Sexta, 25 de Maio de 2012, 15:09 h

ANÁLISE | 27/11/2008 - 22:46

Aliança com Maksuês dificultou a vitória, diz Júlio

Romilson Dourado


Júlio (DEM) diz que houve traição de candidatos proporcionais

* Democrata admite que aliança com Maksuês foi mal explicada e que candidatos a vereador não foram fiéis

* Lamenta que Jayme tenha entrado na campanha tarde demais e que teve prejuízo por causa de boatarias 

* Diz que Murilo abusou das máquinas do Município e do Estado e que só teve mesmo a votação da espontânea

* Revela que chegou a discutir acordo com Murilo para este recuar e apoiá-lo, com Pedro Elias ou Cely de vice

* Ex-governador diz que em 2010 disputa a deputado federal ou estadual ou então lançará o filho Júlio Neto 

  O ex-governador e conselheiro aposentado do TCE, Júlio Campos, disse nesta quinta, em visita ao RDNews, que vários fatores contribuíram para sua derrota à Prefeitura de Várzea Grande, entre eles a aliança mal explicada com o PP do deputado Maksuês Leite, que indicou a esposa Mara Rúbia de vice da chapa, a desagregação dos candidatos proporcionais e a demora do irmão, senador Jayme Campos, em assumir a linha de frente da campanha.

   Júlio iniciou a corrida sucessória com ampla vantagem sobre o desgastado prefeito Murilo Domingos (PR). A partir da composição DEM-PP, que resultou na cooptação para o seu palanque do então adversário ferrenho Maksuês, começou a cair nas pesquisas de intenção de voto. Por fim, Murilo se reelegeu com 72.519 votos (57,89% dos válidos), enquanto Júlio obteve 45.688 votos (36,47%) e Nico Baracat (PMDB) conquistou 7.57 votos (5,63%).

   Na avaliação do democrata, o acordo com o PP para a saída do páreo de Maksuês foi feito numa "dobradinha" com Cuiabá, onde o PP lançou Walter Rabello, enquanto o DEM indicou de vice Ana Rita. Esse entendimento, observa Júlio, se deu muito rápido e o eleitorado não o absorveu. Júlio lista como o segundo erro estratégico a idéia de sua coligação, composta por 13 partidos, de lançar 113 candidatos a vereador. Com isso, ficou difícil de controlá-los e houve muita traição.

   Júlio Campos observa que o seu bloco conquistou 9 das 13 vagas na Câmara Municipal, chegando a 73 mil votos de legenda, enquanto a de Murilo só elegeu quatro parlamentares e, mesmo assim, o republicano o deu uma "surra" nas urnas. "Houve desagregação total dos vereadores. Não houve voto vinculado, enquanto os vereadores do Murilo foram unidos. Eu só tive os votos da espontânea, que foram os 36%, enquanto os do Murilo foram unidos, tanto que 80% dos votos foram fechados".

   Outra falha, na análise de Júlio, foi a demora do irmão Jayme em "entrar pra valer" na campanha. Observa que o senador estava confiando demais no resultado das pesquisas. Lembra que em 30 de junho, data que marcou o início da campanha, aparecia com 58% das intenções de voto no Ibope, enquanto Murilo detinha 18%. O resultado, porém, foi o contrário. Enfatiza que Jayme, ex-prefeito por três mandatos, só assumiu a coordenação-geral da campanha em setembro, quando o barco já estava quase afundando. Diz ainda que os "eleitores indecisos" esconderam a preferência por Murilo, tanto que os resultados das pesquisas não batiam.

   Júlio reclamou também do uso das máquinas do Município e do Estado em favor da reeleição do prefeito. "Houve abuso da máquina dia e noite, além da força do governo do Estado, que fez muitas obras na campanha. Várzea Grande virou um canteiro de obras. Acho que foram despejados mais de R$ 25 milhões de recursos. O Murilo fez uma campanha milionária, enquanto eu tive poucos recursos. Aliás, minhas campanhas sempre foram difíceis e com pouco bereré".


