Sexta, 25 de Maio de 2012, 14:57 h

CULTURA | 24/10/2008 - 10:36

11 projetos recebem R$ 264 mil; 2 são vetados

Romilson Dourado

   O secretário estadual de Cultura, Paulo Pitaluga, aprovou mais 11 projetos culturais para os quais foram liberados R$ 264 mil. Entre eles, 4 são oriundos da Capital. As propostas são avaliadas e definidas pelo Conselho Estadual de Cultura, por meio do Fundo Estadual de Fomento à Cultura, criado para proporcionar suporte financeiro à administração estadual das políticas de cultura.

Paulo Pitaluga, que comanda a Cultura   Entre os "sortudos" dessa nova etapa, o que mais "abocanhou" dinheiro público foi o projeto Teatro e Educação, com R$ 50 mil, criado por Flávio Ferreira, de Cuiabá, e incluído na categoria artes cênicas. Já o projeto Autos de Natal, de Sorriso, levou R$ 40 mil. A Oficina de Artes Integradas, de Nobres, recebeu R$ 8 mil e foi o de menor valor. Alguns artistas têm reclamado sobre os critérios de escolha dos projetos que serão beneficiados, já que dificilmente se consegue ter acesso a eles.

   As categorias que foram beneficiadas compreendem patrimônio cultural, música, artes integradas e artes cênicas. Conforme a Lei 8.257, "dos recursos alocados ao Fundo, até 50% poderão ser destinados para atender à política pública de cultura e, o restante, no mínimo 45%, atende a projetos individuais, sendo 5% para despesas de custeio da pasta da Cultura e do Fundo.

  O Conselho Estadual de Cultura, formado por Edilene de Almeida, Wanderley da Silva, Joeli Melhorança, Luiz Antônio Tollotti e Ademir Binotto, resolveu cancelar a "ajuda" a outros dois projetos. Ambos são de Cuiabá. Tratam-se de "Cerâmica Bororo-Resgate" e "Ação Animada", que deveriam receber R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente. (Flávia Borges)

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CULTURA | 03/10/2008 - 22:25

Livro de ex-secretário revela origens históricas

Romilson Dourado


João Carlos se revela favorável à criação de novos municípios
Foto: Romilson Dourado

  O ex-secretário de Estado de Cultura, João Carlos Vicente Ferreira, lança a 3ª edição do livro "Cidades de Mato Grosso - Origem e Significado de Seus Nomes", em pareceria com o padre jesuíta José de Moura e Silva. Em visita ao RDNews, João Carlos comentou que a 1ª edição foi produzida em 1996, quando MT possuía 96 municípios. Em 1998, ele lançou a 2ª edição, quando o Estado já contava com 141 municípios.  "Somente agora, dez anos depois, nós atualizamos o livro com os nomes de todos as cidades do Estado, que hoje chega a 141 municípios". 

   Segundo ele, a idéia de escrever o livro veio após uma viagem a Ilhéus (BA), em 1993. "Foi uma viagem longa. Passamos por várias regiões do Brasil. Então, tive a curiosidade de saber de onde surgiram os nomes das cidades que íamos passando e resolvi pesquisar", diz. O ex-secretário informa que a etimologia dos nomes dos municípios mato-grossenses, em sua maioria, apontam para origem indígena, de regiões geográficas e de nomes de santos e próprios.

  Com 239 páginas, a nova obra lembra, por exemplo, que o primeiro núcleo de povoamento em MT foi em Cuiabá, em 1719. Depois, surgem outras povoações, como Diamantino, Rosário Oeste, Cáceres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Vila Bela da Santíssima Trindade, que foi a primeira capital. Em cada município, o livro de João Carlos traz a etimologia toponímica e a origem histórica.  

   Sobre a criação de novos municípios em MT, assunto polêmico entre políticos e outras autoridades, João Carlos disse ser favorável, desde que seja comprovada a necessidade da instalação da nova cidade. Na Assembléia Legislativa tramitam propostas para a criação de 45 novos municípios. "Acho importante, desde que o local esteja estruturado e desde que a região realmente precise dos serviços que uma nova cidade pode oferecer, como delegacias e hospitais", explica. Ele deixa claro, porém, que é contra a "criação compulsória de municípios, sem necessidade alguma".  (Flávia Borges)

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CULTURA | 10/09/2008 - 18:08

70 novos projetos abocanham verbas do Estado

Romilson Dourado

 O Conselho Estadual de Cultura aprovou 70 projetos, por meio do Fundo Estadual de Fomento à Cultura, criado para proporcionar suporte financeiro à administração estadual das políticas de cultura. O projeto da Federação Mato-Grossense das Associações de Cururu e Siriri, incluída na categoria Artes Integradas, foi o que mais recebeu verba. No total, foram destinados à Federação R$ 140 mil. Entre outros projetos liberados pelo Conselho, destaca-se o Coral do Estado de Mato Grosso, que na categoria Música levou R$ 50 mil, além do XII Tanfest: Festival da Canção Inédita de Tangará da Serra, que recebeu R$ 55 mil.

