Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:04 h

Rumo à Copa de 2014 | 10/03/2010 - 09:30

Consórcio Santa Bárbara vence e constrói novo Verdão por R$ 342 mi

Patrícia Sanches


 A Arena Multiuso, que substituirá o Verdão, terá áreas como business seats (112 lugares), tribuna de honra para 79 pessoas e camarotes vips (1.456 lugares), além de 880 lugares em camarotes, além de espaço para a imprensa

   O Consórcio Santa Bárbara - Mendes Júnior, formado pelas empresas Santa Bárbara Engenharia S/A e Mendes Júnior Trading e Engenharia S/A, de Minas Gerais, venceu a licitação e vai demolir o estádio Governador José Fragelli, o Verdão, e construir a Arena Multiuso para a Copa do Mundo de 2014. A empresa venceu após apresentar proposta no valor de R$ 342 milhões. No princípio o governo estimou gastos de R$ 450 milhões para a construção do novo estádio. Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, ainda será feita análise de item por item dos documentos para confirmar se a empreiteira contempla todas as exigências previstas no edital de licitação. A segunda menor proposta foi da empresa Kallas Usiminas de R$ 348,8 milhões para a execução das obras.

  Com a definição do nome da empresa que ficará responsável pela execução da principal obra de infraestrutura na Capital rumo aos jogos mundiais, o governo consegue dar o “pontapé inicial” para cumprir todas as metas exigidas pela Fifa. As obras precisam ficar prontas até maio de 2013.

  O futuro estádio foi projetado com um estacionamento para 15 mil vagas. As arquibancadas devem ser cobertas e com assentos e divididas em níveis. Serão 880 lugares em camarotes, além de espaço para a imprensa em 108 divisões. O estádio também terá áreas específicas, como business seats (112 lugares), tribuna de honra para 79 pessoas e camarotes vips (1.456 lugares). O campo de jogo prevê dimensões de 105x68 metros. Não haverá o fosso como no estádio Verdão e o público terá maior proximidade com o campo.

   Os outros consócios habilitados eram Kallas - Usiminas: Kallas Engenharia Ltda. e Usiminas Mecânica S/A; Construcap - Convap (Novo Verdão): Construcap - CCPS - Engenharia e Comércio S/A e Convap Engenharia e Construções S/A; Pantanal: Construtora Sanches Tripoloni Ltda. e Lotufo Engenharia e Construções Ltda.; Contern - Viero: Contern - Construções e Comércio Ltda. e Construtora Viero Ltda. (Com Adriana Nascimento)

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Rumo à Copa de 2014 | 09/03/2010 - 08:40

Verdão começa a ir abaixo neste mês

Flávia Borges

Fernando Ordakowski
 
Presidente Sachetti e diretores Yênes, Yuri, Brito, Bonilha, França e Jefferson estão prontos para derrubar Verdão

   Mesmo sob resistência de alguns setores, o Governador José Fragelli virá abaixo a partir deste mês junto com as chamadas águas de março. No mesmo espaço do Verdão, na região da Cidade Alta, em Cuiabá. surgirá um novo estádio, ao custo de R$ 450 milhões. Mesmo com a construção da Arena Multiuso, que será utilizada para a Copa do Mundo de 2014, a ideia de demolir o Verdão ainda enfrenta resistência. Entidades de classe, como a Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado (Assut), chegaram a protocolar uma ação civil pública para tentar impedir que o Verdão seja demolido.

   Alheio a essa questão, o time de diretores da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal, a Agecopa, presidido por Adilton Sachetti, dá prosseguimento à ação. As obras precisam ficar prontas até maio de 2013. O futuro estádio foi projetado com um estacionamento para 15 mil vagas. As arquibancadas devem ser cobertas e com assentos e divididas em níveis. Serão 880 lugares em camarotes, além de espaço para a imprensa em 108 divisões. O estádio também terá áreas específicas, como business seats (112 lugares), tribuna de honra para 79 pessoas e camarotes vips (1.456 lugares). O campo de jogo prevê dimensões de 105x68 metros. Não haverá o fosso como no estádio Verdão e o público terá maior proximidade com o campo.

   A engrenagem é complexa porque além do estádio devem ser feitas adequações no sistema de trânsito e transporte de massa da Capital, segurança, saúde e turismo. Cinco consórcios concorrem atrás da obra. Só um é de Mato Grosso: o Consórcio Pantanal. Os demais grupos ou empresas são de São Paulo e Minas Gerais. No cronograma de trabalho da Agecopa também segue a elaboração de projetos para o início das principais obras a serem feitas para o Mundial.