Ex-governador Júlio Campos afirma que foi vítima de boatarias

   O ex-governador diz que a boataria contra sua candidatura também o prejudicou eleitoralmente. "Espalharam que o nosso grupo estava no poder há 40 anos, nos vinculando ao atraso. Fizeram maldade com o Jayme, dizendo que ele falava que bastaria bater no coxo que todos votavam em mim, passando imagem de coronelismo. Espalharam também que eu estava doente, com câncer. Nos outdoors, aparecia escrito: "vá cuidar de sua mulher cancerosa. Tudo isso nos prejudicou".

   Júlio Campos afirma que, quando estava na ativa no TCE foi assediado por todos os líderes políticos, com incentivos para entrar na disputa eleitoral. Depois que se aposentou, as resistências apareceram. Conta que até mesmo o prefeito Murilo o convidou para uma aliança política. Ambos chegaram a fechar um pré-acordo, com o nome do sobrinho do prefeito, Pedro Elias, de vice da chapa ou então de Cely Almeida, ex-secretária de Promoção Social e que saiu derrotada à vereadora pelo PR.

   "Na época, o Murilo estava muito desgastado e o pessoal falava que seria o beijo da morte, pois a gente poderia perder". Júlio afirmou também que Jayme se posicionou contra sua candidatura. O alertava que seria melhor continuar no TCE e vir a disputar em 2010, inclusive cadeira de senador. Jayme declarou que, nesse caso, ficaria de fora de uma disputa majoritária.

   Futuro político

   Após duas derrotas seguidas, ao Senado, em 1998, e agora para prefeito do segundo maior município mato-grossense, Júlio Campos, já aos 62 anos, afirma que não vai abandonar a vida pública. Adianta que em 2010 enfrentará candidatura proporcional, de deputado federal ou de estadual. Não descarta, porém, abrir espaço para o filho Júlio Neto. "Ele já tomou gosto pela política. O João Neto já sabe de política mais do que eu que tenho 30 anos de militância", brincou o ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador, ao lembrar que o filho se empenhou bastante em sua campanha deste ano.


Júlio Campos pontua as falhas que levaram-no à derrota
Fotos: Rodinei Crescêncio

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ANÁLISE | 18/10/2008 - 09:25

PR ganha 32 prefeituras e reúne maior eleitorado

Romilson Dourado

 A partir de janeiro, o recém-criado PR do governador Blairo Maggi passa a administrar 32 municípios, o que representa 525.336 eleitores. Trata-se da maior legenda do Estado. O PR "abocanhou" 4 das 9 maiores prefeituras. Uma delas é Várzea Grande, com a reeleição do prefeito Murilo Domingos, assim como em Tangará da Serra, com a reconquista da cadeira de chefe do Executivo municipal de Júlio César Ladeia. Os republicanos vão conduzir também a Prefeitura de Barra do Garças, com o ex-prefeito Wanderlei Farias, que obteve 46,5% dos votos válidos (14.849 votos). Em Campo Verde, capital nacional do algodão e sétima maior economia nacional, o prefeito Dimorvan Alencar se reelegeu também pelo PR com 49,4% dos votos válidos (9.254 dos votos). O prefeito republicano Getúlio Viana passou sufoco, mas garantiu novo mandato em Primavera do Leste. Ele alcançou a 55,8% dos votos válidos (14.498). Em Jaciara, Max Joel Russi, reconquistou o mandato de prefeito com 59,7% dos votos válidos (9.636 votos).

  Nem tudo foi euforia nas urnas para os republicanos. A maior derrota foi sentida em Rondonópolis, terceiro maior colégio eleitoral do Estado. O deputado peemedebista Zé do Pátio desbancou a turma da botina. Ganhou do prefeito Adilton Sachetti (PR), que levou para o palanque o governador Maggi e o deputado federal Wellington Fagundes, além de uma série de outras lideranças. Neste segundo turno, o PR alimenta esperança de vencer em Cuiabá, apesar do seu candidato Mauro Mendes amargar desvantagem nas pesquisas de intenção de voto sobre o prefeito tucano Wilson Santos.