   A "ajuda" é distribuída em categorias como áudio-visual, música, artes cênicas, artes plásticas, literatura, patrimônio histórico e cultural. Conforme a Lei 8.257, "dos recursos alocados ao Fundo, até 50% poderão ser destinados para atender à política pública de cultura e, o restante, no mínimo 45%, atende os projetos individuais, sendo 5% destinado a atender despesas de custeio da secretaria de Estado de Cultura e do Fundo Estadual de Cultura.

   O Conselho Estadual de Cultura é formado por Edilene de Almeida, Wanderley da Silva, Joeli Melhorança, Luiz Antônio Tollotti e Ademir Binotto.  O secretário estadual de Cultura, Paulo Pitaluga, sob o pretexto de estava em Brasília, não quis comentar o assunto. Nenhum membro da Secretaria soube informar quais os requisitos para que um projeto seja aprovado e receba as tais verbas. (Flávia Borges)

  • Clique aqui e veja a relação completa com os projetos beneficiados
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CULTURA | 29/08/2008 - 12:56

Festival Cururu Siriri prossegue até este domingo

Romilson Dourado


Grupos culturais fazem apresentação durante o Festival
Foto: Paulo Kyd

  O 7º Festival Cururu Siriri, que iniciou nesta quinta e prossegue até domingo (31), no Museu do Rio, bairro Porto, é considerado o maior espetáculo da cultura popular mato-grossense. Cerca de mil pessoas, entre produtores culturais, dançarinos e técnicos de som, trabalham na produção do festival. Nessa edição, o evento reúne 24 grupos de siriri da categoria adulto, cinco da infantil, um da melhor idade e três grupos de cururu.

  Participam ainda 20 grupos que, durante os quatro dias farão apresentações, entre elas estão Araras Pantaneiras de Mimoso, Bacuri e Criança Esperança de Nossa Senhora do Livramento, Bico de Prata de Santo Antonio do Leverger e Coração Cuiabano de Cuiabá.

  Além do festival, acontece paralelamente, o projeto Sabor e Arte, com a 3ª Feira Gastronômica e Feira de Artesanato. A coordenação do evento prevê a visita de aproximadamente 20 mil pessoas até este domingo. Durante todo o festival, as linhas de ônibus especiais estarão disponíveis para atender os bairros no período noturno.

   Nesta quinta, marcando a abertura, nove grupos se apresentaram, sendo eles "O Berço do Cururu e Siriri", "Cururu", "Melhor Idade", "Cuiabaninhos Digorestes", "Passo Miudinho", "Ya Ya", "Nhana Santa", "Renovação Infantil" e "Raizinha". (Vívian Lessa)

   A festa de abertura foi transmitida pelo programa Bom Dia Mato Grosso, da TVCA - Clique aqui e assista.

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CULTURA | 17/06/2008 - 13:44

Pitaluga determina o tombamento de patrimônio

Romilson Dourado

   A secretaria de Cultura sob Paulo Pitaluga criou uma portaria e acrescentou a antiga Fábrica de Pólvora, localizada na região do Coxipó do Ouro, em Cuiabá, no "rol" dos patrimônios históricos e artísticos do Estado. A idéia do tombamento partiu do antecessor de Pitaluga, João Carlos Vicente Ferreira. A casa foi palco do assassinato do ex-governador do Estado, Antônio Paes de Barros, mais conhecido por Totó Paes. Foi ali, a menos de quatro quilômetros da fábrica, que em 6 de julho de 1906 Totó Paes foi fuzilado pela milícia de Generoso Ponce.

   De acordo com a portaria, o tombamento será feito numa área de aproximadamente 800 metros, situada a 25 km da Capital, na margem direita do rio Coxipó do Ouro e a esquerda 65 metros quadrados em direção ao túmulo simbólico de Totó Paes. Com esse processo, o local passa a contar com a proteção especial do poder público, que deverá velar para que os efeitos previstos em normas disciplinadoras sejam devidamente respeitados. (Pollyana Araújo)


Ex-secretário de Cultura João Carlos, idealizador do projeto de tombamento, recebe cumprimentos em solenidade ao lado do túmulo simbólico de Totó Paes
Foto: Guilherme Filho

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CULTURA | 30/05/2008 - 19:05

Conselho aprova R$ 40 mil para Festa do Queijo

Romilson Dourado


Secretário Paulo Pitaluga enfrenta críticas devido a projetos
Foto: Edson Rodrigues

  As aprovações de projetos culturais que pleiteiam recursos do Conselho Estadual de Cultura tiveram início na semana passada e já vêm causando polêmica. Um tópico com o nome “Os ratos irão ou estão fazendo a festa!!” publicado na corrente de discussão do Fórum Permanente de Cultura - grupo fechado que reúne vários artistas e produtores culturais de Mato Grosso -, manifesta o repúdio pela aprovação do projeto “Festa do Queijo – Riquezas do Campo”, proposto pela Prefeitura de Curvelândia, no valor de R$ 40 mil.

