldo Júnior (PMDB) será o primeiro-vice-presidente da nova Mesa Diretora. Ele também queria a presidência, mas, por ser velho aliado de Riva, bastou o progressista pedi-lo para recuar que assim o fez. Em seu primeiro mandato como deputado, Romoaldo respondeu pela Primeira-Secretaria, ou seja, foi ordenador de despesas na época em que o presidente era Humberto Bosaipo, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Como ficará a próxima Mesa Diretora
Presidente- José Riva (PP)
Primeiro-vice-presidente - Romoaldo Júnior (PMDB)
Segundo-vice-presidente - Dilmar Dal Bosco (DEM)
Primeiro-secretário - Sérgio Ricardo (PR)
Segundo-secretário - Mauro Savi (PR)

   A inserção de Romoaldo na Mesa tem respaldo de Bosaipo que, mesmo fora da atividade político-partidária, é consultado constantemente nos bastidores. O irmão de Romoaldo, Juliano Jorge, que já tentou, sem êxito, cadeira de deputado estadual, atua como assessor de Bosaipo no TCE. Nas negociações, Riva buscou contemplar na Mesa partidos que possuem as maiores bancadas. O PR que garantiu seis cadeiras terá o deputado reeleito para o terceiro mandato Sérgio Ricardo como primeiro-secretário. Assim, Sérgio completará quatro anos como ordenador de despesas. Ele já exerce essa função hoje. Ajuda a controlar um duodécimo mensal de R$ 18 mihões.

   O PP e o PMDB dividem a segunda maior bancada, com 5 deputados cada. No caso da legenda peemedebista, o contemplado na Mesa será Romoaldo, ex-prefeito de Alta Floresta. Para a segunda-vice-presidência o grupo definiu o nome do estreante Dilmar Dal Bosco (DEM), irmão do deputado Dilceu Dal Bosco, derrotado como vice-governador da chapa do tucano Wilson Santos. Para completar a chapa de 5 nomes, entra o presidente Savi como segundo-secretário, embora este não demonstre estar contente com a nova composição.

   No fundo, Mauro Savi torce para Riva não conseguir ser diplomado, o que traria incerteza sobre quem poderia se eleger à presidência. Após conseguir o deferimento do registro de candidatura e garantir nas urnas o quarto mandato com 93.594 votos, Riva sofreu derrotas jurídicas, como cassação do mandato em dois processos ainda referentes às eleições de 2006 e enfrenta investigação por indícios de crimes eleitorais. Isso deve levar o Ministério Público a ingressar com recurso contra expedição de diploma. O plano B de Riva, caso não consiga ser diplomado e empossado, seria ter Romoaldo na presidência. Já Savi, mesmo tendo aceitado entrar na chapa, está na trincheira, disposto a agir para se manter no comando do Legislativo a qualquer reviravolta.

    São 24 deputados, com a missão de apresentar projetos e outras proposituras e de fiscalizar os atos do Executivo. Cada um ganha R$ 15 mil e ainda tem direito a outros R$ 15 mil a título de verba indenizatória. Controla também a equipe de gabinete, que pode chegar a 30 pessoas.

    Novatos

   Mesmo os "novatos" já assumiram compromisso de votar na chapa de Riva. Eles argumentam que, independente de Riva responder a processos por atos de improbidade, trata-se de uma eleição interna e que o cacique do PP "é bem organizado", "trabalhador" e que "cumpre acordos". E, assim, José Geraldo Riva, que começou na vida pública como prefeito de Juara, segue o ritual no Legislativo desde quando se tornou deputado. A cada eleição, senta ou na cadeira de presidente ou de primeiro-secretário. Desta vez, marcando o retorno após a cassação, prefere quebrar essa alternância e reassumir o mesmo posto que vinha exercendo desde o ano passado.

Enquete
O que você acha da volta de José Riva como presidente da Assembleia?
  • Estou de acordo
  • Não concordo
  • Não tenho opinião
Chart?chd=s:c9b&chl=estou+de+acordo+%2830

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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LEGISLATIVO | 13/10/2010 - 07:23

Assembleia de Deus mostra força política e faz Rezende 3º mais votado

Romilson Dourado

Deputado evangélico Sebastião Rezende, do PR   A Igreja Assembleia de Deus mostrou a sua força política nas urnas. Seus dirigentes conduziram o rebanho de aproximadamente 200 mil membros para uma campanha proporcional "casada", com o já deputado estadual Sebastião Rezende como candidato ao terceiro mandato e o suplente Victório Galli (PMDB) numa nova disputa à Câmara.

  Rezende deu um salto em votação. Renovou assento no Legislativo mato-grossense com 51.552 votos. Victório só não teve desempenho eleitoral melhor por causa do cacique do seu partido, deputado Carlos Bezerra, que priorizou a própria candidatura à reeleição. Mesmo assim, o evangélico chegou a 54.387. A votação parecida de Rezende e Victório é um sinal de que a maioria dos fiéis eleitores reproduziu nas urnas a senha revelada pela cúpula da Igreja.

   Na primeira disputa, em 2002, Rezende se elegeu pelo PTB com 17.610 votos. Quatro anos depois, pelo PPS, chegou a 35.521. Agora concorreu pelo PR e garantiu 51.552 votos. Sua Igreja chegou a estudar a hipótese de lançar também um nome ao Senado. Seria o vereador por Várzea Grande Antonio Cardoso. Mas, como percebeu dificuldades para viabilizar o projeto majoritário, priorizou os proporcionais.

    Já as demais Igrejas saíram derrotadas. O apóstolo Valdemiro Santiago, da Mundial do Poder de Deus, lançou os missionários Israel Silva Borges, o Israel Rolamentos (DEM), para deputado federal e Oneir de Campos Brito (PMDB) para estadual. Valdemiro se expôs tanto que apareceu no horário eleitoral pedindo voto para os dois. Acreditava que os cerca de 180 mil fiéis distribuídos em 107 igrejas da Mundial em Mato Grosso fossem levar a sério a mensagem política. Israel conseguiu apenas 12.298 votos. Brito chegou a 7.447. Foram reprovados nas urnas.

