Augustinho é o único entre os 22 secretários de Estado que é cogitado à disputa no pleito de 2008, apesar de Vilceu Marchetti (Infra-Estrutura) também estar se movimentando nos bastidores como alternativa do PFL à Prefeitura de Primavera do Leste. O secretário toca hoje o segundo maior orçamento da máquina do Estado. São R$ 543,1 milhões, considerando as transferências da União. Em 2004, Augustinho ensaiou candidatura a prefeito de Sapezal. Recuou, porém, após pedido do governador para continuar atuando no Estado. Ele começou na vida pública como assessor técnico (93/94) e secretário de Administração (1997/2001) da Prefeitura de Campo Novo do Parecis.
Com a eleição de Maggi para governador, Augustinho assumiu a secretaria-adjunta de Política Fiscal da pasta da Fazenda e foi também adjunto de Administração do Estado antes de passar a conduzir a Saúde a partir de agosto do ano passado.
Quem são os secretários de Estado
Carlos Brito – Justiça e Segurança Pública
Antonio Kato – Casa Civil
Orestes de Oliveira – Casa Militar
Yênes Magalhães – Planejamento
Waldir Teis – Fazenda
Sírio Pinheiro – Auditor-Geral
Neldo Egon – Desenvolvimento Rural
Alexandre Furlan – Indústria, Comércio, Minas e Energia
Terezinha Maggi – Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social
Pedro Nadaf – Desenvolvimento do Turismo
Vilceu Marchetti – Infra-Estrutura
Luiz Pagot – Educação
Geraldo de Vitto – Administração
Augustinho Moro – Saúde
José Carlos Dias – Comunicação
João Virgílio – Procuradoria-Geral
Luiz Henrique Daldegan – Meio Ambiente
Baiano Filho – Esportes e Lazer
João Carlos Ferreira – Cultura
Chico Daltro – Ciência e Tecnologia
Cloves Vettorato – Projetos Estratégicos
Flávia Nogueira – Políticas Educacionais
O presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo (ex-PPS), acertou com o governador Blairo Maggi, em reunião nesta sexta (23), a filiação no Partido da República. Para não criar constrangimento com o senador Jaime Campos, que estava na expectativa de seu retorno ao PFL, o deputado combinou com Maggi para nenhum dos dois falar sobre a decisão antes de Sérgio fazer o comunicado oficial ao cacique pefelista.
À imprensa, Sérgio preferiu dizer que sua decisão sobre futuro partidário vai ser anunciada no próximo mês. Foi uma estratégia utilizada para se despistar dos jornalistas. A considerar o calendário, significa que na próxima semana o presidente da AL deve confirmar o o seu ingresso no PR.
Sérgio se vê numa saia-justa. Ele havia assumido compromisso com Jaime para retornar ao PFL, no qual esteve por alguns meses em 2004. Diante do acordo, o senador mergulhou nas articulações políticas e foi um dos responsáveis pela eleição de Sérgio à presidência da Assembléia. Agora, o parlamentar decide acompanhar Maggi para o novo PR. Deve, inclusive, assinar ficha de filiação no ato programado para 5 de março.
Pela primeira vez dos últimos 10 anos, um período pré-eleitoral registra tantos deputados estaduais dispostos a concorrer a eleição para prefeito em cidades-pólos. Um dos principais motivadores é que eles nada têm a perder. Não precisam renunciar ao mandato e, se forem derrotados, continuarão com a vaga garantida na Assembléia. Dos 24 recém-empossados, 12 (50%) se articulam para o próximo pleito. Um dos mais entusiasmados é o médico Wallace Guimarães (PFL). Em 2004, ele entrou na disputa na reta final, em substituição a Campos Neto (PP). Perdeu a Prefeitura de Várzea Grande para Murilo Domingos (PPS) por uma diferença de apenas 588 votos.
