Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:51 h

SENADO | 24/09/2009 - 08:34

Abicalil, Antero, Riva e Fagundes empatam em Cuiabá

Romilson Dourado

   Pesquisa do instituto Mark, realizada no último dia 19, revela que o deputado federal Carlos Abicalil (PT) já figura em primeiro lugar em Cuiabá na corrida ao Senado, apesar de empatado tecnicamente com o ex-senador Antero de Barros (PSDB), com o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), e com o deputado federal Wellington Fagundes (PR). A margem de erro é de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os pesquisadores ouviram 442 eleitores em 72 bairros.

   No trabalho de campo, os pesquisadores apresentaram duas simulações estimuladas, cada um com sete nomes. A diferença é que numa amostragem o nome do PT ao Senado é de Abicalil. Na outra, quem representa o partido é a hoje senadora Serys Marly. Entre os dois, o deputado leva vantagem nas intenções de voto. Seu nome chega a 14,5%. Antero vem "colado", com 13,9% e, logo em seguida, José Riva, com 13,2%. Na pesquisa anterior, feita no mês passado, Riva estava na liderança ao Senado. Ele ainda estuda três possibilidades: concorrer à reeleição, ao Senado ou a governador. Enquanto isso, no PT Abicalil e Serys enfrentam queda-de-braço sobre candidatura à senatória.

   O nome do pré-candidato do PR, deputado Wellington Fagundes, figura com 11,8% das intenções de voto. Ele começa a aparecer "embolado" com Riva, Antero e Abicalil (ver estimulada 1). O procurador da República Pedro Taques aparece com 7,2%. O senador Osvaldo Sobrinho (PTB), que substitui Jayme Campos por quatro meses, detém 4,6%. O também senador Gilberto Goellner (DEM) segura a "lanterna", com 2,4%. O percentual de indecisos é de 29%. Outros 4,4% disseram que anulariam o voto se os candidatos fossem estes.

   Num outro cenário em que entra Serys no lugar de Abicalil, o tucano Antero assume a dianteira, com 16,7%. Riva aparece com 13,6% e, logo em seguida, Fagundes, que detém 11,1% das intenções de voto na capital mato-grossense. Taques é o preferido de 8,2% dos entrevistados. A petista Serys vem em quarto lugar, com 5,9%. Sobrinho tem 4,3% e Goellner aparece com 3,8%.

    Espontânea

   Já na pesquisa Mark espontânea, José Riva, que está no quarto mandato de deputado estadual, surge com 5,7% das intenções de voto. Com 4,8% aparece o federal Abicalil e, na sua "cola", o tucano Antero e também Fagundes, que está com 2,5%. Como a margem de erro é de 5% para mais ou para menos, os quatro (Riva, Abicalil, Antero e Fagundes) estão empatados tecncamente na pesquisa espontânea.

   Ex-secretário de Governo de Cuiabá, o senador Sobrinho detém 0,9% das intenções de voto. Goellner e Serys estão com 0,5% e, por último, Pedro Taques, com 0,2%. O universo de eleitores chega a 78,1%.

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SENADO | 12/09/2009 - 20:33

MT ganha com decisão de Pagot, diz beneficiado com vaga

Romilson Dourado

  Principal beneficiado com a renúncia de Luiz Antonio Pagot da primeira-suplência, o petebista Oswaldo Sobrinho, que assumiu a cadeira de senador por 120 dias, disse que o ex-secretário do governo Blairo Maggi tomou a decisão correta. "Eu acho que ele (Pagot) teve despreendimento e Mato Grosso ganhou com isso", alegou Sobrinho, que subiu da condição de segundo para primeiro-suplente do senador Jayme Campos (DEM). O licenciamento de Jayme deixou Pagot, então primeiro-suplente, numa saia-justa. Ele teria de pedir exoneração do cobiçado cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) para poder ocupar o cargo no Congresso Nacional. Como decidiu permanecer à frente da autarquia, perdeu o direito à suplência. A manobra golpista de Jayme acabou por contemplar Oswaldo Sobrinho, que afirma ter amizade com os dois.

   Já no cargo de senador, Sobrinho visitou Barra do Garças neste sábado, acompanhado do prefeito da Capital Wilson Santos, pré-candidato a governador e presidente da agremiação tucana. Segundo o senador, o PTB deve compor o arco de alianças com PSDB e DEM rumo às eleições de 2010.

   Para Sobrinho, Pagot "tinha de continuar no Dnit para ajudar mais Mato Grosso". "Assim, ele deixou a vaga temporária para mim, que estava na equipe de Wilson e o prefeito me liberou sem problema". Sobrinho tenta agradar a todos. Chegou a fazer um trocadilho ao dizer que quer ser um algodão numa loja de cristais. Foi uma alusão à entrevista recente em Barra do Garças de Jayme Campos, quando comentou que "Pagot age como um macaco dentro de uma loja de cristais, quebrando as cristalinas".

