Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:47 h

RUMO A 2010 | 04/12/2009 - 16:41

Leôncio é rejeitado pelo DEM como pré-candidato a federal

Romilson Dourado

  O presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro, irmão do ex-senador Jonas Pinheiro (já falecido), insiste no projeto de pré-candidatura a deputado federal, mas não encontra respaldo nem mesmo no seu partido, o Democratas. Um dos que se opõem à proposta é o ex-governador e ex-senador Júlio Campos, que está de olho numa das 8 cadeiras à Câmara dos Deputados reservada à bancada mato-grossense. Júlio já foi federal nos anos 80 e agora sonha com a volta ao cargo.

   Leôncio, que perdeu respaldo do Palácio Paiaguás e pode "cair" até o final deste mês, afirma que "a política está no sangue da família” e que seu desejo é de ser candidato em 2010. Uso como discurso a necessidade de assumir o espólio do irmão Jonas, que faleceu no ano passado. "Quero continuar o trabalho deixado pelo meu irmão em prol das políticas públicas de fortalecimento do sistema de pesquisa e extensão rural em Mato Grosso". Ele preside a Empaer desde 2007. Sua gestão é tida como capenga. Enfrenta resistência dos próprios servidores. Questionado sobre o assunto, Leôncio afirma que tem contribuído para melhoria da empresa que, segundo ele, esteve num processo de "desmonte total".

   Sem dar bola para a torcida do contra, ele classifica sua gestão como boa. E aponta que encontrou uma Empaer em 2007 bem diferente daquela que deixou na década de 90, quando foi presidente pela primeira vez. “O órgão que assumi não tinha mais sede própria e menos servidores do que o quadro original. Então, desde que entrei caminho numa linha de reconstrução. Este trabalho, acredito, deve deixar a Empaer com 60% a 70% da capacidade que tinha antes”.

   Leôncio não aponta o governo Maggi como sendo o culpado pelo sucateamento da empresa, mas sim a gestão Dante de Oliveira. Para ele, não adianta pensar nos culpados. "É preciso semear politicamente a Empaer para colher bons frutos em prol da extensão rural em 2010, que já começaram a ser colhidos em 2009".

      As sementes a que se refere são, segundo ele, traduzidas em convênio de R$ 7,5 milhões com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que serão utilizados para serviços de extensão rural, atividades de boas práticas agrícolas e aquisição de equipamentos e ainda a negociação do vice-governador Silval Barbosa (PMDB) com o governo federal para liberar recursos para a sede própria da Empaer. Estão programados, segundo ele, R$ 5 milhões. Há também um convênio, já assinado, com o Incra de R$ 11,3 milhões para atividades de assessoria técnica, social e ambiental voltadas ao chamado Território da Cidadania, que compreende o baixo Araguaia e o Portal Amazônia. Ao todo serão envolvidos 70 profissionais nesses projetos que atenderão a 9 mil famílias de assentados do Incra. (Adriana Nascimento)

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RUMO A 2010 | 02/12/2009 - 13:55

Pedetista reforça nomes de Pivetta à disputa majoritária

Romilson Dourado

  O presidente municipal do PDT, vereador Toninho de Souza, diz que o partido não pode vir de reboque em 2010 e defende a candidatura do presidente estadual da sigla, deputado Otaviano Pivetta, ao Palácio Paiaguás. Ele pondera que Pivetta ainda não se posicionou oficialmente sobre a questão. Nos bastidores, o deputado teria admitido disputar o Senado ou ao governo. Teria dito a correligionários que não tem interesse em disputar a reeleição, nem a vaga de deputado federal. Esta não é a primeira vez que Pivetta se movimenta nos bastidores para tentar viabilizar candidatura majoritária. Em 2006 ensaiou disputa à senatória, mas acabou recuando antes mesmo das convenções. A expectativa em torno do nome dele é grande e no final de novembro deste ano, durante uma reunião, membros do PDT chegaram a lançar o nome de Pivetta – veja aqui.

   “Enquanto não tiver uma posição oficial dele, continuo defendendo sua candidatura ao governo”, reforça Toninho, que é um dos pré-candidatos a uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa. O pedetista avalia que o partido precisa garantir o seu espaço dentro do cenário político mato-grossense. Admite que o PDT possa apoiar a candidatura de Mauro Mendes (PSB) ao governo em 2010. “Pode ser o Mauro, pode ser o Pivetta. Nada será definido antes de abril de 2010. Por enquanto, o que existe são especulações”, pondera.

  O vereador defende alianças com PSB, PDT, PC do B, PV, PPS e PMN. Perguntado se o PDT tem mais afinidade com o grupo liderado pelo PSDB e DEM ou com PR, PMDB e PT, o presidente municipal da sigla desconversa. “Isso eu não sei dizer”. Em Cuiabá a sigla integra o bloco que dá sustentação ao prefeito Wilson Santos (PSDB). Por outro lado, também é tida como aliada do governo Blairo Maggi (PR). (Patrícia Sanches)

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RUMO A 2010 | 01/12/2009 - 11:08

Taques deixa MPF em fevereiro para concorrer ao Senado

Romilson Dourado

   O projeto de candidatura ao Senado do procurador da República José Pedro Taques é mesmo um caminho sem volta. Ele revelou nesta terça, 1º de dezembro, em entrevista ao RDNews, que não está escolhendo adversários e que já decidiu que "em 2010 vai querer ser mais útil à sociedade mato-grossense". Taques não confirma oficialmente mas, segundo fontes, ele deve deixar os quadros do Ministério Público Federal já em fevereiro (daqui a 3 meses) para arriscar o teste das urnas como candidato a senador.