   A Universal do Reino de Deus decidiu vetar o pastor e deputado Antonio Brito (PMDB) para lançar o também pastor Alexandre Muniz, do PRB, legenda fundada por representantes da própria Universal, do bispo Edyr Macedo. Para federal, apostou todas as fichas no economista e obreiro Cláudio José, do mesmo PRB. As articulações conduzidas pelo pastor Rafael Cavina, que chegou a anunciar que os dois candidatos tinham apoio de outras denominações evangélicas, como a Quadrangular e a Batista, não deram certo. Alexandre obteve somente 8.014 votos. Cláudio nem teve os votos contabilizados (.7.518), pois seu registro foi indeferido.

   Dos 24 deputados eleitos e/ou reeleitos para a próxima legislatura, somente Rezende representa explicitamente denominação evangélica. A Igreja tem tirado proveito político da situação. Graças às articulações de Rezende consegue doação de áreas para ampliação de seus templos e outras ajudas para ações sociais e projetos de interesse da Assembleia de Deus.

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LEGISLATIVO | 12/10/2010 - 20:00

Luciane propõe corte de gastos na AL e avisa que fiscalizará Riva

Cristiane Gomes

Luciane Bezerra, deputada eleita  A pecuarista Luciane Bezerra, eleita deputada estadual com 14.294, a menor votação entre os 24 eleitos e/ou reeleitos, afirma que vai conduzir o mandato numa linha ética e contundente e com papel forte de fiscalizadora, principalmente dos procedimentos da própria Assembleia. Adianta que um de seus alvos será José Riva, que seguia no terceiro mandato, quando, há menos de três meses, foi cassado pela Justiça Eleitoral em um processo por compra de votos ainda das eleições de 2006.

   Riva garantiu o quinto mandato, de novo como campeão de votos: 93.594. Desde os anos 1990, quando se elegeu deputado, Riva sempre esteve no controle das finanças do Legislativo mato-grossense, ora como presidente, ora como primeiro-secretário, mesmo enfrentando processos por atos de improbidade.

   Luciane é esposa do ex-prefeito de Juara, Oscar Bezerra. Faz oposição ao cacique do PP no próprio município, onde obteve mais votos do que Riva, que estreou na vida pública como prefeito.

    Apesar de adiantar que estará atenta à aplicação dos R$ 18 milhões mensais de duodécimo da Assembleia, a deputada eleita pondera que richas políticas não podem prejudicar a população, principalmente de sua região, o Vale do Arinos. “Isso vai ajudar Juara. Pois, quanto mais obras eu trazer para o município, ele (Riva) vai querer trazer ainda mais”. Ela ressalta que não tem nada pessoal contra o deputado eleito, mas destaca que não aprova como o progressista faz politica.

   A deputada eleita pelo PSB, mesma legenda de Mauro Mendes, segundo colocado na disputa ao governo estadual, destaca que está determinada a fazer um mandato inovador e defende corte de gastos na própria carne. "Quero moralizar a Assembleia. Os gastos que eu puder cortar, vou cortar, principalmente com pessoal e combustível, pois acho esses gastos um absurdo”.

   Perguntada sobre como vai se manifestar sobre o governo Silval Barbosa (PMDB), Luciane Bezerra disse que participará de uma reunião com o peemedebista nos próximos dias para conversar sobre política e projetos, mas adianta que "não deve rezar na cartilha do governador". Se necessário, vou ser oposição no Parlamento. Não vou pactuar com coisas erradas. Temos que acabar com a politica de benefícios para poucos”.

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LEGISLATIVO | 06/10/2010 - 18:44

Derrotado, Deucimar quebra ciclo de presidente chegar à AL

Romilson Dourado

Vereador Deucimar Silva   O empresário e vereador Deucimar Silva quebrou um clico de 20 anos de presidentes da Câmara Municipal de Cuiabá que se elegem deputado estadual. Ele teve 15.781 votos e ficou na segunda suplência do PP, que fez uma bancada com 5 parlamentares (José Riva, Ezequiel da Fonseca, Airton Português, Walter Rabello e Carlos Azambuja). Na primeira-suplência ficou o vereador por Primavera do Leste Luizinho Magalhães.

    Deucimar, que já disputou seis eleições todas para vereador, adotou desta vez uma linha dura na campanha, com discurso de que, se eleito, iria "ajudar a moralizar a Assembleia", assim como fez na Câmara, onde se empenhou pela cassação dos então vereadores Ralf Leite (PRTB) e Lutero Ponce (PMDB).

    Esse seu posicionamento provocu cisão no partido. A cúpula do DEM chegou a boicotá-lo, não incluindo sua propaganda no horário eleitoral por praticamente um mês. Deucimar continua presidente até dezembro e seu mandato de vereador vai até 2012.

   Ele não teve a mesma sorte de ex-presidentes que, em outras eleições, saíram vitoriosos na briga por vaga na Assembleia, como os irmãos Roberto Nunes e Chica Nunes, Carlos Brito, Wilson Celso Teixeira, o Dentinho e João Malheiros. Brito, hoje diretor da Agecopa, foi vereador por dois mandatos (92-96 e 97-98). Em 98, na presidência do Legislativo cuiabano, concorreu e ganhou para deputado. Dentinho também disputou cadeira na AL após comandar a Câmara e conseguiu se eleger.

   João Malheiros foi outro que também usou a estrutura da Câmara para chegar ao posto de deputado, assim como Chica Nunes, eleita em 2006. Agora ela tentou a reeleição e foi derrotada. Enquanto isso, um outro ex-presidente da Câmara que concorreu fora do cargo de vereador se elegeu deputado: Luiz Marinho (PTB).

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LEGISLATIVO | 28/09/2010 - 19:05

43 apresentam mais chances de vitória para deputado estadual

Romilson Dourado

    A cinco dias das eleições, candidatos, coordenadores de campanha, marqueteiros, analistas e dirigentes partidários começam a montar o quebra-cabeça do tabuleiro político, com definição de nomes com mais chances de eleição e/ou reeleição. Os cálculos mais complexos são para deputado estadual. De 307 inscritos, restam 248 no páreo, incluindo 26 pedidos de registro indeferidos e que estão com recursos.

    O blog levantou 43 nomes mais cotados que estão na luta pelas 24 cadeiras na Assembleia, que recebe R$ 18 milhões mensais de duodécimo e conta com cerca de 2 mil servidores. Quem conquistar a vaga, terá mandato de quatro anos, com salário de R$ 15 mil e com direito a outras vantagens e privilégios, como verba a título de indenização de até R$ 15 mil, um veículo Corolla à disposição, com motorista e mais de 30 assessores e estrutura de gabinete.