  O autor do manifesto prefere não se identificar, mas destaca que o secretário de Estado de Cultura, Paulo Pitaluga, “alegou a vários produtores culturais que estiveram reunidos em seu gabinete que ´este ano a bagunça acabou!!´, mas pelo que estamos vendo ´acabou de começar´, diz a declaração apócrifa.

   No começo de seu mandato, Pitaluga radicalizou o discurso e disse que iria moralizar o Conselho e só aprovar projetos que tivessem cunhos culturais. Criticou duramente as festas das prefeituras, que não fomentam a cultura mato-grossense e ainda trazem artistas de outros Estados para se apresentarem.

  Fato curioso é que a Festa do Queijo terá na sua programação o show da dupla sertaneja César e Paulinho, artistas do interior de São Paulo, e conta ainda com cavalgadas, a final da copa do queijo, maratona do queijo, concurso gastronômico, degustação do queijo gigante, além de outros shows e apresentações culturais.

  O manifesto ainda cobra uma justificativa organizacional do conselho e do secretário, já que é o presidente da instituição, que é composta por 10 conselheiros, 5 representantes eleito pela própria classe artística e outros 5 membros do governo nomeados pelo governador Blairo Maggi, com exceção de Pitaluga e do secretário de Estado de Fazenda, Éder Moraes, que possuem cargos permanentes.

  Em outro trecho do protesto, ele questiona as atitudes dos conselheiros: “Se os nossos representantes da cultura escolhidos para lutar pela ética, conforme discursos no dia da eleição, não tiverem critérios além dos eleitoreiros e do manda e desmanda do alto escalão do governo, continuaremos a ver o grande balcão de negócios da cultura, no que se diz respeito à aprovação de projetos”.

  • Leia aqui o manifesto apresentado no Fórum Permanente de Cultura. 

  Até agora foram gastos mais de R$ 659 mil em 12 projetos aprovados neste mês, sendo que os projetos “Cultura & Tradição Pantaneira” e o “Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá” foram os de maiores valores. Ficaram, respectivamente, com R$ 150 mil e R$ 146 mil.

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CULTURA | 28/05/2008 - 17:18

Leci Brandão vem à Capital participar de evento

Romilson Dourado

   A cantora Leci Brandão chega à Capital nesta quinta (29) para participar do evento "Cuiabá abraça a África". Ela vai fazer o encerramento da conferência, que acontece no Hotel Fazenda Mato Grosso. Leci é  conselheira da secretaria especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Os organizadores aguardam um público de 1,3 mil pessoas. Além de Leci, também estarão presentes os senadores Arthur Virgílio (PSDB) e Paulo Paim (PT), e os embaixadores dos países africanos Angola, Cabo Verde e Moçambique. (Pollyana Araújo)

   Confira a animação de Leci no palco

CULTURA | 21/05/2008 - 20:33

Pitaluga libera mais de R$ 600 mil para 12 projetos

Romilson Dourado

 O secretário estadual de Cultura, Paulo Pitaluga, aprovou a primeira remessa de projetos culturais para este ano. Antes destes foi aprovado somente o Auto da Paixão em caráter de urgência - leia mais aqui. Para os 12 projetos aprovados serão disponibilizados R$ 619,2 mil. Dentre as propostas que já tiveram aval do Conselho Estadual de Cultura está a do 15º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. No evento serão gastos R$ 146,6 mil, maior volume de recursos a ser disponibilizado. Os montantes devem ser repassados em 15 dias aos responsáveis pelos projetos em forma de carta de crédito.

   Dos projetos aprovados, 4 são de Várzea Grande e 3 de Poconé. De Várzea Grande o evento Expressões de Arte Negra receberá R$ 50 mil em nome de Benedita Catarina da Silva. Também vai contar com o incentivo da pasta as festas de São João e Bumba de Fogo. Já Poconé vai receber R$ 228,2 mil para celebrar a Cultura & Tradição Pantaneira, o 4º Festival Folclórico do Pantanal e a Festa do Glorioso São Benedito.

   Além de Cuiabá, Várzea Grande e Poconé, Curvelândia também será beneficiada com a Lei Estadual de Fomento à Cultura. Receberá apoio para promover o 2º Festival de Artes e Ciências do Vale do Jauru. Para Vila Bela da Santíssima Trindade, Pitaluga vai liberar R$ 50 mil, que devem ser investidos na Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade. Já Sorriso vai contar com R$ 27,7 mil a serem destinados ao projeto Vertentes Culturais de Mato Grosso. (Pollyana Araújo)

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CULTURA | 05/05/2008 - 21:19

Pitaluga vê irregularidades e critica o antecessor

Romilson Dourado

Secretário diz que artistas cuiabanos considerados "consagrados", como Nico e Lau, Dois a Um e Henrique, Claudinho e Pescuma não precisam de apoio da pasta

   Há dois meses no cargo e alvo de várias críticas, o secretário estadual de Cultura, Paulo Pitaluga, criticou nesta segunda (5), em entrevista ao RDNews, o que chamou de falta de responsabilidade do seu antecessor João Carlos Vicente Ferreira em aprovar projetos que não estavam previstos no orçamento da pasta. "Anulei projetos que chegavam a R$ 2 milhões, pois foram aprovados fora do orçamento". Alega ainda que as ações tomadas à frente da pasta estão sob a determinação do governador Blairo Maggi.

