Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:56 h

LEGISLATIVO | 01/01/2007 - 12:00

Lueci critica prefeito e diz que Chica tem 'saco roxo'

Romilson Dourado

       A vereadora de terceiro mandato Lueci Ramos (PFL), afilhada política do deputado estadual Humberto Bosaipo há 20 anos,  'roubou' a cena, na sessão desta manhã de 1º de janeiro durante posse da Mesa Diretora, sob a presidência de Lutero Ponce. Ela cutucou o prefeito Wilson Santos, que fazia parte do dispositivo de autoridades, afirmando que jamais deveria ter aceitado atuar como secretária de Bem-Estar Social. Também cobrou providências da administração quanto à falta de infra-estrutura dos bairros.

    Lueci integra a nova Mesa como primeira-vice-presidente. Ela deixou o cargo de secretária da gestão Santos sob desgaste por atuação pífia. No mês passado, para complicar ainda mais a sua imagem, foi denunciada pelo Ministério Público por atos de improbidade na cooptação de votos de forma ilícita para se reeleger vereadora.

      Em seu demorado discurso desconexo, Lueci citou 'Deus' 10 vezes. "Agradeço a Deus pela vitória. A ele toda honra e toda glória", afirmou, inicialmente. Ela agradeceu a postura do prefeito, destacando que o gestor não interferiu na eleição da Mesa e disse: "Às vezes, tem gente que não sabe perder. Por isso não podemos deixar uma pessoa no poder por muito tempo".

     A vereadora disse que quando foi secretária pôde perceber 'o quanto o prefeito trabalha'. Em seguida, disparou: "Retornei a esta Casa (Câmara), de onde nunca deveria ter saído. Jamais deveria ter aceitado o convite (para assumir secretaria", afirmou, olhando para o prefeito. "O êxito de Cuiabá não está só na sua mão, prefeito, mas está centrado também nas mãos de todos nós".  Entre críticas e elogios a gestão do tucano, Lueci Ramos criticou, indiretamente, o governo do ex-prefeito Roberto França. "O Wilson Santos vem lutando intensamente nestes dois anos de governo para arrumar a casa e sei o quanto a administração estava desordenada".

    Segundo Lueci, agora o prefeito terá dois anos pela frente para "mostrar a cara nos bairros e ajudar na resolução dos problemas emergenciais". Afirmou ainda que Wilson deveria ser perturbado porque ele havia feito a mesma coisa enquanto parlamentar.

     Ao lembrar da trajetória rebelde na infância do novo presidente da Assembléia, Lutero Ponce, Lueci disse que "Lutero foi terrível para os pais" e, numa referência ao ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), disse: "Deus iluminou o maior político de MT, quando convidou Lutero para assumir um cargo e ficar por aqui e não retornar mais para a África".

    Por fim, Lueci Ramos fez rasgados elogios à Chica Nunes, que deixou a presidência da Câmara. Disse que a deputada estadual eleita é determinada. "Não vou dizer que Chica é de saco roxo, mas está faltando homem nesta Câmara como ela. Vamos ver agora com o Lutero o que vai dar".

LEGISLATIVO | 01/01/2007 - 11:51

Poção promete autonomia como 1º secretário

Romilson Dourado

      Pivô da derrocada da candidatura de Luiz Marinho (PFL) à presidência da Câmara, o vereador Luiz Poção (sem partido) defendeu harmonia entre os Poderes. "Às vezes, tivemos momentos de turbulência, mas foi no sentido de acertar. Quero ser soldado do povo", declarou o parlamentar, com olhar atravessado para o prefeito Wilson Santos.

     Eleito para primeiro mandato, Poção registra uma trajetória política controvérsia. Ele se elegeu pelo PMN, foi para o PSDB e agora está sem partido. Era aliado do prefeito e assumiu até papel de interlocutor do Executivo junto à Câmara. Depois partiu para a ruptura. Na disputa pela Mesa Diretora, anunciou apoio à chapa de Luiz Marinho. Posou para fotografia com o chamado grupo dos 10 e deu entrevista, assegurando que jamais mudaria o voto. Só aguentou uma semana. Passou a apoiar a chapa de Lutero Ponce. Acabou eleito como primeiro-secretário. Está sob Poção o controle de um orçamento mensal de R$ 1,2 milhão. "Entro (no cargo de primeiro-secretário) com a propósito de fazer valer a autonomia e a transparência".