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ANÁLISE | 15/10/2008 - 09:13

DEM cai para o 5º maior eleitorado; PR é o maior

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski

Caciques Jayme (DEM), Bezerra (PMDB), Riva (PP) e Maggi (PR)

  O DEM (ex-PFL) dos irmãos e caciques políticos Júlio e Jayme Campos saiu menor das eleições deste ano. O partido elegeu 23 prefeitos, todos de municípios pequenos. Juntos, eles representam 139,7 mil eleitores. Um levantamento inédito feito pelo instituto Mark de Pesquisa e Opinião sobre o novo mapa eleitoral que emerge das urnas apontam que, no geral, o Democratas conquistou a quinta maior fatia do eleitorado mato-grossense.

   Está atrás do PT, que vai comandar 18 municípios com 153,7 mil eleitores; do PP dos caciques José Riva e Pedro Henry com 213,8 mil eleitores distribuídos em 21 municípios; do PMDB do também cacique Carlos Bezerra com a conquista de 22 prefeituras. Juntas, estas prefeituras reúnem 376,5 mil eleitores, incluindo Rondonópolis, com o prefeito eleito Zé do Pátio.

   Nessa divisão de força partidária entre os 139 municípios - em Paranatinga há briga jurídica para definição do nome do futuro prefeito e em Cuiabá a disputa foi para o segundo turno -, o PR do governador Blairo Maggi abocanha maior fatia do eleitorado. A agremiação elegeu 32 prefeitos em municípios que representam 525,3 mil eleitores. Ainda vive expectativa sobre Cuiabá, onde Mauro Mendes disputa contra o tucano Wilson Santos.

   O PSDB, que até 2002, sob o então governador Dante de Oliveira, era a maior sigla, ganhou agora em apenas 5 municípios, deixando-o em oitavo lugar em termo de eleitorado. A maior esperança do tucanato agora está na Capital, onde o prefeito Santos busca a reeleição. O PPS elegeu 8 prefeitos cujos municípios somam 56 mil eleitores e o PDT conduzirá 4 prefeituras com um eleitorado de 73 mil.

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ANÁLISE | 10/10/2008 - 11:37

Marqueteiro vê posição de Santos consolidada

Romilson Dourado

Rayel avalia que prefito Santos terminou 1º turno como derrotado, mas conseguiu se manter consolidado e acha que só algum fato novo, como Lula no palanque de Mendes em Cuiabá, pode levar republicano a reverter desvantagem

  O marqueteiro Carlos Rayel, que atuou na campanha vitoriosa de Zé do Pátio (PMDB) à Prefeitura de Rondonópolis, disse nesta sexta (10), ao avaliar a disputa de segundo turno em Cuiabá, que o resultado da primeira pesquisa Mark revela que o nome de Wilson Santos está consolidado. Segundo ele, o tucano só perderá nas urnas se a campanha cometer grandes erros ou surgirem variações.

  Perguntado se uma eventual presença do presidente Lula em Cuiabá para participar de algum comício de Mendes poderia representar fato novo, Rayel disse que "sim". Considera que o petista representaria essa variação que falta para o candidato do PR reverter a desvantagem. O problema é que a campanha de Mendes não tem mais certeza da presença de Lula na capital mato-grossense devido a outros compromissos do presidente e da preocupação do Planalto com a crise mundial.

  Segundo o instituto Mark, conforme pesquisa realizada entre 7 e 8 deste mês, o prefeito Santos larga na frente com 51,4% das intenções de voto na estimulada e 50,3% da espontânea. Mendes aparece com 37,8% e 37%, respectivamente. Para Rayel, Santos terminou a eleição de domingo como o grande derrotado porque muitos achavam que ele seria reeleito no primeiro turno, enquanto Mendes comemorou como o vitorioso. Esperava-se, então, que o republicano surgisse empatado ou até mesmo na liderança. Os números da Mark mostram, porém, que Santos está consolidado em primeiro lugar e não caiu nas intenções de voto se comparado ao primeiro turno.

