O prefeito Nilson Leitão só deve retornar a Mato Grosso nesta terça, mesmo já em liberdade. Acontece que seus documentos pessoais estão sob a custódia da Polícia Federal que, sem motivos, não conseguiu liberá-los nesta segunda à noite. Resultado: O prefeito deixou a cadeia, após depoimento no Superior Tribunal de Justiça, sem o RG e o CPF, tendo apenas em mãos o alvará de soltura.
"Isso é brincadeira. A Polícia Federal só sabe fazer suas ações. Cumprir suas obrigações, não!", protestou o advogado Marcelo Segura, que deve se hospedar num hotel em Brasília com Nilson Leitão até esta terça.
Assessores e familiares preparam recepção ao administrador tucano, que ficou preso 4 dias
O prefeito de Sinop, Nilson Leitão, deixou a prisão às 18h30 desta segunda, logo após prestar depoimento à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça. O tucano é um dos suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes em licitações de obras públicas, desmontado pela Operação Navalha da Polícia Federal (PF). Agora sem algemas, Leitão programa viagem de Brasília a Cuiabá nesta terça. Depois, se deslocará para Sinop. Seus secretários, familiares e amigos preparam recepção ao líder tucano.
O primeiro de Mato Grosso a ganhar a liberdade foi o ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de Sinop, Jair Pessine. Uma hora depois, foi a vez de Leitão também ser liberado. Agora, os dois vão responder ao processo em liberdade.
Mais cedo, outros dois suspeitos tiveram as prisões revogadas por decisão da ministra: João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe, João Alves Filho, e Geraldo Magela Fernandes da Rocha, ex-assessor do governo do Maranhão, foram liberados após serem ouvidos.
O conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe e ex-chefe da Casa Civil do Estado, Flávio Conceição de Oliveira, o ex-deputado federal José Ivan de Carvalho Paixão e o secretário de Infra-estrutura do Maranhão, Ney Barros Belo, já estavam em liberdade provisória por decisão do STJ e também tiveram as prisões revogadas nesta segunda-feira pela ministra. Eles também prestaram depoimento.
Segundo a assessoria do STJ, a ministra Eliana Calmon resolveu revogar as prisões preventivas porque entendeu que não havia mais risco de prejuízo às investigações, já que todas as buscas e apreensões foram efetuadas e também porque os suspeitos já prestaram depoimento.
vamos la no aeroporto de Sinop Recepcionar o homem minha gente: lá vai ter charanga vai ter palhaço vai ter juizes, advogados "jornalistas"discurso em apoio ao nosso "heroi" (principalmente do PSDB)eu acho que até o homem do "bomba bomba" e "mais uma lapada"vai estar lá eu acho que vou estar lá tambem para ver a bandeira do brasil tremulando nos cé us de Sinop. EM TEMPO:a OAB tambem vai estar lá para combater a corrupção.
O ex-secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Sinop, Jair Pessini, foi libertado nesta segunda à tarde, tão logo depôs no Superior Tribunal de Justiça. Ele foi interrogado pela ministra Eliana Calmon, a mesma que decretou a prisão de 46 pessoas sob acusação de envolvimento em fraudes em licitações. Dos presos pela Operação Navalha na última quinta (17), dois são de Mato Grosso: Pessini e o prefeito sinopense Nilson Leitão.
Há expectativa de Leitão, assim que depôr nesta segunda, também ser libertado. O prefeito foi denunciado em relatório da Polícia Federal de receber R$ 200 mil de propina da empresa baiana Gautama, que ganhou a licitação para realizar obra de rede de esgoto em Sinop. Pessini, segundo as investigações, teria sido o intermediador do esquema.
Em relatório, a Polícia Federal revela como seus agentes chegaram à conclusão de que o prefeito de Sinop, Nilson Leitão, preso na última quinta na Operação Navalha, teria recebido propina da empreiteira Gautama, que iria realizar obra de rede de esgoto no município. Destaca que o ex-secretário Jair Pessini foi flagrado, em Brasília, com uma sacola, supostamente contendo dinheiro "sujo". Segundo o documento, "após recebimento de propina, Jair Pessine dirigiu-se ao aeroporto de Brasília, de onde embarcou para MT, constando da lista de passageiros do mesmo vôo o prefeito Nilson Leitão".
