Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:46 h

REPERCUSSÃO | 13/09/2009 - 10:23

Efeito Maggi ambientalista ganha repercussão e polêmica

Romilson Dourado

  Repercute, gera polêmica e divide opiniões a reportagem de cinco páginas de Veja desta semana, com destaque para o perfil do empresário e governador mato-grossense Blairo Maggi, um dos acionistas do Grupo André Maggi, que fatura por ano cerca de US$ 2,4 bilhões, emprega 3,1 mil pessoas e responde por 8% da soja produzida no Brasil. A polêmica está na questão ambiental.

   Maggi admite que no início de sua gestão não priorizou o meio ambiente e, após um bombardeio de críticas, concluiu que esse foi um dos maiores erros administrativos. De acordo com a maior revista do país, Maggi não é mais considerado por ambientalistas como "estuprador da Amazônia", mas sim um gestor e empresário preocupado em preservar o meio ambiente. Enfatiza que houve redução da devastação na Amazônia Legal para 4,3 mil km2 de agosto de 2008 a julho deste ano, dos quais 2 mil km2 em Mato Grosso.

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   Leitores do RDNews emitiram opiniões, ora favoráveis, ora contestando o conteúdo da reportagem de Veja e com duras críticas ao governador e empresário. Eis, abaixo, a síntese de alguns comentários feitos à matéria "Maggi virou o queridinho dos ambientalistas, diz Veja".

Jacyara - Cuiabá
"Esta é uma area em que sempre fiz questão de lembrar como foi importante André Maggi, sua esposa, seu filho, suas filhas, genros e sobrinhos para o engrandecimento agrorural do Estado, do Centro-Oeste e do Brasil. Parabéns família Maggi."
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Maria Eduarda - Cuiabá
" Quanta maldade nesta matéria. Como as pessoas são maquiavélicas ao distorcer os fatos. Não tenho vínculo com a família Maggi, mas me lembro, logo no início do primeiro mandato do Blairo, em uma de suas declarações, ele disse que o que o levou a ingressar na carreira política foi a doença de sua filha, porque ele constatou que a saúde pública em Mato Grosso estava bastante precária, e, como político, poderia melhorar, como realmente tem feito na área de saúde no Estado, criando os hospitais regionais (Sorriso, Rondonópolis  e outros mais). Quem nos dera se o Blairo pudesse nos agraciar como prefeito de Cuiabá em 2012 e, em 2014, voltar como governador, mas não custa sonhar!"
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João Cesar Galdino de Figueiredo - Cuiabá
"Queridinhos dos ambientalistas? Só se for dos pseudo ambientalistas comprados pelo agronegócio. Esses caras que falam tal besteira não conhecem Mato Grosso. A degradação ambiental nas propriedades do Grupo Amaggi. Não conhecem a promoção de construção de usinas pelo mesmo grupo, detonando rios e transformando seus ambientes aquáticos e impactando irreversivelmente a ictiofauna. Não conhecem a péssima gestão da Sema, onde são favorecidos o licenciamento ambiental de alguns empreendimentos em detrimento de outros, a fiscalização falha e omissa, a exploração e desmotivação dos técnicos dessa secretaria. Não conhecem a devastação do cerrado, a poluição e o depósito de grandes quantidades de lixo no pantanal mato-grossense, não conhecem o avanço da fronteira agrícola no Nortão do Estado, com cobertura florestal perinifólia. E esses pseudo ambientalistas que elogiam o sojicultor Blairo Maggi não sabem a articulação dele com o governo federal para o desmantelamento da atual legislação ambiental, tanto do Estado como no país, através da elaboração de um zoneamento socioeconomico-ambiental voltado para atender proprietários rurais, considerando a quase totalidade do Estado como área consolidada (ou seja, com vocação agrícola, como municípios florestais como sinop, Vera, Feliz Natal, Brasnorte, Juara, Tapurah, e Alta Floresta", programa MT Legal que tem o objetivo de regularizar o desmatamento que ocorreu até dezembro de 2007 (ou seja, quem desmatou até aí será perdoado), e pelo governo federal, a medida provisória de grilagem e a discussão do novo código ambiental, com mudanças radicais e prejuizos históricos para o meio ambiente, com o fim da área de reserva legal, redução das áreas de preservação permanente, dentre outras atrocidades que estão querendo promover".
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Pedro Paulo - Rondonópolis
"Tambem, financiando as Ongs ambientalistas, só podia virar queridinho! Aí vai um desafio: quero que alguém aponte um projeto do Maggi para as cidades de MT, em especial Cuiabá."
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Pedro Ananias - Cuiabá
"Pagar promessa com dinheiro nosso é fácil. Por que não fez promessa para ajudar os menos favcorecidos com seu próprio dinheiro, que não é pouco? Por quê não fez promessa de recuperar áreas degradadas? Assim, até eu... Agora, queridinho dos ambientalistas, só a revista viu isso."
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Duilio Marcondes de Figueiredo - Cuiabá
"Só falta agora a revista Veja publicar uma matéria com o deputado Riva e condecorá-lo como o político mais sério e ético do país. A Veja, há muito tempo, deixou de ser uma revista respeitada no país. Está envolvida em diversos escândalos (façam pesquisa no google) e costuma patrocinar e promover candidatos em períodos eleitorais ou alavancar pessoas e segmentos bem desgastados pela sociedade brasileira. Essa matéria com Maggi deve ser uma tentativa frustrada de tentar mostrar um lado de bom mocinho desse cidadão que só é agricultor a custas de muita degradação ambiental e, como governador, continua sendo notabilizado como incentivador do desmatamento, das queimadas e do desmatelamento do órgão ambiental do Estado. Fala sério revista Veja. Quem é que acredita nisso?"
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Edgar Mendes - Cuiabá
"Há muito tempo a revista Veja deixou de ser uma revista séria, com credibilidade. Agora, ela vive de fazer comerciais, vender espaços publicitários disfarçados de matérias, como essa do latifundiário e moto-serra de ouro Blairo Maggi. Até os insanos e puxas-sacos DAS sabem as articulações para detonar o meio ambiente na Amazônia. Em MT, temos uma política ambiental de faz de conta, tudo disfarce, marketing publicitário tentando vender uma imagem ilusionária do que acontece no Estado nesta área."
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Pedro Henrique Vieira de Queiroz  - Cuiabá
"Agora estamos todos orando, rezando, acendendo isenso, participando da campanha da fogueira santa, campanha da subida do morro de Santo Antonio, campanha dos 40 dias de jejum, enfim, a sociedade mato-grossense, e principalmente, os funcionários públicos estão fazendo estas e muitas outras campanhas além destas para que o governador faça outra promessa a si mesmo: a de sair do governo ainda este ano, em definitivo, para nunca mais voltar (...)"
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José Afonso Pereira - Colíder
"Parabéns, governador Blairo, pela coragem de deixar sua grande riqueza particular e se engajar na vida pública, onde a maioria dos que lá estão são desonestos. Quando o senhor iniciou na campanha foi com nosso saudoso Jonas Pinheiro, praticamente um dos poucos homens que merecem ser respeitados até depois de morto. Parabéns ainda por, depois de seis anos de mandato como governador, ainda lembrar de Nossa Senhora Aparecida e o motivo pelo qual entrastes para a política.(Filhos são coisas sagradas". Mato Grosso no futuro vai reconhecer como foi importante sua administração para o Estado e para o Brasil e o mundo. Tomara que surjam outros Blairos e Jonas."
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Regina Célia Freire - Cuiabá
"Bem, se essa reportagem fala a verdade, então, o governador Blairo Maggi pode ficar tranquilo em relação a uma auditoria ambiental ampla em todas as suas propriedades rurais a partir de janeiro de 2011, é claro, com Wilson Santos governador, pois o resto tem rabo preso com os botinudos. Fique tranquilo, governador. Se o senhor não comprou essa matéria na Veja, então não haverá de ter multa nenhuma, embargo nenhum, apreensão de máquinas e equipamentos nenhum. Vamos comprovar a veracidade dessa matéria da Veja, topas? Então tá fechado."
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Lucas Mendes Cuiabano - Cuiabá
"Se ele é tão defensor assim do meio ambiente então suas propriedades rurais são verdadeiros oássis preservados, certo? Errado. Essa matéria de Veja é mais uma jogada de marketing para enganar os desavisados que não sabem o que acontecem aqui em MT, principalmente na área ambiental. É só escândalo atrás de escândalo. Veja só quem ele nomeou como secretário, um cara totalmente despreparado técnica e emocionalmente e ai do fiscal da Sema que for notificar propriedades desse sojicultor. Desse jeito fica fácil falar de meio ambiente. A prática é outra, bem diferente."
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Pedro Figueiredo - Brasília (DF)
"Mundo Bárbaro. O planeta não aguenta mais, pede socorro, está sendo sufocado com o desmatamento, com a seca dos rios, com o aquecimento da atmosfera, com a extinção de animais e de plantas, e ainda tem pessoas, como esse governador de MT que ainda defende esse modelo e posa alegre e feliz na foto com um cenário de terror atrás dele. Onde deveria haver floresta, há uma gramínea ou leguminosa recém-colhida e, com certeza, se fizerem uma análise físico-quimica do solo e uma análise da qualidade da água do lençol freático (agua subterrânea), ambos ativos ambientais estão poluídos. Esse é o outro drama promovida pela agricultura dita moderna e muito pouca gente percebe que estão detonando também o aquifero subterrâneo, que na verdade seria uma reserva de água para as futuras gerações, e já estamos poluindo agora, trata-se de mais um crime premeditado e que vai afetar a vida de nossos filhos, netos, bisnetos. Quer dizer: estamos diante de um terrorismo contra o meio ambiente, com os desenvolvimentistas, como o cidadão Blairo Maggi tentando tirar o máximo de proveito, extrair o máximo de recurso a curtíssimo prazo, sem respeitar as leis da natureza, a sua capacidade de regeneração e assimilação de dejetos. Isso além de terrorista é demoníaca (...)"
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Arno Hergenhader - Sapezal
"É governador, essa aí não colou de jeito nenhum. Nem a Veja ou a Globo conseguirão mudar o seu rótulo de desmatador da Amazônia. Como político, então, o senhor não ocupou o destaque que pensava. Pegue as suas ricas malas e suma de Mato Grosso."
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REPERCUSSÃO | 12/09/2009 - 10:30