  "O natural seria o Mauro Mendes começar o segundo turno numa situação equilibrada e até na frente do Wilson Santos, mas eu vejo que o prefeito está consolidado", destaca Carlos Rayel, para quem a diferença de 13 pontos percentuais representa uma vantagem muito grande em favor do tucano. Observa ainda que "o tempo de campanha do segundo turno é muito curto". As eleições acontecem no próximo dia 26.

   Ele lembra, por exemplo, de variações que poderiam mudar a tendência, como vem ocorrendo no embate pela Prefeitura do Rio, entre Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Paes (PMDB). Ambos já surgem empatados tecnicamente.

  Carlos Rayel carrega no currículo o fato de ter conduzido mais de 40 campanhas eleitorais de candidatos a prefeito a até de presidente da República. Foi marqueteiro, por exemplo, de Anthony Garotinho na disputa pelo Palácio do Planalto, em 2002, e também de Rosinha Mateus, que foi governadora do Rio de Janeiro. Fez também a campanha de Orestes Quércia, em São Paulo. Neste ano, entre os candidatos sob sua orientação estive o deputado Zé do Pátio, que conseguiu derrotar o prefeito Adilton Sachetti (PR), em Rondonópolis.

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ANÁLISE | 09/10/2008 - 08:31

Eleições registram a derrota de vários "caciques"

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski

Wellington Fagundes, derrotado 2 vezes para prefeito, se aliou à turma da botina e não conseguiu eleger o filho ao cargo de vice

  Vários caciques da política, envolvidos diretamente nas eleições, inclusive com respaldo de candidatos da própria família, saíram derrotados. O deputado federal de cinco mandatos Wellington Fagundes (PR), por exemplo, não conseguiu sucesso nas urnas com o filho João Antonio, candidato a vice de Rondonópolis na chapa do prefeito Adilton Sachetti, derrotado à reeleição pelo peemedebista Zé do Pátio. Antes, Fagundes, que se reaproximou da turma da botina, grupo do governador Blairo Maggi, havia tentado e foi derrotado duas vezes na disputa para prefeito. Ainda em Rondonópolis, o ex-prefeito e deputado Percival Muniz (PPS) não conseguiu eleger o sobrinho Tiago Muniz.

   O deputado estadual José Riva (PP) não conseguiu eleger o seu ex-assessor por vários anos Pedro Tercy (PTB) em Denise (ganhou Zé Roberto, PR), e o velho aliado Edivaldo Semensato (PR), que perdeu em Tabaporã mesmo com apoio do prefeito Rogério Riva, irmão do deputado. Riva perdeu ainda em Porto dos Gaúchos, com seu candidato Nolar (PR). Em Juara, onde foi prefeito e ainda mantém residência, o parlamentar "suou" para eleger o concunhado Alcir Paulino, que ganhou do prefeito Oscar Bezerra (PMDB) por uma diferença de somente 12 votos e em meio a um processo tumultuado.

   O ex-governador Júlio Campos, que voltou a ser cacique do DEM (ex-PFL) após se aposentar do cargo de conselheiro do TCE, perdeu para prefeito em Várzea Grande. O desgaste respingou também no irmão, senador Jayme Campos. Em Alta Floresta, o ex-deputado e ex-prefeito Romoado Júnior (PMDB) amargou derrota, assim como os ex-prefeitos Onéscimo Prati (DEM), em Campo Verde; Agostinho Teles (PR), em Aripuanã; e Valdizete Nogueira (PPS), em Jaciara; e Túlio Fontes (DEM), em Cáceres.