Confira abaixo trechos do relatório da PF que compromete o prefeito Nilson Leitão e seu ex-secretário Jair Pessini
"Informamos que no dia 21 de março de 2007, quarta-feira, esta equipe de policiais se deslocou até o Hotel Grand Bittar, localizado na SHS Quadra 05 Bloco A, em Brasilia, onde identificou o sr. Jair Pessini (ex-prefeito de Sinop e assessor de Nilson Leitão, atual prefeito). Pessini (estava) no lobby do referido hotel por volta das 21:30h. Ficou no lobby até às 21:35h, quando entrou no elevador, retornando às 21:40h com uma pasta na mão.
Aparentando estar ansioso, falando constantemente ao telefone, o sr. Pessini ficava entrando e saindo do lobby para a frente do hotel, até que às 21:45h vai à recepção do hotel, conversa com o atendente e sai do hotel entrando em um táxi Fiat Pálio cinza. O referido táxi segue em direção ao prédio Embassy Tower, localizado a SRTV Sul Quadra 701, onde possivelmente subiu até o escritorio da Gautama.
Vale ressaltar que o sr. Pessini entrou no edifício acima mencionado sem portar qualquer objeto em suas mãos. O táxi acima referido continuou na portaria do referido prédio aguardando o sr. Pessini que em menos de cinco minutos desceu, agora com uma sacola escura em suas mãos, e dirigiu-se ao táxi.
Às 21:55h, estaciona na porta do Hotel Grande Bittar um veiculo Focus preto, placa MNO-0111, quando o motorista do mesmo dirige-se ao lobby do hotel e faz um telefonema. O táxi (que conduzia Pessini) retornou ao Hotel Grand Bittar às 22:05h. O sr. Pessini entra no hotel com o motorista do veiculo Focus, se dirigindo ao elevador carregando uma pasta (a mesma que saiu com ela do hotel) e uma sacola (a mesma que recebeu no Embassy Tower, possivelmente na Gautama)".
(Afirma o Ministério Público Federal que, segundo relatos da autoridade policial, após o recebimento da propina, Jair Pessine dirigiu-se ao aeroporto de Brasilia, de onde embarcou para o Mato Grosso, constando da lista de passageiros do mesmo vôo o prefeito de Sinop, Nilson Leitão. (...) Vale ressaltar que Leitão estava hospedado no quarto ao lado do quarto de Pessini no Hotel Grand Bittar.)
Por volta das 20:40h (daquele mesmo dia), Zuleido desceu de seu quarto pelo elevador e seguiu para a sala de ginástica do Hotel Nahum (em Brasília). Por volta das 21:05h, Leitão (o prefeito) chega ao hotel em um Fiat Pálio vermelho. Leitão dirigiu-se ao encontro de Zuleido na sala de ginástica do mencionado hotel, onde ficaram por alguns instantes. Por volta das 21:15h, sairam juntos da sala de ginástica, de onde Zuleido retornou ao seu quarto e Leitão saiu do HOTEL, possivelmente em direção ao aeroporto, onde embarcou em vôo TAM 3598 com destino a Cuiabá".
Blaszak propõe mecanismo simples para, sob o MP, fiscalizar licitações e contratos, onde o dinheiro público tem saído pelo ralo
O advogado José Luís Blaszak, professor de Direito Administrativo da Universidade de Cuiabá (Unic), aponta uma solução que considera simples no combate à corrupção no serviço público: a criação de curadorias de licitações e contratos. Ele destaca que, por meio desse mecanismo de fiscalização, seria possível acompanhar processo de aquisição pelo poder público nas esferas estadual e federal, envolvendo obras e reformas, enfim, tudo em termos de contratação de serviços de natureza pública.
Sugere que essas curadorias sejam comandadas tanto por membros do Ministério Público Estadual quanto Federal e que tenham à disposição estrutura física e pessoal para efetuar severamente a fiscalização de todos os processos licitatórios. "Isso já acontece, ainda que acanhadamente, com as fundações privadas. No entanto, nesse caso das licitações, a fiscalização contábil e de procedimentos deverá ser feita de forma muita mais apurada", destaca o advogado e professor universitário.
Perguntado sobre a barreira da dificuldade financeira para implantação dessas curadorias, Blaszak reage com veemência: "O dinheiro que será impedido de ir aos bolsos indevidos custeará com folga este projeto, bem como sobrará, ainda, milhões para os demais investimentos de natureza social, educacional e de saúde, entre outros". Para ele, "jamais se pode afirmar que não há soluções para o combate à corrupção no meio licitatório".