Agora, Wallace está tão determinado a entrar no páreo novamente que nem se preocupa com rumores de que o PFL estaria analisando outras opções de candidaturas, como de Lucimar Campos ou do conselheiro do Tribunal de Contas, Júlio Campos, que, nesse caso, se aposentaria até meados deste ano. Além de Wallace, o deputado Maksuês Leite (PP) trabalha pré-candidatura à sucessão em VG. Ele também disputou em 2004 e ficou em terceiro e último lugar.
Três parlamentares estão de olho na Prefeitura de Cuiabá: Walter Rabello (PMDB), Sérgio Ricardo (PPS) e Guilherme Maluf (PSDB). O peemedebista figura entre os primeiros colocados nas pesquisas internas. Sérgio, hoje presidente da Assembléia Legislativa, concorreu nas urnas de 2004 e foi eliminado no primeiro turno. No caso de Maluf, suas pretensões são consideradas mais um balão de ensaio, já que a legenda tucana aposta na reeleição do prefeito Wilson Santos.
A disputa em Sinop, cidadé-pólo do Nortão, caminha para o confronto entre dois deputados: Dilceu Dal Bosco (PFL) e Juarez Costa (PMDB). Em Rondonópolis, o deputado Zé do Pátio (PMDB) estará de volta. No último pleito, ele ficou em terceiro lugar, mas com uma pequena diferença de votos entre o segundo (Wellington Fagundes) e o eleito (Adilton Sachetti). José Domingos (PFL) trabalha retorno à Prefeitura de Sorriso. Se o seu grupo não encontrar um nome com visibilidade eleitoral capaz de ameaçar a reeleição do prefeito Dilceu Rossato (PPS), Domingos se lançará à briga. Ele já administrou Sorriso por três mandatos.
Depois de perder em 2004, o deputado Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), também não abre mão da corrida sucessória em Barra do Garças. O parlamentar de segundo mandato Ságuas Moraes (PT) admite nos bastidores a possibilidade de vir a concorrer em Juína, onde foi prefeito por oito anos. Até mesmo o suplente Wagner Ramos (PPS), que no próximo dia 1º assume a cadeira de João Malheiros, sonha com a Prefeitura de Tangará da Serra.
Além destes 12 deputados, há outros dois que não descartam entrar no páreo: Percival Muniz (PPS), ex-prefeito de Rondonópolis por dois mandatos, e Ademir Brunetto (PT), que já concorreu, sem êxito, a sucessão em Alta Floresta.
Quem são os deputados estaduais pré-candidatos a prefeito:
Wallace Guimarães (PFL) – Várzea Grande
Maksuês Leite (PP) – Várzea Grande
Walter Rabello (PMDB) – Cuiabá
Sérgio Ricardo (PPS) – Cuiabá
Guilherme Maluf (PSDB) – Cuabá
Dilceu Dal Bosco (PFL) – Sinop
Juarez Costa (PMDB) – Sinop
Wagner Ramos* - Tangará da Serra
Adalto de Freitas (PMDB) – Barra do Garças
José Domingos (PFL) – Sorriso
Zé do Pátio (PMDB) – Rondonópolis
Ságuas Moraes (PT) – Juína
(*) Assume cadeira na AL em março no lugar de João Malheiros
O recém-empossado deputado federal Valtenir Luiz Pereira já está trabalhando pré-candidatura a prefeito de Cuiabá. Decidiu entrar na disputa mais para marcar posição e, assim, atender a uma exigência da direção nacional do PSB. Uma das determinações da direção naconal é que em 2008 a legenda socialista tenha candidatura própria em todas as capitais. Em Cuiabá, o nome de maior expressão é de Valtenir, defensor público licenciado e ex-vereador, eleito federal no ano passado com 52.401 votos.
Líderes da cúpula nacional, principalmente o ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes (CE) e o governador Eduardo Campos (PE), tinham como certa a filiação ao partido de Blairo Maggi. Acabaram se frustrando quando soube que o governador mato-grossense optou por trocar o PPS pelo PR. Não souberam, porém, que o próprio filiado Valtenir foi um dos entraves para a cooptação de Maggi. O parlamentar condicionou ingresso de Maggi ao PSB ao apoio à sua candidatura ao Palácio Alencastro.