   Em Poxoréu, o ex-prefeito Lindbergue Nunes Rocha tentou voltar ao poder por meio da esposa Jane. A candidata do PP acabou derrotada por Ronan Figueiredo (PMDB). O ex-prefeito de Guarantã do Norte, Zé Humberto (DEM), que já tinha comandado o município na década de 1980, não se reelegeu. Foi "engolido" por Chico do Garimpão (PMDB). Em Juína, o prefeito Hilton Campos (PP) não conseguiu eleger Genésio.

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ANÁLISE | 24/08/2008 - 21:45

Nem sempre mais votado para vereador é eleito

Romilson Dourado


Quociente que define vaga na Câmara fica em 15 mil votos

  Diferente do que ocorre com as eleições para prefeito, em que o nome que recebe o maior número de votos vence a disputa, nem sempre o candidato a vereador mais votado é eleito. Para conseguir uma cadeira no legislativo municipal, o candidato precisa calcular o quociente eleitoral e contar com os votos que o partido recebeu.

   Em Cuiabá, por exemplo, há 350 candidatos a vereador na corrida pelas 19 cadeiras na Câmara Municipal. Em 2004, foram 358 concorrentes. O coeficiente foi de 14.645 votos. Agora, considerando o universo de 360 mil eleitores, com perspectiva de chegar a 280 mil votos válidos, o coeficiente eleitoral deve ficar em 15 mil votos. Chega-se a esse cálculo da seguinte forma: 1º) Soma-se o número de votos válidos para vereador - todos os votos excluídos brancos e nulos; 2º) Divide-se esse número pelo total de vagas na Câmara, resultando no quociente eleitoral.

  De acordo com a legislação eleitoral, só poderão obter vagas na Câmara candidatos de partidos ou coligações que alcançarem o quociente eleitoral. Caso nenhum partido ou coligação alcance o número de votos necessários, aí, sim, serão considerados eleitos os candidatos mais votados.

...Luiz Poção, com 2.296 votos garantiu cadeira na Câmara Chico 2000 teve 4.184 votos em 2004 e não se elegeu... Por conta desse sistema, muitas vezes candidatos que obtêm poucos votos nas urnas são eleitos, enquanto outros com votações mais expressivas ficam de fora. Em 2004, Luiz Poção, então no PMN e hoje no PP, teve 2.296 votos e foi eleito vereador por Cuiabá, enquanto Chico 2000 obteve 4.184 votos e ficou de fora. Isso ocorreu por causa do tal coeficiente eleitoral. Hoje Chico é vereador porque o titular Helny de Paula (PR) está licenciado. Nesse caso, Poção, único a garantir vaga pela coligação PSL, PMN, PSDC e PSC, foi empurrado pelos votos dos colegas candidatos para atingir o coeficiente.

   Cada vereador cuiabano ganha hoje R$ 7,5 mil. Tem direito a mais R$ 4 mil de verba indenizatória, a 14 assessores e a outros privilégios. A Câmara, que recebe um duodécimo de R$ 1,6 milhão e tem mais de 600 servidores, realiza somente 2 sessões por semana.

   Segundo o TSE, naquele pleito de 2004, o maior quociente eleitoral foi da cidade de São Paulo: 108.308 votos. Ou seja, para eleger um vereador, o partido ou coligação teria que conseguir, no mínimo, essa quantidade dee votos.

  Cadeiras

  O quociente eleitoral também determina o número de cadeiras que cada partido terá. O total de votos do partido deve ser dividido pelo número, resultando no total de vagas que terá direito. Os cargos devem ser preenchidos pelos candidatos mais votados do partido ou coligação. Caso sobrem vagas, é preciso realizar um novo cálculo levando em conta o número de vagas já preenchidas por cada partido e sua votação final. (Romilson Dourado)

ANÁLISE | 15/06/2008 - 22:55

Em artigo, socióloga critica crise política no RS

Romilson Dourado

  Em artigo especial para o RDNews, a socióloga e jornalista Sandra Silva, gaúcha de Alegrete, discorre sobre a crise política que afeta o governo de Yeda Crusius (PSDB-RS). A cada semana surge um novo capítulo sobre esquemas de corrupção. A CPI que investiga fraudes no Detran do Estado revelou, por exemplo, que telefonema comprova ação de um empresário tucano como lobista de empresas interessadas em negócios com o órgão. No ano passado, uma operação da PF prendeu 13 pessoas suspeitas de desviar R$ 44 milhões do Detran, entre 2003 e 2007. A Justiça Federal abriu processo contra 40 acusados de participação nas fraudes, e uma CPI estadual foi aberta para apurar o caso, que já derrubou quatro membros do primeiro escalão do governo de Yeda.