    Sobrinho garante que a licença temporária de Jayme não fora uma conspiração para prejudicar Pagot, conforme declarou o próprio governador Blairo Maggi. “A licença é expediente de foro íntimo e compete ao Jayme explicá-la", emendou o prefeito Wilson Santos. (Ronaldo Couto, de Barra do Garças)

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SENADO | 09/09/2009 - 18:04

Pagot passa por constrangimento ao "abdicar" do cargo

Romilson Dourado

   O diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, tentou valorizar ao máximo a sua condição de primeiro-suplente do senador Jayme Campos (DEM). Em vez de protocolar sua carta-renúncia no plenário do Senado, Pagot acabou ficando numa saia-justa ao registrar sua "abdicação" do cargo. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), o corrigiu. Explicou que não se trata de um reinado para Pagot abdicar à vaga e, sim, de renunciar a ela. O ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Casa Civil e Educação do governo Blairo Maggi ficou constrangido diante do "equívoco". Alguns senadores caíram na risada.

   A renúncia definitiva de Pagot à primeira-suplência foi comunicada em carta, lida em Plenário pelo terceiro-suplente da Mesa, senador Mão Santa (PMDB-PI).  Na mesma sessão, o plenário deu posse ao segundo-suplente e então secretário de Governo de Cuiabá, Osvaldo Sobrinho (PTB). O presidente do Senado, José Sarney, convidou os senadores Romeu Tuma (SP) e Gim Argello (DF), ambos do PTB, para conduzirem Sobrinho à Mesa com vistas a prestar juramento regimental.

   A renúncia de Pagot foi decidida durante reunião entre o governador Maggi e a Executiva do PR. Antes da declaração formal do PR, Pagot discutiu o assunto com o presidente Lula (PT), com a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), com Maggi e com o próprio partido. Eles entenderam que seria melhor continuar à frente da autarquia, já que, no Senado, a atuação seria por apenas quatro meses. Sobrinho, que é pré-candidato ao Senado, quer aproveitar este período para ganhar visibilidade eleitoral. (Flávia Borges)

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SENADO | 09/09/2009 - 15:50

Após jeitinho, Sobrinho assume vaga de Jayme no Senado

Romilson Dourado

   O secretário de governo de Cuiabá e ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho (PTB) assumiu a vaga do senador Jayme Campos (DEM), por 130 dias, nesta quarta (9). Num primeiro momento, o ex-secretário já na Capital Federal, negou qualquer possibilidade de assumir a vaga ainda nesta tarde. Poucos minutos após, porém, o petebista comemorou a decisão de Luiz Antônio Pagot, diretor-geral do Dnit, que desistiu de assumir a cadeira e lhe deu na "bandeja" a chance de virar senador.  Sobrinho utilizou o "jeitinho" brasileiro para se livrar da burocracia e assumir o posto. Foi comunicado oficialmente pela Mesa Diretora do Senado sobre a desistência de Pagot, primeiro-suplente, por volta das 15h. Nem sequer esperou a sua exoneração ser publicada na Gazeta Municipal e já "arrumou as malas" rumo a Brasília. "Minha exoneração já está assinada desde a semana passada. Deve ser publicada no primeiro Diário Oficial que sair. Eles aceitaram os meus documentos e já fui empossado", conta Sobrinho eufórico. 

  O secretário, principal articulador da gestão Wilson Santos (PSDB),  viajou às pressas para Brasília, deixando sozinho o prefeito com a "bomba" do caos na saúde municipal. Deixou um recado de que volta assim que puder para passar as informações sobre o andamento da pasta, que deve ser assumida pelo secretário-adjunto Moiséis Dias, do mesmo partido. "Pelo menos esse é o combinado", afirma o senador recém-empossado. 

  Nesta quarta, o primeiro-suplente de Jayme, Pagot anunciou oficialmente a sua desistência.  A decisão foi tomada durante reunião entre o governador Blairo Maggi e a executiva do PR. Sobrinho, que é pré-candidato ao Senado, quer aproveitar esses quatro meses para que seu nome ganhe mais visibilidade. (Patrícia Sanches)


Osvaldo Sobrinho, durante posse nesta 4ª, em companhia de senadores como Romeu Tuma e José Sarney 

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SENADO | 09/09/2009 - 09:39

PR discute estratégia para manter Pagot como suplente

Romilson Dourado

   A executiva estadual do PR debate nesta quarta uma solução para o impasse em torno da licença do senador Jayme Campos (DEM). A cúpula e assessores jurídicos estão reunidos no diretório estadual do PR, no Bosque da Saúde, em Cuiabá, para descobrir uma “brecha” jurídica que permita ao diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, assumir o posto sem precisar ser exonerado do órgão federal. Assim, ele não perderá também a vaga no Senado, já que é o primeiro-suplente de Jayme - veja aqui.