   A aliança PR/PT/PMDB, a mais pesada de todas, deve eleger cerca de 12 deputados, diante de um quociente eleitoral de 65 mil votos por partido e/ou coligação. Dezesseis estão na briga com chances reais de êxito nas urnas. São eles: Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Wagner Ramos, Sebastião Rezende, Jota Barreto, Emanuel Pinheiro, Ondanir Bortolini, o Nininho, Baiano Filho, Romoaldo Júnior, Wallace Guimarães, Nilson Santos, Ademir Brunetto, Alexandre Cesar, João Malheiros, Teté Bezerra e Adalto de Freitas, o Daltinho. Destes, somente 5 não ocupam mandatos na Assembleia: Baiano, Pinheiro, Romoaldo, Nininho, Teté e Alexadre.

   O PP, que disputa com chapa isolada, prevê eleger ao menos 4. A disputa é acirrada entre nove progressistas. O "puxador" de votos é o deputado cassado José Riva, que pode chegar a 100 mil votos. Além de Riva, estão no páreo Antonio Azambuja, Maksuês Leite, Ezequiel da Fonseca, Gilson de Oliveira, Airton Rondina, o Português, Walter Rabello, Deucimar Silva e Leandro Soares. Destes, são exercem mandatos de deputado Ezequiel, Gilson, Rabello, Deucimar e Leandro.

   A aliança PSB/PPS/PV/PDT tende a eleger 2. Dos candidatos do bloco, seis brigam pelas vagas, sendo eles Percival Muniz, Pedro Satélite, Zeca Viana, Cândido Teles, Márcio Pandholf e Luciane Bezerra. Destes, só dois são deputados: Percival e Satélite. Zeca é de Primavera do Leste. Cândido é de Barra do Garças; Luciane, de Juara; Márcio, de Lucas do Rio Verde.

    A Frentona, capitaneada pelo PRB e por outros partidos nanicos, não deve eleger ninguém. A coligação PSDB/DEM trabalha pela garantia de ao menos 3 cadeiras. Há sete na disputa: os deputados Guilherme Maluf, José Domingos, Gilmar Fabris e Chica Nunes, enquanto correm por fora Selso Lopes, Carlos Carlão e Carlos Avalone. A Frentinha tende a garantir uma vaga. Ficaria para o ex-vereador por Cuiabá Luiz Marinho. Também está na disputa o também petebista, médico Aray da Fonseca.


Prédio da Assembleia, que abriga 24 deputados, com salário de R$ 15 mil e outras vantagens e privilégios

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LEGISLATIVO | 14/09/2010 - 11:14

Deucimar quer seguir caminho de 4 que saíram da Câmara para AL

Romilson Dourado

    O empresário e vereador Deucimar Silva (PP) decidiu seguir o caminho de outros quatro ex-parlamentares pela Capital que usaram a condição de presidente da Câmara Municipal como trampolim para conquistar cadeira de deputado estadual. O progressista tenta fincar base eleitoral não só na Baixada Cuiabana, mas em outras regiões, como Oeste e Araguaia. Aposta que estará entre os seis possíveis eleitos pelo PP.

    Se o projeto fracassar, Deucimar se tornará o primeiro presidente da maior câmara municipal do Estado a não conseguir cadeira na Assembleia nos últimos 20 anos. Considerado afilhado político do ex-governador Júlio Campos, Deucimar já disputou seis eleições para vereador e ganhou uma, assim mesmo no desempate, por ser mais velho do que Marcus Fabrício, que teve a mesma votação nas urnas de 2008. Em pleitos anteriores, ele ficava na suplência. Chegou a assumir e foi cassado por infidelidade partidária.

   Carlos Brito, hoje diretor da Agecopa, foi vereador por dois mandatos (92-96 e 97-98). Em 98, na presidência do Legislativo cuiabano, concorreu e ganhou para deputado. Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, também disputou cadeira na Assembleia após comandar a Câmara e conseguiu se eleger. Exerceu um mandato e agora está de volta como deputado graças à cassação do titular José Riva. João Malheiros foi outro que também usou a estrutura da Câmara da Capital para chegar à Assembleia e nestas eleições tenta o terceiro mandato. Era do PTB, passou pelo PPS e busca a reeleição pelo PR.

    Chica Nunes foi a última ex-presidente a ganhar para deputada. Mesmo acusada de deixar um rombo superior a R$ 6 milhões nos cofres da Câmara, ela saiu vitoriosa nas urnas de 2006. Foi a mais votada pelo PSDB. Agora, Chica tenta o segundo mandato, desta vez pelo DEM. Há um outro ex-presidente da Câmara da Capital que tenta vaga na Assembleia, mas fora do cargo da Mesa Diretora, diferente do que fizeram Brito, Dentinho, Malheiros e Chica. Trata-se de Luiz Marinho, que presidiu a Mesa por duas vezes. Ele concorre pelo PTB.

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LEGISLATIVO | 13/09/2010 - 07:23

Renovação na AL não deve chegar a 50%; saiba quem são mais cotados

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Candidatos hoje fora da AL, como Teté, Baiano, Carlão, Emanuel Pinheiro e Ezequiel são tidos como favoritos

   A renovação de cadeiras de deputado na Assembleia não deve chegar a 50%. Embora estejam na disputa 307 candidatos pelas 24 vagas, é possível arriscar os nomes dos favoritos, levando-se em consideração densidade eleitoral, resultado das pesquisas de intenção de voto, estrutura, partido e coligação.

   Dos 24 parlamentares, 4 estão de fora da reeleição: Otaviano Pivetta (PDT), Antonio Brito (PMDB), Dilceu Dal Bosco (DEM) e Ságuas Moraes (PT). Entre os dirigentes partidários, já existem "lista dos eleitos" e nela não estão incluídos deputados como Vilma Moreira (PSB), Nilson Santos (PMDB) e até mesmo o polêmico Gilmar Fabris (DEM), que está com o registro indeferido. Em meio a tantas conjecturas, a tendência é de apenas 7 entrarem como "caras novas", embora alguns destes já tenham exercido antes mandato de deputado.