     Luiz Poção destacou que 70% dos vereadores são cuiabanos, inclusive o presidente da Câmara e "isso enaltece e enobrece". Em seguida, fez agracedimentos por tomar posse no segundo cargo mais importante da Mesa Diretora: "Agradeço à Chica Nunes, ao Lúdio Cabral (vereador do PT) e ao Chico Daltro (deputado do PP e que assume nesta segunda-feira o cargo de secretário de Estado de Ciência e Tecnologia)".

LEGISLATIVO | 01/01/2007 - 11:41

Fabrício reclama de cansaço, mas não menciona verba extra

Romilson Dourado

     Marcus Fabrício (PP), que continua na Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, agora como 2º secretário, disse, em discurso nesta manhã de segunda-feira, que "as sessões extraordinárias foram muito cansativas". Não mencionou, porém, que os 19 vereadores que estiveram presentes às cinco sessões convocadas pelo prefeito Wilson Santos embolsaram R$ 6,4 mil de extra cada, fora o salário de R$ 7,1 mil.

    Num discurso populista e de cortesia à Chica Nunes, que deixa a presidência da Câmara, Fabrício disse que a Assembléia Legislativa não será mais a mesma com a chegada de Chica, eleita deputada pelo PSDB com 27.648 votos.

LEGISLATIVO | 01/01/2007 - 11:01

Em discurso, Lutero fala em ética e transparência

Romilson Dourado

    Com uma hora de atraso, o vereador Lutero Ponce (sem partido) tomou posse nesta segunda na presidência da Câmara de Cuiabá, numa sessão solene com cerca de 300 convidados. Começou às 10 horas. Ele discursou por 25 minutos. Falou de sua trajetória e entrou em detalhes da vida pessoal. Revelou que foi um filho peralta e acabou, inclusive, sendo mandado pelos pais para um internato em Lins (SP), onde permaneceu por 4 anos. Foi garimpeiro, pecuarista e 'quebrou' financeiramente quando adotou a agricultura como profissão. Depois falou da experiência de montar uma mineradora na Libéria, país da África Ocidental. "Trabalhei lá mais por um ano para recuperar o que a lavoura me tomou. Mas a África me ensinou", conta o novo presidente do legislativo cuiabano, que passa a controlar um orçamento mensal de R$ 1,2 milhão.

     Lutero lamentou a morte da mãe Suely e destacou, após fazer confusão com datas, que resolveu permanecer em definitivo em Cuiabá, a partir de março de 98, quando o então governador Dante de Oliveira o convidou para ser o diretor-administrativo e financeiro do Instituto de Metrologia do Estado (Imetro-Imeq). No governo Rogério Salles (2002) passou ao cargo de superintendente do Imetro. "Espero repetir na Câmara o que fiz no Imetro, que fiscaliza tudo. O mandato de vereador é difícil, mas vamos agir com ética e transparência", prometeu Lutero Ponce, eleito em 2004 com 3.520 votos pelo PP.

    Em nenhum momento do discurso Lutero, que deixa o cargo de primeiro-secretário da Mesa para assumir a presidência, fez referência às acusações sobre atos de improbidade na Câmara. Apesar disso, pronunciou, por duas vezes, as expressões "transparência" e 'lealdade" e "ética".

     O parlamentar defendeu fortalecimento do legislativo e pediu apoio do prefeito Wilson Santos, que estava presente à sessão, no respaldo aos pleitos dos vereadores. "São os vereadores que estão próximos do povo. Esperamos ter um espaço maior na imprensa para divulgarmos as ações, as indicações e com muita responsabilidade". Lutero afirma que passa a comandar a Câmara até 31 de dezembro de 2008 com um único objetivo: "melhorar a qualidade de vida da população".

      Disse que a Câmara tem sido atuante. Citou, como espécie de prova dos trabalhos o fato de quatro vereadores terem sido eleitos nas urnas de 2006 a outros cargos eletivos (Walter Rabello, Chica Nunes e Guilherme Maluf como deputados estaduais e Valtenir Pereira como deputado federal). Lutero elogiou a antecessora Chica Nunes, para quem foi fundamental para a conquista do espaço da Câmara, que antes era ocupado pela Assembléia Legislativa, e enfatizou que o governador Blairo Maggi agiu com inteligência ao recuar e ceder o prédio para o funcionamento do legislativo cuiabano.