  A estratégia dos republicanos seria a de Pagot assumir o posto e se licenciar logo em seguida, dando lugar ao segundo-suplente Osvaldo Sobrinho (PTB). A polêmica em torno da licença é grande porque, caso o republicano não assuma a vaga do democrata, que é pré-candidato ao governo do Estado, ele perde o direito à cadeira de senador. Assim, numa eventual eleição de Jayme ao Palácio Paiaguás, Pagot não poderá ser efetivado no Senado e permanecer no posto por quatro anos, já que o mandato de Jayme termina em 2014. A decisão final será levada ao conhecimento do governador Blairo Maggi. (Patrícia Sanches)

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SENADO | 06/09/2009 - 11:14

Goellner utiliza verba para bancar jantares e contratações

Romilson Dourado

   O Senado tem um quadro de 170 consultores legislativos. Mesmo assim, alguns parlamentares acabam gastando parte da verba indenizatória na contratação deste tipo de profissional. Conforme matéria publicada no site do Jornal do Brasil, o senador Gilberto Goellner (DEM) contratou os serviços da Consultoria Empresarial R&N, com sede em Brasília. A empresa pertence a um funcionário de confiança da Câmara, Nelson Vieira Fraga Filho. Ele é lotado na Comissão de Agricultura da Casa. Além disso, durante o recesso parlamentar de julho, o democrata teria gasto R$ 518 da verba para pagar um jantar na churrascaria Fogo de Chão, cujo preço por pessoa, sem bebida e sobremesa, é de R$ 79. Goellner virou titular da vaga no Senado após a morte de Jonas Pinheiro, em fevereiro de 2008.

   Cada senador recebe um salário de R$ 16,5 mil, mais verba extra de R$ 15 mil por mês para alugar escritório político, bancar compras de material, consultorias, viagens e alimentação, desde que essas despesas tenham relação com o mandato.

   Não há qualquer fiscalização sobre o conteúdo das notas fiscais apresentadas pelos parlamentares. "Vale o documento que o senador entrega, sem necessidade de justificativa. Em junho, depois de muita pressão, o Senado passou a divulgar o nome das empresas que receberam, desde abril, esses recursos da verba indenizatória, incluindo os valores. O passado, por enquanto, continua sob segredo", diz trecho da matéria.

   Ainda de acordo com o jornal, a relação de restaurantes frequentados pelos senadores nos últimos cinco meses, com dinheiro do Congresso, revela um guia gastronômico. Destacam-se, principalmente, as refeições que variam de R$ 500 a R$ 2,2 mil. (Flávia Borges)

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Clique aqui e confira a íntegra da matéria

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SENADO | 04/09/2009 - 17:32

Cadeira de Jayme fica vazia; Pagot e Sobrinho indecisos

Romilson Dourado

Antônio Pagot, Jayme Campos e Osvaldo Sobrinho   A cadeira do senador licenciado Jayme Campos (DEM) deve ficar vazia por mais alguns dias. O diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot (PR), primeiro suplente, não quer assumir a senatória por ter que pedir demissão do Dnit. Ocorre que daqui a 121 dias, quando termina a licença de Jayme, um retorno ao órgão federal seria muito complicado para o republicano já que o trâmite precisa ser aprovado pelo próprio Senado, o que pode demorar meses. Para conseguir a vaga, por exemplo, foram 6 meses para que a indicação fosse aceita. 

   Por outro lado, se o diretor-geral do Dnit não assumir a vaga em 30 dias, automaticamente deixa de ser suplente. O próximo da fila é o ex-vice-governador e atual secretário de Governo de Cuiabá, Osvaldo Sobrinho (PTB). Assim, numa futura vitória de Jayme ao governo em 2010, o republicano perderia a chance de se efetivar na vaga de senador e ficar no cargo por quatro anos, já que o mandato termina em 2014. 

    “Se eu estivesse no lugar dele (Pagot) também ficaria indeciso. É uma situação muito complicada”, pondera Sobrinho, que vive a expectativa de assumir a vaga e, assim, ter maior visibilidade e alavancar a sua candidatura ao Senado em 2010. “Ele (Pagot) tem 30 dias para decidir. Se ele permanecer no Dnit, estou pronto para assumir a vaga. Caso contrário, vou continuar o meu trabalho na Prefeitura de Cuiabá”, disse.

   O governador Blairo Maggi (PR), padrinho político do presidente do Dnit, declarou nesta quarta (2) durante entrevista coletiva por teleconferência direto da Africa do Sul, onde conhece os projetos da Copa de 2010, que a decisão de ir para o Senado é do presidente do Dnit, mas que na sua opinião a presença de Pagot no órgão federal é mais importante do que no parlamento. (Patrícia Sanches)

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SENADO | 03/09/2009 - 14:46

Após restrições, CCJ e CCT censuram sites jornalísticos

Romilson Dourado

   Alguns parlamentares parecem não ter descoberto as maravilhas do uso da internet, ferramenta que carrega consigo ampla variedade e recursos e serviços, já que nesta quarta (2), em sessão conjunta, as comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado decidiram manter as restrições impostas pela Câmara Federal no texto da reforma eleitoral, que faz referências à cobertura jornalística de campanhas eleitorais via internet.