   No PMDB, por exemplo, a prioridade da cúpula conduzida pelo cacique Carlos Bezerra é da eleição da ex-deputada federal Teté Bezerra. Depois vem o deputado Wallace Guimarães, o ex-secretário de Estado de Esportes e Lazer Baiano Filho, que construiu base forte em Sinop e no Araguaia, e o deputado Adalto de Freitas, o Daltinho. Esses peemedebistas ainda brigam por espaço na coligação considerada a mais "pesada" de todas, pois se juntou ao PR e ao PT. O bloco espera eleger até 12, considerando o quociente eleitoral de 65 mil votos por partido e/ou coligação.

   Entre os republicanos, o deputado Sérgio Ricardo é apontado como espécie de "puxador de votos". Surgem como favoritos também à reeleição Mauro Savi, Sebastião Rezende, Jota Barreto, Wagner Ramos e João Malheiros. Cada um lança um trunfo. Rezende, por exemplo, tem apoio da Igreja Assembleia de Deus. Malheiros recorre à Cuiabania. Correndo por fora há dois nomes fortes do PR com possibilidades de garantir vaga: o ex-deputado Emanuel Pinheiro e o empresário e ex-prefeito de Itiquira Ondanir Bortolini, o Nininho. No PT, os nomes com mais visibilidades são do deputado Ademir Brunetto, do suplente Alexandre Cesar e do vereador cuiabano Lúdio Cabral.

   O PP disputa sem coligação. Aposta que conseguirá eleger ao menos 6. O "puxador de votos" é o deputado cassado José Riva, que teve mais de 80 mil votos em 2006. Com Riva, deve ser reeleito Maksuês Leite. Três do partido disputam o eleitorado na região Oeste, sendo eles os deputados Airton Português, de Araputanga; Antonio Azambuja, de Pontes e Lacerda; e o ex-presidente da AMM Ezequiel Ângelo da Fonseca, ex-prefeito de Reserva do Cabaçal. O ex-deputado Walter Rabello tenta reconquistar vaga. O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Deucimar Silva, também pode surpreender.

    Oposição

    Na coligação PSDB-DEM, a expectativa é de se eleger entre 3 e 4. Entre os democratas, os nomes mais fortes são dos deputados José Domingos e Chica Nunes, enquanto o tucanato conta com o deputado Guilherme Maluf e com os suplentes Carlos Carlão e Carlos Avalone. A Frentinha que tem o PTB como principal partido está convicta da eleição de ao menos um. Essa vaga é disputada pelo ex-vereador cuiabano Luiz Marinho e pelo ex-secretário de Saúde da Capital Aray da Fonseca. A coligação que aglutina PPS, PSB, PDT e PV deve eleger entre um e dois. Os favoritos são os deputados Percival Muniz e Pedro Satélite, enquanto o pedetista Alcino Barcelos, com empurrão do deputado Pivetta, corre por fora.

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LEGISLATIVO | 08/09/2010 - 09:42

Júlio assume Câmara de Cuiabá já cabreiro com sucessivos escândalos

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Os ex-presidentes Chica Nunes e Lutero Ponce, pivores de escândalos, Deucimar Silva e o eleito Júlio Pinheiro

    A Câmara Municipal de Cuiabá, pivô de vários escândalos políticos nas últimas gestões, vai estar nas mãos, a partir do próximo ano, do petebista Júlio Pinheiro. Por onde ele passou, deixou impressões que suscitaram polêmicas, seja na presidência da Agência de Habitação, de onde saiu após brigar publicamente com o então prefeito Wilson santos, seja como presidente do Mixto, que ficou atolado em dívidas. Pinheiro promete uma gestão austera e garante que o Legislativo cuiabano vai recuperar a credibilidade. Garante que pior do que está não fica.

    Deucimar Silva, prestes a concluir os dois anos na presidência, teve uma das gestões mais complexas. Em certo momento, se mostrou corajoso. Trombou com vários colegas parlamentares, denunciou e foi denunciado e agora, com discurso de "moralizador da coisa pública", busca cadeira de deputado estadual. O progressista capitaliza eleitoralmente em cima da cassação dos mandatos de Ralf Leite (PRTB) e de Lutero Ponce (PMDB).

   A maior Câmara dos 141 municípios mato-grossenses recebe R$ 1,8 milhão de duodécimo por mês (R$ 21,6 milhões anual). Possui 19 vereadores, com subsídio de R$ 9,5 mil e com direito a quase R$ 10 mil de verba indenizatória. Emprega cerca de 600 servidores.

   Os sucessivos escândalos explodiram com Chica Nunes, então presidente e hoje deputada estadual. Descobriu-se uma quadrilha dentro da Câmara. A parlamentar tucana foi acusada de envolvimento num rombo de R$ 6 milhões. Depois, a bomba estourou para o lado do sucessor Lutero Ponce, que ganhou noticiário nacional com compras superfaturadas e outras irregularidades que apontam para sumiço de outros R$ 6 milhões do erário. Teve o mandato cassado por improbidade. Depois veio Deucimar que, no afã de "moralizar" o Legislativo, comprou briga com vários vereadores.

   O próximo a assumir o "pepino" administrativo é Júlio Pinheiro. Terá mandato de dois anos. Para conquistar a presidência, ele fez acordão e permitiu várias concessões. Já começa comprometido com a maioria. Deve "inchar" a folha de pagamento. Júlio é aliado do prefeito Chico Galindo. Ambos são do mesmo PTB. Na relação com o Palácio Alencastro, a tendência é que as bancadas se posicionem como antes, ou seja, com quase todos sob controle do Executivo.

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LEGISLATIVO | 05/09/2010 - 08:50

AL pára sem Riva; suplente enrola para posse e cassado ainda manda

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowki

Deputado cassado José Riva enfrenta processos e, mesmo assim, deve reconquistar vaga com votação expressiva

    José Riva vive um paradoxo. De um lado, está com mandato de deputado cassado por compra de voto nas eleições de 2006 e enfrenta dezenas de processos na Justiça por atos de improbidade junto à Mesa Diretora. De outro é um campeão em votação. No último pleito, ele garantiu o quarto mandato com 82.799 votos, o mais votado proporcionalmente do país. Seus correligionários apostam que desta vez, mesmo fora da Assembleia, o cacique do PP deve conquistar mais de 100 mil votos.