Há uma 'inflação' de pré-candidatos a prefeito da Capital. Mesmo faltando 19 meses para as eleições gerais, ao menos nove nomes são cogitados, alguns inclusive ainda sem filiação partidária. Estão no páreo, além de Valtenir, o petista Carlos Abicalil, o empresário Mauro Mendes e o presidente da MT Fomento, Éder de Moraes (ambos devem aderir ao PR), o ex-prefeito Anildo Lima Barros (PFL), os deputados estaduais Guilherme Maluf (PSDB), Walter Rabello (PMDB) e Sérgio Ricardo (dividido entre PFL e PR) e o próprio prefeito Wilson Santos, que trabalha a reeleição.
A nomeação de Ricarte como espécie de 'embaixador' do governo mato-grossense na Capital Federal deveria ter sido publicada no Diário Oficial desde a última quinta. Como passou a ser pressionado por vários aliados para rever o convite, Maggi acabou postergando a nomeação. Ricarte, por outro lado, confia que ocupará o cargo, vago desde dezembro, com a exoneração do ex-senador Louremberg Nunes Rocha. O nome do ex-deputado foi indicado pelo ministro Walfrido Mares Guia (Turismo), de quem Ricarte é amigo pessoal.
O professor Sérgio Cintra, um dos principais aliados políticos do prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB), deve retornar ao PPS até junho. Ele recebeu convite do Mover, movimento de esquerda da legenda socialista, e a tendência é aceitá-lo. Cintra deixou o PPS em julho de 2004, após enfrentar conflitos com o grupo do governador Blairo Maggi, que já se desfiliou da agrremiação para aderir ao Partido da República no próximo dia 5.
Perguntado sobre a possibilidade de retorno ao PPS, num momento em que o governador está deixando o partido, Sérgio Cintra disse: "Agora ficou um partido com os ideais socialistas. Depois de ser o Partido dos Plantadores de Soja, o PPS volta a ser novamente um partido socialista". No PPS, Sérgio Cintra pretende viabilizar candidatura a vereador por Cuiabá.
Mesmo com estilo populista e demagógico para alguns, o deputado Sérgio Ricardo passou a ser 'assediado' por dois grupos políticos, mais pelo fato de ter chegado à presidência da Assembléia Legislativa. O governador Blairo Maggi escalou seu principal interlocutor político, secretário de Educação Luiz Antônio Pagot, para tentar cooptar Sérgio ao PR. O senador Jaime Campos, em nome do PFL, resolveu fazer o mesmo. Sérgio está deixando o PPS, assim como o governador, e a tendência natural seria migrar para o Partido da República. O problema é que o deputado, numa jogada estratégica e para se autovalorizar, passou a condicionar seu ingresso no novo partido à garantias de espaço privilegiado no diretório de Cuiabá.
No fundo, Sérgio quer ditar as regras na definição de candidatura e na política de alianças para as eleições do próximo ano na Capital. Nessa discussão, vislumbra até uma nova candidatura ao Palácio Alencastro. Em 2004, ele concorreu e, mesmo com o ex-prefeito Roberto França e o governador Maggi no palanque, teve uma votação decepcionante.
Em seis anos de vida pública, Sérgio saiu de vereador para deputado. Está no segundo mandato e já conquistou a presidência da Assembléia. Começou no PMN, foi para PFL e agora está de malas prontas para deixar o PPS. Do PFL, o presidente da Assembléia já obteve a garantia de que terá autonomia para conduzir a agremiação em Cuiabá. O cacique Jaime Campos apostou tanto na filiação de Sérgio que mergulhou nas articulações para elegê-lo presidente do legislativo mato-grossense. Chegou até a promover um churrasco de confraternização com os deputados.
Após sinalizar para retorno aos braços do PFL, no qual esteve por alguns meses em 2004, Sérgio passou a ser preocupação da turma da botina. O trator Luiz Pagot o tem procurado com maior frequência no sentido de convencê-lo a seguir o mesmo rumo partidário do governador. Sérgio sabe que há resistência a seu nome no grupo, mas mesmo assim sinaliza para ingresso no PR, inclusive com a possibilidade de vir a comandar a legenda na Capital.