   Segundo ele, o Programa Estadual de Apoio à Cultura (Proac) prevê que todos os projetos devem ser liquidados no mesmo ano em que foram aprovados. Por causa disso, se viu "obrigado" a "rasgar" mais de 200 projetos do exercício de 2007. "Esses projetos eram irregulares e o conselho não poderia aprová-los". Ele afirma que pediu aos autores que reapresentassem os projetos para serem analisados criteriosamente.

   O secretário conta que vai trabalhar com a contenção de gastos e que seus objetivos, conforme determinara o governador, será a conclusão das obras iniciadas pela gestão anterior. "Quando fui nomeado, o governador me deu algumas algumas diretrizes básicas. Me disse assim: limpe primeiro as prateleiras antes de começar algo novo". Ele cita como principais metas o término do Cine Teatro de Cuiabá, a restauração da ponte de ferro, bem como a conclusão do Museu de Artes Sacras, ao lado da Igreja Bom Despacho, no centro da Capital.

   Criticado pelo corte de incentivos a alguns artistas, Pitaluga reafirma que artistas considerados "consagrados" não precisam mais receber apoio da secretaria. Ele explica que essa verba deve ser destinada ao fomento e não para manter artistas na mídia. Deixaram de receber ajuda do Fundo Estadual de Cultura os humoristas Nico & Lau, os cantores Henrique, Claudinho e Pescuma e Dois a Um. Agora, segundo ele, essa distribuição será feita de maneira "pulverizada", de forma que toda classe receba ao menos um pouco de recurso.

   Interlocução

   Quanto ao relacionamento um tanto conflituoso com os deputados, o secretário alega que tem atendido os parlamentares à medida do possível. "O Museu de Artes, por exemplo, que deve ser inaugurado em janeiro ou fevereiro do ano, que vem é uma indicação dos próprios deputados". Será construído no prédio onde funciona hoje o Moitará Sebrae Center. O secretário afirma que não vem agindo com radicalismo - leia mais aqui. "Tenho atendido aqui vários projetos culturais de diferentes áreas, então não estou sendo radical".

  Mudança

  Pitaluga afirma que não está tirando autonomia dos demais membros do Conselho Estadual de Cultura, do qual é presidente. "Não sou eu quem aprovo projetos. Na verdade o presidente não tem direito nem a voto, só em caso de minerva". Por outro lado, conta que pretende mudar a estrutura financeira do Conselho. Quer dividir as tarefas. "Já estou conversando com alguns deputados para que o Conselho fique responsável pelos projetos da classe artística, enquanto a secretaria cuidará das ações de governo".

   Nesse caso, a pasta terá autonomia para aprovar todos os projetos de autoria do Executivo, como o evento Auto da Paixão, promovido pela secretaria de Emprego, Trabalho, Cidadania e Assistência Social, sob a primeira-dama Terezinha Maggi. Por ter sido aprovado às pressas, esse projeto rendeu muitas críticas a Pitaluga. "Aprovamos de forma emergencial, mas estava no orçamento da secretaria", explica. Para evitar problemas semelhantes, adianta que vai aprovar o projeto Auto de Natal, para em seguida liberar a verba. (Pollyana Araújo)

(Às 23h55) - Em nota, secretário de Cultura se explica

  Após a publicação da matéria, Paulo Pitaluga não gostou do que leu. Encaminhou nota à redação contrapondo a matéria escrita pela repórter Pollyana Araújo. Eis abaixo o que diz o secretário de Estado de Cultura:
   "Em nenhum momento, durante a entrevista concedida ao RDNews, citei nomes de tais artistas. Comentei apenas que os já consagrados não terão apoio do Fundo Estadual de Fomento à Cultura por não atenderem um dos principais objetivos, que é o de incentivar novos talentos. Também não critiquei o meu  antecessor, João Carlos Vicente Ferreira, do qual sou amigo e já o procurei para esclarecer os fatos. Apenas, relatei o acontecimento, de que foram aprovados mais projetos do que o previsto pelo orçamento, o que caracteriza a irregularidade, entretanto, em nenhum momento chamo o ex-secretário de irresponsável."
Atenciosamente,
Paulo Pitaluga
Secretário de Estado de Cultura

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CULTURA | 27/04/2008 - 08:05