   Entre as principais imposições aos sites jornalísticos, blogs, rádios e TVs, estão a proibição de se emitir opiniões a respeito dos candidatos, além de dedicar espaço igual a todos os concorrentes políticos. Além da internet, outros pontos também foram modificados, como punição, doações ocultas, dívidas de campanha e processos de casssação - saiba mais aqui

  A aprovação da reforma causou burburinhos no Senado, o que levou os líderes partidários a adiarem para a próxima terça (8) a votação do texto final da reforma eleitoral. Alguns senadores acreditam que essas restrições podem ser classificadas como censura. Com o adiamento da votação final, as novas regras podem não ser aplicadas nas eleições de 2010, já que o texto deve voltar para a Câmara Federal, passar por nova votação e, após esse trâmite, ser sancionado até 2 de outubro, o que resultaria em um ano antes do próximo pleito. (Lisânia Ghisi)

SENADO | 02/09/2009 - 18:48

Governador diz que apóia permanência de Pagot no Dnit

Romilson Dourado

Blairo Maggi, governador   O governador Blairo Maggi (PR) disse nesta quarta (2), via videoconferência, que apoiará qualquer decisão do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot, sobre deixar seu cargo no órgão ou assumir a suplência no Senado, na vaga do democrata Jayme Campos, que se licenciou por 121 dias. Pagot, que é primeiro-suplente de Jayme, tem 30 dias para dar sua resposta. Caso não aceite a vaga no Senado, quem fica em seu lugar é o secretário de Governo de Cuiabá, Oswaldo Sobrinho (PTB).

   Maggi, ao mesmo tempo que diz apoiar qual for a escolha de Pagot, acredita que ele deva permanecer no Dnit. "Irei apoiar qualquer decisão dele (Pagot), mas acredito que ele deve abrir mão do Senado e tocar as obras que ainda não não foram concluídas", afirmou o governador, que está na África do Sul, junto com outros 33 membros que compõem a comitiva da Copa.

   O dilema de quem assume a vaga de Jayme no Senado ainda é uma ícognita. Caso Pagot deixe o Dnit para atuar como senador durante quatro meses, Sobrinho, que é pré-candidato ao Senado e almeja a suplência de Jayme, continuará na secretaria de Governo. Já se Pagot continuar como diretor-geral do Dnit, o petebista assume a cadeira e deixa como secretário de Governo o atual adjunto Moisés Dias. Neste caso, assume o posto de adjunto o professor Zé do Nordeste, que é ex-secretário de Finanças da primeira gestão de Wilson Santos. (Lisânia Ghisi)

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SENADO | 01/09/2009 - 09:34

Jayme está licenciado; Pagot enrola para formalizar ofício

Romilson Dourado

Oswaldo Sobrinho (PTB)Estréia de Sobrinho no Senado abre espaço na gestão Santos para Moisés virar secretário, com Zé do Nordeste de secretário-adjunto
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 O prefeito da Capital Wilson Santos (PSDB) confirmou que, com a saída de Oswaldo Sobrinho (PTB) para ocupar temporariamente a cadeira de senador, no lugar de Jayme Campos (DEM), a secretaria de Governo fica sob o adjunto Moisés Dias, que já atuou como secretário de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo. Moisés também é filiado ao PTB. Já para o posto de adjunto da pasta de Governo assume o professor Zé do Nordeste, ex-secretário de Finanças da mesma gestão de Santos.

   Por enquanto, Oswaldo Sobrinho continua respondendo como principal articulador político do Palácio Alencastro. Ele aguarda posicionamento oficial do primeiro-suplente de senador Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). Assim que Pagot comunicar a Mesa Diretora que não tem interesse em estrear como senador, Sobrinho será convocado para a posse. Acontece que Pagot, que vive em rota de colisão com o titular Jayme, não demonstra a mínima preocupação para apresentar logo o documento de desistência do cargo. Jayme está licenciado desde o último dia 26. Ficará afastado por quatro meses.

   Sobrinho disse que Pagot "está dentro do direito e do prazo de 30 dias para se manifestar formalmente". "Só depois do posicionamento dele é que eu devo sair da secretaria para ocupar o cargo de senador", destacou Oswaldo Sobrinho, que já atuou como assessor de Pagot no Dnit. Ex-deputado, ex-vice-governador e ex-secretário de Estado de Educação, Sobrinho pertence à velha safra política que transita em todos os grupos. Hoje ele é segundo-suplente do senador Jayme Campos, de quem foi vice-governador de 91 a 94. É também secretário do prefeito Santos, de quem é primo. Foi assessor de Pagot tanto no Dnit quanto no período em que este conduziu a secretaria estadual de Educação. Agora vive agora expectativa de virar senador, mais um cargo público em sua longa trajetória política.

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SENADO | 31/08/2009 - 09:50

Jayme decide exonerar do gabinete ex-prefeito fantasma

Romilson Dourado

  O senador Jayme Campos (DEM) resolveu exonerar do seu gabinete o ex-prefeito de Água Boa, Luiz Elias Abdala, tido com funcionário fantasma. Tomou a decisão após o RDNews revela, em 29 de junho, a relação dos assessores de gabinete dos três senadores mato-grossenses. Jayme ficou temeroso com eventual desgaste porque Abdala não cumpria expediente, aliás, ficava mais cuidando da fazenda localizada no Araguaia do que preocupado em atuar como assessor do democrata. Mesmo assim, recebeu salário de R$ 4,5 mil mensais por praticamente dois anos, superando a R$ 100 mil - saiba mais aqui.