Os blairistas não querem dar trégua a Jaime Campos, que já está em pré-campanha à sucessão estadual. O senador vai transformar o seu PFL na maior bancada na Assembléia e, numa eventual ruptura, traria problemas para o governo. Hoje, o partido tem cinco deputados (Dilceu Dal Bosco, Humberto Bosaipo, José Domingos, Gilmar Fabris e Wallace Guimarães). Se cooptar Sérgio, a legenda pefelista, que passará a se chamar Partido Democrata (PD), não só se consolida como dona da maior bancada como dirigente do Poder Legislativo.
A Folha de S. Paulo deste domingo (18) traz uma reportagem em que revela que o apresentador de TV Gugu Liberato, consegue, finalmente, a concessão da TV Pantanal Som e Imagem, de Cuiabá. A concessão tinha sido anulada no final do governo FHC e agora, após quatro anos de discussão judicial, o nome de Gugu é incluído no cadastro oficial do Ministério das Comunicações como acionista da emissora.
Se você é assinante Folha Clique aqui para ler a reportagem completa, senão confira a reprodução abaixo, na íntegra.
Gugu ganha concessão de emissora de TV em Cuiabá
Apresentador e sua irmã são donos de 49,99% da TV Pantanal Som e Imagem
Em 2002, concessão foi anulada porque emissora ainda não funcionava, como exige lei do setor; canal não foi inaugurado até hoje
ELVIRA LOBATO
DA SUCURSAL DO RIO
O apresentador de televisão Augusto Liberato, o Gugu, conseguiu, enfim, sua emissora de televisão. Depois de ter uma concessão anulada no final do governo Fernando Henrique Cardoso e após quatro anos de discussão judicial, ele foi incluído no cadastro oficial do Ministério das Comunicações como acionista da TV Pantanal Som e Imagem, de Cuiabá.
Liberato e a irmã, Aparecida Liberato Caetano, são oficialmente proprietários de 49,99% da Pantanal. No contrato registrado em dezembro pela Junta Comercial de Mato Grosso, o majoritário da empresa é a mulher de um empresário de Cáceres, Vera Lúcia Klauk.
Em outubro de 2002, na eleição presidencial, o então ministro das Comunicações, Juarez Quadros do Nascimento, anulou a concessão da mesma TV Pantanal que havia sido outorgada a Liberato em agosto daquele ano.
O caso ganhou repercussão porque Gugu era âncora da campanha do candidato do PSDB, José Serra, e porque o contrato de concessão foi declarado ilegal pela Consultoria Jurídica do Ministério das Comunicações.
A legislação de radiodifusão só admite a venda de concessões de TV após decorridos cinco anos de funcionamento da emissora, e Gugu havia comprado a Pantanal dos antigos sócios antes de a emissora entrar em funcionamento. Até hoje, a TV não foi inaugurada.
O apresentador contestou a decisão de Juarez Quadros no Superior Tribunal de Justiça, mas o STJ confirmou o entendimento do ministério.
No ano passado, o atual ministro das Comunicações, Hélio Costa, autorizou uma solução para a TV de Liberato: o apresentador e a irmã ""devolveram" a empresa aos antigos sócios, retirando-se oficialmente da sociedade. Costa aceitou o argumento de que o apresentador agiu de boa-fé, ao comprar a empresa antes do prazo permitido por lei e assinou o contrato de concessão em nome dos antigos sócios.
Na ocasião, o marido e procurador de Vera Klauk, Elvis Klauk, disse à Folha que Gugu tinha perdido o interesse pelo negócio e que eles buscariam financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para colocar a TV no ar.
A retirada de Gugu do quadro societário foi recebida pelos executivos de radiodifusão apenas como uma estratégia do apresentador para obter de volta a concessão, porque ele já havia investido muito no canal.