  "O Rio Grande do Sul, com sua história de lutas em defesa de ideais e princípios éticos e morais, anda nauseado com o odor que exalou dos esgotos governamentais destampados pela ação da PF", escreve a socióloga. Em outro trecho, Sandra dispara: "A estação fria do inverno trouxe para os gaúchos um redemoinho de desgraças como os ventos uivantes nas noites geladas e cobertas de geadas. O descrédito toma conta das famílias e as crianças não conseguem ter heróis."

   O artigo de Sandra Silva, intitulado "Estamos assombrados" , está postado logo acima, na seção Artigos. Confira.   

ANÁLISE | 13/06/2008 - 20:40

Rabello é a grande surpresa, diz diretor da Mark

Romilson Dourado

 Marco Polo avalia que Mendes deve crescer nas pesquisas com ajuda do governador, vê oscilação de Santos e recuperação do pré-candidato do PP 

 O consultor e analista político Marco Polo, sócio-proprietário do instituto Mark, disse que Walter Rabello (PP) se revelou uma grande surpresa nesta quinta rodada da pesquisa sobre os pré-candidatos a prefeito da Capital. Ele observa que, mesmo com o mandato cassado e há mais de dois meses fora do ar, o "prefeiturável" do PP se recuperou e voltou a assumir a condição de líder na corrida ao Palácio Alencastro.

  De acordo com a amostragem da Mark, feita nos últimos dias 9 e 10, Rabello aparece com percentuais entre 40% e 41% nas simulações com todos os possíveis candidatos. Ele voltou a superar o prefeito Wilson Santos (PSDB), que está na casa dos 36% das intenções de voto.

  Sobre a pré-candidatura do empresário Mauro Mendes (PR), que "patina" nos 6%, Marco Polo avalia observa que, apesar do republicano aparecer bem atrás de Rabello e Santos, não pode ser descartado porque conta com outros fatores que tendem a influenciar na disputa eleitoral. Um dos trunfos que devem ajudá-lo é a forte influência do governador Blairo Maggi em Cuiabá, além da identificação do perfil de ambos. Marco Polo lembra que a situação de Mendes é diferente da do deputado Sérgio Ricardo, que em 2004 tentou forçar a identificação com o governo Maggi, mas não conseguiu êxito. Sérgio não passou do primeiro turno. "O Mauro Mendes tem essa liga com Maggi, que é muito forte eleitoralmente na Capital, e isso deve influenciar. O nome dele tende a crescer nas próximas pesquisas".

   Quanto ao desempenho eleitoral do tucano Santos, que está com o bloco na rua em busca de um novo mandato, o proprietário do instituto Mark observa que "ele (prefeito) vem oscilando muito nas pesquisas, ou seja, não demonstra estabilidade". Assegura que a eleição será de dois turnos, a exemplo da de 2004. Destaca também que, por enquanto, não existe polarização, apesar de Santos e Rabello apresentarem percentuais similares.

  Para Marco Polo, a briga pela Prefeitura da Capital vai ficar mesmo entre Santos, Rabello e Mendes. Considera que o deputado federal Valtenir Pereira (PSB) começou a cair e, apesar da rejeição baixa, se vê isolado. De todo modo, considera o cenário eleitoral hoje confuso e embolado.