Radical, Pitaluga se vê isolado e já pede socorro

Romilson Dourado

  • Secretário cancelou mais de 100 projetos, que somam R$ 1,9 mi, inclusive muitos já executados
  • Decisões isoladas e sem autorização dos membros do Conselho Estadual de Cultura piora a relação
  • Carta aos deputados motiva críticas e Novacki tenta contornar processo de "fritura"
  • Para não cair, Pitaluga prioriza projetos indicados pelo casal Maggi e ignora músicos tradicionais

   O secretário de Estado de Cultura, Paulo Pitaluga, em menos de dois meses já meteu os pés pelas mãos. Assumiu com uma postura radicalista e foi tomando decisões sem consultar ninguém. Chegou à Cultura querendo marcar território, mas esqueceu que ninguém governa sozinho. Acuado, resolveu pedir socorro. Nesta sexta, se reuniu com o secretário da Casa Civil, Eumar Novacki, para buscar ajudar. O principal assunto foi o cancelamento dos projetos, que gerou polêmica, principalmente por ter pessoas com propostas já  executadas.

   Essa foi uma das atitudes que provocaram desconforto e críticas à gestão Pitaluga por parte de alguns deputados. Um deles é José Riva (PR). Da tribuna, o "baixinho" disparou críticas a Pitaluga por causa de cancelamento de vários projetos culturais, aprovados no ano passado pelo Fundo Estadual de Fomento à Cultura. "Teve projetos cancelados de pessoas que já tiveram executados os projetos, contando com o dinheiro e hoje estão endividadas. O senhor secretário sabia que assumiria uma pasta com dívidas, deveria ter consciência e quitá-las, não fazer o que fez.. Tinha projeto sérios e com valores pequenos de R$ 6 mil que poderiam ter sido considerados por ele", ressalta.

  Outra ação do secretário que motivou maior desgaste com o Legislativo foi um comunicado enviado à Assembléia Legislativa, informando que não seria possível atender os pedidos dos deputados para aprovação de projeto. Novacki, porém, nega que isso tenha ocorrido e disse que Pitaluga apenas lhe contou ter enviado uma solicitação aos parlamentares para que estes disponibilizassem emendas para Cultura. "Não chegou ao meu conhecimento nenhuma informação a respeito desta atitude do secretário. O que ele me disse é que enviou um documento para Assembléia para buscar mais recursos na área da Cultura através de emendas. O que é um direito dele buscar formas de disponibilizar mais verbas para o setor", justifica.

  O secretário-chefe da Casa Civil também disse que solicitou a Pitaluga que busque respaldo de sua equipe técnica e jurídica para justificar o cancelamento de mais de 100 projetos, que somam R$ 1,9 milhão. Novacki revelou que não houve nenhuma avaliação dos projetos que seriam anulados, nem mesmo para saber se haviam sido realizado. "Em tese, entende-se que se não houve o repasse dos recursos não foi possível realizá-lo e não é necessária a prestação de contas", considera. Além disso, segundo o edital de 2007, que dita as normas de atuação do Conselho, os projetos aprovados devem ser executados e liquidados no mesmo ano. Só que a última lista de aprovação ocorreu no final de dezembro, o que não dá prazo para o proponente realizar a ação e prestar conta.

   Novacki contou ainda que outro problema foi o gasto maior do que a receita. "Foram aprovados um número X de projetos, em que o montante era maior do que o orçamento". Não se pode esqucer que houve corte no orçamento depois da aprovação dos projetos, piorando ainda mais a situação da pasta até então tocada por João Carlos Vicente Ferreira.

  Conselho

  Além dos deputados, conselheiros também estão na bronca com as atitudes de Pitaluga. Ele aprovou várias resoluções ad referendum do Conselho Estadual de Cultura, ou seja, sem a aprovação dos demais membros da entidade. Isso gerou mal-estar, principalmente com os eleitos pela classe artística.

  Desde o início, Pitaluga declarou guerra a músicos tradicionais e de peso no Estado, como Henrique, Claudinho e Pescuma, Dois a Um e Nico & Lau. São todos já consagrados, mas que conseguem recursos do Fundo para realização de seus eventos, como ocorreu no ano passado, quando Dois a Um teve aprovado um projeto de R$ 150 mil para gravação do DVD.

  Mas sabe-se também que há muitos "apadrinhamentos políticos". Artistas que buscam respaldos de autoridades para conseguir recursos do Fundo e em geral as ordens vêm de cima para baixo. Portanto, o secretário de Cultura é apenas uma figura representativa, que perde suas forças perante os pedidos de pessoas influentes do próprio governo.

  Só que apesar de todo radicalismo, Pitaluga já afinou o discurso. Ele teria sugerido, em conversa por telefone com alguns conselheiros, que "olhassem com carinho" para projetos do governador Blairo Maggi e da primeira-dama Terezinha Maggi, com a argumentação de que estes não seriam imprestáveis. E isso não demorou a acontecer. Dias depois da publicação do PROAC-2008, quatro projetos referentes ao Auto da Paixão, chegando a quase R$ 500 mil, foram aprovados. O secretário chegou a alegar que o dinheiro seria devolvido, e que foi a única forma encontrada para disponibilizar o recurso de forma mais rápida.