Exemplo
Na última quinta (17), enquanto José Luís Blaszak proferia uma palestra na OAB/MT, em que criticava a forma como são realizados os processos licitatórios no país, a Polícia Federal iniciativa a Operação Navalha, que resultou na prisão de 45 pessoas, sob acusação de envolvimento justamente no assunto que estava em debate. O evento foi organizado pela Comissão do Jovem Advogado (Cojad) e o professor discorria sobre o tema “Pregão Presencial e Eletrônico: Novos Rumos da Licitação”.
Blaszak observa que há anos instituições de pesquisa respeitadas apontam a corrupção como o principal entrave para o desenvolvimento do país. "Já se falou que o PIB brasileiro fica comprometido em 40% por conta do desvio das verbas públicas".
O professor destaca ainda que desde o advento da Lei de Licitações e Contratos, em 1993, processos em tramitação na justiça indicam desvio do dinheiro público para as campanhas políticas, o chamado caixa 2.
O empresário e acadêmico de Direito, Elvis Antonio Klauk Júnior, 24, foi preso por engano pela Polícia Federal na última quarta, durante a Operação Mapinguari. É o que garante o advogado Joaquim Spadoni. Segundo ele, Elvis Júnior nada tem a ver com um outro Elvis, que reside em Feliz Natal e que estaria envolvido em extração, transporte e comércio ilegal de madeira no Parque Indígena do Xingu. Na operação, foram presas 30 pessoas.
Segundo o advogado, os familiares de Elvis Júnior estão muito revoltados com a prisão indevida do empresário. Spadoni culpa o Ministério Público Federal, para quem "foi extremamente negligente e precipitado ao, antes de tomar qualquer decisão, não conferir quem é a pessoa citada num depoimento".
O advogado observa que teve acesso aos autos e a única referência ao nome de Elvis foi feita por um caminhoneiro. Este delatou uma pessoa como sendo Elvis, um explorador ilegal de madeira no Parque Nacional do Xingu. Para Joaquim Spadoni, a acusação recai sobre um Elvis que trabalha com tratorista na derrubada de árvores e não de Elvis Júnior, dono de uma rede de concessionárias em Cuiabá e estudante de Direito.
Destaca que seu cliente adquriu uma área no entorno da reserva, mas que, como não tomou posse oficialmente, a última vez que visitou a propriedade foi em 2001.
O advogado se diz seguro de que houve erro de identificação e agora prepara uma série de recursos junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em busca da liberdade de Elvis Júnior. Além de pedir a revogação da prisão temporária, a defesa solicitará uma acareação entre Elvis Júnior e os índios da região, uma forma de provar, segundo o advogado, que o empresário não tem qualquer envolvimento com a quadrilha desbaratada.
A investigação da PF durou cerca de um ano. Foram expedidos 57 mandados de buscas e apreensão e 47 mandados de prisão. As 30 pessoas pesas em Mato Grosso residiam em Feliz Natal, Paranatinga, Sinop, Sorriso, Vera, Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Canarana.
Em Cuiabá, agentes da PF prenderam a servidora da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) Célia Pereira de Carvalho e também Elvis Júnior, cuja indentificação, segundo o assessor jurídico Spadoni, está equivocada. A organização era composta por grileiros, proprietários rurais e arrendatários de fazendas em torno do Parque do Xingu.
Sob Nilson Leitão, a Prefeitura de Sinop (a 500 km ao Norte de Cuiabá), já havia agendado para segunda-feira (21) assinar a liberação de um empréstimo de R$ 40 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos seriam destinados à construção de uma rede de esgoto no município.
Estava tudo combindo para a obra ser realizada pela Gautama, que faz parte do consórcio de empresas que venceu a licitação. A empreiteira baiana está implicada no esquema de desvio de verbas federais, que já resultou na prisão de 45 pessoas, entre elas o próprio prefeito Leitão e o ex-secretário de Sinop, Jair Passine.
Leitão foi citado por funcionários da construtora Gautama em gravações telefônicas como beneficiário de propina no valor de R$ 200 mil. Segundo as investigações da PF, Leitão aparece em uma gravação em vídeo feita nos dias 20 e 21 de março deste ano em Brasília. Na sala de ginástica do hotel, encontrou-se com o proprietário da Gautama, Zuleido Soares de Veras.