Após 15 anos no MPF, Pedro Taques está disposto a deixar cargo vitalício e encarar o teste das urnas

   Taques está no MPF há 15 anos. Ganha mais de R$ 20 mil mensais. Atuou em Cuiabá por vários anos e, entre 2002 e 2005, marcou posição na luta intransigente contra corrupção e outros crimes. Denunciou figuras políticas e empresariais, como João Arcanjo Ribeiro, que comandava o crime organizado no Estado e que hoje está preso, e a Mesa Diretora da Assembleia, sob o deputado José Riva e o ex-parlamentar Humberto Bosaipo, hoje conselheiro do Tribunal de Contas. Taques atua em São Paulo, mas reside na capital mato-grossense.

   Perguntado se será mesmo candidato à senatória, disse que está avaliando o projeto e adiantou que não é daqueles que escolhem ou se preocupam com adversários. "Eu já decidi que em 2010 vou querer ser mais útil à sociedade mato-grossense e, se para ser mais útil, eu tiver de ser candidato, vou ser. Não me preocupo com nomes (adversários). Pode ser Wilson Santos, Carlos Abicalil, Blairo Maggi ou o papa", ponderou. Por força do cargo, Taques tem, de um lado, a prerrogativa de poder escolher partido e lançar candidatura até 4 de abril, seis meses antes das eleições gerais. De outro, precisa se desvincular de vez do cargo de procurador da República.

   Ele está escolhendo um caminho inverso daquele que geralmente almeja a maioria dos caciques políticos, que é de assumir cargo vitalício como, por exemplo, de conselheiro do Tribunal de Contas. Taques está determinado a renunciar esse posto para exercer cargo eletivo. "Eu vejo que o cidadão tem de ser útil à sociedade e, para mim, dinheiro não é tudo. Não quero dizer, com isso, que dinheiro não é importante e necessário. Sou servidor público e dinheiro não está em primeiro lugar", enfatiza.

   Taques observa que, se consolidar o projeto ao Senado, vai colocar o seu trabalho para julgamento do povo. "Na democracia, todos devem ter participação político-partidária. Se o corrupto, o ladrão do dinheiro público e o estuprador tem esse direito, porque eu também não devo tê-lo?". Quanto ao partido que optará, Taques prefere não adiantar. Nos bastidores, as informações são de que ele estaria "namorando" o PDT e o PV.

  Há quatro anos Taques vem ministrando palestras. Ele integra uma rede com aulas on line em 390 pontos do país, incluindo 15 em Mato Grosso. Tem usado a estratégia das palestras nos finais de semana para visitar municípios e se reunir com representantes de diferentes segmentos da sociedade. É a partir daí, que o procurador da República tem procurado ganhar visibilidade eleitoral, difundindo seu nome. Ele se mostra empolgado com apoio de lideranças de vários partidos, como PMDB, PP, PT e PR. (Romilson Dourado)

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RUMO A 2010 | 01/12/2009 - 07:56

Santos mira para disputa ao Senado; Jayme, ao governo

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski
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Com problemas de gestão, prefeito tucano Wilson Santos quer mudar de rota política e encarar Senado

  Membros da Executiva regional do PSDB afirmam que Wilson Santos sinaliza para recuo da pré-candidatura a governador para concorrer ao Senado. O prefeito de Cuiabá se vê "enrolado" com problemas administrativos que vêm trazendo desgaste a sua imagem, como as empacadas obras do PAC e a crise na saúde pública que despencou para o caos devido a conflitos com a classe médica e servidores. Outras senhas que indicam mudança de rota política do tucano são a despreocupação sobre busca de alianças políticas e a fuga de despesas nas visitas e encontros nos municípios. Santos não gasta um centavo. Viaja sob patrocínio de simpatizantes e de pré-candidatos proporcionais. De todo modo, ele decidiu que vai mesmo renunciar ao mandato daqui a cinco meses para encarar o teste das urnas. Avalia agora se será mesmo ao governo ou ao Senado.

   No fundo, Santos vislumbra o Senado por entender que o respingo negativo de sua administração seria menor durante o processo eleitoral. Sairia do foco central, já que a briga maior acaba ficando com os candidatos a governador. Assim, não teria de passar a campanha explicando o porquê do não cumprimento de promessas, como a conclusão das avenidas das Torres e do rodoanel, das obras de R$ 238 milhões custeadas quase tudo pelo Programa de Aceleração do Crescimento e do caos na saúde. Além do mais, seu perfil é mais para o Legislativo. Já foi vereador, deputado estadual e federal.

   Se optar mesmo pelo Senado, Santos terá como principal adversário o governador Blairo Maggi (PR). Vão estar em jogo duas vagas, com vencimento dos mandatos de Serys Marly Slhessarenko (PT) e de Gilberto Goellner (DEM), que virou senador com a morte de Jonas Pinheiro. Outros nomes, por enquanto, estão apenas ensaiando. Muitos apostam que, no fritar dos ovos, o procurador da República Pedro Taques não terá tanto despreendimento ao ponto de abandonar a carreira de membro do Ministério Público para poder definir partido e candidatura até 4 de abril. Taques está em pré-campanha ao Senado. A leitura do tucanato é de que hoje o cenário majoritário é mais positivo para Wilson Santos se este optar pela corrida a senador. 

   Na conversa com os irmãos democratas Jayme e Júlio Campos, nesta segunda à noite, o prefeito cuiabano reconheceu que os problemas administrativos levaram-no a cair nas pesquisas de intenção de voto, ao ponto de não ser mais o primeiro colocado na Capital, conforme constatado na amostragem interna. Perdeu espaço na corrida ao Palácio Paiaguás para o empresário Mauro Mendes (PSB), derrotado pelo próprio tucano em 2008. Santos ainda não assume publicamente mas, nos bastidores, está determinado a apoiar o ex-adversário, senador Jayme Campos, para o Paiaguás, numa dobradinha DEM-PSDB. Especula-se que, nessa composição, o vice seria o ex-prefeito de Rondonópolis e ex-governador Rogério Salles (PSDB).