   Além do ex-prefeito Abdala, Jayme desligou do gabinete nos últimos dois meses Allain José Garcia de Brito e Francisco de Assis Soares da Costa. Por outro lado, resolveu acolher Sérgio da Silva Teixeira, o Serginho do Incra, que estava desempregado desde o ano passado, quando foi exonerado do gabinete do também senador democrata Gilberto Goellner. Serginho, que foi assessor do falecido senador Jonas Pinheiro por vários anos, entrou agora na folha com cargo comissionado de secretário-parlamentar desde o último dia 13. Passa a ganhar cerca de R$ 4 mil mensais. Hoje Jayme mantém no gabinete 34 pessoas, sendo 25 DAS.

   A senadora Serys Marly, que emprega petistas que ficam em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, contratou três novas assessoras nos últimos 60 dias, sendo elas Maria Figueira Siqueira, Maria Oldeide Pereira Gomes e Márcia Valéria Evangelista Slaginski, todas como assistentes parlamentares. Hoje, estão lotados no gabinete da petista 42, sendo 35 DAS.

   Gilberto Goellner, que assumiu cadeira de titular com a morte de Jonas Pinheiro, alterou parte do quadro de assessores, com nomeação de mais quatro a partir de 21 de julho. Entraram no quadro de DAS Jean Fábio Peverari, Cátia Gêga de Miranda, Alfredo Carlos da Luz e Adriane Natalina da Silva Nascimento. Agora são 25 no gabinete, dos quais 21 em cargos comissionados.

    Estrutura

   Os 81 senadores têm salário de R$ 16,5 mil cada, além de verba indenizatória de R$ 15 mil. Eles contam com não apenas um veículo disponível por conta do erário, mas também 25 litros de combustível por dia. Têm direito a apartamento funcional e/ou auxílio-moradia de R$ 3,8 mil, quatro passagens aéreas mensais, mais seguro-saúde para si e seus dependente. Para custear as despesas com postagens, contam com "caixa" que pode chegar até a R$ 60 mil. Já para bancar as despesas oriundas de serviços gráficos a cota é de R$ 8,5 mil.  

   O orçamento do Senado é de R$ 2,7 bilhões, praticamente metade do orçamento-geral do governo de Mato Grosso. Todos senadores têm direito a uma equipe de assessores, que pode ser formada por até 8 servidores do quadro permanente e 11 comissionados. Nesse caso, entram, por exemplo, secretária e chefe de gabinete. (Romilson Dourado)

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SENADO | 29/08/2009 - 11:48

Sobrinho quer assumir vaga de Jayme nos próximos dias

Romilson Dourado

    O ex-deputado estadual e federal, ex-governador e secretário municipal de Governo, Osvaldo Sobrinho (PTB), deve assumir o cargo de senador por quatro meses ainda nesta semana. Ele conta que já conversou com o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot (PR), que é o primeiro na lista de suplentes e ele confirmou que não deixará o órgão para assumir a vaga. “Pagot disse que não tem interesse em deixar o Dnit e que está feliz por que eu vou assumir. Somos amigos e a conversa foi tranqüila”, afirma Sobrinho, que cobrirá a licença do senador Jayme Campos (DEM), que por sua vez, anunciou que vai aproveitar a “folga” para percorrer todo o Estado. Ele quer viabilizar seu nome rumo ao Palácio Paiaguás em 2010.

    Apesar de ter 30 dias para oficializar a desistência em assumir a licença de Jayme, Pagot deve avisar a Mesa Diretora ainda esta semana. “Ai eles vão oficializar a desistência e automaticamente sou empossado na vaga”, explica Sobrinho, que é pré-candidato a senatória em 2010. “Vou fazer desses quatro meses um mandato”, disse. Em verdade, ele quer aproveitar o período para que seu nome ganhe destaque e, assim, fazer com que a sua pré-candidatura ganhe mais musculatura. Com a saída de Sobrinho da administração de Wilson Santos, o secretário adjunto da pasta, professor Moisés Dias, que já atuou como secretário de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo, se efetiva como secretário municipal de Governo. (Patrícia Sanches)

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SENADO | 28/08/2009 - 19:11

Senador quer que Pagot devolva dinheiro e sugere cadeia

Romilson Dourado

Luiz Antônio Pagot   O senador Mário Couto (PSDB-PA) apresentou nesta sexta (28), em sessão plenária, uma solicitação à Mesa Diretora para que seja cobrado os pagamentos recebidos, a título de salário, pelo atual diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o mato-grossense Luiz Antônio Pagot (PR). O valor chega a R$ 400 mil. De acordo com o tucano, entre 1995 a 2002, o republicano acumulou os cargos de secretário parlamentar do então senador Jonas Pinheiro (já falecido) e a função de diretor-superintendente no Amazonas da empresa Hermasa, do empresário e governador Blairo Maggi (PR).