 Outra crítica de alguns segmentos é que, do pequeno orçamento da secretaria, R$ 1,5 milhão vai para a Orquestra do Estado de Mato Grosso, que hoje já conta com apoio de empresas como a Votorantim e Pantanal Energia. Com isso, outros grupos pequenos deixam de ser ajudados e ações de maiores alcances, como cursos de capacitação, não podem ser realizados por falta de recurso.

  O que chamou a atenção também foi as duras críticas que Pitaluga proferiu contra seu antecessor João Carlos. Apesar de serem amigos e membros do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT), Pitaluga não poupou o ex-secretário e falou mal dele para quem quisesse ouvir, o que também gerou um mal-estar, até mesmo dentro da Secretaria e com demais políticos e amigos de Ferreira.

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CULTURA | 10/04/2008 - 10:42

Morre Joaquim Poeta, rei do Congo por 25 anos

Romilson Dourado


Soldados do Congo carregam caixão de Joaquim, rei por 25 anos

  Vila Bela da Santíssima Trindade está de luto e chora pela morte de sua autoridade máxima, o rei do Congo, Joaquim das Neves Fernandes Leite, aos 67 anos. Ele faleceu no final de semana, vítima de câncer de estômago, após 25 anos de reinado.

  Ser rei do Congo em Vila Bela não é apenas uma figura representativa da cultura. Trata-se do morador de maior importância para a população na cidade. Afinal, a dança do Congo também é muito mais do que uma simples manifestação cultural. Ela representa a resistência e luta dos negros que sobreviveram ao tempo de abandono e esquecimento pela qual o município passou em meados do século XIX, com a transferência da capital para Cuiabá. É feita com sentimento, pois é a história de seus antepassados que está sendo encenada pelos dançarinos do Congo.

  E é por isso que a população de Vila Bela, com o seu jeito peculiar de viver, baseada na cultura africanca, que ainda é muito forte no município, e acostumada a lutar pela sobrevivência, demonstra solidariedade nos momentos de dificuldades e todos se mobilizam para ajudar. Durante o velório de seu Joaquim, o caixão foi carregado pelos soldados do Congo, o que representa o respeito que os moradores tinham por ele.

  O poeta, como Joaquim era respeitado e admirado por todos, pertencia à Irmandade de São Benedito, responsável pela organização da festança de Vila Bela, que acontece sempre em julho. Após 25 anos, o povo vila-belense terá um novo rei do Congo, que é escolhido com o aval da população. Os congueiros vão se reunir para definir quem será o próximo rei. Ele precisa ter conhecimento da cultura, respeito à tradição, sabedoria e principalmente a estima dos moradores, para que possa exercer seu reinado com tranquilidade.

  O secretário Municipal de Cultura, Jonice Aparecido Marques de Almeida, disse que dois nomes estão sendo cotados para se tornar a nova autoridade máxima de Vila Bela. São eles: Antônio Coelho e Urbano Fernandes Leite, que é parente de Joaquim das Neves. Este povo de tradição não passa um ano sequer sem celebrar os festejos de São Benedito, o santo negro que representa à população local. Jonice Marques diz que o Congo é a identidade cultural do povo. Ele contou ainda que a festança deste ano será realizada de 16 a 27 de julho.

    Congo

   A Dança do Congo é uma manifestação devocional a São Benedito. Os dançarinos fazem a dramatização de uma luta simbólica entre dois reinados africanos. O vestuário é que mais chama atenção, principalmente pelo colorido e brilho das roupas. Os capacetes enfeitados com penas de ema, flores de papel e fitas coloridas são os adereços de mais destaque. Os congueiros são guardiões do santo, responsáveis por levá-los até a igreja. Não entram na igreja. Esperam na porta a saída da imagem de São Benedito para poder carregá-la novamente. Acontece que, na época da escravidão, os negros eram proibidos de entrar na igreja e, por isso, essa encenação representa o preconceito sofrido naquele período.

  Os dançarinos carregam na cintura um cantil com uma bebida chamada “kanjinjin”, que tem a função de estimulante, para garantir que consigam dançar por dois dias seguidos, praticamente sem parar, em louvor a São Benedito. (Alline Marques)

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CULTURA | 31/03/2008 - 07:50

Sob a Sinfra, obra do Cine Teatro está empacada

Romilson Dourado

  As obras do Cine Teatro Cuiabá se transformaram numa novela e têm como um dos protagonistas Vilceu Marchetti, secretário de Estado de Infra-Estrutura, que hoje responde pelo projeto. Tudo começou no governo Dante de Oliveira (1995/2002), com o então secretário de Cultura,  Elismar Bezerra. Já se vai uma década e as obras continuam empacadas.