(9h) - Tucano nega projeto à senatória e diz que só vai ao governo ou continua prefeito

   Wilson Santos garantiu nesta terça, em entrevista ao RDNews, que a informação de que tende a concorrer ao Senado é mera especulação. "Essa possibilidade (de disputa ao Senado) é zero, zero, zero", garantiu o prefeito de Cuiabá. Segundo ele, só há uma possibilidade, a de concorrer ao governo do Estado, numa aliança entre PSDB , DEM e PTB. Se esse projeto não for possível, garante Wilson Santos, continuará à frente do Palácio Alencastro até o final da gestão, em dezembro de 2012.

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RUMO A 2010 | 29/11/2009 - 22:34

5 dos 24 deputados estaduais não concorrem à reeleição

Romilson Dourado

    Dos 24 deputados estaduais, somente cinco não devem concorrer à reeleição em 2010: Otaviano Pivetta (PDT), Percival Muniz (PPS), Antonio Brito (PMDB), Mauro Savi (PR) e Ságuas Moraes (PT), que está licenciado para exercer o cargo de secretário de Estado de Educação. Ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e empresário do agronegócio, Pivetta se mostra ora desestimulado da vida pública, ora disposto a encarar candidatura majoritária. Aos aliados ele já adiantou que ou será candidato a senador ou governador ou ficará de fora do teste das urnas. A Executiva regional do PDT comandada pelo próprio Pivetta resolveu dar autonomia a ele para buscar alianças políticas e empurrá-lo à corrida eleitoral.

   Muniz é outra incógnita. Faz barulho com seu mandato de deputado, após a experiência de ter sido federal constituinte e prefeito de Rondonópolis por dois mandatos. Ele não tem reconstruído bases visando o pleito do próximo ano, sinal de que deve mesmo se dedicar inteiramente à atividade de pecuarista. O evangélico Antonio Brito, então suplente e hoje parlamentar graças à renúncia na Assembleia do hoje prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio, já jogou a toalha. Brito percebeu as dificuldades que teria para se reeleger diante da exigência de um coeficiente eleitoral superior a 60 mil votos.

   Já o ex-vereador por Sorriso e deputado de segundo mandato Mauro Savi, líder do governo Blairo Maggi na AL, sonha com uma das oito cadeiras de deputado federal, assim como o licenciado Ságuas, secretário de Educação. Savi quer seguir o exemplo dos ex-estaduais Eliene Lima e Chico Daltro, que não arriscaram o projeto da reeleição e apostaram tudo na corrida à Câmara. Numa campanha "colada" em José Riva, presidente da Assembleia é que se reelegeu com 82.799 votos no pleito de 2006, Eliene garantiu cadeira de federal com 65.855 votos. Já Daltro ficou na primeira suplência, com 49.949 votos. Ex-prefeito de Juína, Ságuas trabalha projeto à Câmara, enquanto o então suplente e hoje em sua vaga na AL, Alexandre Cesar, vai tentar se eleger desta vez, assim como os demais estaduais.

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RUMO A 2010 | 29/11/2009 - 12:06

PR quer PMDB na proporcional e aposta na eleição de 10

Romilson Dourado

   A direção estadual do PR, sob orientação do governador Blairo Maggi, não vê outra alternativa senão fechar composição com o PMDB do pré-candidato ao Palácio Paiaguás Silval Barbosa, mas, mesmo assim, começa a fazer algumas exigências. Propõe que os dois partidos fechem também aliança proporcional, principalmente para deputado estadual. Assim, acha possível conquistar mais de sete cadeiras na Assembleia. No fundo, PR e PMDB querem seguir o exemplo de PFL e PPS que garantiram nas urnas de 2006 nada menos que 10 vagas no Legislativo mato-grossense.

   Um dos defensores dessa composição proporcional PR-PMDB é o deputado Sérgio Ricardo, que busca o terceiro mandato. Ele até excede em otimismo. Afirma que o bloco deve garantir 10 vagas. "Seria uma chapa muito forte, com candidatos que tradicionalmente têm votação expressiva", destaca o parlamentar. Ex-PMN, ex-PFL (hoje DEM), ex-PPS e hoje no Partido da República, Sérgio lembra que foi um dos que defenderam a composição PFL/PPS em 2006, dentro de um acordo que está sendo cumprido até hoje de dois suplentes exercerem mandato continuamente.

    Em meio às conjecturas e simulações de votos, PR e PMDB apresentam nomes que, segundo a cúpula, reúnem chances reais de eleição para deputado estadual. Na legenda republicana, aparecem como favoritos o próprio Sérgio e outros deputados da bancada, como João Malheiros, Wagner Ramos e Sebastião Rezende. De "novatos" entram na lista o ex-prefeito de Itiquira, empresário e produtor rural Ondanir Bortolini, o Nininho, e o prefeito de segundo mandato de Sapezal César Maggi. O ex-deputado Emanuel Pinheiro corre por fora.

   Do PMDB, os principais nomes na corrida à Assembleia são da ex-deputada federal Teté Bezerra e dos já deputados Adalto de Freitas, o Daltinho, da Grande Barra do Garças, e de Nilson Santos, de Colíder (Nortão).

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RUMO A 2010 | 29/11/2009 - 11:02

PMDB tem Silval, mas pode haver reviravolta, diz Wallace

Romilson Dourado

  O deputado estadual Wallace Guimarães acaba se chegar no PMDB, após enfrentar divergências no ex-partido, o DEM, e já observa que, apesar da agremiação peemedebista ter definido o nome de Silval Barbosa para concorrer a governador no próximo ano, o seu novo partido está aberto para debates dentro do arco de alianças. “Silval é o candidato do PMDB, mas tudo isso precisa ser bem debatido com os partidos aliados”, pondera Wallace. Ele insinua que Silval pode abrir mão do projeto majoritário em detrimento do presidente da Fiemt, empresário Mauro Mendes, que saiu do PR e migrou para o PSB.