   Mário Couto disse que na gestão de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) à frente do Senado já havia feito a mesma solicitação, mas não teve o pleito atendido. Ele afirmou ainda que o Ministério Público também está acionando o republicano para que devolva aos cofres públicos o valor recebido indevidamente.

   O tucano, que se mostra ferrenho em suas ações contra Pagot, foi também autor de duas propostas de instalação de uma CPI para investigar as denúncias e irregularidades em licitações ocorridas no Dnit. Os dois pedidos obtiveram as assinaturas necessárias para a instalação da Comissão, mas foram barrados depois pela base governista. "Por que tanto medo dessa CPI? O que se conclui é que se está dando um aval para que Pagot faça o que quiser. O Tribunal de Contas da União já tem inúmeros processos demonstrando irregularidades e desvios no Dnit, onde a corrupção começa nas licitações. Tu és muito bem protegido, Pagot, mas devia estar longe, devia estar na cadeia", ataca o senador paraense. (Lisânia Ghisi)

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SENADO | 23/08/2009 - 10:41

Em artigo, advogado se mostra decepcionado com Serys

Romilson Dourado

   O advogado em Cuiabá André Leme está na bronca com a senadora mato-grossense Serys Marli, principalmente depois que a petista  ajudou a enterrar os vários pedidos de investigação contra o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP). Segundo Leme, Serys tem perdido credibilidade junto aos antigos eleitores. Ele afirma que a parlamentar tem se "queimado" perante a sociedade, já que parece ter mudado seu caráter e deixando de lado aquela partidária de esquerda, que liderava manifestações, investigações e, em hipótese alguma, aceitava apoiar um político como Sarney, tido como corrupto. Disse que Serys não só está com Sarney, como o chama de "companheiro". Serys é a primeira mato-grossense a chegar ao Senado e, também, a compor a Mesa Diretora da Casa. O problema é que ela tem se mostrado um tanto contraditória em seus discursos e atitudes.

  Na última quarta (19), a petista ajudou no trabalho de articulação junto a bancada do PT para arquivar as denúncias contra o presidente Sarney, acusado de usar o cargo para nomeações ilegais de parentes e até em atos secretos, assim como para autorizar pagamento a funcionários fantasma de seu gabinete.

   Para o advogado, "é uma pena que a ilustre senadora não utilize a oportunidade singular que recebeu para demonstrar que seu discurso político não é mera retórica". Afirma que está decepcionado, assim como aqueles mato-grossenses que, em 2002, acreditaram no discurso da petista e elegeram-na senadora. Observa, por outro lado, que ainda há tempo para mudança e lembra do troco nas urnas nas eleições gerais de 2010. (Lisânia Ghisi)

   O artigo de André Leme, sob título "Palavras ao vento", está postado na seção Artigos, logo acima, à esquerda. Confira lá e comente cá.

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SENADO | 20/08/2009 - 19:12

É hora de aprovar projetos e não de investigar, diz Serys

Romilson Dourado

   "Foi uma decisão da bancada petista e não da Mesa Diretora", reage a senadora Serys Marli (PT), ao ser questionada nesta quinta (20), um dia depois da bancada petista, inclusive ela própria, ter ajudado a enterrar  todas as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Entre as acusações que pesam contra o peemedebista estão uso do cargo para nomeações ilegais de parentes e manutenção de atos secretos, assim como autorização de pagamento a funcionários fantasma de seu gabinete.

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"Agora é hora de aprovar projetos.
Vamos deixar as investigações
de lado. Temos que trabalhar"
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Serys Marli diz combater corrupção e acha que proteção a Sarney não prejudica PT e nem seus líderes
Foto: Waldemir Rodrigues

   Serys, que integra a Mesa Diretora, se mostra contraditória. Ao mesmo tempo que o seu PT resiste em investigar Sarney, ela considera preocupante a situação de crise pela qual passa o Senado. "Agora é hora de se aprovar projetos. Vamos deixar um pouco as investigações de lado. Temos que trabalhar", pondera a petista, que vem sendo "bombardeada" de críticas por se aliar a Sarney, acusado de cometer várias irregularidades. As declarações de Serys surpreendem até mesmo seus velhos aliados. Sua postura no Senado, por conta de acordos políticos e obediência ao Palácio do Planalto, foge completamente da época em que era deputada estadual. Na Assembleia Legislativa, ela liderava manifestações, protestos e denúncias contra os governos Jayme Campos (91/94) e Dante de Oliveira (1995/2002). Agora virou "Serys paz e amor".

    Serys está em pré-campanha à reeleição rumo a 2010. Ela ocupa desde fevereiro deste ano o cargo de segunda-vice-presidente da Casa. É á primeira mulher mato-grossense a conquistar vaga no Congresso e também na Mesa. Ela garante que tem atuação firme contra a corrupção e acredita que a decisão do partido, em votar pelo arquivamento dos pedidos de investigação contra o presidente da Casa, não vai arranhar a imagem do PT. "Nós somos a sigla com maior credibilidade no país. Trinta por cento da população estão com o PT, enquanto alguns outros partidos tem apenas 8%", compara.