   O novo secretário de Cultura, Paulo Pitaluga, anunciou em seu discurso que a conclusão das obras é uma de suas prioridades. Na prática, porém, já começa a enfrentar problemas com prazos, pois, segundo ele, a Geosolo, responsável pela obra física, prometeu terminar sua parte no quinta (3), mas tudo indica que esse prazo não será cumprido. Detalhe: quem deveria estar tomando providências sobre o projeto era a Sinfra e não a Cultura. A pasta da Cultura, apesar de muito cobrada pela entrega da obra, é simplesmente responsável por acompanhá-la e emitir relatórios à Sinfra, responsável por licitar e pagar as empresas contratadas. Se houve atraso, a culpa é da Sinfra, já que Cultura nunca viu a cor do dinheiro referente à obra do Cine Teatro. 

   A obra está orçada em R$ 4 milhões, sendo R$ 1,8 milhão proveniente do Fundo de Desenvolvimento Social e Estrutural de Mato Grosso (Fundesmat). Do montante, R$ 2,2 milhões foram viabilizados por meio de convênio com a Caixa Econômica Federal. Através de um termo de cooperação entre as pastas da Cultura, Infra-Estrutura e Casa Civil, a empresa Geosolo recebeu em 2005 pouco mais de R$ 600 mil e mais R$ 320 mil no ano seguinte. Ficou faltando cerca de R$ 570 mil para 2007. A Ônix, empresa responsável pela instalação do sistema de refrigeração recebeu ainda em 2006 R$ 399 mil, valor total do contrato. O prazo para conclusão dessa etapa de instalação do ar-condicionado seria janeiro de 2007, mas ainda não foi entregue.

   O impasse começou desde o início da licitação, quando a Ônix foi desclassifica por não ser considerada habilitada. Ela conseguiu uma liminar judicial que lhe garantiu a participação no processo licitatório. O valor do termo era de R$ 570 mil, desde que a empresa realizasse a refrigeração do Cine Teatro por R$ 399 mil. Sendo assim, venceu a licitação, mesmo a Sinfra sabendo que o valor seria inviável para realização de toda a obra. Manteve-se resguardada pela lei, que permite que o valor apresentado seja até 70% abaixo do limite estipulado pela pasta. Talvez seja por isso que a empresa não tenha sido descartada mais uma vez e também para evitar outra ação judicial. O fato é que a Sinfra deveria ter exigido que a empresa apresentasse um atestado, garantindo a realização do serviço dentro das especificações relatadas pelo edital de convocação, ou seja, garantindo a qualidade da obra sem aditivo.

   Fato curioso é que em janeiro do ano passado, um dia antes de vencer o prazo para conclusão da obra e anulação do contrato, a Ônix, "na calada da noite" despejou todo o equipamento de refrigeração. Diante deste fato, o prazo foi prorrogado, sem que lhe fosse dada nenhuma punição referente ao atraso. De acordo com a lei federal das Licitações (número 8.666/93), caso a empresa não cumpra com os prazos estabelecidos, o governo pode advertir através de uma notificação, multá-la ou ainda desclassificá-la, suspendendo-a temporariamente de participar de licitação e impedida de contratar com a Administração, por dois anos ou ainda pelo tempo que perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante o próprio órgão que aplicou a penalidade. A empresaa tem prazos hábeis para recorrer da ação e, mesmo que entre com recursos na Justiça, isso não impediria que a obra fosse continuada, até que fosse solicitado o seu embargo.
 

   Além dos impasses com as licitações, a Geosolo e a Ônix criaram uma “guerrinha” para justificar o marasmo da obra. A empreiteira diz que teve que parar toda a obra para que fosse realizada a instalação do ar condicionado. Já a Ônix joga a culpa para a Geosolo. Com isso, a obra continua empacada, sem nenhuma providência, enquanto a população aguarda reaver um dos mais importantes patrimônio da Capital.

    Escândalo

   As obras do Cine Teatro Cuiabá vêm de escândalos relaciados à ONG Fundação Nativa, responsável por gerenciar o espaço na década de 1990. A organização recebeu cerca de R$ 250 mil de uma empresa incentivadora cultural em Cuiabá e deveria ter o valor deduzido do imposto em função da Lei de Incentivo à Cultura. Posteriormente, foi feita uma complementação de R$ 50 mil. A construtora contratada para realizar a obra acabou interrompendo o trabalho por falta de pagamento. Além do desvio de verba, o Ministério Público encontrou sete irregularidades na obra. Na época, o então secretário Elismar Bezerra foi acusado de ter se beneficiado com o desvio. O MP o denunciou por malversação de dinheiro público e outros crimes.

   A presidente da Fundação Nativa, na época, Alaíde Poquiviqui Palma, está foragida. Mas pelo que se sabe, ela já responde pelo mesmo crime no Maranhão, onde no ano passado o Ministério Público Federal propôs ação de improbidade administrativa contra ela devido ter incorporado ilicitamente ao  patrimônio pessoal verba destinada à restauração de Igreja Nossa Senhora do Carmo, causando prejuízo ao erário. A Funativa celebrou, em dezembro de 1997, contrato de patrocínio com a Telebrás para obras de restauração da Igreja, de Alcântara (MA), juntamente com o acervo de bens a ela integrados, em troca dos benefícios de incentivos fiscais previstos na Lei 8.313/91 (Lei Rouanet).
 
