Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:07 h

CÂMARA FEDERAL | 18/01/2008 - 10:54

Eliene gasta R$ 32 mil somente com combustível

Romilson Dourado

  Eliene Lima (PP) é o parlamentar da bancada federal mato-grossense que mais gastou combustível no ano passado. Foram nada menos que R$ 32,2 mil, revela pesquisa feita pela Transparência Brasil. Cada deputado pode gastar até R$ 4,5 mil por mês (R$ 54 mil/ano) com esse tipo de despesa. Todos os parlamentares consumiram R$ 16,7 milhões em combustível em 2007 e R$ 19,5 milhões com viagens. Além de Eliene, na lista dos seis que receberam mais de R$ 10 mil para cobrir despesas com combustíveis aparece outro  mato-grossense: Wellington Fagundes (PR). O republicano usufruiu de R$ 10,2 mil.

    Fagundes também está entre os mato-grossenses que mais faltaram às sessões plenárias na Câmara no exercício de 2007, conforme já divulgou o RDNews - confira aqui. Cada um deles recebe R$ 24,5 mil de salário, além de série de privilégios, como verbas para aluguel, consultoria, divulgação, materiais de escritório, seguranças e viagens. A bancada do PR na Câmara gastou R$ 6,1 milhões na legislatura do ano passado.

   Segundo o Transparência Brasil, com um preço médio do litro de gasolina em R$ 2,52, um automóvel de porte médio em boas condições roda cerca de 11 km usando um litro de combustível. Dessa forma, num apanhado geral, os deputados foram ressarcidos com um montante suficiente para percorrer 73,8 milhões de km.

   Processos

   Ex-deputado estadual e no primeiro mandato de federal, Eliene Lima faz parte ainda dos 50% dos parlamentares de MT que respondem a processo na Justiça. É acusado pelo Ministério Público Eleitoral de fraude em alistamento eleitoral. O Estado aparece como o 4º colocado em razão de ocorrências no Judiciário e/ou no Tribunal de Contas. Perde somente para Tocantins (75%), Paraíba (66,7%) e Santa Catarina (62,5%). (Pollyana Araújo)

A bancada federal de MT:

Deputados
Homero Pereira (PR)
Wellington Fagundes (PR)
Eliene Lima (PP)
Pedro Henry (PP)
Thelma de Oliveira (PSDB)
Carlos Bezerra (PMDB)
Carlos Abicalil (PT)
Valtenir Pereira (PSB)

Senadores
Jaime Campos (DEM)
Jonas Pinheiro (DEM)
Serys Marly (PT)

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CÂMARA FEDERAL | 11/09/2007 - 09:08