   Desde quando virou deputado, após trabalhar como corretor de imóveis e ocupar mandato de prefeito de Juara, José Riva vinha se alternando nos dois cargos mais importantes da Mesa Diretora, ora como presidente, ora como primeiro-secretário, que tem a atribuição de ordenar despesas. Hoje a Assembleia recebe um duodécimo mensal de aproximadamente R$ 18 mihões. Todo o repasse estava sob controle de Riva. Desde a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que o condenou por compra de votos num processo em Santo Antonio de Leverger, Riva não pisou mais os pés na Assembleia. Apesar disso, é ainda quem tem voz de comando.

     O novo presidente Mauro Savi (PR) até que ensaiou algumas mudanças, principalmente no quadro de pessoal, mas não conseguiu avançar. Ele fez um levantamento e chegou a conclusão de que precisa exonerar 280 ocupantes de cargos comissionados. Parou por aí. Savi se vê acuado. Não pode se indispor com os colegas parlamentares porque sua intenção é, se reeleito, disputar o cargo de presidente e precisará do voto da maioria. Ademais, deve gratidão a Riva. Sendo assim, cumpre ordens do deputado cassado que, à distância, monitora todos os procedimentos na Assembleia. Savi não está utilizando o gabinete da Presidência, que está fechado.

     As sessões ordinárias sem Riva se transformaram em reuniões relâmpagos. A maioria dos deputados falta, uns em solidariedade ao colega cassado, outros por causa da campanha à reeleição. Savi não conseguiu, sequer, dar posse ao suplente de Riva. Por incrível que parece, os próprios suplentes, como Gilson de Oliveira e Luizinho Magalhães, fazem jogo de cena para não ocupar a vaga. Querem "empurrar com a barriga" até as eleições. Ao mesmo tempo, aguardam o julgamento de recursos impetrados pelo ex-deputado junto ao TSE.

    Uns acreditam que Riva pode até ser consagrado nas urnas e dar a volta por cima. Outros entendem, porém, que o cacique do PP continuará acuado por causa dos processos na Justiça, o que o dificulta, por exemplo, de disputar uma eleição majoritária. Riva chegou até a ensaiar candidatura de governador ou de senador, mas recuou de imediato, voltando para a trincheira, assim que passou a sofrer bombardeio.

    Das vezes que foi presidente da AL, Riva teve como primeiro-secretário Romoaldo Júnior, Humberto Bosaipo, Silval Barbosa e Sérgio Ricardo. Já quando respondeu pela Primeira-Secretaria, foram presidentes Gilmar Fabris, Bosaipo, Silval e Sérgio.

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LEGISLATIVO | 02/09/2010 - 06:49

Savi quer cortar 280 DAS da Assembleia; alguns são fantasmas

Romilson Dourado

Mauro Savi, presidente da Assembleia   O deputado Mauro Savi (PR), novo presidente da Assembleia, começou o processo de "depuração" do quadro de servidores. Ele possui em mãos um relatório que aponta necessidade de exonerar 280. Muitos são considerados fantasmas, ou seja, não comparecem para trabalhar e, de quebra, ainda ganham altos salários. Ele determinou a "queda" de imediato de 60 ocupantes de cargos comissinados, mas já enfrenta resistência. Quase todos recorrem aos chamados padrinhos políticos, que são os próprios deputados. A tendência é que Savi recue, principalmente nesta fase de campanha eleitoral e num momento em que o deputado cassado José Riva (PP) montou uma banca de advogados para tentar na Justiça reconquistar a vaga e reassumir a presidência.

   A Assembleia recebe cerca de R$ 216 milhões por ano (R$ 18 milhões mensais) de duodécimo, considerando algumas aberturas de créditos adicionais feitas no decorrer do exercício. O número efetivo de servidores é uma incógnita. Não está disponível a relação. São aproximadamente 3 mil servidores. O complexo do Palácio Dante de Oliveira dispõe de 27 gabinetes, embora tenha 24 deputados. Cada um ganha R$ 15 mil mensais, tem direito a outros R$ 15 mil a título de verba indenizatória, controla R$ 30 mil de recursos para manutenção do gabinete e possui outras vantagens, como veículo à disposição.

   A disposição de Savi é de promover mudanças, "enxugando" principalmente o quadro de pessoal e, assim, melhorar a imagem de um Legislativo que por praticamente duas décadas vinha sendo comandado por Riva, ora como presidente, ora como primeiro-secretário (ordenador de despesas). Os escândalos do passado expõem negativamente a Assembleia até hoje. O presidente evita comentar números, assim como o percentual de cortes de servidores e de outras despesas. O clima entre os funcionários DAS é de expectativa.

   A estrutura organizacional chama atenção. São dezenas de cargos, distrbuídos nos setores administrativos, pessoal, informática, almoxarifado, jurídico, gabinetes, Escola do Legislativo, Instituto de Memória, coordenadorias Militar, de Cerimonial e Assessorias, Auditoria, Fundo de Assistência Parlamentar (extinto FAP), Orçamento e Finanças e Patrimônio. Os salários variam de R$ 700 a R$ 22 mil. Para não expor ainda mais o confronto com Riva, que monitora os passos de Savi, o novo presidente está procurando fazer os cortes discretamente, mas, a cada decisão, surge uma "choradeira". Além disso, ele não pode se indispor com os colegas porque, em caso de reeleição, pretende disputar a presidência da Mesa Diretora e, dependendo das decisões administrativas, tende a perder apoio.

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LEGISLATIVO | 31/08/2010 - 08:00

Igrejas jogam duro pela conquista de cadeiras na Assembleia e Câmara

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Deputado Sebastião Rezende busca 3º mandato com a força da Assembleia de Deus; apóstolo Valdemiro Santiago participa do horário eleitoral e fará concentrações em MT para reforçar candidaturas de Brito e Israel Rolamentos

   As Igrejas entraram de corpo e alma na campanha eleitoral em defesa de seus candidatos. O apóstolo  Valdemiro Santiago, da Mundial do Poder de Deus, lançou os missionários Israel Silva Borges, o Israel Rolamentos (DEM), para deputado federal e Oneir de Campos Brito (PMDB) para estadual. Com seu poder de liderança, aparece no horário eleitoral pedindo apoio aos dois. Com pretexto de arrebanhar votos, explorando sentimento e fé dos fiéis, Valdemiro quer reunir ao menos 100 mil pessoas em duas grandes concentrações no Estado até antes das eleições. Uma delas está marcada para Rondonópolis. Será no dia 22 de setembro, faltando somente 11 dias para pleito. A Mundial ganhou espaço em Mato Grosso. Já contabiliza cerca de 180 mil fieis distribuídos em 107 igrejas.