   Segundo Wallace, o PMDB não tem restrição a nenhum partido e lideranças. Destaca que a vinda do PSB para o arco de alianças e, consequentemente, de Mauro Mendes, também tido como pré-candidato ao governo, será positiva. “Ele (Mendes) será bem-vindo. Tem todo o direito de querer ser candidato. O do PMDB é o Silval, mas as coisas podem mudar dentro do arco de alianças”, observa Wallace, pré-candidato à reeleição e que enfrenta processo de cassação por infidelidade partidária. (Patrícia Sanches)

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RUMO A 2010 | 29/11/2009 - 10:50

Dilceu, Trentini e Goellner brigam para ser vice de Santos

Romilson Dourado

  Três democratas disputam, nos bastidores, a indicação para vice-governador numa eventual composição com o PSDB e caso o "cabeça de chapa" venha a ser o prefeito cuiabano Wilson Santos. O deputado estadual Dilceu Dal Bosco, o senador Gilberto Goellner e o prefeito de Alto Garças Roland Trentini já foram listados pela cúpula do DEM para concorrer a vice. Por enquanto, os dois partidos estão se articulando em meio a conjecturas. Não sabem ainda se a aliança, que já está consolidada em âmbito nacional, se confirmará no Estado.

    O deputado José Domingos, que já foi lembrado também como opção para vice, mas que buscará a reeleição, confirma a articulação dos três nomes para composição de chapa majoritária. “Sou soldado do partido, mas já disse que pretendo disputar a reeleição. Dal Bosco, Trentini e Goellner discutem quem pode ser o vice caso o Jayme não dispute o governo”, revela o deputado, ao lembrar que o senador Jayme Campos é uma das apostas do DEM para a disputa ao Palácio Paiaguás.

     Trentini é um dos maiores produtores rurais. Seu nome seria uma forma de, estrategicamente, o grupo atrair segmentos do agronegócio, além de representar a região Sul numa chapa que teria Santos como representante da Baixada Cuiabana. O senador Goellner, que se efetivou no cargo no lugar de Jonas Pinheiro (já falecido), também é do Sul e ligado ao agronegócio. Já Dal Bosco entra no páreo por ser de Sinop, cidade-pólo do Nortão. Ele seria espécie de contraponto do grupo à candidatura a governador do peemedebista Silval Barbosa, que tem apoio da turma da botina, no poder estadual desde 2003.

   Ex-prefeito de três mandatos de Sorriso, José Domingos tem preferência pessoal para chapa majoritária. “Eu defendo que Dilceu seja vice porque representa o Nortão. Ele é da minha região e poderá contrapor Silval Barbosa (PMDB)”, avalia o deputado. A torcida de Domingos tem outro objetivo: tirar Dal Bosco do seu caminho e da concorrência interna, já que este é pré-candidato à reeleição.

    José Domingos pondera que, por enquanto, o senador licenciado Jayme Campos mantém firme o projeto de candidatura a governador. “Ele (Jayme) tem transmitido a nós que é candidato. Jayme agrega muitos partidos políticos e é muito conhecido”. O deputado lembra que existe acordo entre Jayme e Santos sobre quem estiver melhor nas pesquisas de intenção de voto a partir do próximo ano vir a ser o candidato do grupo. “A gente vai respeitar isso. Vamos definir o candidato após saber quem tem mais chances”. Para José Domingos, Jayme é um agregador, mas Santos levaria vantagem no quesito visibilidade, já que é prefeito da Capital.

  Perguntado sobre como fica o Democratas em relação ao governo Blairo Maggi (PR), de quem diz ser aliado já há sete anos, Domingos ponderou que o discurso será manter e ampliar o que está dando certo e melhorar os pontos que são necessários. “Eu acho que a população vai entender a nossa mudança de alianças”, ressalta. Ainda segundo ele, uma continuidade na aliança com o PR se torna inviável por causa do PT. “Apesar de não termos a verticalização, ficaria muito difícil ter Dilma Rousseff e José Serra no mesmo palanque”, avalia. Serra e Dilma são pré-candidatos à Presidência da República. Além disso, Domingos Fraga destaca que o DEM cansou de ser coadjuvante e que agora luta para ser cabeça de chapa. (Patrícia Sanches)

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RUMO A 2010 | 28/11/2009 - 10:27

Silval e Santos ficam em Cuiabá; Jayme e Mendes viajam

Romilson Dourado

   O pré-candidato do PMDB à sucessão de Blairo Maggi (PR) no comando do Palácio Paiaguás, vice-governador Silval Barbosa, vem concentrando esforços para popularizar seu nome na Baixada Cuiabana. O peemedebista ainda é desconhecido por boa parte do eleitorado da região. Ex-prefeito de Matupá em duas ocasiões, Silval possui base eleitoral no Nortão, mas neste final de semana deverá se reunir com representantes de entidades, como a Associação dos Construtores, com sede na Capital.   

   Nesta sexta (27), ao lado de Maggi, o peemedebista discursou na inauguração do trecho de 40 quilômetros da rodovia MT-010, que liga Acorizal a Rosário Oeste, batizada Ary Leite de Campos e conhecida como “Rodovia da Vida”. “Nosso governo se diferencia dos demais pelo trabalho que vem sendo desenvolvido para interligar e integrar Mato Grosso de ponta a ponta, investimento que se traduz em mais oportunidades para a população e na redução das desigualdades regionais”.

   O principal adversário de Silval até o momento na empreitada rumo ao governo do Estado em 2010, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), também pretende passar o final de semana na Capital. Neste sábado (28) à tarde, ele participa do treino da equipe Irmãos Portugal, pela qual disputa o 1º Bengalão, campeonato de futebol sênior da Prefeitura de Cuiabá.

   Já o senador licenciado Jayme Campos (DEM), que deve estar na mesma coligação dos tucanos em 2010, participa de um encontro partidário em Rio Branco. O evento deve contar com a presença de representantes do partido de 11 municípios. O presidente estadual do partido, Oscar Ribeiro, acompanha Jayme nos eventos. Deputados da bancada na Assembleia Legislativa também devem marcar presença nos atos políticos. Nesta sexta (27), Jayme coordenou o encontro ampliado do DEM em Araputanga.