LEGISLATIVO | 01/01/2007 - 00:00

Brito é o primeiro a tomar posse no staff

Romilson Dourado

 O deputado estadual Carlos Brito (PDT), que não se reelegeu, será o primeiro a ser empossado na secretaria de Justiça e Segurança Pública. Em seguida, o governador Blairo Maggi e o próprio Brito darão posse aos demais integrantes do novo staff. Dos 21, somente 3 integram o governo pela primeira vez: Pedro Nadaf (Desenvolvimento do Turismo), Chico Daltro (Ciência e Tecnologia) e Gilberto Goellner (Desenvolvimento Rural). Luiz Henrique Daldegan atuava como adjunto e agora vira titular do Meio Ambiente. Flávia Nogueira foi secretária de Ciência e Tecnologia e agora retornar ao primeiro escalão na nova pasta de Projetos Educacionais. Cloves Vettorato foi remanejado da Seder para Projetos Estratégicos, assim como Luiz Pagot, que já conduziu as secretarias de Infra-estrutura e Casa Civil e agora está à frente da Educação, e Baiano Filho, que reassume o Esportes e Lazer. 

Saiba quem são os secretários empossados nesta segunda:

Administração
– Geraldo de Vitto Júnior
Apoio a Projetos Educacionais – Flávia Nogueira
Auditoria-Geral do Estado – Sírio Pinheiro
Casa Civil – Antônio Kato
Casa Militar – coronel PM Orestes de Oliveira
Ciência e Tecnologia – Chico Daltro
Comunicação Social – José Carlos Dias
Cultura – João Carlos Vicente Ferreira
Desenvolvimento do Turismo - Pedro Nadaf
Desenvolvimento Rural – Gilberto Goellner
Educação – Luiz Antônio Pagot
Esportes e Lazer – Baiano Filho
Fazenda – Waldir Teis
Indústria, Comércio, Minas e Energia – Alexandre Furlan
Infra-Estrutura – Vilceu Marchetti
Justiça e Segurança Pública – Carlos Brito
Meio Ambiente – Luis Henrique Daldegan
Planejamento e Coordenação Geral – Yênes Magalhães
Procuradoria-Geral do Estado – João Virgilio do Nascimento Sobrinho
Projetos Estratégicos – Cloves Vettorato
Saúde – Augustinho Moro
Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social – Terezinha Maggi

LEGISLATIVO | 01/01/2007 - 00:00

Lutero passa a conduzir Câmara de Cuiabá

Romilson Dourado

       O vereador de primeiro mandato Lutero Ponce (sem partido) assume nesta segunda, em solenidade às 9h, a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. Ele integra a base aliada do prefeito Wilson Santos (PSDB), que conta com apoio de 16 dos 19 vereadores. Lutero conduzirá, pelos próximos dois anos, um legislativo que recebe R$ 1,294 milhão de duodécimo mensal. Conta com 457 servidores cuja folha chega a R$ 760 mil. Cada vereador recebe R$ 7,150 mil mensais.

     Lutero conseguiu vencer a disputa pela Mesa Diretora ao se juntar aos planos de Chica Nunes (PSDB), deputada estadual eleita. Ambos cooptaram aliados do pefelista Luiz Marinho (PFL), que acabou desistindo. O pivô da reviravolta foi o vereador Luiz Poção (sem partido), batizado de 'vira casaca'.

       O novo presidente da Câmara defenderá no seu discurso de posse uma maior interação da Câmara com a população e vai propor sessões itinerantes. Por outro lado, não vai fazer referência às denúncias sobre supostos atos de improbidade administrativa da Mesa Diretora, da qual fazia parte como primeiro-secretário.

      A nova Mesa Diretora a ser empossada hoje é a seguinte:

Presidente: Lutero Ponce

Primeira-vice: Lueci Ramos (PFL)

Segundo-vice-presidente: Mário Lúcio (PV)

Primeiro-secretário: Luiz Poção (sem partido)

Segundo-secretário: Marcos Fabrício (PP)

LEGISLATIVO | 31/12/2006 - 12:00

Salário de prefeito aumenta 40% e supera o do governador

Romilson Dourado

  

     Na surdina, a Câmara Municipal de Cáceres (a 210 km a Oeste de Cuiabá) aprovou, com apenas um voto contrário, reajuste de 40% no salário do prefeito Ricardo Henry (PP). O subsídio mensal sobe de R$ 8 mil para R$ 11.640,00, já a partir de janeiro. Com isso, Henry passa a ganhar mais que o governador Blairo Maggi, que também terá o salário elevado em 5%, a partir deste mês de janeiro, de R$ 10,5 mil para R$ 11.030,25.