    A Assembleia de Deus, com quase 200 mil membros, também aposta em seus candidatos. São eles o primeiro-suplente de deputado federal Victório Galli (PMDB), que disputa novamente cadeira à Câmara, e o já deputado estadual Sebastião Rezende, que tenta o terceiro mandato. A cúpula da Igreja já tem Rezende na lista de reeleito e o privilegia de tal modo que permite ao parlamentar despachar numa sala dentro do Grande Templo, em Cuiabá. Sua votação cresce a cada pleito. Em 2002, Rezendo se elegeu pelo PTB com 17.610 votos. Quatro anos depois, em 2006, pelo PPS, chegou a 35.521. Agora concorre pelo PR e, com o peso da Igreja, pode superar os 40 mil votos.

    Tanto na Assembleia Legislativa quanto no Congresso Nacional, parlamentares evangélicos defendem especialmente interesses de suas igrejas. Na Câmara Federal a bancada evangélica detém 58 cadeiras e a expectativa é de chegar a 90 neste pleito. Seus deputados conseguem doação de áreas pelo Estado, isenção de impostos e outras vantagens.

    Hoje no Legislativo mato-grossense há dois evangélicos, sendo eles o próprio Rezende e o pastor Antonio Brito (PMDB), da Universal do Reino de Deus. Brito, que ganhou a cadeira de titular com a renúncia do hoje prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio, optou por não concorrer a novo mandato. Sua Igreja colocou sob o teste das urnas o também pastor Alexandre Muniz, do PRB, legenda fundada por representantes da própria Universal, do bispo Edyr Macedo. A Igreja tem como candidato a deputado federal o economista, funcionário público e obreiro Cláudio José, do mesmo PRB. As articulações são conduzidas pelo pastor Rafael Cavina, que busca apoio para Cláudio e Alexandre em outras denominações evangélicas, como a Quadrangular e a Batista.

      Para garantir uma vaga na AL, o partido e/ou coligação deve atingir quociente eleitoral de aproximadamente 64 mil votos. Mas, dependendo da coligação, o candidato que obtiver 15 mil votos pode se eleger, enquanto em outras chapas proporcionais mais competitivas, como a que reune PR, PT e PMDB, exige-se pelo menos 25 mil para entrar na lista dos 24 eleitos e/ou reeleitos para quatro anos de mandato. Um estadual ganha R$ 15 mil mensais e tem direito à verba indenizatória de R$ 15 mil e a outros benefícios, como veículo Corolla à disposição, mais de 20 assessores e controle de verba de gabinete.

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LEGISLATIVO | 09/08/2010 - 19:54

Nem sempre mais votado é eleito; Brito superou Galindo e ficou de fora

Romilson Dourado

   O sistema proporcional de voto tem revelado surpresas a cada eleição para deputado estadual e federal.

   Nem sempre o mais votado é o eleito, diferente do que acontece nas eleições para presidente da República e para os governos estaduais, prefeitos e senadores. Nesse caso, um voto corresponde a um voto.

   Já nos pleitos por vaga na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados entram as distorções por causa do quociente eleitoral. Essa confusão se dão por causa da representatividade desigual dos Estados nas bancadas estadual e federal.

    Mato Grosso, por exemplo, tem direito a 8 cadeiras das 513 na Câmara Federal, enquanto São Paulo possui 70. Na Assembleia mato-grossense são 24 vagas. Já na de São Paulo são 94. Esse limite foi imposto pelo regime militar para inibir o crescimento da oposição, que tinha seus redutos nos Estados mais populosos.

   Em 2006, Carlos Brito obteve 30.899 votos pela coligação Frente Trabalhista Cristão (PDT/PSC) e não se elegeu. Enquanto isso, Chico Galindo, com 11.329, menos da metade dos votos de Brito, garantiu vaga de deputado estadual por uma aliança com 8 partidos nanicos.

   A eleição de Maksuês Leite (PP) foi outro exemplo dessa distorção. Com 15.138, ele teve menos voto do que 11 outros candidatos e, por causa da coligação e empurrado pela votação de José Riva, que chegou a 82.799 votos, Maksuês entrou na sobra. Assim, ele deixou fora da Assembleia Jota Barreto (23.525 votos), Nilson Santos (18.517), Wagner Ramos (19.594), Roberto França (19.521), Pedro Satélite (19.452), Alexandre Cesar (18.412) Joaquim Sucena (17.892), Túlio Fontes (17.690), José Carlos de Freitas (17.462), Vera Araújo (17.158)  e Fábio Junqueira (16.998). Muitos deles, como ficaram na suplência, acabaram sendo contemplados com a vaga de deputado seja por renúncia, licença dos titulares ou cassação de mandato.

   Nestas eleições, a tendência é que muitos candidatos com votação expressiva não se elejam. A coligação que reúne PMDB, PT e PR, por exemplo, é uma das mais pesadas. Conta com candidatos que trabalham para conseguir mais de 20 mil votos. Só deputados desse bloco que buscam a reeleição são nove. O grupo aposta que elege entre 10 a 12. Nesse caso, para garantir vaga, considerando um quociente eleitoral de 64 mil votos por partido e/ou coligação, o candidato precisa adquirir ao menos 28 mil votos.

    Quociente

   O quociente eleitoral indica quais partidos terão direito a ocupar vagas no Legislativo. A divisão é feita a partir do total de válidos, excluindo nulos e em branco, pelo número de cadeiras a serem preenchidas. Para saber quantas vagas caberão a cada legenda que atingiu o coeficiente eleitoral, calcula-se o quociente partidário. Para isso, divide-se o número de votos que o partido recebeu (soma dos votos de todos os seus candidatos, mais aqueles dados à legenda) pelo quociente eleitoral do Estado. O curioso é que o voto vai, primeiro, para o partido. Mesmo assim, os eleitores continuam votando em nomes. Votar no candidato só é relevante na hora de determinar quais deles terão prioridade para ocupar as vagas conquistadas pela legenda.