   O empresário Mauro Mendes (PSB), apesar de não assumir publicamente a pretensão de concorrer ao governo, participa neste final de semana de seminários do partido em Lucas do Rio Verde e Sorriso. (Andréa Haddad) 

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RUMO A 2010 | 27/11/2009 - 20:06

Maggi desafia qualquer comparação com o governo Dante

Romilson Dourado

Patrícia Sanches
Enviada Especial a Rosário Oeste

   As eleições acontecem só em 2010, mas o clima de disputa e comparações começa a aflorar. O governador Blairo Maggi (PR), por exemplo, desafiou os tucanos a fazerem uma comparação entre o seu governo e o de Dante de Oliveira (1995/2002). “Estou preparado para comparar área por área. Tenho convicção que não perderemos em nenhuma”, disse Maggi, ao ser perguntado se teme possíveis comparações entre a sua administração e a de Dante. A tendência é que hajam duros embates entre o grupo liderado pelo prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB), e o senador licenciado Jayme Campos (DEM), ambos pré-candidatos ao governo em 2010.

  Os principais questionamentos devem ser feitos com base nos investimentos na área social, saúde e educação, sob a primeira-dama Terezinha Maggi, Augustinho Moro e Ságuas Moraes, respectivamente. “Tenho convicção de que fizemos mais em todos os setores e não tenho medo de comparações”

  Apesar de se mostrar pronto para os debates o republicano pondera que só foi possível fazer tanto porque a arrecadação do Estado aumentou. “Não digo que não fizeram porque não quiseram. Hoje a realidade de Mato Grosso é outra, mas estou pronto para comparar ponto a ponto”, ponderou Maggi, durante a inauguração da pavimentação asfáltica de um trecho de 40 quilômetros entre Acorizal e Rosário Oeste. Foram investidos 20 milhões.

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RUMO A 2010 | 27/11/2009 - 19:38

Fagundes vê disputa "polarizada" entre Santos e Silval

Romilson Dourado

Patrícia Sanches
Enviada Especial a Rosário Oeste


Deputado Wellington Fagundes, na inauguração de pavimentação asfáltica da MT- 010, em Rosário Oeste
Foto: Patrícia Sanches

   O presidente regional do PR, deputado federal Wellington Fagundes, revelou que uma pesquisa quantitativa realizada pelos republicanos em todo Estado aponta a existência de uma disputa polarizada entre Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB) em um possível embate pelo governo do Estado em 2010. Segundo ele, o peemedebista é pouco conhecido na Baixada Cuiabana e precisa trabalhar a questão urgentemente. Por outro lado, ressalta que Silval não tem rejeição e que isso deve facilitar a sua ascensão nas pesquisas. “Wilson tem mais rejeição e tem caído nas intenções de votos. Já Silval só não é conhecido, por isso, acredito que se trabalharmos forte ele crescerá”, avalia o republicano.

   Ainda segundo o deputado, o fato de Silval assumir o governo em 2010 vai ser essencial para que seu nome avance. “Ele vai ter mais visibilidade e acredito que seis meses serão suficientes para ser conhecido em todo o Estado”. Fagundes se mostrou animado com os resultados e disse que em Rondonópolis, por exemplo, Silval e Wilson Santos estão praticamente empatados. Perguntado sobre o senador licenciado Jayme Campos (DEM), que também ensaia candidatura ao governo, Fagundes diz que ele é extremamente conhecido em Mato Grosso e que isso pode ser visto na pesquisa. Jayme e Santos fizeram um “acordo” e percorrem todo o Estado para fazer campanha. Em dezembro definirão qual dos dois será candidato ao Palácio Paiaguás.

  Ao ser perguntado sobre a possibilidade de Mauro Mendes (PSB) integrar a aliança com o PR , Fagundes foi cauteloso. Disse que essa possibilidade existe, mas que tudo dependerá de muitos fatores. “Se Ciro Gomes resolver mesmo ser candidato à presidência da República, provavelmente Mendes será candidato ao governo. Muita coisa pode acontecer”, ressalta Wellington. Para ele, por exemplo, se em vez de José Serra, o PSDB lançar Aécio Neves, existe maior possibilidade do PP, PR e PTB fazerem parte da aliança que já existe entre tucanos e democratas.   

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RUMO A 2010 | 27/11/2009 - 18:48

Governador diz que Mendes só finge não ser candidato

Romilson Dourado

Patrícia Sanches
Enviada Especial a Rosário Oeste

Governador Blairo Maggi (PR)   “Ele diz para mim que não é candidato, mas tem postura de candidato”, disse o governador Blairo Maggi (PR) ao ser perguntado sobre a possibilidade do presidente da Fiemt, Mauro Mendes (PSB), disputar o Palácio Paiaguás em 2010. Para Maggi, tudo indica que o empresário vai mesmo pleitear o cargo. As afirmações foram feitas pouco após o republicano confessar que depositou todas as “fichas” em Mendes. “Eu acreditava que ele poderia me suceder. A sua saída me causou um problema político, mas não abalou a nossa amizade”, pondera o republicano.

   Ele ressalta que decidiu disputar o Senado justamente por causa da saída de Mendes do PR. “O grupo ficou bastante desmotivado. Tive que tomar essa decisão porque o PR poderia se esfacelar com a perspectiva de ficar fora do poder”, conta o republicano, durante a inauguração de 40 quilômetros e pavimentação asfáltica na MT-010.  

  Ele evitou falar sobre alianças, mas comentou uma pesquisa encomendada pelo próprio PR onde Mendes estaria a frente do vice Silval Barbosa (PMDB), pré-candidato a sucessão de Maggi. “É natural que isso aconteça. Ele disputou recentemente uma eleição contra o prefeito (Wilson Santos) e tem que estar bem mesmo”, pondera, numa referência ao embate entre o presidente da Fiemt e Santos em outubro de 2008. Na época, Mendes estava no PR e chegou ao segundo turno, mas acabou sendo derrotado pelo tucano, que se reelegeu.