Pagot agiu com total desprendimento, avalia Novacki

Romilson Dourado

   Ao avaliar o pedido de afastamento de Jayme Campos (DEM) do Senado por um período de 121 dias, fato que obrigou o primeiro-suplente, Luiz Antônio Pagot (PR), a renunciar ao cargo para continuar no comando do Dnit, o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, disse neste sábado (12) que o republicano teve um gesto de desprendimento. “Ele colocou os interesses de Mato Grosso acima dos seus interesses pessoais”, avaliou.

   Segundo Novacki, Pagot poderia ter assumido a cadeira de senador e deixado o Dnit. “Quero elogiar a atitude do Pagot, que agiu com desprendimento e demonstrou preocupação com o Estado. Ele poderia simplesmente ter assumido o cargo e deixado o Dnit”, sustentou.

Luiz Antônio Pagot (PR)    A renúncia de Pagot foi anunciada na última quarta (9), após uma reunião entre o governador Blairo Maggi e a executiva do PR. Antes da declaração formal do PR, Pagot discutiu o assunto com o presidente Lula (PT), com a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), com Maggi e com o próprio partido. Eles entenderam que seria melhor continuar à frente da autarquia, já que, no Senado, a atuação seria por apenas quatro meses.

   O ex-vice-governador e ex-deputado estadual Osvado Sobrinho (PTB), segundo suplente da coligação que elegeu Jayme, deixou a secretaria de Governo de Cuiabá para assumir a cadeira no Senado. No lugar dele, o prefeito Wilson Santos (PSDB) nomeou Moisés Dias – veja mais aqui.