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ANÁLISE | 11/06/2008 - 20:02

Éder alerta sobre a elevação da dívida pública

Romilson Dourado

  O secretário de Fazenda, Éder Moraes Dias, que vem coordenando o processo de renegociação de mais de R$ 5 bilhões da dívida pública de Mato Grosso, alertou desta quarta que houve aumento dos custos da dívida pública estadual. O IGP-DI (Índice Geral de Preços -  disponibilidade interna) de maio acendeu a luz amarela das finanças públicas porque a inflacão bateu 1,88%  e o acumulado dos últimos 12 meses do IGP-DI já representa 12,14%.

   "Se considerarmos a média dos ultimos 12 meses  a correcão da dívida pública de Mato Grosso projeta 18,19% de juros e correcões, o que significa um aumento preocupante que poderá gerar um acréscimo nos resíduos dos contratos 8727 e 9496", enfatiza Éder. Ele observa que já vinha alertando sobre a materialidade e inseguranca quanto ao prazo final da dívida, "algo que volta a assolar nossa equipe e a sociedade de MT ".

   Segundo Éder, a reestruturacão das dívidas proposta pelo governo Blairo Maggi resguarda o Estado, se aprovada na sua essência, dessas intempéries econômicas, uma vez que as taxas de juros serão pré-fixadas e haverá seguranca quanto ao começo, meio e fim da dívida. "A possibilidade de inchar a dívida transferindo o excesso dos juros para o saldo devedor dos contratos em vigênica é tudo o que o governo e a sociedade repele e não deseja.

   O IGP-DI, embora muitos economistas defendem que o governo federal possui instrumentos de controle na sua conducão, indexa outras dívidas e salários no âmbito federal, é composto na sua essência pela variável do consumo, daí o aumento da Selic, objetivando frear o consumo. Apesar disso, enfatiza o secretário de Fazenda, essas medidas são tomadas depois do estrago feito e possuem efeito retardado sobre desembolsos finais, sendo dessa forma canceroso para o Estado. "Nossa proposta de restruturacão corrige essas anomalias".

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ANÁLISE | 30/05/2008 - 14:37

Em artigo, historiador pede respeito aos partidos

Romilson Dourado

   Em artigo, o professor e historiador Alex Rufino da Silva discorre sobre a importância das agremiações partidárias. "(...) É no partido político que se discute os programas de governo com a sociedade organizada e que determina as diretrizes a serem traçadas pelos agentes políticos". Na sua avaliação, o respeito à sigla partidária e a seus programas é fundamental, para alcançar a finalidade que é garantir políticas públicas voltadas para o bem comum da sociedade. Na prática, o que se vê, porém, são ações de desrepeitos às linhas ideológicas apregoadas pelos partidos.

   O artigo de Alex intitulado "Partidos políticos: breves considerações" está postado na seção Artigos, logo acima, à esquerda.

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ANÁLISE | 27/05/2008 - 13:15

Maksuês surpreende com um discuso antagônico

Romilson Dourado

  Desde domingo quando o RDNews adiantou que Maksuês Leite iria desistir da pré-candidatura a prefeito de Várzea Grande e passaria a apoiar Júlio Campos, criou-se uma grande expectativa para o anúncio oficial do dia seguinte. Muitos ainda não acreditavam ou não queriam acreditar. Outros diziam: “eu já sabia”. E ainda tinha aqueles que preferiam não comentar, só observar, do tipo “ver para crer”.

  Confesso que eu também estava curiosa para saber qual seria a justificativa para essa mudança radical e ainda qual seria o discurso do deputado, que nas últimas semanas tinha feito ataques ao então adversário. Foram tantas as trocas de acusações entre Júlio e Maksuês que era realmente difícil acreditar numa reaproximação.

   Fui cobrir a entrevista coletiva de Maksuês na Assembléia. Encontrei apenas assessores e jornalistas e o auditório ainda estava vazio. Logo fiquei sabendo que a reunião entre Maksuês e Júlio acontecia no gabinete do deputado Roberto França. Fato que estranhei. Mas assim que vi Iraci França (DEM) e o deputado Walter Rabello (PP) no auditório compreendi o que iria acontecer. Enquanto Maksuês não aparecia, algumas autoridades iam chegando, entre elas, o senador Jaime Campos (DEM), o deputado federal Eliene Lima (PP), o pré-candidato Júlio Campos (DEM) o deputado Roberto França, a ex-vice-governadora Iraci França, e os deputados do PP, Walter Rabello e Airton Português.