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LEGISLATIVO | 08/06/2010 - 07:40

Em quase 4 anos, Fabris só trabalhou 5 meses e tem 2 salários na AL

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski
 
Gilmar Fabris, que "curte" mais licença do que trabalha como deputado, está em campanha por novo mandato 

   Em três anos e cinco meses de mandato, o polêmico Gilmar Fabris (DEM) só exerceu efetivamente a cadeira de deputado por cinco meses. Ele "curte" a oitava licença. Como alega problemas de saúde, entre eles obesidade, continua recebendo salário normalmente, inclusive tem à disposição por conta do erário um veículo Corolla, um motorista e mais R$ 15 mil de reembolso da chamada verba indenizatória. Somente de salário nestes 41 meses, Fabris já embolsou R$ 615 mil.

   Fabris usufrui de outros privilégios num Legislativo com 24 parlamentares e que recebe um duodécimo mensal próximo de R$ 20 milhões. Embolsa outra remuneração da própria Assembleia. Trata-se da pensão do extinto Fundo de Assistência Parlamentar (FAP). Ex-presidente da AL, Fabris se "aposentou" na década de 1990 com direito a receber 100% do teto, o que corresponde ao subsídio de um deputado da ativa, hoje fixado em R$ 15 mil. Em 2006, o ex-pefelista (hoje democrata) se elegeu novamente e voltou a ser deputado.

    Num acordo de cavalheiro, por mais de um ano o ex-prefeito de Cuiabá Roberto França ocupou a vaga de Fabris. Depois que integrou a diretoria da Agecopa, França se afastou da Assembleia e, com isso, abriu espaço para os suplentes Pedro Satélite e Joaquim Sucena. Eles são da coligação PPS/PFL, que em 2006 elegeu 10. Com o troca-troca de legenda, o PPS perdeu 6 deputados, que foram para o PR, enquanto o PFL morreu para nascer o DEM.

    Gilmar Fabris está prestes a concluir o mandato sem exercê-lo de forma efetiva. Mesmo assim, vai disputar a reeleição de novo. O curioso é que foi cassado por compra de votos, mas conseguiu reverter a situação junto ao TSE. Fabris alega que precisa dar continuidade ao tratamento de saúde. Enquanto isso, se articula nos bastidores, com participação em reuniões, e divide o tempo também cuidando de sua fazenda em Pedra Preta e nas visitas aos municípios, já reforçando a campanha por mais quatro anos de mandato.

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LEGISLATIVO | 05/05/2010 - 07:30

Deputados não fiscalizam e agora após escândalo querem criar CPI

Romilson Dourado

Ex-governador Blairo Maggi   O escândalo nacional em que se transformou o processo licitatório da compra de 705 máquinas pelo Estado, com sobrepreço superior a R$ 35 milhões, poderia ter sido evitado se os organismos de fiscalização cumprissem o seu papel, principalmente a Assembleia Legislativa. Nenhum dos 24 deputados foi capaz de, diante de uma negociação de R$ 241 milhões com financiamento pelo BNDES, ao menos solicitar audiência pública para debater o assunto ou acompanhar de perto o procedimento conduzido pela secretaria de Infraestrutura.

   Agora que veio à tona a denúncia de que houve superfaturamento e por se tratar de um período de pré-campanha, em que todos estão voltados para a "caça" de votos, resolveram se manifestar. Percival Muniz (PPS), que chegou a comparar seus colegas deputados a caititu, inclusive ele próprio, por andar em bando e seguir o caminho guiado pelo Palácio Paiaguás, é um dos que mais se mostram surpreso com a denúncia. O tucano Guilherme Maluf, que até agora estava no muro mesmo pertencendo a um partido de oposição, se encorajou ao ponto de ingressar com requerimento propondo CPI.

    A Assembleia é omissa por completa. Se o Executivo cumpre a regra básica de repassar em dia o duodécimo mensal de R$ 18 milhões, o Legislativo já se dá por contente. Fora o período eleitoral, nenhum parlamentar levanta a voz para questionar o governo. Ao longo de sete anos e três meses, Maggi foi unanimidade. Só ouviu "sim" dos deputados. A maioria exigiu, em troca, emendas e cargos. Cada parlamentar representa, proporcionalmente, um custo de R$ 750 mil por mês, embora receba R$ 15 mil de salário e mais a mesma quantia a título de verba indenizatória. É que em volta de cada cadeira de parlamentar há uma grande estrutura, que corroi os cofres públicos. 

    No caso da aquisição das máquinas, o trâmite foi tão rápido que, quando os deputados acordaram, eles próprios estavam posando para fotografia nos atos de entrega dos equipamentos para as prefeituras. O governo recorreu ao BNDES. Fez a negociação alheia à participação da AL. Os deputados, por sua vez, não demonstraram a mínima preocupação com isso. Talvez se alguém tivesse solicitado relatórios, confrontado números e comparado preços, a compra superfaturada teria sido evitada e, assim, o erário não ficaria no prejuízo.

   Essa prática da unanimidade é ruim para o próprio governo, que precisa de acompanhamento com olhos mais críticos e de oposição, no sentido de ajudá-lo na condução de uma máquina lenta, pesada, ineficiente e burocrática. Com um orçamento de R$ 8 bilhões, o governo estadual conta com 23 secretarias, vários órgãos, empresas e autarquias vinculados e com estrutura em praticamente todos os 141 municípios e, de quebra, um quadro próximo de 100 mil servidores. Não é possível tocar essa estrutura sem fiscalização.

   Diante da omissão dos deputados, o Paiaguás consegue até segurar os problemas e atos falhos por um certo ponto. Mas, quando estouram, vêm com a força de um furacão que, desta vez, não só derrubou dois dos três secretários envolvidos na operação da compra das máquinas, como deve fazer estragos nas candidaturas à reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB) e ao Senado de Blairo Maggi (PR).

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LEGISLATIVO | 02/04/2010 - 17:22

História de MT se divide entre antes e após Maggi, diz Homero

Romilson Dourado

Deputado Homero, da tribuna da Câmara  O deputado Homero Pereira (PR) se tornou espécie de emissário de Blairo Maggi na Câmara Federal. Do mesmo partido do ex-governador, ele subiu à tribuna para ler discurso em que enumera feitos e faz rasgados elogios ao colega que comandou o Estado por 7 anos e três meses. Maggi renunciou na última quarta para poder concorrer ao Senado.