   Na última quinta (10), em coletiva no Palácio Paiaguás, Maggi criticou não apenas o pedido de licença de Jayme, mas a atuação parlamentar do democrata. “O Jayme poderia ter tirado uma licença menor, foi proposital. Mas a decisão foi tomada e nós entendemos que em política é assim”, avaliou o governador – saiba mais aqui(Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 22/08/2009 - 12:06

Leitores têm posições divergentes sobre queda de Muniz

Romilson Dourado

   A decisão do ministro Joaquim Barbosa, do STF, de manter a cassação do deputado estadual Percival Muniz (PPS) provocou reações favoráveis e contrárias de vários leitores do RDNews. Alguns comentários postados à matéria "Muniz é cassado pelo STF; vaga na AL fica com Nataniel" saíram em defesa do parlamentar, enquanto outros disseram que "já vai tarde demais". Há aqueles que classificam a decisão monocrática do ministro de "manobra política para prejudicar o deputado, que aparece com elevado percentual de intenções de voto na última pesquisa do instituto Mark" feito em Rondonópolis.

   “Ta na cara as manobras. A decisão foi tomada no dia em que saiu a pesquisa em que Muniz é o melhor avaliado, mais que Blairo Maggi (PR) e Wilson Santos (PSDB). A inveja é um problema, deputado. Sorte nessa empreitada”, escreveu Carlos Oliveira. O primeiro suplente de vereador por Rondonópolis, Thiago Muniz (PPS), sobrinho de Percival Muniz, endossou o comentáio de Carlos Oliveira. “É o efeito de estar liderando as pesquisas para governador em Rondonópolis e crescendo em outros municípios. Fazer o que? Em política existem dessas coisas”, ironizou.

   De Rondonópolis, o leitor Gabriel Castro disse que informações de bastidores apontam que o ministro Joaquim Barbosa é historicamente ligado ao PT. Por sua vez, “o Percival ultimamente não tava muito ligado ao PT. Alguma coincidência? Hein, Serys?”.  Em favor da decisão de Joaquim Barbosa, o leitor Paulo da Silva, também de Rondonópolis, escreveu que a Justiça tarde e, às vezes, não falha. “Parabéns ao ministro Joaquim Barbosa. Existem outros que merecem muito mais essa vaga na AL. Então, abre alas aos suplentes sofredores”. (Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 12/08/2009 - 19:21

Guilhen assume OAB em MT após afastamento de Faiad

Romilson Dourado

   O advogado José Tadeu Guilhen assumiu a presidência da OAB em Mato Grosso nesta quarta (12) pela tarde. Ele substitui temporariamente Francisco Faiad, afastado por determinação do juiz da 1ª Vara Federal, Julier Sebastião da Silva, que acatou o mandado de segurança apresentado pelo advogado Fernando Henrique Ferreira Nogueira. 

   Guilhen endossou as críticas de Faiad à decisão proferida por Julier. “Há entendimentos de que apenas o Conselho Federal da OAB pode afastar o presidente da entidade regional”, alegou. Ele também sustentou que não havia necessidade do juiz ter julgado o mandado de segurança em caráter de urgência, num dia de plantão. “Essa decisão chegou de uma forma bastante questionável quanto à necessidade de se analisar esse pedido num dia de plantão”.

   Apesar de não concordar com as alegações do juiz, Guilhen disse que Faiad é um representante do judiciário e que, por isso, optou por cumprir a determinação. “Temos que acatar as liminares judiciais, embora haja indagações sobre a legalidade”. Ele reforçou que vai analisar o aspecto processual do despacho de Julier para somente então tomar as providências cabíveis. “Quero analisar todos os procedimentos para saber o que pode ser feito”. Em coletiva na sede da OAB, Faiad adiantou que vai ingressar com recurso no TRF da 1ª Região, além de representação contra Julier no Conselho Nacional de Justiça - saiba mais aqui.

   Guilhen já convocou todos os conselheiros estaduais e vitalícios da OAB de Mato Grosso para uma reunião nesta quinta (13), às 14h, na sede da entidade, em Cuiabá. Eles vão discutir as providências que serão tomadas contra a decisão proferida por Julier. O presidente do Conselho Federal da OAB, César Brito, já confirmou presença. (Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 04/08/2009 - 11:49

Conselheiro admite aposentadoria e pode ser candidato

Romilson Dourado

   O conselheiro do TCE, Alencar Soares Filho, disse ao RDNews nesta terça, por telefone, que não desmente e nem confirma a matéria de capa sob título "Alencar se aposenta no próximo mês; Sérgio vai para TCE". Se limitou a dizer que ainda não foi procurado por ninguém para tratar do assunto acerca de sua prematura aposentadoria do cargo vitalício. Em seguida, comentou, sob impacto da notícia que está gerando muita repercussão, principalmente na Grande Barra do Garças: "Assim que eu tomar alguma decisão vou procurar a imprensa". De todo modo, admitiu a hipótese de deixar em breve o Pleno do Tribunal de Contas do Estado.

   Alencar é de Barra do Garças. Começou na vida pública tendo como padrinho político o conselheiro Antônio Joaquim, hoje presidente do TCE, e o ex-governador Dante de Oliveira (já falecido). Exerceu dois mandatos de deputado estadual e disputou duas vezes a Prefeitura de Barra do Garças. Levou "surra" de votos nas duas tentativas. Alencar ainda alimenta o sonho de ser prefeito. “Eu sou conselheiro no momento e nunca escondi que sempre tive uma vontade de ser prefeito da minha cidade, mas isso agora não está em questão”, disse o ex-deputado.

    Acordão

    Apesar de negar, Alencar já fechou acordão com o deputado Sérgio Ricardo para este ocupar sua cadeira no TCE, já no próximo mês. A tendência é que Alencar siga o exemplo de Júlio Campos, que se aposentou prematuramente e voltou a concorrer cargo eletivo. No caso de Júlio, que já foi prefeito de Várzea Grande, deputado federal, senador e governador, o retorno não recebeu respaldo do eleitorado. No ano passado, ele foi derrotado à Prefeitura de Várzea Grande, justamente em sua principal base e onde havia começado a trajetória política.