   Estrutura

   Instituído pelo governador Blairo Maggi (PR) com assinatura do Decreto 2.257, a estrutura organizacional da Agecopa conta com 80 cargos técnicos. Sua Diretoria Colegiada é composta de sete pessoas, incluindo o presidente Sachetti. Os diretores atuam provisoriamente em salas no ginásio Aecim Tocantins. Cabe à autarquia planejar, executar, controlar, fiscalizar e coordenar os projetos especiais do governo para Cuiabá sediar o Mundial. Somente de repasse do Estado, por meio de um Fundo, a Agecopa receberá ao menos R$ 1 bilhão até 2013. Esse montante deve ser utilizado no pagamento de pessoal.

   A Diretoria da Agecopa é composta por Yênes Magalhães (Planejamento e Gestão), Yuri Bastos Jorge (Assuntos Estratégicos), Sachetti (presidente), Jefferson Carlos de Castro Júnior (Orçamento e Finanças), Roberto França (Comunicação e Marketing), Carlos Brito (Infraestrutura) e Agripino Bonilha Filho (Articulação Interistitucional). Os cargos estão divididos entre um presidente e seis diretores e diversos assessores, gerentes, coordenadores e chefes de gabinetes. Com salários serão consumidos praticamente R$ 150 mil mensais. Cada diretor tem direito a 9 assessores especiais, com salário de R$ 7,5 mil cada, o que totaliza R$ 67,5 mil ao mês.

Enquete
O que acha da demolição do Verdão
  • Decisão correta
  • Poderia construir outro
  • Não tenho opinião
Chart?chd=s:99d&chl=decis%c3%a3o+correta+%2848

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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Rumo à Copa de 2014 | 03/03/2010 - 18:44

Sachetti vai a Brasília nesta 5ª para pedir "socorro" a Pagot

Adriana Nascimento

Adilton Sachetti    O presidente da Agência da Copa do Pantanal (Agecopa), Adilton Sachetti, se reúne nesta quinta (4), em Brasília, com o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Luiz Antonio Pagot, para discutir a viabilização de verbas para Cuiabá. A Capital tem avenidas que ainda pertencem ao governo federal, como a Miguel Sutil, a BR-163, 364 e a 070, bem como a avenida Fernando Corrêa da Costa. Elas podem receber financiamento do órgão federal. A informação foi dada por Sachetti, em entrevista nesta quarta (3), no programa Cidade Independente, da Rádio Cidade.

   Os projetos, conforme o presidente, foram viabilizados pela Ampa, Aprosoja e Acrimat, o que acelerou o processo. “Se nós fossemos licitar os projetos, seria um prazo considerável para atender a exigência da Lei 8.666. Teríamos isso só no ano que vem mas, com essa ajuda, conseguimos fazer os projetos a tempo”, comemorou.

   Sachetti salientou ainda que não há possibilidade de Cuiabá deixar de sediar jogos da Copa de 2014. Ele destacou que há compromissos assumidos de todas as esferas do governo e da Fifa. "Portanto, não dá pra ninguém voltar atrás". As obras na Capital estão dentro do cronograma previsto.

   Segundo ele,  as alterações na mobilidade urbana darão um rápido acesso entre o Verdão e as saídas da Capital. Uma das obras destacadas é a MT-251, que dá acesso a Chapada dos Guimarães. A demolição e construção do novo estádio Governador José Fragelli, o Verdão, é aguardada com expectativa. Na próxima segunda (8), o governo divulga o resultado da licitação dentre as empresas que se candidataram à obra, enquanto a Sinfra vai comunicar o resultado das impugnações nesta sexta (5). “Temos que olhar a floresta e não a árvore. Claro que tem situações pontuais que precisam de esclarecimentos, mas tem que se olhar o todo”, apontou. Dentre os principais entraves nos trabalhos está o pedido de um morador de Cáceres no Ministério Público para a anulação da Copa em Cuiabá. "O MPE nos encaminhou e estamos esclarecendo tudo. Fora isso, há a questão da Assut, uma associação que não quer a demolição do Verdão".

   Ele diz estranhar o fato da Assut, formada pelos representantes dos usuários de transporte urbano, questionar a obra de reconstrução do Verdão. Segundo ele, os membros da entidade não se manifestaram em momento algum nas audiências públicas feitas para discutir o assunto. “Para que o povo saiba dos cuidados tomados, o site G1 divulgou que o projeto do Verdão foi considerado o melhor das 12 sedes, em termos de acessibilidade, por uma assessoria britânica. Também haverá a certificação Lead, que garante a preocupação com os cuidados ambientais”.

 

Clique no play e confira entrevista de Adilton Sachetti à Rádio Cidade

 

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