    A senadora descarta também o risco da decisão de salvar Sarney refletir negativamente no PT e sobre seus líderes nas eleições gerais do próximo ano. "Vejo que a população já está decidida sobre 2010. Acredito que isso não fere a imagem do partido de modo algum". Perguntada sobre a possibilidade do surgimento de novas denúncias contra o seu colega Sarney, Serys afirma que, "a partir do momento em que novas investigações forem feitas, a Mesa Diretora irá tomar providências." "Isso é um fato sério e a Mesa está tomando todas as atitudes cabíveis". (Lisânia Ghisi)

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SENADO | 20/08/2009 - 11:40

Serys e aliados do PT enterram processos contra Sarney

Romilson Dourado

   A frase "Me envergonha estar no PT", dita pelo senador Flávio Arns (PR) nesta quarta, no dia em que, sob intervenção direta do Palácio do Planalto, a bancada petista deu os votos necessários para arquivar todos os processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética, traduz o sentimento popular sobre um partido que perdeu o que tanto pregava no passado: ética, decência e transparência.

  Nunca petistas se mobilizaram na cúpula para salvar um aliado, inclusive a senadora mato-grossense Serys Marly, que ainda sonha em reconquistar mandato nas urnas de 2010. Serys, que faz parte da Mesa Diretora, ouviu calada as defesas pela manutenção de Sarney. A ordem para não fazer alarde e ajudar a salvar o peemedebista veio do presidente Lula, transmitida por Gilberto Carvalho. Até mesmo o diretório nacional do PT, presidido por Ricardo Berzoini, emitiu nota em defesa do sepultamento definitivo de investigações contra o presidente do Senado. Os 11 processos contra o peemedebista foram mantidos arquivados pelo placar de 9 a 6 em duas votações. Entre as acusações contra ele estava a de usar o cargo para cometer irregularidades como a nomeação e exoneração de parentes por atos secretos.

   O discurso de Flávio Arns, com a frase "Me envergonha estar no PT", completou o desastre de um partido que, a exemplo dos demais, como PSDB, PP e PMDB, tomou gosto pelo poder e vive sob acordos e conchaves. Muitos senadores votaram fora do microfone, visivelmente constrangidos. Eles aproveitaram para arquivar também, em definitivo e por unanimidade, o processo contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). O PMDB foi o autor da representação contra o tucano e, mesmo assim, deu seus três votos para arquivá-la. Entre as denúncias estava a de que ele manteve funcionário fantasma no seu gabinete.

   A posição dos petistas no Conselho de Ética transformou o PT em alvo das críticas e expôs publicamente o racha do partido no Senado por conta da interferência presidencial. O peemedebista Pedro Simon (RS) não perdoou: "O PT abraçou Sarney e Collor", destacou, ao lembrar que a senador Marina Silva, envergonhada, deixou a legenda petista, assim como Arns. "O PT arrebentou hoje sua história", cutucou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

   Alguns petistas recorrem ao argumento de que, se o partido não votasse com Sarney, haveria o risco de um rompimento com o PMDB, criando dificuldades para a governabilidade e atrapalhando a aliança para eleger a ministra Dilma Rousseff sucessora de Lula. Após a sessão, Sarney se reuniu com aliados. Do líder do PMDB, Renan Calheiros, ouviu que ele espera que a oposição entenda a votação unânime a favor de Arthur Virgílio como uma trégua. Caso contrário, a tropa de choque governista retomaria a guerra. A oposição promete recorrer no plenário do Senado da decisão do Conselho de Ética de arquivar as 11 denúncias contra Sarney. A Consultoria da Casa, no entanto, já elaborou parecer no qual informa que não cabe recurso, pois a questão se esgota no Conselho.

   Apesar do arquivamento das denúncias contra Sarney no Senado, outras investigações continuam. O Ministério Público Federal do Distrito Federal apura de quem eram as ordens para que os atos administrativos não fossem publicados. Já o Ministério Público Federal no Maranhão investiga a Fundação José Sarney em razão da suspeita de que ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras à entidade tenham sido desviados para empresas fantasmas e empresas da família do senador -outro fato que o Senado optou por não investigar.

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SENADO | 14/08/2009 - 09:20

Petista Serys não assina manifesto pela saída de Sarney

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski
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Senadora mato-grossense Serys Marly tomou gosto pelo poder central e nem parece aquela combativa de quando era deputada pois, sequer, assina manifesto que pede saída temporária de Sarney da presidência

   A mato-grossense Serys Marli tem feito esforço tremendo para "segurar" na presidência do Senado o colega José Sarney (PMDB-AP), envolvido em vários escândalos. É acusado de cometer abuso de status de senador ao dar emprego e de beneficiar amigos e familiares, como o favorecimento de seu neto em contratos do governo, ter conta ilegal em um banco fora do país e de contribuir para a Fundação Sarney receber US$ 250 mil em dinheiro da companhia petrolífera estatal Petrobras. Além disso, cai sobre os ombros de Sarney a descoberta de atos secretos para esconder nomeações e outros privilégios, como auxílio-moradia de forma ilegal e de uma casa avaliada em R$ 4 milhões excluída do Imposto de Renda.