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RUMO A 2010 | 26/11/2009 - 22:31

PDT lança Pivetta ao governo e espera filiação de Taques

Romilson Dourado



Membros da direção do PDT discutem estratégias e dão autonomia a Otaviano Pivetta para buscar alianças
Fotos: Soraia Ferreira

   Membros do diretório estadual do PDT, em encontro nesta quinta na Sala de Reuniões da Assembleia Legislativa, aprovaram, por unanimidade, a proposta de liberar o deputado e empresário Otaviano Pivetta para buscar alianças e construir candidatura majoritária. Filiados defenderam a ideia de projeto próprio, mas sem perder de vistas alianças com agremiações como PSB e PPS. As frases "terceira via" e "projeto alternativo" saíram da boca de praticamente todos que fizeram discurso. A esperança dos pedetistas é de atrair a filiação do procurador da República Pedro Taques que, devido à prerrogativa do cargo, pode, se assim entender, deixar a carreira no Ministério Público Federal até 4 de abril, escolher partido e concorrer às eleições gerais de 2010.

   Pivetta se mostrou animado para encarar candidatura a governador. Ele participou da reunião, assim como os vereadores Toninho de Souza, Sérgio Cintra e Adevair Cabral, que está licenciado da Câmara e responde como secretário de Cultura de Cuiabá. O encontro atraiu 35 pessoas, entre elas recém-filiados como Hélio Silva, o Caça Corrupto (ex-PPS), o advogado Marcos Túlio (ex-PTB), a economista Adriana Vandoni e a ex-vice-prefeita e secretária da Igualdade Racial da Capital, Jacy Proença (ambas ex-PSDB) e também militantes históricos do PDT, como o ex-vereador Dito Labamba.

   Ao ser aclamado, Pivetta disse que, de fato, vem sendo pressionado por prefeitos e vereadores nos municípios a tomar uma posição quanto à candidatura majoritária. Sua disposição é enfrentar candidatura ou ao Palácio Paiaguás ou a senador. Descarta projeto da reeleição. Esta não é a primeira vez que Pivetta se movimenta nos bastidores para tentar viabilizar candidatura majoritária. Em 2006 ensaiou disputa à senatória, mas acabou recuando às vésperas das convenções.

    Pedetistas acreditam na possibilidade de formar uma dobradinha com Pivetta ao governo e Taques à senatória. Os filiados rasgaram elogios ao deputado. Disseram, por exemplo, que Pivetta foi um bom gestor quando comandou a Prefeitura de Lucas do Rio Verde por duas vezes. Em meio às conjecturas, desenharam cenários em que incluíram no mesmo palanque o PSB, com a hipótese do empresário Mauro Mendes, presidente da Federação das Indústrias (Fiemt), vir a ser o candidato à sucessão do governador Blairo Maggi, e também o PPS do deputado Percival Muniz e Pedro Taques. Para cada um, eles enalteceram o perfil. Enfatizaram que Mendes, por exemplo, é "gerador de emprego e renda" e que Taques "é uma pessoa preocupada com a justiça e com as causas sociais".

    Contraponto

    Para o grupo, é possível viabilizar a chamada terceira via para contrapor às candidaturas do prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) e do vice-governador Silval Barbosa (PMDB), que é apoiado por Maggi. Entende que o tucano, como gestor na Capital, enfrenta dificuldades administrativas e caos em setores, como a saúde, e que isso comprova sua incapacidade para conduzir o Estado. Sobre o governo Maggi, pedetistas argumentaram que também enfrenta alguns gargalhos e fizeram críticas ao fiasco do concurso público do Estado, que seria realizado no último domingo e foi adiado para o próximo ano.

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RUMO A 2010 | 26/11/2009 - 07:55

Palanque de Serra terá Santos e Jayme; Dilma, Silval e Maggi

Romilson Dourado

 Os principais pré-candidatos à sucessão presidencial já começam a montar em Mato Grosso os seus palanques visando o pleito de 2010, puxados por virtuais concorrentes a governador e a senador.  José Serra tem como aliado o prefeito cuiabano Wilson Santos e o senador Jayme Campos. A petista Dilma Rousseff terá no palanque o peemedebista Silval Barbosa e o governador Blairo Maggi. Correndo por fora, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) deve subir no palanque de Mauro Mendes, que busca construir uma terceira via. A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva, que trocou o PT pelo PV, sonha com filiação ao seu partido de algum dos chamados operadores do direito, como o procurador da República Pedro Taques, o procurador de Justiça do Estado Paulo Prado ou o juiz federal Julier Sebastião da Silval para, assim, ter palanque em MT.

   Fernando Ordakowski



Tucano José Serra constrói palanque em MT com Wilson Santos e Jayme Campos, enquanto a petista Dilma Rousseff vai contar com Silval Barbosa e Blairo Maggi; Ciro Gomes aposta em Mauro Mendes

  Governador de São Paulo e uma vez derrotado à sucessão presidencial, em 2002, o tucano Serra aposta na candidatura de Santos ao Paiaguás, mas o cenário a ser consolidado nas convenções de junho pode ser outro. Sob desgaste, o prefeito cuiabano está mesmo disposto a renunciar ao mandato em abril e pode até recuar do projeto ao governo e entrar na corrida ao Senado, que terá duas das três cadeiras abertas à representação mato-grossense no Congresso Nacional. Nesse caso, o candidato do bloco PSDB-DEM, que já tem apoio fechado com o PTB, seria o democrata Jayme Campos, que nada tem a perder, já que seu mandato de senador continua até 2014. Curiosamente, as pesquisas de intenção de voto mostram crescimento das pré-candidaturas governistas, como da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, empurrada pelo presidente Lula, e do vice-governador Silval Barbosa (PMDB), apoiado pelo governador Blairo Maggi (PR).