O porquê da CPI da SEMA

Romilson Dourado

     Desde que foi instaurada a Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembléia Legislativa para averiguar as possíveis irregularidades com o setor ambiental de Mato Grosso, conhecida como CPI da Sema, tenho encontrado pessoas que me questionam o porquê da situação ter chegado ao limite da necessidade de uma CPI.
     É de conhecimento de todos que uma comissão de inquérito é instaurada quando se chega ao máximo de uma determinada situação. A falta de controle na gestão ambiental do Estado e de uma política concreta para o setor de base florestal resultou neste clima de tensão, descrença e preocupação.
     Além do resultado da CPI - que será uma ferramenta importantíssima para identificar os reais problemas atuais, apresentar propostas significativas e, principalmente, destravar os processos dentro da secretaria - acredito que é fundamental analisarmos o processo pelo qual chegamos até aqui.
     No início do governo Dante de Oliveira, cujo secretário de Meio Ambiente e presidente da antiga (Fundação de Meio Ambiente) era o engenheiro e companheiro Frederico Müller, foi iniciado o gerenciamento do setor florestal de Mato Grosso, com a implantação de um moderno sistema de georreferenciamento, para acompanhamento das queimadas e desmatamentos.
     Foi, então, criada a LAU (Licenciamento Único da Propriedade Rural), hoje reconhecida nacional e internacionalmente como uma eficaz ferramenta de controle do desmatamento ilegal. Naquela época, houve uma queda de cerda de 40% nos desmatamentos de Mato Grosso, mesmo com um crescimento na ordem de 10% do PIB mato-grossense.
     O desmatamento na década de 90 era de aproximadamente 1.200 mil hectares por ano, sendo que nos anos de 2001 e 2002 ficou em torno de 700 mil, com uma queda representativa de 41%. E ainda o mais importante: dos 700 mil hectares em 2002, 64% eram legais, dado nunca encontrado na Amazônia brasileira em Mato Grosso. Isso deixa claro que existia um gerenciamento completo da situação ambiental na época do governo Dante de Oliveira.
     Em 2003, um ano e meio depois, chegamos ao absurdo de termos 1.800 hectares de área desmatada, número que se repetiu em 2004. Isso acarretou um movimento mundial denegrindo a imagem do Estado de Mato Grosso e mostrando que não tínhamos competência para gerenciar nossos planos ambientais.
     Acuado, o governo atual inicia um processo brusco para acabar com o desmatamento do Estado e tirar das suas costas o 'peso' do meio ambiente. Mas este passo foi feito sem nenhum planejamento, prejudicando alguns segmentos do setor produtivo, em especial o setor de base florestal. Hoje, nem o governo e nem a secretaria possuem informações precisas sobre a situação do meio ambiente.
     Este histórico nos traz muitos questionamentos, mas acredito que um deles se sobressai. Sentíamos, no governo Dante, que existia um controle e uma política para o setor ambiental e a pergunta que fica no ar é: e hoje, qual o projeto de desenvolvimento ambiental para Mato Grosso?
 
 
Carlos Avalone é Deputado Estadual e Líder do PSDB na Assembléia Legislativa de Mato Grosso
CÂMARA FEDERAL | 10/09/2007 - 15:40

Deputados de MT gastam mais com locomoção

Romilson Dourado

         Os deputados federais mato-grossenses gastaram mais com despesas de locomoção e com consultorias e assessorias no mês de agosto. É o que revela dados da planilha de prestação de contas de verbas indenizatórias. São destinadas ao pagamento de despesas relacionadas ao exercício do mandato. Cada parlamentar pode gastar até R$ 180 mil por ano, mas o ressarcimento máximo é de R$ 15 mil mensais.

    O deputado pepista Pedro Henry é o campeão de gastos com locomoção e consultoria no primeiro semestre deste ano - clique aqui e leia mais. Ele foi quem mais gastou em agosto. Incluindo hospedagem e alimentação foram R$ 9 mil em agosto de um total de R$ 16,1 mil. Henry, que ultrapassou o limite de indenização mensal em R$ 1,1 mil, terá que economizar nos próximos meses para dar conta de suas despesas que são bancadas pelo contribuinte. 

     Já Carlos Abicalil (PT) é o que menos gastou com locomoção (R$ 792). Mas, em compensação, pagou R$ 5,5 mil com serviços de consultoria. Thelma de Oliveira (PSDB), que esteve licenciada no primeiro semestre, voltou ao cargo gastando R$ 9,2 mil, sendo R$ 4,7 com aluguel de imóveis para escritório. No relatório de despesas de Thelma, não constam pagamentos de locomoção, em contrapartida pagou R$ 4,5 mil por combustíveis. Quanto a Wellington Fagundes (PR), constam apenas R$ 380.

     O parlamentar Eliene de Lima (PP) também usou pouco a sua verba indenizatória. Seu maior custo (R$ 6,7 mil) foi com consultorias e assessorias. Carlos Bezerra (PMDB) é um dos que viajaram bastante. Ele pagou R$ 5,3 mil com locomoção, hospedagem e alimentação e mais R$ 4,4 mil com combustíveis. Homero Pereira (PR) também gastou bem com locomoção (R$ 5,6 mil), assim como Valtenir Pereira (PSB), que apresenta despesa de R$ 4,5 mil com viagens e R$ 3,4 mil com combustíveis. (Simone Alves - RDNews)

      Veja abaixo o total de gastos de cada um. Clique aqui e confira a planilha detalhada.

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CÂMARA FEDERAL | 10/09/2007 - 11:55

Relação de gastos dos deputados de MT em agosto

Romilson Dourado

Carlos Abicalil
Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles.