   Serys integra a bancada do PT composta por 12 senadores. Destes, apenas dois (Eduardo Suplicy e Marina Silva) assinaram manifesto que pede a saída temporária do peemedebista do cargo. O documento conta com 41 assinaturas dos 81 senadores, o suficiente para forçar o Conselho de Ética a se manifestar no sentido de ao menos instaurar processo de investigação contra Sarney.

   Ela é uma das petistas que não assinaram o manifesto. Nem parece aquela então deputada estadual combativa em Mato Grosso que liderou várias manifestações e ações na Justiça contra os governos Jayme Campos (91/94 e Dante de Oliveira (1995/2002). No poder central, a petista optou por seguir a linha "paz e amor" do presidente Lula. Quando questionada, costuma argumentar que segue a linha do partido e do Palácio do Planalto.

   São por posições como essas que Serys, pré-candidata à reeleição, enfrenta desgaste político em Mato Grosso e contribui para manutenção no poder de figuras como José Sarney. No fundo, ela tem lá seus interesses. Ocupa hoje, por exemplo, o cargo de segunda vice-presidência da Mesa Diretora. Sarney é aliado do presidente Lula, que está interessado no apoio do PMDB para a provável candidatura da petista e ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff nas eleições de 2010.

   Sem os 12 senadores do PT, Sarney teria uma margem frágil de 38 votos num eventual processo por quebra de decoro parlamentar, já que o número representa menos da metade dos 81 parlamentares. Além de Serys, outros dois petistas sustentam o desejo de que Sarney permaneça no cargo: a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC) e o sul-mato-grossense Delcídio Amaral.

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SENADO | 26/07/2009 - 15:25

3 senadores de MT ignoram escândalos e apoiam Sarney

Romilson Dourado

   O senador Jayme Campos (DEM) disse que a situação do seu colega parlamentar José Sarney (PMDB) à frente do Congresso Nacional é bastante delicada e praticamente insustentável. Segundo ele, Sarney precisa dar resposta à sociedade o mais rápido possível. “O clima está bastante ruim e cada vez mais difícil a situação dele (Sarney)”. Apesar de compor a bancada do DEM, que assinou o pedido de afastamento do presidente do Senado, o democrata pondera que a culpa de tudo que está acontecendo não é apenas do atual presidente da Mesa Diretora. “Não dá para corrigir tudo da noite para o dia. Muita coisa aconteceu em outras gestões e precisamos reconhecer isso”, afirmou, numa referência ao fato das irregularidades estarem acontecendo há pelo menos 14 anos.

  A opinião de Jayme é compartilhada pelo também democrata Gilberto Goellner. Segundo ele, o único crime cometido pelo presidente do Senado é o de prática de nepotismo, devido à nomeação de parentes em vários gabinetes. Já os escândalos financeiros envolvendo terceirizações feitas indevidamente, atos secretos, contas paralelas e contratos escusos “não dizem respeito a Sarney” já que ocorrem há mais de uma década e são responsabilidade de outras gestões, afirma Goellner, que tirou titular com a morte de Jonas Pinheiro (DEM).

   “Na verdade, o que ele (Sarney) fez é muito pouco perto dos escândalos financeiros de outras gestões”, argumenta Goellner. Ele diz ainda que "se Sarney sair todos da Mesa Diretora tem de renunciar ao cargo também". “Ninguém faz nada sozinho. Se ele sair todos que compõem a Mesa tem que sair. Até Serys (Marli) terá de renunciar”, ressalta. “Eles sabem de tudo o que acontece lá”, completa.

   A senadora Serys integra a Mesa e teve o nome envolvido em confusão depois que foi descoberta a nomeação de seu motorista por meio de ato secreto – veja aqui. “Acho muito difícil que Serys soubesse que o ato foi secreto. A maioria de nós nem sabia que isso existia”, defende Jayme Campos. Recentemente Sarney determinou o cancelamento de mais de 600 atos secretos.

    As denúncias mais graves contra Sarney apontam descoberta de mais de 600 atos secretos, além de duas contas paralelas. Ele promoveu várias nomeações de parentes em cargos DAS no Senado.   Alguns senadores, principalmente os tucanos e democratas, defendem o afastamento do presidente da Mesa Diretora para que todas as irregularidades sejam investigadas. Apesar de Lula defender a permanência de Sarney, a própria base petista estaria dividida. Serys, que é uma das defensoras da manutenção do peemedebista na presidência do Senado.

   Goellner e Jayme Campos preferem não opinar. Ambos argumentam que essa decisão deve ser tomada por Sarney ou pela Comissão de Ética do Senado. “Agora o que não pode acontecer é o governo insinuar que estas questões estão sendo levantadas para desestabilizar o governo federal”, disse Goellner, numa referência ao fato da ala governista afirmar que os democratas e tucanos só pedem o afastamento de Sarney para prejudicar a imagem de Lula. (Patrícia Sanches)

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