   Nos bastidores, comenta-se que Alencar Soares, assim que deixar o TCE, tende a se filiar no PR para tentar cadeira de deputado estadual, com apoio do governador Blairo Maggi e do prefeito de Barra do Garças, Wanderlei Farias (PR). Essa seria uma estratégia para fritar pré-candidaturas de nomes da região do Araguaia, como do advogado Cândido Telles (PSB), do já deputado Adalto de Freitas(PMDB), do empresário Roberto Farias(PP) e so ex-prefeito Zózimo Chaparral (PC do B), que está com contas rejeitadas de 2007 pelo TCE e deve recorrer à Justiça para reverter a situação e ganhar elegibilidade à disputa de 2010. (Ronaldo Couto, de Barra do Garças)

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REPERCUSSÃO | 01/08/2009 - 11:12

Leitores divergem sobre aliança de tucanos com Jayme

Romilson Dourado

   A aliança entre o PSDB e o DEM no Estado, com promessa de levar para o mesmo palanque o senador Jayme Campos (DEM) e o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB), deve render mais polêmica durante o período eleitoral. A matéria postada pelo RDNews nesta sexta (31), que destaca a possibilidade de Santos se aliar aos democratas, motivou o leitor Wesley dos Santos, por exemplo, a relembrar as críticas ácidas feitas pelo tucano, à época em que era deputado estadual pelo PDT, ao governo Jayme Campos (91-94), do extinto PFF (hoje DEM). “Quero só ver na campanha, quando começar a tocar a música mexe-mexe, vai voar pena para todo lado”, ironizou Wesley.

  O leitor faz referência ao discurso de Santos, feito da tribuna da Assembleia em 94. À época, Jayme promovia uma badalada festa para comemorar os quatro anos de administração. Santos lembrou, então, da letra da música "Mexe-Mexe", de Leandro & Leonardo, com refrões, como "À meia-noite nada é proibido/ Mulher casada troca de marido/ O engraçadinho apaga a lampião/ E o amassa mamão fica mais divertido." Esse discurso do então rebelde Wilson Santos, batizado de "galinho" de briga, gera polêmica até hoje.

   Já o comentário do leitor Marcelo Lopes é favorável à aliança de Jayme com Santos, pelo fato do ex-governador ser mais conhecido nos demais municípios do Estado. “Tenho certeza de que Jayme reforça Wilson Santos no interior. Quem vai encarar, Pagot?”, indaga, em referência à virtual candidatura do diretor-geral do Dnit, Luis Antonio Pagot, ao Palácio Paiaguás.

Jayme Campos (DEM)   O sobrinho de Jayme, Júlio Campos Neto, também postou comentário e disse que a aliança entre o “DEM dos Campos e PSDB de Dante e companhia será determinante para a vitória da oposição em 2010”. Segundo Júlio Neto, Maggi cometeu “o grande equívoco ao deixar a mosca azul piscar os integrantes do seu governo. "Secretários que se acham os senhores da verdade, puxas-sacos que iludem e distorcem a visão do governador e a falta de tato com o povo, além de inúmeras denúncias de corrupção (...)". Na avaliação do filho do ex-governador, Santos e Júlio devem ter no palanque o presidente da Assembleia, deputado José Riva. Afirma até que uma eleição desse grupo "traria alegria ao povo mais humilde e trabalhador”.

   O leitor Joel Santana é veementemente conta a aliança, tece críticas a Santos e Jayme e defende a gestão Blairo Maggi. “São dois políticos incompetentes. Os Campos são totalmente ultrapassados e Wilson Santos nem sabe ser prefeito. Está totalmente perdido na administração da nossa Capital, que está prestes a sediar um grande evento mundial que é a Copa do Mundo. Cuiabá está abandonada. As poucas obras que aparecem por aqui são feitas com recursos do governo do Estado. Maggi, já estamos sentindo sua falta”, escreve Santana.

   Citando como exemplo a gestão FHC (1995-2002), que teve como principal aliado o DEM, o leitor Leopoldo Mendonça, vice-prefeito de Jaciara e filiado ao PSDB, sustenta que a união de Jayme com Santos é importante para o desenvolvimento do Estado. Ele cutuca os críticos à pré-candidatura de Jayme. “Certamente muitos que hoje atacam Jayme ajudaram ele a se eleger senador e, Maggi, governador. Ou seja, se Jayme se submetesse a apoiar o candidato do PR, ele seria bom, mas como decidiu seguir seu caminho, passa a ser ruim. Vamos ter coerência”, cobra. (Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 28/07/2009 - 09:45

Houve negligência por parte da prefeitura, diz Terezinha

Romilson Dourado

   A primeira-dama e secretária de Trabalho, Emprego e Cidadania, Terezinha Maggi, não poupou críticas ao prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), nesta terça (28), em entrevista ao programa Cidade Independente, da Rádio Cidade FM (94,3). Segundo ela, o tucano e a secretária de Assistência Social de Cuiabá, Celcita Pinheiro (DEM), foram negligentes com o gerenciamento dos recursos do programa federal Bolsa Família. “Houve negligência por parte da prefeitura. Ele (Wilson) disse que já fez um curso de gerenciamento, mas não parece. Depois, quando sai na rua, tem que levar pedrada mesmo”, disparou.

   Questionada sobre a amizade que mantém com Celcita, a primeira-dama respondeu que não mistura as relações sociais com trabalho. “Eu não misturo as coisas. Sou contra a gestão e a administração da prefeitura municipal. É um absurdo fazer trabalho com pessoas que não priorizam o social”, criticou. 

   A secretária também assinalou que houve má-vontade de Santos na assinatura do contrato entre a Prefeitura de Cuiabá e o governo do Estado para a construção de casas populares. “Não houve boa vontade de fazer a parceria. Ele (Wilson Santos) usou o fato de ser de um partido de oposição para não assinar o convênio. Ao todo, fizemos parceria com 139 municípios, Por que aqui (em Cuiabá) é diferente? O prefeito não fez porque não quis! Recursos existem”.