  Alaíde também já foi condenada pelo TCU há menos de um mês e terá de pagar R$ 145,4 mil  por irregularidade no uso de recursos do Ministério da Cultura. O dinheiro foi repassado para concluir as obras de restauração da igreja de Santana do Sacramento, em Chapada dos Guimarães. Alaíde Poquiviqui era especialista neste tipo de crime e têm várias ações contra seu nome na Justiça. Mas, apesar de não ter sido encontrada pela Justiça, seu nome aparece cadastrado em um site da Churrascara Potência do Sul, em Brasília. Clique aqui e confira.

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CULTURA | 17/03/2008 - 10:10

Auto da Paixão custa quase R$ 500 mil ao Estado

Romilson Dourado

   Os três dias do evento "Auto da Paixão de Cristo", realizado no ginásio Aecim Tocantins no último final de semana, na Capital, custou R$ 497,3 mil ao governo do Estado. O montante foi dividido em quatro contratos. Todos destinados a um só fim: dar suporte técnico ao evento que contou com a presença do ator da Rede Globo, Carlos Casa Grande. O "cachê" foi liberado pelo novo secretário estadual de Cultura, Paulo Pitaluga, aos organizadores. Para a promoção do espetáculo foi montada uma "big" estrutura, com nove cenários com vistas a reconstituir a paixão e morte de Jesus Cristo.

   Os termos foram separados em quatro, um deles de R$ 67 mil destinado ao projeto "Feliz Páscoa". A realização teve o aval do Conselho Estadual e Cultura. O gasto mais alto foi para o projeto o "Auto da Paixão II", que custou R$ 149,6 mil, enquanto o termo firmado entre Pitaluga e o empresário Clean Roque Orben, um dos organizadores, custou R$ 137,4 mil ao erário. Para a encenação "Via Sacra", foram liberados R$ 143,9 mil pagos a Kllaus César Souza.

    Foram disponibilizadas cerca de 5 mil poltronas e ainda um parque de diversão com vários brinquedos infantis. Animais, como cavalos, inovaram o evento. No ano passado, a atração do espetáculo foi o ator Luciano Szafir, que fez o papel de Jesus. (Pollyana Araújo)


Carlos Casa Grande, principal atração do evento, que...


...contou com a presença da primeira-dama Terezinha e do governador Blairo Maggi
Fotos: Marcos Negrini

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CULTURA | 10/03/2008 - 08:33

Pitaluga exonera diretor e vai cancelar projetos

Romilson Dourado

  Afoito, sem papas na língua e com seu estilo explosivo, o novo secretário de Estado de Cultura, Paulo Pitaluga, já exonerou o secretário-executivo do Conselho Estadual de Cultura, José Mário de Siqueira, estuda cancelar mais da metade dos projetos já aprovados devido à falta de recursos e fará reajuste orçamentário. No lugar de Mário, Pitaluga escolheu Luíza Pereira, que já é do quadro efetivo da Cultura. Também trocou o adjunto. Saiu Toco Palma e entrou Francielle Leão.

   Ele está há menos de 20 dias no cargo. Substitui João Carlos Vicente Ferreira. Pitaluga é daqueles que partem para o enfrentamento independente de quem seja. Internamente, já começa a conviver com  divergências. Decidiu, logo na primeira semana de gestão, exonerar o diretor José Mário. Quer acabar com suspeitas de irregularidades ou de privilégios na análise dos projetos culturais que pleiteiam recursos pela Lei de Fomento à Cultura.

   A pasta detém R$ 14,1 milhões de orçamento para este ano. Só os projetos aprovados já totalizam cerca de R$ 13 milhões. Pitaluga quer cancelar metade. "Isso aqui está uma confusão. Vamos ter uma reunião hoje do Conselho de Cultura para darmos algumas diretrizes", diz o novo secretário, nesta segunda (10). Para Pitaluga, muitos projetos apresentam "defeitos de forma e essência". "A maioria das propostas falta documento e vamos analisar um por um. A vontade é de cancelar todos projetos, mas alguns só faltam mesmo documentos". Explica que na lista há projetos que tiveram recursos liberados já neste ano, enquanto outros foram aprovados e estão empenhados para a verba já ser creditada.

   De todo modo, aqueles que se sentirem prejudicados com eventuais bloqueio de projetos devem recorrer à Justiça com mandado de segurança, o que tende a criar embate jurídico.

   Paulo Pitaluga diz que vai seguir à risca a orientação do governador Blairo Maggi, no sentido de priorizar os chamados novos artistas porque entende que os "que já estão na estrada há um bom tempo se vêem consolidados". "Vamos dar maior atenção aos novos artistas, novos cantores, escritores, fomentando as artes plásticas, a literatura, a música".

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