   Em questão de 15 minutos a sala estava lotada. Os fotógrafos brigavam pelo melhor ângulo, os cinegrafistas disputavam lugar para pegar a melhor imagem do deputado, enfim, os repórteres se "espremiam" naquele ambiente. Mas de nada adiantou, porque quando Maksuês entrou acompanhado da esposa Mara Rúbia Leite e dos colegas de partido, deputados Campos Neto e José Riva, não falaram com a imprensa. Foram direto para a mesa iniciar os discursos.

  O primeiro a falar foi Oscar Ribeiro, presidente regional do DEM. Enalteceu a coligação entre os democratas e progressistas. Disse que houve uma identificação entre as duas legendas, que são lideradas por “pessoas da maior representatividade” e completou dizendo que o DEM assumiu as propostas do PP. Em seguida, falou o presidente regional do PP, Chico Daltro, que reforçou tudo que Oscar já havia dito sobre a coligação em nível estadual. Mas o curioso foi ele elogiar e destacar a presença de Iraci França, que passou a ser cotada para vice da chapa de Rabello, pré-candidato a prefeito de Cuiabá.

   Rabello quer usar Iraci como trunfo em última cartada do PP para amenizar o desgaste sofrido, já que não conta mais com seu palanque eletrônico (foi demitido da TV Cidade Verde) e ainda perdeu o mandato por infidelidade partidária e vem caindo nas pesquisas de intenção de voto.

  Mas, voltando à entrevista coletiva, um fato curioso também é que Roberto França, sentado no canto ao lado de Campos Neto, não parecia muito contento com tudo aquilo, nem mesmo com o fato de sua esposa ser indicada para vice e de ter sido convidado para coordenar a campanha de Rabello em Cuiabá. Ainda ficou “vermelho” quando foi chamado por Júlio Campos de Operariano, já que é mixtense de carteirinha. O conselheiro aposentado fez referência ao tempo em que França foi técnico do Operário e conquistou alguns títulos pelo time.

  Outro que ao menos não parecia muito satisfeito era o deputado José Riva (PP), liderança ativa do PP. O clima era de constrangimento, mas também não seria para menos. Depois de toda a armação de duas semanas atrás, quando Maksuês acusou Júlio de ser o responsável pela sua demissão na TV Rondon, era no mínimo contraditório ver naquele momento os dois dando as mãos como velhos amigos, fingindo que nada aconteceu e que tudo aquilo era a coisa mais normal do mundo.

  Quando Maksuês Leite começou a falar, todos na sala se entreolhavam. A cada fala do deputado gerava burburinhos. Alguns sorriam de forma a não acreditar no que ouviam. Num discurso totalmente antagônico, o parlamentar disse que a aliança entre PP e DEM daria a Várzea Grande um prefeito experiente, slogan criticado por ele há uma semana durante uma entrevista ao RDNews.

   Chegou a dizer que essa experiência era ruim. Que iria mostrar quem era Júlio Campos e lembrar das coisas que fez, mas parece que ele mesmo se esqueceu. Maksuês também disse que não desistiu de seu sonho, apenas o adiou. Mas será que ele conseguirá convencer seus eleitores de que realmente fez tudo isso pelo bem de Várzea Grande? Pelos vários comentários postados nas matérias acerca do acordão, parece que as pessoas não aceitaram muito bem essa "unidade". Só que esta resposta, ele só terá no dia 5 de outubro, data da eleição. O único que parecia eufórico era Júlio Campos, afinal, conseguiu eliminar mais um adversário e, de quebra, atraí-lo para o seu palanque em Várzea Grande. São coisas da política! (Alline Marques)

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