    Ex-presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso e em pré-campanha à reeleição, Homero chegou a dizer que "a quantidade de benefícios que o Estado obteve com as duas administrações faz com que a história de MT seja dividida entre antes e depois do governo Maggi”. Conta que foram construídas no período 75 mil moradias populares com recursos próprios e em parceria com o governo federal.

    Cita que o Estado possuía em 2002 apenas 1.940 km de rodovias pavimentadas e que hoje são 4.335 km. Em seu relatório fornecido pelo próprio ex-governador, o deputado menciona que na área de conservação e de restauração de rodovias, foram feitos mais 142 mil km. Diz que o programa “Mato Grosso 100% Equipado” entregou às prefeituras 1.020 equipamentos entre patrolas, caminhões e pás-carregadeiras.

   Na Educação, lembra que o orçamento neste período de 7 anos subiu de R$ 450 milhões para mais de R$ 1 bilhão. "As escolas de todos os municípios receberam obras de adaptação para alunos e portadores de necessidades especiais", pronunciou o deputado. Segundo ele, embora a oposição sustente o contrário, o governo Maggi construiu hospitais regionais e fez parcerias com municípios em todas regiões.

   Sobre o meio ambiente, um dos setores mais criticados da "era Maggi", Homero disse até que "Mato Grosso se tornou exemplo de desenvolvimento sustentável, com mais de 50% do seu território preservado". Diz que a gestão consolidou políticas públicas e arrojadas de monitoramento e de legalização ambiental e mencionou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), segundo os quais ocorreram redução de 71% do desmatamento ilegal. Num discurso marcado pelo excesso de otimismo, Homero Pereira afirma que o PIB no Estado cresceu 114% nos últimos dez anos.

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LEGISLATIVO | 01/04/2010 - 07:54

Ex-deputado volta à AL no próximo mês; Cuiabá possui maior bancada

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Ex-secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, porta-voz de Juína, só volta às atividades no próximo mês

   O petista Ságuas Moraes, que deixou a pasta da Educação nesta quarta (31), decidiu só retornar ao posto de deputado em maio. Até lá, Alexandre Cesar (PT) continua legislando. No mapeamento político do Estado, a Baixada Cuiabana continua com maior representatividade na Assembleia, mesmo com a saída do petista. São cinco parlamentares que moram em Cuiabá, sendo eles Sérgio Ricardo e João Malheiros (ambos do PR), Chica Nunes (DEM), Antonio Brito (PMDB) e Guilherme Maluf (PSDB). Juntando com os várzea-grandenses Maksuês Leite (PP) e Wallace Guimarães (PMDB), a Baixada Cuiabana, que soma cerca de 800 mil eleitores, ocupa 7 das 24 cadeiras.

    Ex-prefeito de Juína, Ságuas vai reforçar a base política da região Noroeste. O Vale do Arinos é representado pelo presidente da Assembleia, José Riva (PP), que está no quarto mandato. No Nortão, são quatro: o peemedebista Nilson Santos (Colíder), o petista Ademir Brunetto (Alta Floresta), os democratas Dilceu Dal Bosco (Sinop) e José Domingos (Sorriso) e o republicano Mauro Savi, que também reside em Sorriso. O deputado Otaviano Pivetta, de Lucas do Rio Verde, é a voz do Médio-Norte, junto com Wagner Ramos (PR), que mora em Tangará da Serra.

   A região com menor representatividade é o Araguaia. Só conta com Adalto de Freitas (PMDB), que reside em Barra do Garças. Cidade-pólo do Sul, Rondonópolis tradicionalmente tem força política no Legislativo mato-grossense. Hoje ocupa cinco cadeiras, com os republicanos Sebastião Rezende e Jota Barreto e com os socialistas Percival Muniz, que preside o PPS, e Vilma Moreira, filiada ao PSB, além do democrata Gilmar Fabris, que mora na vizinha Pedra Preta. Embora Cáceres seja o pólo do Oeste, com 22 municípios e mais de 200 mil habitantes, o município não tem um deputado. Representam a região hoje na AL Airton Rondina, de Araputanga, e Antonio Azambuja, de Pontes e Lacerda. Os dois são do PP.

    Dos 24 deputados, 22 trabalham projeto de reeleição. Ságuas está em pré-campanha para deputado federal, enqunato Pivetta não se mostra animado para buscar novo mandato. Outros nomes são incógnitas, como de Riva, que tenta derrubar na Justiça sua inelegibilidade, e Percival, que ensaia projeto majoritário. Cada parlamentar ganha R$ 15 mil mensais. Tem direito à verba indenizatória de até R$ 15 mil e outras vantagens. Eles têm a complexa missão de apresentar projetos e outras proposituras e de fiscalizar os atos do Executivo, gastam em média mais de R$ 1,5 milhão para se eleger e, no fundo, nenhum se destaca com conceito acima da média junto à sociedade.

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LEGISLATIVO | 18/03/2010 - 12:47

Lei proíbe trote em faculdades de MT e prevê até expulsão do aluno

Adriana Nascimento

   O governador Blairo Maggi (PR) sancionou a Lei 9.325, de autoria do deputado Wagner Ramos (PR), que dispõe sobre a proibição dos trotes em todas as escolas superiores e universidades públicas e privadas do Estado. Em sua determinação, a lei veda a utilização do trote estudantil e informa que a competência para coibir estes atos competem à direção destes estabelecimentos de ensino. Agora, as instituições podem aplicar penalidades administrativas aos universitários que infringirem a lei, dentre as quais está prevista a expulsão, sem prejuízo das ações civis e penais cabíveis ao infrator.

   As escolas e universidades podem também solicitar o reforço de segurança policial ou particular visando impedir essa prática no local e até a 100 metros de distânica. A legislação prevê ainda que as entidades devem alterar o calendário de início das aulas para que não haja confronto entre “calouros” e “veteranos”. Há ainda a recomendação de incentivar, nos primeiros dias de aula, a recepção amigável aos novos alunos.

   A direção também deve criar e manter, no primeiro mês de aula, uma ouvidoria para receber denúncias de trote por telefone e pessoalmente e adotar outras medidas para impedir essa prática. Caso contrário, a lei prevê que a instituição de ensino responderá na Justiça por qualquer ato dessa natureza juntamente com os autores desse delito ao trote aplicado ao calouro.
 

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