       Como os salários do vice-prefeito, dos secretários municipais e dos coordenadores estão vinculados ao do prefeito, todos ocupantes desses cargos foram contemplados. O efeito cascata aumentará a folha em cerca de R$ 50 mil por mês. Já para os demais servidores, o reajuste concedido antes foi de apenas 5%.

     Irmão do deputado federal Pedro Henry, Ricardo está de licença e reassume o posto de prefeito nesta terça, 2 de janeiro. Ele deixou tudo acertado com o seu vice Massato Nakahara (PTB) para encaminhar o projeto à Câmara. A proposta entrou na pauta na última sessão do ano, realizada quinta (28). Dos 10 vereadores, somente o pedetista Wilson Kishi, que deixa a presidência do legislativo nesta sexta (31), questionou e debateu o projeto. Foi o único a votar contra. Ele considerou uma incoerência elevar o salário do prefeito e assessores em 40% e, em contrapartida, conceder somente 5% de reajuste aos servidores.

LEGISLATIVO | 31/12/2006 - 08:36

Vereador espalha 10 outdoors contra concessão

Romilson Dourado

        O vereador Domingos Sávio (PMDB), em campanha contra a concessão do sistema de água e esgoto da Capital, espalhou 10 outdoors em pontos estratégicos de Cuiabá. Ele fez questão de inserir nos outdoors a mensagem "Água é vida e vida não se vende", seguida de "concessão = privatização, diga não à concessão da Sanecap. Trata-se de uma frase muito utilizada no passado pelo então deputado estadual e federal Wilson Santos, hoje prefeito pelo PSDB. Santos prepara agora o processo de concessão da Sanecap. Alega que o poder público não tem capacidade de investimentos e a única maneira do setor avançar é ser tocado pela iniciativa privada.

     Para Domingos Sávio, "a Sanecap é perfeitamente viável". A autaquia ampliou sua arrecadação de R$ 42 milhões para R$ 56 milhões em menos de 2 anos. Alerta que uma vez entregue o sistema à iniciativa privada, o primeiro impacto será aumento da tarifa.

     Enquanto o prefeito prepara uma campanha publicitária, com apoio do governador Blairo Maggi e da Federação do Comércio (Fecomércio) para buscar respaldo popular, Domingos Sávio faz o contrário. Ele iniciou um trabalho de panfletagem. Vai distribuir 140 mil panfletos, alertando sobre o ônus da concessão que, na sua análise, será o mesmo que privatizar. Para ingressar na Câmara com um projeto de iniciativa popular com vistas a derrubar o polêmico projeto, são necessários ao menos 17 mil assinaturas. O vereador garante que essa meta será alcançada nos próximos dias.

LEGISLATIVO | 31/12/2006 - 00:34

Relator pedirá cassação do deputado Ricarte

Romilson Dourado

       O deputado petisa José Eduardo Cardoso (SP) vai apresentar relatório ao Conselho de Ética da Câmara, sugerindo a cassação do deputado Ricarte de Freitas (PTB). Será tarde demais. O Congresso Nacional está em recesso e Ricarte, derrotado nas urnas à reeleição, conclui o seu mandato em 31 de janeiro, antes mesmo do processo ir à votação.

         A situação do deputado mato-grossense se complicou porque o empresário Luiz Antônio Vedoin, um dos chefes da máfia dos sanguessugas, entregou à Justiça Federal comprovantes de depósitos e de transferência de dinheiro para conta de parlamentares.

       Os papéis complicam a defesa de Ricarte, acusado de receber cerca de R$ 600 mil de propina em troca de emendas ao Orçamento. Também está em poder do relator Eduardo Cardoso documento que revela transferência de um Fiat Ducato, avaliado em R$ 70 mil e repassado a Ricarte.

         O deputado mato-grossense admite o uso do veículo, como teste, durante dois meses em 2002. Garante que não recebeu propina e diz não ter qualquer relação com a máfia.