   Terezinha aproveitou para creditar ao governo do Estado a construção de um trecho da avenida dos Torres e a reforma da avenida Beira-Rio. “Quem fez a Avenida das Torres e a Beira-Rio? Foi o governo do Estado. Cadê a prefeitura?”, indagou. (Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 24/07/2009 - 11:11

Inquérito revela ameaças a testemunhas de fraudes na Câmara

Romilson Dourado

   O inquérito da Delegacia Fazendária que descobriu fraudes em licitações na Câmara de Vereadores de Cuiabá mostra que o grupo supostamente comandado pelo ex-presidente da Casa, Lutero Ponce (PMDB), atuou até o mês passado, poucos dias antes de deflagrada a operação Crepúsculo. Isso se deu principalmente através da coação de testemunhas e tentativa de manipulação de depoimentos.

   A atuação recente do grupo é apontada em pelo menos um depoimento, o do empresário Clailton Rocha Soares. Ele afirmou aos delegados ter sido procurado no dia 1 de junho por Hélio Hudson Ramos, apontado como o advogado responsável por articular empresas que participaram de licitações fraudadas na Câmara nos anos de 2007 e 2008.

   De acordo com o depoimento, Hélio lhe procurou no mês passado para entregar uma pasta contendo a documentação de uma empresa que foi aberta em seu nome. "A pasta continha documentos da C. R. Soares que foi criada para serviços de fotocópias que ele (Hélio) admitiu que nem foram prestados", relata.

   Segundo o empresário, Hélio lhe procurou para entregar a documentação e, ao saber que o Clailton havia sido convidado a depor da Delegacia Fazendária, pediu que informasse que tinha vencido uma licitação no valor de R$ 75,3 mil em 2008.

   O empresário relatou ainda que, desde o contato, passou a sofrer ameaças de desconhecidos, que lhe abordavam pelas ruas e pediam para assegurar perante os delegados fazendários que o serviço de fotocópia foi integralmente prestado à Câmara no ano passado. As revelações fazem parte do inquérito encaminhado à Justiça no último dia 17 e que A Gazeta teve acesso com exclusividade.

   O inquérito é parte da operação Crepúsculo, deflagrada pela Delegacia Fazendária no dia 29 passado, quando foram efetuados mandados de prisão, busca e apreensão. As investigações levaram ao indiciamento de 19 pessoas, incluindo o ex-presidente Lutero Ponce (PMDB), já que o grupo teria fraudado licitações que movimentaram R$ 7,5 milhões nos anos de 2007 e 2008. As fraudes foram detectadas depois que o atual presidente, Deucimar Silva (PP), apontou um rombo de R$ 3 milhões somente nas contas de 2008 e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou as contas de 2007 em votação polêmica.

   Revelações - Conforme A Gazeta revelou ontem, o inquérito mostra ainda que Lutero sonegou ao menos R$ 511 mil em impostos federais, nomeou servidores sem o consentimento deles para fraudar processos licitatórios e teria até pago parte da campanha com dinheiro público.

REPERCUSSÃO | 23/07/2009 - 15:27

Só Justiça pode julgar PMs presos por grilagem, diz Maggi

Romilson Dourado

   Vinte dias após a deflagração da Operação Pluma, em que seis policiais militares foram presos, dentre eles o ex-comandante-geral e coronel da reserva Adaildon Evaristo de Moraes Costa, o governador Blairo Maggi (PR) falou nesta quarta (22) pela primeira vez sobre o assunto. O republicano sustentou que tomou as devidas providências ao exonerar o coronel em maio de 2007 e que agora cabe à Justiça julgar se as denúncas procedem. “Está nas mãos da Justiça. Eles têm direito à ampla defesa e ao princípio do contraditório e a Justiça vai dizer se eles são culpados ou não”, afirmou, após o lançamento de 3,6 km de asfalto no distrito de Souza Lima, em Várzea Grande.

  O chefe do Executivo evitou tecer comentários sobre os relatos de testemunhas de que houve assassinatos na região atribuídos a militares e relacionados à disputa por terras. “Desconheço estas acusações. Não li os autos do processo, nem sei por quais acusações eles respondem”, ponderou. Maggi exonerou Adaildon em maio de 2007,  assim que tomou conhecimento das denúncias de abuso de autoridade e agressões durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de armas e drogas em três fazendas da região do Vale do Araguaia, em 7 de abril de 2007. 

   Durante a Operação Pluma, deflagrada em 3 de julho deste ano, seis policiais militares foram presos. Além de Adaildon, policiais federais prenderam o ex-comandante regional da PM de Sinop e Tangará da Serra, Elierson Metello, o sub-tenente Adalberto da Cunha de Oliveira, os capitães Robson Oliveira Curi e Antonio de Moura Neto, e o major Wlamir Luis da Gama Figueiredo.

   Segundo informações da Polícia Federal, eles faziam segurança privada de fazendas da região, desviavam recursos da PM, como alimentação e combustíveis, facilitavam o tráfico de drogas e retiravam à força, mediante violência física, grileiros das fazendas invadidas. (Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 21/07/2009 - 18:24

Deputado reforça as críticas de Jayme a republicanos

Romilson Dourado

   O deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) reforçou nesta terça (21) as críticas do senador Jayme Campos (DEM) às lideranças regionais do PR, em especial ao diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. Ele reclamou que os líderes republicanos nunca mencionam, em entrevistas, a pré-candidatura de Jayme à sucessão estadual. “É justa a reclamação do senador. Quer dizer que ele (Jayme) serviu por duas vezes para ajudar a eleger o governador e agora não serve mais como candidato?”, perguntou o parlamentar, ao fazer referência ao apoio do antigo PFL (hoje DEM) à eleição de Blairo Maggi pelo PPS em 2002 e, depois, à reeleição em 2006. Para o deputado, Jayme tem razão quando reage com críticas à postura de Pagot, inclusive chegando a comparar o diretor-geral do Dnit às peripécias de um macaco - confira aqui e aqui.

   Segundo Dal Bosco, os republicanos evitam citar a pré-candidatura de Jayme, mas fazem alusão às pré-candidaturas do PMDB, do vice-governador Silval Barbosa, e do PT. “O que nos aborrece em relação ao PR é que a gente vê eles citando a candidatura do PMDB, do PT e de outros partidos, mas em nenhum momento reconhecem a candidatura do Jayme. O Pagot é um deles, nunca citou a candidatura do DEM. A direção do PR deveria estar tomando cuidado”, avisou. Na bronca, o democrata cobrou dos republicanos uma definição em relação ao apoio a Jayme em 2010. “Ou define logo ou fala que a executiva nacional vai se pronunciar, se for esse o caso. Mas não custa reconhecer”.