Só a concessão custou R$ 1 milhão, tomando-se por base a proposta feita pela Pantanal na licitação pública. Quando foi cancelada a concessão, o prédio e a torre de transmissão da TV, em Cuiabá, já estavam construídos e a emissora já tinha licença para retransmissão em quase todas as capitais.
Os sócios
A Folha obteve na Junta Comercial de Mato Grosso cópia da última alteração contratual da Pantanal Som e Imagem, registrada no dia 5 de dezembro de 2006.
De acordo com o contrato, a empresa tem capital social de apenas R$ 50 mil. Gugu aparece com uma participação societária de 39,99%, a irmã, 10% e Vera Klauk, 50,1%.
O Ministério das Comunicações disse que não há restrição legal para a compra de participação inferior a 50% nem necessidade de aprovação prévia do governo. Um alto funcionário do ministério, que não quis ser identificado, disse que o episódio Gugu é considerado superado pela gestão atual.
Em 2006, Costa foi criticado por autorizar a devolução da concessão à Pantanal. O ex-ministro Juarez Quadros disse que o contrato tinha o mesmo vício que levou à anulação da concessão a Gugu, em 2002.
A Pantanal foi criada em 1997, para disputar a licitação do canal da TV, em nome de dois funcionários de empresas da família Klauk, em Cáceres: Mauro Uchaki e Irinéia Moraes Silva. Após dois anos, quando a licitação estava em andamento, 98% do capital foi transferido para Vera Klauk o que era proibido pela legislação do setor.
Mauro Uchaki disse à Folha, por telefone, que trabalhou até se aposentar como auxiliar administrativo para a família Klauk e que apenas emprestara o nome para o registro da empresa. Oficialmente, continuou como sócio até dezembro último. Gugu Liberato não foi localizado pela reportagem. Segundo sua assessoria, ele estaria com a família fora de São Paulo, incomunicável.
Colaborou LAURA MATTOS , da Reportagem Local
O empresário Mauro Mendes, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), está cada vez mais predeterminado a disputar a Prefeitura de Cuiabá. Apesar disso, sua estratégia é postergar essa discussão política ao máximo. Depois, vai adotar o discurso do novo e explorar a necessidade de se ter alguém na administração com perfil técnico e empresarial. Mendes tem incentivo do governador Blairo Maggi. Sem alarde, ele deve trocar o PPS pelo PR até junho. Aos amigos mais próximos, o presidente da Fiemt se mostra empolgado com a idéia da candidatura.
Concorrência
Desde já existe uma 'inflação' de virtuais candidato ao Palácio Alencastro. O prefeito Wilson Santos (PSDB) concorrerá à reeleição. O PMDB trabalha o nome do deputado estadual Walter Rabello. Mesmo antes de ser formado oficialmente em Mato Grosso, o PR já lista ao menos dois possíveis candidatos a prefeito: Mauro Mendes e o presidente da MT Fomento, Éder de Moraes, outro postulante que tem proximidade com o governador.
O PFL se anima com o ex-prefeito Anildo Lima Barros, mas não perde de vistas o presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo, que deve retornar ao partido. O PT começa a aventar os nomes do deputado federal Carlos Abicalil e da ex-deputada estadual Vera Araújo. O PSB quer empurrar à disputa o deputado federal recém-empossado Valtenir Pereira.
O senador Jaime Campos tem assegurado a aliados mais próximos que o presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo, deixará o PPS e vai retornar aos braços do PFL.. Esse compromisso já está 'amarrado'. Faz parte das 'costuras' para eleição da Mesa Diretora. Jaime foi um dos principais articuladores para levar Sérgio à vitória com chapa única. Agora, não o perdoará caso o deputado recue do retorno à legenda pefelista, onde esteve em 2004 por alguns meses.
No mês passado, Jaime Campos chegou a promover um churrasco em sua mansão, em Várzea Grande, para comemorar antecipadamente a vitória de Sérgio. Dos 24 deputados, 16 estiveram presentes e outros cinco só não compareceram à confraternização porque estavam viajando.