        Dos 11 parlamentares que integram a bancada federal mato-grossense, sete foram acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas - esquema montado pela Planam, de Cuiabá, que consistia na compra de ambulâncias para as prefeituras com preços superfaturados a partir de emendas parlamentares. Para viabilizar o negócio, os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin (pai e filho) confessaram que pagaram propina a dezenas de parlamentares em troca de emendas à área da saúde. Ao todo, segundo a Polícia Federal, a máfia movimentou em torno de R$ 110 milhões.

      Dos 7 processos abertos contra parlamentares de MT, só falta apresentação de um relatório que envolve Ricarte. As acusações contra Pedro Henry (PP), Wellington Fagundes (PR), Celcita Pinheiro (PFL), Teté Bezerra (PMDB) e a senadora Serys Marly (PT) foram arquivadas. No caso de Lino Rossi (PP), o Conselho de Ética aprovou relatório pela cassação. A exemplo do caso de Ricarte, Rossi deve concluir o mandato antes do relatório ser votado em plenário. Somente Henry e Fagundes foram reeleitos nas urnas de 2006.

LEGISLATIVO | 30/12/2006 - 09:57

Bancada do PFL não aceita Goellner e marca reunião

Romilson Dourado

       A indicação do nome do empresário Gilberto Goellner para a pasta do Desenvolvimento Rural provocou revolta na bancada do PFL na Assembléia. Os deputados não aceitam a nomeação como sendo do partido e marcaram uma reunião para segunda, 1º de janeiro, às 14h, duas horas antes do início da solenidade de posse do governador Blairo Maggi. O encontro será no gabinete do líder da bancada, Dilceu Da Bosco. Além dele, vão participar os eleitos Wallace Guimarães, Zé Domingos e Gilmar Fabris, além do reeleito Humberto Bosaipo.

      A bancada argumenta que Goellner, em que pese ser filiado ao PFL, não pode ser considerado indicação da legenda.  A sugestão do nome, em verdade, partiu do próprio governador, com aval do senador Jonas Pinheiro. Os deputados afirmam ainda que, pelo acordo, a indicação teria que ser discutida com a bancada, o que não aconteceu.

       Na lista do governo, o PFL comandará três secretarias: Desenvolvimento Rural, com Goellner; Auditoria-Geral, com Sírio Pinheiro; e Infra-estrutura, com Vilceu Marchetti. Já para o PFL, nenhum dos 3 devem ser considerados como indicação da legenda.

LEGISLATIVO | 29/12/2006 - 21:26

Júlio nega envolvimento nas articulações políticas

Romilson Dourado

     O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Campos, garante que não está particpando de atividades partidárias. Segundo ele, o ex-prefeito Roland Trentini (PFL) deve ter mencionado o seu nome com alguém que o orientou politicamente "mais por um ato de gentileza".

      Em entrevista ao Reumo do Dia, da TV Rondon (Rede TV!), apresentado por Roberto França, Trentini contou que tinha sido convidado pelo governador para assumir a secretaria de Desenvolvimento Rural e, segundo ele, Júlio foi uma das pessoas consultadas a respeito do assunto. Júlio desconversa. Devido ocupar cargo de conselheiro do TCE, Júlio está proibido de se envolver na militância política, sob pena de perder a cadeira vitalícia. Ele assegura que encontrou Trentini por acaso. "Eu estava almoçando com o Jaime Campos (irmão) e o Trentini chegou comentando que tinha sido convidado pelo Blairo Maggi para assumir secretaria. Foi só isso. Não tem nada demais", argumenta Júlio Campos, que compõe o Pleno do TCE desde junho de 2002.

     Como teve uma militância partidária muito forte - presidiu o PFL e foi prefeito de Várzea Grande, deputado federal, senador e governador -, Júlio Campos admite que constantemente é procurado pelos amigos, que buscam orientação. "Se algum amigo me liga para me consultar, não tem nada demais. Não sou capado! Mas quero deixar claro que, depois que saí da política, nunca mais fui convidado pra nada", diz Júlio. Em seguida, o conselheiro conta que o governador Blairo Maggi, ao avistado no trecho próximo a Acorizal, fez questão de levá-lo na inauguração da rodovia de acesso ao município, cujo projeto teve início no seu governo.