2119,2

Aquisição de material de expediente.

293,1

Aquisição ou locação de software; serviços postais; ass. publicações; TV a cabo ou similar; acesso à Internet; e locação de móveis e equipamentos.

134,0

Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: Veículos automotores

3930,0

Consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos.

5500,0

Locomoção, hospedagem e alimentação.

792,8

Serviço de segurança prestado por empresa especializada. Tipo de equipamento: Veículos automotores

237,0

Total 

13006,1

Carlos Bezerra
Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles.

198,0

Aquisição de material de expediente.

2070,1

Aquisição ou locação de software; serviços postais; ass. publicações; TV a cabo ou similar; acesso à Internet; e locação de móveis e equipamentos. 250,0
Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: Sem especificação 60,0
Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: Veículos automotores 4440,0
Divulgação da atividade parlamentar 500,0
Locomoção, hospedagem e alimentação. 5342,3
Total 
12860,4

Eliene Lima

Aquisição de material de expediente. 330,2
Consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos. 6760,0
Divulgação da atividade parlamentar. 3975,0
Total  11065,2

Homero Pereira

Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles. 1994,7
Aquisição de material de expediente. 463,8
Aquisição ou locação de software; serviços postais; ass. publicações; TV a cabo ou similar; acesso à Internet; e locação de móveis e equipamentos. 665,0
Combustíveis e lubrificantes. 966,7
Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: Veículos automotores 246,4
Locomoção, hospedagem e alimentação. 5666,2
Total  10002,0

Pedro Henry

Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles. 2450,0
Aquisição ou locação de software; serviços postais; ass. publicações; TV a cabo ou similar; acesso à Internet; e locação de móveis e equipamentos. 171,8
Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: Veículos automotores 4500,0
Locomoção, hospedagem e alimentação. 9000,0
Total  16121,8

Thelma de Oliveira

Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles. 4732,3
Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: Veículos automotores 4500,0
Total  9232,3

Valtenir Pereira

Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles. 3574,7
Aquisição de material de expediente. 59,8
Aquisição ou locação de software; serviços postais; ass. publicações; TV a cabo ou similar; acesso à Internet; e locação de móveis e equipamentos. 3780,0
Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: Veículos automotores 3403,6
Locomoção, hospedagem e alimentação. 4534,9
Total  15353,1
Wellington Fagundes
Aquisição ou locação de software; serviços postais; ass. publicações; TV a cabo ou similar; acesso à Internet; e locação de móveis e equipamentos. 380,0
Total  380,0
CÂMARA FEDERAL | 16/07/2007 - 07:50

Henry é campeão de gastos entre os 8 federais

Romilson Dourado

Neste semestre, o deputado Pedro Henry gastou e foi reembolsado em R$ 90 mil

    O deputado federal Pedro Henry (PP) é o campeão em despesas entre os oito parlamentares mato-grossenses neste ano. É o que revela planilha de prestação de contas da Câmara. Os gastos do parlamentar chegaram a R$ 90 mil só neste primeiro semestre.

    Em segundo lugar, com R$ 75 mil, está Carlos Bezerra (PMDB). Os gastos de Valtenir Pereira (PSB), Eliene Lima (PP) e Carlos Abicallil (PT) são inferiores a R$ 75 mil. Com as despesas de Wellington Fagundes (PR) foram gastos R$ 73 mil. Já Homero Pereira (PR), que entrou de licença por dois meses no início deste mês, gastou R$ 64,9 mil. O tucano Neri Geller, que substitui Thelma de Oliveira desde abril deste ano, já consumiu R$ 39,6 mil. Thelma de Oliveira (PSDB), em três meses, gastou R$ 45,6 mil.

    Juntos, os oito parlamentares gastaram o montante de R$ 612,7 mil. A média de gastos dos deputados mato-grossenses é de R$ 70,8 mil nestes seis meses de atuação.

   As verbas são a título de indenização, ou seja, a apresentação da nota fiscal se faz necessária para que haja o reembolso. Destinam-se ao pagamento de despesas relacionadas ao exercício do mandato. São custos com aluguéis de imóveis, mobília para escritório, material de papelaria, aquisição ou locação de software, serviços postais, assinaturas de TV a cabo ou similar e acesso à internet.