   No Estado, Dilma vai ter um palanque com Maggi, que deixa o Paiaguás daqui a quatro meses para disputar o Senado, e Silval, que vira governador e buscará a reeleição. Desta aliança PMDB-PR devem fazer parte também partidos como PT e PP. Continuam no muro o PDT e o PPS dos ex-prefeitos e deputados estaduais Otaviano Pivetta e Percival Muniz, respectivamente.

   O ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes (ex-PPS), que já concorreu, sem êxito, ao Palácio do Planalto, está determinado a entrar no páreo de novo, agora pelo PSB. Em Mato Grosso, o pré-candidato do partido é o presidente da Federação das Indústrias (Fiemt), empresário Mauro Mendes, derrotado à Prefeitura de Cuiabá no ano passado. Mendes deixou o PR do governador Maggi. Sua decisão provocou reviravolta no cenário político, porque acabou rachando a chamada turma da botina. Agora, ele tenta se firmar como terceira via, mas já enfrenta embates internos com o presidente estadual da legenda socialista, deputado federal Valtenir Pereira, que demonstra maior simpatia por uma aliança com o poder, ou seja, com o grupo de Silval e Maggi.

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RUMO A 2010 | 25/11/2009 - 20:01

Há 50% de possibilidade de eu ser candidato, diz Mendes

Romilson Dourado

   Após provocar barulho com a saída do PR e a filiação no PSB, o empresário Mauro Mendes, reeleito à presidência da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) por mais três anos, confirma que há chances de disputar o governo do Estado em 2010. “Tem 50% de possibilidade de ser candidato e 50% de não ser. Vocês só vão saber a resposta em janeiro do ano que vem”, disse o “neo-socialista” nesta quarta (25), em coletiva na Fiemt. 

   Apesar do mistério em torno das pretensões políticas, o discurso de Mendes é de candidato. Ele ressalta que tem perfil mais técnico que político e avalia que faltam lideranças em Mato Grosso. Também percebe que os eleitores estão mais críticos. “Sinto que há um vácuo político. Faltam lideranças, até porque política sempre foi sinônimo de mazelas, mas o eleitorado está mais consciente”.

   Mesmo com o trabalho à frente da Bimetal e da Fiemt, ele vem percorrendo municípios na condição de liderança mais expressiva do PSB, ao lado do deputado federal Valtenir Pereira, que preside o diretório estadual. “Participei de dois encontros, um em Alta Floresta e outro em Sinop. Estamos avaliando projetos e as principais lideranças dos partidos”.

   Ele desconversa sobre o fato de ser atualmente o principal pré-candidato do grupo formado por nove legendas lideradas por PSB, PDT e PPS, mas deve mesmo ser uma espécie de terceira via na disputa ao governo. Tanto que descarta a possibilidade concorrer a cargos legislativos, como o Senado e Câmara Federal, e avalia que ter o apoio do governador Blairo Maggi (PR) não é preponderante para vencer a eleição, numa possível referência ao pré-candidato do PMDB, vice-governador Silval Barbosa. “Sempre atuei na iniciativa privada, o que sei fazer é gestão e administração. Dificilmente seria candidato ao Legislativo”.

   Ele sugere, nas entrelinhas, sem citar nomes, que Blairo terá dificuldade em transferir votos ao peemedebista. “O governador fez um bom trabalho, tenho respeito e consideração por ele, mas transferência de voto não é algo tão simples. O cidadão está mais consciente. Só apoio não elege ninguém. Tenho certeza que todos os apoios são determinantes”. Reeleito presidente da Fiemt em 31 de julho, Mendes será empossado no cargo em solenidade nesta quinta (26). (Andréa Haddad)

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RUMO A 2010 | 24/11/2009 - 08:10

Fiasco do maior concurso deve tirar votos de Maggi e Silval

Romilson Dourado

   A repercussão negativa sobre a suspensão na hora das provas do maior concurso público do país, com 271 mil inscritos para 10.086 vagas de servidores estaduais em Mato Grosso, pode trazer consequências graves para os projetos políticos do governador Blairo Maggi, que em abril renuncia ao mandato para disputar uma cadeira ao Senado, e também ao vice Silval Barbosa (PMDB). Ele assume o Palácio Paiaguás disposto a concorrer à sucessão estadual. Há um sentimento de revolta geral por causa da desorganização.

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Reitor da Unemat Taisir Karim e secretário De Vitto "queimam" pré-candidaturas de Maggi e Silval

   Por mais que o governo transfira culpa à Unemat pelo fiasco do concurso, marcado por uma sucessão de erros primários e irregularidades, trata-se de uma instituição que faz parte da estrutura da máquina estadual. A Universidade do Estado, com sede em Cáceres, é vinculada à secretaria estadual de Ciência e Tecnologia. Por falha da coordenação do concurso em vários aspectos, até mesmo a imagem da instituição ficou manchada. O mais grave foi as provas que seriam aplicadas no período vespertino terem "vazadas" já pela manhã.

   Se, por causa da frustração, aumentou a ira das pessoas sobre à figura de Maggi e, de respingo, à de Silval, imagine então como não está o índice de rejeição ao reitor Taisir Karim e ao secretário estadual de Administração, Geraldo de Vitto, um dos que assumiram à frente da realização do concurso que deveria ter sido realizado no domingo! Como o tiro saiu pela culatra, Vitto e Taisir acabaram levando para a frigideira política o governador e o vice, num período de pré-campanha eleitoral. Ambos estão queimados e, na luta contra o tempo, tentam se recuperar, mas as cicatrizes vão demorar a desaparecer.