O procurador jurídico da Prefeitura de Sinop, Astor Reinheimer, garante que o encontro de Leitão com Zuleido não incrimina o prefeito. Comenta que o pedido de prisão contra o Leitão foi embasado em depoimento de um agente da PF que também seguiu, em Brasília, também seguiu os passos de Jair Pessine, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Sinop e que está preso.
Pessine teria ido ao escritório da construtora e saído de lá com uma sacola preta, dentro da qual supostamente haveria uma quantia em dinheiro endereçada ao prefeito. O ex-secretário e o prefeito teriam voltado a Mato Grosso no mesmo vôo.
Às vésperas do Pleno do TCE julgar o balancete de 2005 da Câmara Municipal de Cuiabá, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), sob as lideranças de Antônio Cavalcanti, o Ceará, e Gilmar Brunetto, o Gauchinho, protocolou um pedido de tomadas de contas. O documentp traz questionamentos à gestão da então presidente do legislativo cuiabano, a hoje deputada Chica Nunes (PSDB). De acordo com o MCCE, um levantamento sobre gastos aponta indícios de fraudes de licitações e compras irregulares com notas frias.
O mesmo pedido entregue nesta sexta (19) no Tribunal de Contas será protocolado no Ministério Público, já que parte das fraudes denunciadas ocorreram no período eleitoral do ano passado. As contas de Chica devem ser apreciadas pelo TCE na próxima terça (22).
Na última sessão, o procurador junto ao TCE, José Eduardo Farias, pediu vistas da matéria. Antes, o MPE havia dado parecer favorável à aprovação com ressalvas. Um dos empresários que teve o nome de sua empresa envolvida nas fraudes entregou um dossiê à imprensa. Destaca que os documentos servem de prova e para distinguir as notas verdadeiras das falsas.
A empresa A J. F. Indústria, Comércio e Serviços de Móveis Ltda, de Antônio Jéferson Chaves de Figueiredo, prestou serviços ao gabinete do vereador Helny de Paula (PR), licenciado da Câmara desde 2005 para presidir a MTGás. À época, foram vendidos materiais de escritórios no valor de R$ 1, 8 mil. Figueiredo conta que ficou surpreso com uma ação popular do MCCE, em que sua empresa aparece cliente da Câmara em R$ 270 mil. A suposta venda teria ocorrido durante o processo eleitoral de 2006.
Na lista de notas fiscais falsificadas aparecem inúmeros itens de materiais utilizados em consultórios odontológicos como 14 caixas de amálgama (R$ 12,7 mil), 40 caixas de anestésico (R$ 6 mil), 20 caixas de broca (R$ 1,8 mil) e 30 caixas de flúor gel (R$ 1,8 mil). Constam ainda 75 caixas de leite desnatado, cujo valor unitário seria de R$ 22, 92 e 100 caixas de refrigerantes de dois litros, que custaram à Câmara R$ 29,15 cada. Foram consumidos, segundo as notas fiscais apresentadas, 186 caixas de torradas a R$ 60,13 a unidade e 210 caixas de água mineral ao custo de R$ 13,30 a garrafa.
Ao contrário das notas originais, emitidas pela Gráfica e Editora Coelho, as falsas foram impressas pela Gráfica Matias, cujo CNPJ apresentado, conforme a apuração do MCCE, é falso. “É uma falsificação grosseira, porque a logomarca da minha empresa é pequena, e essa é enorme. Isso já não é nem um clone mais”, afirmou o empresário. As notas falsas foram emitidas com a mesma numeração das originais, das quais constavam serviços prestados para diversos órgãos e empresas, entre eles a Procuradoria-Geral de Justiça de Mato Grosso.
“Isso foi feito em apenas seis meses, imagina durante toda a gestão. Essa denúncia só vem confirmar tudo que o movimento já falou e denunciou a respeito da Câmara e das irregularidades nos julgamentos do TCE”, avalia Antônio Cavalcante Filho, o Ceará, um dos coordenadores do MCCE.