    Há despesas com combustíveis e lubrificantes, com contratação de consultorias, de assessores e  divulgação dos trabalhos. Também usam verbas para custear viagens, hospedagem e alimentação.

    Cada parlamentar pode gastar até R$ 180 mil por ano, mas o ressarcimento máximo é de R$ 15 mil mensais. Ao ultrapassar a cota em um mês, recebe o valor excedente no mês seguinte.

Deputados
gastos em R$
Pedro Henry
90.000
Carlos Bezerra
75.000
Valtenir Pereira
74.997
Eliene Lima
74.580
Carlos Abicallil
74.580
Wellington Fagundes
73.357
Homero Pereira
64.977
Neri Geller
39.615
Thelma de Oliveira - Licenciada
45.625
Total
612.731

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CÂMARA FEDERAL | 10/06/2007 - 08:08

Homero é campeão de faltas da bancada de MT

Romilson Dourado

     O deputado Homero Pereira (PR) é o campeão de faltas às sessões nesta atual legislatura, que começou em 06 de fevereiro. O republicano faltou 23 vezes, o que representa 28,7% das sessões. Destas, somente 15 foram justificadas. Em segundo lugar está Pedro Henry (PP) com 14 faltas e, apenas a metade delas foi justificada, revela relatório da Câmara dos Deputados.  Ele participou de 66 sessões, o equivalente a 82,5% de presença – confira os dados no quadro ao lado.

   O republicano Wellington Fagundes não compareceu a 13 sessões, dado que representa ausência de 16,2%. Justificou 13 e não apresentou motivo para uma falta.
Valtenir Pereira (PSB) faltou a nove (11,2%) e justificou  oito. Neri Geller (PSDB) que está substituindo Thelma de Oliveira desde 02 de abril deste ano, esteve presente em 48 (98%) sessões do total de 49 que ocorreram durante este período em que está legislando.

     Carlos Bezerra (PMDB) participou de 98% das sessões. Ausentou-se apenas uma vez, mas apresentou justificativa. Já o petista Carlos Abicalil esteve ausente uma vez neste período e não justificou a falta. O progressista Eliene Lima é o único dos oito federais mato-grossenses que esteve presente em todas as sessões.

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CÂMARA FEDERAL | 08/04/2007 - 10:43

Fagundes é o campeão de faltas às sessões

Romilson Dourado

Na atual legislatura, parlamentares Abicalil e Eliene registram 100% de presença

  O democrata Wellington Fagundes foi o que mais faltou às sessões nesta atual legislatura dos oito deputados federais mato-grossenses. De 6 de fevereiro, data que marcou a abertura dos trabalhos legislativo, até a sessão ordinária de quarta-feira (4 de abril), Fagundes faltou a oito das 36 sessões, o que representa 22,3% de ausência em plenário. Destas 8, o deputado de quinto mandato só apresentou justificativa para duas faltas.

   O segundo campeão de faltas é Homero Pereira (PR), há quatro meses no cargo. Ele participou de 29 sessões (80,6%) e faltou às outras sete (19,4%), inclusive nem as justificou, revela relatório da Câmara dos Deputados, que controla a presença dos parlamentares nas sessões deliberativas - confira os dados no quadro ao lado.

  O pepista Pedro Henry não compareceu a cinco sessões, o que representa ausência de 13,9%. Só justificou três faltas. Valtenir Pereira (PSB) faltou a duas sessões (5,6%) e não apresentou justificativa. Thelma de Oliveira (PSDB) também esteve ausente em duas sessões, mas apresentou as razões da falta. Ela anunciou licenciamento temporário para, assim, permitir que o primeiro suplente Neri Geller ocupe cadeira na Câmara Federal.

  Das 36 sessões realizadas até agora pela Câmara nesta nova legislatura, o peemedebista Carlos Bezerra só registrou uma falta e não justificou à Mesa Diretora o motivo da ausência.  Já o petista Carlos Abicalil e o progressista Eliene Lima estiveram presentes em todas as 36 sessões.



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