    O deputado ponderou que, apesar das críticas, o DEM faz parte da base de sustentação do governo Maggi e as discussões em torno de candidaturas não influenciam no apoio à governabilidade. “O DEM assumiu o compromisso de atuar na manutenção da governabilidade e vamos continuar. A questão partidária é outra coisa”, observou. Na Assembleia, o DEM conta com quatro deputados: Dal Bosco, Gilmar Fabris, José Domingos e Wallace Guimarães. O PR é dono de seis cadeiras, ocupadas por João Malheiros, Mauro Savi, Wagner Ramos, Sérgio Ricardo, Sebastião Rezende e Jota Barreto. (Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 16/07/2009 - 11:23

Brito defende chefe do MP sobre licença-prêmio a DAS

Romilson Dourado

   O deputado Carlos Brito (PDT) saiu em defesa do procurador-geral de Justiça do Estado, Marcelo Ferra, na sessão da Assembleia desta quinta (16). Ferra liberou o pagamento de licença-prêmio a servidores nomeados por indicação, o que em tese seria proibido, conforme publicado pelo RDNews. Uma das beneficiadas foi a assessora especial Jorgina de Fátima Marcondes Guido, que ocupa cargo destinado exclusivamente a servidores comissionados. O salário dela é de aproximadamente R$ 7 mil.

   Da tribuna, o deputado pedetista leu a reportagem que foi capa do site-blog desta quarta e também trecho da resposta do próprio Ferra que foi publicado sobre a liberação do pagamento aos DAS - saiba mais aqui. O chefe do Ministério Público sustenta que a portaria assinada por ele, que estabelece o pagamento de licença-prêmio, está embasada na Lei Estadual 8.915, de 2008, que alterou a Lei 8.229, de 2004. Para Brito, a Nota de Esclarecimento assinada por Ferra esclarece os fatos. Desse modo, considera que não houve prática irregular.

   Segundo o chefe do MPE, a normativa garante que apenas os servidores da instituição, sejam efetivos ou comissionados, tenham acesso ao benefício, desde que o órgão tenha condições financeiras de propiciar a licença-prêmio. Também destacou a autonomia administrativa, que possui legislação própria para os servidores. O problema, porém, é que, numa "manobra" jurídica, outros funcionários comissionados, em situação similar, conseguiram ser amparados pelo decreto estadual 3.621, de 2004, que prevê 90 dias de licença aos efetivos a cada cinco anos de serviços ininterruptos. "O servidor de carreira ocupante de cargo em comissão ou função de confiança, quando em gozo de licença-prêmio, fará jus apenas à remuneração do cargo de carreira de que seja titular", estabelece o artigo 8º, numa referência à proibição do recebimento do benefício por comissionados. (Andréa Haddad)

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Veja no play a declaração de Brito em defesa de Ferra

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REPERCUSSÃO | 27/06/2009 - 09:47

Colunista alerta para falta de princípio ativo em remédios

Romilson Dourado

   O elevado índice de comercialização de remédios falsificados em Mato Grosso ainda repercute pelo país. A colunista da Folha de S. Paulo e coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, alerta, na edição do jornal deste sábado (27), que os medicamentos apreendidos nas farmácias de Mato Grosso, no ano passado, continham pouco ou nenhum princípio ativo (principal ingrediente para combater de fato as enfermidades a que os remédios eram destinados). Os produtos eram provenientes do Paraguai e da Bolívia.

   A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estima que 20% dos medicamentos vendidos no Brasil sejam pirateados, contrabandeados ou sem registro. O Ministério da Saúde tem uma cartilha com dicas sobre como evitar a compra inadvertida de um remédio falso. Conforme a colunista, comprar produtos sem nota fiscal já é uma atitude condenável por si só e, no caso de medicamentos, pode custar a saúde do comprador e até mesmo dos familiares. Se estiver sendo vendido por um valor muito abaixo da média, é provável que seja cópia ou um placebo.

  • Leia aqui a matéria na íntegra
REPERCUSSÃO | 27/04/2009 - 19:48

Farina leva calote e cobra R$ 75 mil do deputado petista

Romilson Dourado


Candidato a vice de Alexandre Cesar em 2004, médico Alencar Farina, emprestou dois cheques ao petista e, mesmo após diversas cobranças, até agora não conseguiu reaver o valor que chega a R$ 75 mil

   O candidato a vice-prefeito de Cuiabá na chapa encabeçada pelo petista Alexandre César em 2004 e hoje primeiro-suplente do PT na Câmara de Cuiabá, médico Alencar Farina (PT), disse nesta segunda (27) à noite, em entrevista ao RDNews, que levou calote de R$ 75 mil do correligionário. Convencido pelo então tesoureiro da campanha, Valdebran Pedilha, posteriormente preso ao tentar comprar um dossiê atacando candidatos tucanos, e pelo irmão de Alexandre, Antônio Humberto Cesar Filho, a pagar o débito com as bandas que animavam os comícios petistas na Baixada Cuiabana, Farina emprestou dois cheques. O primeiro, no valor de R$ 25 mil, foi entregue a Alexandre no final de julho de 2004 e, o outro, de R$ 50 mil, no início de agosto do mesmo ano. "Oficialmente, disseram que o dinheiro seria usado para pagar as bandas. Mas não sei se, de fato, isso aconteceu. O que posso dizer é que nunca recebi o dinheiro de volta", alegou.

   Farina disse que já cobrou pessoalmente tanto Alexandre quanto o presidente da executiva estadual do PT, deputado federal Carlos Abicalil. "Ambos sempre dizem que vão quitar o débito, mas o dinheiro nunca aparece", lamenta. Na próxima semana, Farina receberá cópias dos cheques entregues a Alexandre, a partir de microfilmagens feitas pelo banco. O médico pretende ingressar na Justiça para receber o valor do empréstimo. "Já solicitei as cópias e o banco vai entregar na semana que vem.  Quero saber se há alguma maneira de acioná-los (Alexandre e o diretório estadual do PT) judicialmente", explicou.