Para provar à Justiça que não havia participado das fraudes, o empresário disse ter autorizado a quebra dos sigilos telefônicos e bancários da empresa e pessoal. Além disso, apresentou à imprensa um dossiê com todas as movimentações financeiras e serviços prestados pela empresa, desde 2004, quando foi criada. Nesse período, conforme o documento, as transações foram da ordem de R$ 15 mil. As atividades da empresa estão interrompidas há oito meses. (Com Assessoria)
A Polícia Federal está à procura de um terceiro nome de Mato Grosso que estaria envolvido na organização criminosa que desviava dinheiro de obras públicas. Nos bastidores, o comentário é que trata-se de um político.
Por questões estratégicas, a PF mantém silêncio sobre o nome procurado. A Operação Navalha já prendeu 45 pessoas em nove Estados e mais o Distrito Federal, entre elas dois mato-grossenses: Nilson Leitão, prefeito de Sinop, e o ex-secretário do município, Jair Passini.
A prisão na Operação Navalha do prefeito de Sinop, Nilson Leitão, uma das principais referências administrativas do PSDB no país, desmonta o partido em âmbito estadual. A legenda teve uma de suas "pernas cortadas". A outra que resta para sustentá-lo é do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos. A agremiação tucana chegou a ter em seus quadros 54 prefeitos até 2002, quando Dante de Oliveira (já falecido) comandava o Estado. Com a derrota da chapa majoritária naquele mesmo ano (Antero de Barros para governador e Dante para o Senado), o PSDB passou a enfrentar processo de esfacelamento. Hoje, reluta para se erguer. Conta somente com sete prefeitos.
Nilson Leitão desenvolvia um forte marketing de "gestor exemplar". Fazia questão de citar vários prêmios recebidos como administrador por seguir à risca, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, tombou politicamente. Foi acusado de receber propina em esquema de fraudes na execução de obras com recursos federais. Está preso junto com outras 46 pessoas
O prefeito cuiabano Wilson Santos se tornou a principal referência do PSDB no Estado, apesar da liderança um tanto abatida e desgastada do ex-senador Antero de Barros, que preside o partido.
Na Assembléia, a sigla tucana tem dois deputados: Chica Nunes, que enfrenta divergências internas, e Carlos Avalone, que substitui Guilherme Maluf, secretário de Saúde de Cuiabá. Dos oito federais mato-grossenses, uma cadeira é do PSDB. Hoje é ocupada por Nery Geller, no lugar da titular Thelma de Oliveira, que está licenciada.
eu acho que a policia esta muito certo mais existe muitos corruptos impune investique a prefeitura de caceres e verao as irregularidades que esses corruptos irmaos henry vem aprontando nesse municipio sera que a justiça ou a policia nao ve isso
eu vejo a frase LEITAO RECEBE 200MIL E ESTA PRESO, E O PEDRAO MENSALAO RECEBE MILHOES E SAIU DE BONSAO VAMOS PROCURAR SABER ROMILSON
Dos 40 presos na Operação Navalha, dois são de Mato Grosso, o prefeito Nilson Leitão, de Sinop, e o seu então secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Jair Piccini.
A Prefeitura de Sinop emitiu uma nota oficial. Nela, o procurador jurídico do Município, Astor Reiheimer, afirma que "sem acesso ao mandado de prisão ou aos autos, acredita que Leitão foi detido em decorrência da abertura de uma concorrência pública internacional para as obras de esgoto em Sinop". A empresa vencedora foi o Consórcio Xingu.
Segundo a nota, "o objetivo da Operação Navalha é averiguar desvios públicos de recursos federais por meio de licitações que envolvem o Consórcio Xingu, no qual a empresa Gautama faz parte". As investigações da operação iniciaram em novembro de 2006. Vários Estados estão sendo investigados.
A nota destaca ainda que "Sinop deveria estar assinando o contrato da obtenção dos recursos na próxima semana, no dia 23, no Rio de Janeiro". Clique aqui e leia a nota na íntegra.