Sérgio vem sinalizando, de fato, interesse em reingressar no PFL. Passou a usar como justificativa para fugir do PR do governador Blairo Maggi o fato de estar sendo excluído. Aponta como exemplo as reuniões para montagem da comissão provisória do PR de Cuiabá. O presidente do Assembléia disse que não foi consultado para isso. Insinua como se estivesse havendo conchaves entre o vereador Francisco Vuolo e o presidente da MT Fomento, Éder de Moraes, para deixá-lo de fora.
Com interferência do governador Blairo Maggi e colaboração da oposição, a proposta de CPI para investigar a MT Fomento, já foi abortada. Quase todos os deputados que assinaram o pedido recuaram, após orientação de Maggi no sentido de acabar com os ataques dos parlamentares ao presidente da Agência, Éder de Moraes. Na sessão de terça, a proposta de CPI, que chegou a receber oito apoios formais, só não foi criada porque os oposicionistas, por incrível que pareça, resolveram retirar as assinaturas. Tratam-se dos tucanos Guilherme Maluf e Chica Nunes.
O líder do governo, deputado Mauro Savi (PPS), só resolveu agir nesta quarta. Pediu interferência do governador para acalmar os ânimos dos aliados. De um lado, Maggi 'enquadrou' Éder, quando o pediu para conduzir, com cautela, a construção da pré-candidatura à Prefeitura de Cuiabá. De outro, solicitou aos parlamentares que cessassem aos críticas a Éder.
O deputado peemedebista Juarez Costa assegura, por meio de assessoria, que não chegou a assinar o pedido de CPI. Para ele, o momento não é oportuno para instaurar a Comissão. Alguns deputados, capitaneados por Walter Rabello (PMDB) e Percival Muniz (PPS), acusam Éder de explorar a MT Fomento politicamente. Também reclamam de supostos privilégios a grandes empresas na concessão de financiamento em detrimento das pequenas.
Éder nega que esteja tirando proveito político dos benefícios propostos pela instituição e adianta que está pronto para prestar esclarecimentos aos deputados.
Após passar pela aprovação do Tribunal Superior Eleitoral, o registro definitivo do Partido da República foi publicado no Diário da Justiça de segunda-feira (12). A notícia empolgou o governador Blairo Maggi e seus aliados, que já tinham definido o 2 de março para a festa de filiação à nova legenda.
O PR já surgirá em Mato Grosso congregando uma grande força política. Além do governador, dois deputados federais (Wellington Fagundes e Homero Pereira), a sigla vai abrigar quase 50 dos 141 prefeitos mato-grossenses. Na Assembléia, a bancada será composta por ao menos três deputados.
Fagundes destaca que, com a publicação da decisão do TSE, os líderes já podem formar a comissão executiva regional e as comissões executivas municipais. Em MT, será o próprio Maggi quem presidirá a provisória. A comissão terá ainda Fagundes como secretário-geral; Luiz Antônio Pagot na tesouraria, além dos ex-deputados estaduais Emanuel Pinheiro e
Jota Barreto, do deputado estadual Sebastião Resende, de Zeno Gonçalves e
de Adjaime Ramos.
Nos municípios, as comissões executivas também devem ser criadas já que, com o novo partido, as que estavam formadas, tanto pelo PL quanto pelo Prona, deixam de existir automaticamente. "Todas as filiações do antigo PL e do Prona são automaticamente reconhecidas pela Justiça Eleitoral como sendo, agora, do PR, não havendo a necessidade de nova filiação, a não ser dos que vierem de outros partidos, como é o caso do governador", explica Fagundes.
Diante do assédio do PFL, Sérgio Ricardo resolveu recuar da idéia de trocar o PPS pelo PR. No Terceiro Mundo da TV Record desta terça, o parlamentar foi enfático quando disse que a decisão sobre nova sigla passa pelo espaço que lhe será oferecido. Não abre mão, por exemplo, de chamar para si as articulações sobre candidatura a prefeito de Cuiabá no próximo ano.