LEGISLATIVO | 29/12/2006 - 17:26

Malheiros ainda espera convite para Casa Civil

Romilson Dourado

   

         O primeiro suplente da coligação PPS/PFL, Wagner Ramos, continua na expectativa de assumir cadeira de deputado estadual. Ele apostava todas as fichas que o governador Blairo Maggi nomearia à Casa Civil o deputado João Malheiros, o que lhe abriria espaço na Assembléia.

       Maggi tinha adiantado que iria nomear algum deputado para o 1º escalão para, com isso, abrir espaço na Assembléia ao suplente Ramos. Segundo ele, a região de Tangará da Serra, base eleitoral do suplente, era a única que não tinha conseguido representatividade com o resultado das urnas. Ontem, com a confirmação da permanência de Antonio Kato na Casa Civil, tanto Malheiros quanto Wagner Ramos demonstraram-se frustrados.

LEGISLATIVO | 29/12/2006 - 00:00

Prado e Novelli travam embates jurídicos

Romilson Dourado

      O procurador-geral de Justiça do Estado, Paulo Prado, e o presidente do Tribunal de Contas (TCE-MT), José Carlos Novelli, estão em rota de colisão. A briga começou com Prado. O chefe do MPE determinou que os procuradores José Eduardo Faria e Mauro Delfino César deixassem de atuar junto ao TCE para reintegrar à procuradoria, mesmo o Tribunal não tendo criado ainda a estrutura do Ministério Público do Tribunal de Contas.

       Para não comprometer a pauta de julgamento e apreciação anual de contas das câmaras municipais, das prefeituras e da estrutura do governo estadual, Novelli recorreu ao TJ e obteve liminar, garantindo a permanência dos dois procuradores no TCE. Prado prepara recurso no Supremo Tribunal Federal para derrubar a decisão. Enquanto isso, Novelli se vê obrigado a acelerar o processo de criação do MPTC.

        Os dois órgãos auxiliares também brigam por maior fatia orçamentária. O próximo embate jurídico entre o TCE e o MPE vai girar em torno da polêmica Lei 8.575, sancionada pelo governador Blairo Maggi em 31 de outubro deste ano. Foi aprovada na Assembléia sem alarde. A lei autoriza utilização de até 5% da receita do Detran de serviços relativos ao trânsito, principalmente de multa por infração, para investimentos em ações de atribuições ao Ministério Público, através do Fundo de Apoio ao MPE (Funamp). Trata-se de um trunfo para aumentar o orçamento do órgão. Somente neste ano, o MPE chefiado por Prado deve receber R$ 450 mil de repasse do Detran. Para 2007, serão R$ 4,5 milhões. São valores já assegurados em lei. O TCE entende que esse repasse é inconstitucional e se prepara para anular a lei.

LEGISLATIVO | 28/12/2006 - 11:17

Carro da Câmara para uso particular

Romilson Dourado

      Um veículo Gol, de cor marrom e placas JZR-9631, pertencente a Câmara Municipal de Cuiabá, está sendo utilizado para compromissos particulares. Ontem, pela manhã, foi usado para transportar 4 servidores até a Assembléia Legislativa. Eles disseram que foram à AL para conhecer o gabinete que será ocupado pela atual presidente da Câmara, Chica Nunes (PSDB), que assume cadeira de deputada na próxima segunda, 1º de janeiro.

      Chica figura entre 5 eleitos (3 estaduais e 2 federais) que foram denunciados pelo MPE por crime eleitoral. Os recursos contra a diplomação de José Riva, Mauro Savi e Chica, além dos federais Eliene Lima e Pedro Henry vão ser julgados pelo TSE.

LEGISLATIVO | 28/12/2006 - 09:27

Marcão e Ramon cotados para Secom da AL

Romilson Dourado

    Com Sérgio Ricardo (PPS) na presidência da Assembléia e José Riva (PP) na primeira-secretaria, a partir da eleição de 1º de fevereiro, poucas mudanças estão previstas nos cargos de secretários do legislativo mato-grossense.

     Na Comunicação, o jornalista Osmar Carvalho deve deixar o cargo com a saída da Assembléia do seu padrinho político Silval Barbosa (PMDB). Dois nomes já são cotados para o cargo: Marcos Lemos, o Marcão, repórter da Editoria de Política do Diário de Cuiabá, e Ramon Monteagudo, que já ocupou o cargo. A Secom ganhou maior estrutura e visibilidade. Mantém sob seu domínio a TV Assembléia, que passará a ser um canal aberto, e uma rádio.