   Nesta quarta, o secretário Vitto anuncia uma nova data para as provas. Todo o governo está mobilizado no sentido de evitar maiores prejuízos administrativos e políticos. O que renderia bom conceito, popularidade e votos para Maggi e Silval nas urnas de 2010, se o concurso tivesse transcorrido dentro das normalidades como se previa, acabou trazendo efeito contrário. Um novo concurso, agora de forma organizado e tranparente, pode amenizar a crise.

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RUMO A 2010 | 23/11/2009 - 16:25

Abicalil confirma alianças, mas desdenha apoio do DEM

Romilson Dourado

   O presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Abicalil, que foi reeleito neste domingo (22) para comandar a sigla nas eleições de 2010 e 2012, rechaçou a possibilidade de que existam candidaturas natas ou naturais no PT. O posicionamento do presidente estadual é mais um balde de água fria na pré-candidatura à reeleição da senadora Serys Marly. Ela já declarou, inclusive, que só se contentará com uma candidatura ao Senado. “Essa regra nunca vigorou dentro do PT. Não existe candidatura nata ou natural, vamos discutir nomes apenas em fevereiro”, disse Abicalil. Ele lembra que agora os debates serão mais abertos. "Antes do PED tínhamos a orientação para não falar, mas agora vamos debater 2010".

  Perguntado se colocará o seu nome à disposição da sigla para a senatória ou até mesmo para o governo, ele desconversa, bem humorado. “Só não cogitam meu nome para a presidência (da República), mas no mais ficam fazendo todas as especulações. O que posso dizer é que todas as candidaturas vão ser bem debatidas” ressaltou o petista.

  Segundo ele, a prioridade do partido é o projeto de eleição da ministra Dilma Rousseff à presidência da República. Já em Mato Grosso, o assunto principal é a formação de uma aliança forte que contraponha o PSDB. “Precisamos evitar que essas forças políticas que já administraram o Estado por 8 anos voltem ao poder. Isso é representado pelo PSDB”, disse Abicalil. Apesar de discurso ponderado, ele não descarta uma candidatura ao governo.

   Garante que o PMDB indicou Silval Barbosa e o PR fala no nome do governador Blairo Maggi para o Senado e que agora o PT vai indicar pelo menos um nome para um dos três cargos da majoritária (Senado, governo e vice). “Os debates ocorrerão em fevereiro. Nada está fechado, o que há são indicações e o PT também fará as suas. Afinal, ninguém pode negar a importância do partido”, argumenta.

   Sobre as alianças, ele citou o PR e o PMDB e sinalizou que buscará apoio do PDT, PC do B, PP, PSB, dentre outros. “Só não vamos procurar o PTB porque eles já integram o grupo de oposição”, analisou. Ele praticamente descartou uma aproximação com o DEM. “Nacionalmente eles estão com o PSDB e nossa intenção é apoiar a candidatura da Dilma”, enfatizou o petista. (Patrícia Sanches)

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RUMO A 2010 | 23/11/2009 - 08:44

20 ex-prefeitos são pré-candidatos; alguns são "fichas sujas"

Romilson Dourado

                                                                                                            Fernando Ordakowski
Nilson Leitão, ex-prefeito de Sinop e pré-candidato a deputado federal   Ao menos 20 ex-prefeitos já estão em pré-campanha para deputado estadual ou federal, além de outros que exercem cargo no Executivo municipal e se mostram determinados a renunciar ao mandato até 4 de abril para arriscar o futuro político no teste das urnas de 2010. Alguns têm ficha suja. Um dos que estão no páreo é o ex-prefeito de dois mandatos de Sinop Nilson Leitão. Trata-se de uma das principais apostas do PSDB na corrida à Câmara dos Deputados, assim como a já parlamentar Thelma de Oliveira, que busca a reeleição, e o ex-prefeito de Rondonópolis e ex-governador Rogério Salles. Leitão tenta superar o desgaste administrativo e político, já que foi denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento na máfia das sanguessugas, esquema de fraudes em licitações na área de saúde para aquisição de ambulâncias, e chegou a ser detido por dois dias na Operação Navalha, em 2007, por suposto recebimento de propina num esquema que teria beneficiado a empreiteira Gautama, que executaria obras de saneamento em Sinop.

   Outros ex-prefeitos que enfrentam problemas na Justiça e que são pré-candidatos são Ezequiel Ângelo da Fonseca (PP), de Reserva do Cabaçal. Ele presidiu a Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) e que hoje é adjunto da secretaria de Estado de Educação, e também Valdizete Nogueira, de Jaciara. Ele trocou o PPS pelo PP. O ex-deputado Manoel do Presidente (PP), de Tangará da Serra, também está no páreo, assim como Valter Miotto, ex-gestor de Matupá. Ainda pelo PP concorre em busca de novo mandato o deputado e ex-prefeito de Araputanga, Airton Rondina, o Português.

   No PR há três ex-prefeitos que estão de olho em cadeira na Assembleia, sendo eles o já deputado Jota Barreto, de Rondonópolis; Ondanir Bortolini, o Nininho, de Itiquira, e o prefeito de Sapezal, César Maggi, que está mesmo disposto a renunciar ao mandato dentro dos próximos cinco meses para tentar virar deputado estadual. No PMDB entre os virtuais candidatos a estadual estão Antonio Rodrigues da Silva, o Tonho do Menino Velho, de Poxoréu, e Romoaldo Júnior, de Alta Floresta. O deputado José Domingos, que foi prefeito de Sorriso por três mandatos, é um dos nomes do DEM na corrida às eleições de 2010.

    PT terá o ex-prefeito de Juína e deputado estadual licenciado Ságuas Moraes como candidato a deputado federal. Hoje ele comanda a pasta da Educação do governo Blairo Maggi. O PPS deve lançar a estadual os ex-prefeitos Oscar Bezerra, de Juara, e Percival Muniz, que já exerce mandato na Assembleia e que comandou Rondonópolis por duas vezes. O deputado e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta pretende concorrer ao pleito, assim como o prefeito cuiabano Wilson Santos, nome do PSDB ao Palácio Paiaguás.

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