Rumo a 2010
A estratégia do cacique Jaime Campos, já em pré-campanha ao governo do Estado, é transformar o PFL na maior legenda do Estado, principalmente na Assembléia, já que em número de prefeituras o PR deve agregar a maioria dos gestores. A bancada pefelista é composta hoje por cinco deputados: Wallace Guimarães, Gilmar Fabris, Humberto Bosaipo, José Domingos e Humberto Bosaipo. Com a perspectiva de receber a filiação de Sérgio, a agremiação pefelista, que passará a se chamar Partido Democrata (PD), se consolidará como dona da maior bancada, com seis cadeiras.
Pré-candidato a prefeito agora apóia Vuolo
Sob pressão, o presidente da MT Fomento Éder de Moraes anunciou nesta quarta (14) que não pretende mais pleitear a presidência do Partido da República em Cuiabá. Agora, apoiará o nome do vereador Francisco Vuolo. Apresentador de TV e executivo, Éder vai se filiar a nova legenda junto com o governador Blairo Maggi. Mesmo antes da criação da comissão provisória em Cuiabá, o grupo já vem enfrentando brigas internas pelo controle do partido. Além de Éder, disputam a presidência o deputado Sérgio Ricardo, Vuolo e o médico Alencar Farina, secretário-adjunto de Saúde do Estado.
Éder agora virou cabo eleitoral de Vuolo, que já preside o diretório municipal do PPS. "Retiro a minha candidatura à presidência do PR e declaro apoio ao amigo Francisco Vuolo", diz o pré-candidato a prefeito. Ele destaca que saiu do páreo para evitar cizanias internas e entende que Vuolo é competente para o cargo, algo 'já demonstrado como dirigente do PPS de Cuiabá'. Éder observa que também seria preciso dispor de muito tempo para conduzir o partido e nesse momento está concentrado na condução da MT Fomento.
"Não seria e nunca serei entrave para qualquer discussão politica. O momento requer serenidade e unidade. O projeto da pré-candidatura a prefeito de Cuiabá dependerá do nosso grupo político e o que esse grupo decidir com a anuência do governador Blairo Maggi eu vou respeitar", diz Éder de Moraes para, em seguida, concluir: "Só não abro mão de estar à frente da relação com as entidades de classe, associações e sindicatos na construção deste partido e recebi esta garantia".
O senador recém-empossado Jaime Campos (PFL) comprou um jato executivo inglês Hawk. O negócio saiu por cerca de US$ 7 milhões. A entrega do avião será nos feita nos próximos dias. Jaime vai utilizá-lo para percorrer o Estado, já em pré-campanha para governador. Também pretende utilizar o jato, que pousa em pista de chão, para conquistar prestígio com carona para colegas senadores, deputados, secretários de Estado e ministros.
Ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos e ex-governador (91/94), o líder pefelista e um dos grandes pecuaristas do Estado admite publicamente a intenção de disputar a sucessão de Blairo Maggi. Já começa a montar estrutura. Entre suas estratégias estão a de ampliar a base nos municípios e reforçar na Assembléia Legislativa a bancada do PFL, que passará a se chamar Partido Democrata (PD).
Reeleito para o quarto mandato como o mais votado proporcionalmente do país (82.799 votos), o deputado estadual José Riva (PP) voltou a assumir pré-candidatura ao Senado. Em 2002 ele ensaiou o projeto e, devido à aliança forçada entre PSDB-PMDB, acabou abrindo vaga para a candidatura do hoje deputado federal Carlos Bezerra. Agora, o homem que controla o orçamento da Assembléia desde 1995 assume projeto político maior. Ele se junta às mesmas pretensões do governador Blairo Maggi (sem partido), dos deputados federais Carlos Abicalil (PT) e Wellington Fagundes (PR) e do próprio senador Jonas Pinheiro (PFL). Três situações motivam o deputado a entrar no páreo: base sólida em ao menos três regiões (Vale do Arinos, Médio-Norte e Nortão), abertura de dois terços das cadeiras no Senado e a tendência de arquivamento dos processos na Justiça contra ele.