      Nas demais secretarias, nenhuma mudança é cogitada. Dessa forma, Edmar Adams tende a continuar na secretaria-geral; Nadir Nascimento, no Serviços Legislativos; Edson José Menezes, na Administração e Patrimônio; Márcio Pommot, no Orçamento e Finanças; e Valtenir Rodrigues, no Recursos Humanos. A nova Mesa Diretora, que controlará um orçamento mensal de R$ 12 milhões, não pretende mudar também os secretários Adilson Moreira da Silva (Grupo Executivo de Licitação) e André Luiz de Moreira Souza (Informática).

LEGISLATIVO | 28/12/2006 - 07:02

Silval renuncia ao cargo de deputado

Romilson Dourado

     

        Silval Barbosa (PMDB) oficializou nesta quinta (28) a sua renúncia da cadeira de deputado e, consequentemente, de presidente da Assembléia Legislativa. Ele assume, no feriado de 1º de janeiro, o cargo de vice-governador. O primeiro-vice Zeca D\'Ávila (PFL) já é o novo presidente da AL. Ele dará posse ao governador reeleito Blairo Maggi e ao vice Silval na sessão solene de 1º de janeiro.

     Ex-prefeito de Matupá, Silval Barbosa disse que deixa a Assembléia, após dois mandatos, com a sensação do dever cumprido. Pretende se tornar interlocutor do governo junto aos deputados, com quem afirma manter boa relação de amizade.

LEGISLATIVO | 28/12/2006 - 04:08

Serys se recusa a deixar presidência do PT

Romilson Dourado

      A senadora Serys Marly preferiu mudar a postura, até então radical e de oposição ferrenha ao governo Blairo Maggi, a entregar a direção regional do PT. Em reunião interna recente, membros da executiva sugeriram que ela renunciasse ao mandato para facilitar a aliança com a administração Maggi sem constrangê-la. Lembraram também que a parlamentar estava enfrentando processo desgastante sobre suposto envolvimento com a máfia dos sanguessugas (posteriormente foi inocentada pelo Conselho de Ética do Senado) e que o resultado das urnas (teve 159.686 votos para governadora, ficando em 3º lugar) deveria servir de lição para o partido no sentido de reoxigenar e definir novas estratégias.

       Serys, de pronto, não aceitou entregar o comando do PT, que continua 'enrolado' financeiramente devido ao rombo deixado pelo gestão de Alexandre Cesar, denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por uso de caixa 2 na campanha a prefeito de Cuiabá, em 2004. A senadora concordou, porém, em adotar um discurso mais ponderado em relação ao governo Maggi. Ficou acertado que, em alguns momentos, ela até o elogiará, principalmente por Maggi ter apoiado a reeleição do presidente Lula no segundo turno.

    Para preservar Serys de tanto desgaste, ficou definido que no início desse segundo mandato da administração estadual, o deputado federal Carlos Abicalil e o estadual Ságuas Moraes atuarão como interlocutores do PT junto ao Palácio Paiaguás.

LEGISLATIVO | 27/12/2006 - 11:30

Aprovado PCCs com 14 emendas

Romilson Dourado

          Com 17 dos 19 votos de seus vereadores, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou nesta manhã de quarta (27) o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCs) dos servidores da Capital. Sob pressão de um grupo de funcionários, os parlamentares apresentaram cerca de 50 emendas. Após muita discussão, chegou-se, porém, a um acordo para aprovação do projeto somente com 14 emendas.

      A inclusão de 5 propostas ao PCCs ajudou a acalmar os ânimos de alguns servidores que até então resistiam ao projeto.  O projeto que agora vai à sanção do prefeito Wilson Santos assegura que vai haver  reajuste anual das perdas inflacionárias e reserva de 50% dos cargos DAS para os efetivos. Cria também a data-base em fevereiro e estabelece que todas as categorias vão ter curso de qualificação.

       Dos 19 vereadores, 2 não votaram. A presidente da Câmara, Chica Nunes (PSDB), e o peemedebista Walter Rabello, que alegou compromisso particular e saiu antes. Mesmo assim, Rabello embolsará R$ 810 reais por ter participado da extraordinária. Ao todo foram 5 sessões extras, que renderam R$ 6,4 mil (18 salários-mínimos) para cada vereador. A Câmara já entrou em recesso. Reabre em 15 de fevereiro.     



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