   Caixa 2

   Questionado sobre a prática de caixa 2 na campanha petista de 2004 - veja mais aqui -, Farina ponderou que nunca soube de irregularidades. "A única coisa que sei é que levei este calote, mas não tenho conhecimento se o dinheiro chegou a ser declarado à Justiça Eleitoral. Fiz um empréstimo pessoal e a prestação de contas ficava sob responsabilidade do Alexandre e da equipe dele. Nunca soube de caixa 2", disse. Candidato a vereador por Cuiabá em 2008, Farina teve uma votação expressiva. Ele ficou na primeira-suplência do PT, com 2.833 votos. (Andréa Haddad)

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REPERCUSSÃO | 01/04/2009 - 17:53

Maggi se cala após pressão de republicanos e aliados

Romilson Dourado

   Demonstrando descontentamento com a pressão feita por aliados para que defina logo se concorrerá mesmo ao Senado, o governador Blairo Maggi (PR) se recusou a falar nesta quarta (1º) sobre o cenário político no Estado. "Não vou comentar nada sobre política", repetiu sucessivas vezes, na abertura do XIV Katoomba Meeting Brasil 2009, realizado no Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá. Presidente de honra do PR nacional, Maggi ora admite concorrer ao Senado, ora analisa a possibilidade de assumir o Ministério dos Transportes e, não bastasse, cogita a hipótese de mudar para o exterior a fim de expandir os negócios do Grupo Amaggi, do qual é proprietário.

   A indecisão do governador tumultua as negociações entre as siglas da base de sustentação, ao ponto de correligionários exigirem audiência no Palácio Paiaguás para cobrar apoio ao projeto político da sigla para 2010 - saiba mais aqui. Acuado, ele se comprometeu a apoiar a pré-candidatura de um membro do PR ao governo do Estado, embora a sigla não conte com nomes de peso. O primeiro-secretário da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo, resolveu "dar uma força" ao correligionário e, diante da possibilidade do partido defender uma candidatura inexpressiva, lançou o próprio nome à corrida ao Paiaguás. "O partido tem lideranças expressivas, como o próprio deputado Sérgio Ricardo", disse o parlamentar, na terceira pessoa. "Sou um político de peso, já fui deputado por duas vezes, presidi a Assembleia, e meu nome sempre aparece nas pesquisas de intenção de voto", gabou-se - veja mais aqui. O curioso é que ele nunca assumiu publicamente tal postura com veemência. O estopim foi a audiência de Maggi com lideranças republicanas, que também criticam a interferência do secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki.

   Com semblante apático, Maggi chegou ao Centro de Eventos do Pantanal acompanhado do próprio Novacki e do presidente da AL, deputado José Riva (PP). Ambos evitaram responder perguntas sobre questões político-partidárias lançadas por jornalistas. Ele optou por se calar e evitar nova "chiadeira" de correligionários e membros das siglas aliadas. Isto porque o imbróglio no cenário político para 2010 gira em torno da disposição do governador em disputar as eleições. Nesse caso, Maggi teria que renunciar até abril do próximo ano, abrindo espaço para o vice Silval Barbosa (PMDB) assumir o Paiaguás e, assim, tentar a reeleição. Riva faria "dobradinha" com Maggi rumo ao Congresso Nacional.

   Com boa aprovação popular, Maggi seria um importante cabo eleitoral para qualquer candidato ao governo. Com ele, os republicanos também teriam maior "poder de barganha" nas negociações com partidos aliados. Por outro lado, caso desista da disputa, o governador deixaria a sigla sem opções, tanto na disputa ao Senado como ao governo. A disposição de Sérgio Ricardo parece ser meramente sintomática. O problema é que não empolga as lideranças que deixaram o PPS para seguir os passos de Maggi rumo no PR. (Andréa Haddad e Musmê Pecini)

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REPERCUSSÃO | 02/06/2008 - 16:35

Joaquim critica PEC que propõe fim de Tribunais

Romilson Dourado


Joaquim critica a PEC que acaba com os Tribunais de Contas
Foto: Ednilson Aguiar

  O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Antônio Joaquim, é contra a PEC-090/2007 que propõe a extinção dos órgãos fiscalizadores das contas públicas. A proposta é de autoria da senadora Serys Marli (PT).

  O conselheiro diz que a idéia é um “despautério” e que “esse tipo de proposta é por medo de fiscalização independente”. Sugere ainda que se o motivo para a extinção for pela forma de escolha do ministro ou dos conselheiros, então que seja alterada a constituição e aprove o ingresso por meio de concurso público.

  A PEC apresentada pela senadora mato-grossense propõe a extinção dos Tribunais de Contas e a criação de Auditorias de Contas que estariam ligadas às Casas Legislativas. Os cargos de ministros e conselheiros dos tribunais também seriam abolidos. A matéria motivou vários comentários - leia mais aqui.(Alline Marques)

  Eis, abaixo, a íntegra da nota do presidente do TCE:

  “É um grande despautério defender a extinção do Tribunal de Contas da União e dos Tribunais de Contas estaduais (TCEs) apenas porque se discorda da forma de escolha dos ministros e conselheiros. Se essa for a sincera e verdadeira motivação, basta mudar a Constituição Federal e aprovar o ingresso por meio de concurso público.
   Es
se tipo de proposta sugere outro motivo: medo de fiscalização independente e ou preocupação com a modernização dos Tribunais e a ação cada vez mais ampliada dos órgãos de Controle Externo, que gozam de plena autonomia política.
  A idéia de substituir os Tribunais por setores vinculados aos deputados e senadores é uma tentativa de copiar a experiência existente no Canadá. Mas os defensores dessa tese se esquecem que no Canadá o Parlamento cumpre papéis executivos, além de ter uma antiga tradição parlamentarista. Realidade, portanto, totalmente diferente do Brasil.
  A idéia de acabar com as Cortes de Contas está totalmente na contramão da história porque tanto os Tribunais quanto o Ministério Público são órgãos resultantes da modernização do aparelho estatal. O TCE e o MP têm autonomia, fiscalizam inclusive os três Poderes.
  Não se sabe, por exemplo, como ficaria a fiscalização dos deputados e senadores se o Controle Externo fosse transformado em um departamento do Congresso Nacional ou Assembléias Legislativas. Com certeza não existiria autonomia política.
  Os conselheiros dos TCEs e ministros do TCU são escolhidos da mesma forma que os ministros do Supremo Tribunal Federal, ou seja, de acordo com a Constituição Federal. Essa idéia de submissão em órgão autônomo por conta da escolha é totalmente equivocada. O ministro do STF, Joaquim Barbosa, que aceitou a denúncia contra os ‘mensaleiros’ do Governo do PT, foi indicado e nomeado pelo presidente Lula.
  É preciso colocar nessa discussão o fato de que muitos políticos têm medo de serem fiscalizados. À continuar essa tese, logo estarão defendendo a extinção dos órgãos do Ministério Público e a criação de departamentos vinculados a alguma secretaria do Poder Executivo”.
Antônio Joaquim
Presidente do TCE-MT

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REPERCUSSÃO | 22/05/2008 - 08:07

É cedo para comemorar pesquisa, avalia prefeito

Romilson Dourado

 O prefeito Wilson Santos, pré-candidato à reeleição pelo PSDB, disse que ainda é cedo para comemorar os números do instituto Mark que apontam-no com ligeira vantagem e, ao mesmo tempo, na condição de embate técnico com Walter Rabello (PP) - saiba mais aqui. "Já vivi vários momentos e, à medida que a população cuiabana vai tomando conhecimento das nossas ações, vamos tendo surpresas agradáveis", destacou o prefeito, por telefone. Ele está neste feriado de Corpus Christi em São Paulo. Acompanha o pai numa bateria de exames.

  Para o tucano, "o melhor está por vir". Afirma que Cuiabá passou a receber um conjunto de obras, como as do PAC do governo federal, e uma série de outros investimentos.  "Está havendo uma coincidência desses fatores". Adianta que na próxima quarta (28) começa o programa Reluz, com investimentos de R$ 23 milhões, quando serão colocadas 3 mil lâmpadas, o que trará maior segurança nos bairros, e inicia as obras de construção da policlínica do Pedra 90 e as execuções dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento.

   "Chegamos no melhor momento, que é o da colheita. E a pesquisa mostra isso. A Mark é o terceiro instituto que já nos aponta na frente. Percebo que os dados mostram a percepção da população sobre a gestão". Apesar do otimismo, Santos afirma que analisa os números com cautela e humildade por entender que será uma eleição de dois turnos. "A população sabe que Cuiabá está indo no rumo certo e não vai permitir aventuras".

   Efeito Mendes

   Perguntado se está preocupado com a decisão do empresário Mauro Mendes (PR) em anunciar pré-candidatura a prefeito, Wilson Santos pondera que não menospreza nenhum adversário. "Cuiabá vai ter eleição difícil. Acho que terá de 5 a 8 candidaturas majoritárias, incluindo o Psol e o PV, que tem o Arquimedes Pereira Lima, um jovem talentoso e com qualidade. Então, não acho que haverá polarização".

   Para o prefeito tucano, ainda é cedo para dizer quem estará no segundo turno. "Eu próprio não me sinto 100% seguro. É cedo. Os candidatos vão ter oportunidade de mostrar suas histórias, propostas e projetos", destaca Santos, eleito em 2004 no segundo turno num embate inédito com o petista Alexandre Cesar.

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REPERCUSSÃO | 09/05/2008 - 21:05

Sachetti questiona pesquisa e diz ter aprovação

Romilson Dourado

Mark apurou que, se as eleições fossem hoje, o prefeito levaria "surra de votos" de Pátio

O prefeito rondonopolitano Adilton Sachetti (PR), pré-candidato à reeleição, diz que os números da pesquisa Mark revelados nos últimos dias dias 26 e 27 não retratam a realidade. De acordo com o instituto, o deputado estadual Zé do Pátio (PMDB) daria uma "surra" no republicano se as eleições fossem hoje. Na amostragem estimulada, por exemplo, o peemedebista aparece em primeiro com 56,8% das intenções de votos, enquanto Sachetti detém 24,3% - leia mais aqui. O percentual de rejeição do prefeito alcança a 38,2%. Já Pátio teve seu nome rejeitado por 9% dos entrevistados - veja aqui.

    Sachetti afirma que tem em mãos uma pesquisa não-oficial que mostra 70% da aprovação de sua gestão. Ele também comparou a pesquisa Mark com outra feita a pedido de um jornal local. “Olho essas pesquisas e entendo que alguma avaliação não está batendo”, diz o aliado do governador Blairo Maggi.

   Quanto ao índice de rejeição, Sachetti disse que é possível revertê-la durante a campanha eleitoral. “Quando a campanha política começar tudo pode mudar. Os debates e a campanha vão trazer muita ação à tona”, disse. Ele acredita que as críticas a seu governo ocorrem por estar no exercício do mandato. “A função me traz um ônus. Isso é natural”, declara. O gestor considera que em três anos e quatro meses de mandato foram feitas muitas ações estruturais em Rondonópolis e que muita coisa precisa ser feita. Cita, entre os projetos executados, a ampliação de galerias de águas pluviais. (Simone Alves)

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REPERCUSSÃO | 24/04/2008 - 10:00

Operação Madona ganha destaque nacional

Romilson Dourado

  A prisão nesta quarta de empresários mato-grossenses do ramo de combustível promovida pelo Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) ganhou repercussão nacional. Nove pessoas foram presas durante a Operação Madona, entre elas o presidente do Sindipetroleo, Fernando Chaparro, dono de um posto e ex-gerente de factorings de João Arcanjo Ribeiro, e Nilson Teixeira. Também foram detidos Daniel Locatelli, Bruno Borges, Marco Roseano da Silva, Nilson Teixeira, Paulo Roberto da Costa Passos, Gercio Marcelino Mendonça Júnior e o advogado Waldir Chechet Júnior. 

  Confira abaixo a matéria no Jornal da Globo

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