Nos discursos e nas entrevistas, Riva já fala como pré-candidato ao Senado. É tido como bom articulador, mantém influência em todos os Poderes e ganha força nas bases por direcionar suas ações à chamada causa municipalista. Em seu entorno está uma grande estrutura de apoio. Vive em constante contato com prefeitos e vereadores de quase todas as regiões. No gabinete na Assembléia geralmente começa a despachar às 6 horas. Na Baixada Cuiabana passou a montar uma espécie de base de apoio.
No mês passado, durante encontro em Sinop, José Riva (ex-PMN, PSDB, PTB e hoje no PP) foi aplaudido quando anunciou sua intenção de concorrer ao Senado em 2010. Já começou a rascunhar o foco do discurso para a candidatura majoritária, com definição de 'bandeiras' de luta. Mesmo na condição de vidraça, levanta questionamentos sobre a atuação da bancada federal, para quem está sendo pífia.
Antes mesmo de ser oficializada, a comissão provisória regional do Partido da República, sob a presidência do governador Blairo Maggi, começa a enfrentar a primeira divergência para formação do núcleo de Cuiabá. Acontece que quatro pessoas não abrem mão da presidência do diretório da Capital: o pré-candidato a prefeito Eder de Moraes, o vereador e atual presidente do diretório do PPS, Francisco Vuolo; o médico e secretário-adjunto de Saúde do Estado, Alencar Farina; e o presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo.
Destes, Alencar (ex-PL) já é considerado filiado ao PR. Éder está sem partido, mas ingressará na nova legenda. Vuolo e Sérgio estão deixando o PPS. Os quatro começam a travar briga interna pela direção local. Trata-se do primeiro round. Quem ficar com a presidência terá o trunfo de liderar as definições de candidatura para prefeito e vereador e as articulações de alianças visando o pleito de 2008.
Aos 66 anos, completados no último dia 22, o pecuarista e senador de segundo mandato Jonas Pinheiro (PFL) já admite disputar a reeleição de novo. Para não provocar cisões dentro do seu partido e despertar os opositores, ele esconde essa pretensão política alegando que está com problemas de saúde. Mas, nas conversas de bastidores com amigos, Jonas assume que, ao invés de partir para a aposentadoria, está mesmo disposto a tentar o terceiro mandato no pleito de 2010, quando vai estar com 70 anos.
Essa estratégia de trabalhar candidatura sem alarde sempre foi adotada pelo cacique pefelista. Foi assim que Jonas, deputado federal por três mandatos (83/94), chegou ao Senado pela primeira nas urnas de 98. Em 2002, negou até o último instante a candidatura à reeleição. Acabou concorrendo e os 612.082 votos (27,6% dos válidos) lhe garantiram a primeira das duas vagas. A outra foi assegurada à petista Serys Marly.
Membro da bancada ruralista e tido como a 'cara do agronegócio brasileiro', Jonas Pinheiro surpreendeu a um grupo de amigos no último dia 1º de fevereiro, durante a solenidade de posse dos 27 novos senadores, entre eles Jaime Campos. Revelou que tem 'fôlego' para encarar mais uma eleição majoritária em 2010, quando estarão em jogo duas das três cadeiras de senador, justamente as ocupadas hoje pelo próprio Jonas e pela petista Serys.
O fato de haver abertura de duas vagas já motiva alguns políticos a cogitar candidatura de senador. Entre os virtuais concorrentes estão o próprio governador Blairo Maggi (ex-PPS), que encerra o mandato daqui a quatro anos, o deputado estadual José Riva (PP) e o deputado federal Wellington Fagundes (PR).
2012:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2011:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2010:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2009:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2008:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2007:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2006:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
PORTAL | BLOG | RDNEWS NO SEU SITE | RDNEWS | EXPEDIENTE | ANUNCIE | CONTATO
Todos os Direitos Reservados - RDNEWS - Notícias e Bastidores da Política em Mato Grosso - 2006 - 2012
Fale conosco: (65) 3637-6104 ou 3637-8249