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Confira a lista abaixo com nomes |
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| 1. | Zuleido Soares Veras: dono da Gautama |
| 2. | Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras: filho de Zuleido |
| 3. | Maria de Fátima Palmeira: diretora comercial da Gautama |
| 4. | Flávio Henrique Abdelnur Candelot: empregado Gautama |
| 5. | Abelardo Sampaio Lopes Filho: engenheiro e diretor da Gautama |
| 6. | Bolivar Ribeiro Saback: empregado-lobista da Gautama |
| 7. | Rosevaldo Pereira Melo: lobista da Gautama |
| 8 | 8. Tereza Freire Lima: funcionária da Gautama |
| 9 | Florencio Brito Vieira: empregado da Gautama |
| 10 | Gil Jacó Carvalho Santos: diretor-financeiro Gautama |
| 11 | Jorge E. Dos S. Barreto: engenheiro da Gautama |
| 12 | Vicente Vasconcelos Coni: diretor da Gautama no Maranhão |
| 13 | Dimas Soares de Veras: irmão de Zuleido e empregado da Gautama |
| 14 | Henrique Garcia de Araújo: administra uma fazenda do grupo Gautama |
| 15 | Ricardo Magalhães da Silva: empregado da Gautama |
| 16 | João Manoel Soares Barros: empregado da Gautama |
| 17 | Flávio Conceição De Oliveira Neto: ex-chefe da Casa Civil do governo João Alves Filho e atual Conselheiro do Tribunal de Contas Estadual |
| 18 | João Alves Neto: filho do ex-governador João Alves Filho (SE) |
| 19 | José Edson Vasconcelos Fontenelle: empresário |
| 20 | Alexandre de Maia Lago: sobrinho do governador do Maranhão |
| 21 | Francisco de Paula Lima Júnior: sobrinho do governador do Maranhão |
| 22 | Jair Pessine: ex-secretário municipal de Sinop |
| 23 | Ernani Soares Gomes Filho: servidor do Planejamento cedido à Câmara Dos Deputados |
| 24 | Roberto Figueiredo Guimarães: consultor financeiro do Maranhão |
| 25 | Ivo Almeida Costa: chefe de gabinete do Ministério das Minas e Energia |
| 26 | Jorge Targa Juni: presidente da Companhia Energética do Piauí |
| 27 | Iran César De Araújo Filho: Secretário de Obras de Camaçari (BA) |
| 28 | Edílio Pereira Neto: assessor de Iran César de Araújo Filho |
| 29 | Everaldo José De Siqueira Alves: subsecretário de Iran César de Araújo Filho |
| 30 | Luiz Carlos Caetano: prefeito de Camaçari (BA) |
| 31 | Adeilson Teixeira Bezerra: secretário de Infra-Estrutura de Alagoas |
| 32 | Denisson de Luna Tenório: subsecretário de Infra-Estrutura de Alagoas |
| 33 | José Vieira Crispim: diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura de Alagoas |
| 34 | Eneas De Alencastro Neto: representante do governo de Alagoas em Brasília |
| 35 | Marcio Fidelson Menezes Gome: diretor do Detran e ex-secretário de Infra-Estrutura de Alagoas |
| 36 | José Reinaldo Tavares: ex-governador do Maranhão |
| 37 | Nilson Aparecido Leitão: prefeito de Sinop |
| 38 | Ney Barros Bello: secretário de Infra-Estrutura do Maranhão |
| 39 | Sebastião José Pinheiro Franco: fiscal de obras do Maranhão |
| 40 | José De Ribamar Ribeiro Hortegal: servidor da secretaria de Infra-Estrutura do Maranhão |
| 41 | Flávio José Pin: superintendente de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal |
| 42 | Pedro Passos Júnior: deputado distrital |
| 43 | Humberto Rios de Oliveira: empregado da Gautama |
| 44 | Geraldo Magela Fernandes da Rocha: assessor do ex-governador José Reinaldo Tavares |
| 45 | Sérgio Luiz Pompeu Sá: servidor do Ministério das Minas e Energia |
| 46 | José Ivan De Carvalho Paixão: ex-deputado federal. |
Todos as 43 pessoas presas na Operação Navalha em nove Estados e no Distrito Federal, entre elas o prefeito mato-grossense Nilson Leitão, de Sinop, e o seu secretário municipal Jair Pecinini, serão transferidos para Brasília.
Conforme os policiais federais, a administração municipal privilegiava nas licitações a empresa Gautama e outras companhias participantes do esquema. A Gautama, segundo a PF, fazia obras que não eram necessárias ou entregava obras inacabadas.
Recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Luz para Todos também seriam alvos da organização, que vinha promovendo fraudes em licitações e desvio de verbas federais.
Além de Leitão e Picinini, estão detidos o deputado distrital Pedro Passos (PMDB-DF); o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT) e o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB).
Clique no vídeo e assista a uma das cenas das prisões e, na sequência, comentários do ministro Tarso Genro (Justiça) sobre a Operação Navalha.
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